segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fim à vista!


Ontem ouvi a Catarina dizer que (no futuro) não haverá mais geringonça. Pensará ela que o PS, ou o PSD coligado com o CDS conseguirá mais que 50% dos votos nas próximas eleições? Ou que o PCP sozinho pode servir de muleta ao PS para formar governo? Sinceramente não consigo adivinhar o que lhe vai na cabeça.
Mas, como os políticos dizem uma coisa e fazem outra, não vale a pena cansar a minha inteligência com tal assunto, daqui a dois anitos logo se verá.

domingo, 10 de setembro de 2017

Domingo, 10 de Setembro!

Toda a gente sabe que hoje é domingo, assim como também sabe que é o décimo dia deste mês de Setembro. O que ninguém sabe é o que ele significa para mim, é uma espécie de "day after" (o dia seguinte).
Ontem, fui até Mirandela para encontrar-me com o Manuel Filipe, camarada fuzileiro que não via desde o dia 2 de Outubro de 1962. Claro que a desculpa era abastecer a minha despensa de produtos da região transmontana, tais como vinho, azeite, linguiça e alheiras, mas aquilo que motivou a viagem foi rever um camarada que não via há 20.066 dias. Passaram-se, exactamente, 54 anos e mais 342 dias, daqui a 23 dias seriam 55 anos. É obra!
Ninguém quer saber disso, mas destes quase 55 anos que, entretanto, decorreram, 14 deles foram bissextos. Muitas coisas aconteceram, durante todo esse tempo, na vida do Filipe, assim como na minha. Ele fez duas comissões, em Angola e uma, em Moçambique, tendo abandonado a Marinha depois disso. Esteve em Metangula e no Cobué, como eu estive também, mas em tempos diferentes.
Na sua vida civil, depois da Marinha e da Guerra Colonial, foi emigrante. Andou pelo Médio Oriente e depois foi parar a Paris. Trabalhou nas obras até encontrar o seu caminho definitivo. Em Paris recomeçou os estudos que tinha interrompido quando se alistou, antes ainda de fazer 17 anos, na Marinha de Guerra Portuguesa, e conseguiu terminar o Curso de Contabilidade. Depois disso, com o "canudo" na mão, arranjou um emprego, onde havia alcatifa e ar condicionado, livrando-se do frio, neve e chuva que fustigam Paris durante boa parte do ano.


Ele, agora, está reformado e vive mais tempo em Portugal, na terra que o viu nascer, no concelho de Olhão. E tem mais tempo para dar umas voltas e esquecer a vida de trabalhos que levou até agora. Foi isso que o trouxe, ontem, de Olhão a Mirandela e fez com que o nosso reencontro fosse possível.


Não é qualquer amigo que merece uma deslocação de 176 Kms, mas para o NMA 16491 que partilhou comigo aquelas sessões de «Ordem Unida», sob o comando do sargento Bicho, durante 6 meses, tudo é justificado. Tempos inesquecíveis que, ontem, durante cerca de três horas, tivemos oportunidade de recordar. A buzinadela do autocarro que pretendia prosseguir a viagem pôs fim ao nosso encontro.


No regresso, aproveitei para fazer um desvio e passar pela barragem da Foz do Tua, cuja construção acompanhei desde o primeiro dia. E assim, para regressar a casa tive que meter mais uns 229 Kms na minha carrinha Ford Mondeo que, a bem da verdade, estava já cansada de ficar aqui ao lado, a ganhar teias de aranha e acumular pó em cima do tejadilho.

sábado, 9 de setembro de 2017

Cura tradicional!

Depois do desgosto que o meu Benfica me deu ontem, achei que a melhor maneira de ultrapassar isso era fazer uma excursão gastronómica a Trás-os-Montes. Não vale a pena perder muito tempo com planos de pormenor. Ala pela porta fora.


Se tudo correr como eu espero, logo à noite, conto-vos como foi. Vinho, azeite ou azeitonas e alheiras de Mirandela, alguma coisa hei-de trazer comigo.
Agora não tenho tempo para mais conversa!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Assim não!


Ganhámos!
Mas não gostei nem um bocadinho.
Espero que as coisas corram melhor da próxima vez.
E o Rui Vitória estava muito mal disposto na conferência de imprensa depois do jogo.
Também eu estaria se estivesse no lugar dele.
Veremos como vão correr as coisas com o CSKA, na próxima terça-feira.
Ai o meu rico Benfica!!!

Porra que é dose!

Corre o IRMA a caminho da América, o mais provável é passar por Cuba durante a noite, e no seu encalço vai o incansável JOSE, ainda com cerca de 1.700 Kms de atraso. Mas. diz o ditado que não há dois sem três e assim já há um novo furacão a formar-se, o KATIA que vai perseguir o JOSE seguindo o seu rasto de destruição. Por vezes e com muita sorte, alguns destes furacões perdem força ao aproximar-se da costa e passam a tempestades tropicais. Veremos se os habitantes do sudeste dos Estados Unidos serão bafejados pela sorte, desta vez. O Trump, pelas borradas que tem feito não o merece, mas os pobres dos americanos que vivem naquela zona não têm culpa das "tremendas cagadas" que o seu presidente tem protagonizado, nomeadamente no que à protecção do ambiente diz respeito. A menos que tenham votado nele, está claro.


Falando de políticos e furacões também por cá, em terras lusitanas, tivemos a nossa dose. O JOSE (Sócrates) demorou 6 anos a atravessar Portugal e deixou tudo e todos de rastos. Causou milhares de milhões de prejuízos que nós, os nossos filhos e os nossos netos teremos que pagar nas próximas décadas. E isto se não houver outro furacão (leia-se Primeiro Ministro) que faça outro tanto como ele.
Que Deus nos livre e guarde!
Segundo se consta por aí, dentro de um mês, mais coisa menos coisa, saberemos de que é acusado o homem e se o processo tem pernas para andar. Em Portugal, isto de ter pernas para andar é inversamente proporcional ao dinheiro que o cristão acusado tem no banco, quanto mais dinheiro tem menos pernas e, dessa maneira, o processo não se mexe. Pergunto-me se os milhões que abarbatou durante aqueles 6 anos serão suficientes para travar o processo "ad aeternum". Talvez passem mais alguns anos antes de o descobrimos!

Amanhã temos Benfica!


Depois dos jogos da selecção os jogadores voltaram a casa e recomeçam amanhã os jogos para o campeonato. Como o Benfica defronta os russos do CSKA, a meio da próxima semana, o jogo desta jornada foi antecipado para amanhã à noite.
É bem vindo que já estava com saudades da adrenalina provocada pela ansiedade da espera. Espera-se que o jogo comece para ver o espectáculo dos artistas a correr com a bola. Depois espera-se que o jogo acabe para ver se trazemos para casa os 3 pontinhos que fazem com que não nos atrasemos na corrida. É assim jornada após jornada.
Amanhã poderemos ter alguma novidade na equipa que vai entrar em campo, uma vez que foram contratados novos jogadores para reforçar o plantel. Parece que continuamos com excesso de jogadores para o ataque e défice de jogadores para a defesa, mas isso é um problema para o treinador resolver, para isso ele é pago principescamente.
Allez, Benfica, allez!!!

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Vida bela!



Andei todo o dia na boa-vai-ela
Uma grande volta dei pelo Minho
Assim é que nossa vida é bela
Botei abaixo uma de Alvarinho!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A «Rota dos Furacões»!


Com os furacões a soprar desgraça em direcção aos Estados Unidos, será que alguém se lembrou de estabelecer uma paralelo entre esse acontecimento e a «Rota dos Escravos» que, durante cerca de 300 anos, carregou milhares, talvez milhões, de escravos de África para o continente americano?
Alguém fanaticamente católico poderá pensar em castigo divino. Deus está a castigá-los pelo mal que fizeram no passado.
Pois é verdade, escravos e furacões ambos nascem em África. A tremenda massa de ar quente que se forma sobre o deserto do Sahara, por causa das diferenças de temperatura, desloca-se para o centro do Atlântico dando origem aos furacões que, um atrás do outro, rumam ao Mar das Antilhas e depois à América do norte. Um fenómeno natural que os cientistas estudam e explicam a quem estiver interessado em ouvi-los.


Já os escravos, foi preciso que alguém os fosse buscar a Africa e levasse para a América. Calhou esse papel aos portugueses, talvez por inspiração divina, uma vez que sem essa migração forçada acabaria por ajudar a minimizar a miséria em que viviam e ofereceu-lhes uma nova perspectiva de vida.
Veja-se o problema pelo seguinte prisma:
1 - Os índios americanos nunca seriam capazes de trabalhar para a colonização da América e por essa razão foram dizimados.
2 - Os negros em Africa nunca seriam capazes de trabalhar, mas na América trabalharam e bem, embora tocados a chicote.
Assim, sou obrigado a concluir que DEUS ESCREVE DIREITO POR LINHAS TORTAS!

Recordando o «Parafuso»!


Ontem, tive que recorrer ao dentista e lá se foi um dos meus companheiros de mais de 73 anos. Alguém consegue imaginar a quantidade de coisas que rói um dente molar durante todo esse tempo?
Bem, o que acontece é que não estou na melhor disposição para transformar ideias em palavras e, por conseguinte, deixo-vos aqui uma recordação que é quase tão velha como o dente que ontem tive que atirar para o balde do lixo. Na década de 60 do século passado, lembram-se?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Perigo !


Ainda não se recompuseram dos efeitos do último e já vai outro a caminho. Muito mal devem ter feito para merecerem tal castigo!

Que porra é esta!

Os sul-coreanos andaram, hoje, todo o dia em manobras para meter medo ao vizinho do norte, cujo divertimento máximo é disparar mísseis para o meio do Oceano Pacífico. A esta hora, são 17.00 horas naquela zona do mundo, já devem ter arrumado os "brinquedos" e estar a fazer contas ao custo do fogo de artifício que acabaram de lançar para o ar.


O maluco do penteado esquisito rebenta a «Bomba H» e os pobres dos sul-coreanos respondem com canhões que me fazem lembrar a segunda Guerra Mundial.
Foi isto que pensei ao mirar a fotografia que acompanhava a notícia que li no JE. Mas depois pareceu-me algo estranho este tipo de armamento e assumi que foi a redacção do jornal que se enganou na foto a publicar. É que nós já vivemos na era dos drones e dos aviões não tripulados que vão lá acima das nuvens e deixam cair umas ameixas que estouram na tola dos inimigos sem eles perceberem de onde elas vieram. Ou dos mísseis teleguiados que podem ser disparados de um navio a muitas milhas de distância.
E acabei por concluir que talvez a fotografia publicada seja real. Esta "pequena guerra" foi montada apenas para os jornalistas verem, fotografarem e darem a notícia. É que numa guerra a sério não se vê porra nenhuma. Ouve-se um grande BRRRUUUMMM e acabou-se tudo para quem estiver por perto. E se houver algo nuclear envolvido, até os que estão longe não escapam.
Entretanto, continua a notícia, os Estados Unidos podem vender à Coreia do Sul, para se defender do tresloucado do norte, milhares de milhões de dólares de armamento. O segredo do negócio está em mostrar ao inimigo que temos mais armas e mais poderosas que as dele, mas não fazê-las explodir. Ou seja, poder-se-á concluir que nunca vai haver guerra nenhuma. Aquilo é como quem visita um museu, anda ver as armas novas que comprei que eu, depois, vou ver as tuas.
Que Deus os conserve assim por muito tempo!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Desculpem lá um bocadinho ...!

... mas tenho que falar de futebol, embora saiba que alguns dos meus leitores não dão um pataco por esse assunto. Quando entra em campo a nossa selecção temos que soltar o nosso grito de apoio. Não imagino que possa ser de outra maneira. Nessa altura cada português transforma-se num Afonso Henriques pronto a correr com os mouros daqui para fora.


O jogo de ontem à noite frente à Hungria, disputado na linda capital Budapeste, fez-me lembrar a luta de David contra Golias, o gigante filisteu que pisava o povo das tribos de Israel como se fossem formigas. O David era um simples rapazote formado na arte de guardar cabras e, como o tempo lhe sobrava para isso, um perito em atirar pedras com a sua funda. Onde punha o olho punha a pedra, era tiro e queda, como se costuma dizer. E essa sua habilidade que apurou com alguns anos de treino intensivo, serviu-lhe para "afinfar" uma pedrada certeira na testa do Golias e atirá-lo de cangalhas.
Os nossos futebolistas são assim para o baixinho - basta olhar para o Bernardo, o Moutinho ou o André - mas muito habilidosos. Eles furam por entre as pernas dos adversários como se eles nem estivessem lá. Mas essa habilidade vale de muito pouco se a equipa contrária desatar ao pontapé às canelas dos adversários esquecendo-se por completo da bola. Vendo a forma como jogaram os húngaros (que já estavam eliminados da prova antes de entrar em campo) percebe-se que o treinador os deve ter ensinado como travar a nossa equipa. Estou aqui mesmo a ver como foi o seu discurso antes do jogo começar:
- Rapaziada, vocês não têm a mínima hipótese contra os portugueses. Eles têm uma habilidade a toda a prova e só há uma maneira de os parar, rebentar-lhes com as canelas. Vocês são muito mais corpulentos que eles, por isso vão para cima deles, partam-lhe as pernas, rachem-lhes a cabeça, ou o que for preciso para eles largarem a bola. Conto convosco para os pôr fora da prova e garantir a passagem dos nossos vizinhos suíços. Vamos lá cambada!
No decurso deste jogo assassino um deles foi expulso, mas se o árbitro fosse mais cumpridor das recomendações da UEFA seriam pelo menos três. Eles davam pau e ainda iam refilar com o árbitro. Confesso que nunca vi disto. A páginas tantas o Ronaldo enervou-se e deu um pontapé nas canetas de um adversário que o tinha atingido. Por sorte, o árbitro deixou passar isso em claro, mas poderia ter mostrado o cartão vermelho ao nosso capitão de equipa e lá teríamos que defrontar a Suíça sem ele, como aconteceu na primeira mão. E não me esqueço que perdemos 2 a 0, essa é que é essa! Se queremos estar na Rússia, no próximo ano, temos que ganhar esse jogo custe o que custar. Esse e o outro que vamos disputar um dia destes no alto dos Pirinéus.

domingo, 3 de setembro de 2017

Como eu vejo a coisa!

Depois da canseira de ontem que me fez andar em cima das pernas mais tempo do que eu consigo aguentar, estou de volta ao meu sossego e ao convívio com o meu "computas", o amigo e companheiro incondicional. Sem ele não sei o que seria a minha vida, uma grande chatice quase de certeza.
Depois de dar a volta pelas notícias do dia, recolhi algumas imagens que vou aqui deixar com o meu comentário. Assim a modos que ... como eu vejo a coisa, a partir deste cantinho onde me encontro. Desde que o Salazar se finou, cada um manda as bocas que quer e lhe apetece sem ter que dar contas a ninguém. É o que eu faço.


O maluco da Coreia diz que agora descobriu a bomba que lhe permite partir tudo, quando lhe der na veneta fazê-lo. Uma bomba que pensa poder mandar para onde ele quiser montada naqueles foguetes que tem andado a testar nos últimos tempos. Até pode ser que ninguém acredite nisso, mas o medo de que a ameaça possa ser real não sai da cabeça daqueles que se sentem alvo das maluqueiras daquele imbecil. Em especial os da Coreia do Sul e os japoneses.


Um abalo de 6 ponto qualquer coisa foi sentido na região, o que faz supor que o destrambelhado anda a fazer ensaios nucleares. Uma coisa que me faz espécie é que aqueles generais, com o peito carregado de medalhas, ou pensam como ele ou são mais parvos ainda. Cabe na cabeça de alguém com o juízo todo, deixar um catraio amalucado brincar com coisas sérias? Por muito que me esforce, isso não me entra na cachimónia.


No Irão parece que querem copiar algumas das ideias da Coreia, fabricar armas nucleares. Mas com uma diferença substancial, dizem que não é para estourar em cima da cabeça dos seus inimigos (em especial os judeus), mas para vender a quem o queira fazer. Fomentar a guerra e vender armas a quem se quiser meter nela é um grande negócio e não falta quem se queira aproveitar dele. Países civilizados, com os Estados Unidos á cabeça, estão metidos nesse negócio até dizer chega.


No Mar de Timor há não sei quantos triliões de metros cúbicos de gás. Pela proximidade dir-se-ia que pertencem a Timor Lorosae, mas a Austrália é que não está pelos ajustes e ambos os países têm andado em aturadas conversações para decidir como dividir o bolo. Os pobres dos timorenses que toda a vida viveram na miséria poderiam, usufruindo desta riqueza, aliviar uma costela, mas duvido que a poderosa Austrália esteja muito disposta a abdicar de uma fatia de leão. Veremos o que o futuro lhes reserva.


Enquanto isso, por cá, o nosso Jerónimo continua a levantar o punho, como aprendeu a fazer com o Cunhal e outros professores que passaram pela sua vida. Eu só não entendi ainda se ele acredita mesmo nessa patacoada do comunismo, ou se vai aproveitando a maré para levar a vida sem ter que voltar a trabalhar como metalúrgico. Bem, trabalhar não digo que ele já tem idade para estar reformado. Em vez de gozar os dias que lhe restam no sossego do lar e na companhia da família, anda lá pela Quinta da Atalaia a repetir discursos que caem em orelhas moucas de quem vai lá mais pela festa do que por outra coisa qualquer.


E, alheios a todos esses conflitos que preocupam o mundo, o que fazem os «Irmãos Silva»? Comem e bebem e fazem jus àquele ditado que diz:
- Tristezas não pagam dívidas!
O grupo apresenta-se, organizadamente, por ordem de idades. À esquerda a irmã mais velha (logo seguida da minha pessoa) e à direita o irmão mais novo.


Nem todos os irmãos puderam comparecer, mas, em compensação, apareceram alguns cunhados e cunhadas para compor o ramalhete. Foi assim ontem e para o ano há mais, Assim Deus nos ajude!

sábado, 2 de setembro de 2017

Gabigol ou gabarola?


O brasileiro prometeu “trabalhar bastante e suar a camisola” para ajudar as ‘águias’ e garantiu também que voltar à seleção brasileira é “um objetivo”, embora se queira concentrar totalmente no Benfica.
‘Gabigol’, de 21 anos, que soma dois golos em quatro jogos pela seleção brasileira, custou ao Inter de Milão quase 30 milhões de euros na temporada transata, mas atuou apenas 10 jogos e marcou um golo pelos ‘nerazzurri’.
Rotulado pela imprensa internacional como o ‘novo Neymar’ devido ao trajeto no Santos, o atacante venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos Rio2016, juntamente com o agora jogador do Paris Saint-Germain, mas ainda não se afirmou no futebol europeu.

Ele fala como se tivesse o rei na barriga. E reza, como todos os brasileiros, para ver se a sorte lhe sorri e a bola entra na baliza do adversário. Eu vou esperar para ver se o Rui Vitória o põe a jogar. E depois darei o meu veredicto e, como bom benfiquista que sou, só rezo para que tudo dê certo. Pode jogar no lugar do Salvio, enquanto este não estiver disponível e com o Douglas, outro brasileiro recém-chegado, no lugar de Nelson Semedo, até pode ser que se entendam e funcione.
Só tenho medo de uma coisa. Uma vez alguém afirmou que mais de 5 brasileiros numa equipa dá merda. Então contem comigo, Júlio César, Luisão, Jardel, Jonas, Gabriel e Douglas. Quantos são? Meia dúzia, se não esqueci nenhum. Temos o caldo entornado! Ou quem afirmou isso não fazia a mínima ideia do que estava a dizer.
O Rui Vitória tem esta semana inteirinha para treinar e decidir o que fazer. No domingo, dia 10, temos o Portimonense na Luz e será uma boa oportunidade de testar algumas destas novas soluções. Logo a seguir temos que começar a Liga dos Campeões e aí não dá para fazer experiências. Só espero que os deuses o inspirem para ver se a coisa começa a entrar nos eixos.
Quero que o GRANDE Benfica seja cada vez MAIOR!!!

É assim o destino!

Quer eu queira ou não, sou levado a voltar ao tempo da Escola de Fuzileiros, das marchas, da Serra da Arrábida e toda essa zona da Península de Setúbal que ficou a fazer parte da nossa vida e vive na nossa recordação. E tudo por causa do convívio, marcado para hoje, à hora de almoço, com os meus irmãos.
Os meus pais trabalharam bem e puseram 13 filhos neste mundo. Os dois mais novos já partiram desta vida de sofrimento - para eles foi com certeza - mas os 11 que ainda estão vivos, com o resto do familório, darão conta do recado, tenho a certeza absoluta. Talvez, logo ao fim do dia, traga aqui uma fotografia para vos mostrar o tamanho de grupo que vai meter os pés debaixo da mesa e dar ao dente na minha companhia.
Mas voltemos atrás que falar da minha família que vocês não conhecem tem pouco interesse. Falava eu do tempo passado na instrução militar na Escola de Fuzileiros e nas nossas incursões pela Arrábida. O convívio dos meus irmãos fez-me lembrar da «Aldeia de Irmãos» que existe no sopé da Serra da Arrábida, do lado poente. Quem sai de Azeitão, a caminho da serra, ou de Sesimbra, encontra-a alguns minutos depois de começar a caminhada. Para nós, fuzileiros, de G3 ao ombro a caminho da Escola, era um alívio chegar à Aldeia de Irmãos, pois sabíamos que faltavam menos de 10 kilómetros de caminho para chegar ao nosso destino.


A partir de Vale de Zebro, na freguesia de Palhais, a caminho da serra fazíamos sempre o mesmo caminho. Em chegando a Azeitão, virar à direita, seguir pela estrada que vai para Sesimbra e um pouco adiante sair para a esquerda e subir a serra. Os jeeps e o resto dos meios de transporte que utilizávamos já sabiam o caminho de cor. Quando havia pessoal acampado na serra, o que era frequente, andavam para cima e para baixo a toda a hora do dia e, às vezes, da noite. Para quem fazia a recruta na Primavera/Verão era uma alegria ficar uma semana na serra, mas para aqueles que tinham que o fazer no Outono/Inverno já não era assim tão agradável. Nesse capítulo calhou-me sempre o melhor.
E por último, mas não menos importante, havia as maçãs «Red Delicious» de que vos falei, há dias. Numa quinta, ao subir a serra, poucos quilómetros depois da Aldeia de Irmãos, havia umas macieiras dessa qualidade e, sempre que a ocasião se proporcionava, lá ia este rapaz ao assalto. Com o cinturão bem apertado, enchia o casaco do camuflado com aquelas preciosidades e depois era fazer o resto do caminho a dar ao dente. Juventude, boa saúde e umas macãzinhas dessas para trincar era a riqueza que tinha ao meu alcance nesses tempos. Agora nem os dentes sobraram, por meu azar!

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Faz de conta!

Hoje, é obrigatório falar de futebol. O «Mercado de Transferências» encerrou à meia-noite e até 1 de Janeiro não podem ser inscritos mais jogadores na nossa Liga. Quem comprou comprou, quem não comprou que comprasse!
Por falar nisso, não há grande diferença entre os plantéis de ontem e os de hoje. O Benfica andou a fazer de conta que estava comprador, o Sporting que estava vendedor e o Porto que estava melhor quietinho. Cada um pelas suas razões, mas especialmente pelas financeiras que as suas bolsas pouco mais têm que cotão.
No entanto, quero destacar a venda do Mitroglu, com a qual concordo claramente. Ele e o Raul ocupavam o mesmo espaço e era lógico que um teria que sair. Prefiro o Raul que me parece ter outras potencialidades, tanto para jogar como para um futuro negócio. Reconheço que o Mitro era um goleador e justificou bem a sua aquisição, mas o Raul também nos ajudou a resolver alguns jogos bem bicudos. O futuro dirá se foi feita a melhor opção.

Douglas (Ex-Barcelona)

Desde o fim da época passada já ouvi falar em compras que nunca mais acabam, a começar no Krovinovic e acabar no Svilar, passando pelo Matos Milo. Mas qual a serventia que todos esses jogadores têm estou longe de saber e desconfio que serão para rodar na equipa B ou emprestar a outros clubes. E então a equipa principal? Vamos continuar pendurados no Luisão, Eliseu e André Almeida? A manta está tão curta que não dá para puxar para lado nenhum. Se o Luisão se constipa vai ser uma carga de trabalhos.

Gabriel (Gabigol) - Ex-Inter

Ia-me esquecendo de mencionar as duas grandes contratações finalizadas ontem, Gabriel e Douglas. Mas alguém me sabe dizer para que servem eles? Em que posição são bons? Quem vão substituir? Parece que nenhum deles é lateral direito nem esquerdo, nem tão pouco defesa central e, por conseguinte, não vejo onde os encaixar. O remédio será mandar o Jardel, o Lisandro, o Grimaldo e o Fejsa à bruxa para ver se esconjuram o mal que os aflige e comprar pilhas Duracel para o Luisão e Eliseu a ver se conseguimos continuar a sonhar com o Penta. Ah, e rezar para que o Rafa encontre o seu caminho e o Filipe Augusto aprenda mais um pouco do que é ser médio com capacidade defensiva.
Se todos estes planos falharem, o Rui Vitória que convoque a miudagem que treina no Seixal e, entre eles, pode ser que encontre outro Renato Sanches, Nelson Semedo ou Lindelof. Eles por vezes andam escondidos, mas abrindo-lhe a porta e dando-lhe um empurrão, pode ser que peguem.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O 31 de Agosto!

É hoje, depois deste só faltam mais dois meses de 31 dias, Outubro e Dezembro. Isso faz-me lembrar aquela lenga-lenga que se aprendia para saber quantos dias tem cada um dos meses do ano:
- Trinta dias tem Novembro, Abril, Junho e Setembro. De 28 só há um e os mais de trinta e um!
Aprendi isto da boca da minha avó, quando lá em casa ainda não havia rádio nem televisão e cabia aos diversos membros da família animar os outros para que a vida não fosse uma seca. E na ânsia de que eu (que era o seu neto mais velho) começasse a aprender a brincar com os números, antes de entrar na escola, também me ensinou este exercício de cálculo mental:
- Doze, redoze, vinte e quatro com quatorze mais dezasseis com vinte e um, faz um cento menos um!
Quem tiver dúvidas é só agarrar na máquina de calcular e verificar 12+12+24+14+16+21=99.
Era assim em meados do Século XX, quando, em Portugal, havia mais analfabetos que letrados e os automóveis, fora das cidades, eram bichos raros, barulhentos e que custavam muito dinheiro, coisa rara que o Salazar evitava que nós tivéssemos para não criar vícios.
E a minha avó ensinava-me outras coisas também, a saber comportar-me, por exemplo. Mas nem sempre este rapaz seguia as suas ordens e então também tinha direito a um concerto de chinelo. Nessas ocasiões, para eu não lhe fugir, metia a minha cabeça entre as suas pernas e eu ficava de traseiro no ar, mesmo ao jeito do chinelo não falhar o alvo. Como ela batia sempre com jeitinho, eu às vezes dizia-lhe que não doía nada e então tinha ração a dobrar.
Coitadita da minha avó Maria! Levou uma vida muito difícil e depois de velha ainda teve que criar, ou pelo menos ajudar a criar, doze netos. Quase no fim da vida, ainda lhe pus a minha filha, sua primeira bisneta, no colo para ela embalar. No ano seguinte, no meio de muito sofrimento, abandonou este mundo. E já lá vão 47 anos e alguns meses. Acredito que ela está lá em cima e continua a olhar por mim.
Sem sentimentalismos, amanhã começa o mês de Setembro, o mês que nos faz saltar do verão para o inverno, sem apelo nem agravo. No terceiro domingo desse mês realiza-se, aqui na Póvoa, a festa de N.S. das Dores e faz parte da tradição que chova nesse dia. Com a seca severa que grassa por esse país fora, seria desejável que essa chuva fosse farta e não necessariamente na Póvoa, mas nos lugares onde é mais precisa.
Portanto, fica aqui o meu desejo para o próximo mês. Venha chuvinha com fartura, embora não tanta como a que pôs o sul dos Estados Unidos debaixo de água, porque isso também é demais.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Que ricas maçãs!

Hoje a conversa é sobre maçãs, a minha fruta preferida. A «Red Delicious» é a melhor de todas, na minha opinião.

Os norte-americanos produziam-na às toneladas, mas começaram a reduzir a sua produção, pois começou a dizer-se que os consumidores não apreciavam a cor vermelha da maçã. Mas, como a globalização fez da China o maior cliente do mundo, não se pode perder uma oportunidade de negócio e toca a aumentar de novo a produção para exportar para a China.

"O vermelho, na China, durante centenas e centenas de anos, se não milhares, tem sido uma cor extremamente importante. Simboliza sorte, saúde, felicidade. Leva todos estes significados culturais consigo. E os frutos vermelhos fazem muito bem", diz David Smith, importador de Shanghai.
A maçã Red Delicious surgiu na década de 70 do século XIX, no Iowa. Começou por ser fruto de uma árvore teimosa, que o agricultou Jesse Hiatt tentou arrancar. Mas teve de se render: quando a maçã vingou, viu que era deliciosa.
Na década de 80 do século seguinte esta qualidade atingiu os 75% no top das maçãs produzidas em Washington. Actualmente, tudo mudou e começa a haver um decréscimo na produção. Mas não há motivo para temer o desaparecimento das emblemáticas maçãs: afinal, o mercado chinês descobriu-as mesmo a tempo.


Há outra maçã, muito vendida em Portugal, parecida com a Red Delicious, a Starking, mas não tem comparação com aquela. Para os compradores mais distraidos, chamo a atenção para dois pormenores que facilmente servirão para as diferenciar. A Red Delicious é redondinha e de cor mais clara, enquanto que a Starking é mais comprida, mais larga no pé e mais estreita em cima, e a sua cor é mais escura.
Depois desta, há mais duas maçãs que são do meu agrado. Em primeiro a Golden, muito doce e macia e, em segundo, a raineta pelo seu paladar e acidez. Mas, de um modo geral, eu trinco qualquer maçã que passe ao meu alcance. Fico a pensar que as coisas boas, maçãs e mulheres, começam todas por "M".
Nunca esquecer o conselho daquele médico inglês que diz:
- An apple a day keeps the doctor away! (Uma maçã por dia e não precisa de médico).

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A «Árvore»!

Quando se planta uma árvore, raramente se sabe o que dali vai resultar. Por vezes seca, outras vezes não dá o fruto que contávamos colher e pode acontecer também que não se desenvolva e fique raquítica para toda a vida. Se as raízes forem boas poder-se-á enxertar a árvore e, com algum tempo de espera, vir a colher bons frutos. Em última análise, se nenhuma das soluções resultar, arranca-se pela raíz e planta-se uma nova, começando tudo desde o princípio.


Vejo aquilo que o presidente do Benfica acabou de fazer como o meu exemplo da árvore. Ele escolheu um jovem jogador e vai plantá-lo no Seixal, esperando que dali saia outro guarda-redes como os dois últimos que lhe renderam bom dinheiro. Eu tenho a certeza que vai cuidar dele com o máximo cuidado, só falta saber se a cepa é boa. O futuro o dirá.



De repente, o Benfica ficou sem um guarda-redes que dê garantias, coisa estranha num clube deste gabarito. Vender o Ederson por uma mão cheia de milhões foi muito bom. Ou não terá sido? Se essa operação puser toda uma época em risco não sei se terá sido assim tão bom. Não vamos ter que esperar muito para saber a resposta. O rapaz agora contratado afirmou que é do género de se esfarrapar todo para conseguir o que quer. Só espero que ele meça o alcance daquilo que diz.


Por aquilo que nos é dado observar, o miúdo fez todos os testes antes de assinar o contrato. Espero, por isso, que não vá engrossar a fileira dos lesionados mal dê o primeiro pontapé na bola. Estranho não se saber no Benfica a quem atribuir a responsabilidade de tantas lesões. O primeiro passo é ter a certeza que eles não chegam já lesionados e para isso fazem os testes. Se é que os testes servem para alguma coisa mais que medir o ritmo cardíaco.


Descobri que há uma cerveja com o nome do novo craque do Benfica. Será um bom ou mau sinal? Se for boa vai servir para nós festejarmos cada vez que acabarmos um jogo sem sofrer nenhum golo. Só que ele não pode beber, senão cresce-lhe a barriga (como a minha) e depois não consegue voar para ir buscar a bola ao canto superior da baliza.
CHEERS BENFICA FOREVER!!!! Com Svilar, pois então!!!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Tal tá a moenga!

De um lado incêndios que ocupam milhares de bombeiros e queimam hectares de floresta, do outro inundações que põem os bombeiros em alerta total e põem a cabeça em água aos lisboetas.


Diz o pessoal do IPMA que no norte e centro choveu, trovejou e caiu granizo. Eu não vi nada, deve ter sido lá para os lados de Bragança. Quando saí para ir tomar um café, depois do jantar, caíram umas pinguinhas, mas nem deu para lavar a poeira depositada em cima dos carros.
E eu que estava a rezar ao S. Pedro para me regar a horta! Não regou, não lhe digo obrigado!