quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Irão a ferver, a Groenlândia gelada!

 E o Trump no meio a atiçar o fogo para nos queimar a todos!

Para ele o lema MAGA é pôr o mundo em guerra para ele lucrar alguma coisa com isso. As fábricas de armamento não param e isso é que lhe interessa. O negócio do petróleo anda pelas ruas da amargura e todo mundo só pensa na electricidade como combustível. Assim não dá, pensa ele, temos que enveredar por outro caminho!

O mundo dos microchips é o que está a dar. Tudo precisa deles para funcionar, desde o maior avião ou míssil até ao miserável telemóvel que cada um de nós carrega nas suas mãos 24 horas por dia. E para continuar a fabricá-los em quantidades industriais são precisos minérios diversos que se escondem nas tais "terras raras" que abundam na Ucrânia, na Groenlândia e noutros lugares, onde os Trumps desta vida já devem ter deitado o olho.

O mundo parece inclinado a seguir o caminho da guerra. Seria muito mais fácil, mais económico e doeria muito menos optar pelo caminho da paz, mas ... (aqui é que a porca torce o rabo) faltaria o emprego para muita gente e o mundo entraria em crise. Por outro lado, a população do planeta Terra continua a aumentar, o que é insustentável, e só há duas maneiras de travar esse crescimento. Uma pandemia ou uma guerra que elimine alguns (muitos) milhões de humanos.

Quando a solução é deste teor todos viram a cara para o outro lado, mas o problema é sério. Será o Trump um emissário de Deus que nos foi enviado para dar solução a este problema? Se não é parece! Fabriquem muitas armas, matem-se uns aos outros que o planeta não aguenta muito mais! Além de Trump ainda temos o Putin e o chinês Xi que, em nome do deu povo, são capazes de despoletar uma bomba atómica para provarem que têm razão!

Na religião católica há uma citação que me veio à lembrança, assim de repente, e que diz, mais ou menos, isto: - os caminhos do Senhor são insondáveis!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As mentiras dos ministros!

Ontem como hoje, cada vez que um ministro faz uma promessa, é certo e sabido que é uma espécie de mentira elástica pela qual devemos puxar até que se transforme na realidade ansiada.

Este comboio que se vê na imagem era aquele que me levava até ao Porto para depois eu entrar na Linha do Norte e rumar a Santa Apolónia. E daí até à Doca da Marinha para apanhar a vedeta para a outra banda. Nos idos de 1990, como ministro do governo de Cavaco Silva, ele veio à Póvoa e quando lhe perguntaram se ia mesmo encerrar a Linha da Póvoa ele garantiu: Só quando tivermos uma autoestrada da Póvoa a Famalicão!

Na verdade, em 1995 a exploração da linha terminou, o que motivou um grande clamor entre a população do concelho. Só muitos anos depois, em Janeiro de 2005, chegaria a tal prometida autoestrada que levasse a Famalicão, num tempo razoável, aqueles que antes usavam o comboio. Durante 10 longos anos, viu-se o povo obrigado a usar a EN206, fraquita estrada nacional que atravessa os concelhos da Póvoa, Vila do Conde e Famalicão, levando quase uma hora para vencer uma distância que não chega a 30 quilómetros.

A ideia do Cavaco era provocar a mudança e investir no sector rodoviário, parar os comboios e construir autoestradas com os rios de dinheiro que a Europa pôs à sua disposição. Foi uma loucura que durou até ao governo de Sócrates e à chegada da Troika. Hoje, voltamos a receber dinheiro de Bruxelas, o mais que famoso PRR, para desfazer o que fizeram Cavaco Silva e Sócrates e mais alguns artistas aí pelo meio, tão bons ou melhores que eles a esbanjar dinheiro público.

No próximo quarto de século, iniciado a 1 de Janeiro do corrente ano de 2026, teremos uma Linha (ou duas, ou até três) de Alta Velocidade para atravessar a Espanha e chegar a França e Alemanha em pouco mais tempo do que leva um avião, contando com as horas que se perdem nos aeroportos, seja no check in ou no check out. Isto para tirar alguns aviões da nossa atmosfera que, está provado, são os maiores poluidores. Ao mesmo tempo, vamos construir um enorme aeroporto para acomodar os tais aviões que não queremos que levantem voo.

Pelo que acabei de escrever, sou obrigado a concluir que estávamos errados no tempo do Cavaco, tal como no tempo de Sócrates e, se calhar, estamos ainda mais errados no (presente) tempo de Montenegro. Sou obrigado a concluir que comboios, autocarros e camiões, assim como autoestradas, aeroportos e linhas férreas são apenas meios de motivar a economia, gerar empregos e manter o mundo em marcha.

Ninguém estava errado, excepto o Ministro Ferreira do Amaral que não tinha nada que vir à Póvoa dizer que o comboio para Famalicão só pararia depois de inaugurada a prometida autoestrada, coisa que demorou quase 10 anos a acontecer. Dez anos é muito tempo e a mentira ultrapassou tudo aquilo que seria aceitável! 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Os seguidores de Che!

 


Qualquer pessoa com dois dedos de testa compreenderá que a ilha de Cuba só será feliz, quando se der bem com os Estados Unidos. Um pobre e um rico a viver lado a lado acabará sempre por se transformar numa parceria do tipo "patrão-empregado". Nada de estranhar, é a nossa sociedade (cultura) a funcionar.

Quando o Raul Castro se retirou do poder e o entregou, de mão beijada, ao Miguel Diaz-Canel, eu pensei que estaríamos a entrar numa nova era, uma era de relações amistosas com o vizinho rico que encheria a ilha de investimentos e de turistas que haveriam de melhorar a vida dos cubanos, de um modo ou de outro.

Mas não aconteceu, pelo contrário, acho que as coisas até pioraram. Os pobres cubanos a viver do cultivo da cana de açúcar e do tabaco não vão a lado nenhum e as esmolas que recebem da Venezuela ou da Rússia são meros remédios para os manter vivos e à disposição do comuna-chefe para o que der e vier. Cuba não é mais que um posto de sentinela avançado de Moscovo para manter o vizinho debaixo de olho.

Todos percebemos isso, porque não o vêem assim os cubanos? Terá a ver com repressão, como acontecia na Venezuela de Maduro? Até pode ser, mas não se tem ouvido falar disso, desde que El Comandante passou as fronteiras do Além. Havia até uma associação em Miami que ajudava os cubanos a lutar contra a repressão política e arranjava maneira de os sacar de Cuba se viam a vida deles em risco.

Já vai longe o tempo de Che Guevara, mas parece que há ali muita gente que se continua a reger pela sua cartilha. A mim parece-me um estigma da pobreza, és pobre tens que ser comunista! Mais uma vez vem-me ao pensamento aquela ideia da colonização luso-espanhola que deixou de herança àqueles povos a nossa pobreza natural. Em Portugal e Espanha só o Rei e os fidalgos da corte eram ricos, todo o resto é uma miséria franciscana. 

Já os países do norte, colonizados por ingleses e franceses, deram origem a países ricos e bem sucedidos, como os Estados Unidos ou o Canadá. Num caso usou-se o truque da miscigenação para dominar os nativos e escravos importados de África, enquanto que no outro lhes meteram bala no corpo e os eliminaram do mapa, pura e simplesmente. Não posso dizer que essa solução não venha ainda a jogar contra eles, pois já se vêem algumas manifestações dos peles-vermelhas (native americans) a reclamar o que era seu.

No entanto, não os acho uma cambada de palermas como os comunas da América do Sul, antes pelo contrário, já participam na vida política dos seus países e um dia (que não virá longe) poderão candidatar-se aos mais altos cargos da nação. A Educação e a Cultura são o caminho certo para se chegar onde se quer e os índios modernos estudam nas universidades, como qualquer outro cidadão americano.

Temos 3 a 4 gerações em cada século e já lá vão mais de dois séculos em que as américas não vivem em função dos emigrantes idos da Europa. Quer isto dizer que os novos americanos se sentem tão donos das terras em que trabalham como os peles-vermelhas que lá viviam, quando os seus avós chegaram como colonizadores.

Não sou um estudioso da História de Cuba, mas penso que a maioria do povo que habita essa ilha são netos e bisnetos de antigos escravos negros, cuja pele foi clareando com as sucessivas misturas de sangue com povos europeus de colonizaram a ilha. Aliás, um pouco como sucede em todas as ilhas do Mar das Caraíbas. A sua pele é mais clara, mas a herança de pobre mantém-se lá dentro dessa mesma pele!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Rola a bola!

Nesta altura de campanha eleitoral e a maluqueira do presidente americano a fazer das suas, a cada dia que passa, até o futebol parece ter desaparecido das televisões e da nossa vida. Mas, como bons portugueses que somos, nós mantemos sempre um pouquinho da nossa atenção para esse desporto que movimenta milhões, tanto de pessoas como de dólares, euros ou libras.

O meu neto mais velho, técnico de Multimédia, foi enviado para Jedah para cobrir o campeonato Sub 23 dos países asiáticos. Por coincidência o jogo da Supertaça de Espanha, entre o Barça e o Real Madrid, jogava-se no estádio ao lado daquele onde o meu neto estava a trabalhar. Perguntei-lhe se tinha visto o jogo do Barça e respondeu-me que não, pois estava a trabalhar.

O Barcelona conseguiu, com alguma sorte, levar o troféu, mas, sem dúvida, tem uma equipa de artistas que dá gosto ver jogar. O Real tem 2 ou 3 craques que, num instante de inspiração, podem resolver o jogo, mas um Barça tem uma equipa completa que funciona como uma troupe circense. Jovens talentosos, como o Lamine Yamal, etc..

O Rúben Amorim foi despedido do Man United, mas isso não lhes resolveu o problema, pois no jogo seguinte foram eliminados da Taça. Agora está no desemprego, mas com os bolsos recheados pelos milhões que o United terá que lhe pagar por quebra de contrato. De qualquer modo, não lhe faltará trabalho, com os dois campeonatos que granjeou para o Sporting ganhou fama e será disputado por grandes equipas, começando pelo próprio Sporting que o gostaria de ter de volta, ou o Benfica que não atina com o caminho a seguir. Nem o Mourinho conseguiu meter aquilo na ordem!

A Taça da Liga foi para Guimarães, nem o Porto, Sporting ou Benfica conseguiram chegar à final e o duelo para decidir quem ficava com a Taça foi entre os dois grandes do Minho, o Braga que era o favorito e o Guimarães que se estreou na conquista deste título. Começaram a chamar "Campeão de Inverno" ao vencedor deste troféu e assim o Vitória de Guimarães é o dito campeão de inverno da nossa Liga.

No nosso campeonato que sofreu uma interrupção para a dita Taça, continua tudo na mesma miséria, com o Porto isolado em primeiro lugar e o Sporting e Benfica a persegui-lo, mas sem grandes hipóteses de o alcançar, Há já quem aposte o título já está entregue, mas falta ainda muito campeonato e o Porto, mais cedo ou mais tarde, poderá (deverá) tropeçar e cá estaremos para reorganizar a classificação. Agora, terminada a primeira volta, ficou assim ordenada: 


Os meus clubes predilectos, Benfica e Gil Vicente, ocupam o 3º e 4º lugar, embora separados por muitos pontos, não sei é se será muito tempo. Deixemos acontecer a jornada 18 e depois poderemos ver como as coisas ficam. O Benfica joga no sábado com o Rio Ave, em Vila do Conde, mas antes ainda tem que defrontar o Porto na Quarta feira para a Taça de Portugal. O Gil Vicente tem o Braga a pisar-lhe os calcanhares e recebe em casa o Nacional de Madeira que tem dado alguns desgostos aos seus adversários.

Que se desunhem como puderem, afinal são eles que ganham os carcanhóis para nos oferecerem o espectáculo, nós limitamo-nos a assistir e aplaudir a sua actuação!!!

domingo, 11 de janeiro de 2026

Como fazer dinheiro?

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Quem não ambiciona ser rico?

Acho que não há ninguém neste mundo que não preferisse ser rico em vez de pobre! Não admira, portanto, que logo que entendam como funciona o mundo moderno, se ponham à procura do meio mais rápido e eficaz de fazer dinheiro. Uns vão pelo caminho certo, para outros qualquer caminho serve desde que os conduza ao destino que pretendem.

Vem isto a propósito do nosso conhecido político americano, Donald Trump, querer tudo o que cheira a dinheiro. Grande negociante imobiliário e com interesses em todo lado, apresentou-se a eleições nos EUA para ser o rei do mundo. Dinheiro ele já tem a rodos, agora também quer a fama. Mas não rejeita qualquer hipótese de juntar mais umas migalhas à sua fortuna.

Gente menos famosa que ele, mas igualmente ambiciosa, aproveitaram as oportunidades possíveis por se agarrar ao negócio do petróleo que, na Venezuela, jorra a céu aberto e só pede que o tirem dali. Outros que não gostam de sujar as mãos no líquido viscoso, foram por outro caminho, menos legal, mas também muito lucrativo. Não tanto para os desgraçados que andam pelas encostas andinas a plantar e colher as folhas de coca, mas para os que vendem o pó branco que tem grande procura em todo o mundo.

Uma vasta zona que inclui os países andinos da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru, além da Venezuela que ainda há quem veja como uma província da Gran Colômbia, em que a planta da coca tem o seu habitat natural e traz a quem a cultiva um meio de subsistência.

Desde o tempo dos escravos africanos que se cultiva a folha de coca naquela zona do mundo. Assim como os agricultores do Azerbeijão se dedicam a cultivar papoilas de ondem extraem o ópio que é famoso e, legalmente, consumido em todo o Oriente. A folha de coca é mastigada para dar energia ou fazer esquecer a fome de quem desempenha árduas tarefas. E também usada para fazer uma espécie de chá (mate de coca) que anima quem o toma.

Mas o produto mais lucrativo e que é exportado para os 4 cantos do mundo é aquele pozinho branco a que se dá o nome de cocaína e que segundo o Trump é levado para o seu país em doses industriais e está a dar cabo da saúde aos jovens americanos que a consomem para esquecer os problemas do dia-a-dia, tais como serem enviados para a guerra, como aconteceu no Vietnam e pode acontecer de novo, se o presidente continuar a chatear meio mundo.

Portugal é uma das portas de entrada no continente europeu, mas não a única. Por via marítima os traficantes chegam a todos os portos europeus, ou costas mais acessíveis, onde a desembarcam clandestinamente. Cada vez são maiores as quantidades enviadas e vai longe aquele ideia de um pacote de Kilo. As últimas apreensões ascendem a milhares de toneladas.

O Brasil pela proximidade com os produtores e pela facilidade de falarem a nossa Língua, é o maior intermediário entre os produtores e o mercado da Europa com passagem por Portugal. Dizem por aí que há um excesso de produção e que preços do produto caíram. Quanto mais baixo for o preço, maiores serão as quantidades para garantir aos produtores a mesma receita.

Esquecendo a droga e voltando ao petróleo, o Trump reuniu alguns dos maiores refinadores de petróleo para garantir o escoamento do produto e aproveitar ao máximo as capacidades de refinação instaladas na América, mas eles mostraram-se receosos, pois a Venezuela ainda é dominada pelos chavistas e ninguém sabe ainda como esta aventura do presidente americano irá terminar. Ele diz que governará a Venezuela até que os venezuelanos entrem nos eixos, exactamente, o mesmo que quer fazer o Putin, na Ucrânia, mas isso é mais fácil de dizer do que fazer.


Veremos como tudo isso vai terminar! Ainda serão disparados muitos tiros e muitas palavras serão pronunciadas por conta destas guerras modernas, mas vai ser difícil conter as ambições de Trump e Putin e outros como eles! Ainda, nos últimos dias ouvi falar no famoso míssil russo, o poderoso Oreshnik, que teria sido disparado em direcção ao noroeste da Ucrânia e que mete medo a toda a gente!

sábado, 10 de janeiro de 2026

A matéria de hoje!

 Tinha pensado dedicar umas linhas àquilo que se vive na Venezuela, mas, por falta de tempo, não acontecerá hoje. E depois, a situação ainda está um tanto confusa com os venezuelanos divididos em dois grupos, os que querem e os que não querem o Maduro de volta. Mais vale deixar o relógio girar os ponteiros por algum tempo, pois o tempo é um grande mestre.

E termino com uma historieta passada num quartel militar em que o sargento responsável pela secretaria tinha, em cima da secretária, um daqueles cestos com 3 prateleiras para o correio que recebia. Um dia mudaram-lhe o ajudante e ele estava a dar-lhe a primeira lição sobre o seu novo trabalho na secretaria. E então dizia ele, apontando para o cesto, abres o correio, vês qual é o assunto e pões na prateleira de cima os assuntos urgentes, na do meio aqueles que o tempo resolve por si só e no de baixo os outros que nem eu, nem tu, nem o tempo conseguem resolver!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

VERGONHA AO VIVO!


Nós já sabemos o que esperar dos vermelhos adeptos de Marx e Lenine, deveria acrescentar e de Mao Tse Tung também, mas assim fica mais claro, escarrapachado para quem quiser ver e ler o que se passa por aquelas longitudes do nosso planeta.

Hoje, andei numa roda viva para resolver problemas que foram criados por quem é pago para os resolver e não elevá-los ao expoente máximo. No primeiro caso, a minha médica de família que foi solicitada para me validar o processo de renovação da Carta de Condução, em meados de Novembro ainda não se dignou fazê-lo. Para ajudar e aumentar o complicómetro, o site do IMT esteve em baixo, desde o dia 2 de Janeiro até ontem. Farto de tentar entrar sem o conseguir, desloquei-me à Loja do Cidadão e regressei a casa a deitar fumo pelas orelhas, por me terem dito que faltava o bendito OK da médica de família.

No segundo caso (e este nem dá para perceber) o site do SNS dignou-se alterar o modo de entrar, obrigando a introdução de um monte de coisas que não interessam a ninguém e validar tudo com Chave Digital. Armado de paciência, lá me dei ao trabalho de preencher aquilo tudinho, meter o nº do telemóvel, o de utente de saúde, a data de nascimento e a Chave Digital para validar tudo aquilo que já consta do sistema e recebi como resposta, "tem que preencher como está no sistema de saúde".

Supondo que me poderia ter enganado em qualquer carater, repeti tudo duas vezes e sempre a mesma resposta. Como o meu objectivo era confirmar se tinha as receitas para levantar os medicamentos na farmácia, desliguei o telemóvel e pus-me a caminho da farmácia. O assunto é do seu interesse, pois que o resolvam. Lá chegado meti-lhe o telemóvel na mão e eles (foram 2 a tentar) deram com os burros na água, tal como me acontecera a mim.

Como vêem não são apenas as urgências a abarrotar de doentes a quem não dão a devida atenção, ou de grávidas a parir pelo caminho, dentro das ambulâncias, tudo na saúde funciona mal. Quem terá sido o iluminado a quem incumbiram da tarefa de melhorar o serviço do SNS (só me refiro à parte informática) que conseguiu obter o resultado oposto do que se pretendia. Os computadores foram inventados para simplificar as coisas e evitar a repetição de tarefas. Neste caso, assim como muitos outros com que me tenho deparado, acontece exactamente o contrário.

O mais deprimente de tudo é cada vez que vou a uma consulta ao hospital, em que sou acompanhado há perto de 20 anos, e o médico começa a perguntar-me tudo de novo, a data de nascimento, as doenças que já tive, se já fui operado a qualquer coisa, a razão por que me enviaram para aquela consulta, etc.. Acreditem que quando isso acontece, me apetece levantar da cadeira, pegar nela e enfiar-lha pela cabeça abaixo e partir o computador, o teclado e o monitor em mil pedaços.

Acontece quase a mesma coisa, quando me dirijo ao banco e digo ao funcionário que quero investir num fundo qualquer meia dúzia de milhares de euros que não consegui arranjar maneira de gastar em qualquer coisa que me desse mais prazer. Pergunta-me se sei o que estou a fazer e obriga-me a preencher um questionário infindável. É para sua segurança, somos obrigados pelo Banco de Portugal a fazê-lo, diz-me ele com cara de cão escorraçado a quem ninguém faz uma festinha atrás das orelhas.

A mim só me apetece esganá-los a todos, no hospital, no Centro de Saúde, no Banco e em todo o lado! Quando uma ordem que recebem parece não ter pés nem cabeça devem refilar com quem lha transmitiu e não obrigar a pessoa que se segue a fazer aquilo com que nem eles concordam. Vem-me à lembrança um funcinário do Santander, onde tive a minha conta principal, durante muitos anos, que fazia uma fotocópia de cada papel que me dava, "por segurança", dizia ele. Os computadores podem avariar e assim eu sei que não me perco nunca!

Tudo isto para dizer que liguei o computador 2 horas depois do que é meu hábito e tinha pensado não fazer qualquer publicação, hoje. Mas tinha que desabafar e assim fica a coisa resolvida. Comecei logo por enviar um mail à minha médica que lhe vai deixar as orelhas a arder e pode dar o resultado oposto ao que pretendo que é tratar do meu assunto já, agora, urgente, parar com aquilo que está a fazer e tratar daquilo que devia ter feito, antes de terminar o mês de Novembro!

A fim e ao cabo, a culpa é toda do nosso Primeiro Ministro que é um incompetente e não consegue resolver nenhum dos problemas que nos afligem. A Ministra da Saúde não sai, diz ele, não é a demitir ministros que vamos resolver os problemas! Eu até concordo com isso, mas a ministra tem que lhe reportar aquilo que está a correr menos bem e compete-lhe a ele arranjar uma solução para o problema.

Nesta coisa dos imbróglios informáticos, para que serviu nomear um ministro, ou ministra, da modernização administrativa (informática) se tudo o que conseguiram foi pôr as coisas pior do que já estavam? Modernizar significa melhorar os programas que já existem e introduzir novos onde eles façam falta. Um bom exemplo é dos das receitas que consomem montes de papel e imensos tinteiros para alimentar as impressoras, por esse país fora, quando tudo o que precisavam de fazer era pô-las no sistema e autorizar as farmácias a aceder a elas por introdução do nosso número de utente de saúde.

Isto funciona tudo como o projecto do aeroporto de Lisboa que já começou a ser discutido no mandato de Marcelo Caetano e ainda não viu a luz do dia. Se eu ouvi bem, o Montenegro disse, um dia destes, que de 2037 não passa. Que pena, eu tanto queria ir a essa inauguração, mas não acredito que viva ainda tantos anos! E, se calhar, nem fica pronto nessa data!!! 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Turismo gastronómico!

 Ontem, eu tive que sair de casa, por motivos que não vem ao caso explicar, e aproveitando a oportunidade de estar vestido e fora de casa, o que é cada vez mais raro, resolvi ir provar o «Cozido à Portuguesa» que servem na Clínica!

Isto de pôr nomes esquisitos aos restaurantes não é de agora. Por alturas do 25 de Abril, havia em Matosinhos a Farmácia, um restaurante bem frequentado, onde as postas de bacalhau saíam fora das bordas do prato e o vinho tinto, em grandes pipas á moda antiga, estava ali mesmo à vista de todos, encostadas na parede de granito que nem reboco tinha.

Fui lá algumas vezes e nunca consegui comer nem beber tudo aquilo que traziam para a mesa. Bons tempos em que levava a factura ao tesoureiro da minha empresa e ele me repunha o dinheiro investido na refeição. E aproveitava sempre para me picar por causa dos preços que eu pagava. Com a empresa a pagar a conta e não sabias escolher melhor comida? Ele queria dizer mais cara, pois melhor é um conceito que está no paladar de cada um e o meu só eu conheço.

Pois ontem foi dia de ir à Clínica, restaurante de que ouvi falar há uns tempos e me garantiram que era do melhor e difícil de arranjar lugar à mesa. Aconselharam-me a ir tarde, pois há quem vá para lá fazer bicha às 11.30 horas e deixando passar a primeira grande invasão é mais fácil conseguir uma mesa. Dependendo do prato que é servido, há dias com mais gente que outros. O dia do Cozido é às quartas e talvez o de maior enchente.

E cheguei à conclusão que estou velho e acabado, já nem para comer sirvo. Tive que pedir uma embalagem para trazer as sobras, pois nem metade do que me serviram consegui comer. Tens mais olhos que barriga, costuma-se dizer, mas no meu caso já não tenho estômago para aquilo que os outros pensam que vou comer e me põem à frente dos olhos.

A Clínica fica numa freguesia meeira dos concelhos de Santo Tirso e Famalicão (são cerca de 6 kms para cada uma das cidades) e é sabido que o concelho de Famalicão é forte em carne de porco e enchidos, melhor só no Alentejo. Pois é verdade, deliciei-me a trincar aquela carne bem temperada e bem cozinhada que lá se serve. Se for preciso passar um atestado de qualidade podem contar comigo para o fazer. Numa escala de 1 a 5 estrelas, eu dou-lhe um cinco.

Há dias de bacalhau, ora assado na brasa ora à moda de Braga (frito e com cebolada), há dias de tripas e de chispe assado no forno, além de outras iguarias que encontram sempre quem goste delas. E servem à sobremesa um pão de lá de fabrico próprio que muitos aproveitam para provar e lamber os dedos depois de o comer. Sim, porque o pão de ló deve comer-se com os dedos e sendo um pouco húmido deixa os dedos açucarados e sabe melhor lambê-los que ir à casa de banho lavá-los.

Bem, espero ter-vos despertado o interesse e o apetite também para procurarem lugares como a Farmácia de Matosinhos ou a Clínica de Santo Tirso que são lugares onde se come melhor que na melhor marisqueira deste país e se paga menos de um quinto do preço de quem come lagosta, camarões ou sapateira. Isso posso eu garantir também!

Bom apetite !!!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

As figurinhas que repartiram o mundo em 3!

 


Para lá dos bonecos e das piadolas, mais ou menos bem conseguidas que circulam pela net, já todos percebemos que afinal o que mais pesa na balança é o petróleo e o valor incalculável que tem para a economia dos grandes players do mercado. O que levou o Putin a invadir a Ucrânia, o Trump a meter-se com a Venezuela e ameaçar tomar conta da Groenlândia (o Canadá fica reservado para a próxima fase) são apenas interesses económicos e mais nada.

Há dias, vi um boneco que circulava no Facebook e mostrava o mundo dividido em 3 partes. Uma linha vermelha, quase coincidente com o meridiano de Greenwich, dividia o mundo em duas metades  e a metade do lado direito, onde aparecia a Europa, Ásia e África, também dividida ao meio. A legenda deve ter sido escrita por Trump, pois dizia assim: ME, do lado esquerdo da linha vertical, Putin, do lado direito em cima e Xi, do lado direito em baixo.

Ou seja, a União Europeia na sua totalidade debaixo da pata do urso da Sibéria. A inoperância dos líderes europeus, os 27 e os outros que estão no mesmo barco, leva-nos a crer que, de facto, isso possa vir a acontecer. O mundo é governado por quem tem mais ogivas nucleares, mais braços armados, mais dólares e menos vergonha. O tempo da OTAN e da ONU é passado e não tem qualquer futuro.

A Liga das Boas Vontades, parece que é este o nome dado aos mandantes europeus que têm andado numa roda viva para ajudar a Ucrânia, mas não querem hostilizar, directamente, o manda-chuva do Kremlin, bem pode tornar-se numa organização que defenda os nossos interesses sem contar com a ajuda dos EUA que, enquanto o Trump mandar, deixaram de ser confiáveis. Como só a Noruega tem petróleo e não quis fazer parte da União, temos que puxar pela imaginação para não ficar para trás no confronto com as 3 figurinhas da imagem acima!

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Dia de Reis 2026!

 Por esta é que eu não esperava! Andava eu ocupado na guerra, em Moçambique, e o Marcelo Caetano decide que o Dia de Reis deixará de ser «Dia Santo», pois o ano já tem feriados a mais e o que é preciso é aumentar a produtividade do país e a riqueza também.

Dos 365 dias do ano, só aos domingos, dias santos (religiosos) e feriados (nacionais) não se trabalhava. Se bem me lembro, nos velhos tempos, os feriados eram 22 e os domingos 52. Os domingos, para desespero de alguns patrões, ainda continuam a ser 52, mas os dias santos e feriados encolheram um pouco. Lembram-se que no governo de Passos Coelho levaram mais uma machadada? No entanto, foram acrescentados mais 52 sábados aos dias de lazer e hoje, em média, trabalham-se 222 dias por ano.

Em alguns casos voltou-se atrás, como no caso do 15 de Agosto, dia da Assunção de N. Senhora, mas outros perderam-se para sempre, caso do Corpo de Deus, em junho. Já o mesmo não aconteceu, em 1967, com o Dia de Reis. Como eu entrei no mundo do trabalho, em Novembro de 1960, e fui para a Marinha, em Março de 1962, só tive direito a gozar dois feriados desses, o do ano de 1961e 1962, embora deva referir que no de 1962 estava em casa de castigo. Quando voltei da guerra e saí da Marinha, já essa benesse tinha passado à História.

Há quem perca tempo a discutir se os reis eram mesmo magos, se eram três ou mais e de onde teriam vindo. Uma das hipóteses aventadas (termo alentejano) é ser Espanha a origem do rei branco, mas eu discordo, pois a Espanha não fica a oriente de Jerusalém e reza a história que eles eram do Oriente. Quanto ao moreno aceito que seja sírio e o negro venha dos lados da Arábia, onde já viviam muitos negros e um bem poderia ser mago, isto é, um rei sabichão.

Aqui na Póvoa, mantém-se forte a tradição de cantar as Janeiras. Andam grupos de porta em porta, cantam umas coisitas, bebem uns copitos e avançam para a próxima casa. No fim voltam a arrastar os pés, mais pelo álcool ingerido que pelo cansaço da caminhada. Eu mantenho-me fiel à Ceia de Reis que é um mini Natal e não aceito que me falte o bolo-rei, o maior símbolo deste dia!

Contexto Histórico:

Década de 1960: O governo do Estado Novo, liderado por Marcelo Caetano, implementou uma reforma nos feriados e dias facultativos, removendo datas como o Dia de Reis e a Quinta-Feira de Ascensão (Dia da Espiga) do calendário nacional.
Objetivo: A medida visava diminuir o número de feriados e aumentar a produtividade, com foco no desenvolvimento económico do país.
Situação Atual:
Não é feriado nacional: O Dia de Reis não é mais um feriado obrigatório em todo o território de Portugal.
Feriado Municipal: A data ainda pode ser um feriado em concelhos específicos, como acontece com a Quinta-Feira de Ascensão em muitos locais, mantendo a tradição local.
Tradição Cultural: Apesar de não ser feriado, a data continua a ser celebrada em Portugal com a tradição do Bolo-Rei, o canto das janeiras e o encerramento das decorações de Natal, marcando o fim das festividades natalícias.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Aventuras na neve!

 

Está frio e cai neve por essa Europa fora e vou falar disso na minha crónica de hoje, mas antes tenho que fazer uma pequena referência ao desporto-rei e ao meu Benfica que continuará na rua da amargura, enquanto o FCP não perder. Ontem, nos Açores, esteve quase garantido um empate e a perda de 2 pontos, mas o guarda-redes ilhéu decidiu oferecer a bola ao Samu, dentro da área, e ele fez a sua obrigação rematando-a para dentro da baliza deserta. Se isto não foi planeado, pelo menos parece!

E, falando de neve, várias vezes fui à Serra da Estrela, quando os meus filhos eram pequenos, só para chapinhar na neve e ficar com as mãos e os pés congelados. Algumas vezes estavam as estradas todas fechadas pela GNR e aventurei-me por atalhos que conhecia para chegar até à neve. Só uma vez assistimos à queda de neve, nas Penhas Douradas.

Mais ou menos à mesma altitude das Penhas Douradas fica a lagoa do Rocim, onde por vezes fui nadar nas férias de verão. No inverno neva lá forte e feio e uma vez entrei lá na maior e tive que ser rebocado para sair para a estrada que liga Gouveia a Manteigas. Do Sabugueiro até ao Rocim há um atalho que conheço bem e usei algumas vezes, quando a GNR fechava a estrada nesse ponto. A estrada que desce do Rocim até Manteigas nunca é encerrada e era a minha escapatória em viagens de serviço.

Antes de transformarem o IP5 numa autoestrada, a subida para a Guarda era um local crítico, Logo que fechavam a estrada de ligação entre Seia e a Covilhã, essa era a estrada que nos restava, mas a GNR fechava-a logo que o primeiro camião começasse a patinar e a ficar atravessado na estrada. Nas minhas viagens de serviço, eu tinha que chegar à Covilhã a qualquer custo, pois ali se situavam os maiores fornecedores de lanifícios de quem a minha empresa dependia para continuar a laborar.

Depois de uma tarde de trabalho, em Seia, aconselharam-me a pernoitar ali, em vez de seguir para dormir na Covilhã, como era meu costume. Talvez amanhã de manhã o tempo esteja melhor e possa passar pela Guarda sem risco, diziam os conselheiros do costume que estavam fartos de resgatar aventureiros que ficavam atolados na neve.

De manhã estava ainda pior, pois nevara toda a noite e todas as estradas da serra estavam encerradas. E eu ali entalado sem saber o que fazer da minha vida. Decidi furar por onde a GNR não pusera nenhuma patrulha a proibir a passagem, a estrada que sobe pela encosta de poente, até às Pedras Lavradas e bordeja a serra pela encosta sul, até Unhais da Serra. O primeiro troço, até à Loriga foi mole, fiz aquilo sem patinar uma única vez.

Aí parei, fui a uma padaria tomar um cafezinho e pedir informações. A coisa não está fácil, disseram-me, mas o padeiro passou agora mesmo por aí acima e se ele não voltou para trás é porque conseguiu passar. Cuidado com aquela ladeira a seguir a Valezim, disseram-me, engate a segunda no início da ladeira e não deixe de manter uma velocidade constante, até chegar lá acima e no travão nem toque, senão nunca mais sai de lá.

Assim fiz, eles sabem mais daquilo que eu, e cheguei ao topo da ladeira sem problemas. Dali até às Pedras Lavradas ainda sobe muito e cada vez se fica mais longe da civilização. O meu receio era ficar atascado e ter que regressar a pé até uma das povoações para arranjar refúgio ou ajuda para sair dali. Com uns sapatinhos de sola fina (nesse dia jurei que compraria umas botas próprias para a neve e as levaria na bagageira sempre que fosse para aquelas bandas, mas nunca o fiz) havia de ser o bom e o bonito para fazer uma dúzia de quilómetros.

Eu conhecia bem aquela estrada e ia, mentalmente, calculando quantos quilómetros já andara, depois da última aldeia e quanto faltaria para a próxima. A distância máxima andaria por volta dos 30 Kms e se parasse teria que decidir em qual sentido seguir, qual das aldeias estaria a menos de 15 Kms. Felizmente, consegui atingir o ponto mais alto daquela estrada, onde há um desvio para a direita que vai dar a Vide e que eu usaria para sair da serra se não pudesse continuar.

Havia muita neve naquele lugar, mas a estrada é larga e plana. Soprava um vento forte do sul que fazia rodopiar farrapos de neve a toda a volta do carro. Senti o fundo do carro raspar na neve da estrada, mas como ela estava fofinha, não tinha ainda congelado, enfiei o carro por um rodado traçado na neve por alguém que seguia na minha frente, aproveitando de a neve estar mais compacta e dura. Como eu esperara o carro portou-se bem e saí daquele ponto perigoso, entrando num troço de estrada sem sinal de neve.

Parei logo o carro, para o deixar arrefecer um pouco, pois andara cerca de meia hora sempre em segunda e o motor começava a queixar-se do sobreaquecimento. Um quarto de hora depois reiniciei a marcha e com o aumento da velocidade o radiador voltou à temperatura normal. Dali até Unhais foi sempre a abrir, com raros trechos cobertos de uma fina camada de neve.

Em Unhais havia uma enorme fábrica que planeara visitar no dia seguinte, mas devido às circunstâncias decidi aproveitar para despachar a entrevista que tinha marcado e depois daria um jeito de reordenar a minha agenda. De onde vens, perguntaram-me, as estradas estão todas cortadas! Venho de Seia pelas Pedras Lavradas, respondi-lhes. A sério, admiraram-se com a minha ousadia, desde ontem, ao fim da tarde que não passa ninguém por essa estrada!

Mas passei eu e compreendi o risco da minha aventura, depois das notícias da manhã e dos avisos das autoridades para ninguém se fazer à estrada naquelas circunstâncias. Ainda nesse dia, ao fim da tarde, ia eu a caminho de uma outra fábrica que ficava dentro da cidade da Covilhã, num ponto bastante alto e numa estrada sem saída, quando o carro começou a derrapar, deslizando para a esquerda até bater com as rodas no passeio.

Deixei-o ali ficar e fiz a pé os cerca de 500 metros que me faltavam para chegar ao destino e regressei com o pessoal da fábrica ao centro da cidade, onde pernoitei. De manhã, vieram buscar-me e ajudar a pôr o carro em andamento para eu poder terminar o trabalho desse dia. Ao fim da tarde o tempo tinha aliviado e estive tentado a regressar pelo alto da serra, pois os limpa-neve tinham aberto a estrada até à Torre. Mas, como de aventura já chegara o dia anterior, fiz os 40 Kms até à Guarda e regressei pelo velho IP5 que não era grande coisa, mas era a única estrada garantida para chegar ao litoral.

N.B. - A encerrar, deixo a informação que acabei de ver na TV. O Rúben Amorim acaba de ser despedido do Man. United. Imagino que isso estava no pensamento do presidente do Benfica, trocar o Mourinho pelo Rúben, a partir de 1 de Julho, seguindo aquele para a Selecção Nacional que que assim diria adeus ao espanhol Martinez!

domingo, 4 de janeiro de 2026

Diáspora portuguesa na Venezuela!

Com a crise - política, económica, etc. - na Venezuela a entrar numa nova fase, com a interferência dos EUA, achei por bem dedicar algum do meu tempo a pesquisar a situação dos cidadãos do nosso país envolvidos nessa questão. Envolvidos sim, pois voluntária ou involuntariamente, a sua vida e os seus bens estarão em risco, enquanto a crise se desenvolver. E podem sair beneficiados ou prejudicados por isso, dependendo da forma como a crise se vier a resolver.

Tanto para a Venezuela como para o Brasil emigraram milhares de portugueses, na grande maioria originários do norte de Portugal, com os distritos de Aveiro e Braga a ocuparem os primeiros lugares. As duas Grandes Guerras e a crise que lhes sucedeu foram as razões primárias destas migrações. A miséria e a falta de emprego resolvia-se, ou tentava resolver-se, procurando lugares no mundo, onde era possível encontrar emprego e melhorar de vida.

Alguns dos meus antepassados, entre 1920 e 1940, seguiram esse destino e nunca mais regressaram. Alguns foram bem sucedidos e trouxeram às suas terras de origem riqueza e desenvolvimento. A agricultura foi o primeiro destino dos minhotos, a seguir foram aqueles que conheciam o ramo do pequeno comércio a escolher o Brasil e a Venezuela como destino. Até em Moçambique, durante a Guerra Colonial, eu encontrei cantineiros portugueses que tinham deixado Portugal, durante o difícil pós II Grande Guerra.

Concordo com o Trump na necessidade de mudar alguma coisa na política da Venezuela, não sei é se ele foi pelo melhor caminho ao desencadear esta operação. O período em que o Chavez tornou aquilo numa ditadura e o Maduro piorou, a cada ano que passava, a isso levaram e se ficássemos à espera que fosse a ONU a intervir para pôr ordem na casa, morreríamos sem ver isso acontecer. Então, com o "morre ao sol" do beirão António Guterres era mais que certo.

Não imagino como a coisa irá acabar. O Trump quer aquilo sob controlo americano, tanto por causa do narcotráfico como pelo interesse no negócio do petróleo. Os russos e chineses não vão ficar quietos nem calados, pois Cuba e Venezuela tinham-se transformado num feudo comunista, desde que o Che Guevara andou por lá aos tiros. Sendo o Trump amigo do Putin, eu posso imaginar que já tenham conferenciado sobre isso, através do famoso "telefone vermelho" que cada um deles tem na sua secretária de trabalho.

Se é verdade que há provas de que as últimas eleições, as quais deram o poder a Maduro, foram fraudulentas e que o candidato derrotado (Edmundo Gonzalez) foi, de facto, o vencedor, concordo que o vão buscar, onde ele estiver, e lhe entreguem o país para ele governar. Claro que há medidas que terão que ser tomadas para proteger a sua vida e disso poderão tratar os EUA, já que da ONU não se pode esperar nada.

Se ele for aceite pelo povo teremos o problema resolvido, caso contrário ele pode assumir o governo, de forma temporária, e convocar novas eleições, a breve trecho. Nessas eleições ele poderá concorrer ou não e o povo do seu país poderá votar nele de novo, se assim o quiser. Por outro lado o restabelecimento de boas relações com os EUA só lhes trarão benefícios, coisa que perderam desde que o Chavez tornou o país numa ditadura.

Do que andei a ler, esta manhã, deixo-vos aqui (abaixo) uma amostra que poderão ler ou deixar de lado se não tiverem interesse na coisa. A mim serviu-me para relembrar algumas coisas e saber pormenores que desconhecia sobre outras.

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 Com a política de imigração do general Eleazar López Contreras, Presidente entre 1836 e 1941 (???), foi aplicado um Plano Global de Modernização Económica que implicava a entrada de trabalhadores estrangeiros provenientes principalmente da Europa, com o fim de atender a procura nos sectores da agricultura e da construção com mão-de-obra especializada e com experiência nestas áreas. Mas é entre 1947 e 1957 que podemos falar de um verdadeiro boom de imigrantes.

Há registo de que durante este período entraram na Venezuela perto de 800 mil imigrantes. Duas razões são apontadas: as difíceis condições de vida na Europa do pós-guerra e a política, uma vez mais favorável à imigração europeia, do novo Governo do general Marcos Pérez Jimenes, que governou o país entre 1952 e 19586.

Entre os anos 1940 e 1960 muitos portugueses refugiaram-se também na Venezuela por motivos políticos. O mais conhecido dos exilados políticos foi Henrique Galvão, um ex-capitão português que ali se fixou em Novembro de 1959. Galvão irá protagonizar o primeiro sequestro de um navio para um protesto político, contra duas ditaduras, a de Portugal e a de Espanha7 .

A afluência de emigrantes portugueses para a Venezuela inicia-se na década de 40, prolongando-se até meados dos anos 80, por diversas razões, tais como as difíceis condições socioeconómicas, a miséria e a política de emigração favorável.

De 1950 a 1969 chegaram ao território venezuelano 73 554 portugueses, dos quais 38 737 da Madeira, 17 286 do distrito de Aveiro, 7 214 do distrito do Porto e os restantes de outros distritos do país. Num primeiro momento estes emigrantes dedicavam-se, sobretudo, à agricultura. Contudo, a partir de 1948 a grande maioria dedicou-se ao comércio – essencialmente de alimentos – e rapidamente começou a diversificar-se para a pequena e média indústria, sobretudo no setor das manufaturas.

Atualmente residem na Venezuela 53 478 pessoas nascidas em Portugal, a esmagadora maioria oriunda da Madeira. Estes imigrantes encontram-se perfeitamente integrados na sociedade venezuelana.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Que grande Trumpalhada!

 Esta noite, ninguém dormiu, em Caracas!

O Trump tentou convencer o Maduro a sair para onde lhe apetecesse e viver dos rendimentos que deve ter acumulado, desde a morte do Chavez, mas ele preferiu armar-se em herói e ficar. Talvez convencido que a amizade entre Trump e Putin jogasse a seu favor, mas com gente como esta não é de fiar esbardalhou-se e arrastou a família para o buraco.

Segundo as últimas notícias, o Maduro e a mulher foram capturados e levados para parte incerta. Logo veremos se o presidente americano fica por aqui ou se o enfia em Guantánamo, tal como fazia com os terroristas da Al Quaeda. Ele quer, em primeira mão, que haja eleições livres e democráticas na Venezuela, mas também pode acontecer que entregue o poder a quem foi oposição ao Chavismo.

Essa coisa da amizade com o Putin dá-me que pensar. Eu seria capaz de jurar que Trump faria outro tanto, em Moscovo, como fez esta noite, em Caracas, se não fosse pelas 5.500 ogivas nucleares que o seu (suposto) amigo tem espalhadas por todo o mundo. Por isso chamam às armas nucleares "armas de dissuasão" que é como quem diz, não te metas comigo senão podes sair chamuscado.

Lembram-se como ele mandou os sus bombardeiros especiais irem até à capital do Irão e despejar umas quantas ameixas na cabeça dos Aiatolas? Com as encrencas que o Putin tem arranjado por causa da Ucrânia que ele cismou que sempre foi russa e tem que voltar a ser, Trump tem motivos mais que suficientes para fazer o mesmo no Kremlin. Uma bojarda que arrasasse aquilo tudo mereceria o aplauso de meio mundo.

O outro meio encolheria os ombros, pois não partilha desse amor ou desamor pelo comunismo. E para nós, europeus, seria um alívio ver o governo russo a trabalhar em prol do seu povo, em paz e harmonia. Todos sairiam a ganhar com isso, em particular os russos que poderiam vender aquilo que têm a quem lhes oferecesse o melhor preço. Agora entregam isso a chineses e indianos, quase por favor e ao preço que os compradores estabelecem.

Quanto à Venezuela e ao seu governo vamos esperar algumas horas para ver como se portam os militares que o Chavismo sempre teve do seu lado pelas benesses que lhes oferecia. Se eles não levantarem cabelo, talvez vejamos aquela senhora que foi a Estocolmo receber o Nobel da Paz, entrar em Caracas aos ombros do povo que sempre lutou ao seu lado e contra o Maduro!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Lição de inglês!

 Once upon a time
there was a little criancinha
penduration na trave da cozinha
Help me, help me
não consigo descer daqui sozinha!


Nos meus velhos tempos de estudante, não havia aluno que não soubesse recitar estes versos que algum poeta cómico inventou para gozar com os pobres colegas que não atinavam com a aprendizagem da Língua de Shakespeare.

E por hoje é tudo. Estou aqui entalado a fazer o balanço da minha experiência como investidor na Bolsa, durante os 365 dias do ano velho, e não me quero enganar nas contas!

Amanhã, voltarei com mais novidades e, espero eu, com mais inspiração!


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Pai herói!

Depois do foguetório que arrancou palmas à assistência e aqueceu o bolso dos fogueteiros que tanto se queixam de o negócio não tem corrido bem, eis-nos no dia 1 do novo ano de 2026. Datas a começar por 2025 passaram à história, não mais é possível utilizá-las nas nossas comunicações, aliás, os sistemas automatizados forçam-nos a aceitar a data sugerida por eles para nos poupar essa preocupação.

Os computadores obrigam-nos a escrever as datas no modelo AAAA-MM-DD, pois só assim se conseguem localizar no tempo e responder sem erros, quando essas datas nos fazem falta. 2026-01-01 é a data do dia que hoje vivemos e ficará averbada no cabeçalho desta mensagem, logo que eu termine o texto e o publique.

Mãe, quando é que o pai volta para casa? Não sei, filho, respondia a mãe à criança que teria cerca de 6 anos de vida, o teu pai foi ganhar dinheiro para nós termos comida e um teto para nos abrigar da chuva e do frio. Mas, amanhã, é Natal, mãe, e o pai sempre passou o Natal connosco. Pois é, mas este ano não vai dar, ele está muito longe!

A mãe da criança vira-se, depois, para a sua própria mãe que se aquecia ao borralho da lareira e comenta. Também eu gostaria de saber quando ele volta, há mais de 6 meses que ele embarcou para a Madeira e nunca mais tivemos notícias dele. É verdade que aqui os trabalhos escasseiam e são mal pagos, mas deixar a família para trás para ir à procura de trabalho, longe daqui, não é coisa que me agrade.

Na ilha da Madeira o trabalho, a que se dedicava o homem de quem falavam, era a construção de uma estrada, à beira-mar que deveria ligar o Funchal ao Machico. A zona era montanhosa, as encostas da serra começavam, praticamente, na rebentação e subiam a pique que até metia medo. Não era ainda o tempo de usar grande maquinaria, tudo era ainda feito à força de braços.

Trabalho de pá e pica, onde por vezes era preciso rebentar a penedia com recurso a explosivos. E os furos para introdução do explosivo eram broqueados na rocha dura à força de marretadas. Horas seguidas a martelar nos compridos cinzéis que iam abrindo caminho para ali caber um cartucho de gelamonite, poderoso explosivo que fracturava a rocha e abria fissuras que permitiam o uso de alavancas para remover os pedaços que mais tarde seriam escavacados por ostros membros da equipa que vinham atrás.

Homens a servir de britadeiras, trabalho para homens de têmpera rija. Trabalho que envolvia também alguns riscos, pois o uso de explosivos provocava desmoronamentos que punham em risco a vida de quem ali trabalhava. Aliás foi esse risco e o ter assistido a vários casos em que colegas seus tiveram que ser levados para o hospital para serem assistidos que o fizeram desistir daquele trabalho. Fez as contas com o empreiteiro que o levara para lá e com o dinheiro no bolso dirigiu-se para o Funchal à procura de um barco que o trouxesse de volta ao continente.

E, por alturas do Carnaval, desse ano de 1950, o homem chegava a casa para alegria da sua família que tanto sentira a sua falta. Pai, nunca mais vais trabalhar para a Madeira, pois não, perguntava aquela criança que nem sabia o que era ou onde ficava a Madeira, mas ouvira pronunciar esse nome dezenas de vezes pela sua mãe e avó. Não, filho, o pai agora vai ficar a trabalhar aqui em casa.

E assim aconteceu, o homem comprou os apetrechos necessários para trabalhar em cestaria e instalou-os num coberto da casa que fora, em tempos, uma casa de lavoura, onde espaço era o que mais havia. Onde ele aprendeu a arte, nunca ninguém soube, mas a verdade é que das suas mãos saíram muitos cestos de diversos tamanhos, com asa ou sem ela que eram vendidos a quem deles precisava. E a criança sentava-se ao lado do pai vendo-o trabalhar. E sentia-se feliz !!! 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Chegou a hora!

 

Este velhote de barbas brancas e pouco cabelo a cobrir a careca do frio invernal deseja a todos os familiares e amigos, assim como a todos os sobreviventes camaradas de armas que lutaram na Guerra Colonial, um Ano Novo cheio de felicidade, saúde e tudo o mais que há de bom neste mundo que Deus fez e pôs à nossa disposição!

Amanhã, talvez não tenha oportunidade de aqui voltar ou talvez sejam vocês que já estão noutra e não passem por aqui para ver aquilo que, diariamente, vos ofereço, é, por conseguinte, a hora certa para eu expressar os meus votos para o novo ano que começa amanhã, depois de nos despedirmos do velho 2025 que nos trouxe coisas que bem poderíamos dispensar!

Os dias sucedem-se a uma velocidade louca. Quando éramos novos, achávamos que o tempo não avançava e que demorava uma eternidade até chegar o dia de qualquer coisa muito desejada, mas, agora, ao contrário, achamos que ele anda depressa demais e bem gostaríamos de travar a sua marcha. Mas isso não é possível, cada coisa tem o seu tempo.

E este é o tempo de desejar que o futuro nos sorria e que nos faça esquecer o passado por ser melhor que ele. É assim que eu vejo as coisas e vos peço que as vejam assim também, amanhã será melhor que ontem!!!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Na ceia de Natal e Ano Novo!

 Nem só o bacalhau é rei, pois há muita gente que prefere outras coisas. E, como ontem só vos falei de carne, hoje será de peixe e outros que também vêm do mar que eu vos vou falar.

O meu sogro, que Deus tem há já bastantes anos, não alinhava no bacalhau, para ele o congro é que era bom e se a mulher não lhe arranjasse uma boa posta tínhamos o caldo entornado. Os dois primeiros natais, depois de me casar, passei-os na casa dele e depois de eu regressar da Alemanha, em 71, o Natal dele foi sempre em minha casa, até morrer, portanto eu seu do que falo.

Para mim o congro fica melhor em caldeirada e juntando-lhe mais alguns peixes sem espinhas, da família do cação, e algumas lulas para compor o conjunto. O mais importante é o tempero para molhar umas tostas e fazer da caldeirada um petisco de truz.

Outros há que preferem o polvo, cozido com molho verde ou simplesmente regado com bom azeite português. Eu, para ser sincero, prefiro o polvo assado no forno e servido ao almoço do Dia de Natal ou Ano Novo. Não sei explicar porquê, talvez porque sempre vi o bacalhau cozido com couves como o verdadeiro símbolo da Ceia da Natal que nada pode substituir.

E, enquanto o congro é para quem goste dele, o polvo é um petisco bom em qualquer altura do ano ou em qualquer jantarada que se queira organizar. Pode-se cozer, assar ou grelhar, mas também há quem se perca por um bom arroz de polvo. Quem vive no campo talvez esteja mais habituado a uma cabidela ou arroz de frango, mas para quem vive à beira mar é mais comum agarrar-se a uma caldeirada de peixe ou arroz de polvo ou marisco.

Para os "carneiros" (aqueles só gostam de carne) haverá sempre outras alternativas. Escolher o leitão, o cabrito ou o borrego é a primeira opção, mas podem também optar pelo peru, pela perdiz ou pelo coelho, no caso de gostarem de carnes mais secas. Isto para fugir do tradicional bife ou posta de vitela que pode aparecer à nossa mesa em cada um dos restantes 363 dias do ano.

Boas Festas e ... Bom apetite!

domingo, 28 de dezembro de 2025

Um bife para o almoço!

Em Portugal estão oficialmente reconhecidas 15 raças autóctones de bovinos: Alentejana, Algarvia, Arouquesa, Barrosã, Brava, Cachena, Garvonesa, Jarmelista, Marinhoa, Maronesa, Mertolenga, Minhota, Mirandesa, Preta, Ramo Grande. As 15 raças autóctones existem dispersas por todo o País, mas 12 delas em número reduzido sendo, por isso, consideradas em risco de extinção.

Hoje, como é domingo, reservei para o vosso almoço uma peça de carne bovina de onde podem cortar um bife do tamanho que cada um lhe apetecer. Como a minha oferta não pressupõe o pagamento, no final da refeição, podem esticar-se à vontade. Quem gostar de um naco de 400 gramas, pois que assim seja e lhe faça bom proveito.

Há dias, fiz publicidade à carne da raça "Cachena" que é a mais conhecida aqui na zona de entre Douro e Minho, mas garanto-vos que não diferencio umas das outras, quando me servem o bife. Olhe que esta é Cachena legítima, diz o empregado de mesa e eu encolho os ombros, assim como quem diz, é preciso é que me saiba bem, seja Cachena ou outra porra qualquer!

A "Posta à Mirandesa" é um petisco muito famoso, aqui pelo norte, muito embora o uso desse nome tenha sido proibido para protecção da marca. Mas trata-se de carne de vitela e não de um bovino adulto em que a carne é muito mais dura e há que ter bons dentes para a roer.

Do mesmo modo, é famosíssima a "vitela de Lafões" que é cortada de uma cria com seis meses de idade da raça Arouquesa. Se passarem pela zona de S. Pedro do Sul, Arouca ou Lafões não se esqueçam de provar o petisco. Dizem por aí que é de comer e chorar por mais. Lembro-me de uma vez, há muitos anos, ir a caminho da Serra da Estrela e parar em Lafões para jantar. Nesse dia comi carne, com certeza, mas de que raça era não perguntei nem mo disseram.

Para comer boa carne barrosã há que ir a Montalegre, Chaves ou Boticas, pois nos outros sítios podes comer carne espanhola ou coisa parecida importada sabe Deus de onde, pois só o preço importa. Mas quando vou para esses lados, eu vou com a ideia do porco bísaro e dos bons enchidos e defumados que fazem com a sua carne

Não sei se há mais alguma raça que valha a pena referir. Sei que os touros que são lidados nas Praças de Touros, muito frequentes na Península Ibérica, acabam também em bifes, mas não me perguntem se são tenros ou não, porque não saberia responder. Vejo-os pastar no Ribatejo, quando por lá passo, ou nas touradas que agora, culpa do PAN e da senhora gordinha que o dirige, estão proibidos em quase todo o lado.

Preparem uma boa garrafa de tinto para acompanhar e ... bom apetite!

sábado, 27 de dezembro de 2025

Calçada da Glória


O elevador da Glória espatifou-se, morreu um monte de gente, falou-se muito no assunto, mas ... tudo esqueceu já. Quem foram os culpados, porque por certo foram vários, não se sabe e talvez nunca se venha a saber, aliás, a Justiça Portuguesa é mestra nessas coisas de enterrar os mortos antes que comecem a cheirar mal e incomodar muita gente.

Na última vez que ouvi falar do assunto todos eram culpados, o cabo do elevador não devia ser aquele e quem o comprou quis apenas poupar uns tostões à Carris, vistorias também não eram levadas a sério e havia ainda mais um sem número de incongruências. Ora era o Moedas o culpado, ora não era e o assunto por aí se ficou.

Talvez as companhias de seguros que vão ser chamadas a pagar os prejuízos e as indemnizações acabem por trazer a história, de novo, para as notícias e então fiquemos a saber mais alguma coisa. Esbarrei-me com este video no Youtube, onde fui parar por acaso, e trouxe-o para me servir de mote para esta publicação e para vos alumiar as ideias!

Ontem, o dia terminou com mais uma triste afirmação de Donald Trump a respeito do encontro que terão, ele e o presidente ucraniano, amanhã, na Flórida. Nada desse plano tem algum valor antes de ser visto e aprovado por mim, disse ele como se fosse o dono do mundo!

Tenham todos um bom fim de semana e preparem-se para a grande festa que faremos com a chegada de 2026!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

E a vida continua!

Este Natal já era, passou como passam todas as coisas na nossa vida! Quem não cair pelo caminho terá outro, daqui a trezentos e sessenta e tal dias. A cada dia que passa segue-se um novo dia, aquele poderá ser para cada um de nós marcante. Sabe Deus e mais ninguém aquilo que nos acontecerá nas próximas 24 horas. E isso não é problema, pois conhecer por antecipação o nosso destino tirava-lhe toda a piada.

Tenho reparado que a actividade bloguística tem vindo a decrescer a olhos vistos, suponho que o pessoal que se dedica a estas coisas da escrita arranjou melhor divertimento. Ok, cada um na sua e eu na minha que continua igual ao que tem sido, desde que descobri a internet e tudo aquilo que ela nos oferece. Depois do pequeno almoço, agora usado para dar cabo do resto do bolo-rei e das rabanadas que sobraram do dia da festa, reservo sempre duas horinhas para me perder na net, cuja maior parte é dedicada à escrita.

O Facebook serve-me para visitar um par de grupos frequentado por amigos e camaradas doutras eras, mas aquilo é mais likes que prosa bem cuidada e depressa lhe viro as costas. Ler o correio recebido, responder ao que merece ser respondido e depois ver como abriu a Bolsa por esse mundo fora. Tudo isso não me leva mais de meia hora e, por conseguinte, ainda me sobra muito tempo para escrever qualquer coisita e publicar nos blogues, meus ou dos amigos que acompanho.

Hoje, não decidi ainda do que falar, vou teclando devagar esperando que as ideias surjam seja de onde for. Os assuntos do costume hão-de sempre aparecer na conversa, pois os Trumps desta vida não dão descanso a ninguém e como a Bolsa de Valores está fechada até segunda-feira, o tempo que dedico a esta parte do meu programa diário até aumentou.

Por falar em Trump, ele quer acabar com a guerra na Ucrânia, mas anda dar morteirada por todo o lado. Primeiro foi na Venezuela, depois na Síria e agora na Nigéria. Não é nada demais, mas são 3 continentes diferentes e o homem não para. Até já enviou um representante para a Groenlândia para preparar aquela gente para aderir ao americanismo que é coisa melhor do mundo (pensa ele).

E não é pelos minérios ou petróleo que possam lá existir, mas porque dali pode dominar o Ártico e impedir que os comunas, de Moscovo ou Pequim, façam outro tanto e lhe venham espreitar pela janela. A amizade com Putin é para manter, mas cada um no seu canto, cada macaco no seu galho, como diz aquele ditado que vocês conhecem tão bem ou melhor que eu.

Na Nigéria as morteiradas foram disparadas contra membros do DAESH que são uma espécie de malfeitores que a coberto da lei islâmica espalham o terror no Médio Oriente e, agora, o levaram também para o continente africano. Talvez a seguir, o louco americano eleja aqueles que vêm aterrorizando a província moçambicana de Cabo Delgado e lhes descarregue uma boa dose de metralha em cima daquelas cabeças forradas de carapinha.

O cheiro a gás e a petróleo, na bacia do Rovuma, parece ser o que os atrai. Na Venezuela também existe essa desculpa, embora o Trump diga que não por isso que pôs o Mar das Caraíbas em polvorosa. O povo árabe sempre teve grande influência no norte de Moçambique, os portugueses tiveram alguma dificuldade em se livrar da sua influência, no fim do século XIX e início do século XX. Mal seria que, após a nossa saída daquele país africano, os árabes voltassem a tomar conta dele.

Na Ucrânia, o presidente Zelensky parece acreditar que o fim da guerra está próximo e que pode acontecer antes do fim deste ano de 2025. Eu penso que não, o Putin tem os dentes ferrados na presa e não a largará assim tão facilmente. O que lhe oferecem no tal acordo de paz é uma ínfima parte daquilo que ele quer e eu prevejo que a guerra estará para durar.

A contra-espionagem deveria aqui assumir o papel principal da guerra. Alguém se devia ocupar a encher a opinião pública da Rússia de opiniões negativas, falar nos muitos milhares de mortos e no enorme custo da guerra que está a desviar recursos que poderiam ser usados para melhorar o seu viver quotidiano. Aos oligarcas e ocupantes dos mais altos cargos políticos não falta nada, mas ao povo anónimo falta quase tudo, a começar pela liberdade de expressão.

E, quando o povo russo estiver convencido que o presidente Putin é mau para eles, acontecerá aquilo que todos queremos e ele passará à História. E não como um herói, mas sim como carrasco que sacrificou milhares de soldados para satisfazer a sua ânsia de poder e, talvez, aumentar um pouco mais a enorme fortuna de que já é dono.

E por agora é tudo o que tenho para dizer. Preparem-se para dizer adeus a este ano velho e saudar o novo que está aí à porta e mortinho para entrar e mostrar o que vale. Eu estou pronto e ansioso para ver que novidades nos vai trazer!



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