Eu gosto muito de fruta, como (quase) qualquer uma sem hesitar. Mas há quem não goste e prefira outras coisas em que meter o dente. Por exemplo, no Porto a palavra fruta tem outro significado e faz arregalar os olhos a quem a ouve. Para mim uma maçã é tudo, mas não recuso uma pera, um pêssego ou uma laranja, o que vier leva dentada!
Vem esta conversa a propósito do número 240 que o governo decidiu adoptar como indicador máximo de doentes (covid-19) por 100 mil habitantes para indicar quais os concelhos de risco. E porque não 250? E para complicar mais as contas de quem não é um barra em matemática, quer dividir o país em 3 grupos, em que 1X240 é o melhor/menos infectado, 2X240=480 é o médio e 2X480=960 é o pior de todos, cheio de gente contaminada. Sabendo que há concelhos com mais de 3.000 infectados, estes números são uma perfeita anedota.
Tal como na fruta, cada um escolhe o que quer, eu optaria pelo número 250 cujo dobro é 500 e a dobrar dá 1.000. Muitíssimo mais fácil para fazer contas de cabeça. O que equivaleria a 0,25 por cem ou 2,5 por mil habitantes, o que corresponderia a 25 por cada 10 mil habitantes. Por exemplo, a Póvoa tem 6 vezes essa população, ou seja, 6X25=150 que seria o número máximo de doentes para der retirado do mapa vermelho do António Costa. Por azar meu e dos meus conterrâneos, na última contagem oficial foram contabilizados 1500 ( 10 vezes o máximo permitido) e com os novos casos no balneário do Varzim já deve ir a chegar aos 1.600.
E quanto aos grupos, eu aconselharia 4, sendo a primeiro de 0 a 500, o segundo de 501 a 1000, o terceiro de 1001 a 2000 e o quarto acima desse número. Isso tornaria mais fácil a catalogação e daria um mapa com mais cores, muito mais apelativo para a D. Graça Freitas nos mostrar nas suas "chatérrimas" conferências de imprensa.
Mas é como eu digo, quando alguém estende a mão para a fruteira, tanto pode apanhar uma pera como uma toranja e o gosto é muito diferente. O Costa escolheu o 240 e eu não estou de acordo com ele. Que podemos fazer para aplanar (não a curva) as nossas divergências?





















