quarta-feira, 2 de abril de 2025

Passou-se para o outro lado da trincheira!

 Há muitos anos, desde o fim da II Grande Guerra, que o presidente dos Estados Unidos da América era o paladino do mundo ocidental, contra o poder vermelho vindo do lado de lá da cortina de ferro. Era um mundo bipolar em que a China não aparecia ainda como um interessado no assunto da política global.

Agora, desde a eleição de Donald Trump, tudo mudou. A China aparece cada vez mais forte a reclamar um lugar na História e, se possível, passar à frente dos outros dois players. Cada um dos 3 líderes conta as armas que tem e os trunfos que pode jogar para ficar em vantagem. Trump, Putin e o líder chinês Xi já fizeram saber o que cada um quer e daquilo que não abdica em circunstância alguma.

O Trump já disse ao Putin que concorda com tudo o que ele quer, desde que não se meta com o que fica a ocidente do Oceano Atlântico. O Putin quer acesso livre ao Mar Bático e Mar Negro, além de mandar em tudo o que fica da Bielorrússia até ao Estreito de Béring, com tendência para que não fique nenhum país livre entre a Rússia e a China. O Xi quer Taywan e, se possível, as Filipinas para ter acesso livre ao Oceano Pacífico.

Tudo o que, hoje, conta são os recursos naturais, quem os tem, quem os quer, quem os compra ou quem os toma pela força (como está a fazer Putin, na Ucrânia, no Mar Negro e em toda a zona a leste deste mar). Hoje é o urânio, o lítio, além de uma dúzia de outros menos conhecidos, dentro de alguns anos poderá ser a água potável.


O presidente dos Estados Unidos deixou de ser o representante do mundo ocidental, está-se marimbando para a NATO, para a ONU e para a OMS, quer ficar na História Universal como o homem que alargou o seu império até ao Polo Norte, que foi à Lua e preparou o caminho para os seus governados chegarem a Marte. A Inglaterra e o resto da Europa que se danem, não é assunto que lhe roube o sono.

Hoje, dia 2 de Abril de 2025, começam a aplicar-se as tarifas alfandegárias impostas por Trump (ele não quis que começasse ontem, para não ficar conotado com o dia das mentiras), com o ferro, o aço e os automóveis, em primeiro lugar. Coisas como o queijo ou o vinho podem vir de seguida e isso afectará Portugal. Os países que se sentirem lesados tentarão fazer o mesmo e no fim todos ficarão a perder, pois a confusão e a burocracia tomarão conta das trocas comerciais tornando tudo mais caro para todos.

Estudar o assunto em pormenor e decidir qual a solução a adoptar, sempre que haja um desequilíbrio na balança de transações, seria o mais aconselhável, mas o Trump está numa de obrigar todos a pagar com língua de palmo pelo que tem acontecido num passado recente, sem pensar quem é o culpado pela situação. Basta pegar no exemplo dos automóveis, os americanos preferem os carros europeus e não pegam nos americanos. Porquê? Porque os construtores americanos não querem saber do gosto dos seus clientes, ignorando a questão do conforto, da economia, etc..

A Europa comunitária devia estar preparada para formar um quarto polo de força para se opor aos outros três, mas não consegue falar a uma só voz. A separação das Ilhas Britânicas é um problema, mas não é o único. As muitas guerras travadas nos últimos dez séculos, entre os povos europeus, cavaram fossos muito difíceis de atravessar. Os povos do Báltico ou dos Balcãs não estão em sintonia com os grandes da Europa, assim como estes não estão entre si. Pôr a Alemanha, a França, a Itália e o Reino Unido falar a uma só voz, é pouco menos que impossível.

E nomear um deles para falar em nome de todos seria um ataque à democracia, nem pensar nisso de pode. A Sr-ª Von der Leyen e o António Costa andam em bolandas, de um lado para o outro, mas ninguém quer saber (muito) daquilo que eles dizem e fazem. Parece um duelo de surdos. Lembram-se dessa anedota que conta o diálogo entre dois amigos que se cruzam na rua, em que um deles carregava um cesto e uma cana de pesca?

- Então, vais à pesca, diz o primeiro.
- Não, vou à pesca, responde o outro.
- Ah, vi-te com a cana, pensei que ias à pesca!

Que Deus nos ajude e livre destes imperadores de pataco!


terça-feira, 1 de abril de 2025

Não há Estrelas no céu!


Era nisto que pensava ontem, enquanto ia escrevendo aquelas desajeitadas quadras! Mas não me veio à lembrança quem era o autor das palavras. Assim, hoje, decidi esclarecer as coisas obrigando-me a pesquisar quem tinha dito "tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover".

E aí está ele, o mais que famoso Chico Fininho e grande músico português da actualidade, isto é, o Rui Veloso!

Espero que gostem deste seu poema à Primavera!

segunda-feira, 31 de março de 2025

Dia de sol a aquecer os nossos corações!

O último dia de Março, amanheceu com sol
Não é coisa rara, na Primavera assim deve ser
Mas dizem que de pouca dura será este gozo
Pois amanhã, diz quem sabe, voltará a chover!

Uma vez que a água é fonte de toda a vida
E teme-se que, no futuro, ela venha a rarear
Eu deito foguetes cada vez que a vejo cair
Barragens a encher e o medo da seca passar!

Se eu fosse mesmo um grande poeta
Ao sol faria versos, quando ele brilha
E mais versos ainda quando se esconde
Dando a vez à chuva como a sua filha!

Filho de peixe sabe nadar, reza o ditado
Estamos pois em boas mãos, digo-vos eu
Que do sol me escondo cada vez que vem
E água da chuva sou um dos que já bebeu!

Coisas que alegram os nossos dias
Venham elas, se possível aos montes 
muito sol esturrica a terra, seca tudo
A chuva enche os nossos rios e fontes!

Mas nada de extremos, é o que peço
Temperadinho é aquilo que se quer
Deus me livre de todos os exageros
Mantenha o equilíbrio homem/mulher!

domingo, 30 de março de 2025

Porque será?


 A vida ensina-nos muita coisa, basta estarmos atentos aos sinais!

Nunca fui grande passeante, conduzi muitos quilómetros a admirar a paisagem da janela do meu carro, mas pôr as perninhas a bulir nunca foi uma prioridade. Passei a minha vida sentado e agora que sou reformado continuo, exactamente, no mesmo ritmo. Aliás, não poderia ser de outro modo, pois toda a vida fugi de dar movimento às pernas, agora são elas que não aceitam a minha voz de comando.

Esta observação faz-me recuar no tempo até ao ano em que arranjei o primeiro emprego, depois de uma vida de estudante. Tinha apenas 17 anos, mas já costumava refilar, quando as coisas não funcionavam como eu queria. Esse emprego consistia em apontar a produção de cada tecedeira, numa fábrica têxtil de Vila do Conde. Tinha um chefe, na casa dos trinta, e mais 4 colegas que se revezavam para cobrir os dois turnos da secção em que estávamos inseridos. O terceiro turno, da meia noite às 08H00, não funcionava na nossa secção.

O meu local de trabalho constava de uma grande mesa - cerca de 3 metros de comprimento por 1,5 de largura - onde as tecedeiras depositavam a carga que traziam em braços, o tecido que o seu tear tinha produzido no último turno. Para marcar o tecido com os dados que constavam da plaqueta que estava pendurada no tear e que a tecedeira trazia com ela sempre que se deslocava à nossa secção, nós usávamos uma enorme esferográfica que era carregada com um decilitro de tinta, daquele tipo que nunca mais sai do pano por mais que seja lavado.

As 9 horas de trabalho diário eram passadas com a barriga encostada à mesa e os cotovelos apoiados nela para poupar as pernas que, ao fim de umas poucas horas começavam a doer. Por vezes tinha uma bicha de 3 ou 4 tecedeiras esperando ser atendidas e depois disso podia passar 1 hora sem aparecer nenhuma, ou seja, uma "chatura" de trabalho. Numa dessas ocasiões em que estava parado e já me doiam as pernas, perguntei ao chefe: - porque temos que trabalhar em pé se sentados faríamos, exactamente, a mesma coisa?

O homem que já ali trabalhava há uma dúzia de anos e nunca lhe passara pela cabeça questionar o seu chefe, a respeito deste assunto, olhou para mim como se eu fosse uma ave rara e respondeu-me que não estando satisfeito podia ir-me embora, pois outro viria para o meu lugar em menos tempo do que eu levo a contar a história. Trabalhei ali durante 13 meses e depois entrei para a Marinha de Guerra Portuguesa.

Nunca me esqueci desta peripécia e no desempenho das minhas funções de chefe de secção sempre procurei dar aos meus trabalhadores as melhores condições para eles desempenharem as funções a que estavam obrigados. Se o podiam fazer sentados, nunca os obriguei a trabalhar em pé. Havia horas em que o trabalho era pesado, carregar e descarregar camiões, e nessa altura todos colaboravam no esforço para que os condutores não perdessem muito tempo.

Até eu que era o grande chefe colaborei nessas cargas/descargas para lhes incutir ânimo e acelerar a operação. Bons tempos esses em que as pernas me obedeciam! Eu tinha um escritório com 12 funcionários e um armazém com mais de mil metros quadrados para gerir. Andava de um lado para o outro de modo a que todo o mundo se sentisse vigiado e cumprisse as suas tarefas. Mas a maior parte do tempo era passada sentado à secretária, a atender telefonemas de meio mundo e a despachar papelada relacionada com o serviço.

Agora, limito-me a percorrer os 20 metros de trajecto entre a sala de estar e a cozinha, cada vez que soa o clarim avisando que é hora da refeição. A meio do percurso fica o quarto de dormir, onde passo umas horas, não muitas, entre a meia-noite e as 7 da matina. E até para percorrer estes 20 metros de ida e outros tantos de volta, as minhas pernas refilam que se farta!

E aí sinto-me subjugado por aquele dito popular que afirma que: - quem andou já não tem para andar!

sábado, 29 de março de 2025

O Muro das Lamentações!

 

Como podem ver, muro até tenho, não sei é se vale alguma coisa ir para ali lamentar-me!

Esta semana não foi fácil, na terça fui ao Porto almoçar com um primo que não conhecia, porque achei que já era tempo de pôr de lado velhas zangas que herdamos dos nossos pais, mas que a nós nada nos dizem. Ele trabalha na CP e a sua base é a linda Estação de S. Bento. Aquilo por lá anda tudo em obras por causa da nova linha de Metro que vai dali para a Casa da Música. Obrigou as minhas perninhas a dar mais uma ou duas centenas de metros, coisa para que elas não estão bem treinadas.

Na quinta, fui ao meu mecânico buscar o carro que lá tinha deixado para fazer a tal inspecção anual que me custou 300 mocas! Pela primeira vez, usei o meu cartão de antigo combatente para ir de autocarro que passa e para mesmo em frete da porta do meu mecânico. Essa parte foi a mais fácil, o pior estava para vir.

Como só pego no carro em última análise aproveitei para ir às compras. Na primeira paragem aviei a lista da minha parceira que tinha alguns artigos esgotados na sua despensa. Depois, rumei à Cooperativa dos agrários, onde costumo comprar milho e rações para os meus galináceos que vivem ao fundo do quintal para me garantir meia dúzia de ovos frescos todos os dias. Um bife com ovo a cavalo só é bom se a carne e o ovo forem de boa qualidade.

Vocês até podem nem acreditar, mas andar a sair e entrar do carro, além de carregar com uns bons quilos de compras, deixa-me de rastos. O pace-maker é bom para acelerar os batimentos cardíacos, mas não me ajuda, quando começo a abafar e não consigo meter nos pulmões o oxigénio suficiente para manter a máquina em movimento.

Como resultado disso, fui obrigado a telefonar à minha cara-metade e dizer-lhe para se pôr à porta e se preparar para descarregar e arrumar a tralha todo que eu já não conseguia dar nem mais um passo. Eu teria ainda que ir à procura de um lugar vago para estacionar o carro, pois aqui, nas proximidades da estação terminal do Metro, onde moro, não sobra nenhum, entre as oito da manhã e as mesmas da noite. Sorte minha, encontrei um ao virar da esquina, a menos de cem metros da minha porta.

Hoje, último sábado do mês, é dia de almoço com os «filhos da escola». Telefonaram-me a perguntar se eu ia e eu respondi-lhes que ia se me viessem buscar, ao que eles responderam ... sem problema, às 12H30 está aí o nosso Uber!!! Esta parte não faz parte das lamentações, serve para aliviar as ditas!!!

sexta-feira, 28 de março de 2025

GUERRA NA UCRÂNIA!


Zelensky afirmou, em Paris, que Putin morrerá em breve.

E deixou todo o mundo de olhos arregalados. A que se referiria ele? A um problema de saúde desconhecido do mundo? Ou de um plano ucraniano para eliminar o ditador russo que invadiu e destruiu o seu país? Qualquer um dos dois seria bom para os ucranianos, para os europeus e para o mundo em geral!

Com os Estados Unidos, guiados por Trump, a interessar-se mais pelos negócios envolvendo matérias primas de que todos têm falta e a Europa a prometer muito e fazer pouco para ajudar a Ucrânia a fazer recuar o invasor, chegamos a um ponto em que algo terá que acontecer para pôr ordem no mundo.

O Japão que também se sente prejudicado pela actuação do presidente americano já sugeriu encharcar o mercado mundial com títulos de dívida americana - diz-se por aí que possui um trilião de dólares desses títulos - e provocar a queda do dólar. Isso faria o Trump pensar duas vezes e talvez voltar atrás na sua guerras de taxas (tarifas).

Os tigres asiáticos, por um lado, os EE UU e a UE por outro estão a colocar os sus peões em campo para não ficarem a perder nesta nova conjuntura internacional. E, claramente, a Rússia de Putin também não quer ficar para trás, por isso está a jogar todos os trunfos que tem para se aguentar na luta. Mas, na realidade, pouco mais tem que as 5.500 ogivas nucleares que assustam meio mundo e, como ninguém acredita que venham a ser usadas, valem tanto como um ovo choco.

E voltando ao presidente Zelensky, o que saberá ele que os outros desconhecem? Terá ele descoberto uma maneira de neutralizar o urso russo? Mandá-lo ter com Lúcifer, no inferno, seria a melhor solução, mas não sabemos o que se passa na cabeça do bravo Zelensky. O que sabemos é que ele tem conseguido resultados nunca esperados contra um exército dez vezes mais poderoso que o seu.

Vejam e oiçam o que se diz no video e perceberão melhor o que eu quero dizer!

quinta-feira, 27 de março de 2025

A Alice e a Ana!

 Quando me enfiaram p pace-maker debaixo da pele, por cima do mamilo direito, disseram-me que sofria de arritmia grave e teria que ficar a tomar um medicamento para evitar os coágulos e o concomitante risco de sofrer um AVC. Sem bases para discutir o assunto com as sumidades cardiológicas do Hospital limitei-me a ir à farmácia e comprá-lo. Que remédio! Essa foi a fase da Alice.

Passados uns anos, já farto de tomar o tal medicamento (que era caro para burro!) disse à minha médica de família para me arranjar um medicamento substituto mais barato, pois estava cansado de andar a alimentar as farmacêuticas que só querem ganhar dinheiro à nossa custa. Elas, as empresas que vivem desse negócio, não nos deixam morrer, mantêm-nos vivos à força para continuarmos a encher-lhes os bolsos.

A minha médica, rapariga nova, disse-me para tomar Varfarina, mas que tinha que levar uma pica, regularmente, para controlar o nível de coagulação do sangue. Chamam-lhe INR e deve andar sempre entre 2,5 e 3,5, mas cada vez que temos que interromper a toma, para ir ao dentista ou fazer qualquer pequena intervenção cirúrgica, fica tudo descontrolado.

Depois é preciso esperar e levar muitas picas - eu faço uma de 15 em 15 dias - até a coisa acertar. Fiz ontem o último controlo e ainda falta um niquinho para a coisa ficar como deve ser. Vou reduzir um pouquinho a droga que estou a tomar e lá para o dia 15 de Abril, vou ter com a Ana que tem umas mãos de fada e nem sinto ela a tirar-me o sangue para mandar para o laboratório.

Assim, pus a Alice de lado e entendo-me bem com a Ana que até faz o serviço ao domicílio. Mas prevejo, em breve, uma mudança e o regresso ao controlo da Alice. Na lei do Orçamento de Estado para 2025, os antigos combatentes foram bafejados pela sorte e pagam apenas 50% do custo, mas a partir de Janeiro próximo será, totalmente, grátis e vou dizer adeus à Varfarina.


quarta-feira, 26 de março de 2025

Navegar à bolina!


Hoje li em qualquer lado a expressão "navegar à bolina", em relação com a campanha eleitoral que já está em marcha. Navegar à bolina ou bolinar é uma habilidade para evitar os ventos contrários e seguir em frente, por mais que o vento empurre para trás. Consiste em dar o flanco ao vento de modo que ele entre na vela e nos empurre para diante. Navega-se num ângulo de 45º, ora à esquerda, ora à direita, e assim vamos navegando em direcção ao nosso ponto de destino.

Quem usou a expressão, acho eu, referia-se ao modo como o Luís Montenegro espera chegar ao fim da campanha, à frente do Pedro Nuno Santos. Ora bate nos da esquerda, ora nos da direita e espera que o povinho lhe dará o seu voto, porque ele "navega" melhor que os outros. Em mar alto é mais fácil bolinar, mais perto da costa envolve o perigo de bater nalgum escolho.

Na minha opinião o PSD teria melhores resultados com outro candidato, o Montenegro está queimado. Aquela história da casa de Espinho não caiu muito bem na opinião pública. Mesmo que ele não tenha feito nada de ilegal, houve ali muita habilidade para poupar nos impostos. E depois as avenças pagas pelo grupo Violas foram a gota que fez transbordar o copo.

O André Ventura mandou imprimir uns cartazes com a cara dele colada à do Sócrates para mandar ao povo uma mensagem clara, PS ou PSD são farinha do mesmo saco e andam a roubar os portugueses, desde o 25 de Abril. Pode não ser exactamente assim, pois o PS esteve no poleiro mais tempo, mas é quase e o povo está bem ciente disso. Eles, os que entram na gamela e os seus amigos e familiares, vão-se enchendo, enquanto o povo fica com umas migalhinhas para não se revoltar.

O Ventura até pode nunca chegar a Primeiro Ministro, mas serve para agitar as águas e fazer a mer*a vir ao de cima. Assim o povo não adormecerá e estará sempre vigilante para não se deixar amordaçar outra vez, como aconteceu no tempo da outra senhora!

segunda-feira, 24 de março de 2025

Oh, burro que é o povo!

 O Montenegro, ontem à noite, fartou-se de deitar foguetes, logo que soube os resultados eleitorais da Madeira. Ele já preconiza que acontecerá o mesmo, aqui no continente, ou seja, a vitória do seu partido e a sua candidatura a PM para os próximos 4 anos estão garantidas!

A contas com a Justiça, suspeitos das mais habilidosas manobras e negociatas combinadas para fazer crescer o saldo disponível das suas contas bancárias - mesmo que acabem ilibados por falta de provas - o Povo (assim com letra maiúscula, pois se refere a toda a gente que vive e trabalha sob a bandeira das quinas) teima em votar neles para continuarem a governar as suas vidas e gastarem, como lhes aprouver, o dinheiro dos seus impostos.

Cada português, durante os próximos 60 dias, devia pensar a sério no dia das eleições e procurar a ajuda de alguém, no caso de não saber em quem votar. O socialismo, como está provado pela sua governação dos últimos 50 anos, não nos levará a lado nenhum e a social-democracia, junta ao socialismo criam um pântano de suspeitas que não deixam ninguém descansado. Eles vão para lá para governar-se, diz o Povo!

O sentimento do povo é esse e talvez esteja cheio de razão, pois até hoje só viram sair do governo gente bem governada, com bons empregos ou muito dinheiro no bolso. Eu não me esqueço do Jorge Coelho (o famoso Coelhone) que depois de se demitir de Ministro das Obras Públicas passou a administrador da maior companhia desse ramo, em Portugal, em Angola, etc.. Tal e qual como fez o J.F. Amaral que ficou ao leme da Lusoponte e nos obrigou a aceitar contractos ruinosos, cobrando direitos por todas as pontes, construidas ou a construir, que liguem as duas margens do Tejo.

O Vitor Constâncio, unha com carne com o Marocas, que foi ministro das finanças, depois governador do Banco de Portugal e acabou como vice-governador do BCE, auferindo, hoje, uma pensão vitalícia que deve andar pelos 30 mil euros. Sem contar com os "milhõezitos" que foi somando à sua conta, durante os 20 anos em que o deixaram fazer o que queria e lhe pagaram principescamente.

Só nos resta uma alternativa para acabar com esta desbunda, escolher o Chega ou a Iniciativa Liberal para pôr ordem na casa, uma vez que votar nos esquerdolas da nossa praça (aqueles que gostam mais de Putin que de Zelensky) está fora de questão. Velhos ou novos comunistas, Livres e Pans não servem para mais nada, além de garantirem o emprego e um salário a rondar os 4 mil euros, a quem sabe apenas levantar o punho cerrado, como fazia o Álvaro Cunhal ou o El Comandante de Cuba, hoje imitado pelo Maduro da Venezuela.

Em todos os países do mundo que vivem a levantar o punho só há miséria e fome, Cuba e a Venezuela são o maior e melhor exemplo disso. Na Rússia existem os oligarcas que nadam em riqueza e fartura e metem na prisão, ou no cemitério, quem os contraria. A China, comunista por herança de Mao, está a dar a volta ao problema, abrindo o país à, assim chamada, economia de mercado que mais não é que o modo de vida dos americanos que tanto criticam.

E fico-me por aqui recomendando que votem nos partidos que têm alguma hipótese de neutralizar as investidas dos "ladrões" do costume. Dar mais votos ao André Ventura ou ao Rui Rocha significa limitar os poderes do partido ganhador das eleições que será o PS ou PSD, como tem sido nos últimos 50 anos. Não temos outro remédio senão deixá-los governar, mas com uma peia nas pernas para lhe limitar os movimentos!

Vaca peada para facilitar a mungidura

PS - No Minho peiam-se as vacas para elas não correrem e o sistema usado é amarrar uma das patas dianteiras à cornadura e não como se vê nesta imagem que é feito para não pontapearem o balde do leite ou dar com o rabo na cara de quem faz a mungidura.

domingo, 23 de março de 2025

No me ocurre nada!

 Sem ideias para uma publicação que possa merecer o vosso interesse, dediquei uns minutos a alterar o cabeçalho do blog para lhe dar um aspeto mais primaveril e menos "benfiquista".

Espero que vos agrade, em caso contrário estarei aberto a nova mudança!

Bom domingo que o sábado já era!!!  

sábado, 22 de março de 2025

A minha colecção de cromos!

 

Juro que "volto para a ilha" se este cromo ganhar as eleições!

Já temos tantas coisas a correr mal no nosso país, só me faltava esta avécula para criar mais um caso de lesa-pátria! Talvez haja uma vaga para coordenador dos varredores de Lisboa que é o lugar mais apropriado para este novo "sabe-tudo".

Que Deus me livre desta cambada é o que eu peço nas minhas rezas! 

sexta-feira, 21 de março de 2025

Poesia e poetas!

 

Eis alguns poetas portugueses que devemos recordar, hoje, que é o Dia Mundial da Poesia.
Eu sou tão fraquinho em poesia que pouco mais reconheço que o Camões e o Pessoa!
E, a seguir, alguns nomes para relacionarem com as caras!

  1. Dom Dinis (1261 – 1325)
  2. Pedro de Barcelos (1287 – 1354)
  3. Gil Vicente (c. 1465 – 1536)
  4. Sá de Miranda (c. 1481 — 1558)
  5. Bernardim Ribeiro (1482 — 1552)
  6. Luis Vaz de Camões (1524 – 1580)
  7. Mariana Alcoforado (1640 – 1723)
  8. Alexandre Herculano (1810 – 1877)
  9. A. X. Rodrigues Cordeiro (1819 — 1896)
  10. Camilo Castelo Branco (1825 – 1890)
  11. João de Deus (1830 — 1896)
  12. Antero de Quental (1842 – 1891)
  13. Teófilo Braga (1843 – 1924)
  14. Cesário Verde (1855 – 1886)
  15. António Nobre (1867 – 1900)
  16. Alberto Osório de Castro (1868 – 1946)
  17. Eugénio de Castro (1869 – 1944)
  18. Alberto de Oliveira (1873 – 1940)
  19. Teixeira de Pascoaes (1877 – 1952)
  20. Afonso Duarte (1884 – 1958)
  21. Fernando Pessoa (1888 – 1935)
  22. Mário de Sá-Carneiro (1890 – 1916)
  23. Mário Saa (1893 – 1971)
  24. Maria Lamas (1893 — 1983)
  25. Florbela Espanca (1894 – 1930

Pontapés!

 Depois de uma derrota humilhante da nossa Selecção, eu teria que arranjar um qualquer assunto para criticar sem ter que bater nos nossos atletas que, acredito eu, são menos culpados do que quem neles manda. No domingo teremos que acertar as contas com a Dinamarca, em Lisboa, e aí veremos em quem temos que dar com o pau.

Por agora a minha crítica vai para uma (menina) repórter da CNN que acabou de me brindar com a palavra "aglomeramento" que, sabe quem estudou um pouco de Português, não existe.

Como se vê acima, a palavra correcta é aglomeração e já não me bastava ouvir, constantemente, os brasileiros a dizer treinamento em vez de treino, coisa que me põe os cabelos em pé. Tal como chamar poloneses aos polacos e outras barbaridades que são aceites no «Português do Brasil». Português só há um e o melhor que os brasileiros têm que fazer é começar a aprendê-lo como deve ser e não aldrabar a nossa Língua criando vocábulos que não existem em qualquer dicionário.

E voltando à vaca fria, salvo seja, as meninas que aceitam o trabalho de andar com um microfone na mão, correndo atrás das desgraças trazidas pelo clima, pelos bandidos, em geral, ou pelos da política, em particular, devem aperfeiçoar a sua linguagem e não usar qualquer palavra que não venha no dicionário.

Há tempos atrás, eu abri uma rubrica para falar destes casos, mas nunca mais me lembrei disso. Hoje, ao ouvir o "aglomeramento" lembrei-me disso e cá estou a cumprir a minha promessa, não posso perdoar a quem dá «Pontapés na Gramática»!

quinta-feira, 20 de março de 2025

Palavra de honra que não entendo o Trump!

 Percebo que ele se tenha armado em defensor do fim da guerra. Embora isso dê dividendos à América, no negócio das armas e munições, também provoca muitos danos aos outros negócios em que, tanto ele como Putin, andam envolvidos e querem continuara a ter grandes lucros. As muitas vidas perdidas não devem significar nada para ele e o mesmo posso dizer do amigo que vive no Kremlin. Talvez até a tomem como uma purga que se justifica para travar o aumento da população mundial.

Já não percebo que ele queira ficar com as «terras raras» da Ucrânia e, agora, também com as centrais nucleares que produzem energia para russos e ucranianos. Nem acredito que o presidente Zelensky lhe tenha dado carta branca para negociar com os russos o seu futuro ou as suas riquezas naturais. O domínio do Mar Negro era repartido entre ucranianos e turcos, actualmente, com a ocupação da Crimeia passou a ser tripartido, incluindo a Rússia no pacote. Mas o sonho de Putin é fechar a Ucrânia em torno de si própria sem acesso ao mar.

E isso, segundo o meu ponto de vista, é cerne da questão. O Trump deveria dizer, abertamente, ao seu amigo russo que isso é uma linha vermelha que nunca poderá ultrapassar. Que fique com a Crimeia, ainda vá que não vá, talvez haja lá mais de 50% de russófilos e se recorrerem a um referendo talvez ganhem, mas o mar não, esse é ucranianos e turco. Podem ficar com algumas milhas, em frente à costa da Crimeia, sem esquecer que o estreito que leva ao Mar de Aral está sob controlo turco.

E isso, sei eu de fonte limpa, é o que mais atrapalha a Rússia, a falta de mar para a sua grande marinha, tanto de guerra como de pesca. No norte da Rússia faz muito frio e o acesso aos portos, como Murmansk, ficam tapados com gelo no inverno. No oriente, em frente do Alaska americano, é quase a mesma coisa. E o acesso por S. Petersburgo é limitado por um monte de vizinhos ingratos que não gostam de Putin nem dos métodos dos russos para resolver os seus problemas.

A adesão da Finlândia à NATO é um espinho cravado nas costas de Putin que não o deixa dormir uma noite sossegado. Se ele pudesse saltar-lhe em cima e amarfanhá-los todos teria uma costela aliviada. Mas como a ameaça da NATO é coisa para o fazer pensar melhor, ele preferiu entalar a Ucrânia e ficar-lhe com o domínio do Mar Negro. Eu sei que isso é pouco, mas é melhor que nada, deve ter ele pensado, durante os seus sonhos megalómanos.

O Trump sabe isso tudo, mas não lhe custa esquecê-lo se isso lhe trouxer alguma vantagem. Homem habituado a levar a melhor em todos os negócios em que se mete, ele deve ter um plano qualquer para ficar a lucrar com isso, mas por mais que eu pense no assunto, eu não vejo como. Por outro lado a Sr.ª Von der Leyen e o António Costa estão a dar tudo por tudo para fazer da Ucrânia um grande produtor de armas, de modo a poder fornecer a Europa Comunitária, em vez de deixar fugir esses recursos para a América.

O que eu acho muito bem, pois os planeados 800 mil milhões de euros são um pipa de massa e melhor ela fique na Europa de que seja oferecida de bandeja ao "amigo da onça" que só tem na cabeça o slogan de MAGA (make America great again). É nosso slogan contra o dele, MEGA (make Europe great again) começando por fazer esse monte de dinheiro que os 27 vão gastar para se rearmarem, reverter em benefício da Ucrânia e outros países que possam e queiram produzir armas.

 Vou mandar um recado ao Costa para fazer uma encomenda de milhares de bonés com a palavra MEGA bordada na pala e distribuí-los, gratuitamente, pelos europeus. E eu até tenho um amigo que é dono de uma fábrica de bordados, em Famalicão, que pode tratar dos bordados. Prometo dar-lhe uma palavrinha para ele fazer um preço "jeitoso" e ficaremos todos a ganhar!

quarta-feira, 19 de março de 2025

O meu foi um herói!

 


Um pai gosta de todos os filhos por igual?

Não sei responder, mas tendo muitos alguma preferência há-de ter!

O meu pai tinha 13 filhos registados, eu era o terceiro da lista.

Na sua escala de preferência não faço ideia em que lugar me teria, mas não sou ciumento.

Reconheço que seria difícil encontrar um pai que tenha feito mais sacrifícios pelos filhos do que o meu.

Por isso o considero o melhor de todos os pais. Já lá vão 23 anos que o Criador o chamou à sua presença e acredito que o tem num bom lugar!  

segunda-feira, 17 de março de 2025

Ainda dizem que não há dinheiro!

 Ando à procura de um restaurante para juntar alguns antigos camaradas e de todo lado ouço: - não pode ser, já estamos cheios até ao verão!

E depois ainda dizem que os portugueses vivem mal, que não têm dinheiro nem para o aluguel da casa! Mal vivo eu que não vou a um convívio desses desde 2016!

Quem me manda meter em sarilhos destes? Estavas tão bem quietinho no teu canto, diz-me a cara metade que vive nos 500 metros, em redor do ninho, mais que isso dá-lhe tonturas e tem medo de não encontrar o caminho de volta.

Já começo a ficar arrependido de me ter metido nisso! Afinal eram apenas dois ou três que choravam no meu ombro, pedindo para eu ir em frente, pois o nosso tempo está-se a esgotar. Do Lar de S. Pedro, quando lá formos internados, nunca nos deixarão ir a estes convívios de ex-combatentes!

Bem, em breve saberemos se a coisa "marche ou marche pas" e depois voltar ao tal cantinho, onde me sinto protegido de tudo e de todos e de onde vejo e ouço todas as novidades do mundo. Hoje, é o Trump e o Putin que enchem os ecrans. E amanhã, quem será?

De vez em quando fala-se de "artistas" de menor valor, como os Sócrates, Marcelos, Montenegros, socialistas e comunistas que falam em nome de outros que não têm lugar no palco e esticam o pescoço a ver se alguém repara neles. Isto sou eu a pensar que em breve terei que sair de casa para ir a votos, pois não confio em ninguém para o fazer por mim.

O Benfica estremeceu, mas acabou por ganhar, para tristeza de muita gente e ... alegria de muita mais!

domingo, 16 de março de 2025

O Camilo!

Ouvi falar tanto de Camilo, ontem e hoje, que decidi partir à descoberta da razão para tal alarido. Eu próprio li pouquíssimos livros de Camilo e a grande maioria dos meu contemporâneos deve tê-lo feito ainda menos que eu. Aproveito para deixar aqui umas frases copiadas da internet, uma vez que estou sem paciência para pensar em coisas sérias!


«Trágico, épico, lírico, satírico – tudo isso foi Camilo», afirmou Jorge de Sena, falando da obra. A vida de Camilo foi igualmente tumultuosa e dramática.

Nasceu em Lisboa, no dia 16 de Março de 1825. Foi romancista, mas também historiador, tradutor, cronista, dramaturgo e crítico.

Publicou pela primeira vez em 1845 e entregou-se à escrita, passando a viver exclusivamente dela. No meio de uma vida de boémia e paixões, conhece Ana Plácido, por quem se apaixona, seduz e rapta. Escândalo público. Andam a monte até serem presos, acabam por ser processados pelo crime de adultério. Hão-de ser absolvidos. Passam a viver juntos e casam-se mais tarde. Na iminência de cegueira, Camilo suicida-se em 1 de Junho de 1890. 

Amor de Perdição foi o romance que definitivamente o consagrou como escritor. No entanto, não deixou de ser polémico, mesmo depois da sua morte, esse tema que neste Impressão Indelével explora e que mantém uma velha discussão entre camilianos sobre o macabro e o fantástico na escrita daquele que era, segundo a homenagem que lhe prestou a Academia Real das Ciências de Lisboa: o escritor mais celebrado de Portugal.

Escrita e primeira publicação de Amor de Perdição

Quando a obra foi escrita, em 1861, Camilo Castelo Branco encontrava-se preso na Cadeia da Relação, no Porto, devido ao crime de adultério, que tinha praticado com Ana Plácido.[1]

A obra Amor de Perdição foi escrita durante um período de quinze dias, durante a estada do autor na cadeia.[1] Enquanto esteve preso, também redigiu as obras O Romance de Um Homem Rico e parte de Doze Casamentos Felizes.[1]

A primeira edição do livro foi publicada em 1862, ano em que também editou as obras Memórias do Cárcere, Coisas Espantosas e Coração, Cabeça e Estômago.[5] Porém, o periódico Revolução de Setembro de 1 de janeiro desse ano relatou que a obra já estava em circulação, pelo que terá sido ainda editada em 1861, embora a data oficial seja de 1862, data assinalada no rosto do livro.[4]

Sweet Oblivion (Official Music Video)


Outra música do mesmo David Kushner!

Empty Bench (Official Music Video)


Para os amantes de David Kushner, o tal do anúncio de Giorgio Armani parfum!

quarta-feira, 12 de março de 2025

Saúde a mais valia que teima em não dar a cara!

 Ser velho e ter saúde é um feito difícil de alcançar. Desde sábado que não saía da cama, excepção feita ao almoço de domingo para acompanhar a família, em dia de aniversário, mas ontem vesti uma roupa por cima do pijama, peguei no carro e fui dar uma volta.

Quando eu era um rapaz de 10 anos de idade, tinha um vizinho (rico) que tinha um cavalo que me enchia as medidas, parecia do Silver do Roy Rogers! Ele era 10 anos mais velho que eu e podia já ter morrido, só Deus sabe a hora reservada a cada um de nós. Mas não, está bem vivo e melhor que eu! Na volta que dei ontem, esbarrei-me com ele, de repente, e passámos uma hora a saber um do outro, por onde andámos nos últimos 70 anos.

Ele nunca casou nem teve filhos, quase como o seu irmão (que eu também conheci) que também não se casou, mas arranjou uma filha que foi cozinhada com uma rapariga que ele empregou como criada lá de casa. Mas comecemos pelo princípio da história, em 1957 morreu o pai destes dois irmãos num pequeno acidente de trânsito. Digo pequeno porque não envolveu mais que uma bicicleta e uns quantos (demasiados) copos de tinto.

Depois deste triste acontecimento, os dois irmãos, Manuel e Aurélio, que nunca tiveram vocação para agricultores decidiram tentar a sorte em Angola. A década de 60 foi fértil em emigração, os mais pobres davam o salto para França e iam trabalhar nas obras, os que tinham algumas posses procuravam coisa melhor. Foi o caso destes irmãos que passados uns anos já eram proprietários rurais no município da Gabela, Amboím, Angola.

Depois de debandada de Angola poderíamos encontrá-los, devolvidos à sua origem, o mais velho à frente de uma propriedade agrícola, seguindo aquilo que o seu pai lhes ensinou, e o mais novo à frente de um bem sucedido restaurante, na zona da Mealhada. Na cabeça dele tinha decidido fugir da agricultura, mas com o andar na idade e já farto de aturar clientes a pedir leitão, na hora das refeições, e bifanas com tinto fora delas, juntou-se ao irmão e aplicou tudo que tinha amealhado até então em propriedades agrícolas.

Sem descendentes e com alguns hectares de vinhas e prados para cultivar erva e milho para alimentar vacas leiteiras, passa o tempo a idealizar um testamento para deixar aquilo que herdou dos seus pais (uma das casas mais ricas da freguesia onde nasci) e mais o que ganhou com o seu trabalho ao longo da vida, a quem mais o merecer. Os herdeiros são poucos, além da tal filha, nascida em Angola, do seu irmão Manuel, tem mais alguns que são filhos das suas irmãs que nunca se aventuraram a sair da terra, mas se casaram e constituíram família.

Depois deste encontro, regressei a casa, despi a roupa que tinha por cima do pijama e voltei para a cama. Estava cansado e dorido, mas ainda tive ânimo para assistir à queda de um governo e de um clube de futebol que tem mais ambições que capacidade para ser um verdadeiro campeão!




E deixo-vos aqui algumas fotos da Gabela, destino escolhido por muitos agricultores portugueses, em Angola, ao abrigo daquele programa elaborado por Salazar, em 1961, e que lhe pudesse garantir um futuro mais risonho que aquele que anteviam na sua terra natal. Umas mais antigas e outras mais actuais!
"Para Angola, rapidamente e em força" foi a ideia central do discurso do Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar, no dia 13 de abril de 1961.

P.S. - Hoje, acordei um pouco mais bem disposto, mas ainda com dores abdominais! Para me vingar, amanhã planeio ir almoçar a Guimarães!