quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Não há pai pro Benfica!

 Ontem foi um dia não recomendado a cardíacos!

O Benfica ia jogar contra um dos 5 maiores clubes do mundo e tina que ganhar. Para além disso ainda tinham que acontecer umas quantas coisas difíceis para permitir que o Benfica se apurasse. O Benfica acabou por ganhar com alguma facilidade, os críticos dizem que deveria ter ganho por uma diferença de 5 golos. Mesmo assim, no final dos 90 minutos mais 5 de descontos dados pelo árbitro, o Benfica estava eliminado da prova. Só um golo milagroso poderia reverter essa situação e até isso aconteceu. Na última jogada do jogo a defesa desviou a bola para canto. O guarda-redes do Benfica que mede quase 2 metros foi lá ajudar os avançados e enfiou a bola na baliza dos merengues com uma tremenda cabeçada.

Foi a loucura total! Mais uma medalha para o currículo do treinador Mourinho. Resultados impossíveis só mesmo com ele! De castigo, para passarmos à próxima fase, teremos que jogar com o mesmo Real Madrid ou o Inter de Milão. Aí é que o Mourinho ficava na Lua se conseguisse passar!

De qualquer modo, passe ou não passe, foi uma noite memorável para o clube da Luz e que ficará na História do maior de Portugal. Tenho quase a certeza que houve muito boa gente que não foi à cama esta noite e borracheiras devem ter sido mais que muitas. Nas redes sociais os likes e as partilhas foram aos milhares. Acredito que alguns benfiquistas foram hoje para o trabalho com os olhos piscos de sono e do álcool ingerido nas últimas 12 horas!

Não creio que seja possível o Mourinho voltar a treinar o Real, mas tem-se falado nisso, insistentemente, nos últimos dias!

Carrega Benfica !!!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O debate e as Bandidas!

 


Ontem, preferi não ver o debate entre os dois candidatos, aproveitei o tempo para ver um filme. Calhou-me na rifa o filme Bandidas, uma palhaçada ao estilo western passada no México, ou na zona de fronteira com esse país.

As bandidas eram duas brasas que assaltavam bancos para arranjar fundos para os revoltosos mexicanos comprarem armas e munições para alimentar a guerra contra o colonialismo espanhol (creio eu). Posso garantir que fiquei melhor servido com as aventuras e desventuras das bandidas do que se me tivesse entretido a ver o Ventura a desancar o Seguro e este sem saber onde se esconder.

O debate foi tão sem surpresas que nem os noticiários desta manhã a ele se referem, preferem andar a correr o país para ver o que a depressão Kristin deitou abaixo e mostrar-nos, como se isso fosse a coisa mais importante das nossas vidas. A Roda Gigante da Figueira, uma árvore aqui, outra ali, um morto esmagado dentro da sua carrinha de distribuição do pão é assunto para entreter as almas lusas. Nada que se compare com a Guerra da Ucrânia ou as tropelias do Trump que prometeu atacar o Irão (de novo) só para mostrar quem é o maior, mas dá para consumo interno.

Voltando ao debate, eu não sei se atribua a pouca qualidade daquilo aos candidatos ou aos jornalistas, um de cada um dos 3 canais generalistas, que lhes punham as questões. Esse tipo de conversa que tem muito mais a ver com o governo do que com a presidência deixa-me furioso. O PR é obrigado a publicar as leis que vêm do Parlamento, mesmo que as devolva duas vezes para que o texto seja ajustado àquilo que o PR quer ou o Tribunal Constitucional exige.

O Ventura aproveita para fazer o maior barulho possível, já a pensar nas próximas legislativas que hão-de aparecer no horizonte, mais cedo ou mais tarde. O Seguro dá a vitória por garantida, baseado no resultado das sondagens que os 3 canais encomendam às empresas que descobriram uma boa maneira de ganhar dinheiro à conta disso e da falta de assunto que os canais de TV enfrentam. Eles bem mandaram o Sérgio Furtado mudar de residência para a Ucrânia, mas aquela guerra já não entusiasma ninguém.

Desse jeito, tudo o que o Seguro tem de fazer é encher-se de paciência e deixar os ponteiros do relógio girar e consumir as horas e os dias que nos separam do dia 8 de Fevereiro, em que ele virá ler o discurso que já pode ir preparando, antecipadamente, pois nada fará mudar o rumo das coisas. Votem neste candidato que ele é seguro, diz D. Aníbal Cavaco Silva, do alto da sua prosápia, como, em tempos, disse para confiar no BES de Ricardo Salgado que era o banco mais seguro de Portugal.

Isto tinha sido preparado para acabar numa disputa entre os candidatos do PS e do PSD, à moda antiga, mas a candidatura do Chega deitou tudo por terra. E depois, o rodinha 26 do PSD, o famoso Ganda Nóia, estragou tudo ao ser acusado de ser um abre-portas, um facilitador de negócios que lhe encheram o bolso de euros, como afirmou (e com muita razão) o almirante. Ele acabou por se queimar na fogueira que acendeu para queimar o pequenote e deixou-nos nesta situação de ter que escolher entre o mau e o pior.

Não há-de morrer ninguém por isso! Já, em 1910, quando caiu a Monarquia, foi um Deus nos acuda para encontrar um presidente que prestasse, pois cada um que era escolhido tinha defeito e durava pouco tempo no cargo. Teófilo Braga, Manuel de Arriga, outra vez Teófilo Braga e Bernardino Machado ocuparam o cargo nos primeiros anos e houve outros ainda que ocuparam o lugar até ao General Gomes da Costa e depois Óscar Carmona porem a coisa (ou a casa) em ordem. Já com a ajuda de Salazar, devo acrescentar, para pôr um ponto final nesta minha publicação de hoje que já vai longa!


terça-feira, 27 de janeiro de 2026

A Lei das Probabilidades!

 Quando estamos a saborear uma grossa fatia de pão com manteiga e ela nos cai da mão, é certo e sabido que ela cai com a manteiga para baixo ficando grudada na manteiga toda a porcaria que possa existir no local onde caiu!

Hoje, à noite, teremos um debate entre os dois candidatos a Presidente da República, o Seguro e o Ventura, assim por esta ordem que é aquela que os órgãos noticiosos consideram que será o que as eleições vão confirmar. Quem tem medo de Ventura, apetece-me perguntar? Porque querem tanto que o Seguro ganhe se ele foi sempre um Zé Ninguém no mundo da política? Palavra de honra que não compreendo!

Será por ele ser novo demais, por ser imaturo, ou haverá outras razões que eu desconheço? Que ele é um desbocado, eu reconheço, por tudo e por nada lá está ele a botar a boca no trombone! Mas não será melhor assim do que ouvir e calar, mesmo que não concorde com aquilo que ouve? Fartos de gente que assiste à passagem da procissão sem nada fazer para que as coisas mudem para melhor estamos nós. É preciso que apareça alguém, na política, que seja capaz de atirar uma pedra para o charco e ver o que acontece.

O Ventura parece-me homem para isso, o Seguro não, de modo nenhum. O Seguro é o menino bem comportado, bem vestidinho, bem penteadinho que quer ser um modelo de virtudes neste país de gente mal comportada, mal vestida e cheia de fome. Se não de comida terá fome e muita de outras coisas que fazem a felicidade das pessoas.

O mundo está transformado num bordel, onde só os interesses de cada um importam, viu-se isso em Davos com a reunião do Conselho de Paz do Trump que mais parecia um congresso de agentes imobiliários à procura de boas oportunidades de negócio. O "poleiro de Belém" não é, propriamente, um pódio de homens de negócios bem sucedidos, mas sempre pode dar uma ajudinha para lá chegar.

Na minha opinião o André Ventura não é o homem indicado para colocarmos em Belém, ele é uma espécie de D. Sebastião de espada em punho e pronto a partir para a luta por aquilo em que acredita. E neste momento, ele acredita que o Socialismo, nas suas mais diversas formas, não é bom para Portugal. Se tivéssemos, em Portugal, um sistema presidencialista, como em França, no Brasil ou nos Estados Unidos, então sim, ele seria o homem indicado para tomar o leme e guiar-nos a um bom porto.

Ao contrário, Seguro não seria o homem indicado nem num sistema, como o actual, ou naquele que eu gostaria mais de ver implantado, em que o presidente é quem manda e tem no Primeiro Ministro um assessor para pôr em prática as suas políticas. Ele é cinzento demais e não o vejo a lutar contra ventos e marés para impor (no bom sentido) a sua vontade. Ele é mais de deixar andar e esperar que o tempo se encarregue de fazer as coisas acontecer.

O meu cérebro dá voltas dentro do crâneo e corre o risco de explodir, quando tento compreender as razões que levam gente como o Cavaco, o Paulo Portas e outros que tais a afirmar que a escolha certa é o socialista Seguro. Ele é bem comportado e muito educado, disse alguém tentando justificar a sua escolha. O que estou a adivinhar é que eles querem um presidente que "coma calado" para continuarem a fazer as suas negociatas, como têm feito, nos últimos 50 anos.

As sondagens que, na melhor das hipóteses, dão um resultado de 60/40, a favor de Seguro, vão fazer com que eu me abstenha nesta segunda volta. No Seguro não voto (nem morto) e votar num candidato que está destinado a perder, não justifica que eu abandone a comodidade do meu lar para depositar na urna uma espécie de voto em branco. Ou seja, aquele que traduz a nossa não concordância com qualquer dos candidatos, mas não quer participar na terceira opção, a da abstenção.

Prefiro esta última hipótese, vou abster-me !!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Embirro com comunistas!

 Escusava de fazer esta afirmação, pois vocês já me conhecem de ginjeira e sabem quase tanto como eu a respeito dos meus sentimentos. Como ia desatar a falar do mui conhecido dos portugueses, Jerónimo de Sousa, foi só para avisar que não é para fazer publicidade a essa cambada que gasto o meu tempo e encho este espaço de letrinhas, umas encavalitadas nas outras que, espero eu, vos levem alguma alegria.

Quanto ao Jerónimo, a história é muito antiga, começou no ano de 1743, quando ele nasceu no mesmo lugar da mesma freguesia que me viu também nascer, dois séculos e uns quantos meses mais tarde. Ele foi o patrono do ramo feminino da minha família, avô da minha mãe na sétima geração. O seu apelido era Ferreira, o qual não chegou até mim, porque durante o século XIX pegou uma moda de serem as mulheres a transmitir o seu apelido aos descendentes.

O Jerónimo de Sousa era o tal comunista que me fazia ferver o sangue, cada vez que o via na televisão. Como a minha mãe, tal como a sua também, além da avó e do bisavô eram todos Sousa, eu parti do princípio que o meu avô Jerónimo teria também esse apelido. Lá está o meu avô Jerónimo a dizer asneira outra vez, pensava eu mal o via aparecer no ecran do televisor.

Ele foi Secretário Geral dos comunas de 2004 a 2022, mas já era deputado no nosso Parlamento desde o princípio de Dezembro de 1979. Foram muitos anos a ouvir aquele cromo que sucedeu a outro cromo que só era melhor que ele por ser formado em Direito, o Carlos Carvalhas, mais conhecido pela alcunha de "Cassete Carvalhas". Esse foi o escolhido por Álvaro Cunhal para lhe suceder, assim ao modo como acontece nos regimes monárquicos. Tal e qual como o Jerónimo escolheu outro ainda mais parvo que ele, o Raimundo, para lhe ficar com o lugar e que quase já não tem companhia na sua bancada do Parlamento.

Fico contente por ver que os parvos estão a diminuir em Portugal, embora tenha aparecido uma outra seita de palermas, ou melhor, duas que são conhecidas por comunas-caviar e comunas-letrados, uma quase a desaparecer do mercado, desde o abandono da Mortágua e a outra a subir impulsionado pelo Rui que passa os seu dias a fossar nos arquivos da Torre do Tombo e sabe de História muito mais que eu.

Mas basta de conversa comunista, eu queria era falar do meu avô Jerónimo que nasceu muitos anos antes da doutrina comunista tomar conta da Europa. Aquela casa, em que fui defumado, quando era criança, era pertença de um seu bisneto que se viu forçado a vendê-la por não ter outros meios de sustentar a família. Vendeu a casa com reserva de vida, isto é, o comprador só podia tomar conta da propriedade, o que aconteceu por volta de 1940, depois de ele e a sua mulher terem morrido.

Nessa altura, apareceu por lá o Sr. Laurindo exigindo que os remanescentes moradores abandonassem a casa. Ai, não pode expulsar-nos, pois não temos para onde ir, lamentaram-se eles! O homem que era mesmo um bom coração, propôs-lhes que construíssem uma pequena casa - com o resto do dinheiro que lhes sobrara da venda feita pelos seus pais - num terreno que ele lhe ofereceria, separando-o de uma propriedade maior, ali a uns curtos 200 metros de distância.

 A proposta foi aceite com alegria, pois ficariam a viver no mesmo lugar que era o lar de todos, ou quase, descendentes do avô Jerónimo. Em três tempos, foi levantada uma casinha em tijolo, com quatro pequenas divisões e uma cozinhita ao lado com o chão em terra batida e uma pedra de granito de grandes proporções para servir de lareira. Com o telhado em telha de barro francesa, a casa estava uns bons degraus acima daquela que abandonaram.

O casal e os seus 3 filhos pegaram nas trouxas e mudaram-se para a casa nova que tinha, ao lado, uma pequena horta com cerca de 400 metros quadrados. Foi o que lhes sobrou de uma herança que desde a morte do Avô Jerónimo foi sendo dividida pelos seus filhos, netos e bisnetos, com uma fatia cada vez menor a tocar a cada um. Alguns anos mais tarde e depois de analisar a sua situação e ver que nada lhe tinha sobrado para garantir a criação dos filhos, o Sr. António de Sousa, decidiu emigrar para o Brasil e tentar a sua sorte.

Ainda fui amigo de brincadeira e colega de estudos do filho mais novo, mas a diferença de idades era grande e depressa lhe perdi o rasto. Dei com ele, muitos anos depois, por alturas do 25 de Abril, ao balcão do Banco Português do Atlântico, aqui nesta cidade onde moro, transferido da Caixa Geral de Depósitos, noutra cidade, onde tinha iniciado a sua carreira de bancário.

Quando lhe perguntei se tinham tido notícias do pai disse-me que não, mas contou-me que tinha recorrido ao tribunal para o declarar morto, pois havia coisas que precisava de resolver (heranças) que obrigavam à apresentação de uma certidão de óbito. Uns bons 20 anos mais tarde, eu soube por uma sua sobrinha (amiga do Facebook) que o velhote se tinha casado de novo, no Brasil, e constituído uma grande família. Quem lhes trouxe tal notícia é que eu não consegui saber!

 

Em memória do meu avô Jerónimo, cujo Assento de Baptismo
deixo aqui publicado!

domingo, 25 de janeiro de 2026

O fumo e o fumeiro!

 Nasci, fui criado e defumado numa antiga (e decrépita) casa de lavoura que o meu pai conseguiu alugar ao seu antigo patrão, quando se casou. A casa pertenceu e foi habitada, até pouco antes do casamento de meus pais, por membros do clã de Jerónimo Ferreira. A família que já ia na quinta geração a repartir heranças e cada vez era mais pobre, acabou por vender a propriedade a um lavrador abastado, o tal que garantiu emprego ao meu pai, no princípio da sua vida activa.

Olha que a casa está quase a cair e o telhado deixa entrar água, tal como uma cesta rota! Foram estas as palavras do Sr. Laurindo, herdeiro de uma das maiores fortunas (em terras, pipas de vinho e carros de pão) da freguesia em que o meu pai nasceu. Eles eram mais ou menos da mesma idade e ainda devem ter brincado juntos, nos tempos da escola primária, mas depois disso um virou trabalhador na lavoura e o outro o seu patrão.

Não lhe dê isso preocupação, Sr. Laurindo, arrende-me a casa e esse problema passa a ser meu. Foi assim que o meu pai lhe respondeu e a partir daquele momento tinha uma casa onde abrigar a mulher com quem queria casar e a sua mãe que com ela vivia. Nos dias seguintes, foi até a essa casa e deu um arranjo no telhado, focando-se nos dois pontos mais importantes, aquele que ficava por cima da cama onde iria dormir e a cozinha (enorme) na parte em que ardia a lareira e no canto onde ficaria a cama da sua sogra que seria também a cozinheira.

Corria o mês de Julho e teria que esperar pelas primeiras chuvas de Outono para ver se o arranjo provisório que dera no telhado era o suficiente. Casado de fresco e ainda sem filhos, a grande preocupação era arranjar trabalho que garantisse o sustento daquelas três almas e o pagamento da renda ao senhorio que esse era o primeiro dinheiro a pôr de parte, de modo a garantir que não teriam que viver como sem-abrigo.

A cozinha era "tocada" a lenha que se apanhava nas matas (bouças) das freguesias vizinhas, mas não havia grande fartura, devido à concorrência que era muita, e por vezes tinha que se queimar rama de pinheiro ainda mal seca. O resultado era uma fumaceira que vocês não serão capazes de imaginar, dentro daquela cozinha. O fumo ia-se escapando por entre as telhas do telhado, mas antes de encontrar o seu caminho fazia-nos arder os olhos e escorrer as lágrimas pela cara abaixo.

Lembrei-me destas passagens da minha vida, nos primeiros anos da minha infância, ao ver as notícias do "Fumeiro de Montalegre", um dos mais famosos de Portugal. Hoje é o último dia e não falta lá gente, levada pelo espectáculo da neve e pelo sabor dos enchidos que esperam saborear ao almoço, num dos muitos restaurantes que naquelas redondezas os servem. Eu só visitei essa feira uma única vez e não fiz um euro de compras, os preços são proibitivos. Na verdade, ainda não havia euros e os contos de reis que eu tinha no bolso serviriam para coisas mais necessárias que um pedaço de carne de porco vendido como se de ouro se tratasse.

Uma barriga de porco ou pernil que se compram, nos talhos, por meia dúzia de euros, custam ali uns belos e redondinhos 15€ só porque, dizem eles, é de porco bísaro criado quase como um membro da família, até lhe meterem a faca e o transformarem em chouriços. Pode ser bísaro ou porco preto do Alentejo, não podem é triplicar o preço só por o terem pendurado ao fumo, durante uns tempos. Eu também apanhei muito fumo e ninguém me dá mais valor por isso!

 Os preços praticados são proibitivos e a continuar assim acabarão com o negócio, E tanto vale ser em Montalegre, como em Vinhais, Bragança ou Mirandela, os vendedores correm as feiras todas e pedem um preço que todos sabemos que é um exagero. É só uma vez e por festa, dizem alguns, e depois vão a correr até à fábrica da Angelina, em Mirandela, onde se compram boas alheiras por 4.50€ por kilo. Eu que não sou parvo, faço,, exactamente a mesma coisa!

Este é que é o tal bísaro!

sábado, 24 de janeiro de 2026

À caça da Ingrid!

 Todos os repórteres de todos os canais de tv foram mandados para a rua para caçar uma imagem mais bonita ou mais impressionante que a do camarada do lado. Uns queixaram-se do lugar que lhe foi distribuído, na serra da Estrela ou em Montalegre sempre há mais hipóteses de nevar, e alguns voltaram a casa sem ter caçado nada.

Uns flocos de neve que ainda nem chegaram ao chão, uma ribeira que saiu das margens, um muro que desabou devido às imensas chuvadas que lhe caíram em cima e até meia dúzia de calhaus que o mar arremessou para a rua, tudo serve para mais uns minutos de transmissão a que se seguem os infindáveis minutos preenchidos com publicidade.

Foi um dia inglório para a maioria desse pessoal que é obrigado a fazer o que lhes mandam para garantir um salário (se calhar fraquinho) no fim do mês. Admirei a persistência de um rapaz que escolheu um lugar para fazer a sua reportagem, numa estrada deserta, na encosta de uma qualquer serra, apontou a câmara para os 4 pontos cardeais, vasculhou estradas, caminhos e carreiros, mas não encontrou nada que tivesse a mínima piada.

Os mais sortudos foram para Montalegre, onde além da prometida neve, havia uma feira de fumeiro que é sempre notícia e atrai muita gente. No Alto de Espinho, ponto mais alto do antigo IP4, lá estava a GNR, como de costume, para avisar uns do perigo que correm e multar os outros por não ligarem o mínimo aos avisos e alertas vindos de todos os lados para ficarem quietinhos em casa. Na cidade mais alta do país, onde reina D. Sancho II (se não estou enganado) a neve tardou, mas depois caiu com força.

Tive pena de um que mandaram para o Alentejo, pois queria-me parecer que ali, por mais que corresse de um lado para o outro, neve é que ele não conseguiria filmar para nos mostrar esta manhã. Mas enganei-me, ele subiu até ao ponto mais alto de Marvão, e encontrou mais neve que outros que andaram por sítios mais frios do que aquele.

Sorte grande calhou àqueles que foram até Castro Laboreiro, onde é garantido que cai neve se for o tempo dela e tiveram sorte de não ficar por lá atolados, pois aquilo é o fim do mundo civilizado, um beco sem saída, em que entras nas calmas e meia hora mais tarde já de lá não consegues sair. E os que foram às Portas de Montemuro tiveram tanto que filmar que se distraíram e ficaram presos na neve, teve que a GNR ir lá resgatá-los, senão ficaríamos sem a sua reportagem.

Aqui, no alto da Gralheira, onde fui por diversas vezes, quando foram montados os parques eólicos que por ali existem, há um restaurante de que eu não recordo o nome (mas o Sr. Google ajudará a encontrar a quem estiver interessado) que serve um cabrito assado no forno que é de comer e chorar por mais.

O mar estava bravo p?ra cacete, mas só se mete com ele quem é doido! Até os malucos das ondas gigantes da Nazaré ficaram em casa sossegadinhos a dar um descanso à prancha, Os repórteres de rua dispensaram uns minutos com ele, nos sítios do costume, e voltaram a casa tristes por não terem conseguido filmar nenhuma desgraça. Isto é tal e qual como aquele dito do agente funerário que vai dizendo: - eu não quero que ninguém morra, mas quero que a minha vida corra!   

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Desculpem lá mais esta!

 Que me desculpem aqueles que não vão à bola, nem suportam que se fale nisso, mas eu não posso ficar calado! O Benfica acabou de contratar o Rafa (de novo) depois de ele ter fugido sem prestar contas a ninguém. Para que queremos nós um jogador já a entrar na 3ª idade e com todas as provas deste ano já perdidas, ou quase! Na Liga dos Campeões joga-se a última cartada na próxima semana - e que cartada, logo contra o Real Madrid! - mas que eu saiba ele não pode jogar, visto não estar inscrito.

No campeonato reside a última esperança do Benfica, mas vai muito atrasado e a correr atrás do Porto e do Sporting. Podem chamar-me os nomes que quiserem, mas não acredito que seja o Rafa que nos vai ajudar a ultrapassar os dois da frente. Além de irem na nossa frente, eles têm melhor equipa, mais jogadores portugueses no plantel, o que não parece, mas ajuda muito e muita vontade de ganhar. O Porto porque já está de jejum, há 3 ou 4 anos, e o Sporting, porque quer o TRI a todo o custo.

Os resultados conseguidos esta semana, nas provas europeias, são bem sintomáticos do valor dos três plantéis, o Benfica jogou em Turim e perdeu, o Porto foi à Chéquia e empatou e o Sporting ganhou num encontro contra o Campeão Europeu. Até o Braga ganhou contra uma equipa da Premier League. Valha-nos Deus, que equipa é esta que o Rui Costa montou e agora com a ajuda do Mourinho que é suposto fazer omeletes, mesmo sem ter ovos!

Com as provas todas perdidas, nesta época, os mais ferrenhos já exigem a demissão do presidente da direcção e eu estou de acordo. Quatro anos seguidos a investir mais de 100 milhões por ano e ainda não conseguiu reunir meia dúzia de craques que garantam o sucesso em campo. Mesmo que através de um milagre, em que eu não acredito, venha a ganhar o título nesta época de 2025/2026, ele devia demitir-se na mesma, pois está mais que provado que não tem olho para o negócio e é mais fácil trocar de presidente do que do treinador e de todo o plantel.

É que não temos um único jogador que seja o melhor na sua posição em todo o campeonato português! Compram jogadores entre 20 e 30 milhões de euros e mal os metem em campo percebem logo que foram enganados. Trazer para o Benfica craques em fim de carreira já foi chão que deu uvas, a última aposta foi o Di Maria e o Otamendi, campeões do mundo pela Argentina e desde que eles chegaram o Benfica deixou de ganhar.

O único que se aproveita nesta equipa é o guarda-redes. O marcador de golos é um fracasso - viram a escorregadela dele, em Turim? - os defesas são fraquitos e os meio-campistas são de segundo nível. Talvez se salve o "carequinha" Aursnes que é um bicho para todo o terreno. Mais uma vez vai ser preciso começar do zero e ficam os trambolhos comprados no ano passado que de pouco serviram. O pior exemplo talvez seja o Ivanovic que custou uma pipa de massa e o Mourinho nem um quarto de hora o põe a jogar.

Com a moral em baixa não há jogador que renda e se sentes que o treinador não gosta nem confia em ti está garantido o insucesso. Eu gostaria de saber quem a aconselhou a compra deste avançado. E mais ainda quem foi, dentro do Benfica, que a aprovou. Ou há ali comissões chorudas que dão para untar as mãos de alguém que serve para ajudar à missa, ou eu sou um anjinho que ando aqui de olhos fechados.

Há jogos contra o Benfica em que brilham jogadores de outras equipas, consideradas de segundo nível, como é o Casa Pias, o Gil Vicente ou o Arouca, onde o Benfica devia beber inspiração. Se eles jogam bem numa equipa pequena, não jogariam melhor ainda no Benfica? Com a estrutura que tem o Benfica e com o melhor treinador do mundo (?) teriam que render, acredito eu!

Dizem os comentadores da nossa praça que o Benfica é (moralmente) obrigado a ganhar os próximos 6 jogos, todos com equipas de menor valor. O sétimo jogo será contra o Porto e aí o Benfica poderá iniciar a subida para sair do poço, em que caiu, ou enterrar-se, definitivamente, até ao início da próxima época. Eu, com o azar que me persegue, já adivinho o que irá acontecer!

O carequinha em acção!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Paulo Macedo, o maior!

 


Hoje decidi falar de um português que eu admiro. Grande gestor que nunca ficou mal em qualquer dos cargos em que foi empossado, seja no governo ou fora dele.

E decidi falar dele, porque acho que ele está a exagerar no modo como defende os interesses da Caixa Geral de Depósitos, isto é do governo da nação, em detrimento dos interesses dos seus clientes que são, ao fim e ao cabo, quem lhe garante os lucros e paga o salário (bem alto, acredito eu) que recebe ao fim de cada mês.

Ele assumiu o comando numa altura difícil em que os juros tinham descido tanto, chegando mesmo a negativos, que os bancos estavam a ver a sua vida a andar para trás. Foi aí que nasceu a ideia de fazer os clientes pagar uma comissão para ter direito a uma conta e ao mesmo tempo não remunerar os depósitos que lá tinham.

Ao fim de dois ou três anos já o Paulo Macedo tinha as contas equilibradas e o governo satisfeito com os dividendos que foi recebendo ao fim de cada ano de exercício. Entretanto os anos foram passando e a situação evoluindo para aquilo que temos hoje, com o crédito hipotecário a representar a maior fatia do negócio.

No ano de 2024 os lucros ascenderam a 1.735 milhões de euros e no de 2025 não deve ficar abaixo disso. No fecho do 3º trimestre já atingiam os 1.400 milhões. Numa situação desses e admitindo que "A Caixa" é um serviço público que o governo põe ao serviço dos seus cidadãos, em que muitos deles já não ganham o suficiente para pagar a casa e 3 refeições decentes todos os dias do mês, e seria de crer que já não se justifica a cobrança da tal comissão inventada em tempo de crise.

Está quieto, oh mau, deve ele pensar! Esta comissãozita é lucro garantido e na falta de outras que podem acontecer ou não deixa-me guardá-la com todo o cuidado. Ora isso começa a causar-me desconforto, pois não vejo porque hei-de pagar uma comissão de conta, quando eles tomam conta de todas as minhas poupanças e ganham em todos os movimentos que faço. Por razões familiares, tenho a minha conta desdobrada em duas e levam-me os 5,55€ de comissão em cada uma.

Mas não pensando apenas em mim, mas também em todos os desgraçados que têm que recorrer ao crédito bancário, seria altura de rever em baixa todas as comissões e serviços cobrados pelo banco. Afinal ele foi criado para servir os portugueses e não para os explorar até ao tutano. Os milhares de milhões que entregam ao Ministro das Finanças, a cada ano que passa, servem apenas para os políticos esbanjarem mais recursos, raramente utilizados em benefício de quem pagou essas comissões.

Vocês, pensem o que quiserem ou o que a vossa cabeça vos aconselhar, eu vou começar a "desgostar" deste homem que me está ir ao bolso, sem vergonha nenhuma. Tenho-me queixado do mal que funcionam alguns serviços e aconselhado a fazer algumas mudanças, mas os meus conselhos caem sempre em saco roto. Há minutos, fui espreitar a Bolsa de Amsterdão, na APP da Caixa e as cotações que lá aparecem são de 2021!!! 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Uma questão de idade!

 Há coisas que melhoram com a idade. Como o vinho do Porto, por exemplo! Mas para que melhore tem que ter uma qualidade intrínseca, qualquer coisa que já nasceu com ele ou conseguiu obter das experiências vividas.

E também há coisas que vão piorando conforme os anos lhes passam por cima. Prefiro não dar exemplos para não ser acusado de sectário! Mas há um exemplo de coisa que tem piorado bastante e eu sou uma testemunha viva do estado a que a coisa chegou. Chamar-lhe coisa foi o melhor que consegui, pois o crápula do Trump não merece ser considerado uma pessoa, como todos nós que habitamos este planeta Terra.

Fez, ontem, um ano que o estamos a aturar nesta sua segunda passagem pela Casa Branca. Na primeira passagem também fez das suas, mas nada que se compare ao que vem fazendo, desde o dia 20 de janeiro de 2025. Ele tem uma mente doentia e só morrendo ficará curado!

Duas coisas eu retive na memória, daquilo que ontem foi desfiado pela CNN nas cerimónias comemorativas do 1º aniversário deste seu último mandato (graças a Deus que não poderá repetir), a primeira foi que duplicou a sua fortuna, nestes últimos 365 dias e a segunda foi que ganhou 1.400 milhões de dólares nesse período. Nem preciso de ser um mágico para perceber que o homem entrou na Casa Branca com uma fortuna de 1.400 milhões e com as suas maluqueiras, e alianças com o Elon Musk, já é dono de 2.800 milhões. Matemática simples!

Os anos que lhe têm passado por cima têm-lhe feito muito mal à cabeça. Esta de se fazer amigo do Putin e declarar guerra a toda a Europa, seja por causa da Nato, da Ucrânia, ou da Groenlândia que ele cismou que tem que ser anexada aos EUA. Aliás, ele já foi avisando o Canadá também está nas suas contas e que já o considera o 51º estado da união. Não se percebe ainda muito bem se aquilo é uma mania das grandezas ou se há lgo mais escondido aí.

O Vladimir "Russovsky" Putin começou a padecer de uma doença semelhante, nos últimos dez anos, o seu desejo de se transformar no Czar de todas as Rússias, como Pedro, o Grande, deu-lhe volta ao miolo. E tem passado por cima de muita coisa para tentar lá chegar, a vida de mais de um milhão de cidadãos russos sacrificados nessa caminhada parecem não o incomodar, minimamente.

Penso que a convivência com essa personalidade é a culpada do estado de saúde (mental) do presidente dos States. Se ele pode, eu também posso, deve ter pensado! E as notícias veiculadas na imprensa mundial sobre as riquezas acumuladas por Putin, desde que assumiu a chefia do país, despertou-lhe a cobiça. Ele ficou rico a governar um país pobre como a Rússia, eu posso ficar muito mais a governar o país mais rico do mundo!

Começou por mandar aumentar em 150% as comparticipações para a Nato, continuou com a história das tarifas impostas a todo o mundo e assaltou agora a Venezuela para lhe ficar com o petróleo. Quer fazer da Faixa de Gaza uma Riviera do Médio Oriente, construindo e vendendo propriedade construída com dinheiro dos outros em terra que lhe não pertence. Assim, não tarda, multiplicará os seus 1.400 milhões, dez vezes e talvez ultrapasse a riqueza do velho Warren Buffett, cuja fortuna já ultrapassou os 40 mil milhões.

E o domínio da Groenlândia, mais que para se proteger de russos e chineses, cheira-me a negócio de minérios raros que lhe faltam em casa. E agora deu-lhe na maluqueira de reunir em Davos os dois grandes líderes comunistas, Jimping e Putin que somados a ele próprio compõem o trio dos mais poderosos do planeta. Imagino o tamanho do ego dele, qualquer dia dá um estouro como o sapo que também queria ser o maior lá do sítio!

O Criador tem mais que fazer do que atender às minhas maluquices, mas peço-lhe que pense nos milhões de inocentes que esta criatura pisa debaixo dos seus pés todos os dias e lhe mande uma doençazinha daqueles deixam um gajo a babar-se todo e sem dizer coisa com coisa. Daí talvez o internem e arranjem alguém menos doido que ele para gerir os destinos de todos os "native and non native americans"!

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Principiante toda inchada!

 Portadora de uma carta de condução tirada há não muito tempo, ela conduzia um Volkswagen carocha, tranquilamente, por entre searas de trigo a ondular ao vento, no saudoso Alentejo que não existe mais. Do nada (como os jovens dizem agora) o motor parou. Ela desandou a chave várias vezes, mas o motor de arranque não deu qualquer sinal.

Naquele deserto e sem saber muito bem o que fazer, saiu do carro, foi até à frente dele e abriu o capot.

Oh, não, disse ela levando as mãos à cabeça, roubaram-me o motor!



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

The day after!

 O dia seguinte é sempre a altura certa para fazermos a nossa avaliação daquilo que acabou de acontecer. Esta noite não dormi, praticamente, nada e não foi por causa das eleições, mas por causa da minha saúde que me levou ao hospital para fazer uma biópsia necessária para determinar o tratamento que terei que fazer ao meu sangue que anda meio avariado. Deu para acompanhar os vários programas que estavam no ar nos vários canais televisivos.

E ouvindo-os falar, os comentadores, comecei a formar a minha opinião sobre o que correu mal aos 8 dos 11 candidatos. Os 3 primeiros conseguiram um resultado parecido com aquilo que eu imaginaria. Talvez uns 2 ou 3% mais para o Seguro e os mesmos 2 ou 3% a menos para o Ventura e com o Cotrim a conseguir aquilo que eu previa. Nos outros 8 é que está a encrenca!

O Almirante e o Marques Mendes espalharam-se ao comprido por culpa própria. Um começou a dizer que se revia  no Mário Soares, sabendo que há muitos milhares de portugueses que consideram o Marocas um crápula que viveu à custa do erário público até morrer, depois da enorme bronca que já tinha provocado com a descolonização que pôs meio Portugal contra ele. Se juntar a isso o caso no NRP Mondego e o castigo que distribuiu por sargentos e praças da tripulação, está explicado o mau resultado.

Já o Marques Mendes tem um passado pouco glorioso, como rapaz dos recados de Cavaco Silva e pouca gente gosta dele. E depois foi fatal a história do facilitador de negócios em que ele se transformou, depois de abandonar a política activa, e que o Almirante trouxe para o debate e transformou a sua campanha tornando-a num lamaçal que os enterrou aos dois.

Os restantes 6 candidatos são um autêntico paradoxo que só em Portugal podia acontecer. São 3 comunistas e um sindicalista que eu meto no mesmo embrulho, portanto são 4 que se deveriam ter reunido no início do processo e formar uma aliança de esquerda que seria representada nas eleições pelo melhor dos 4. Não o quiseram fazer, por razões que ninguém entende e enterraram-se, vergonhosamente.

Os 2 últimos são dois não políticos, o Manel da viola e o desconhecido Humberto que resolveram concorrer para mostrarem que estão vivos e não gostam dos muitos políticos que já temos na nossa praça. Votem em nós que somos tão bons ou tão maus como todos os outros. Claro que ninguém alinha nisso, uma escolha do PR é uma coisa séria!

Em face dos resultados que já são conhecidos, eu gostaria de fazer uma sugestão ao André Ventura. Agendar uma reunião urgente com o Montenegro, o Marques Mendes, o Cotrim de Figueiredo e o Almirante e discutir o apoio que espera deles. Ou eles declaram publicamente e sem sombra de qualquer dúvida que aconselham quem votou neles a apoiar o Ventura, ou ele desiste da segunda volta e poupa tempo e dinheiro aos portugueses.

Com 8% de desvantagem para o Seguro e todas as sondagens a considerá-lo desde já derrotado, eu no lugar dele nem campanha faria, a menos que tivesse o apoio declarado de todos aquele que são supostos lutar contra o Socialismo que nos tem amordaçado, desde os tempos do Mário Soares. Acresce ainda que ele não tem a mínima vontade de ser presidente, ele quer ser o líder, cada vez mais forte, da "Direita" no Parlamento.

A luta contra o Montenegro e os arranjinhos que ele possa cozinhar com os socialistas para aprovação de leis é o que lhe vai na alma. Indo para Belém e ficar por lá perdido, durante 5 anos, arrisca-se a passar ao esquecimento na cabeça dos eleitores portugueses. Desistindo, em favor do Seguro, tê-lo-íamos de volta ao Parlamento focado naquilo que é importante agora. Há uma mudança que se exige e só com um Parlamento forte e unido a conseguiremos fazer.

Saúde, habitação e Educação requerem reformas de fundo que o governo tem que fazer. E faz falta no Parlamento um político determinado como o André Ventura para pressionar o Primeiro Ministro para que isso aconteça. Espero que ele adivinhe os meus pensamentos e entregue o cargo ao Seguro para ele ficar ainda mais inhado do que já estava, ontem à noite!

Os 3 primeiros, os dois que se seguem e os 6 restantes,
4 comunas e dois protestantes!

domingo, 18 de janeiro de 2026

O dia "D"!

 

Aí estão eles, 14-3=11 Nada de cruzinhas nos 3 excluidos

Hoje, não há muito a dizer ou fazer, é ir lá pôr a cruzinha num deles e logo à noite ver quem são os dois escolhidos. Os outros 9 podem ir para casa fazer companhia aos 3 que o Supremo Tribunal não autorizou que concretizassem a sua candidatura.

A seguir ao Cotrim de Figueiredo, no Boletim de Voto, aparece um Humberto Correia de quem nunca ouvi falar nem apareceu no meu televisor, durante toda a campanha. Quem será ele? Um dos que deveriam ser rejeitados, mas à última hora conseguiu fazer passar a sua candidatura? É mais um caso estranho que, se calhar, nunca verei esclarecido!

É mau sinal o sorteio ter ditado que o Senhor Almirante ocupasse o último lugar no dito Boletim, dá azar! Já não bastavam as sondagens todas a pô-lo em 5º lugar, até o maldito sorteio o empurrou lá para baixo. No princípio estava convencido que ele daria uma abada aos outros candidatos, hoje tenho as minhas dúvidas.

Bem, vou desligar esta geringonça, desfazer a barba e pôr-me a caminho que ainda é longo e eu sou lento como a tartaruga! Logo à noite, antes de ir para a caminha, ainda sou capaz de passar por aqui e deixar um comentário para mostrar como estava certo, ou errado, nas minhas previsões!

sábado, 17 de janeiro de 2026

A reflexão!

Durante o dia de hoje e amanhã, até ao fecho das urnas, não se pode dizer uma palavra que possa influenciar o eleitor. Vamos assumir que são 5 os candidatos que, segundo as sondagens, podem aspirar à passagem à segunda volta. Os fãs do Manel Vieira, do Jorge Pinto, da Catarina, do António Filipe e do André Pestana ficam assim sem ninguém em quem votar, ou seja, votar nos seus ídolos políticos vale zero.

O que eu ia dizer é que sendo proibido falar nisso, quem vai descobrir o que se passa nas redes sociais, aqui nos blogs, por exemplo? Será que vão pôr a IA a controlar essa cena e ainda me arranjam problemas pelo que disse no parágrafo anterior? Acreditem se quiserem, mas escrevi aquilo apenas por provocação. Metade dos portugueses estão, tal e qual, como eu, não sabem em quem votar, tanto me vale votar num como no outro.

Excluindo, está claro, o Ganda Nóia, Marques Mendes, que nesse eu nunca votaria nem que ele viesse com umas asinhas de anjo e uma auréola dourada sobre a careca! Ele em Belém e o Monteverde, em S. Bento, havia de ser bonito, transformariam o país num bordel em 3 tempos!

Bem, fora a provocação que acabei de fazer, o assunto que eu tinha escolhido para a minha publicação de hoje, era a falta de médicos no SNS, em especial, e em Portugal, no geral. A Ordem dos médicos sempre lutou por controlar as faculdades de medicina e deixar formar, em cada ano lectivo, um número de alunos que não prejudicasse o seu negócio. Sem concorrência é mais fácil dominar o mercado e ter os clientes presos pelos "tintins".

Ontem, vi nas notícias que há 4800 médicos estrangeiros inscritos na Ordem. Então para que serviu a restrição imposta pela Ordem, durante tantos anos? Vejam o que descobri na net:

No entanto, este número refere-se ao total de profissionais habilitados a exercer no país, e nem todos trabalham no setor público. De acordo com os dados mais recentes de janeiro de 2026:
  • Distribuição: Apenas uma minoria destes profissionais exerce funções no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
  • Dados do SNS (Novembro 2025): Havia 969 médicos especialistas estrangeiros e 333 internos a trabalhar diretamente no SNS.
  • Contexto Geral: O número total de profissionais de saúde estrangeiros (médicos e enfermeiros) em Portugal ultrapassa os 6.000. 

Beber do próprio veneno, chama-se a isso! E a culpa pela situação a que chegamos é dos governos que temos tido e se consideram muito democráticos. Limitar a admissão na Faculdade de Medicina a alunos que tenham médias de 19 ou 20 é um erro, especialmente, se acontecer aquilo que temos quase a certeza acontece, a compra dessas médias por quem tem poder e dinheiro para isso.

Deixem estudar quem o quer fazer! E o Estado deve abrir tantas faculdades de medicina quantas forem necessárias para formar esses candidatos. E depois obrigá-los a fazer serviço público, durante os 10 primeiros anos da sua carreira. É assim que eu vejo o assunto da falta de médicos, em Portugal, e espero que o novo PR que vai sair destas eleições, pense como eu e chame o PM a Belém para discutir este assunto, logo no primeiro dia de trabalho, ou seja a 10 de Março, pois o dia 9 está reservado para a cerimónia de tomada de posse.

E está feito! Por hoje é tudo, amanhã há mais!!!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Campanha? C'est fini!

 Felizmente, dizemos, hoje, adeus a uma campanha como não houve outra, desde a Revolução dos Cravos!

Por falar em Revolução dos Cravos, a política abandalhou-se desde então! Os candidatos comunistas que concorrem só porque sim e nenhum atinge 2% nas intenções de voto é a prova provada que ninguém neste país percebe o que anda aqui a fazer!

A candidatura do Manel da Viola serve ainda para provar que a nossa política chegou a um lugar feio e mal cheiroso que me abstenho de nomear aqui!

Pensei em fazer uma crónica que defendesse o meu ponto de vista neste acto eleitoral, mas desisti depois de ver as sondagens que as televisões nos mostraram nos últimos dias. Não quero ser mais um a criar atalhos para a desinformação!

Que cada candidato tenha a sorte que merece e que cada português vote, livremente, naquele que acredita ser capaz de defender a Constituição, a Democracia e o direito que os portugueses têm de ser bem governados!

Ao dizer "bem governados" quero dizer que deve demitir o Primeiro Ministro ou dissolver o Parlamento se se verificar uma situação de "desgoverno total", como está quase a acontecer com o teimoso do Montenegro!

Chegamos a uma situação em que tudo corre mal. A Justiça cada vez pior, a Habitação cada vez mais cara, a Saúde cada vez mais em crise, a Educação continua um desastre e o Primeiro Ministro a dizer ao Povo que nunca estivemos tão bem como agora!

Até Bruxelas já levantou a voz para criticar o aumento das casas e do cabaz alimentar. Sem razões que se entendam, as coisas continuam a subir e o governo a assobiar para o lado. Claro que a direita (no poder) é disso que gosta, com uma inflação entre 2 e 3% aumenta as coisas 5 ou 6% e mete a diferença no bolso!

São necessárias medidas correctivas e a não aparecerem cabe ao Presidente da República chamar o governo à pedra e exigir que essas medidas apareçam no programa e se vejam refletidas no Orçamento de Estado. Como lhe cabe a ele aprovar esse orçamento, deve questionar o Primeiro Ministro se adivinhar que o orçamento apresentado não prevê nada que possa causar essa mudança que se impõe.

O advento dos computadores devia reduzir o funcionalismo público em cerca de 20%. Aconteceu? Não tenho ouvido falar nisso, mas ouço muita gente a reclamar que são precisos mais professores, médicos e enfermeiros, ou seja, um aumento do pessoal pago pelo Estado e não o inverso!

Vou votar no meu candidato e esperar que a maioria dos portugueses façam o mesmo. Se a abstenção ultrapassar os 40% será um sinal de que o presidente eleito não representa todos os portugueses e esse é um dos males da nossa democracia. Talvez fosse altura de rever a Lei Eleitoral!

Na segunda ou terça feira, ocupar-me-ei da crítica aos eleitos e aos que ficaram à porta. Como terá que haver uma segunda volta, teremos que aguentar essa chachada por mais 15 dias. Haja paciência!!!

Eis os 11 magníficos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

O Irão a ferver, a Groenlândia gelada!

 E o Trump no meio a atiçar o fogo para nos queimar a todos!

Para ele o lema MAGA é pôr o mundo em guerra para ele lucrar alguma coisa com isso. As fábricas de armamento não param e isso é que lhe interessa. O negócio do petróleo anda pelas ruas da amargura e todo mundo só pensa na electricidade como combustível. Assim não dá, pensa ele, temos que enveredar por outro caminho!

O mundo dos microchips é o que está a dar. Tudo precisa deles para funcionar, desde o maior avião ou míssil até ao miserável telemóvel que cada um de nós carrega nas suas mãos 24 horas por dia. E para continuar a fabricá-los em quantidades industriais são precisos minérios diversos que se escondem nas tais "terras raras" que abundam na Ucrânia, na Groenlândia e noutros lugares, onde os Trumps desta vida já devem ter deitado o olho.

O mundo parece inclinado a seguir o caminho da guerra. Seria muito mais fácil, mais económico e doeria muito menos optar pelo caminho da paz, mas ... (aqui é que a porca torce o rabo) faltaria o emprego para muita gente e o mundo entraria em crise. Por outro lado, a população do planeta Terra continua a aumentar, o que é insustentável, e só há duas maneiras de travar esse crescimento. Uma pandemia ou uma guerra que elimine alguns (muitos) milhões de humanos.

Quando a solução é deste teor todos viram a cara para o outro lado, mas o problema é sério. Será o Trump um emissário de Deus que nos foi enviado para dar solução a este problema? Se não é parece! Fabriquem muitas armas, matem-se uns aos outros que o planeta não aguenta muito mais! Além de Trump ainda temos o Putin e o chinês Xi que, em nome do deu povo, são capazes de despoletar uma bomba atómica para provarem que têm razão!

Na religião católica há uma citação que me veio à lembrança, assim de repente, e que diz, mais ou menos, isto: - os caminhos do Senhor são insondáveis!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

As mentiras dos ministros!

Ontem como hoje, cada vez que um ministro faz uma promessa, é certo e sabido que é uma espécie de mentira elástica pela qual devemos puxar até que se transforme na realidade ansiada.

Este comboio que se vê na imagem era aquele que me levava até ao Porto para depois eu entrar na Linha do Norte e rumar a Santa Apolónia. E daí até à Doca da Marinha para apanhar a vedeta para a outra banda. Nos idos de 1990, como ministro do governo de Cavaco Silva, ele veio à Póvoa e quando lhe perguntaram se ia mesmo encerrar a Linha da Póvoa ele garantiu: Só quando tivermos uma autoestrada da Póvoa a Famalicão!

Na verdade, em 1995 a exploração da linha terminou, o que motivou um grande clamor entre a população do concelho. Só muitos anos depois, em Janeiro de 2005, chegaria a tal prometida autoestrada que levasse a Famalicão, num tempo razoável, aqueles que antes usavam o comboio. Durante 10 longos anos, viu-se o povo obrigado a usar a EN206, fraquita estrada nacional que atravessa os concelhos da Póvoa, Vila do Conde e Famalicão, levando quase uma hora para vencer uma distância que não chega a 30 quilómetros.

A ideia do Cavaco era provocar a mudança e investir no sector rodoviário, parar os comboios e construir autoestradas com os rios de dinheiro que a Europa pôs à sua disposição. Foi uma loucura que durou até ao governo de Sócrates e à chegada da Troika. Hoje, voltamos a receber dinheiro de Bruxelas, o mais que famoso PRR, para desfazer o que fizeram Cavaco Silva e Sócrates e mais alguns artistas aí pelo meio, tão bons ou melhores que eles a esbanjar dinheiro público.

No próximo quarto de século, iniciado a 1 de Janeiro do corrente ano de 2026, teremos uma Linha (ou duas, ou até três) de Alta Velocidade para atravessar a Espanha e chegar a França e Alemanha em pouco mais tempo do que leva um avião, contando com as horas que se perdem nos aeroportos, seja no check in ou no check out. Isto para tirar alguns aviões da nossa atmosfera que, está provado, são os maiores poluidores. Ao mesmo tempo, vamos construir um enorme aeroporto para acomodar os tais aviões que não queremos que levantem voo.

Pelo que acabei de escrever, sou obrigado a concluir que estávamos errados no tempo do Cavaco, tal como no tempo de Sócrates e, se calhar, estamos ainda mais errados no (presente) tempo de Montenegro. Sou obrigado a concluir que comboios, autocarros e camiões, assim como autoestradas, aeroportos e linhas férreas são apenas meios de motivar a economia, gerar empregos e manter o mundo em marcha.

Ninguém estava errado, excepto o Ministro Ferreira do Amaral que não tinha nada que vir à Póvoa dizer que o comboio para Famalicão só pararia depois de inaugurada a prometida autoestrada, coisa que demorou quase 10 anos a acontecer. Dez anos é muito tempo e a mentira ultrapassou tudo aquilo que seria aceitável! 

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Os seguidores de Che!

 


Qualquer pessoa com dois dedos de testa compreenderá que a ilha de Cuba só será feliz, quando se der bem com os Estados Unidos. Um pobre e um rico a viver lado a lado acabará sempre por se transformar numa parceria do tipo "patrão-empregado". Nada de estranhar, é a nossa sociedade (cultura) a funcionar.

Quando o Raul Castro se retirou do poder e o entregou, de mão beijada, ao Miguel Diaz-Canel, eu pensei que estaríamos a entrar numa nova era, uma era de relações amistosas com o vizinho rico que encheria a ilha de investimentos e de turistas que haveriam de melhorar a vida dos cubanos, de um modo ou de outro.

Mas não aconteceu, pelo contrário, acho que as coisas até pioraram. Os pobres cubanos a viver do cultivo da cana de açúcar e do tabaco não vão a lado nenhum e as esmolas que recebem da Venezuela ou da Rússia são meros remédios para os manter vivos e à disposição do comuna-chefe para o que der e vier. Cuba não é mais que um posto de sentinela avançado de Moscovo para manter o vizinho debaixo de olho.

Todos percebemos isso, porque não o vêem assim os cubanos? Terá a ver com repressão, como acontecia na Venezuela de Maduro? Até pode ser, mas não se tem ouvido falar disso, desde que El Comandante passou as fronteiras do Além. Havia até uma associação em Miami que ajudava os cubanos a lutar contra a repressão política e arranjava maneira de os sacar de Cuba se viam a vida deles em risco.

Já vai longe o tempo de Che Guevara, mas parece que há ali muita gente que se continua a reger pela sua cartilha. A mim parece-me um estigma da pobreza, és pobre tens que ser comunista! Mais uma vez vem-me ao pensamento aquela ideia da colonização luso-espanhola que deixou de herança àqueles povos a nossa pobreza natural. Em Portugal e Espanha só o Rei e os fidalgos da corte eram ricos, todo o resto é uma miséria franciscana. 

Já os países do norte, colonizados por ingleses e franceses, deram origem a países ricos e bem sucedidos, como os Estados Unidos ou o Canadá. Num caso usou-se o truque da miscigenação para dominar os nativos e escravos importados de África, enquanto que no outro lhes meteram bala no corpo e os eliminaram do mapa, pura e simplesmente. Não posso dizer que essa solução não venha ainda a jogar contra eles, pois já se vêem algumas manifestações dos peles-vermelhas (native americans) a reclamar o que era seu.

No entanto, não os acho uma cambada de palermas como os comunas da América do Sul, antes pelo contrário, já participam na vida política dos seus países e um dia (que não virá longe) poderão candidatar-se aos mais altos cargos da nação. A Educação e a Cultura são o caminho certo para se chegar onde se quer e os índios modernos estudam nas universidades, como qualquer outro cidadão americano.

Temos 3 a 4 gerações em cada século e já lá vão mais de dois séculos em que as américas não vivem em função dos emigrantes idos da Europa. Quer isto dizer que os novos americanos se sentem tão donos das terras em que trabalham como os peles-vermelhas que lá viviam, quando os seus avós chegaram como colonizadores.

Não sou um estudioso da História de Cuba, mas penso que a maioria do povo que habita essa ilha são netos e bisnetos de antigos escravos negros, cuja pele foi clareando com as sucessivas misturas de sangue com povos europeus de colonizaram a ilha. Aliás, um pouco como sucede em todas as ilhas do Mar das Caraíbas. A sua pele é mais clara, mas a herança de pobre mantém-se lá dentro dessa mesma pele!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Rola a bola!

Nesta altura de campanha eleitoral e a maluqueira do presidente americano a fazer das suas, a cada dia que passa, até o futebol parece ter desaparecido das televisões e da nossa vida. Mas, como bons portugueses que somos, nós mantemos sempre um pouquinho da nossa atenção para esse desporto que movimenta milhões, tanto de pessoas como de dólares, euros ou libras.

O meu neto mais velho, técnico de Multimédia, foi enviado para Jedah para cobrir o campeonato Sub 23 dos países asiáticos. Por coincidência o jogo da Supertaça de Espanha, entre o Barça e o Real Madrid, jogava-se no estádio ao lado daquele onde o meu neto estava a trabalhar. Perguntei-lhe se tinha visto o jogo do Barça e respondeu-me que não, pois estava a trabalhar.

O Barcelona conseguiu, com alguma sorte, levar o troféu, mas, sem dúvida, tem uma equipa de artistas que dá gosto ver jogar. O Real tem 2 ou 3 craques que, num instante de inspiração, podem resolver o jogo, mas um Barça tem uma equipa completa que funciona como uma troupe circense. Jovens talentosos, como o Lamine Yamal, etc..

O Rúben Amorim foi despedido do Man United, mas isso não lhes resolveu o problema, pois no jogo seguinte foram eliminados da Taça. Agora está no desemprego, mas com os bolsos recheados pelos milhões que o United terá que lhe pagar por quebra de contrato. De qualquer modo, não lhe faltará trabalho, com os dois campeonatos que granjeou para o Sporting ganhou fama e será disputado por grandes equipas, começando pelo próprio Sporting que o gostaria de ter de volta, ou o Benfica que não atina com o caminho a seguir. Nem o Mourinho conseguiu meter aquilo na ordem!

A Taça da Liga foi para Guimarães, nem o Porto, Sporting ou Benfica conseguiram chegar à final e o duelo para decidir quem ficava com a Taça foi entre os dois grandes do Minho, o Braga que era o favorito e o Guimarães que se estreou na conquista deste título. Começaram a chamar "Campeão de Inverno" ao vencedor deste troféu e assim o Vitória de Guimarães é o dito campeão de inverno da nossa Liga.

No nosso campeonato que sofreu uma interrupção para a dita Taça, continua tudo na mesma miséria, com o Porto isolado em primeiro lugar e o Sporting e Benfica a persegui-lo, mas sem grandes hipóteses de o alcançar, Há já quem aposte o título já está entregue, mas falta ainda muito campeonato e o Porto, mais cedo ou mais tarde, poderá (deverá) tropeçar e cá estaremos para reorganizar a classificação. Agora, terminada a primeira volta, ficou assim ordenada: 


Os meus clubes predilectos, Benfica e Gil Vicente, ocupam o 3º e 4º lugar, embora separados por muitos pontos, não sei é se será muito tempo. Deixemos acontecer a jornada 18 e depois poderemos ver como as coisas ficam. O Benfica joga no sábado com o Rio Ave, em Vila do Conde, mas antes ainda tem que defrontar o Porto na Quarta feira para a Taça de Portugal. O Gil Vicente tem o Braga a pisar-lhe os calcanhares e recebe em casa o Nacional de Madeira que tem dado alguns desgostos aos seus adversários.

Que se desunhem como puderem, afinal são eles que ganham os carcanhóis para nos oferecerem o espectáculo, nós limitamo-nos a assistir e aplaudir a sua actuação!!!

domingo, 11 de janeiro de 2026

Como fazer dinheiro?

Para ver o video clicar em "Ver no Youtube"

Quem não ambiciona ser rico?

Acho que não há ninguém neste mundo que não preferisse ser rico em vez de pobre! Não admira, portanto, que logo que entendam como funciona o mundo moderno, se ponham à procura do meio mais rápido e eficaz de fazer dinheiro. Uns vão pelo caminho certo, para outros qualquer caminho serve desde que os conduza ao destino que pretendem.

Vem isto a propósito do nosso conhecido político americano, Donald Trump, querer tudo o que cheira a dinheiro. Grande negociante imobiliário e com interesses em todo lado, apresentou-se a eleições nos EUA para ser o rei do mundo. Dinheiro ele já tem a rodos, agora também quer a fama. Mas não rejeita qualquer hipótese de juntar mais umas migalhas à sua fortuna.

Gente menos famosa que ele, mas igualmente ambiciosa, aproveitaram as oportunidades possíveis por se agarrar ao negócio do petróleo que, na Venezuela, jorra a céu aberto e só pede que o tirem dali. Outros que não gostam de sujar as mãos no líquido viscoso, foram por outro caminho, menos legal, mas também muito lucrativo. Não tanto para os desgraçados que andam pelas encostas andinas a plantar e colher as folhas de coca, mas para os que vendem o pó branco que tem grande procura em todo o mundo.

Uma vasta zona que inclui os países andinos da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru, além da Venezuela que ainda há quem veja como uma província da Gran Colômbia, em que a planta da coca tem o seu habitat natural e traz a quem a cultiva um meio de subsistência.

Desde o tempo dos escravos africanos que se cultiva a folha de coca naquela zona do mundo. Assim como os agricultores do Azerbeijão se dedicam a cultivar papoilas de ondem extraem o ópio que é famoso e, legalmente, consumido em todo o Oriente. A folha de coca é mastigada para dar energia ou fazer esquecer a fome de quem desempenha árduas tarefas. E também usada para fazer uma espécie de chá (mate de coca) que anima quem o toma.

Mas o produto mais lucrativo e que é exportado para os 4 cantos do mundo é aquele pozinho branco a que se dá o nome de cocaína e que segundo o Trump é levado para o seu país em doses industriais e está a dar cabo da saúde aos jovens americanos que a consomem para esquecer os problemas do dia-a-dia, tais como serem enviados para a guerra, como aconteceu no Vietnam e pode acontecer de novo, se o presidente continuar a chatear meio mundo.

Portugal é uma das portas de entrada no continente europeu, mas não a única. Por via marítima os traficantes chegam a todos os portos europeus, ou costas mais acessíveis, onde a desembarcam clandestinamente. Cada vez são maiores as quantidades enviadas e vai longe aquele ideia de um pacote de Kilo. As últimas apreensões ascendem a milhares de toneladas.

O Brasil pela proximidade com os produtores e pela facilidade de falarem a nossa Língua, é o maior intermediário entre os produtores e o mercado da Europa com passagem por Portugal. Dizem por aí que há um excesso de produção e que preços do produto caíram. Quanto mais baixo for o preço, maiores serão as quantidades para garantir aos produtores a mesma receita.

Esquecendo a droga e voltando ao petróleo, o Trump reuniu alguns dos maiores refinadores de petróleo para garantir o escoamento do produto e aproveitar ao máximo as capacidades de refinação instaladas na América, mas eles mostraram-se receosos, pois a Venezuela ainda é dominada pelos chavistas e ninguém sabe ainda como esta aventura do presidente americano irá terminar. Ele diz que governará a Venezuela até que os venezuelanos entrem nos eixos, exactamente, o mesmo que quer fazer o Putin, na Ucrânia, mas isso é mais fácil de dizer do que fazer.


Veremos como tudo isso vai terminar! Ainda serão disparados muitos tiros e muitas palavras serão pronunciadas por conta destas guerras modernas, mas vai ser difícil conter as ambições de Trump e Putin e outros como eles! Ainda, nos últimos dias ouvi falar no famoso míssil russo, o poderoso Oreshnik, que teria sido disparado em direcção ao noroeste da Ucrânia e que mete medo a toda a gente!

sábado, 10 de janeiro de 2026

A matéria de hoje!

 Tinha pensado dedicar umas linhas àquilo que se vive na Venezuela, mas, por falta de tempo, não acontecerá hoje. E depois, a situação ainda está um tanto confusa com os venezuelanos divididos em dois grupos, os que querem e os que não querem o Maduro de volta. Mais vale deixar o relógio girar os ponteiros por algum tempo, pois o tempo é um grande mestre.

E termino com uma historieta passada num quartel militar em que o sargento responsável pela secretaria tinha, em cima da secretária, um daqueles cestos com 3 prateleiras para o correio que recebia. Um dia mudaram-lhe o ajudante e ele estava a dar-lhe a primeira lição sobre o seu novo trabalho na secretaria. E então dizia ele, apontando para o cesto, abres o correio, vês qual é o assunto e pões na prateleira de cima os assuntos urgentes, na do meio aqueles que o tempo resolve por si só e no de baixo os outros que nem eu, nem tu, nem o tempo conseguem resolver!