domingo, 13 de março de 2016

O treme-treme!

Quando o campeonato começa a aproximar-se do fim é natural notar-se um certo treme-treme que é motivado não só pelo cansaço, mas também por lesões e castigos que, por vezes, privam as equipas de alguns dos seus atletas mais influentes.
Viu-se isso, ontem, no jogo do Sporting que acabou a defender com o famoso "autocarro" em frente à sua baliza e acredito que deve ter embranquecido mais um pouco a cabeleira do Jorge Jesus. Notava-se na cara dele que estava borrado de medo de sair de campo com um empate e não saber o que dizer ao pessoal, quando lhe metessem um microfone na frente no fim do jogo. Eu estava a ver o jogo, mas nem seguia o percurso da bola, pois a minha atenção estava toda focada nos gestos e trejeitos do treinador do Sporting que é uma verdadeira enciclopédia nesse aspecto.


E a cena repetiu-se, duas horas depois, com os rapazes do Peseiro que a ganhar por 2 bolas a 0 se deixaram empatar e, milagrosamente, contaram com a ajuda do mal-amado Corona (que podem ver abaixo na comunicação social do México) para fazerem um terceiro golo que lhes garantiu a vitória. Mas foi sofrer até ao último minuto, sempre na eminência de sofrerem novo golo e saírem dali envergonhados. É verdade que o União da Madeira tem sido a alma negra dos ditos grandes, pois já roubou pontos ao Benfica e Sporting e, por pouco, não o fez também ao Porto, ontem à noite, ainda por cima no seu terreno e com os adeptos a ferver de raiva. Adivinho que alguns desses adeptos teriam lenços brancos no bolso, prontos a saltar para fora, em caso de desaire, e acenarem um adeus ao treinador que nem tempo teve ainda de aquecer o banco.


Chegado a este ponto do meu relato, vem a parte mais difícil de transformar em prosa que mostre confiança na equipa que defende as minhas cores. Castigos e lesões é o que não tem faltado no Benfica e com uma defesa toda remendada, como se tem visto nos últimos jogos, são autênticos milagres os resultados que temos feito. Só espero que assim continue, amanhã à noite, frente ao Tondela de Petit que está já condenado a descer de divisão.
Quando fomos à Madeira defrontar o União, eu estava à espera de regressar a casa com uma barrigada de golos marcados pelos nossos artistas e foi o que se viu. Razão tem o presidente Vieira em avisar para se parar com a euforia, pois de onde não se espera pode vir uma surpresa. Para mostrar que tem fibra de campeão, espero que, amanhã, o Glorioso nos presenteie com um grande espectáculo de futebol e uma mão cheia de golos.

sábado, 12 de março de 2016

Não vejo por aqui ninguém!


Não sabia que os bloguistas são como os grilos. Mal viram o sol brilhar e um pouco de calor saíram de casa e deixaram os blogs às moscas.
Eu sou o único que ficou para trás, por culpa das minhas pernas que me não levam a lado algum!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Eu sou Eusébio!

Nesta semana em que tanto se tem falado do Benfica, e desta vez pelas melhores razões, lembrei-me que há uma memória da minha infância de que nunca falei nos meus blogs. Pois bem, chegou o dia, vai ser hoje que ficareis a saber mais uma novidade a meu respeito. É uma história um pouco longa, mas o que mais temos à nossa disposição é tempo e de algum modo o teremos que consumir.
Por razões que pouco interessam para o caso, a minha bisavó materna casou-se e foi viver para uma freguesia bastante afastada daquela onde nasceu, que era a dos seus antepassados e onde eu viria a nascer, mais de um século depois dela. Ah, ela chamava-se Eusébia.
Nessa terra criou dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Essa rapariga viria a ser a minha avó e Maria era o seu nome. Por volta dos seus vinte anos, as voltas da vida levaram-na para fora da freguesia onde nasceu e nunca mais lá voltou. A vida era difícil nesses tempos e era preciso ir à procura de trabalho onde o houvesse e foi o que ela fez. Por casualidade, foi parar a uma freguesia do concelho de Vila do Conde que fica encravada no concelho da Póvoa de Varzim, relativamente próxima desta cidade onde, hoje, eu habito.
Pelas mesmas razões que levaram a minha avó a sair de casa, também o meu avô António deixou a sua terra natal, uma freguesia situada no ponto onde se tocam os concelhos de Barcelos, Famalicão e Braga e veio morar para a Póvoa. Aqui se encontraram os dois, se apaixonaram e desse relacionamento nasceu a minha mãe. Por razões que, além de não as conhecer muito bem, pouco interessam para a minha história, o casamento não aconteceu e o meu avô foi para França, de onde nunca mais voltou.
Quando a minha mãe chegou à idade escolar, aconteceu uma coisa que viria a condicionar a sua vida e a da minha avó. A bisavó Eusébia que tinha ficado viúva há algum tempo começou a sofrer de duas doenças, qual delas a pior, um cancro da mama e um princípio de Alzheimer. Cancro que não foi operado e acabou por abrir uma ferida que exigia um curativo diário. Em casa do filho, com quem vivia, não deve ter encontrado o apoio que precisava e disse à minha avó que queria voltar para casa dos seus pais, onde tinha ainda direitos de herança, e que ela e a sua filha a deviam acompanhar.
E assim aconteceu, a minha mãe, de 7 anos de idade, a minha avó, de 33, e a minha bisavó, já com 71 anos, aterraram na freguesia, onde as mais novas nunca tinham ido e a mais velha já se tinha apagado da memória das gentes que lá viviam. E, como é habitual nestes casos, a notícia espalhou-se pelos arredores - a Eusébia voltou!
E dali em diante, a minha avó passou a ser conhecida pelo nome que carregou até morrer, Maria da Eusébia. Por tabela, a minha mãe que era filha da Maria e não da Eusébia, ficou crismada com o nome de Rita da Eusébia e só por este nome era conhecida em todo o lado.
A minha mãe era "fanaticamente" católica e levou à letra aquelas palavras constantes da pergunta que o padre faz no casamento e que rezam assim - prometes criar e educar todos os filhos que Deus houver por bem dar-te - e a que ela respondeu, sim. Além de 2 abortos complicados, pôs neste mundo 12 filhos saudáveis, dos quais 10 são ainda vivos. O destino quis que fossem os dois mais novos a morrer primeiro, um de acidente de trânsito e o outro de cancro no estômago.
Desses 12 filhos, eu tive a sorte de ser o primeiro filho varão, o homem da casa. Até ir para a Escola Primária, eu não tinha grande convivência com outras pessoas, vivia com a família e para a família. Na escola, como eram tudo Manuéis, Antónios, Joaquins e Joões, era preciso arranjar um nome ou alcunha que nos diferenciasse dos colegas. A mim calhou ser o «Eusébio». Sendo filho da Rita da Eusébia, neto da Maria da Eusébia e bisneto da própria Eusébia, não me parece que tenha sido descabida a escolha.
Eu não morria de amores pelo nome, mas aguentei firme durante 4 anos. Aos 11 anos de idade, por causa dos estudos, parti dali para nunca mais voltar e o Eusébio desapareceu para sempre.
O grande Eusébio (o King) nasceu 2 anos antes de mim, em Lourenço Marques, mas antes dele já eu era Eusébio e benfiquista, nesta terra onde nasci! Ele, só no dia 15 de Dezembro de 1960 aterrou em Lisboa, com destino ao Sporting, mas foi desviado para a Luz e na época seguinte já ostentava o nome de Eusébio na sua camisola encarnada.
Mas é ele quem fica na História, eu sou um ilustre desconhecido!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ódios de estimação!

Não gosto do Vilas Boas! E pela mesmíssima razão que não gosto do Jorge Jesus! Só por se encontrarem ao comando dos grandes rivais do Benfica resolveram (sem qualquer razão que o justifique) fazer uma guerra sem quartel contra o meu clube. Agradar ao presidente do clube que treinam, ou treinaram, é o único motivo que encontro para justificar tão acirrado ódio ao Benfica. Mas, muito sinceramente, não o compreendo nem aceito.
Assim fiquei duplamente satisfeito com a derrota do Zenit e ficarei feliz por ver o Andrezinho abandonar S. Petersburgo pela porta pequen, tal como já aconteceu nos dois clubes anteriores que treinou, o Chelsea e o Totenham. Com o Jesus acertarei as contas mais tarde, pois não quero antecipar-me à História e correr o risco de errar.
Ainda no passado sábado, depois de perder em casa com o Benfica, achincalhou o Rui Vitória, dizendo que não o considerava seu colega de profissão. Queria com isso dizer que estava anos-luz acima do treinador do Benfica. E ontem, depois do apuramento do Glorioso para os quartos de final da Champions, coisa que ele nunca conseguiu, teve que engolir um sapo tão grande, mas tão grande que lhe deve ter arranhado e bem as cordas vocais. Talvez assim aprenda a medir aquilo que diz e não desatar a dizer baboseiras só para agradar ao presidente da carneirada.
Eu sou assim! Cá se fazem, cá se pagam! 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Jantar de aniversário!

Não é aniversário todos os dias e quando o dia de aniversário chega é preciso comemorar como mandam as regras. E hoje tive direito a um jantar para lá de especial, bastou para tanto ter começado com uma entrada "muito bem servida" de «Pato à moda de S. Petersburgo», uma verdadeira delícia!
Como prato principal uma Posta de Vitela (agora não pode dizer-se à Mirandesa) regada com um tinto Quinta de Cabriz, mas isso foi um mero pormenor, nem lhe tomei o sabor, ainda a pensar no pato servido na Rússia.
Devo ter um santo, lá em cima, destacado para fazer com que tudo corra segundo os meus desejos. Desde sexta-feira passada que as coisas acontecem de acordo com a minha vontade. Hoje foi, tão somente, a cereja no topo do bolo!

Um dia para figurar na História de Portugal!


Não é por ser o dia do meu 72º aniversário, não senhor! Eu não sou pretensioso a esse ponto!
A questão é que vamos ver-nos livres de um empecilho que nos anda a amargar a vida desde há 31 anos a esta parte. E na sequência da sua retirada de cena, vamos aplaudir a entrada do Professor Marcelo que será com certeza um melhor Presidente d(est)a República do que aquele que vai substituir. Na verdade, isso não será difícil, para tanto bastará ficar quieto e não fazer coisa alguma, de tal modo foi negativa a actuação do seu antecessor.
Mas não acredito que isso vá acontecer, pois o novo presidente é um homem popular e, como tal, terá ouvidos para escutar a voz do Povo e gerir a sua actuação em conformidade com isso. Mesmo com um governo de conotação política muito diferente da sua, parece-me que será capaz de exercer as suas funções sem entrar em guerra com ele, ou querer impor as suas próprias ideias numa governação que não lhe compete a ele fazer.
O presidente cessante ficou sobejamente conhecido pelas tricas políticas com o Mário Soares, quando este era Presidente da República e ele Primeiro Ministro. E depois com o José Sócrates, com este como Primeiro Ministro e ele na posição inversa. E mais ainda pela corja de ministros do seu último governo que se aproveitaram da posição dominante para levar a banca e a economia à ruína total, enquanto iam engordando substancialmente as suas contas bancárias.
Eu não sou historiador, mas espero que haja quem registe todos estes factos para que as gerações futuras saibam quem nos governou, mas, em especial, quem se governou à nossa custa.

Happy Birthday... to ME!

terça-feira, 8 de março de 2016

É difícil viver com elas!

Mas impossível viver sem elas!
Deve ter sido por essa razão que eu nasci no dia 9 de Março. Primeiro nasceram elas e só depois de estar o mundo cheio dessas coisas lindas, abri eu os olhos para as admirar.

Danadinhas para a brincadeira!

Espera por mim que estou quase a chegar!

Pronta para ir dar uma volta!

Companhia para os copos!

Armada em sereia!

Estou aqui estou a apanhar-te!

É o dia delas e temos que fazer-lhes a festa. Quem não semeia não colhe, não é verdade? Pois então vamos a isso, se elas querem um abraço e um beijinho, ... nós pimba!

segunda-feira, 7 de março de 2016

Chegou a hora da desforra!

Assim é que está certo!
O maior só pode estar em 1º lugar!

Sofre maldito!
O inferno é para quem o merece!

Boquinha fechada!
Vinha sendo um bom presidente, até ao momento
em que decidiu abrir a bocarra para atacar quem nunca 
lhe fez mal algum. Espero que isto lhe sirva de lição!

domingo, 6 de março de 2016

O que há melhor que um gosto na vida?

O Mitra marca e ganha! E eu gosto!

Dois gostos, claro!
Os "Andrades" tiveram o desplante de ir à Luz envergonhar o Benfica e ganhar um jogo que todos davam como certo para o lado do Glorioso. Pois bem, o Braga, no jogo de hoje, vingou-nos e retirou-lhes os três pontos que foram ganhar na nossa catedral. Uma espécie de justiça de Fafe, ou toma lá que é para aprenderes!
Acabei de chegar a casa, agora mesmo, e ainda pude assistir aos últimos minutos do jogo, segundo e terceiro golos do Braga. Foi assim mesmo que eu encomendei a coisa ao meu santinho protector - faz com que o Braga ganhe este jogo e o Porto ganhe ao Sporting, quando chegar a hora. A primeira parte do pedido foi-me concedida e espero que a segunda também seja. Só me resta esperar que o Rui Vitória e os rapazes que comanda façam a sua parte e ganhem os jogos que faltam, pois têm a obrigação de o fazer. Basta-lhes jogar à campeão como querem ser considerados. E depois lá estaremos no Marquês para festejar!
Como disse na minha mensagem anterior, o JJ é um perdedor do último minuto e provou-o ontem de novo. Quero crer que o Rui Vitória não será assim e não nos presenteará com algum desgosto até ao final da época. A minha maior alegria depois da vitória de ontem, em Alvalade, foi ver a cara de desnorte do Jesus, assim como a cara de decepção que fez o Bruno (da voz de bagaço), todo encolhido no banco de suplentes, tal como um cão rafeiro a quem tivessem afinfado um valente pontapé no traseiro.
Que bela vida, lá, lá,lá!

sábado, 5 de março de 2016

2016.03.05 - A data do tira-teimas!


Chegou o dia em que se vão acabar as dúvidas sobre a capacidade do JJ ultrapassar os momentos decisivos sem cair de joelhos e falhar a meta que se propôs. O dia de hoje, 5 de Março de 2016, vai ficar na história pessoal dos treinadores dos dois clubes que hoje se defrontam no Estádio de Alvalade. Se for o Rui a ganhar, tem aberta a porta de um sonho que ainda há pouco estaria longe de imaginar. Se for o Jorge, será um quase campeão, pelo terceiro ano consecutivo, e a prova de que não precisou da muleta Benfica para o conseguir.
No caso contrário, já não são assim tão lineares os efeitos da derrota sofrida por cada um. Para o Rui não será nada de especial, visto ser a sua primeira vez num clube grande, a mudança de paradigma do Benfica ter mudado e a pré-época ter sido um desastre de todo o tamanho.  Ao fim de meia dúzia de jornadas, já todo o mundo tinha assumido que este ano o Benfica não chegaria ao título. E depois de ter perdido os dois jogos com o Porto e também em casa com o Sporting, ninguém acreditaria que a situação pudesse ser revertida. Em conclusão, se o Rui perder será apenas a confirmação daquilo que já se esperava. E depositar-se-ão todas as esperanças na próxima época que ele terá que preparar com mais cuidado.
Para o Jorge é que será o cabo dos trabalhos. Já nos habituou a perder tudo no último minuto, foi essa a pedra de toque na sua passagem pelo Benfica, e se isso acontecer este ano de novo, será a confirmação de que ele não é general para grandes batalhas. E depois das bocas com que começou a época - eu sou o maior, já ganhei três vezes ao Benfica, sou um treinador para a Champions - vai ter que desinfectar aquela bocarra com lexívia e depois mantê-la bem fechada para não ser enxovalhado. Para ele, perder o jogo de hoje e, por consequência o título de campeão, vai ser como cortar uma perna. Depois disso talvez vá para a China fazer concorrência ao Scolari.
E nos jogos que ainda falta disputar, eu não acredito muito na vitória do Sporting contra o Porto de Peseiro, que não é o mesmo de Lopetegui, nem contra o Braga de Fonseca que tem vindo a fazer uma grande época. Ondas alterosas se levantam na proa da nau lagarta e se hoje não for ao fundo que se cuide, pois a borrasca tende a aumentar.
P.S. - Vou passar o fim de semana fora e não levo o computador. Por isso, a menos que encontre por lá algum, logo à noite depois do jogo, só amanhã ou segunda-feira voltarei aqui para tirar as conclusões decorrentes do resultado do tira-teimas.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Aviso/Informação!

Entretive-me um bocado a tentar perceber como funciona o Google Drive, onde estão armazenadas as nossas fotografias e aproveitei para carregar o ficheiro das que se referem ao convívio do ano passado.
Se bem me lembro, antigamente era possível partilhar as fotografias com o público em geral, agora tem que se indicar o endereço de e.mail da pessoa com quem queremos partilhar e é-lhe enviado um mail a avisar que o pode fazer. É claro que isso dá uma trabalheira do caneco, mas mesmo assim partilhei com meia dúzia dos visitantes mais assíduos e peço que me avisem se conseguiram abrir o álbum e visualizar as fotos.
Tudo a bem do Povo!

quinta-feira, 3 de março de 2016

Nada a dizer!

Quando a gente não tem algo que dizer deve manter-se calado, não é verdade? Pois é, mas ficam os amigos preocupados e sem saber o que se passa connosco. Há que aparecer, dar a cara, gritar ao mundo que acordamos vivos e que temos mais um dia pela frente. Assim aconteceu comigo, hoje, mas nem todos podem dizer o mesmo. Às 8 horas da manhã, estava eu a ler as notícias do dia e tocou o telefone cá de casa. Era uma amiga de infância da minha mulher a comunicar que o marido lhe tinha falecido durante a noite. Antes ele do que eu.


Uma vez que acordei vivo, é preciso tratar de vida, fazer alguma coisa que se veja. É quase Primavera, o jardim e as árvores de fruto já deviam começar a abrolhar, mas com o frio que tem feito (e continua a fazer) não há nada que cresça, nem na horta nem em lado algum, se é que me faço entender. Como se vê na imagem, salvam-se as orquídeas da minha mulher que, ao contrário das outras coisas se dão bem com o frio e só abrem no inverno.
Andei de tesoura de podar na mão, cortei uma ponta aqui, outra ali, dei um arranjo nas roseiras que começam agora a mostrar que estão vivas e acabei a manhã a arrancar urtigas. Ena cum catano, não deve haver lugar com mais urtigas que o meu quintal! O António Rocha gostava delas para fazer a cama aos tomates e quando penso nessa dica que me deu um dia, até sinto comichão nos meus!
Como ainda é cedo para começar a sofrer com o próximo jogo do Benfica, fico-me por aqui. Mas uma coisa sempre vos posso dizer, quem ganhar o jogo do próximo sábado será o campeão da presente época. É a minha convicção.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A Revista da Armada!

Nos primeiros dias de cada mês, é para mim de consulta obrigatória. Embora com algum atraso, assim vou tomando conhecimento do falecimento daqueles camaradas que seguiram a sua carreira na Armada, quando chega a hora de partirem deste mundo. Ao abri-la, hoje, soube que além do Enteiriço, também o Sargento Fonseca faleceu recentemente deixando a Companhia de Fuzileiros Nº 8 com menos dois elementos.
Já deixei a respectiva notícia no blog «Escola de Fuzileiros» que é aquele onde vai parar tudo o que refere a essa Unidade de Marinha saído das minhas mãos. No caso do Enteiriço, a notícia foi publicada no blog da Companhia 2 que foi a primeira Unidade onde prestou serviço no Ultramar, tal como eu, éramos camaradas e amigos. Um alentejano e um minhoto, quem diria!

Além de continuar a faltar a notícia do falecimento do Sargento Dias, coisa de que já me queixei à Redacção da Revista da Armada, aparece também neste mês a notícia do falecimento de um filho da escola (Escola de Alunos Marinheiros) que conhecia bem, pois era daqueles que não falhava um convívio. António Ferreira Rocha (16598) de seu nome, ele foi um dos que respondeu presente, quando fui eu a organizar o convívio, realizado na Quinta Nova, em Pernes. O que eu não sabia é que ele também era Sargento Reformado
Que descanse em Paz!

Feios, porcos e maus!

O assalto ocorrido, ontem, na zona de Sintra e que resultou na morte de um empresário que se recusou a ceder o seu Mercedes para os larápios de porem em fuga, deixa as pessoas a pensar que além de ladrões aqueles assaltantes também são maus. Se o não fossem nunca disparariam sobre um inocente por motivo tão fútil.
Feios, porcos e maus é o título de um filme italiano que vi, há muitos anos, e de que me lembrei, quando ouvi a notícia deste assalto e da morte do condutor do Mercedes. E serve às mil maravilhas para ilustrar estas poucas palavras que decidi aqui deixar, a respeito deste caso.
O acto de roubar eu ainda aceito, pois num país onde não há oportunidades de qualquer espécie, roubar pode ser a última opção para quem não tem outro modo de arranjar dinheiro para matar a fome da família. A miséria em que vivem muitos milhares de portugueses facilita acontecimentos desta natureza, ou seja, que a criminalidade se torne uma espécie de emprego para quem não arranja outro tipo de emprego. Mas daí até desatar a disparar sobre as pessoas que, mesmo involuntariamente, se vêem envolvidos nos seus actos, eu já não aceito de modo nenhum.
Países como o Brasil, onde a criminalidade é extremamente violenta servem de contraponto para mostrar como Portugal é um país pacífico e de gente boa. Infelizmente, parece que as coisas estão a mudar e creio que isso se deve à grande influência de gentes de outras latitudes que encontraram no nosso país um ambiente propício à sua actuação criminosa. E depois, é como diz o ditado - junta-te aos bons e serás como eles, ou junta-te aos maus e serás pior que eles.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Por hoje está feito!

A coisa, hoje, não correu nada mal. Nós amealhamos 3 pontinhos e os rapazes do JJ só trouxeram 1 de Guimarães. No próximo sábado é que vamos ver se o Benfica tem ou não estofo de campeão. Se infligir uma derrota ao inimigo estará muito bem encaminhado para renovar o título. Se, por outro lado, acabar derrotado, então será o Sporting ou o Porto, conforme aquele que ganhar no confronto directo, que estará mais habilitado a cantar de galo.
Não há dúvida que o Sporting é o que tem o osso mais duro de roer. Para ver o caminho aberto para o título, é forçoso que ganhe ao Benfica e ao Porto, o que não me parece nada fácil. Como têm dito alguns comentadores, o Jorge Jesus, mais uma vez, corre o risco de acabar a época sem qualquer título. Ele já vai dizendo que ganhou a Supertaça e os outros ainda não ganharam nada. É verdade, mas pequeno é o ganho. Tirando o campeonato e a Taça de Portugal, o resto são prémios de consolação e não é isso que os grandes clubes, bem como os seus presidentes e treinadores, procuram alcançar. E o acesso à Taça dos Campeões, na época seguinte, é que garante os milhões que tanta falta fazem para equilibrar as contas.
Bem vistas as coisas, é o Benfica que tem o calendário mais favorável até ao fim da época e espero que aproveite isso para revalidarmos o título de campeão. Só precisamos de um tiquinho de sorte para lá chegar. Já vi as coisas muito mais difíceis.

Coitadinhos!


Este dia é o tal que ninguém gosta, pois, habitualmente, não se trabalha neste dia e o patrão não o paga como horas extra. Mas, mais mal que os trabalhadores que têm que trabalhar sem serem pagos, estão os bebés que nascerem durante as 24 horas deste dia, porque não poderão festejar o seu aniversário todos os anos.
É que no dia 28 é cedo demais para cantar os parabéns e no dia 1 de Março já passou a data. O remédio é esperar mais 3 anos e então soprar 4 velas de uma só vez. E no próximo dia 29 de Fevereiro serão 8 velas. Não sei se isso é crescer rápido ou fazer anos poucas vezes. Poucas vezes, mas por atacado, pois são 4 de cada vez.
Quem determinou que isto fosse assim, por razões de acerto do calendário lunar, esqueceu-se com toda a certeza dos pobrezinhos que não têm direito ao bolo de aniversário todos os anos, como qualquer cristão que se preze. E quando ouvem cantar os parabéns aos outros, ficam cá com uma cachola que pode até levá-los a ganhar um trauma para a vida:
- Coitadinho de mim, só como um bolo, enquanto os outros comem quatro! Que injustiça!
--------------------------
E coitadinho de mim também que hoje à noite queria ver o jogo do Sporting (para fazer figas a ver se perdem) e tenho que ir ver o do Benfica. Sempre o eterno problema da Madeira e dos seus fenómenos climáticos a complicar a vida ao Glorioso. E a minha também. O mais acertado seria que os clubes madeirenses organizassem um campeonato só para eles e se deixassem destas incursões no continente que só dão despesas e chatices.
Que tal fazermos uma petição pública a exigir isso? E eles até querem ser independentes e tudo! Eles querem ser a Catalunha de Portugal e não sabem medir o seu tamanho. A não ser que façam daquilo uma espécie de Macau da Europa. Hotéis, casinos e mais nada. O Alberto João delirava se isso fosse possível. E nunca se sabe, o futuro a Deus pertence!
Bem, basta de parvoíces e vamos ao trabalho, pois hoje tenho pela frente um dia muito ocupado. Uma série de obrigações na agenda, sem esquecer a sesta depois do almoço. Vamos lá, compadres, talego às costas e a caminho!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Esquerdistas somos nós!

Em Espanha, La Izquierda Unida existe de verdade, mas a verdade é que não serve para grande coisa, nunca chegou ao governo. Pelo contrário, em Portugal existe de facto uma "esquerda unida" que está a governar o país. Veja-se, por exemplo, o que se passou recentemente com a aprovação, na generalidade, do Orçamento de Estado para este ano de 2016.
Venho aqui frisar isto, pois ouvi o Passos Coelho dizer que está pronto para governar. Espera ele que as dissidências entre o PS e os outros partidos que o apoiam aumentem quando começarem as discussões na especialidade e que, nessa contingência, o governo possa cair. E vai avisando que está pronto para tomar conta do tacho de novo.
E eu pergunto-me se haverá algum português que, na hipótese de novas eleições, quererá virar a casaca. Os quatro anos de maluqueiras PSDistas não foi já suficiente? Será assim tão curta a sua memória?
Que Deus me livre e guarde!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A Neve!

Está a nevar um pouco por todo o Portugal, de modo que se justifica que eu aborde o tema. Até porque não quero pôr em risco o emprego que tenho actualmente, o que poderia acontecer se os meus clientes me acusarem de estar a preguiçar esquecendo os assuntos da ordem do dia. Ora bem, vamos em frente que atrás vem gente!
A subida do Marão, entre Amarante e Vila Real, é talvez a estrada portuguesa mais afectada e que mais contratempos origina a quem a utiliza, quando cai neve em quantidade considerável, tal como aconteceu ontem. Pois vou dar-vos uma notícia em primeira mão e podem vendê-la ao mundo inteiro pelo preço que quiserem e a mim não têm que me pagar nada. Este ano de 2016 é o último em que os problemas causados pela neve no Marão nos dão dor de cabeça. No próximo inverno, 2016/2017, vamos meter a cabecinha debaixo do chão, como fazem as toupeiras, e a neve que se lixe, que vá chatear outro.


E já sabem porquê, não é verdade? Dentro de um mês, o tão falado «Túnel do Marão» estará pronto e durante o verão já estará aberto ao trânsito. E pode contar comigo para a inauguração, pois lá estarei, logo que abra, para contribuir com 2 ou 3 euros (dependendo do preço de portagem que vier a ser aprovado) para a remissão da dívida constituída para a sua construção. É assim a nossa vida, a obra está feita e agora alguém tem que a pagar.
E aproveito para vos contar duas aventuras em que me vi enterrado em neve até às orelhas e a minha deusa da sorte me ajudou a safar da enrascada.
A primeira aconteceu em França, perto da cidade de Chamonix, à saída do «Túnel do Monte Branco». O meu filho tinha sido levado para a Suíça por um "amigo" que lhe prometeu trabalho e depois o deixou abandonado no aeroporto, mal aterrou. O rapaz que não é burro nenhum pôs-se em contacto com um amigo (a quem já tinha contado que estava a caminho) que morava ali na zona e foi por ele resgatado e levado para sua casa.
Aconteceu que na semana seguinte eu tive que viajar para Milão, em serviço da minha empresa, e com a noite de sábado e o dia de domingo completamente livres, pus-me a caminho da Suíça mal me passaram para as mãos as chaves do carro de aluguer que me tinham destinado. Do aeroporto de Milão rumo ao túnel que atravessa os Alpes e vai sair na citada cidade de Chamonix. Era perto da meia noite quando ali cheguei, caía uma chuva miudinha e não se via vivalma.
De repente aparece-me na berma direita uma plaquinha com a palavra Suisse e uma seta a apontar para a direita. Por aqui é que é o caminho, pensei eu, e, em frente marche, lá fui eu ao encontro do meu rebento. A estrada estava coberta por uma fina camada de neve, mas como ia descendo em direcção ao vale, eu não estava muito preocupado. Alguns quilómetros à frente comecei a atravessar uma pequena aldeia e apareceu-me uma figura a fazer sinal para parar.
- Para onde vai, perguntou-me.
- Para a Suíça, respondi eu.
- Olhe que não vai conseguir passar, há muita neve.
- Vou arriscar, pois é muito longe para dar a volta ao lago e já é muito tarde.
- O risco é seu, disse ele e virou-me as costas.
Engatei a primeira, senti o carro resvalar um pouco, mas lá segui o meu caminho. Não andei mais que 5 quilómetros e vi-me rodeado de neve por todos os lados, inclusivé por baixo dos pneus. Andar de marcha atrás, sem visibilidade alguma, era impensável e inverter a marcha era pouco menos que impossível. Saí do carro, andei uns 50 metros a pé e vi uma entrada de uma propriedade que talvez desse para meter a frente do carro e fazer a manobra.
E deu, mas fartei-me de suar, bati com o carro de frente e de traseira umas quantas vezes até o conseguir apontar de novo a Chamonix. E depois tive que contornar o lago, numa viagem que durou cerca de 3 horas, quando estava apenas a 30 quilómetros do meu destino. No dia seguinte, domingo, estava um sol radioso e pensei em meter-me por aquele caminho, no regresso, mas o amigo, em casa de quem o meu filho estava, desaconselhou-me de o fazer. A noite cai depressa, disse ele, e se ficas lá entalado perdes a hipótese de atravessar no Túnel de S. Gotardo que é encerrado a partir das 6 horas da tarde. Bom conselho e lá fui eu a caminho de Itália, pois tinha uma semana de trabalho pela frente e aí não podia arriscar.
A outra aventura aconteceu na Serra da Estrela. Trabalhei todo o dia de segunda-feira na vila de Seia e lá pernoitei para seguir para a Covilhã na manhã seguinte. Quando me pus ao volante do carro e apontei para a serra, veio logo um GNR ter comigo avisando que a estrada estava fechada.
- E como está a estrada da Guarda, perguntei eu.
- Fechada também, foi a resposta pronta.
- Então como raio chego à Covilhã, pois tenho gente à minha espera?
- Pela estrada da Loriga nem pensar, pois essa deve estar coberta de neve e nem fiscalização tem.
- Então, que solução me resta?
- Vá até Coimbra, de lá até Castelo Branco e depois, pelo sul, consegue chegar à Covilhã.
Com as estradas que tínhamos naquele tempo precisaria de um dia inteiro para fazer essa viagem e não me estava a agradar a solução. Como o dia já estava perdido e teria que adiar para o dia seguinte as entrevistas que marcara, pensei em fazer uma tentativa e aproveitar para ver neve a sério. Subi até à vila da Loriga que fica numa cota já bastante elevada e fui informar-me com o pessoal de lá sobre as hipóteses de conseguir atravessar a serra por aquele lado.
Disseram-me que não era aconselhável, que as escolas estavam fechadas e a camioneta da carreira tinha cancelado a viagem, só o padeiro tinha feito a sua rotina habitual na distribuição do pão. Consegui saber onde estava e fui falar com ele que devia ser a pessoa que melhor conhecia as estradas das redondezas.
- Tenho que ir para a Covilhã, acha que consigo passar?
- Não é fácil, disse ele, mas se conseguir subir a ladeira de ... (deu um nome ao local que eu não recordo) ... é capaz de lá chegar.
- E se não conseguir, tenho hipótese de voltar para trás?
- Se não ficar atascado, sim. E se ficar, o melhor é pôr-se a caminho e regressar a pé, pois não anda ninguém na estrada para o ajudar.
Aventureiro como sou, meti-me a caminho, já a contar com a marcha forçada de cerca de 8 quilómetros que teria que fazer se as coisas corressem mal. Para conduzir na neve há duas coisas essenciais, esquecer o travão e a pressa. Engata-se a primeira e, logo que possível, passa-se para a segunda e mãos firmes no volante. Assim subi aquela ladeira até ao topo sem uma única hesitação. E de tal maneira fiquei confiante que me esqueci que o pior estava pela frente. A neve na estrada estava cada vez mais alta e, escorregando de uma berma até à outra, lá fui subindo a caminho do Alto das Pedras Lavradas. A estrada desemboca num largo, onde existe um entroncamento com a estrada que vem de baixo, de Vide. Eu sabia que havia uma placa central em cimento que separava as duas estradas e teria que seguir pela esquerda, até ultrapassar o cruzamento de Vide. Só que todo o local estava tapado com neve, com perto de 20 centímetros de altura e não se via nada.
Como estava num local plano e o sol tinha aparecido, eu estava todo optimista e confiante que sozinho ou coma ajuda de alguém que viesse de Vide conseguiria sair dali. Parei o carro, sem desligar o motor, e fui dar uma volta para ver se conseguia perceber se a estrada que seguia para a Covilhã estava livre de neve. Como fica numa encosta virada a sul, é raro ficar coberta de neve. E assim acontecia, de facto. Aí uns cem metros à frente do local onde me encontrava, via-se o alcatrão limpinho e seco como num dia de verão.
Meti-me dentro do carro, acelerei, patinei, recuei, avancei de novo, mastiguei neve até dizer chega, mas ao fim de 20 minutos rolava por ali abaixo, a caminho de Unhais da Serra, sem mais percaço algum. Ainda fui almoçar à Covilhã e, durante a tarde, recuperei o trabalho que não tinha feito de manhã.
- Por onde vieste, se todas as estradas estão fechadas, perguntavam eles.
- Pela estrada da Loriga e Pedras Lavradas, respondia eu.
- Isto é que ele é maluco! Era esse o comentário que ouvia e tinha que dar-lhes razão.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Não te rias do vizinho...!

... que o teu mal vem a caminho!
Não há pai para mim no que diz respeito a ditados populares. Sou da opinião que todas as situações da nossa vida têm paralelo com um ou outro ditado popular da imensa lista que aqueles que viveram antes de nós foram inventando ao longo das suas vidas.
Lembrei-me disto agora mesmo, quando me preparava para escrever algumas palavras parodiando aquilo que os dragões (furiosos com a sua pouca sorte) e os lagartos (conscientes de que têm o que merecem) estão a sentir depois da desastrosa jornada europeia de ontem. E olha logo com quem eles se foram meter! Com os cabeças quadradas dos alemães que se acham fadados para ganhar tudo a toda a gente. Desde que o Hitler lhes meteu na cabeça aquela mania das grandezas que eles não param de encher o peito de ar e bufar que nem touro em arena ribatejana. Bastava perceber isso para saber que a coisa iria correr o pior possível. E correu.
E eu que não suporto andrades, nem o seu presidente que cada vez que fala me põe os nervos em franja, estava a rezar para que isso acontecesse. Pelo lado dos lagartos, vocês já sabem como é, tenho pena do Sporting, mas ao JJ quero que corra tudo pelo pior. Ele há-de perceber que deve ao Benfica aquilo que é e quando decidiu sair devia ter-se posto de joelhos e agradecido aquilo que ali recebeu. No dia em que inchou a peitaça para dizer que já tinha ganho três vezes ao Benfica, como se isso fosse o grande objectivo da sua vida, ganhou um inimigo para sempre. Não lhe perdoo nem que viva 300 anos. E hei-de rezar a todos os santos da minha devoção para que ele vá escorregando pela ladeira abaixo, até ao dia em que reconheça que fez asneira ao cuspir no prato onde comeu. Eu sou assim e não vou mudar nunca. Quem mas fez há-de pagá-las!
Eles estão danados e o Benfica é o único que se pode rir até as lágrimas lhe saltarem dos olhos. Só espero que o filho da mãe do ditado que invoquei ao princípio não se cumpra desta vez!