domingo, 11 de janeiro de 2026

Como fazer dinheiro?


Quem não ambiciona ser rico?

Acho que não há ninguém neste mundo que não preferisse ser rico em vez de pobre! Não admira, portanto, que logo que entendam como funciona o mundo moderno, se ponham à procura do meio mais rápido e eficaz de fazer dinheiro. Uns vão pelo caminho certo, para outros qualquer caminho serve desde que os conduza ao destino que pretendem.

Vem isto a propósito do nosso conhecido político americano, Donald Trump, querer tudo o que cheira a dinheiro. Grande negociante imobiliário e com interesses em todo lado, apresentou-se a eleições nos EUA para ser o rei do mundo. Dinheiro ele já tem a rodos, agora também quer a fama. Mas não rejeita qualquer hipótese de juntar mais umas migalhas à sua fortuna.

Gente menos famosa que ele, mas igualmente ambiciosa, aproveitaram as oportunidades possíveis por se agarrar ao negócio do petróleo que, na Venezuela, jorra a céu aberto e só pede que o tirem dali. Outros que não gostam de sujar as mãos no líquido viscoso, foram por outro caminho, menos legal, mas também muito lucrativo. Não tanto para os desgraçados que andam pelas encostas andinas a plantar e colher as folhas de coca, mas para os que vendem o pó branco que tem grande procura em todo o mundo.

Uma vasta zona que inclui os países andinos da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru, além da Venezuela que ainda há quem veja como uma província da Gran Colômbia, em que a planta da coca tem o seu habitat natural e traz a quem a cultiva um meio de subsistência.

Desde o tempo dos escravos africanos que se cultiva a folha de coca naquela zona do mundo. Assim como os agricultores do Azerbeijão se dedicam a cultivar papoilas de ondem extraem o ópio que é famoso e, legalmente, consumido em todo o Oriente. A folha de coca é mastigada para dar energia ou fazer esquecer a fome de quem desempenha árduas tarefas. E também usada para fazer uma espécie de chá (mate de coca) que anima quem o toma.

Mas o produto mais lucrativo e que é exportado para os 4 cantos do mundo é aquele pozinho branco a que se dá o nome de cocaína e que segundo o Trump é levado para o seu país em doses industriais e está a dar cabo da saúde aos jovens americanos que a consomem para esquecer os problemas do dia-a-dia, tais como serem enviados para a guerra, como aconteceu no Vietnam e pode acontecer de novo, se o presidente continuar a chatear meio mundo.

Portugal é uma das portas de entrada no continente europeu, mas não a única. Por via marítima os traficantes chegam a todos os portos europeus, ou costas mais acessíveis, onde a desembarcam clandestinamente. Cada vez são maiores as quantidades enviadas e vai longe aquele ideia de um pacote de Kilo. As últimas apreensões ascendem a milhares de toneladas.

O Brasil pela proximidade com os produtores e pela facilidade de falarem a nossa Língua, é o maior intermediário entre os produtores e o mercado da Europa com passagem por Portugal. Dizem por aí que há um excesso de produção e que preços do produto caíram. Quanto mais baixo for o preço, maiores serão as quantidades para garantir aos produtores a mesma receita.

Esquecendo a droga e voltando ao petróleo, o Trump reuniu alguns dos maiores refinadores de petróleo para garantir o escoamento do produto e aproveitar ao máximo as capacidades de refinação instaladas na América, mas eles mostraram-se receosos, pois a Venezuela ainda é dominada pelos chavistas e ninguém sabe ainda como esta aventura do presidente americano irá terminar. Ele diz que governará a Venezuela até que os venezuelanos entrem nos eixos, exactamente, o mesmo que quer fazer o Putin, na Ucrânia, mas isso é mais fácil de dizer do que fazer.


Veremos como tudo isso vai terminar! Ainda serão disparados muitos tiros e muitas palavras serão pronunciadas por conta destas guerras modernas, mas vai ser difícil conter as ambições de Trump e Putin e outros como eles! Ainda, nos últimos dias ouvi falar no famoso míssil russo, o poderoso Oreshnik, que teria sido disparado em direcção ao noroeste da Ucrânia e que mete medo a toda a gente!

3 comentários:

  1. Não sei como acontece com outros leitores, mas o vídeo aparece-me como indisponível.
    Quanto às palavras analíticas acerca do estado caótico em que segue o mundo, com armas cada vez mais potentes e arrasadoras, nas mão de governantes prepotentes, concordo inteiramente.

    Saudações pacíficas!

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  2. O Trump pertence aquela elite de homens que joga por amor à camisola. Fazer dinheiro para o bilionário embora não seja assunto arquivado passou para segundo plano. A Venezuela com o petroleo e o Panamá com o Canal encontram-se num eixo geográfico de influência norte-americana que foi completamente ignorado pelos socialistas-democratas. O Trump apenas se antecipou a russos & chineses já infiltrados nesses países. Uma jogada de mestre!

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