Prometeram-me um encontro com a Ana, esta manhã, mas ela não apareceu. Passei a noite a sonhar com ela que ia vê-la chegar até mim com os cabelos esvoaçando ao vento. Não consegui ver de que cor eles eram, pois a escuridão da noite não mo permitiu. Também a cor dos seus olhos não fui capaz de adivinhar, porque os cabelos esvoaçantes raramente os deixavam ver. Dei comigo a pensar que talvez fosse melhor assim, podia imaginá-la como mais me agradasse.
Cabelos compridos e castanhos, nada de pretos nem loiros, e com olhos muito bonitos, onde se adivinham matizes de castanho, verde e azul. E uns lábios daqueles que parecem estar sempre a pedir beijos. Com um físico de fazer inveja às Irinas, Georginas e outras mais terminadas em inas que eu quanto ao físico sou um, pouco esquisito. Nasci numa terra onde impera a mulher celta, de baixa estatura, perna curta e cu e mamas que davam para duas (à vontade), por isso, pelo menos nos sonhos, quero mudar de mulher ideal.
Bem, o facto é que acordei e não vi Ana nenhuma, nem assim nem assado, zero. E é por isso que me sinto enganado, tanto sonho deitado ao lixo, tanta beleza desperdiçada. Ainda mal acordado, esfreguei os olhos, apalpei à minha volta e encontrei a mulher de sempre. Celta, pois claro!

































