domingo, 7 de janeiro de 2018

Eu, o futebol e o cinema !

Quem passa por aqui pode ficar convencido que sou um grande fã de futebol e passei metade da minha vida nos estádios a aplaudir a minha equipa favorita. Nada mais errado, as vezes que entrei num estádio contam-se pelos dedos de uma mão só. Já gostar e falar do Benfica, a toda a hora, é outra conversa. Foi uma mania que começou em 1955 ou 1956, durante o meu primeiro ano como aluno interno do Colégio de Cernache. Todos os colegas (e não eram muitos) pareciam ter um clube predilecto, enquanto que eu não tinha nem fazia ideia nenhuma do que isso queria dizer. Quando me perguntaram de que clube eu era, respondi, de imediato, Benfica. A única explicação que encontro para isso é que o colega que dormia na cama ao lado da minha era da Póvoa de Santa Iria - chamava-se Moita - e passava a vida a falar no Benfica. Entrei para o clube do Moita e nunca me arrependi.
Bem, mas não era de futebol que vinha aqui falar hoje, isto é como uma maldição que se cola na pele da gente e não sai por mais que se lave e esfregue. Só tinha intenção de dizer que hoje não vou ver o jogo, pois é num horário em que não estou disponível, tenho algo diferente para fazer. Mas não morre ninguém por causa disso, alguém se encarregará de me contar o que se passou em Moreira de Cónegos e até sou capaz de passar ao lado do estádio do Moreirense, quando o jogo estiver a decorrer. E se ouvir o famoso «Grupo Organizado de Adeptos», em abreviado GOA, a gritar BENFIIIIIIIICA, o meu ritmo cardíaco vai aumentar uns pontos.
Porra, disse que não era de futebol que queria falar e lá foi mais um parágrafo inteirinho!
Bem o assunto era mais cinema. Ao contrário do que aconteceu com o futebol, passei metade da minha vida em salas de cinema. O primeiro filme que vi foi sobre os pastorinhos de Fátima, no salão da Casa do Povo da minha aldeia, nos anos em que andava na Primária e na Catequese, há muitos anos, portanto.


O segundo filme que retive na minha memória, não posso jurar que tenha sido o segundo filme da minha vida, mas anda lá perto, pois vi-o no colégio, talvez no 1º ano dos meus estudos, foi «O Feiticeiro de Oz», filme típico para crianças.
Depois disso, principalmente depois de abandonar o colégio, em 1959, nunca mais parei de ver filmes, todos os tostõezinhos que conseguia arranjar iam para a bilheteira dos cinemas. Nos 3 anos antes de ingressar na Marinha, eu era cliente do maior cinema que havia na Póvoa, o qual tinha uma série de bancos corridos de madeira, no ponto mais alto, encostados ao telhado, em que o bilhete custava 1$50. 
Os filmes favoritos eram quase sempre de índios e cow-boys. Muitos gritos, muitos tiros, muitos mortos, mas com o «artistinha» a escapar sempre ileso, sem um arranhão. Depois vieram os policiais, os de capa e espada e os de aventuras. Entretanto fui para a Marinha, ainda tive tempo de ver alguns, nos cinemas mais baratos de Lisboa, e parti para Moçambique, onde a festa continuou. Corri os cinemas todos de Lourenço Marques, desde a Baixa até à Avenida de Angola.
Era a fase dos filmes musicais, com o Gianni Morandi, os Beatles ou a Gigliola Cinquenti, uns atrás dos outros marchava tudo. Depois apareceu o James Bond e outros detectives famosos de quem já não recordo o nome. Da Máfia, de gangsters, do Al Capone e outros bandidos vi filmes sem conta.
Já depois de sair da Marinha, especializei-me em filmes sobre a Segunda Grande Guerra. Tudo o que aparecia cá na terra, passava a fazer parte da minha colecção. Na minha curta passagem pela emigração, na Alemanha, tinha um pequeno cinema, na porta ao lado da casa onde eu morava, que era especializado em filmes eróticos, por vezes a puxar um bocadinho para o pornográfico. Lá tive que ir espreitar, algumas vezes, para poder confirmar aquilo que ouvia contar aos outros emigrantes portugueses que viviam naquela cidade.
Como se pode ver, tirei um curso completo nessa matéria, mas em meados da década de 80, do século passado, resolvi construir uma casa, sonho antigo, e todos os tostõezinhos começaram a ser canalizados para comprar tijolos, telhas e outras coisas com que se fazem as casas. A partir daí, o cinema passou à história e eu passei a gritar, como um louco, pelo BENFIIIIIIIIIICA!!!!!!!!!!

sábado, 6 de janeiro de 2018

Planos e projectos para 2018 !

Nesta idade a que eu já cheguei, quase a fazer 74, já não se fazem planos nem há projectos a realizar. Acordar vivo a cada manhã e viver um dia de cada vez, é o único plano a que tenho direito. Já todos sabemos que para continuar vivo temos que andar com uma saca de medicamentos atrás de nós e deixar metade da reforma na farmácia todos os meses. Felizmente, com a chegada dos genéricos a conta diminuiu bastante, o que é de louvar.
Há dias, li que um medicamento para tratamento do cancro custa 60€ e o genérico da mesma droga apenas 2€. Custa-me a crer que haja tamanha ladroagem no mundo das farmacêuticas. Se o governo não abrir os olhos e forçar esses "gringos" a pôr cá fora o genérico de cada medicamento que é usado para o tratamento das doenças crónicas, estaremos bem arranjados.
Hoje, de manhã, estava plantado em frente à televisão a ver as notícias sobre o nevão que assola os Estados Unidos e o temporal que se abateu sobre a costa da Europa, a norte do Golfo da Biscaia, sem esquecer o nevão que está a cair nos Alpes dificultando a vida de franceses, suíços e italianos. E a pensar na sorte que nós temos, a viver sossegadinhos, neste jardim à beira-mar, a gozar de um sol que já faz sonhar com a Primavera.
Neste mundo, por aquilo que me é dado ver, está tudo mal repartido. Umas poucas centenas de sortudos têm tanta riqueza como o resto da humanidade. A uns sobra a comida, nem os cães a aproveitam (comem ração) e outros continuam a morrer à fome, por esse mundo fora. Se a uns faz falta a chuva, outros morrem nas avalanches de lama provocadas por chuvas torrenciais. Há quem sonhe ver a neve cair e percorra centenas de quilómetros para realizar esse sonho, enquanto que outros bem dispensavam o sacrifício de, a cada manhã, abrir à pazada um carreiro para poder sair de casa. Ou olhar para o automóvel que ficou preso debaixo da neve e ir para o trabalho a calcantes.


Costuma dizer-se que este é um mundo cão, significando que é difícil viver nele e sofrer como um cão. Olho para o meu cão, deitado a meu lado e a fazer asneiras como de costume (desta vez apanhou o fato do Pai Natal e resolveu fazê-lo em tiras) e não me parece que a vida dele seja muito má. De vez em quando leva um par de chibatadas, para aprender a comportar-se, mas tirando isso leva uma vida de rei.
Ah, e também ele não faz planos para coisa nenhuma. Depois de encher a barriguinha só tem que esperar pela próxima refeição!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Sentimento de perda !

Não vou falar de futebol, mas aquilo que vou escrever começa no estádio da Luz, depois de terminado o jogo com o Sporting que o Benfica queria, podia e devia ganhar, mas não ganhou. Qualquer benfiquista, como eu, ao virar as costas ao estádio e dirigir-se para sua casa deve ter-se sentido, como eu me senti, naquele longínquo dia 9 de Janeiro de 1965.
O «Terrorismo», assim se chamava às acções levadas a cabo pelos guerrilheiros da Frelimo, dava ainda os primeiros passos e o pelotão de fuzileiros, destacado no distrito do Niassa para garantir a segurança do posto de rádio de Metangula, pouca importância lhe dava. Ouvia-se falar que andavam por ali uns "comunas" a tentar convencer as populações a revoltar-se contra os portugueses e a PIDE tinha todos os postos administrativos sob rigoroso controlo.
No dia 8 de Janeiro desse ano, chegou a Metangula um agente da PIDE, acompanhado de um Cipaio que, ouvi dizer, era especialista em interrogatórios e conhecedor do dialecto Nyanja. Comunicou ao Administrador do posto ao que vinha e reuniu com o comandante do Posto de Rádio da Marinha, pedindo a sua colaboração para levar a cabo a operação que tinha em mente.
Nós, a arraia miúda, só soubemos do caso quando nos mandaram preparar para embarcar e levantar ferro às 7 da matina do dia seguinte. Uma secção completa, comandada pelo sub-tenente que comandava o pelotão de fuzileiros destacado em Metangula, a tripulação da Lancha Castor e acima de todos, o comandante do Posto de Rádio, um oficial de Marinha com o posto de 1º Tenente. A este grupo de pessoal da Marinha juntava-se o tal PIDE e mais o seu Cipaio de quem não recordo o nome.


Saímos de Metangula, já o sol ia alto, e rumámos a norte. Com a Castor a todo o vapor, passámos em frente ao Cobué e continuámos para norte. O nosso destino era o Lipoche, pequena aldeia indígena, relativamente próxima da fronteira com o Tanganika, onde o PIDE garantia que tinha havido o tal contacto dos guerrilheiros com a população e queria tirar isso a limpo, interrogando os moradores dessa aldeia.
Chegámos ali por volta das 11 horas e recorrendo a um pequeno bote de alumínio, único recurso da Castor para o desembarque, onde era difícil acomodar 4 homens, foi desembarcada a secção de fuzileiros que se dispôs na praia para garantir a segurança. Eu era um dos 9 fuzileiros que compunham aquela secção e posso garantir que íamos completamente à vontade, sem qualquer espírito de guerra, como se fôssemos ver um jogo do Benfica ao estádio da Luz. Levávamos a G3 connosco mais por hábito do que por sentir que nos podia fazer falta, ela era uma espécie de prolongamento natural do nosso braço direito.
Na última viagem do pequeno bote, desembarcou o sub-tenente, o PIDE e o seu Cipaio. A tripulação da lancha Castor estava toda no convés a assistir àquilo, como se fosse uma festa que nunca tinham visto. Mal o bote tocou com a quilha na areia da praia começaram a zumbir balas, à nossa volta, como se fossem abelhas enfurecidas. Tivessem os atiradores da Frelimo sido mais bem treinados e teria sido uma carnificina do nosso lado.
A primeira reacção de todos foi procurar protecção. Quem estava na praia procurou uma pedra ou um desnível do terreno, onde se pudesse abrigar. Na lancha desapareceu toda a gente do convés e o marinheiro artilheiro que fazia parte da tripulação agarrou-se, com unhas e dentes, aos manípulos da Oerlikon. Do lado norte da pequena praia onde aproáramos a lancha, havia um grande monte de pedregulhos cobertos de árvores de pequeno porte. Tinha sido aí instalada uma metralhadora que, pelo seu cantar se notava não ser uma arma ligeira, que dirigia sucessivas rajadas contra a lancha. Por sorte nossa, essa metralhadora não devia ter ângulo para disparar sobre quem estava na praia. Do alto de um monte, em frente à praia, outra metralhadora fazia chover balas sobre toda a zona da praia.
Por acaso, ou por destino, eu e os 3 camaradas que comigo compunham uma esquadra de fuzileiros, tínhamos ficado do lado sul da praia, o mais acidentado e que, por conseguinte, nos oferecia melhor protecção. Alguns minutos depois de ter começado o tiroteio já tínhamos percebido de onde vinha o poder de fogo do inimigo e abrigados do lado norte, para fugir ao fogo da metralhadora que estava muito próxima da água do lago, começámos a amarinhar pelo monte acima tentando caçar os que de lá de cima fustigavam a praia e os camaradas que lá continuavam acaçapados.
É claro que a Oerlikon ia despejando metralha e fazendo estragos entre as hostes da Frelimo e, aproveitando um momento de acalmia, ouvi que me chamavam da praia. Pelos vistos, o rádio do sub-tenente deu nega, pois aquele que eu carregava como chefe de esquadra nunca piou, e á falta de outro recurso ele berrava o meu nome. Ele não fazia ideia se estávamos vivos ou mortos e tudo o que pretendia era que alguém lhe respondesse. Depois ouvi-o gritar "alto-fogo" e "vamos reembarcar".
Não tive outro remédio senão ordenar aos meus companheiros que retrocedessem em direcção à praia e, ouvindo balas a zumbir à nossa volta e a traçar os pés de mandioca pelo meio dos quais corríamos, depressa cobrimos os cerca de 200 metros que nos tínhamos afastado. Depois foi um reembarque atrapalhado e pela ordem inversa do desembarque. Quem estava em terra fazia fogo para proteger os que, com a arma às costas, tentavam subir para a lancha. A tripulação tinha pendurado cabos com nós por onde, á força de pulso, se trepava para o convés. A minha esquadra foi a última a sair da praia, com os carregadores vazios e a arma atravessada nas costas. Correr pela areia até ficar sem pé e depois nadar até agarrar um dos cabos.
Com os últimos pendurados nos cabos, o mestre da lancha fez marcha à ré e alinhou a lancha com a praia, de modo a ficarmos escondidos de quem disparava. E, numa manobra cuidadosa, foi-se afastando da praia até estarmos todos fora de perigo. No cabo a que me agarrei, tinha alguém por cima de mim que me dificultava a subida para bordo. Fiquei à espera que alguém o ajudasse a sair de lá para eu poder subir também.  Soube depois que era o Cipaio que tinha sido atingido com duas balas e ali tinha morrido, tão perto que esteve da salvação.
E nós, sem munições nem confiança para ir em perseguição dos "turras", virámos as costas ao Lipoche e rumámos ao Cobué, onde deixamos o morto. Gastámos o resto do dia às voltas sem sentido, pelo menos eu não percebi o que andámos a fazer, e à noite estávamos de volta a Metangula. O sentimento com que fiquei, ao abandonar a luta e regressar a casa com um morto às costas, foi o mesmo -  e recordo-o como se estivesse a acontecer agora - que ao sair do estádio da Luz sem ganhar ao Sporting, o nosso eterno rival.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Palhais, 1965 !


Como a Elvira é visita obrigatória neste espaço, vou deixar aqui esta foto que foi tirada atrás da «Seca do Bacalhau» de Palhais, no verão de 1965, pouco antes de eu embarcar para Moçambique para a minha segunda comissão de serviço na CF8. Pode ser que ela, se olhar com atenção, aviste a sua "seca" por cima do mastro da falua que está acostada ao cais.
Isto, porque durante dois ou três dias é proibido falar de futebol.
E também porque o ano de 1965 - ano em que este rapaz atingiu a maioridade - é um ano cheio de memórias para mim, a maior parte inconfessáveis, pelo que não posso satisfazer-vos a curiosidade. Paro aqui e vocês dêem liberdade a vossa imaginação e pensem aquilo que vos parecer mais próprio. Ou olhem para dentro de vós mesmos e pensem se não teremos feito as mesmas coisas.
Querem saber a última notícia?
É quinta feira, dia 4 de Janeiro, e só faltam 361 dias para acabar o ano de 2018!!!

Fomos roubados indecentemente !

O golo do Sporting foi em fora de jogo.
De 3 penalties claros a favor do Benfica só foi marcado 1.
O Coentrão fez p'raí 10 faltas para cartão amarelo e não levou nenhum.
O resultado com um golo para cada lado não é mau de todo, tendo em vista a história recente das exibições do Benfica, mas custa sair de campo sem os 3 pontos. Fica-se o FCP a rir que se afasta mais 2 pontos de cada um dos seus perseguidores e começa já a preparar a festa do título.
O Benfica jogou muito mais do que eu esperava, o que, até certo ponto, me deixa satisfeito. A bola foi levada muitas vezes até à área do Sporting, mas não apareceu nenhum jogador capaz de fazer um remate digno desse nome, durante todo o jogo. Nota-se que falta poder de fogo na equipa do Benfica.
Com este resultado o Rui Vitória ganha algum fôlego para resistir à crítica crescente que se vai ouvindo do lado da massa adepta que está habituada a ganhar sempre. O futuro a Deus pertence, mas olhando para o jogo que o Porto fez hoje, na Vila da Feira, qualquer coisa pode acontecer, de um momento para o outro, que inverta esta situação. E aí teremos o Sporting na frente com o Benfica a pisar-lhe os calcanhares. Todos os cenários são possíveis, em teoria. Ainda falta muito campeonato!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O peso da camisola !

De repente, dei comigo a pensar que o clube que alinhar com mais jogadores portugueses é que vai ganhar o derby de hoje. Isto, porque os jogadores estrangeiros nunca sentem, verdadeiramente, o peso das camisolas que envergam. O que os move, em primeiro lugar, é o número de zeros à direita do primeiro algarismo diferente de zero que compõe o seu ordenado. Com os jogadores portugueses a história é outra, quase todos têm uma inclinação clubística (excepto o Coentrão que parece ser hermafrodita) e é raro vê-los a jogar num clube que não seja o seu. Esses sim, sentem o peso da camisola que vestem.
Claro que fui a correr conferir a lista dos convocados por cada treinador com medo daquilo que iria encontrar. Assim de repente, usando apenas a memória recente, parecia-me que o Sporting tem mais que o Benfica, mas depois de olhar para a lista de convocados levanta-se outro problema. Os convocados são 20 e quem são os que jogam e os que vão para o banco? Resposta indisponível.

Lista de convocados do Benfica
Guarda-redes: Svilar e Bruno Varela;
Defesas: Lisandro, Grimaldo, Eliseu, Jardel, André Almeida e Rúben Dias;
Médios: Fejsa, Samaris, Zivkovic, Salvio, Krovinovic, Pizzi, Cervi, Rafa e João Carvalho;
Avançados: Raúl Jiménez, Jonas e Seferovic.

Bruno Varela, André Almeida, Rúben Dias e Pizzi são apenas 4, pouca gente para os meus gostos. No decorrer do jogo podem ainda entrar Eliseu, Rafa e João Carvalho, mas dificilmente todos ao mesmo tempo.
Do Sporting não encontrei a lista dos convocados, mas depois da saída de João Mário e Adrien Silva e as contratações sonantes do Jorge Jesus, o grupo de atletas lusos ficou bastante reduzido. Assim de repente, vejo o Rui Patrício na baliza, o William no meio campo e o Gelson na frente, são apenas 3, sem contar com o Coentrão, o tal que ora é verde, ora é vermelho. Espero que lhe dêem uma trancada nas canetas e o mandem para o estaleiro, a ver se ganha juízo.
Bem, não vale a pena cansar o bestunto a pensar em todas as possibilidades, mais vale ir dar uma volta, almoçar, dormir a sesta (não a cesta, como há um cristão que escreve sempre no Facebook) e logo à noite se verá o que acontece.

De manhã se começa o dia !

Olhei para o relógio e reparei que estamos já no dia 3 de Janeiro de 2018! O dia em que o Benfica vai ser chamado a provar o seu valor frente ao Sporting do JJ. Um dos treinadores vai sair dali todo inchado, convencido que dali em diante ninguém o conseguirá derrotar. O outro vai sair todo encolhido e a pensar no que vai ser a sua vida depois desse resultado negativo.
E uma coisa vos posso garantir, tanto vale que seja o Rui Vitória como o Jesus a levar no corpo, a vida dele vai ser um inferno depois desse jogo. Não interessa nada a conversa dos e.mails, a guerra organizada pelo Bruno de Carvalho ou a pouca vergonha do barbudo do FCP, a única coisa que interessa é que a sua qualidade como treinador foi posta em causa e condicionará o seu futuro.
O Jesus aguentará melhor a borrasca que o Rui Vitória, pois tem uma carreira mais longa e créditos firmados, enquanto que o treinador do Benfica ainda agora chegou a um grande e dificilmente voltará a entrar se sair pela porta pequena. Gosto de pensar nestas coisas, antes de elas acontecerem para depois ver se me enganei nas minhas previsões.
O dia ainda só leva 16 minutos de vida. Até às 21.30 horas tenho ainda muito que esperar!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

3 coisas há nesta vida !

Saúde, dinheiro e amor são as três coisas importantes da vida, segundo cantam os "rapazes" do Trio Odemira. Três são também os desejos de Marcelo para os portugueses neste ano de 2018. E três imagens são o mote para a minha publicação de hoje.


A primeira tem a ver com o mundo animal e com um dos maiores bichos que ainda vive neste planeta, mas que está condenado a desaparecer, mais ano menos ano. Já não há florestas onde eles possam viver em paz com o homem e que lhes garantam as toneladas de folhagens que eles consomem por dia. Se fosse possível reduzir o seu tamanho para um décimo do que é hoje, talvez fosse possível salvá-los e eles se tornassem óptimos animais de companhia. Assim, não dá, ganha o homem e perde o animal.


A segunda tem a ver com o mundo dos famosos. Quer a gente queira quer não, a vida dos famosos será sempre diferente daquela que vive o comum dos mortais. Muitas vezes a fama traz consigo riqueza e bem-estar e isso é bom. Mas nem sempre traz a felicidade e isso já não é tão bom assim. E por vezes traz também aquilo que o excesso de dinheiro proporciona, vícios que estragam tudo o que de bom tem a sua vida. Felizmente, esses casos são a excepção e não a regra.


A terceira coisa é um aviso à navegação. O Homem produz tanto lixo que um dia poderá ver-se afogado nele. Reciclar é preciso, ouve-se, de vez em quando, dizer. E pode reciclar-se de muitas maneiras, até com arte, como se vê nesta imagem. Um castelo construído com sucata, não sei se apenas para armar ao pingarelho ou se tem alguma utilidade. Quero acreditar que quem fez isto é capaz de fazer outras coisas semelhantes, coisas que aproveitem à sociedade.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Quentinha e molhadinha !


Temperaturas para a primeira semana do ano não estão nada mal.
E a chuva promete continuar a cair.
Melhor caísse no Alentejo que aqui não serve para grande coisa, porque 10 minutos depois de cair a água já está no mar. Totalmente perdida, como dizem os espanhóis!

Já passou !


Já não se ouve o barulho dos foguetes e das rolhas do champanhe a saltar das garrafas, a festa acabou. Agora, resta apenas pagar as contas (a quem se meteu nelas), esfregar as mãos e seguir em frente. Temos um ano inteirinho para continuar pelo bom caminho, ou mudar de direcção, se for caso disso. Cada um sabe de si e Deus de nós todos, por isso, como eu aprendi na Marinha:
- Em frente... arrrrrrche!

domingo, 31 de dezembro de 2017

Pobre Salazar !

Baixo Alentejo - Freguesia de Santa Susana - Barragem Salazar
Quem lhe tirou o nome ainda há-de voltar atrás e devolver aquilo que tirou. Logo que percebam que os políticos de agora não chegam aos calcanhares do Dr. Oliveira Salazar. Basta lembrar a última pantomina que organizaram para aprovar a lei da roubalheira dos partidos.
Bem, vamos ao que interessa. Finalmente já se pode dizer que choveu alguma coisa e na próxima semana vai haver mais. Só me admira que os jornalistas e a CM-TV tão afoita a filmar os camiões cisterna que carregavam água para Viseu, não abra o bico para informar as pessoas da situação actual. Já há água na barragem Salazar ou não?


Uma das coisas que deviam ter feito, enquanto durou a seca, era dragar o leito da albufeira para aumentar a sua capacidade. A quantidade de lama que se vê na imagem talvez fizesse jeito noutro lado e aqui só embaraça. Sendo proveniente dos aluviões arrastados pela corrente da ribeira, deve ser terra fértil e podia ser espalhada em qualquer lado com possibilidades de ser cultivada. Se chover nessa zona como tem chovido aqui no norte, dentro de pouco tempo deixará de ver-se a ponte que a imagem mostra. Quem quiser vê-la, depois, só de mergulho!

Boas entradas em 2018 !


Chegou a minha vez de vos desejar BOAS ENTRADAS no ANO NOVO de 2018. Que o ano que começa seja, a todos os títulos, melhor que o que hoje acaba.
Que nos traga saúde, antes de mais nada. E mais alguma coisa para nos adoçar o bico, pois claro!

sábado, 30 de dezembro de 2017

A confusão dos sapos !

São pouco mais de 9 da manhã e já passaram por aqui quase 200 visitantes. Ena pá, de onde vieram tantos? O que procuravam eles? Serão todos benfiquistas e vieram ler a minha crítica ao jogo de ontem? E terão saído daqui satisfeitos? Quem sabe!
Bem, hoje tinha escolhido falar de sapos e não vou mudar de planos por causa disso. Vocês sabem o que é um sapo? Daqueles feios e nojentos que as meninas bonitas têm que beijar para quebrar o feitiço e descobrir o príncipe com que sonham? Vou mostrar-vos um.


Aqui está o verdadeiro sapo, jardineiro que me ajuda a tratar da horta. Não sei (nem me importa muito saber) se ele conseguirá sobreviver se cair dentro de água e de lá não conseguir escapar. Sei que não gosta muito do sol e do calor, de dia esconde-se e trabalha de noite. Para fugir da nossa vista ele enterra-se entre as folhas, ou até debaixo da terra, escavando um pequeno buraco, em que se assapa (palavra mesmo ao jeito) e fica camuflado. Para terminar a apresentação, o seu nome em inglês não é "frog".


Este é que é o animal que os ingleses e americanos tratam por "frog" e que em bom português se traduz por rã. É um animal anfíbio e passa mais tempo dentro de água do que fora, exactamente o oposto do sapo. Vá lá saber-se porquê, passa a vida a coaxar, de dia e de noite, ao contrário do sapo que não tuge nem muge para que não seja descoberto.
Eu sou um grande utilizador do portal «SAPO», até lá tenho conta de e.mail, dois blogs e é o meu fornecedor de notícias todos os dias. E faz-me uma grande confusão cada vez que clico no sapo e me sai uma rã, como esta que vêem aqui em cima e que veio à tona da água para respirar.
Para tirar dúvidas, chamei o meu neto Ricardo que tem 16 anos e perguntei-lhe se sabia o que é um sapo. É aquele bichinho verde que serve de logotipo ao portal sapo, respondeu-me ele. E como se diz em inglês, voltei eu a perguntar. Frog, respondeu ele de pronto.
Está tudo fodido, pensei eu, estou mesmo a ver que vou ter que armar-me em professor de botânica e ensinar-lhe qual a diferença entre os dois bichos!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Espero bem que 2018 seja melhor !

Para jogo de despedida do ano velho só podia ser mau. A equipa era um grupinho arranjado à pressa com dois ou três dos habituais titulares e lá foram fazendo merda, como de costume. Passes falhados uns atrás dos outros, os filipes augustos e os rafas de sempre que não acertam uma, uma tristeza de fazer chorar as pedras da calçada. Por isso mesmo o resultado de 2 a 0, ao fim de algum tempo, não me surpreendeu por aí além.
A pior parte foi o puto belga, candidato a grande guarda-redes que, ao sofrer o 1º golo, deu uma cabeçada no poste que obrigou o 112 a vir ao estádio. Entrou o Varela para o seu lugar e na primeira saída à bola sofre o segundo golo e no choque manda um jogador do Setúbal juntar-se ao Svilar, a caminho do hospital. Assim ficou a viagem do 112 mais justificada, um tiro dois melros.
Com uma segunda parte menos conseguida da parte dos sadinos o Benfica lá conseguiu empatar o jogo e salvar-nos duma vergonha idêntica à da Liga dos Campeões. Três jogos, três empates, 3 pontos em 9 possíveis. Foi muito melhor do que 6 jogos, 6 derrotas e zero pontos. Essa é que é essa!

Um australiano no Benfica !


Os olheiros do Benfica devem ser muito bons! Com a equipa desequilibrada como está - precisamos de uma defesa toda renovada - torna-se necessário encontrar os jogadores certos para as posições chave, de modo a continuarmos a luta pelo «Penta». Acabo de ler que foi na Trofa que encontraram o craque que vai apresentar-se na Luz na próxima semana.
Anthony Carter se chama o artista e é australiano. Vou pedir ao Valdemar - que é o rei daquelas bandas - que me dê informações deste rapaz. Será ele suficientemente bom para trazer ao Benfica a solução do problema que o aflige?
Em 2016, ele jogou no Cluj, da Roménia, e alguém o trouxe para o Trofense. Porque não veio, directamente, para o Benfica, pergunto eu. Os olheiros do Benfica ainda não lhe tinham posto o olho em cima, ou o rapaz melhorou assim tanto, na Trofa. Só espero que não seja outro barrete para andar emprestado durante anos e a pesar nas contas do meu clube.
Começou a sua carreira em Itália, há 5 anos, de onde saiu para o Cluj, clube onde jogou até ser transferido para o Trofense. A sua posição de referência é a extremo-esquerdo, a mesma do Cervi. Será que o acharam melhor que este? E eu a pensar que a prioridade era arranjar alguém para o lugar do André Almeida!
Sim, porque o André Almeida tem que estar no banco, pronto para substituir qualquer um que falte - se lesione ou seja castigado - na direita, na esquerda ou no centro.
Mas isto sou eu a falar que não percebo nada disto. Eles é que sabem e não sou eu que lhes vou tirar as castanhas do lume. Só espero que acertem no alvo.

Os arguidos do Rio Ave !


Aos comentadores desportivos custou muito a soltar os nomes dos jogadores do Rio Ave que foram constituídos arguídos. Parecem que estavam com medo de ser acusados de ter tido acesso a informação que estava em segredo de justiça. Eles lá sabem porquê. As fontes onde vão beber a informação que querem ser os primeiros a divulgar é, por vezes, ilegal e muito bem paga. Depois, houve um que disse os nomes e todos os outros as repetiram sem parar. Tal como estou a fazê-lo eu, agora.
Cássio, Marcelo, Roderick e Nadjack são os nomes dos acusados de terem embolsado alguns milhares de euros para deixar o Rio Ave perder alguns jogos. E logo o "capoeira" Cássio que estava no melhor lugar para resolver o problema com um franguito mais agora ou mais logo, bem escolhido, não há dúvida.
O Marcelo tem carta de chamada por um dos três grandes para a próxima época. Pergunto-me se ainda se vai concretizar esse negócio. É que um jogador que vende os resultados da sua equipa é um perigo para quem lhe paga o salário.
O Roderick já joga em Inglaterra e, por certo, vai começar a ser olhado de esguelha a partir de agora. Corre o risco de ver a sua carreira truncada aqui.
O Cássio como responsável pela baliza do Rio Ave vai ter, a partir de hoje, cada golo que entrar na sua baliza escrutinado por cem olhos muito atentos à procura do menor sinal de "frangaria". Ao menor sinal de culpa estará feito ao bife com o seu patrão, pois traidores em casa ninguém quer.
Não digo nada do Nadjack pois nada sei da sua vida ou do seu valor como futebolista. Se não for indispensável ao Rio Ave, não tardaremos a vê-lo porta fora.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Pernil em falta !

O Maduro reclama a falta do pernil e Portugal reclama a falta de pagamento do pernil fornecido no ano passado. Agora já veio o ministro dos negócios estrangeiros (venezuelano) emendar a mão e prometer que até Março próximo serão pagos os milhões de euros em atraso.

Este foi o que comeram no ano passado
mas esqueceram-se de pagar

Este é o "marmelo" que não sabe cumprir as regras
primeiro paga-se o que se recebeu
e só depois se recebe mais

A comunidade «Amish» !

Ao passar em revista as notícias de hoje, li qualquer coisa (que para aqui não tem qualquer importância) sobre a comunidade Amish da Pensilvânia, Estados Unidos da América. Já não é a primeira vez que aparecem nas notícias, o mesmo aconteceu, no ano passado, durante a campanha para a eleição do Trump, porque o apoiaram massivamente. Fui à wikipédia ler um pouco da sua história para não correr o risco de dizer aqui alguma asneira. Não me vou cansar a fazer grandes descrições, pois sei que os curiosos vão querer consultar a fonte como eu fiz e para os outros o que digo a seguir é suficiente.
Eles seguem uma religião muito à sua moda, reformista da protestante alemã, vivem uma vida desapegada de modernismos, carros, telemóveis e coisas do género não são nada com eles, não participam na vida cívica americana nem dependem dela. Eles produzem quase a 100% aquilo que consomem, casam-se entre eles e acham que assim é que está certo. Na agricultura que é o seu meio de subsistência principal, fazem tudo à base de tracção animal. Quanto mais pesado o trabalho, ou a alfaia, mais animais atrelam, de modo a obter a força de tracção necessária.
Depois de ler o que tinha a ler, fui ver as fotografias e trouxe uma catrefada delas para vos mostrar. Aquelas que mais atraíram a minha atenção foram as que mostram os pés descalços das crianças. Também eu fui criado assim, sapatos só conheci aos 11 anos de idade para ir à sede do concelho fazer o exame da 4ª Classe.
Ah, uma última nota, toda a gente de cabeça coberta, homens, mulheres e crianças, em cabelo só na igreja. Penso, agora, que o meu pai devia ter alguma coisa de amish, pois sempre me obrigou a andar de cabeça coberta. Dizia ele que em cabelo só andavam os ladrões. Vá lá saber-se porquê!

Grande família Amish com as crianças caminhando descalças

Putos Amish a caminho da escola

Transporte colectivo Amish

Carros típicos particulares

Máquina de segar o feno

Máquina de enfardar a palha

Casal com 4 filhas e 1 filho. A roupa define o sexo.

Seis bestas a puxar a charrua

Carro tinham, mas sapatos não.

Casal Amish na labuta diária.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O Futebol está de rastos !

Já não bastava a telenovela dos E.Mails, com artistas de primeira água como o Pedro Guerra (equipado à Benfica), o Nuno Saraiva (equipado à Sporting) e o Francisco J. Marques (equipado à Porto) para nos entreter nas noites televisivas, vem agora outra história de resultados combinados, o famoso match-fixing, e de jogadores do Rio Ave constituídos arguidos.
Diz-se que isto pode não significar nada, para além de suspeitas, mas também pode significar muito com clubes e desportistas envolvidos num esquema mafioso de apostas desportivas envolvendo milhões.
O povo costuma dizer que "não há fumo sem fogo" e eu acredito nisso. Os investigadores podem nunca arranjar provas para levar a tribunal os suspeitos, ou o juiz não achar que há razões para os condenar, mas o simples facto de haver uma investigação significa que a corrupção anda por aqui.
Que mais nos irá acontecer?
Só espero que, neste caso, não comecem a dizer que a culpa também é do Benfica!

Azar do cralh !


Fazer uma longa viagem, até à Serra da Estrela, para ver a neve e encontrar a estrada encerrada, quando se está a uns míseros quilómetros do acontecimento, é demais para qualquer um. Eu que conheço bem a serra e todos os caminhos que a atravessam, não me deixo enganar facilmente e, fura que fura, lá subo até aos 1.200 metros de altitude.
Neve no solo ainda há pouca e a cair nenhuma. Que azar! O que fazer agora? Voltar para trás, conduzir outros 300 kms para nada? Não, isso não é comigo, tem que nevar, aqui ou noutro lado qualquer onde eu possa ir espreitar.
Para ocupar o tempo e desentorpecer as pernas, toca a fazer umas bolas de neve e atirar com elas ao adversário mais próximo. Faz frio, a temperatura deve estar próxima do zero e os pés sem calçado adequado para a neve começam a ficar gelados, até as unhas dos pés se empinam e viram para trás! Remédio, fugir para dentro do carro e ligar o aquecimento.
Algum tempo depois, com os vidros completamente embaciados, parecia estarmos fechados numa cápsula espacial, não se via nada além das nossas caras. De repente, alguém passa a mão num vidro para espreitar para fora e grita:
- Está a nevar!
Ainda incrédulos começaram a abrir as portas e saltaram por entre os penedos e as giestas dando vivas à neve que lhes tombava sobre as cabeças. Não foi uma queda de neve muito intensa, nem durou mais que um quarto de hora, mas já pareceu justificar uma viagem tão longa.
Mais umas fotografias para mostrar aos que ficaram em casa, seguidas de um almoço serrano bem quentinho, bem servido e bem regado e há que dar a volta ao cavalo e rumar a terras mais planas.
Esta aventura já tem alguns anos e pensei, hoje, em repeti-la, mas já me avisaram que até ao fim do ano não há mais neve e a temperatura vai subir consideravelmente. Paciência, fico em casa!