A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). A primeira é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.
Não um desses grandes filósofos da Grécia Antiga, ou de Paris do Renascimento, mas um pequeno filósofo que conhece as águas em que navega e não tem medo de afundar-se. Diz, ali em cima, «amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber» e é isso em que eu acredito e procuro viver de acordo com esse sentimento cada dia da minha vida.
Desde a mais tenra idade que luto para saber mais, procuro a razão de ser das coisas e nunca me dou por satisfeito. Os sentimentos humanos são, fora de qualquer dúvida, a coisa mais complexa que há. E estudá-los e compreendê-los é uma missão da mais alta importância.
O amor e o sexo são o motor da maioria dos sentimentos responsáveis pela maior parte dos crimes que afligem a nossa sociedade. O celibato dos padres católicos, a homosexualidade, a pedofilia, assim como outras acções ou opções de vida que rompem com a normalidade são matéria mais que suficiente para um tratado de muitas páginas sobre a mente humana.
Mas não é esse assunto que me vai tirar o sono, prefiro ficar-me por coisas mais terrenas, como o futebol, por exemplo, e perceber o que fez o Fábio (Caxineiro) Coentrão jurar amor eterno ao Benfica e, ontem, equipado com as cores de Alvalade, chorar por não ter ganho o jogo e acabar por partir, a soco, a cobertura do banco de suplentes.
O «caxineiro» clássico vivia de ir ao mar buscar peixe e pôr as suas mulheres a vendê-lo o melhor que pudessem. Nas horas em que o mar não permitia a pesca passava o tempo na taberna, jogava às cartas e ao dominó, ou emborcava copinhos de bagaço até as pernas se recusarem a levá-lo de volta a casa. Agora, os caxineiros modernos jogam à bola, vão para o Benfica, rendem milhões quando vendidos aos grandes da Europa e um só destes caxineiros põe mais dinheiro no banco que todos os pescadores das Caxinas em conjunto.
Raciocinar sobre estas coisas é filosofia e por isso afirmo que sou um filósofo.
E logo, pelas 6 da tarde, joga o Benfica !!!






















