segunda-feira, 6 de abril de 2026

Hoje há Benfica!

 Começo por fazer uma referência aos avisos da Meteorologia para o dia de hoje. Dizem que o tempo vai arrefecer e talvez chova! Que mais queriam? Ainda vamos no primeiro mês da Primavera e, tal como diz o ditado, em Abril águas mil! Se não fosse assim como conseguiríamos aguentar até chegarem as primeiras chuvas do Outono? Água é vida e sem ela é a morte para muitas culturas de que depende a nossa vida!

Só logo à noite saberemos como será ajustada esta tabela classificativa, após o jogo do Glorioso que começa às 20.45 horas. O FCP já jogou e teve direito a um (inesperado) empate. São menos dois pontinhos no fosso que o separa dos dois mais directos perseguidores. O SCP tem menos um jogo que ainda não se sabe muito bem quando será disputado. Se o Glorioso ganhar o jogo de hoje, em Rio Maior, contra o Casa Pia, a única equipa a infligir uma derrota ao quase campeão Porto, igualará o Sporting e ficará a rezar para que este não ganhe o tal jogo que tem em atraso.

Mas mesmo assim, com 68 pontos cada, a diferença de 5 pontos para o 1º classificado é quase impossível de neutralizar, ou seja, o FCP já é, virtualmente, campeão. Nas poucas jornadas que faltam não se prevê uma hecatombe que leve o Porto a perder 5 ou 6 pontos. E além disso, para o Benfica, há ainda um jogo, em Alvalade que pode fazer desta uma das piores épocas do Benfica, se o perder.

O treinador alemão que guiou o Benfica, durante duas épocas, foi um erro da casting. E a substituição dele pelo Bruno Lage foi uma decisão medrosa do Rui Costa. Tal como foi agora a contratação do Mourinho foi um assomo de raiva e não resolverá nada. Contratar o treinador certo é a primeira necessidade para um clube que quer ir sempre no topo da tabela e o Rui Costa já falhou 3 vezes.

Se ele tivesse dito aos sócios que o Mourinho seria a solução para a próxima época, para ajustar o plantel, livrando-se dos pesos mortos e escolhendo 2 ou 3 craques que pudessem fazer a diferença, talvez os sócios lhe dessem uma desculpa. Mas a esperança de Rui Costa era apenas que o Mourinho o levasse longe na Liga dos Campeões. Mas, como seria isso possível se o Benfica não consegue ganhar às pobres equipas portuguesas?

Em 27 jornadas disputadas leva 8 empates, alguns bem difíceis de digerir! Uma equipa assim não pode aspirar ao título de campeão. E se somarmos a isso o fraco desempenho das mais caras contratações da época, pior ficamos ainda. Jogadores a custar acima de 20 milhões de euros e que ficam sentados no banco são a prova mais clara de que há alguém na organização que não tem a mínima ideia do que anda ali a fazer.

Ivanovic que tem passado o tempo no banco e marcou um golo, recentemente, que evitou mais um empate à sua equipa, é um dos exemplos de jogadores que foram erradamente avaliados por quem os contratou, mas Richard Rios veio do Brasil envolto numa áurea de herói e ainda não fez um jogo que provasse o seu valor. Que decidirá o Mourinho sobre estes dois caríssimos atletas? E o grego ponta de lança que não dá uma para a caixa, sai ou fica?

O Mourinho é, ele próprio, um problema. Apareceu como o salvador da época, mas todos acreditam que não tendo conseguido os seus intentos não há razão para continuar. E depois, os interessados em levá-lo são mais que muitos. O Martinez deve abandonar a nossa Selecção logo que termine o Campeonato do Mundo e todo o mundo crê que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol convide o Mourinho para o substituir. Mas também os adeptos da selecção azurra o querem em Itália, assim como os merengues que estão fartos de ser envergonhados pelos catalães do Barça.

E o Rui Costa? O que quererá ele para o Benfica? Os sócios estão bem arrependidos de terem votado nele para seguir ao leme do clube, mas as alternativas provaram não valer, também, um caracol. Ele parece estar rodeado de gente que não percebe nada da poda e se a coisa continuar assim, a próxima época não promete nada diferente desta. O primeiro erro, segundo a minha análise, é faltarem no Benfica jogadores portugueses que são aqueles que carregam e transmitem aos mais novos a mística do Benfica.

Talvez 5 jogadores portugueses, um deles o capitão da equipa, consigam imprimir no «mundo encarnado» o fogo das vitórias que nos têm faltado. Do lado dos sócios e adeptos não tem faltado apoio e isso vê-se em todos os jogos. Seja na Luz ou longe da Catedral benfiquista, eles estão sempre lá e não regateiam o seu apoio. Mas o ponto principal é o treinador, o presidente tem que acertar na sua escolha desta vez!

domingo, 5 de abril de 2026

Verdade à La Palice!

Detalhes sobre La Palice:

Nome Real: Jacques II de Chabannes, Senhor de La Palice.

Carreira Militar: Destacou-se na tomada de Nápoles (1495) e conquista de Milão (1500), tornando-se Marechal de França em 1515.

Origem da Expressão: Após a sua morte, soldados cantaram: "Hélas, La Palice est mort... s'il n'était pas mort, il ferait encore envie" (Ainda faria inveja). No francês antigo, a escrita "ferait" (faria) assemelhava-se a "serait" (estaria), levando a ler-se "il serait encore en vie" (ainda estaria vivo), gerando a paródia de que ele dizia coisas óbvias.

Só sentimos a falta que as coisas nos fazem depois de as perdermos! Estava a pensar nisto, do ponto de vista da saúde, e acabei por perceber que isso é uma grande "La Palissada". Toda a gente concorda que sentimos a falta das coisas, depois de as perdermos, pois enquanto as temos isso seria impossível!

Quando uma pessoa está doente é que se lembra da falta que a saúde lhe faz, mas quando está de saúde nem se lembra disso. Estou cheio de saúde? É normal!

A vida pode ser curta, muito curta, longa ou muito longa e, ao longo desse percurso, mais ou menos longo vai acontecendo a falência de alguns órgãos, uns que nos fazem mais falta, outros menos, alguns indispensáveis. E neste último caso, isso representa a partida para uma vida melhor. Se é ou não melhor ninguém sabe. mas todos dizem assim, "vai desta para melhor" e por vezes acrescentam, não faz cá falta nenhuma!

Pensando naquilo que perdemos e em que medida isso nos afecta, a coisa põe-se de modo diferente para homens e mulheres. Para eles é a falência da próstata que ora os deixa impotentes ora sexualmente diminuídos. Para elas é o cancro da mama que acaba com a sua beleza física e as deixa arrumadas para um canto e nunca mais arriscam ficar nuas seja em frente de quem for.

Mas há outros órgãos que vão falindo ou perdendo qualidade e em certos casos podem usar-se próteses que os vão ajudando a funcionar e manter-nos vivos. Outras coisas perdem-se e, embora façam falta vive-se bem sem elas. Pensem no cabelo dos homens e na raiva que os carecas têm por tê-lo perdido! E os dentes, que falta nos fazem às vezes, em especial quando nos passa pela frente um petisco daqueles que nunca perdoaríamos.

Para o coração há os pacemakers - faz este mês 10 anos que uso um - para o fígado ou rins um possível transplante e próteses bem modernas para braços e pernas que se foram antes de tempo. Rins e pulmões temos um par de cada e conseguimos sobreviver se perdermos um. O pâncreas é uma dor de cabeça para os diabéticos e o baço não faz falta nenhuma.

Alto e para o baile! O baço é o meu problema do momento e ainda não sei como resolvê-lo. O meu filho, mal soube do caso, disse logo, o baço não faz falta nenhuma, tira-se e pronto! Se as coisas fossem assim tão simples bem estaríamos! Mas não são e aí é preciso buscar a solução para o problema que me afectou, ou afecta, o baço. A minha fábrica do sangue produz blastos em vez de plaquetas e glóbulos vermelhos, os quais se transformam em células malignas e se vão acumulando no baço.

O meu já vai com o dobro do tamanho e tirá-lo não foi a solução preconizada pela equipa médica que me assiste. Vou tomar uns caldinhos, especialmente estudados para o meu caso, para tentar corrigir o erro que leva à criação dos blastos. Espero, para meu próprio bem, que a equipa médica saiba o que está a fazer e seja bem sucedida!

sábado, 4 de abril de 2026

E ao 3º dia ressuscitou!

 É verdade que domingo é o 3º dia depois da sexta-feira, mas sempre me fez confusão, porque é uma forma arrevesada de pôr as coisas. De sexta à tarde até domingo à tarde vão apenas 48 horas, ou seja, dois dias e fazia-me uma enorme confusão ver os padres a celebrar a Missa da Ressureição no sábado à noite. Cristo morreu às 3 da tarde de sexta, ainda mal arrefeceu o corpo, pensava eu, e já o querem ressuscitado!

Coisas da infância, pois claro, tempo em que não ligava grande coisa aos pormenores, pois domingo é de facto o 3º dia, depois de sexta-feira! E ao terceiro dia não é a mesma coisa que 3 dias depois. Este ano, por causa da guerra contra o Irão, a Páscoa não será como as anteriores. O profeta de uns não é o profeta dos outros e cada um dos povos acha que o seu é que é o verdadeiro e o melhor dos dois.

O mais antigo patriarca do povo judeu foi Abraão e, praticamente, começa aí a religião católica e o seu misticismo. Desde esse tempo que Deus (Jeová) prometia enviar um mensageiro do céu para guiar o seu povo pelos escabrosos atalhos da vida. Mas passaram-se muitos anos antes que isso acontecesse. Ainda sobreveio uma grande fome que levou os filhos de Jacob para o Egipto, de onde regressaram, muitos anos depois, guiados por Moisés.

E muitos mais anos passaram ainda, desde essa viagem através do deserto do Sinai até Jesus nascer, em Belém por obra e graça do Divino Espírito Santo. E outros 600 anos passaram também até ao nascimento de Maomé, o "cromo" muçulmano que veio a este mundo para azarar a vida dos cristãos. Ele nasceu em má altura, aos 6 anos de idade já era órfão de pai e mãe e sabe Deus o que terá sofrido para chegar à idade adulta e encontrar o seu próprio caminho.

Nessa altura já o Judaísmo e o Cristianismo estavam espalhados um pouco por todo o mundo e ele nunca contestou essas religiões, limitou-se a dizer (para quem o quis ouvir) que essas duas religiões tinham sido corrompidas e Alá, o único e verdadeiro Deus, o tinha enviado para corrigir esse desvio. Em vez disso, só fez piorar as coisas, espalhou o ódio contra quem não aceitasse a sua palavra e a razão por que tinha vindo ao mundo.

E assim continuam as coisas na presente data. Os maometanos (ou muçulmanos) continuam a gritar "morte aos infiéis" e em vez de os convencer que vão pelo caminho errado preferem degolá-los. O Irão é, hoje, o berço do Islamismo, embora seja Meca o sítio das peregrinações que um bom muçulmano deve fazer, pelo menos, uma vez na vida. Mas uma vez mais, como já aconteceu várias vezes ao longo da História, os sauditas desviaram-se do bom caminho e os iranianos assumiram o papel de guias do povo que adora e venera o profeta.

E estamos nessa, eles enfrentam-se e matam-se como se não houvesse amanhã. E o Irão que tem muito dinheiro, vindo do negócio do petróleo, paga aos seu vizinhos mais pobres para infernizar a vida dos judeus e outros seguidores de Cristo que se deixou imolar na cruz para remissão dos nossos pecados. Netanyahu e Trump personificam, na actualidade, esse inimigo que nega a veracidade do seu profeta que dizem ser o único e verdadeiro.

Os cristãos reaparecerão amanhã com a alma lavada e prontos a espalhar o amor por esse mundo fora, enquanto que os maometanos que não celebram a Páscoa continuarão com a sua alma mais negra que nunca e a espalhar o terror nas terras em que vivem e na dos seus vizinhos! 



sexta-feira, 3 de abril de 2026

F.E.A.R !!!

 Continuo com aquela ideia de reorganizar os países vizinhos de Israel encasquetada na cabeça! Dormir mal e passar horas de olhos fitos no tecto, mesmo às escuras, faz milagres com os nossos pensamentos a viajarem como turistas viciados em constantes viagens pelo mundo desconhecido. Sim, obrigatoriamente pelo desconhecido, pois o que já se conhece perde a maior parte da piada. Embora eu conheça pessoas que passam a vida a viajar sempre para o mesmo sítio, mas esses devem ter medo do desconhecido.

Mas, voltando à vaca fria, eu tinha pensado roubar uma fatia à Jordânia para compor o meu novo país. Mas nas minhas deambulações noturnas, achei melhor ideia juntar o país inteirinho. Os jordanos, a começar pelo seu rei e rainha, talvez até ficassem orgulhosos por fazer parte de um país tão grande e que poderia, num futuro próximo, vir a tornar-se no mais influente da região.

Cada um dos 4 países tem as suas particularidades e os seus problemas também. No caso da Jordânia tem sido um milagre como conseguem manter-se neutros em relação a toda a mixórdia política que os rodeia. Será por ser uma monarquia ou por ter no comando gente com mais cabeça que os sírios e os libaneses, sem falar nos judeus que esses são como as cobras, só fechados num açafate de verga é que estão seguros.

 Na foto acima podem ver-se os monarcas jordanos com um ar bem ocidental. Mulher de cabelos ao vento e nada de símbolos árabes por perto. O filho, já casado e com um herdeiro nascido, formou-se nos EUA, o que é uma boa recomendação para suceder ao pai na regência do reino. Ou ao comando do novo país que eu engendrei nos meus mirabolantes pensamentos e que dará pelo modernaço nome de FEAR, ou seja, Federal East Asian Republic.

Em vez do judeu Netanyahu que foi rejeitado pela maioria dos meus leitores (talvez com razão) seriam os monarcas da actual Jordânia e depois o seu filho Hussein e o neto que vai completar 2 anos no próximo verão, a presidir ao novo país que serviria para pacificar toda a região. E para terminar com as quezílias dos curdos que, actualmente, vivem espalhados por 5 ou 6 países diferentes, seria proposto que fosse finalmente criado o Curdistão,

A Turquia, o mais feroz oponente, seria o primeiro a ser convidado a assinar o tratado de cisão da área curda, onde vivem perto de 20 milhões de pessoas desta etnia. Depois o Irão e o Iraque, além da Síria, serão convidados a assinar o mesmo protocolo de libertação das áreas curdas. Há ainda pequenas comunidades curdas que vivem nos países ao redor desta zona de influência e que poderiam convergir para o novo e grande Curdistão, formando uma comunidade de aproximadamente 40 milhões de pessoas felizes.

O rei Abdullah II, por minha ordem, pode começar já a tratar do assunto e convocar todos os interessados para proceder aos aspectos legais no que respeita ao tratado de adesão à FEAR, como o da criação do Curdistão. No meu modo de ver as coisas, tudo poderá estar pronto para entrar em vigor no dia 1 de Janeiro do próximo ano. E tudo na paz de Nosso Senhor Jesus Cristo que hoje entregará a alma ao seu Criador para tornar isto possível. E nada de guerras nem armas compradas ao Trump, pois de vítimas inocentes já estamos fartos!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Barcelos!


Barcelos - Principais Marcos Históricos

Fundação e Dinastias: A povoação recebeu o seu primeiro foral em 1166 por D. Afonso Henriques. Mais tarde, no século XV, tornou-se a sede do primeiro Ducado de Portugal, o Ducado de Bragança, sob o domínio de D. Afonso, 8.º Conde de Barcelos.
O Paço dos Condes: Construído na primeira metade do século XV, este palácio foi o símbolo do poder da família Bragança. Hoje, as suas ruínas funcionam como o Museu Arqueológico de Barcelos.
A Lenda do Galo: Segundo a tradição medieval, um peregrino a caminho de Santiago de Compostela foi salvo da forca quando um galo assado cantou para provar a sua inocência. Este símbolo foi mais tarde estilizado e promovido como ícone nacional.
Ponte Medieval: Construída no século XIV sobre o rio Cávado, ligando Barcelos a Barcelinhos, é um exemplo clássico da engenharia gótica da região.
Festa das Cruzes: Remonta ao início do século XVI e é considerada a primeira grande romaria do Minho, famosa pelos seus tapetes de pétalas e procissões.
O edifício da Misericórdia que começou a dar um ar moderno à cidade

Hoje, não tenho muito tempo para me espalhar na prosa, daqui a alguns minutos vem a enfermeira fazer a colheita de material para análise - nunca imaginei ter que levar tantas picadelas! - e depois espero um irmão que me tem acompanhado para me dar moral (!) e vai comigo até Barcelos para me ajudar numas compras e carregar com o que for comprado, pois comigo já não há que contar.


terça-feira, 31 de março de 2026

Damasco!

 Por mais que Israel e Netanyahu se estiquem Israel nunca deixará de ser um pequeno país! Pode ter muito dinheiro e amigos (americanos) poderosos, mas falta-lhe território!

Por isso o Netanyahu não admite a existência da Palestina e farta-se de construir colunatos na Cisjordânia. E, actualmente, com a desculpa de eliminar o Hezbollah, vai entrando pelo Líbano dentro como faca em manteiga aquecida!

Uma fatiazita da Síria e, quem sabe, outra da Jordânia davam-lhe jeito para compor um país mais a sério e de acordo com as suas ambições! Mas com que desculpa iria ele meter-se com esses dois países? Se os europeus colonizadores, antes de virarem as costas, lhe tivessem destinado uma fatia maior, Israel poderia ter aspirado a ser um país com mais significado na região. Mas assim não aconteceu, deixaram-no entalado entre o rio Jordão e o Mediterrâneo sem espaço para se expandir.

Eu que toda a vida fui um organizador de coisas, gostaria de eleger Damasco como capital daquele canto do mundo. Países como Israel, nascido por causa do Holocausto, a Jordânia, por causa do abandono dos ocupantes europeus, o Líbano, na sua pequenez, deviam juntar-se à Síria, ou parte desta, e formar um novo país com a capital em Damasco.

Esta cidade já existia muito antes de Cristo vir ao mundo e de os impérios, grego, romano, persa ou otomano, terem feito daquilo o seu feudo particular. Antes do Marco Polo andar por ali, à procura de um atalho que o levasse até à China, já Damasco era a capital do Oriente Próximo. Porque não devolver-lhe o seu esplendor de então? Porque acham que os apóstolos de Jesus Cristo começaram por ali a espalhar a palavra do seu mestre?

É isso mesmo, porque Damasco era a única terra, verdadeiramente, civilizada a oriente de Roma. Com o mesmo fulgor só, talvez, Constantinopla, mas nunca com uma História tão antiga e completa como a actual capital da Síria. Nunca poderia escolher outra capital para esse país que idealizo na minha cabeça. Os velhos comerciantes do Líbano a fazer dinheiro, os espertos judeus a guardá-lo e fazer render juros, enquanto os agricultores ou pastores do Vale do Jordão se encarregariam de alimentar o povo.

O mapa daquela zona do Mediterrâneo oriental poderia ser, totalmente, diferente do que é hoje e sem guerras entre árabes, judeus e cristãos. Todo o mundo a lutar por um objectivo comum, o bem da gente que ali vive e trabalha! 

segunda-feira, 30 de março de 2026

O estreito!

 


O controlo do estreito está a custar-me uns bons milhares de euros com a contínua desvalorização da minha carteira de fundos e acções!

Mas há sempre alguém a lucrar com esta situação! Penso eu!!!

domingo, 29 de março de 2026

A vingança!

 

Imagem do lixo alemão (!!!)

Há lixo por todo o lado, cada vez mais!

E as pessoas cansam-se na busca de uma solução para dar conta dele, ou seja, para que não acabemos enterrados nele até ao pescoço!

Há por aí várias soluções, umas mais engenhosas que outras, para levar o povo a separar o lixo e permitir que se ganhe alguma coisa na sua reciclagem. Lembro-me de um Ecoponto, na Maia, que abriu há muitos anos e convidava os utentes a ir lá depositar o papelão, o plástico, o vidro e o metal, em contentores separados. No princípio o povo não gostou muito da ideia, ter trabalho extra sem receber nada em troca? Isso não cola na nossa maneira de ser!

Mais recentemente, com o advento do século XXI, começaram a aparecer, um pouco por todo o lado, esse tipo de ecopontos e a televisão a martelar-nos na cabeça que isso seria bom para todos. Aqui ao lado, em Vila do Conde, os ecopontos eram mais modernos e bem distribuídos, de tal modo que a "vila" até começou a espalhar a notícia que era a mais limpa de Portugal. Talvez fosse exagero, mas isso puxou pelo amor próprio dos "vileiros" e a coisa até resultou.

Aqui, nesta terra que me adoptou, nunca ligaram muito ao lixo. Colocaram contentores "gerais", onde se despejava tudo misturado, um pouco por todos os bairros. Para fugir ao trabalho do abre e fecha, o povo começou a deixar as tampas sempre abertas e o cheiro começou a incomodar. De tal modo que ninguém os queria por perto e empurrava-os mais para o lado do vizinho. Alguns ficavam cheios e de cogulo e até com saquinhos de lixo a toda a volta.

Depois vieram os selectivos, de várias cores, uns mais modernos que outros até chegarem aqueles que são enterrados no solo e sá fica à vista a goela onde se mete aquela comida toda para quem a quiser levar (sabe Deus para onde). Apareceram as empresas, muitas vezes camarárias para arranjar alguns tachinhos para os amigos, que separam o lixo e o enviam para os locais mais apropriados e o povo viu a factura da água a aumentar com um novo item, além do saneamento, devido pelo "tratamento do lixo".

Lixados ficamos sempre, quer a gente separe o lixo, como bom cidadão, ou o despeje em qualquer canto ou valeta e deixe os almeidas (que são pagos para isso) tratar dele como melhor lhes aprouver. O pessoal faz a campanha para as eleições, promete que vai fazer tudo melhor do que os outros fizeram e mal tomam posse só pensam em aumentar o orçamento da autarquia que o dinheiro faz falta para tudo. Tratar daquilo que nos incomoda é que é raro acontecer.

Nas últimas eleições, cá no meu burgo, elegeram, pela primeira vez, uma senhora. Não faltou quem dissesse que "agora é que vamos ver", pois elas é que sabem como se governa uma casa. A casa ou a casa de todos nós é um bocado diferente e esse tipo de conhecimentos não é garantia de que tudo corra pelo melhor. Isto tudo para dizer que ele inventou uma moda que ainda ninguém tinha inventado, um contentor fechado à chave com a dita entregue aos moradores da vizinhança.

No mandato anterior, o presidente deu início à recolha selectiva, porta a porta, mas só nos bairros históricos, aqueles onde não há prédios em altura e cada um é domo do espaço em frente da sua porta. Foram distribuídos contentores com as 4 cores da ordem e estabelecido um horário semanal para levantamento (ou despejamento) do material neles depositado. Os novos contentores, com chave, começaram a ser instalados nos bairros mais afastados do centro e eu fui logo agraciado com o primeirinho deles todos.

Quando perguntei pela minha chave, uma vez que os ditos contentores foram colocados a 20 metros da minha porta traseira, disseram-me que não tinha direito, pois já me tinham distribuído os contentores individuais que eu deveria colocar na porta da frente nos dias indicados no tal esquema. os ditos contentores ficaram arrumados, lá no fundo do quintal e nunca os utilizamos. O meu lixo biodegradável é espalhado no galinhairo e as minhas galinhas encarregam-se de o tratar. O cartão, plástico, vidro e metal, como cidadão exemplar, ia levá-lo a esses contentores que agora estão fechados á chave.

Não gostei nada da solução, quem tem um grande ecoponto a 20 metros da sua porta das traseiras, não gosta de andar a passear o lixo por dentro de casa até chegar à rua por onde passa o dito camião de recolha que nem da Câmara é, mas sim de uma empresa que deve cobrar bom dinheiro para fazer o serviço. Tudo muito bonito, muito organizadinho, muito como a senhora gosta, mas que a mim me criou um contratempo que ainda vou ter que estudar como resolver.

No tempo do António (de Santa Comba) Salazar era comes (nas fuças) e não bufas! Agora, em tempos mais modernos em que já somos guiados pela IA, é mais do género pagas e não bufas!

P.S. - Agora não tenho uma foto disponível, mas prometo ir fotografar o dito e moderno ecoponto e vir aqui publicar a foto, mais logo!

P.S.2 - Até me esqueci de explicar razão por que dei o título de vingança a esta publicação. Ouvi dizer que o povo descontente vai começar a depositar o lixo, em sacos, à volta do contentor, como forma de protesto!

sábado, 28 de março de 2026

Semear é na Primavera!

 


Também há sementeiras que se fazem no inverno, como as de favas e ervilhas, mas semear a sério é mesmo na Primavera! Por exemplo o feijão verde!

É isso, vou deixar-vos sozinhos a imaginar como isso se faz e vou pegar no meu sacho e "botar" uns feijões na terra para ver se arranjo feijão verde para fazer uns peixinhos da horta, para a sopinha e outros cozinhados.

Embirro com as pessoas que não conhecem qual é a diferença entre uma planta (com raíz, caule, folhas e flores) e uma semente como o feijão! Fui dar uma vista de olhos na net para ver o que me aconselhavam, mas quando vi "como plantar feijão" aparecer em grandes parangonas, dei meia volta e prefiro recorrer aos meus conhecimentos que adquiri de ver fazer.

O feijão, seja ele de que variedade for, é uma semente e quando se lança na terra diz-se semear. Embora também já se comprem feijões, por 10 a 20 cêntimos cada pé, desenvolvidos em viveiro, a que se pode referir como plantar. mas eu sou um pouco à moda antiga e prefiro semear eu próprio e esperar que o santo protector das sementeiras me ajude e o faça nascer. Se não ajudar não como!

Faz nascer os meus feijões, Santo Isidoro!!!

sexta-feira, 27 de março de 2026

Jantar de fuzileiros!

 Todas as últimas sextas-feiras de cada mês, é dia de reunião e jantar, ora com ora sem fados, dos fuzileiros da Póvoa. É hoje, ás 20.00 horas, mas não me sinto com vontade de ir. Já almocei fora, na Tasca do Paradela, e não me sinto com vontade de mais "comida". Aliás, o petisco do almoço não estava nada ao meu gosto e já lhe fiz uma cruz em cima, ficará fora das minhas escolhas por algum tempo.

A companhia talvez ajudasse a combater o meu mau humor, mas sinto-me cansado e sem vontade de dar mais um passo, hoje. Fiquei a pensar em quantos serão os fuzileiros da minha terra, porque nos jantares não aparecem mais que 20! Sei de uns poucos que se formaram depois do 25 de Abril que ainda não apareceram a nenhum daqueles almoços ou jantares em que estive presente. É tudo malta da pesada, do tempo da Guerra Colonial!

O tempo passado em conjunto nos dois, ou mais, anos de comissão criaram um laço diferente que não será possível repetir num ambiente normal em que cada um vai para sua casa ao fim de semana. Havia coisas que partilhávamos com o guarda-costas, quando estávamos de serviço de sentinela, que nem aos irmãos, ao pai ou à mãe coisas que se passavam nas nossas vidas.

Na segunda comissão já foi um pouco diferente, mas na primeira foram 30 meses consecutivos com um dia de serviço em cada três. E durante aquelas 24 horas, seguiam-se duas horas de sentinela, duas de guarda-costas e duas de descanso. Around the clock, como diz o inglês! Nas duas de sentinela, olhos atentos fixos no matagal, ou fosse o que fosse que nos rodeava, e os ouvidos atentos ao camarada que fazia de guarda-costas por conta de quem corria a conversa.

Ouvi histórias de bradar aos céus! Coisas alegres, coisas tristes, histórias de amor e paixão, umas bem sucedidas outras, rapidamente, esquecidas. Davam-se e recebiam-se conselhos, carpiam-se mágoas e sonhava-se um futuro risonho para depois daquele período complicado das nossas vidas. Como os serviços eram feitos sempre, ou quase, por camaradas dum mesmo pelotão (cerca de 40 homens) aquilo funcionava como uma verdadeira família em que todos eram irmãos.

Daí que tenha ficado esta ligação forte que os faça correr aos encontros cada vez que acontecem. No caso dos fuzileiros da Póvoa é um pouco diferente, pois são todos eles de diferentes idades e quase ninguém foi camarada de comissão do outro que está sentado na cadeira do lado. No máximo fizeram o Curso de Fuzileiros em conjunto, ou talvez a recruta e Juramento de Bandeira. Os que conheço melhor são da minha idade e de 3 escolas seguidas, o Fernando de setembro/61, eu de Março/62 e o Octávio de Setembro/62.

Nós somos os verdadeiros filhos da Escola de Fuzileiros que abriu no verão de 1961 para formar gente para a guerra que tinha começado, em Angola, no princípio desse ano. E com figuras como o Maxfredo, o Patrício ou o Pascoal Rodrigues como instrutores que mais tarde acompanharam os seus formandos na guerra em África. O Maxfredo como comandante do DFE1, em Moçambique, o Patrício como comandante da CF6, também em Moçambique e o Pascoal Rodrigues como comandante do DFE4, em Angola.

Os fuzileiros mais modernos (termo usado na Marinha para designar os novatos) já foram formados em Vila Franca de Xira e seguiram, depois, para Vale de Zebro, lugar que deu o nome aos famosos botes de borracha usados pelos fuzileiros, para um curso intensivo que durava cerca de seis meses para reforçar/treinar os futuros combatentes nos diversos aspectos que mais interessavam. Com o treino de tiro, orientação e combate em primeiro plano.

Os jantares também servem para recordar estas coisas, as aventuras e desventuras vividas durante o curso e as amizades nascidas dessa convivência que servem de combustível para manter a chama acesa. Hoje, deveria lá ir para abastecer um pouco o meu depósito que está a ficar nas lonas, mas, de facto, não me sinto com forças para isso. Acabei de enviar um SMS ao organizador para levar um abraço para os "filhos da escola" e que me desejem sorte, se querem que eu volte a aparecer junto deles, num futuro próximo!

Pesadelos e boas recordações!

 


Passei a noite embrulhado num pesadelo sem fim e acordei mais cansado do que estava antes de me deitar!

Resultado, não estou de bom humor e não quero descarregar em cima de vocês que não têm culpa nenhuma. Por isso fiquem com a Gigliola que era uma catraia engraçada, quando eu tinha 20 anos!

Vou dar uma volta e ver o mar!

quinta-feira, 26 de março de 2026

Correr o fado!

 

O fadista alentejano!

Já escrevi algumas vezes sobre "correr o fado" que era uma coisa que assustava os antigos, como a minha avó que nasceu na última década do século XIX e me criou como o seu "menino de ouro"!

Histórias de lobisomens e coisas ruins, fantasias metidas na cabeças de pessoas com pouca instrução e nenhum conhecimento do mundo por párocos de freguesia que viam o diabo em todo o lado e queriam garantir o céu aos seus "fregueses" (paroquianos) a qualquer custo. O diabo era o mal que Deus permitiu que andasse pelo mundo a tentar as almas para provar que elas eram merecedoras de ir para o céu, depois da sua efémera passagem pela terra.

Um moço namorava uma linda rapariga da pescaria. Quando achou tempo de se casar, propô-lo à rapariga, para começarem a fazer os preceitos da classe. Mas ela disse em resposta: “Casar não; eu não posso casar” e deu em chorar que nem uma videira. O moço ficou admirado, tanto mais que sabia que a rapariga lhe tinha amor. Instou com ela para que lhe dissesse os motivos. E a rapariga sempre: “Não posso dizer! Não posso dizer!” E por mais que o rapaz voltasse a instar, ela confirmava: “Não posso casar! Não posso casar!” Então o rapaz perguntou-lhe se era coisa de honra. “Não há nada de honra, juro-te !”, e chorava. O moço disse que lhe tinha de dizer à força, custasse o que custasse; se era coisa que ele pudesse remediar, nem que arriscasse a vida, que o fazia. Então, ela contou: “Sou bruxa! Tenho que correr o fado!...” Ele perguntou-lhe: “Não há remédio para isso ?” – “Há. Tu podes quebrar o meu fado, mas arriscas a tua vida! Se quiseres valer-me, fazes o seguinte: Eu passo logo à meia-noite com as minhas companheiras junto do castelo. Sou a sétima. Quando chamarmos Lulu! Lulu! – que é o chamadoiro do Diabo – tu estás dentro de um S. Selimão de seis pernas, riscado no chão, enlaças-me com uma corda e arrasta-me para dentro e assim quebrarás o meu fado.” O rapaz foi uma hora antes, riscou o S. Selimão e pôs-se à espera. Quando elas vieram, contou até à sétima e enlaçou-a, arrastando-a para dentro do S. Selimão. As outras bem quiseram chegar-lhe, mas o siglo afugentou-as e assim se quebrou o fado da rapariga, que casou com o rapaz.

Esta é uma das histórias do anedotário poveiro, no que se refere a correr o fado e que vos deixo aqui para pensarem no assunto. Se acreditam nestas coisas, não saiam de casa à noite sem levar um espelho no bolso e um crucifixo pendurado ao pescoço.

Corredor é a pessoa que tem que correr o fado, quer dizer, durante a noite toda vai percorrer um caminho onde vai passar a correr por sete pontes, sete fontes, sete montes, sete encruzilhadas, sete portelas de cão. O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar.

Agora, mais a sério, ontem falei com a Drª Patrícia que determinou (pelos poderes que tem) que o meu fado começa no dia 15 de Abril. No primeiro dia trata-se apenas de fazer uma colheita de sangue, registar o meu peso, a minha altura para prepararem o "caldinho" que me será injectado nas veias no dia seguinte. Serão 6 horas de castigo, sentadinho no cadeirão e armado de paciência! O primeiro é que custa mais, disse ela, se correr bem (?) os seguintes serão mais fáceis!

As suas últimas instruções foram para eu gozar a Páscoa, saborear o pão de ló, enquanto ela tira duas semanas de férias e se prepara, ganha coragem, para mais um semestre de trabalho tratando os doentes contaminados pelo bicho-mau que recorrem ao hospital em que trabalha. Se calhar, vou vomitar tudo o que comer, quando começar o tratamento, e foi por isso que ela me recomendou que saboreasse o pão de lá!

quarta-feira, 25 de março de 2026

A hora da verdade!

 


Vai ser hoje, pelas 16.00 horas que a Drª Patrícia me vai ler a «Carta do meu destino»!

Longa vida? Talvez, mas de sofrimento a correr para os tratamentos de quimio! Esperava outro destino mais aliciante que este, mas ninguém tem direito a escolher a sua sorte. "Fate", dizem os ingleses, e nós chamamos-lhe destino, ninguém pode fugir àquilo para que veio ao mundo.

Há muitos humanos que morrem nos primeiros meses de vida, muitos ainda morrem nos primeiros anos e também é longa a lista daqueles que não chegam aos 50 anos de vida. Tal como aconteceu ao meu irmão mais novo que só conseguiu festejar o 44º aniversário. Cancro no estômago, foi o diagnóstico que mostrou aquele exame endoscópico. Não operável, foi a conclusão da equipa cirúrgica que lhe abriu a barriga para ir espreitar a doença e ver se era possível extirpá-la.

Eu já festejei o 82º aniversário, quase o dobro daquilo que ele viveu e talvez não venha a sofrer tanto como ele sofreu. Maldito ano de 2006, começou com a descoberta da sua doença e acabou com o seu funeral, alguns dias antes do Natal. Muito me custou a assistir ao seu fim, se calhar não custará tanto viver o meu!

O destino a Deus pertence, costuma o povo dizer, mas isso não é verdade. Pelo menos, filsoficamente, falando, Deus fez-nos livres para decidir do nosso próprio destino, o tal livre arbítrio. Podes ir a Cascais em qualquer altura e dar o salto para a Boca do Inferno que ninguém te impede. Mas, é engraçado, isso só funciona no sentido negativo! Melhor seria eu decidir que hoje quero ganhar o Euromilhões e isso acontecer!

Bem, vou armar-me de paciência e esperar pelas instruções que me irão ser transmitidas pelo telefone, até lá nada mais pode acontecer que me afecte!

Pus a tocar a música que vêem lá em cima e fui escrevendo à espera que acabasse. Pois, não acabou ainda, foi mudando de artista e de tema e chegou agora ao «Totó Cutugno» que canta Bonjurno Italia com o qual vos deixo agora!

segunda-feira, 23 de março de 2026

O que diz a IA:

Em Portugal, a carga fiscal representa, em média, entre 55% e 60% do preço final que paga na bomba.
Isto significa que, se atestar o depósito com 100€, cerca de 55€ a 60€ revertem diretamente para o Estado em forma de impostos e taxas.

A estrutura desta fatura divide-se da seguinte forma:IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado): Aplicado à taxa normal de 23% (em Portugal continental) sobre o preço base, as margens e até sobre o próprio ISP.

ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos): Um valor fixo por litro que varia entre a gasolina e o gasóleo. Em março de 2026, as taxas foram ajustadas para 0,456€/litro na gasolina e 0,285€/litro no gasóleo.

Taxa de Carbono: Um adicionamento ao ISP que incide sobre as emissões de CO2. Em 2026, esta taxa tem sofrido atualizações graduais ...

Imagem que o Ventura levou para o Parlamento

Tenho andado a evitar este assunto, mas com o novo aumento que, hoje, entrou em vigor não consigo calar o meu descontentamento. Porque tem que o nosso governo aumentar 0.23€ quando os outros países da UE se ficam pelos 5, 6 ou 7 cêntimos? Porque é guloso, aproveitador, respondo eu por vós!

Esta segunda feira o aumento foi ainda mais violente, 12 cêntimos por litro, se a coisa já era escandalosa, agora não sei como lhe chamar. Não adianta o nosso PM, Montenegro, vir com falinhas mansas dizer que já nos está a beneficiar com 3 ou 4 cêntimos que abate no preço do IVA. Grande aldrabão, o que lhe custa devolver-nos 3 ou 4 dos muitos que está a mamar por conta dum aumento de 20% no preço inicial do brent que não representa nem metade no preço final do produto que nos vende.

Eu gostaria de ver uma discussão a sério, com pés e cabeça, que todos os portugueses conseguissem compreender, no Parlamento, sobre as razões que motivam a aplicação de mais de 50% de impostos sobre um produto, reconhecidamente, de primeira necessidade. Eu não sou um grande matemático (para dizer a verdade chumbei sempre nesta disciplina em todos os exames que fiz), mas se pegarmos no preço, antes destes aumentos, que era +/- 1.60€ no gasóleo e lhe deduzirmos os 53% que assumidamente, eram o real valor do imposto, ficamos com +/- 0.75 + 0.85 de custo + imposto.

Embora eu discorde dos 53% de imposto peguemos nesse valor e mantenhamo-lo no congelador como preço máximo a aplicar a cada segunda feira, enquanto os aumentos se mantiverem (entenda-se, justificarem). O aumento real do produto petrolífero, na sua base, incidiria apenas sobre os 0.75€, somando-lhe depois os 0.85€ de imposto que guardamos no congelador, pois não há qualquer razão que justifique o governo querer aumentar esse valor.

O preço do Brent está hoje nos 113$, ou seja, um aumento de  61%. Sabendo que o aumento real sobre o produto final não ultrapassa os 50%, teríamos de somar aos 0.75€ cerca de 0.23€, ficando em 0.98€ o custo real a que somaríamos os tais 0.85€ de imposto que tínhamos congelado. Milagre! O preço ficaria nos 1.83€ que era o que deveria aparecer hoje nas bombas, mesmo sabendo que ninguém pagou ainda o crude que refinou e pôs à venda ao preço que corre, hoje, na Bolsa de Nova Iorque.

E, sem a menor dúvida, o governo estaria a facturar o mesmo valor do imposto que calculou, melhor dizendo, serviu de base para calcular os valores inseridos no Orçamento de Estado que foi discutido e aprovado, no Parlamento, em Outubro do ano passado. E eu poderia ainda acrescentar que devia ser considerado ilegal qualquer cêntimo que entre nos cofres do Estado, acima desse valor que os nossos representantes tanto trabalho tiveram em fixar (contra a vontade dos cromos que nos governam).

Como acontece na maioria dos países da Europa, comunitária ou não, a taxa de imposto anda na ordem dos 50%, ou seja, metade do preço que pagamos é custo do produto e a outra metade é imposto que aparece no OE para perfazer a verba que o governo calcula como necessária para gerir o país, durante o ano em questão.

Por cima disso tudo, vem ainda a opinião da Comissão Europeia que acha que os países membros, nesta conjuntura, deviam reduzir o preço do IVA para 10%, muito embora a decisão de o fazer caiba a cada um. Com ou sem truques que só confundem os consumidores o "nosso" IVA é de 23%!

Em Portugal continental, a taxa de IVA aplicável aos combustíveis (gasolina e gasóleo) é de 23%. Embora tenha havido propostas e ajustes temporários no ISP para simular uma taxa mais baixa, a taxa normal de IVA aplicada no consumidor final permanece na taxa máxima. O IVA incide sobre o valor do produto, ISP e outras taxas.

domingo, 22 de março de 2026

A minha rua!

 Já morei em várias ruas de várias cidades de vários países!

Mas esta rua, onde vivo hoje será a última de todas essas que conheci. Desta não passo, estou velho demais para isso e, além de velho, doente também. Até aos 11 anos fui prisioneiro da minha família, mandava a mãe que não tirava o olho de cima de mim, mandava a avó que foi quem me embalou, desde o dia em que nasci. Num passado onde só tinha havido mulheres e cujos primeiros netos foram duas meninas, ele ficou em festa quando chegou o seu primeiro neto, euzinho da Silva. O meu pai mandava pouco, o trabalho obrigava-o a estar sempre ausente.

Dos 11 aos 15 anos fui prisioneiro dos Jesuítas, num Colégio que administravam com mão de ferro. Ali fiquei 4 anos da minha vida, perdido entre homens de saia preta e num lindo mês de Maio abri as asas e voei de lá até esta rua e assentei arraiais numa velha casa que (já não existe) ficava do outro lado da rua a menos de 20 metros da minha janela que me deixa espreitar quem passa na rua.

Depois disso, já passei por vários lugares, alguns em curtas permanências, outros com estadias mais prolongadas, mas há 23 anos regressei a este cantinho que já conhecia, desde os meus 15 anos de idade. E vim para ficar, embora nessa altura ainda eu não estivesse ciente disso. É normal o homem não conhecer o seu destino, desconhecer o que será da sua vida no dia, mês ou ano seguinte. Se assim não fosse a vida seria uma pepineira sem o menor interesse. É o desconhecido que nos atrai, não fazer ideia do onde, como e quando a nossa vida dará o próximo salto.


Já foi uma rua muito concorrida, antes do advento dos automóveis como principal meio de locomoção. Quando todos andavam a "calcantes" a minha rua era como como a Via Apia de Roma, andava sempre cheia de gente, para cima e para baixo. Ela partia do centro da Vila - a cerca de 100 metros da Câmara Municipal - em direcção a nordeste e dava acesso aos bairros novos construídos a nascente da via férrea que passava aqui mesmo ao lado.

Agora é uma rua deserta, mora cá pouca gente e os passantes são raros também. A juventude prefere lugares mais abertos, onde não haja tantas restrições de espaço, como acontece aqui, agora. Trânsito só num sentido e lugares para estacionar nenhum. Foram por cá ficando os velhos, cujo destino final será o cemitério, onde não se paga renda, nem prestação ao banco e ninguém se queixa das condições em que o deixaram.

E um facto engraçado é que moram cá poucos homens, talvez não passe de meia dúzia. E outro facto que também pude registar é nem sempre morrem os mais velhos primeiro. Eu mantenho na minha memória uma lista dos homens por idade, para tentar adivinhar quando será a minha hora de fazer a mala e mudar-me para a última morada. O último que partiu já tinha ultrapassado a fasquia dos 90, por conseguinte foi na vez dele. Mas o anterior, o meu vizinho da frente, foi na casa dos 50, alguém ficou a ganhar algum tempo de vida com a partida antecipada desse rapaz.

Agora estou em terceiro lugar, tenho na minha frente o António de 88 anos e o Ezequiel de 84 e atrás de mim vem outro António que está quase a completar 80 e já anda todo marreco com o queixo a querer tocar nos joelhos. Mas qual será o primeiro a embarcar ninguém sabe. Eu acho-me o mais gasto deles todos, mas é o S. Pedro quem guarda o «Livro da Vida», em que está registada a data em que nascemos e aquela em que o Criador decidiu devolver o nosso corpo ao pó de onde saímos. Pelo menos é o que diz a cantilena que o padre recita em cada enterro: - és pó e ao pó hás-de tornar!

Mulheres há muitas, algumas solteiras e a maioria viúvas, casadas poucas, visto que os homens já se foram sem pedir desculpa. Alguns deles, além de vizinhos, eram meus amigos e sinto a falta de alguns. Havia um, o Zé do Casino, que perguntava sempre por mim, quando se cruzava com a minha mulher e fazia o mesmo, perguntando pela minha mulher cada vez que se cruzava comigo. Então, a D. Emília está bem? Depois ficou doente, com insuficiência respiratória e andava na rua com uma mochilita em que carregava uma botija de oxigénio, em casa é que ele não queria ficar. Quanto mais piorava a sua saúde mais ele perguntava pela nossa, devia ser uma espécie de queixume ao perceber que a dele estava cada vez pior. E um belo dia apagou-se aumentando o número de viúvas da minha rua!

O Quim do Varzim, um defesa central com quase 1.90 de altura que parecia vender saúde ficou também doente, de um dia para o outro e foi atrás do Zé que morava na casa em frente, deixando outra viúva sozinha. Ambos na casa dos 80, era capaz de jurar que nenhum desses dois chegou à minha idade, ou seja, mais um aviso que a minha data de validade está quase a dar o último suspiro. Depois disso só cá ficamos mais um tempinho até o S. Pedro fazer a necessária arrumação, lá em cima, de modo a arranjar-nos um espaço, onde caibamos sem esbarrar no vizinho do lado.

Por vezes dou comigo a pensar que, a não haver reincarnação, coisa em que poucos acreditam, aquilo lá em cima deve estar um caos e é um verdadeiro milagre o S. Pedro dar conta do recado. Então com a guerra da Ucrânia em que os russos têm morrido às centenas de milhar, sem falar no Netanyahu e no Trump que se têm esforçado por dar a sua contribuição, o pobre do santo que já deve sentir o peso da idade - anda por cá, há mais de 2.000 anos - deve ver-se grego para não deixar descambar aquilo num caos.

Todos os dias, à meia noite, abro a porta da minha casa e digo para o meu cão: vai Nero, tem cuidado com os carros, faz duas ou três mijinhas que depois vais para a cama e só de manhã tens direito a mais. Dos carros ele desvia-se com habilidade escondendo-se atrás dos pilaretes de aço inox que devem ter custado bom dinheiro à Câmara e que servem apenas para impedir os carros de estacionar. Se vir alguma pessoa a aproximar-se, coisa rara, regressa, apressadamente, para evitar encontros com desconhecidos!

A Via Aurélia, em Roma, atravessa a cidade de lés a lés e é um martírio circular dentro dela, em hora de ponta. Já é assim desde os tempos do imperador romano que lhe deu o nome e nunca será uma rua deserta como esta a que chamo «A minha rua»!

sábado, 21 de março de 2026

O bacalhau está caro!

 Nas ementas dos restaurantes, o bacalhau e o polvo figuram ente as iguarias mais caras e eu que não alinho em grandezas risco logo essas duas do meu leque de escolhas! Se quero comer uma boa posta do "fiel amigo" compro-a no hiper e a minha mulher cozinha-a para mim que ela tem jeito para isso. O polvo passo bem sem ele, tenho uma dúzia de petiscos na minha lista de preferências que vêm antes dele.

Numa das muitas freguesias do concelho de Vila do Conde, há um restaurante que não tem mãos a medir com a clientela que o procura e se não tiveres feito uma reserva podes bem ficar à porta e esperar mais de duas horas pela tua vez. Clientes para comer bacalhau aparecem de todo o lado, levados pela fama que já chegou longe. E não há dúvida que eles têm olho para o negócio!

O bacalhau que eles compram é sempre do tamanho King Size. Depois cortam-lhe o rabo e as badanas e servem os lombos ao preço de 25€ por pessoa, sendo o "assado na brasa" o mais requisitado. O restaurante tem 3 salas de jantar e mete lá dentro perto de 200 pessoas a dar ao dente ao mesmo tempo. Todas as sextas-feiras cozinham os rabos do dito e oferecem-nos como diária, à hora de almoço, a 10€ por pessoa.

O rabito que vêem acima foi o que me calhou em sorte, ontem. Dos 3 que vieram da cozinha era o mais pequeno e eu escolhi-o para mim, pois já não tenho o apetite de antigamente. Como estou prestes a entrar numa fase complicada da minha história clínica, fui convidado por um irmão mais novo e tive a companhia de outro irmão e da minha irmã mais nova que, por mero acaso, também é minha afilhada.

Ele tinha-me telefonado, há uns dias, e perguntado se eu alinhava num rabo de bacalhau, assim a modos de despedida dos bons velhos tempos, pois o que aí vem vai ser para esquecer. Aceitei e lá fomos os quatro até ao dito restaurante, com uma recomendação para chegar antes do meio dia, pois de outro modo poderíamos perder a reserva. Chegámos ao meio dia menos 5 e duas das salas já estavam praticamente, cheias.

O segundo prato que servem às sextas feiras é pernil de porco assado no forno. também já me calhou em sorte, pois já vai na meia dúzia o número de visitas que fiz ao local. Têm bom vinho também e não são pecos a regar o bacalhau com bom azeite transmontano. por isso toda a gente sai dali satisfeito e com vontade de voltar.

Por falar de satisfação, lembrei-me, de repente, que esse irmão que me fez companhia, contou ter ido almoçar a um restaurante nos arredores do Porto, em que tinha uma sineta pendurada junto à caixa onde se ia pagar a conta, com a seguinte mensagem: - se ficou satisfeito com a refeição que acabou de comer toque a sineta! E lá se agarrou ao badalo tocando como se não houvesse amanhã, fazendo rir toda a gente!

E é assim a vida, não se pode viver para comer, mas deve-se comer para viver. E entre comer bem ou comer mal, é melhor escolher a primeira opção. E para o fazer deve estar bem informado, senão não será capaz de escolher. Por isso e para isso me dou ao trabalho, de vez em quando, de abordar este assunto e transmitir-vos os conhecimentos que vou adquirindo por aí!

sexta-feira, 20 de março de 2026

Primavera!

 Muito embora a depressão Therese nos tenha brindado com chuva, é um facto que já começou a Primavera!


Já se vêem árvores floridas por todo o lado e as abelhas, embora cada vez menos, já esvoaçam em seu redor!

É a vida que se renova. Haja alegria e esqueçam o Trump e mais o Netanyahu que esses são uns tristes do caraças!

Vou dar a volta e almoçar um "rabo de bacalhau" que é aposta do dia num restaurante que conheço bem!

quinta-feira, 19 de março de 2026

Embaixador da boa vontade!

Estava aqui a magicar se poderíamos mandar o António Costa a Teerão como embaixador da boa vontade!

Talvez ele consiga convencer os barbudos a deixar passar os nossos petroleiros, aqueles que se dirigem para os portos europeus em que há refinarias. Porque não em Sines?

Esta guerra que apenas interessa ao Trump, ao Putin e mais uns quantos carolas que ganham sempre, quer haja guerra ou paz, quer o petróleo suba ou desça!

Os especuladores estão aí, escondidos em cada esquina, para se aproveitarem da inflação. Se o petróleo sobe 10% eles aproveitam para subir também os preços daquilo que vendem, por vezes mais do 10%, quando afinal o aumento real provocado pela subida do petróleo em bruto se fique nos 2 ou 3%. Cambada de aproveitadores!

Por causa das políticas erradas que duram há muitos anos, Portugal vai cada vez mais atrasado em relação aos restantes países da Europa. Depois aparecem os incêndios, no verão, ou as cheias, no inverno, e as coisas pioram ainda mais. Pedir a Deus e aos santos não adianta nada, o que é preciso é implementar políticas que nos tirem deste sufoco.

Porque não perguntam aos governantes irlandeses como foi que nos conseguiram ultrapassar e têm, hoje, uma situação melhor que a Espanha, França, Reino Unido ou até mesmo a Alemanha. Se eles conseguiram, porque não nós?

Mas, se nada mais resultar, podemos usar um dom que também temos entre nós, armar em desgraçadinhos e pedinchar uma ajuda especial.

Quem diz que os aiatolas barbudos não compram essa? Ainda mais se lhes prometermos que será construída uma mesquita no Martin Moniz. Com esse trunfo o Costa poderia abrir o Estreito de Ormuz e ainda dar uma lição de História aos iranianos, mostrando-lhes que já fomos grandes naquelas paragens.

 

O Afonso de Albuquerque conseguiu,
porque não conseguiria o Costa?