quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Turismo gastronómico!

 Ontem, eu tive que sair de casa, por motivos que não vem ao caso explicar, e aproveitando a oportunidade de estar vestido e fora de casa, o que é cada vez mais raro, resolvi ir provar o «Cozido à Portuguesa» que servem na Clínica!

Isto de pôr nomes esquisitos aos restaurantes não é de agora. Por alturas do 25 de Abril, havia em Matosinhos a Farmácia, um restaurante bem frequentado, onde as postas de bacalhau saíam fora das bordas do prato e o vinho tinto, em grandes pipas á moda antiga, estava ali mesmo à vista de todos, encostadas na parede de granito que nem reboco tinha.

Fui lá algumas vezes e nunca consegui comer nem beber tudo aquilo que traziam para a mesa. Bons tempos em que levava a factura ao tesoureiro da minha empresa e ele me repunha o dinheiro investido na refeição. E aproveitava sempre para me picar por causa dos preços que eu pagava. Com a empresa a pagar a conta e não sabias escolher melhor comida? Ele queria dizer mais cara, pois melhor é um conceito que está no paladar de cada um e o meu só eu conheço.

Pois ontem foi dia de ir à Clínica, restaurante de que ouvi falar há uns tempos e me garantiram que era do melhor e difícil de arranjar lugar à mesa. Aconselharam-me a ir tarde, pois há quem vá para lá fazer bicha às 11.30 horas e deixando passar a primeira grande invasão é mais fácil conseguir uma mesa. Dependendo do prato que é servido, há dias com mais gente que outros. O dia do Cozido é às quartas e talvez o de maior enchente.

E cheguei à conclusão que estou velho e acabado, já nem para comer sirvo. Tive que pedir uma embalagem para trazer as sobras, pois nem metade do que me serviram consegui comer. Tens mais olhos que barriga, costuma-se dizer, mas no meu caso já não tenho estômago para aquilo que os outros pensam que vou comer e me põem à frente dos olhos.

A Clínica fica numa freguesia meeira dos concelhos de Santo Tirso e Famalicão (são cerca de 6 kms para cada uma das cidades) e é sabido que o concelho de Famalicão é forte em carne de porco e enchidos, melhor só no Alentejo. Pois é verdade, deliciei-me a trincar aquela carne bem temperada e bem cozinhada que lá se serve. Se for preciso passar um atestado de qualidade podem contar comigo para o fazer. Numa escala de 1 a 5 estrelas, eu dou-lhe um cinco.

Há dias de bacalhau, ora assado na brasa ora à moda de Braga (frito e com cebolada), há dias de tripas e de chispe assado no forno, além de outras iguarias que encontram sempre quem goste delas. E servem à sobremesa um pão de lá de fabrico próprio que muitos aproveitam para provar e lamber os dedos depois de o comer. Sim, porque o pão de ló deve comer-se com os dedos e sendo um pouco húmido deixa os dedos açucarados e sabe melhor lambê-los que ir à casa de banho lavá-los.

Bem, espero ter-vos despertado o interesse e o apetite também para procurarem lugares como a Farmácia de Matosinhos ou a Clínica de Santo Tirso que são lugares onde se come melhor que na melhor marisqueira deste país e se paga menos de um quinto do preço de quem come lagosta, camarões ou sapateira. Isso posso eu garantir também!

Bom apetite !!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

As figurinhas que repartiram o mundo em 3!

 


Para lá dos bonecos e das piadolas, mais ou menos bem conseguidas que circulam pela net, já todos percebemos que afinal o que mais pesa na balança é o petróleo e o valor incalculável que tem para a economia dos grandes players do mercado. O que levou o Putin a invadir a Ucrânia, o Trump a meter-se com a Venezuela e ameaçar tomar conta da Groenlândia (o Canadá fica reservado para a próxima fase) são apenas interesses económicos e mais nada.

Há dias, vi um boneco que circulava no Facebook e mostrava o mundo dividido em 3 partes. Uma linha vermelha, quase coincidente com o meridiano de Greenwich, dividia o mundo em duas metades  e a metade do lado direito, onde aparecia a Europa, Ásia e África, também dividida ao meio. A legenda deve ter sido escrita por Trump, pois dizia assim: ME, do lado esquerdo da linha vertical, Putin, do lado direito em cima e Xi, do lado direito em baixo.

Ou seja, a União Europeia na sua totalidade debaixo da pata do urso da Sibéria. A inoperância dos líderes europeus, os 27 e os outros que estão no mesmo barco, leva-nos a crer que, de facto, isso possa vir a acontecer. O mundo é governado por quem tem mais ogivas nucleares, mais braços armados, mais dólares e menos vergonha. O tempo da OTAN e da ONU é passado e não tem qualquer futuro.

A Liga das Boas Vontades, parece que é este o nome dado aos mandantes europeus que têm andado numa roda viva para ajudar a Ucrânia, mas não querem hostilizar, directamente, o manda-chuva do Kremlin, bem pode tornar-se numa organização que defenda os nossos interesses sem contar com a ajuda dos EUA que, enquanto o Trump mandar, deixaram de ser confiáveis. Como só a Noruega tem petróleo e não quis fazer parte da União, temos que puxar pela imaginação para não ficar para trás no confronto com as 3 figurinhas da imagem acima!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis 2026!

 Por esta é que eu não esperava! Andava eu ocupado na guerra, em Moçambique, e o Marcelo Caetano decide que o Dia de Reis deixará de ser «Dia Santo», pois o ano já tem feriados a mais e o que é preciso é aumentar a produtividade do país e a riqueza também.

Dos 365 dias do ano, só aos domingos, dias santos (religiosos) e feriados (nacionais) não se trabalhava. Se bem me lembro, nos velhos tempos, os feriados eram 22 e os domingos 52. Os domingos, para desespero de alguns patrões, ainda continuam a ser 52, mas os dias santos e feriados encolheram um pouco. Lembram-se que no governo de Passos Coelho levaram mais uma machadada? No entanto, foram acrescentados mais 52 sábados aos dias de lazer e hoje, em média, trabalham-se 222 dias por ano.

Em alguns casos voltou-se atrás, como no caso do 15 de Agosto, dia da Assunção de N. Senhora, mas outros perderam-se para sempre, caso do Corpo de Deus, em junho. Já o mesmo não aconteceu, em 1967, com o Dia de Reis. Como eu entrei no mundo do trabalho, em Novembro de 1960, e fui para a Marinha, em Março de 1962, só tive direito a gozar dois feriados desses, o do ano de 1961e 1962, embora deva referir que no de 1962 estava em casa de castigo. Quando voltei da guerra e saí da Marinha, já essa benesse tinha passado à História.

Há quem perca tempo a discutir se os reis eram mesmo magos, se eram três ou mais e de onde teriam vindo. Uma das hipóteses aventadas (termo alentejano) é ser Espanha a origem do rei branco, mas eu discordo, pois a Espanha não fica a oriente de Jerusalém e reza a história que eles eram do Oriente. Quanto ao moreno aceito que seja sírio e o negro venha dos lados da Arábia, onde já viviam muitos negros e um bem poderia ser mago, isto é, um rei sabichão.

Aqui na Póvoa, mantém-se forte a tradição de cantar as Janeiras. Andam grupos de porta em porta, cantam umas coisitas, bebem uns copitos e avançam para a próxima casa. No fim voltam a arrastar os pés, mais pelo álcool ingerido que pelo cansaço da caminhada. Eu mantenho-me fiel à Ceia de Reis que é um mini Natal e não aceito que me falte o bolo-rei, o maior símbolo deste dia!

Contexto Histórico:

Década de 1960: O governo do Estado Novo, liderado por Marcelo Caetano, implementou uma reforma nos feriados e dias facultativos, removendo datas como o Dia de Reis e a Quinta-Feira de Ascensão (Dia da Espiga) do calendário nacional.
Objetivo: A medida visava diminuir o número de feriados e aumentar a produtividade, com foco no desenvolvimento económico do país.
Situação Atual:
Não é feriado nacional: O Dia de Reis não é mais um feriado obrigatório em todo o território de Portugal.
Feriado Municipal: A data ainda pode ser um feriado em concelhos específicos, como acontece com a Quinta-Feira de Ascensão em muitos locais, mantendo a tradição local.
Tradição Cultural: Apesar de não ser feriado, a data continua a ser celebrada em Portugal com a tradição do Bolo-Rei, o canto das janeiras e o encerramento das decorações de Natal, marcando o fim das festividades natalícias.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Aventuras na neve!

 

Está frio e cai neve por essa Europa fora e vou falar disso na minha crónica de hoje, mas antes tenho que fazer uma pequena referência ao desporto-rei e ao meu Benfica que continuará na rua da amargura, enquanto o FCP não perder. Ontem, nos Açores, esteve quase garantido um empate e a perda de 2 pontos, mas o guarda-redes ilhéu decidiu oferecer a bola ao Samu, dentro da área, e ele fez a sua obrigação rematando-a para dentro da baliza deserta. Se isto não foi planeado, pelo menos parece!

E, falando de neve, várias vezes fui à Serra da Estrela, quando os meus filhos eram pequenos, só para chapinhar na neve e ficar com as mãos e os pés congelados. Algumas vezes estavam as estradas todas fechadas pela GNR e aventurei-me por atalhos que conhecia para chegar até à neve. Só uma vez assistimos à queda de neve, nas Penhas Douradas.

Mais ou menos à mesma altitude das Penhas Douradas fica a lagoa do Rocim, onde por vezes fui nadar nas férias de verão. No inverno neva lá forte e feio e uma vez entrei lá na maior e tive que ser rebocado para sair para a estrada que liga Gouveia a Manteigas. Do Sabugueiro até ao Rocim há um atalho que conheço bem e usei algumas vezes, quando a GNR fechava a estrada nesse ponto. A estrada que desce do Rocim até Manteigas nunca é encerrada e era a minha escapatória em viagens de serviço.

Antes de transformarem o IP5 numa autoestrada, a subida para a Guarda era um local crítico, Logo que fechavam a estrada de ligação entre Seia e a Covilhã, essa era a estrada que nos restava, mas a GNR fechava-a logo que o primeiro camião começasse a patinar e a ficar atravessado na estrada. Nas minhas viagens de serviço, eu tinha que chegar à Covilhã a qualquer custo, pois ali se situavam os maiores fornecedores de lanifícios de quem a minha empresa dependia para continuar a laborar.

Depois de uma tarde de trabalho, em Seia, aconselharam-me a pernoitar ali, em vez de seguir para dormir na Covilhã, como era meu costume. Talvez amanhã de manhã o tempo esteja melhor e possa passar pela Guarda sem risco, diziam os conselheiros do costume que estavam fartos de resgatar aventureiros que ficavam atolados na neve.

De manhã estava ainda pior, pois nevara toda a noite e todas as estradas da serra estavam encerradas. E eu ali entalado sem saber o que fazer da minha vida. Decidi furar por onde a GNR não pusera nenhuma patrulha a proibir a passagem, a estrada que sobe pela encosta de poente, até às Pedras Lavradas e bordeja a serra pela encosta sul, até Unhais da Serra. O primeiro troço, até à Loriga foi mole, fiz aquilo sem patinar uma única vez.

Aí parei, fui a uma padaria tomar um cafezinho e pedir informações. A coisa não está fácil, disseram-me, mas o padeiro passou agora mesmo por aí acima e se ele não voltou para trás é porque conseguiu passar. Cuidado com aquela ladeira a seguir a Valezim, disseram-me, engate a segunda no início da ladeira e não deixe de manter uma velocidade constante, até chegar lá acima e no travão nem toque, senão nunca mais sai de lá.

Assim fiz, eles sabem mais daquilo que eu, e cheguei ao topo da ladeira sem problemas. Dali até às Pedras Lavradas ainda sobe muito e cada vez se fica mais longe da civilização. O meu receio era ficar atascado e ter que regressar a pé até uma das povoações para arranjar refúgio ou ajuda para sair dali. Com uns sapatinhos de sola fina (nesse dia jurei que compraria umas botas próprias para a neve e as levaria na bagageira sempre que fosse para aquelas bandas, mas nunca o fiz) havia de ser o bom e o bonito para fazer uma dúzia de quilómetros.

Eu conhecia bem aquela estrada e ia, mentalmente, calculando quantos quilómetros já andara, depois da última aldeia e quanto faltaria para a próxima. A distância máxima andaria por volta dos 30 Kms e se parasse teria que decidir em qual sentido seguir, qual das aldeias estaria a menos de 15 Kms. Felizmente, consegui atingir o ponto mais alto daquela estrada, onde há um desvio para a direita que vai dar a Vide e que eu usaria para sair da serra se não pudesse continuar.

Havia muita neve naquele lugar, mas a estrada é larga e plana. Soprava um vento forte do sul que fazia rodopiar farrapos de neve a toda a volta do carro. Senti o fundo do carro raspar na neve da estrada, mas como ela estava fofinha, não tinha ainda congelado, enfiei o carro por um rodado traçado na neve por alguém que seguia na minha frente, aproveitando de a neve estar mais compacta e dura. Como eu esperara o carro portou-se bem e saí daquele ponto perigoso, entrando num troço de estrada sem sinal de neve.

Parei logo o carro, para o deixar arrefecer um pouco, pois andara cerca de meia hora sempre em segunda e o motor começava a queixar-se do sobreaquecimento. Um quarto de hora depois reiniciei a marcha e com o aumento da velocidade o radiador voltou à temperatura normal. Dali até Unhais foi sempre a abrir, com raros trechos cobertos de uma fina camada de neve.

Em Unhais havia uma enorme fábrica que planeara visitar no dia seguinte, mas devido às circunstâncias decidi aproveitar para despachar a entrevista que tinha marcado e depois daria um jeito de reordenar a minha agenda. De onde vens, perguntaram-me, as estradas estão todas cortadas! Venho de Seia pelas Pedras Lavradas, respondi-lhes. A sério, admiraram-se com a minha ousadia, desde ontem, ao fim da tarde que não passa ninguém por essa estrada!

Mas passei eu e compreendi o risco da minha aventura, depois das notícias da manhã e dos avisos das autoridades para ninguém se fazer à estrada naquelas circunstâncias. Ainda nesse dia, ao fim da tarde, ia eu a caminho de uma outra fábrica que ficava dentro da cidade da Covilhã, num ponto bastante alto e numa estrada sem saída, quando o carro começou a derrapar, deslizando para a esquerda até bater com as rodas no passeio.

Deixei-o ali ficar e fiz a pé os cerca de 500 metros que me faltavam para chegar ao destino e regressei com o pessoal da fábrica ao centro da cidade, onde pernoitei. De manhã, vieram buscar-me e ajudar a pôr o carro em andamento para eu poder terminar o trabalho desse dia. Ao fim da tarde o tempo tinha aliviado e estive tentado a regressar pelo alto da serra, pois os limpa-neve tinham aberto a estrada até à Torre. Mas, como de aventura já chegara o dia anterior, fiz os 40 Kms até à Guarda e regressei pelo velho IP5 que não era grande coisa, mas era a única estrada garantida para chegar ao litoral.

N.B. - A encerrar, deixo a informação que acabei de ver na TV. O Rúben Amorim acaba de ser despedido do Man. United. Imagino que isso estava no pensamento do presidente do Benfica, trocar o Mourinho pelo Rúben, a partir de 1 de Julho, seguindo aquele para a Selecção Nacional que que assim diria adeus ao espanhol Martinez!

domingo, 4 de janeiro de 2026

Diáspora portuguesa na Venezuela!

Com a crise - política, económica, etc. - na Venezuela a entrar numa nova fase, com a interferência dos EUA, achei por bem dedicar algum do meu tempo a pesquisar a situação dos cidadãos do nosso país envolvidos nessa questão. Envolvidos sim, pois voluntária ou involuntariamente, a sua vida e os seus bens estarão em risco, enquanto a crise se desenvolver. E podem sair beneficiados ou prejudicados por isso, dependendo da forma como a crise se vier a resolver.

Tanto para a Venezuela como para o Brasil emigraram milhares de portugueses, na grande maioria originários do norte de Portugal, com os distritos de Aveiro e Braga a ocuparem os primeiros lugares. As duas Grandes Guerras e a crise que lhes sucedeu foram as razões primárias destas migrações. A miséria e a falta de emprego resolvia-se, ou tentava resolver-se, procurando lugares no mundo, onde era possível encontrar emprego e melhorar de vida.

Alguns dos meus antepassados, entre 1920 e 1940, seguiram esse destino e nunca mais regressaram. Alguns foram bem sucedidos e trouxeram às suas terras de origem riqueza e desenvolvimento. A agricultura foi o primeiro destino dos minhotos, a seguir foram aqueles que conheciam o ramo do pequeno comércio a escolher o Brasil e a Venezuela como destino. Até em Moçambique, durante a Guerra Colonial, eu encontrei cantineiros portugueses que tinham deixado Portugal, durante o difícil pós II Grande Guerra.

Concordo com o Trump na necessidade de mudar alguma coisa na política da Venezuela, não sei é se ele foi pelo melhor caminho ao desencadear esta operação. O período em que o Chavez tornou aquilo numa ditadura e o Maduro piorou, a cada ano que passava, a isso levaram e se ficássemos à espera que fosse a ONU a intervir para pôr ordem na casa, morreríamos sem ver isso acontecer. Então, com o "morre ao sol" do beirão António Guterres era mais que certo.

Não imagino como a coisa irá acabar. O Trump quer aquilo sob controlo americano, tanto por causa do narcotráfico como pelo interesse no negócio do petróleo. Os russos e chineses não vão ficar quietos nem calados, pois Cuba e Venezuela tinham-se transformado num feudo comunista, desde que o Che Guevara andou por lá aos tiros. Sendo o Trump amigo do Putin, eu posso imaginar que já tenham conferenciado sobre isso, através do famoso "telefone vermelho" que cada um deles tem na sua secretária de trabalho.

Se é verdade que há provas de que as últimas eleições, as quais deram o poder a Maduro, foram fraudulentas e que o candidato derrotado (Edmundo Gonzalez) foi, de facto, o vencedor, concordo que o vão buscar, onde ele estiver, e lhe entreguem o país para ele governar. Claro que há medidas que terão que ser tomadas para proteger a sua vida e disso poderão tratar os EUA, já que da ONU não se pode esperar nada.

Se ele for aceite pelo povo teremos o problema resolvido, caso contrário ele pode assumir o governo, de forma temporária, e convocar novas eleições, a breve trecho. Nessas eleições ele poderá concorrer ou não e o povo do seu país poderá votar nele de novo, se assim o quiser. Por outro lado o restabelecimento de boas relações com os EUA só lhes trarão benefícios, coisa que perderam desde que o Chavez tornou o país numa ditadura.

Do que andei a ler, esta manhã, deixo-vos aqui (abaixo) uma amostra que poderão ler ou deixar de lado se não tiverem interesse na coisa. A mim serviu-me para relembrar algumas coisas e saber pormenores que desconhecia sobre outras.

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 Com a política de imigração do general Eleazar López Contreras, Presidente entre 1836 e 1941 (???), foi aplicado um Plano Global de Modernização Económica que implicava a entrada de trabalhadores estrangeiros provenientes principalmente da Europa, com o fim de atender a procura nos sectores da agricultura e da construção com mão-de-obra especializada e com experiência nestas áreas. Mas é entre 1947 e 1957 que podemos falar de um verdadeiro boom de imigrantes.

Há registo de que durante este período entraram na Venezuela perto de 800 mil imigrantes. Duas razões são apontadas: as difíceis condições de vida na Europa do pós-guerra e a política, uma vez mais favorável à imigração europeia, do novo Governo do general Marcos Pérez Jimenes, que governou o país entre 1952 e 19586.

Entre os anos 1940 e 1960 muitos portugueses refugiaram-se também na Venezuela por motivos políticos. O mais conhecido dos exilados políticos foi Henrique Galvão, um ex-capitão português que ali se fixou em Novembro de 1959. Galvão irá protagonizar o primeiro sequestro de um navio para um protesto político, contra duas ditaduras, a de Portugal e a de Espanha7 .

A afluência de emigrantes portugueses para a Venezuela inicia-se na década de 40, prolongando-se até meados dos anos 80, por diversas razões, tais como as difíceis condições socioeconómicas, a miséria e a política de emigração favorável.

De 1950 a 1969 chegaram ao território venezuelano 73 554 portugueses, dos quais 38 737 da Madeira, 17 286 do distrito de Aveiro, 7 214 do distrito do Porto e os restantes de outros distritos do país. Num primeiro momento estes emigrantes dedicavam-se, sobretudo, à agricultura. Contudo, a partir de 1948 a grande maioria dedicou-se ao comércio – essencialmente de alimentos – e rapidamente começou a diversificar-se para a pequena e média indústria, sobretudo no setor das manufaturas.

Atualmente residem na Venezuela 53 478 pessoas nascidas em Portugal, a esmagadora maioria oriunda da Madeira. Estes imigrantes encontram-se perfeitamente integrados na sociedade venezuelana.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Que grande Trumpalhada!

 Esta noite, ninguém dormiu, em Caracas!

O Trump tentou convencer o Maduro a sair para onde lhe apetecesse e viver dos rendimentos que deve ter acumulado, desde a morte do Chavez, mas ele preferiu armar-se em herói e ficar. Talvez convencido que a amizade entre Trump e Putin jogasse a seu favor, mas com gente como esta não é de fiar esbardalhou-se e arrastou a família para o buraco.

Segundo as últimas notícias, o Maduro e a mulher foram capturados e levados para parte incerta. Logo veremos se o presidente americano fica por aqui ou se o enfia em Guantánamo, tal como fazia com os terroristas da Al Quaeda. Ele quer, em primeira mão, que haja eleições livres e democráticas na Venezuela, mas também pode acontecer que entregue o poder a quem foi oposição ao Chavismo.

Essa coisa da amizade com o Putin dá-me que pensar. Eu seria capaz de jurar que Trump faria outro tanto, em Moscovo, como fez esta noite, em Caracas, se não fosse pelas 5.500 ogivas nucleares que o seu (suposto) amigo tem espalhadas por todo o mundo. Por isso chamam às armas nucleares "armas de dissuasão" que é como quem diz, não te metas comigo senão podes sair chamuscado.

Lembram-se como ele mandou os sus bombardeiros especiais irem até à capital do Irão e despejar umas quantas ameixas na cabeça dos Aiatolas? Com as encrencas que o Putin tem arranjado por causa da Ucrânia que ele cismou que sempre foi russa e tem que voltar a ser, Trump tem motivos mais que suficientes para fazer o mesmo no Kremlin. Uma bojarda que arrasasse aquilo tudo mereceria o aplauso de meio mundo.

O outro meio encolheria os ombros, pois não partilha desse amor ou desamor pelo comunismo. E para nós, europeus, seria um alívio ver o governo russo a trabalhar em prol do seu povo, em paz e harmonia. Todos sairiam a ganhar com isso, em particular os russos que poderiam vender aquilo que têm a quem lhes oferecesse o melhor preço. Agora entregam isso a chineses e indianos, quase por favor e ao preço que os compradores estabelecem.

Quanto à Venezuela e ao seu governo vamos esperar algumas horas para ver como se portam os militares que o Chavismo sempre teve do seu lado pelas benesses que lhes oferecia. Se eles não levantarem cabelo, talvez vejamos aquela senhora que foi a Estocolmo receber o Nobel da Paz, entrar em Caracas aos ombros do povo que sempre lutou ao seu lado e contra o Maduro!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Lição de inglês!

 Once upon a time
there was a little criancinha
penduration na trave da cozinha
Help me, help me
não consigo descer daqui sozinha!


Nos meus velhos tempos de estudante, não havia aluno que não soubesse recitar estes versos que algum poeta cómico inventou para gozar com os pobres colegas que não atinavam com a aprendizagem da Língua de Shakespeare.

E por hoje é tudo. Estou aqui entalado a fazer o balanço da minha experiência como investidor na Bolsa, durante os 365 dias do ano velho, e não me quero enganar nas contas!

Amanhã, voltarei com mais novidades e, espero eu, com mais inspiração!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Pai herói!

Depois do foguetório que arrancou palmas à assistência e aqueceu o bolso dos fogueteiros que tanto se queixam de o negócio não tem corrido bem, eis-nos no dia 1 do novo ano de 2026. Datas a começar por 2025 passaram à história, não mais é possível utilizá-las nas nossas comunicações, aliás, os sistemas automatizados forçam-nos a aceitar a data sugerida por eles para nos poupar essa preocupação.

Os computadores obrigam-nos a escrever as datas no modelo AAAA-MM-DD, pois só assim se conseguem localizar no tempo e responder sem erros, quando essas datas nos fazem falta. 2026-01-01 é a data do dia que hoje vivemos e ficará averbada no cabeçalho desta mensagem, logo que eu termine o texto e o publique.

Mãe, quando é que o pai volta para casa? Não sei, filho, respondia a mãe à criança que teria cerca de 6 anos de vida, o teu pai foi ganhar dinheiro para nós termos comida e um teto para nos abrigar da chuva e do frio. Mas, amanhã, é Natal, mãe, e o pai sempre passou o Natal connosco. Pois é, mas este ano não vai dar, ele está muito longe!

A mãe da criança vira-se, depois, para a sua própria mãe que se aquecia ao borralho da lareira e comenta. Também eu gostaria de saber quando ele volta, há mais de 6 meses que ele embarcou para a Madeira e nunca mais tivemos notícias dele. É verdade que aqui os trabalhos escasseiam e são mal pagos, mas deixar a família para trás para ir à procura de trabalho, longe daqui, não é coisa que me agrade.

Na ilha da Madeira o trabalho, a que se dedicava o homem de quem falavam, era a construção de uma estrada, à beira-mar que deveria ligar o Funchal ao Machico. A zona era montanhosa, as encostas da serra começavam, praticamente, na rebentação e subiam a pique que até metia medo. Não era ainda o tempo de usar grande maquinaria, tudo era ainda feito à força de braços.

Trabalho de pá e pica, onde por vezes era preciso rebentar a penedia com recurso a explosivos. E os furos para introdução do explosivo eram broqueados na rocha dura à força de marretadas. Horas seguidas a martelar nos compridos cinzéis que iam abrindo caminho para ali caber um cartucho de gelamonite, poderoso explosivo que fracturava a rocha e abria fissuras que permitiam o uso de alavancas para remover os pedaços que mais tarde seriam escavacados por ostros membros da equipa que vinham atrás.

Homens a servir de britadeiras, trabalho para homens de têmpera rija. Trabalho que envolvia também alguns riscos, pois o uso de explosivos provocava desmoronamentos que punham em risco a vida de quem ali trabalhava. Aliás foi esse risco e o ter assistido a vários casos em que colegas seus tiveram que ser levados para o hospital para serem assistidos que o fizeram desistir daquele trabalho. Fez as contas com o empreiteiro que o levara para lá e com o dinheiro no bolso dirigiu-se para o Funchal à procura de um barco que o trouxesse de volta ao continente.

E, por alturas do Carnaval, desse ano de 1950, o homem chegava a casa para alegria da sua família que tanto sentira a sua falta. Pai, nunca mais vais trabalhar para a Madeira, pois não, perguntava aquela criança que nem sabia o que era ou onde ficava a Madeira, mas ouvira pronunciar esse nome dezenas de vezes pela sua mãe e avó. Não, filho, o pai agora vai ficar a trabalhar aqui em casa.

E assim aconteceu, o homem comprou os apetrechos necessários para trabalhar em cestaria e instalou-os num coberto da casa que fora, em tempos, uma casa de lavoura, onde espaço era o que mais havia. Onde ele aprendeu a arte, nunca ninguém soube, mas a verdade é que das suas mãos saíram muitos cestos de diversos tamanhos, com asa ou sem ela que eram vendidos a quem deles precisava. E a criança sentava-se ao lado do pai vendo-o trabalhar. E sentia-se feliz !!! 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Chegou a hora!

 

Este velhote de barbas brancas e pouco cabelo a cobrir a careca do frio invernal deseja a todos os familiares e amigos, assim como a todos os sobreviventes camaradas de armas que lutaram na Guerra Colonial, um Ano Novo cheio de felicidade, saúde e tudo o mais que há de bom neste mundo que Deus fez e pôs à nossa disposição!

Amanhã, talvez não tenha oportunidade de aqui voltar ou talvez sejam vocês que já estão noutra e não passem por aqui para ver aquilo que, diariamente, vos ofereço, é, por conseguinte, a hora certa para eu expressar os meus votos para o novo ano que começa amanhã, depois de nos despedirmos do velho 2025 que nos trouxe coisas que bem poderíamos dispensar!

Os dias sucedem-se a uma velocidade louca. Quando éramos novos, achávamos que o tempo não avançava e que demorava uma eternidade até chegar o dia de qualquer coisa muito desejada, mas, agora, ao contrário, achamos que ele anda depressa demais e bem gostaríamos de travar a sua marcha. Mas isso não é possível, cada coisa tem o seu tempo.

E este é o tempo de desejar que o futuro nos sorria e que nos faça esquecer o passado por ser melhor que ele. É assim que eu vejo as coisas e vos peço que as vejam assim também, amanhã será melhor que ontem!!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Na ceia de Natal e Ano Novo!

 Nem só o bacalhau é rei, pois há muita gente que prefere outras coisas. E, como ontem só vos falei de carne, hoje será de peixe e outros que também vêm do mar que eu vos vou falar.

O meu sogro, que Deus tem há já bastantes anos, não alinhava no bacalhau, para ele o congro é que era bom e se a mulher não lhe arranjasse uma boa posta tínhamos o caldo entornado. Os dois primeiros natais, depois de me casar, passei-os na casa dele e depois de eu regressar da Alemanha, em 71, o Natal dele foi sempre em minha casa, até morrer, portanto eu seu do que falo.

Para mim o congro fica melhor em caldeirada e juntando-lhe mais alguns peixes sem espinhas, da família do cação, e algumas lulas para compor o conjunto. O mais importante é o tempero para molhar umas tostas e fazer da caldeirada um petisco de truz.

Outros há que preferem o polvo, cozido com molho verde ou simplesmente regado com bom azeite português. Eu, para ser sincero, prefiro o polvo assado no forno e servido ao almoço do Dia de Natal ou Ano Novo. Não sei explicar porquê, talvez porque sempre vi o bacalhau cozido com couves como o verdadeiro símbolo da Ceia da Natal que nada pode substituir.

E, enquanto o congro é para quem goste dele, o polvo é um petisco bom em qualquer altura do ano ou em qualquer jantarada que se queira organizar. Pode-se cozer, assar ou grelhar, mas também há quem se perca por um bom arroz de polvo. Quem vive no campo talvez esteja mais habituado a uma cabidela ou arroz de frango, mas para quem vive à beira mar é mais comum agarrar-se a uma caldeirada de peixe ou arroz de polvo ou marisco.

Para os "carneiros" (aqueles só gostam de carne) haverá sempre outras alternativas. Escolher o leitão, o cabrito ou o borrego é a primeira opção, mas podem também optar pelo peru, pela perdiz ou pelo coelho, no caso de gostarem de carnes mais secas. Isto para fugir do tradicional bife ou posta de vitela que pode aparecer à nossa mesa em cada um dos restantes 363 dias do ano.

Boas Festas e ... Bom apetite!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Um bife para o almoço!

Em Portugal estão oficialmente reconhecidas 15 raças autóctones de bovinos: Alentejana, Algarvia, Arouquesa, Barrosã, Brava, Cachena, Garvonesa, Jarmelista, Marinhoa, Maronesa, Mertolenga, Minhota, Mirandesa, Preta, Ramo Grande. As 15 raças autóctones existem dispersas por todo o País, mas 12 delas em número reduzido sendo, por isso, consideradas em risco de extinção.

Hoje, como é domingo, reservei para o vosso almoço uma peça de carne bovina de onde podem cortar um bife do tamanho que cada um lhe apetecer. Como a minha oferta não pressupõe o pagamento, no final da refeição, podem esticar-se à vontade. Quem gostar de um naco de 400 gramas, pois que assim seja e lhe faça bom proveito.

Há dias, fiz publicidade à carne da raça "Cachena" que é a mais conhecida aqui na zona de entre Douro e Minho, mas garanto-vos que não diferencio umas das outras, quando me servem o bife. Olhe que esta é Cachena legítima, diz o empregado de mesa e eu encolho os ombros, assim como quem diz, é preciso é que me saiba bem, seja Cachena ou outra porra qualquer!

A "Posta à Mirandesa" é um petisco muito famoso, aqui pelo norte, muito embora o uso desse nome tenha sido proibido para protecção da marca. Mas trata-se de carne de vitela e não de um bovino adulto em que a carne é muito mais dura e há que ter bons dentes para a roer.

Do mesmo modo, é famosíssima a "vitela de Lafões" que é cortada de uma cria com seis meses de idade da raça Arouquesa. Se passarem pela zona de S. Pedro do Sul, Arouca ou Lafões não se esqueçam de provar o petisco. Dizem por aí que é de comer e chorar por mais. Lembro-me de uma vez, há muitos anos, ir a caminho da Serra da Estrela e parar em Lafões para jantar. Nesse dia comi carne, com certeza, mas de que raça era não perguntei nem mo disseram.

Para comer boa carne barrosã há que ir a Montalegre, Chaves ou Boticas, pois nos outros sítios podes comer carne espanhola ou coisa parecida importada sabe Deus de onde, pois só o preço importa. Mas quando vou para esses lados, eu vou com a ideia do porco bísaro e dos bons enchidos e defumados que fazem com a sua carne

Não sei se há mais alguma raça que valha a pena referir. Sei que os touros que são lidados nas Praças de Touros, muito frequentes na Península Ibérica, acabam também em bifes, mas não me perguntem se são tenros ou não, porque não saberia responder. Vejo-os pastar no Ribatejo, quando por lá passo, ou nas touradas que agora, culpa do PAN e da senhora gordinha que o dirige, estão proibidos em quase todo o lado.

Preparem uma boa garrafa de tinto para acompanhar e ... bom apetite!

sábado, 27 de dezembro de 2025

Calçada da Glória


O elevador da Glória espatifou-se, morreu um monte de gente, falou-se muito no assunto, mas ... tudo esqueceu já. Quem foram os culpados, porque por certo foram vários, não se sabe e talvez nunca se venha a saber, aliás, a Justiça Portuguesa é mestra nessas coisas de enterrar os mortos antes que comecem a cheirar mal e incomodar muita gente.

Na última vez que ouvi falar do assunto todos eram culpados, o cabo do elevador não devia ser aquele e quem o comprou quis apenas poupar uns tostões à Carris, vistorias também não eram levadas a sério e havia ainda mais um sem número de incongruências. Ora era o Moedas o culpado, ora não era e o assunto por aí se ficou.

Talvez as companhias de seguros que vão ser chamadas a pagar os prejuízos e as indemnizações acabem por trazer a história, de novo, para as notícias e então fiquemos a saber mais alguma coisa. Esbarrei-me com este video no Youtube, onde fui parar por acaso, e trouxe-o para me servir de mote para esta publicação e para vos alumiar as ideias!

Ontem, o dia terminou com mais uma triste afirmação de Donald Trump a respeito do encontro que terão, ele e o presidente ucraniano, amanhã, na Flórida. Nada desse plano tem algum valor antes de ser visto e aprovado por mim, disse ele como se fosse o dono do mundo!

Tenham todos um bom fim de semana e preparem-se para a grande festa que faremos com a chegada de 2026!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

E a vida continua!

Este Natal já era, passou como passam todas as coisas na nossa vida! Quem não cair pelo caminho terá outro, daqui a trezentos e sessenta e tal dias. A cada dia que passa segue-se um novo dia, aquele poderá ser para cada um de nós marcante. Sabe Deus e mais ninguém aquilo que nos acontecerá nas próximas 24 horas. E isso não é problema, pois conhecer por antecipação o nosso destino tirava-lhe toda a piada.

Tenho reparado que a actividade bloguística tem vindo a decrescer a olhos vistos, suponho que o pessoal que se dedica a estas coisas da escrita arranjou melhor divertimento. Ok, cada um na sua e eu na minha que continua igual ao que tem sido, desde que descobri a internet e tudo aquilo que ela nos oferece. Depois do pequeno almoço, agora usado para dar cabo do resto do bolo-rei e das rabanadas que sobraram do dia da festa, reservo sempre duas horinhas para me perder na net, cuja maior parte é dedicada à escrita.

O Facebook serve-me para visitar um par de grupos frequentado por amigos e camaradas doutras eras, mas aquilo é mais likes que prosa bem cuidada e depressa lhe viro as costas. Ler o correio recebido, responder ao que merece ser respondido e depois ver como abriu a Bolsa por esse mundo fora. Tudo isso não me leva mais de meia hora e, por conseguinte, ainda me sobra muito tempo para escrever qualquer coisita e publicar nos blogues, meus ou dos amigos que acompanho.

Hoje, não decidi ainda do que falar, vou teclando devagar esperando que as ideias surjam seja de onde for. Os assuntos do costume hão-de sempre aparecer na conversa, pois os Trumps desta vida não dão descanso a ninguém e como a Bolsa de Valores está fechada até segunda-feira, o tempo que dedico a esta parte do meu programa diário até aumentou.

Por falar em Trump, ele quer acabar com a guerra na Ucrânia, mas anda dar morteirada por todo o lado. Primeiro foi na Venezuela, depois na Síria e agora na Nigéria. Não é nada demais, mas são 3 continentes diferentes e o homem não para. Até já enviou um representante para a Groenlândia para preparar aquela gente para aderir ao americanismo que é coisa melhor do mundo (pensa ele).

E não é pelos minérios ou petróleo que possam lá existir, mas porque dali pode dominar o Ártico e impedir que os comunas, de Moscovo ou Pequim, façam outro tanto e lhe venham espreitar pela janela. A amizade com Putin é para manter, mas cada um no seu canto, cada macaco no seu galho, como diz aquele ditado que vocês conhecem tão bem ou melhor que eu.

Na Nigéria as morteiradas foram disparadas contra membros do DAESH que são uma espécie de malfeitores que a coberto da lei islâmica espalham o terror no Médio Oriente e, agora, o levaram também para o continente africano. Talvez a seguir, o louco americano eleja aqueles que vêm aterrorizando a província moçambicana de Cabo Delgado e lhes descarregue uma boa dose de metralha em cima daquelas cabeças forradas de carapinha.

O cheiro a gás e a petróleo, na bacia do Rovuma, parece ser o que os atrai. Na Venezuela também existe essa desculpa, embora o Trump diga que não por isso que pôs o Mar das Caraíbas em polvorosa. O povo árabe sempre teve grande influência no norte de Moçambique, os portugueses tiveram alguma dificuldade em se livrar da sua influência, no fim do século XIX e início do século XX. Mal seria que, após a nossa saída daquele país africano, os árabes voltassem a tomar conta dele.

Na Ucrânia, o presidente Zelensky parece acreditar que o fim da guerra está próximo e que pode acontecer antes do fim deste ano de 2025. Eu penso que não, o Putin tem os dentes ferrados na presa e não a largará assim tão facilmente. O que lhe oferecem no tal acordo de paz é uma ínfima parte daquilo que ele quer e eu prevejo que a guerra estará para durar.

A contra-espionagem deveria aqui assumir o papel principal da guerra. Alguém se devia ocupar a encher a opinião pública da Rússia de opiniões negativas, falar nos muitos milhares de mortos e no enorme custo da guerra que está a desviar recursos que poderiam ser usados para melhorar o seu viver quotidiano. Aos oligarcas e ocupantes dos mais altos cargos políticos não falta nada, mas ao povo anónimo falta quase tudo, a começar pela liberdade de expressão.

E, quando o povo russo estiver convencido que o presidente Putin é mau para eles, acontecerá aquilo que todos queremos e ele passará à História. E não como um herói, mas sim como carrasco que sacrificou milhares de soldados para satisfazer a sua ânsia de poder e, talvez, aumentar um pouco mais a enorme fortuna de que já é dono.

E por agora é tudo o que tenho para dizer. Preparem-se para dizer adeus a este ano velho e saudar o novo que está aí à porta e mortinho para entrar e mostrar o que vale. Eu estou pronto e ansioso para ver que novidades nos vai trazer!



Imagens relacionadas com o tema de hoje!


quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

É Natal!

 As crianças não mentem! Onde é que eu já ouvi isto? E, portando-me como uma criança, eu escrevi uma carta ao Pai Natal pedindo a prenda que quero que ele me traga da Lapónia.


Será que a minha carta chega ao seu destino? E o Pai Natal terá no seu grande armazém de prendas aquelas que eu pedi?

Pensamento positivo ajuda, vou manter a minha esperança no máximo!

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Apenas uma troca!

 Há pouco, tocou a campainha da minha porta. Fui ver quem era. Um emissário da loja de informática a trazer o computador que para lá tinha mandado para arranjar umas coisinhas que não estavam ao meu gosto.

Obrigado, disse-lhe eu, já agora leve este e veja porque é que ele se recusa a trabalhar! Veio um, foi outro, é assim que eles ganham a vida. Quem sou eu para contrariar essas coisas!

Hoje, recebi a visita duma vampira que veio cá tirar-me mais uns tubinhos de sangue. Se a coisa continuar assim ainda morro "exangue"!

Não sei se amanhã terei tempo ou disposição para voltar aqui, por isso aproveito a oportunidade para vos desejar um Feliz Natal (do Ano Novo trataremos mais tarde!)



segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Sem computador!

 Um foi ao Sr. Doutor e o suplente recusou-se a arrancar!

E isto de escrever no tablet não é a mesma coisa! Se não nos voltarmos a "ler" tenham muito Boas Festas de Natal e cuidado com os doces que fazem mal á saúde e com as espinhas do bacalhau que vos podem arranhar a garganta!

Vemo-nos por aí!!!


domingo, 21 de dezembro de 2025

Este é de luas!

 Hoje, está ainda mais frio que ontem! Pelo menos para mim, pois o meu HP arrancou à primeira como se fosse verão! Eu pensei que fosse o frio que o impedia de trabalhar, mas agora já não digo nada, porque ele segue sempre em frente sem tremer!

How is your mood today, perguntam os ingleses! Como estamos a sentir-nos, quando entramos no Facebook, querem saber os americanos! Pois, ontem, encontrei a minha conta bloqueada por ter afirmado que o Putin devia ser esganado, morto e enterrado e fui obrigado a responder-lhes que "estava chateado"!

E assim fiquei de fora dos meus grupos e longe dos amigos (e amigas), pois não posso comentar nem publicar. Estou a pensar se devo abrir uma conta nova, mas mesmo usando outra conta de e.mail acho que eles me conseguem rastrear na mesma, pelo telemóvel, tablet e computador que usam que eles monitorizam a seu bel-prazer, ou seja, de pouco me serviria.

Criar outros grupos, arranjar outros amigos e começar tudo de novo não me seduz muito. Estou numa fase em que quase nada me desperta interesse e até a comida me começa a ser difícil engolir. E não é nada físico, não tenho qualquer problema na boca e garganta, é só a moral que anda pelas ruas da amargura. Só tenho saído de casa para ir ao hospital e passo as 24 horas do dia encafuado na minha sala de estar. Assim não há quem fique bem disposto!!!

E tenho aproveitado para pensar na vida, a que vivi e a que desperdicei, além de ter chegado a uma conclusão quanto aos filhos; eles embaraçam-nos, obrigam-nos a ficar em casa, quando gostaríamos de sair, mantêm-nos acordados, quando estamos cheios de sono e, agora, somos nós que lhe pagamos na mesma moeda. Anda cá, deixa o teu trabalho, sinto-me mal e preciso que me leves ao hospital!!!

Quem procura sempre acha qualquer coisa (foi o que eu sempre ouvi dizer), seja boa ou seja má. A minha médica de família achou que eu tinha qualquer problema e entregou-me nas mãos dos especialistas do HPH (Hospital Pedro Hispano) para procurarem a razão desse tal problema. Já fiz montes de exames, fui visto por 4 médicos diferentes e ainda não chegaram a qualquer conclusão.

E eu estou em crer que é isso que me tem afectado a moral. Eles não me deixam respirar, sempre em cima de mim como vampiros! E agora vêm com a conversa das biópsias que me trazem à memória o António Querido, meu camarada fuzileiro, que andou anos a penar por esses caminhos até que a morte o levou deste mundo de sofrimento. Que porra de caminho sinuoso e impraticável que desagua no cemitério!

Daqui a dias temos o Natal, época de Festas Felizes, e depois mais um trimestre e terei passado dos 82 anos, idade a que muitos não conseguiram chegar. Exceptuando os meus pais todos os outros meus antepassados morrerem entre os 70 e os 80, portanto devia dar-me por satisfeito. mas não é a questão da morte que me aflige, é mais a qualidade de vida que já não temos estando vivos.

É uma confusão, mas não tenho outro remédio senão passar por ela. Depois da tempestade vem a bonança, quando o nevoeiro levantar o sol brilhará de novo, mas eu só vejo névoa no horizonte da minha vida!

sábado, 20 de dezembro de 2025

Não querendo abusar!

 O meu velho computador (HP Pavillion) meteu baixa! Deve ser por causa do frio e como já não tem bateria, só trabalha ligado à corrente, deve custar-lhe mais a arrancar. Fui obrigado a recorrer à minha última aquisição (Dell), mas sem o Office instalado vi-me grego para encontrar o caminho! Como estabeleci, para mim mesmo, um limite de duas horas ligado à internet e já as ultrapassei, a minha publicação de hoje terá que ser mais curta!

E vou usar esse pouco tempo para uma curta lição de Português!

Os portugueses - pensei que eram apenas os poveiros, mas vou encontrando em todo o lado, até em pessoas com formação superior, o mesmo erro - não sabem distinguir a forma correcta de usar os verbos "pôr", "meter" e "deitar". Aqui, na Póvoa, também é muito comum ouvir chamar pinheiro a qualquer árvore, como se uma palavra fosse sinónimo da outra.

 Mas o uso do verbo "pôr" é que me deixa sem fôlego, abdicaram dessa palavra da Língua de Camões e, em vez dela usam o verbo "meter". Isso não presta, mete fora, dizem eles. Ou então, pega nessa garrafa e mete-a em cima da mesa!

Hoje, logo pela manhã, foi um conhecido jornalista que disse, assim, literalmente, encontrei um amigo que não via, há muito, e aproveitamos para meter a conversa em dia! Apetecia-me gritar-lhe, daqui donde me encontro, que a conversa, se põe e não mete, em dia, mas a IA ainda não me ensinou como fazer isso!

E isso remete-me para as lições de inglês, nos tempos da escola, em que o prof se via grego para nos ensinar a diferença entre "on the table", in "the table", ou, em alternativa, "under the table" para meter na cabeça dos menos espertos o significado do "on" que é o oposto de "under".

Deita o lixo fora, costumo eu dizer a um sobrinho que por aqui passa, de vez em quando, não o metas!

Ah, pois é!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Três coisas há nesta vida!

 Lembro que havia uma canção que começava com estas palavras, mas não me lembro de quais eram essas 3 coisas. Uma era amor, as outras não faço ideia!

Mas as 3 coisas de que vos venho aqui falar, hoje, sei claramente quais são. A primeira o roubo de igreja que aconteceu nos Açores, a segunda a derrota do António Costa e da UE no assunto do apoio económico à Ucrânia e o terceiro a vergonhosa sondagem das presidenciais publicada ontem.

Nos Açores a equipa local foi roubada, indecentemente, e eliminada da Taça de Portugal. A equipa do VAR e o árbitro João Pinheiro andaram às voltas, mais de 10 minutos, para inventar um penalty e evitar a eliminação do Sporting que está a ser levado ao colinho em todas as provas. Diz-se por aí que é por causa dos direitos televisivos que não podem dar ao Benfica tanto dinheiro como merece e que os pequenos também merecem receber algum. A mm parece-me um caminho bastante tortuoso para lá chegar!

Em Bruxelas, o António Costa garantiu que a reunião de ontem não acabaria sem um consenso sobre os activos russos a serem utilizados para apoiar a Ucrânia. Claro que não houve consenso nenhum e a UE foi obrigada a garantir o empréstimo até que a Rússia se disponha a indemnizar a Ucrânia pelos prejuízos causados pela guerra. Coisa que não vai acontecer nunca, digo eu, pois a Rússia só obrigada pelas armas o fará e não vejo a Europa a encher o peito de ar para enfrentar Putin. E não pagando a Rússia, acabaremos por pagar nós, pois a Ucrânia não tem dinheiro para isso.

Em Lisboa, aconteceu uma coisa semelhante. As casas que se dedicam às sondagens encomendadas pelas televisões, engendraram um resultado que nem ao diabo lembraria. Puseram o André Ventura a ganhar à primeira volta, mas a perder à segunda, fosse quem fosse o seu opositor. Ora isso parece coisa para enganar os parvos dos portugueses que não têm cabeça para pensar. Como é que se reuniram tantos para escolher o Ventura, no dia 18 de Janeiro, e desaparecem como que por milagre, 15 dias depois?

E tudo isto para dizer que o «Ganda Nóia» será o vencedor final, não interessando quem vá com ele ao desempate, em Fevereiro. Eu prometi que abdicava da minha nacionalidade portuguesa se isso acontecesse e agora vejo-me perante um enorme problema. Como farei isso? Fujo para Espanha e peço asilo político? É fácil fazer promessas deste tipo, como fazem os nossos políticos, mas o diabo é cumpri-las!


A única maneira de evitar que ele ganhe será
que se cumpra esta sondagem e ele fique
eliminado na primeira volta.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

His master voice!

 Talvez o Maduro seja o único que fala e diz o que quer sem mandar recados por ninguém!

Todos os outros, desde o Trump a Putin e acabando no Montenegro, arranjam um "larilas" qualquer, sem personalidade própria (se a tivessem não aceitariam fazer esse papel) para vir explicar ao povo o que eles querem que a gente, nós todos sem excepção, pense daquilo que eles fazem bem ou mal. A maior parte das vezes mal e por isso precisam do cromo para dar a cara pelo seu chefe.

É impossível não pensar nisto, quando vemos aparecer, no ecran do televisor, o Leitão Amaro para nos explicar muito explicadindo aquilo que o seu superior acabou de dizer ou fazer e que não agradou por aí além aos seus governados. O Putin tem o Peskov e o Trump uma dupla de vices a fazer, exactamente, a mesma coisa.

Esse sinal parece apontar para o facto indesmentível de se tratar de governos pouco dados a democracias, em que o chefe todo poderoso dita as regras e a populaça tem que se contentar com isso e ainda bater às palmas, como o rafeirito que abana o rabo quando o dono chega, lhe faz uma festa na cabeça ou lhe atira um osso.

Os casos que apontam o nosso PM como pessoa pouco recomendável vão-se amontoando, o de ontem foi só mais um, e haverá um dia , creio e espero eu, em que o Povo se fartará e porá um fim a isso. A Política neste país tornou-se numa profissão bastante rentável e não faltam candidatos a perfilar-se para um lugarzito ao sol.

O Montenegro encaixa-se bem nesse perfil. O rapazinho esperto lá do sítio que frequentou a universidade e aprendeu a dizer umas coisas e que conheceu o gajo rico lá da terra e se encostou a ele para singrar na vida. E chegou à ribalta da política convencendo os seus pares que tinha qualidades para os liderar. E como sonhar não custa nada e presunção cada um toma a que quer, meteu-se-lhe na cabeça liderar o nosso país.

O Povo adormecido e cansado das promessas socialistas que em 50 anos não os levaram a lado nenhum, foi na conversa e deu-lhe o seu voto para ele passar a mandar e desmandar em Portugal. E, como à primeira vez houve dúvidas, repetiu o feito pela segunda vez, dando mais força ao rapazinho da província para se julgar o maior e fazer com que todos o aplaudam como tal.

Para mim ele já vem de carrinho e o seu porta-voz que se cuide, um dia chegará em que ambos (e mais o vice de Braga) serão corridos de Lisboa e terão que ir tocar viola para outro lado!