domingo, 16 de outubro de 2016

O Jogo do Rapa!


Em semana de entrega do «Orçamento de Estado» para discussão na Assembleia da República, o que seria de mim se não ventilasse aqui o assunto. Como votei para o «nosso grande amigo» Passos Coelho perdesse as eleições, sinto-me na obrigação de apoiar o António Costa e os seus agregados no governo. Não quer isto dizer que perfilhe todas as ideias que vão naquela cabecinha, mas para algum lado tenho que cair, não é verdade?
Um dos comentadores da nossa praça chamou ao OE o jogo do rapa. E eu achei-lhe piada e resolvi pegar na deixa. E como temos no Parlamento quatro grupos principais de deputados, eu decidi atribuir a cada um deles uma das letras do jogo e a partir daí fazer a minha crítica.
Para o Jerónimo de Sousa calhou o (R) e parece que estou a ouvi-lo:
- Rapa tudo o que puderes a esses cabrões dos banqueiros, latifundiários, monopolistas que vivem à custa do suor da classe operária. Usam de todas as influências possíveis e imaginárias para não pagar impostos e põem os lucros nas offshores para ninguém saber quanto têm. Basta de chular os trabalhadores, agora é a vez de eles pagarem.
À Catarina Martins calhou o (T) e ela, um pouco mais modernaça e comedida que o seu amigo da esquerdas mais radicais, fala assim:
- É altura de tirar um pouco àqueles que mais têm. Aqueles que mesmo em tempo de crise continuam a amealhar riqueza têm que ser chamados a pagar um aumento, por pequeno que seja, aos que recebem uma reforma de miséria. Não se pode permitir que uns esbanjem dinheiro em carros de luxo, em férias no estrangeiro e roupas com griffe, enquanto milhões de portugueses não têm o necessário para matar a fome e pagar os medicamentos de que precisam. Tirem-lhes um pouco que ainda ficarão com o suficiente para viver à grande.
Ao nosso Primeiro Ministro e líder dos socialistas calhou o (D) e a sua música, talvez um pouco a contragosto, terá que soar mais ou menos assim:
- Deixa tudo como está que no meio da crise que se vive na Europa não vejo maneira de fazer milagres. Para enganar o Zé Povinho, coisa que não é nada difícil, damos-lhe uns euritos com a mão direita e enquanto eles festejam a sorte que tiveram tiramos-lhos com a esquerda, a ver se no fim as contas dão certas e os gajos de Bruxelas nos largam a braguilha.
Por último ficou o (P) para o Pedro (até parece que foi de propósito) que é um adepto ferrenho do põe. As receitas não chegam para cobrir as despesas? Põe aqui mais um impostozito para compor as contas. E põe ali mais uma vírgula naquele contrato das PPP's para fazer o jeito àquele amigo que telefonou ontem a dizer que aquela merda só lhe traz prejuízo e que ninguém sabe como está arrependido de se ter metido neste negócio com o Estado Português. E põe mais 3 ou 4 por cento nessa contribuição extraordinária para ver se conseguimos travar a escalada da dívida pública. É preciso pôr o povo a pagar pelos luxos a que se habituou no tempo dos outros governos.
Nesta manhã de domingo, de um dia de outono que mais parece inverno, foi o melhor que pude arranjar para vos dar os bons dias.
Gozem muito!

sábado, 15 de outubro de 2016

Um rebuçado!

Para vos compensar da miséria que vos mostrei nos dois posts anteriores e com os meus votos de um bom domingo, deixo-vos aqui um rebuçadinho para vos adoçar o bico. E nem precisam de dizer obrigado!


Eu gosto é do Van Damme!

Mundo maluco!

Depois de ver e ouvir o Zé Cabra cantar na televisão, eu pensei que já tinha visto tudo e que mais nada me faria arregalar os olhos de espanto. Mas estava redondamente enganado. Esta semana, as redes sociais foram invadidas por uma série de videos da Maria Leal, uma não-cantora que alguém decidiu promover à custa da palermice do Zé Povinho que tanto goza com o melhor como com o pior que há no mundo do espectáculo.



Prefiro que vejam o video e ouçam a música, em vez de tentar usar todos os adjectivos que tenho no meu limitado vocabulário e que nunca espelhariam aquilo que quero transmitir-vos.
A Maria não sabe cantar, não sabe dançar, ela é a coisa mais mal feita que já vi em toda a minha vida! Só mesmo por piada se pode pôr isto no ar para português ver! O Nilton, um dos comediantes da nossa praça já parodiou esta cena que também está no Youtube para quem quiser ver.
Que mais me irá acontecer! Este mundo está maluco de todo!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Vem aí o S. Martinho!

Já lá vai o tempo em que só se comiam castanhas no Outono e as bolotas eram dadas aos porcos. As bolotas de carvalho, mais frequentes no norte que no sul de Portugal, nem aos porcos se davam, ficavam em cima das árvores até secarem e caírem ao chão, dando origem a novas árvores para manter a floresta. Agora tudo mudou e ambas são petisco a ter em conta.


Seja na culinária, em geral, ou na pastelaria, em particular, há montes de receitas de fazer crescer água na boca. Um bom pernil de porco assado no forno com castanhas é o meu preferido. Li em qualquer lado que também o fazem com bolotas, mas ainda não tive o prazer de provar. Tanto a castanha como a bolota, transformadas em farinha, já serviram para fazer pão e matar a fome a muita gente, no tempo da miséria. Hoje, o uso de farinha tanto quanto sei) está ligado apenas ao fabrico de pastelaria.


As vindimas já se acabaram e o vinho novo está a ganhar ponto nos tonéis para se provar no S. Martinho que está a menos de um mês de distância. E não pode haver um bom S. Martinho sem umas castanhas assadas, por isso escolhi, hoje, este tema para alertar os mais distraídos que é tempo de preparar os apetrechos para as assar. Vale a pena investir num fogareiro novo e comprar um saco de carvão para estar a postos para o grande dia. Com as castanhas não vale a pena ter pressa. Quanto mais tarde se comprarem melhor, pois estarão mais secas e mais doces, ou seja, custam menos dinheiro e sabem melhor.


Nas outras regiões de Portugal não sei, mas aqui no Minho todas as casas de lavoura fazem um pipo de água-pé para beber no S. Martinho e enquanto o vinho ganha ponto, pois até passar o Natal não é grande coisa. Quando eu era criança, até na minha casa se fazia isso e não tínhamos uma única videira. Compravam-se umas cestas de uvas, ia-se buscar uma cesta de bagaço (aquilo que sobra das uvas depois de se tirar o vinho) a casa de um lavrador vizinho e ao fim de uma semana lá estava o nosso pipinho de água-pé que durava até ao Natal (e viva o velho)!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Crise a valer!


As coisas em Angola estão feias a valer! Esta fotografia acompanhava uma notícia sobre a inflação que já vai em 40% este ano. Apetecia-me perguntar a esta gente se gostariam de voltar a ser portugueses, mas com a desgraça que vai por aqui ... mais me vale ficar calado.
Mas voltando à fotografia, o que me chamou a atenção foi o número de pessoas que se juntou naquilo que parece um mercado, mas sem qualquer tipo de mercadoria à vista, em cima das bancadas. Como é possível? Que o povo tem pouco dinheiro já se sabe, mas sem mercadoria é que não há negócio que ande para a frente.
Um nível de inflação desta ordem faz-me lembrar o Brasil, na década de 60 do século passado. Se bem me lembro, foi nessa altura que "morreu" o cruzeiro velho e nasceu o cruzeiro novo que valia mil vezes menos. Daí até ao Real foi um pequeno passo e o Brasil mudou muito desde então. Espero que aconteça o mesmo em Angola, mudando para melhor. Custa-me acreditar como um país com tantos recursos naturais não consegue encontrar o caminho do sucesso. Só pode ser culpa dos políticos e das políticas que eles implementam no seu país.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Para não ficar calado!


É habitual dizer-se que se fala do tempo quando não há mais
assunto que valha a pena discutir. Pois então cá vai a previsão
para os próximos 10 dias aqui na minha parvónia. Valeu?


Sem problema, venham ter comigo que eu empresto. Ainda
esta manhã estive no banco e disseram-me que não querem
o meu dinheiro para nada. Assim servirá para alguma coisa,
aliviar as costas ao Costa que não sabe onde se há-de meter
para fugir aos críticos. Se calhar é por isso que tem andado
lá pela China!


Pensei que tinha sido apenas ao Sporting Clube de Portugal!
Afinal há mais malandros por esse mundo fora e eu sem saber!


Já se diz por aí que foi o Jorge Jesus, numa das suas viagens
Alcochete, que entalou a pobre da águia de vingança por ela
lhe ter roubado o primeiro lugar. Eu cá não garanto nada, mas
não me custa nada acreditar nessa versão dos factos.
Viva o Benfica que é e será sempre o maior!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vira o disco e toca o mesmo!


Desta vez foram 7! Golos (7) golos contra apenas 1 do adversário! Boas perspectivas para o Mundial 2018, pois alguns destes jogadores já alinharão nessa prova pelos seniores. Parece que a Selecção Nacional tem o futuro garantido!
Bendita seja a fartura que a fome ninguém a atura!

Toma e embrulha!

Ontem, adormeci a pensar futebol e, hoje, acordei na mesma onda. Com jogos cheios de golos, como os dois últimos da nossa Selecção, não pode ser de outra forma. Na minha última mensagem já lancei o meu grito de reconhecimento ao novo ponta-de-lança que vimos fazer um hat-trick no jogo de ontem. Mas, hoje, ao olhar para esta fotografia que aqui vos mostro, outro pensamento assaltou a minha mente.


Reparem bem na imagem. O que vêem? Não falo no nome dos jogadores que esses são bem conhecidos. Não, também não é a cor do equipamento, nem os números das camisolas e nem tão pouco o penteado que eles usam. O assunto é outro.
Os adeptos do leão passam a vida a dizer que os melhores jogadores da Selecção Nacional são produto da sua academia e que do Porto e Benfica não aparece nenhum que preste. Pois aí está a prova do contrário, o mais novo e mais eficiente ponta-de-lança que despontou no nosso país, nos últimos tempos, é um produto das escolas do Porto. E pela raridade de jogadores para aquela posição, cada um que apareça vale por três de qualquer outra posição.
Toma e embrulha! 

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Temos ponta de lança!

Os habitantes das Ilhas Faroé todos juntos não chegam para encher o Estádio da Luz. Não admira, portanto, que não consigam arranjar 23 jogadores (que prestem) para formar uma equipa de futebol. E nessas condições, claro que equipas como a nossa (que tem alguma qualidade) fabricam gordos resultados quando jogam com eles. E hoje não foi excepção, seis golos sem resposta.


Mas, para o que importa, no jogo de hoje vimos despontar um ponta de lança que parece ter qualidades para ocupar o lugar que foi do Pauleta e do Nuno Gomes, coisa que há muito faltava na nossa selecção. Chama-se André Silva, joga no Porto e hoje fez um hat-trick que nos deixa esperançados no apuramento para o próximo mundial e numa boa prestação quando chegar a altura.
Que mais vos posso dizer? O resultado de hoje não foi surpresa, surpresa e bastante desagradável foi perder com a Suíça, o que nos deixou numa posição muito desconfortável. Com a ajuda do André, do Ronaldo e dos outros todos veremos se somos capazes de reverter essa situação!

Uma guerra perdida!

Lisboa está hoje em estado de sítio por causa da "manif" dos taxistas contra a Uber. Embora não seja parte interessada, nem esteja muito por dentro do assunto, eu diria que os taxistas se estão a envolver numa guerra perdida à partida. A fotografia que vêem abaixo parece uma aguarela pintada por um grande artista. É assim Lisboa, uma das cidades mais bonitas do mundo. E os nossos taxistas planeiam torná-la, durante o dia de hoje, num verdadeiro inferno. Ninguém merece!


Como é costume ouvir da boca dos empreendedores, o futuro é hoje. E o futuro é «automóvel sem condutor». O primeiro exemplo é o daqueles carros da Google que trabalham no projecto street view e, segundo tenho ouvido dizer, com grande sucesso. E, na minha humilde opinião, o último exemplo  que podemos esperar será um serviço de táxi sem condutor. E acredito que não vai ser preciso esperar muito por isso.


Por outro lado, as fábricas de automóveis estarão interessadíssimas em oferecer aos seus potenciais clientes carros com cada vez mais tecnologia e com os avanços da informática e da robótica isso está a um curto passo de distância. Veja-se o exemplo da Tesla.
Um sistema de auto-pilot permite ao condutor do Tesla S dormir a sesta, fazer a barba ou navegar na internet, enquanto se desloca pelo meio do trânsito. O GPS, as câmaras de video e os sensores de todo o tipo mantém o carro no rumo escolhido, controla a velocidade, optimiza o consumo de combustível e deixa o viajante gozar a vida em vez de ficar stressado durante a viagem.
Aposto que a Uber, ou qualquer outra empresa do género, terá carros na rua sem condutor em menos de dez anos. O melhor que os taxistas podem fazer é ir preparando a sua retirada com muita calma para não serem obrigados a fazê-lo à pressa, no último minuto. O sucesso de qualquer negócio está no conhecimento e antecipação daquilo que lhe reserva o futuro. Portanto, de pouco servirá andar a tocar a buzina, gastar gasóleo e encher o ar de Lisboa de CO2, porque se trata de mais uma batalha de uma guerra que já está perdida.

domingo, 9 de outubro de 2016

Cuidado com as curvas!


Hoje não me sinto particularmente inspirado e venho apenas deixar-vos a prova de que não há dia que eu não pense em vós.
Não acho que a catraia da imagem tenha escolhido a roupa mais indicada para ir dar uma volta de mota, mas para curioso ver fica melhor assim. Se estivéssemos no Facebook metia-lhe um like!
Mas como não estamos, deixo-a convosco e metam-lhe o que quiserem!
E tenham um bom domingo!
Abraço!

sábado, 8 de outubro de 2016

Andorra e o resto!

Estava eu a ver a habilidade dos nossos craques da bola (finalmente o CR7 fez algo que se visse na Selecção) e a pensar em Andorra, o pequeno país no alto dos Pirinéus onde nunca fui. Nunca fui, mas estive lá perto. Como sabem, montanhas quer dizer ovelhas, ovelhas querem dizer lã e lã quer dizer tecido. Comprar tecido era a minha profissão e assim lá fui parar, por alturas de 1980, para conhecer a maior fábrica de lanifícios (tecidos de lã cardada) existente em França.
A pouco mais de 100 Kms a norte de Andorra, encontra-se a cidade de Lavelanet que era, nesses tempos, a capital dos tecidos de lã e do fois-gras. Olhem para a imagem abaixo e imaginem Andorra lá ao fundo, nas alturas dos Pirinéus.


Uma curiosidade sobre esta pequena cidade francesa é estar no centro da zona de criação de patos e gansos que dão origem a duas indústrias muito particulares. A dos edredões de penas e a do foie-gras. Isso mesmo, engordar patos até eles caírem para o lado (mortinhos da Silva) e depois depená-los e tirar-lhe o fígado para fabricar o mais famoso paté do mundo. Ir a Lavelanet significa comer paté desde o pequeno almoço até ao jantar, antes, durante e depois das refeições. Uma perfeita loucura, eu passei por isso.


Conhecer todo o processo de produção dos tecidos de lã foi coisa que tive que fazer e que me deu muito gosto. Sempre fui muito curioso, no que respeita ao funcionamento de máquinas, e ver tudo aquilo a funcionar como um relógio suíço, transformando a lã acabada de tosquiar em fio e depois num belo tecido pronto e passado a ferro, deixava-me feliz da vida. Quando se gosta do que faz, trabalhar é um prazer.


A máquina que vêem na imagem acima é a coisa mais estrambólica que me foi dado conhecer nas minhas andanças. Como se vê pela posição das pernas do operário, a máquina desloca-se para trás e para frente, numa distância de cerca de 8 metros, e ele tem que acompanhá-la no seu percurso. Chama-se «Fiacção de Carruagem», a parte mais alta que se vê à esquerda é fixa e o resto é móvel. No movimento que a afasta do cavalete, onde estão penduradas as mechas (fios por torcer), a máquina vai torcendo o fio e no movimento de retorno gira os fusos e vai enrolando o fio entretanto torcido, oito metros em cada vai-e-vem. Um processo lento, mas que fazia o fio mais perfeito do mundo. Agora existe apenas nos museus. Nada escapa à voragem do progresso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Será que leram o que escrevi?


Ora vejam o que encontrei hoje nas notícias:

O "problema", assume por sua vez o porta-voz dos industriais angolanos, é que as empresas chinesas praticamente não contribuem para a cadeia de produção angolana, importando tudo o que necessitam ou subcontratando serviços a outras empresas chinesas já instaladas em Angola.
"As empresas chinesas não gostam nada de comprar às empresas angolanas. Elas compram entre si e obviamente que isto não nos interessa, estamos a criar uma cadeia de dependência cada vez maior", aponta.
José Severino assume ter garantias do Governo que, através do novo modelo de contratação pública, os contratos com empresas chinesas contam com "obrigação de subcontratação de fornecimentos locais".
"Eles [empresas chinesas] é que transportam a areia, eles é que compram a brita, isto não pode ser. É voltarmos a uma dependência externa, nos não aceitámos a continuação destes procedimentos. Por outro lado têm procedimentos que são ilegais, essas empresas chinesas, na generalidade nem estão legalizadas, não pagam impostos. Isto é concorrência desleal", afirma o industrial.
José Severino fala mesmo em "bagunça", com empresas angolanas obrigadas ao pagamento de segurança social dos trabalhadores e outros impostos, o que, afirma, não acontece em regra geral com empresas chinesas.
"Assim não se consegue competir, mas nem por isso as obras são muito mais baratas, e já nem falo da qualidade. Só pedimos uma ação dos órgãos de soberania a dizer a estes operadores que se têm que pautar pelas regras do país", concluiu o porta-voz dos industriais angolanos, assumindo o "desgaste" dos empresários.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Proibido errar!


Traduzido à letra seria  "vedado espalhar-se", mas em bom português deve dizer-se "é proibido errar", tal e qual como o escrevi no título desta mensagem.
Fui tantas vezes a Itália e convivi tanto com italianos que ainda me parece ouvi-los a cada passo. Também gosto de passar os olhos pelos jornais italianos, pois se há palavras iguaizinhas às nossas, há outras que são completamente diferentes e só as entendo pelo sentido da frase. Mas isso, provavelmente, não vos interessa nada, só a mim que sou maluquinho por línguas. Adiante.
Quem gostar de bom futebol pode assistir, hoje às 19.45 horas, a um jogo, entre a Itália e a Espanha, que espero venha a ser um verdadeiro espectáculo. Acima de tudo quero ver o «Lo patego» no papel de seleccionador espanhol e também os craques que ele resolveu levar a jogo. Já sabemos que o Iker Casillas não vai e poderá haver outras surpresas. Do lado da Itália não sei nada, nem sequer o nome do seleccionador. Mas não faltarei ao jogo e depois de ele acabar já estarei mais bem informado.
Vamos lá cambada, todos à molhada ...!

Mudar? Só para melhor!

À conta das comemorações republicanas de ontem, estive a recapitular aquilo que se passou em África e, em especial, nas nossas antigas colónias. Os países colonizadores (europeus) começaram a abandonar as suas colónias africanas por volta de 1950. Portugal foi o último, fazendo-o apenas em 1974/1975. Ao sair, não houve um único que tivesse organizado as coisas de modo a que os novos governos que os substituíram fossem capazes de ter sucesso. Talvez Portugal tenha sido o pior de todos, entregando as suas antigas possessões aos amigos de Moscovo e Pequim.
Ao fim de todos estes anos pouco mudou e nem sempre para melhor. Os ditadores esmifraram as riquezas dos seus países e o povo vive pior agora que no tempo dos colonizadores. Um dos factores que servir para tornar as coisas ainda piores foi o ressurgir do Islamismo por falta da influência europeia que o vinha contendo desde há séculos. Os missionários católicos e anglicanos encarregavam-se de manter essa religião à distância para bem de todos. Agora é o que se vê todos os dias nas notícias, guerra, fome, miséria, raptos e morte.


Nas duas maiores possessões portuguesas em África, Angola e Moçambique, fomos substituídos por chineses que, embora não sejam reconhecidos por esse nome, funcionam como verdadeiros colonos. A China, com quase um quarto da população mundial, precisa de bens e matérias primas de toda a espécie para alimentar as suas indústrias de modo a criar riqueza para dar de comer a tanta gente. Angola e Moçambique têm muito daquilo que os chineses precisam, a começar por petróleo, gás, carvão, madeiras, minérios e oportunidades de investimento.
A reconstrução das vias de comunicação, estradas e caminho de ferro, assim como a construção civil, em geral, foram as primeiras áreas onde muitos milhões de dólares foram investidos. Mas há mais, muito mais e a dependência dos dólares que uns têm e aos outros fazem falta está a tornar estes países em verdadeiros escravos da China. A coisa já está feia, mas pode ainda piorar muito, especialmente se os governantes não conseguirem adoptar uma verdadeira democracia e diversificar os seus investidores, de molde a reduzir a exposição à China.
No próximo ano há eleições em Angola e já começa a ser tempo do J. Eduardo dos Santos entregar a pasta a outro. Talvez seja o ponto de inversão de marcha para Angola. Em Moçambique as coisas parecem mais fáceis, mas não há abertura do lado comunista. Acabar com a designação de Frelimo para o partido que está no poder seria um bom princípio, mas esse nome funciona como uma droga que mantém o povo adormecido.


A própria Renamo devia começar a pensar num novo nome para o seu partido de modo a agregar à sua volta todos aqueles que não se revêm na doutrina comunista ou prefeririam outros investidores em vez dos chineses. Moçambique poderia, por exemplo, tornar-se um grande entreposto comercial para servir os países centro-africanos, a começar com o Zimbabué, a Zâmbia e o Malawi e, mais tarde, com os países que confrontam com estes. Para tanto bastaria construir uma rede de estradas e de caminho de ferro, da zona da Beira ou Nacala para o interior. Acredito que isso também traria benefícios a esses países que não têm acesso ao mar. Vejo aí possibilidades ilimitadas!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Viva a República!

Para dizer a verdade não me sinto muito republicano. Se olharmos para trás, nos 106 anos completados hoje, a maior parte dos presidentes e dos políticos em geral fizeram mais merda que os reis da IV Dinastia.
Hoje, logo pela manhã, liguei a televisão e fui deixando o relógio tocar os ponteiros para a frente sem ligar ao que ia desfilando  à frente dos meus olhos. De telecomando na mão, sempre à procura de algo melhor e que nunca encontro, esbarrei com o Fernando Medina, autarca de Lisboa, para quem não sabe, e fiquei a ouvir o seu discurso até ao fim. E foi tudo o que vivi, no que toca a comemorações deste feriado que já foi, deixou de ser e já é outra vez. Palhaçadas de políticos que não aprenderam bem a lição.
Depois tomei o pequeno almoço, peguei no machado às costas (sim senhor, tenho um machado à antiga portuguesa que herdei do meu pai) e fui a caminho da horta decidido a acabar com a sorte da minha figueira nº 4 que me está a ensombrar um limoeiro que quero preservar. No ano passado já tinham lerpado as nº 3, 6 e 7 e amanhã estou com ganas de tratar da saúde à nº 8. Para já, fico com a 1, 2 e 5 que chegam muito bem para mim e para os meus melros de estimação, os outros que comam jorca.
E estou a regressar agora às lides do costume, cansado mas mais desanuviado!
Deixo aqui a careta do nosso D. Marcelo I (quero dizer aquele que primeiro ocupou o lugar que agora é do Professor Marcelo) para o caso de alguém não se lembrar quem era. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O último "Laurentino" do Benfica!

Morreu Mário Wilson (1929-2016), o velho capitão do Benfica!
Nasceu em Lourenço Marques, mas viveu em Portugal desde 1948, ano em que ingressou no Sporting. Liga-me a ele o Benfica, pelas razões que todos conhecem e também Moçambique que considero a minha segunda pátria.
A Académica de Coimbra foi, enquanto jogador de futebol, o seu clube do coração. Depois de um ano a jogar no Sporting teve que dar prioridade à sua vida de estudante e foi nessa condição que ingressou na Associação Académica, onde se tornou profissional de futebol e dos bons.
Ao Benfica chegou em 1975 como treinador, o que repetiu em 1979. Regressaria de novo, já quase no fim da carreira, em 1995, 1996 e 1997, terminando esta no Alverca, no ano seguinte.
A sua morte, acontecida ontem, fez-me recordar de outros dois jogadores, também eles "Laurentinos", que se tornaram famosos no Benfica.
O primeiro deles, não por ser mais famoso, mas sim por ser mais idoso e ter quase funcionado como pai adoptivo do segundo, foi Mário Coluna (1935-2014) que granjeou no Benfica o título de «Monstro Sagrado».
E o segundo, o mais novo dos três, Eusébio (1942-2014) que dispensa quaisquer comentários da minha parte. Com tantos títulos e honras recebidas é mais conhecido que o presidente dos Estados Unidos da América. 
Depois deles, não me lembro que quaisquer outros jogadores moçambicanos que tenham deixado nome por aqui e depois da revolução dos cravos o clima entre Portugal e Moçambique não era de molde a facilitar essas coisas. No ano passado, houve um jovem jogador que alinhou no Benfica, de seu nome Clésio, mas depressa desapareceu da minha vista. Disputou apenas um jogo na equipa principal e saiu lesionado aos sessenta e tal minutos. Depois ... depois foi parar à Grécia, mas não tem tido muito sucesso.

Época 2015-2016, jornada 9

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tal como já vos contei!

Hoje, dediquei-me a ler a história de um combatente da Frelimo, abatido pelas tropas coloniais portuguesas, no ano de 1974, e que tem direito a estátua e é considerado herói nacional, em Metangula. Desse livro recortei dois ou três trechos que confirmam aquilo que sempre vos contei a respeito da minha ida para o Niassa, num avião da FAP, na noite de 25 para 26 de Setembro.
Leiam e comentem!




domingo, 2 de outubro de 2016

A festa do futebol!


Uma tarde de futebol em família, como aconteceu hoje, é coisa rara nos dias que correm. E se ganhar o Benfica, como hoje aconteceu também, então é festa a dobrar. E, como até ao fim deste mês de Outubro vai ser difícil apear-nos do primeiro lugar, a festa vai durar um mês inteiro.
Então vamos festejar e divertir-nos acompanhando a Selecção Nacional e preparando-nos para o embate com o Dínamo de Kiev que pode abrir a porta, ou fechá-la de vez, no que respeita à Champions. E no mês de Novembro logo veremos se há alguém capaz de nos roubar o lugar.
Boa noite e uma boa semana para todos!