quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Açores - Corvo !

Na reunião com o Conselho de Ilha do Corvo, no âmbito da visita estatutária que o executivo regional está a efetuar à ilha mais pequena e menos populosa do arquipélago, com cerca de 450 habitantes, Vasco Cordeiro destacou esta como uma das questões mais relevantes do encontro.


Li isto, hoje, no Sapo Notícias. Uma ilha com um só município e apenas 450 habitantes. Por razões económicas nunca ali deveria ter sido construído um aeroporto. Por razões humanitárias, talvez, pois as pessoas poderiam ficar perigosamente isoladas, em casos de urgência, quando o mar não permita o tráfego marítimo. A questão a que o Vasco Cordeiro se refere é a ampliação da aerogare, pois a pista não tem por onde ser aumentada.


Olhem só para o tamanho da Ilha do Corvo! É um milagre ela ser habitada! Quase todas as freguesias do concelho da Póvoa ultrapassam os 2.000 habitantes, ou seja, quatro ilhas do Corvo. Quando falamos do abandono do interior de Portugal, esquecemos estes casos que são também uma espécie de abandono. Se fosse bom viver ali, estariam lá uns milhares.


Vila do Corvo, única autarquia da ilha, mesmo ali, num espaço tão reduzido, em área e população, há lutas políticas que prometem fazer a vida negra ao Vasco Cordeiro por ter metido ombros à ideia de ampliar o aeroporto, perdão, a aerogare. Há gente muito oportunista!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Lembram-se da Miss Mamocas?


Aí vai ela toda gaiteira!
Concorreu pelo PAN e ganhou um lugar de vereadora na nossa Câmara.
Terá sido por causa da peitaça.
O que vos parece?

A história dos «entas» !


Quem é novo não pensa nisso, mas conforme a idade vai avançando começa o "bestunto" a ficar mais receptivo a essas coisas da idade e suas consequências. Diz-se que as coisas se começam a complicar quando a nossa idade passa a ter um "enta". O primeiro dia dessa etapa da nossa vida começa no dia em que fazemos «QUARENTA» anos. Entramos na primeira etapa dos entas.
Nesta idade, se não houver problema maior, o que às vezes acontece, as queixas costumam ter a ver com o esqueleto ou com os músculos. Uma dorsinha aqui, outra acolá, nada que um comprimido ou um massagista não resolva. Mas um dia virá em que se comemora o 50º aniversário e começa a segunda etapa dos entas.
A não ser que um homem seja muito azarado, os dez anos desta segunda etapa costumam decorrer sem grandes aflições. Por vezes ataca a diabetes, uma insuficiência renal ou cardíaca, mas ainda sem encostar o "cliente" à parede. Eu diria que são os últimos dez anos de sossego de um homem normal. E aí chega o 60º aniversário que é a verdadeira fronteira entre tudo aquilo que a nossa vida teve de bom e o que o futuro nos reserva de mau. Terceira etapa dos entas, enfrentem-na com coragem que eu já o fiz.
Os dez anos que medeiam entre o 60º e o 70º aniversário são uma verdadeira prova de fundo, em que só os melhores chegam ao fim. Muitos vão caindo pelo caminho tomados dos mais variados males. Esses vão para o cemitério e ganham uma enorme vantagem aos que ficam, não sofrem mais nem dão mais dinheiro a ganhar a médicos e farmacêuticos. Os que ultrapassaram com sucesso essa etapa, embora com queixas de maior ou menor grau, celebram o 70º aniversário e podem ter a certeza que daí em diante só terão arrelias. É a chamada «Idade do Condor», o pessoal desta idade vive com dor na coluna, nas articulações, nos rins e por aí fora.
Mas a dor não é o único e, se calhar, o pior mal. Começam aqui as falências do nosso organismo, a audição, a visão, a capacidade de locomoção, os dentes, os rins, o coração, os pulmões, não falta por onde escolher. E há ainda outra coisa que também vai à falência, nesta etapa da vida, e não incluí, de propósito na lista anterior, a potência. Isso mesmo, estou a falar naquela molinha que faz o pénis ficar em sentido. Esta falha do corpo masculino dá para um enorme capítulo separado.
Até aos 10 anos de idade, o homem pega no pénis com a mão direita, umas quantas vezes ao dia, só para aliviar a bexiga, mas não lhe passa mais cartão nenhum, anda para ali pendurado como se não existisse. Mas a partir dessa idade e quanto mais se aproxima dos 20, ele começa a levantar a cabeça e torna-se no brinquedo preferido de qualquer homem que se preze. Entre os 20 e os 40 anos de idade vive o homem despreocupado e sente que pode confiar no seu brinquedo e pô-lo a funcionar sempre que quiser.
Dos 40 aos 60 a coisa já fia mais fino e há que ter um certo cuidado nas cavalarias em que cada um se mete. Muita gente fica mal e tem que tirar os peões da arena por não ter medido bem a faena que começou. De vez em quando isso aguenta-se, desde que não aumente muito a frequência de tal acontecimento. Muitas vezes é nessa idade que aparecem as complicações na próstata. Reza o ditado que em cada três há um homem que sofre da próstata. Se for apenas hipertrofia a coisa resolve-se, mas se for cancro, o que está a tornar-se cada vez mais frequente, a vida vira um inferno e o brinquedo perde toda a importância.
A próstata é uma pequena bomba que funciona por impulsos nervosos. Entra em acção 6 a 8 vezes por dia para esvaziar a bexiga e, na etapa que estamos a atravessar, uma vez por semana para ejacular o esperma, se o homem continuar a manter-se sexualmente activo. Mas, infelizmente, esse período que já não é grande coisa, termina no dia do 70º aniversário. Quem fez 70 anos entra no túnel negro que leva ao cemitério ou ao sofrimento. Há uns quantos felizardos que conseguem chegar aos 80 e gabar-se de não ter queixas de saúde. Bem gostaria de me contar entre eles, mas há muito que perdi essa corrida.
As dores que, hoje, me afligem, começaram quando tinha 57 anos e pioram a cada um que passa, já lá vão quase 17 anos a sofrer. Esse é o primeiro mal que refiro, pois me mantém aqui sentadinho sem poder dar umas voltas por aí e apreciar a paisagem. Onde puder ir de carro, eu vou, onde o carro não chega, não vou. E, por causa da diabetes estou em risco de não conseguir renovar a carta, daqui a quatro meses. Depois a vista, a não ser as letras garrafais, um homem não consegue ler nada, passa o jornal de uma ponta á outra só para ver as fotografias. E os dentes? Desses nem se fala, começam a ir devagarinho e de repente, está a boca vazia. Se ouves mal, metem-te um grilinho no ouvido e lá te vais safando. Quando o coração começa a falhar, dá-se um golpe no peito, levanta-se a pele e mete-se lá dentro um pacemaker e siga o baile.
Nem vale a pena falar dos que têm os pulmões como cortiça, por causa do cigarro, dos que têm o fígado à beira da rotura por causa dos copos, ou andam a fazer hemodiálise, porque os rins já deram o berro. A esses, para infelicidade deles, a doença pode chegar muito mais cedo e não terem tido a sorte de poder desfrutar a vida até à idade que eu tenho hoje.
E aí vai um homem que passou dos 70, de bengala, com óculos, dentadura postiça, grilo no ouvido, pacemaker para não deixar adormecer o coração e a pensar no seu brinquedo que mal lhe serve para mijar.
Digam-me lá, vale a pena continuar a viagem?

Os cromos de hoje !

Ainda é cedo para começar com grandes ideias, mas estou a preparar uma coisa que ficará pronta lá mais para a hora do almoço. Por agora deixo-vos com algumas imagens e os meus comentários a respeito.


O empregado do Pinto da Costa que está na linha da frente na guerra contra o Benfica é, na minha opinião, o cromo-2017. Já tínhamos o Manel Serrão, também do FCP, o Pedro Guerra, do Benfica e o Octávio Palmelão, do Sporting. Com este fica uma equipa mais completa para nos envergonharem do futebol que temos.


As mulheres reclamam que querem ser iguais aos homens. Elas querem, mas não podem. No salário talvez possam e eu não tenho nada contra isso, pois sou defensor da regra «para trabalho igual salário igual». No resto, está quieto ó mau, nada feito. Há coisas em que elas são muito melhores que os homens e há outras para as quais lhe falta o físico. Deixem isso p'ra lá, a mistura dos dois é que dá melhor resultado.


O novo GR (GK, em inglês) do Benfica quer ser o melhor do mundo. E eu não tenho nada contra, a mim não me rouba o lugar. Ele fala de boca cheia, não tem medo das palavras e eu como adepto fervoroso do clube cuja baliza ele defende, só quero que a vida lhe corra bem. No último jogo ele fez para lá umas habilidades que não estavam no programa. Espero que o treinador de guarda-redes o saiba corrigir e ele esteja pronto a aceitar isso. Senão o sonho dele pode nunca se realizar.


Ontem, apresentaram-me a Sofia, uma humanóide que vai substituir as mulheres com quem eu me habituei a conviver nos últimos 70 anos. Comigo não resulta, vou já avisando, foram muitos anos agarrado à carne quente e não acredito que me habituasse à mudança. O seu aspecto também não ajuda muito, podiam ao menos ter-lhe posto uma peruca loira, aos caracóis, e desenhado uns lábios mais sedutores para enganar cá o rapaz. Assim não, muito obrigado.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O histórico ano de 1917 !


Qualquer bom português sabe que foi em 1917, no mês de Maio, que começaram as aparições da Virgem Maria, em Fátima. E aqueles que são mais atentos a essas coisas da religião católica também sabem que o primeiro pedido de N. Senhora foi para rezar pelo fim da guerra (Grande Guerra 1914-1918)  e pela conversão da Rússia. E porque seria isso? Por serem uns anjinhos, os russos, não foi com certeza.
Vamos, então, dar um passo em frente na nossa narrativa histórica. A Rússia envolvera-se também na Grande Guerra que pôs a Europa a ferro e fogo e sofreu pesadas baixas nas batalhas contra o exército alemão. Os políticos russos que desde há perto de duas dezenas de anos tentavam acabar com o regime czarista, aproveitaram o descontentamento do povo e depuseram o czar Nicolau II. 

O seu reinado terminou com a Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a capital, seu trem foi detido em Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e sua família foram aprisionados, primeiro no Palácio de Alexandre em Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em Tobolsk e finalmente na Casa Ipatiev em Ecaterimburgo. Nicolau II, sua mulher, seu filho, suas quatro filhas, o médico da família imperial, um servo pessoal, a camareira da imperatriz e o cozinheiro da família foram executados no porão da casa pelos bolcheviques na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918. É conhecido que esse evento foi ordenado de Moscou por Lenin e pelo também líder bolchevique Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II, sua mulher e seus filhos foram canonizados como neomártires por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio.

E começou assim a «Revolução Russa» que comemora hoje 100 anos. O nosso contemporâneo comunista-mor, Jerónimo de Sousa, está hoje em festa. Só não consegui descobrir ainda se ele devia comemorar com risos ou com lágrimas. E ele também não.

Em novembro de 1917, o governo publicou a Declaração dos Direitos dos Povos da Rússia, que declarava que os grupos étnicos não-russos que viviam dentro da República tinham o direito de ceder da autoridade russa e estabelecer seus próprios Estados-nação independentes. Citando isso como justificação legal, muitas nações declararam independência: Finlândia e Lituânia em dezembro de 1917, Letônia e Ucrânia em janeiro de 1918, Estônia em fevereiro de 1918, Transcaucásia em abril de 1918 e Polônia em novembro de 1918. Logo, os bolcheviques incentivaram ativamente os partidos comunistas nesses estados agora independentes, enquanto em julho de 1918, no V Congresso dos Sovietes de Toda a Rússia, foi aprovada uma constituição que reformou a República Russa na República Socialista Federativa Soviética da Rússia.

Além do czar, sua família e empregados que foram fuzilados uns meses depois, poucos russos sofreram na pele as consequências imediatas da revolução. Mas foi sol de pouca dura, pois anos depois começaram as viagens sem retorno para a Sibéria. Quem não acatava as directrizes do partido no poder era posto de lado imediatamente.
Uma das figuras da revolução e chefe do primeiro governo estável, criado depois da revolução foi este senhor que vêem aqui à esquerda, Vladimir Lenine, que morreu cedo, mas continua presente na vida do povo russo, embalsamado e depositado no «Mausoléu de Lenine», no centro da Praça Vermelha, em Moscovo.
Passados que são 100 anos, muita gente se pergunta o que ganhou o povo russo com a revolução. No tempo dos czares eram pobres e viviam mal, faltava-lhes tudo e mais alguma coisa. E depois da revolução? Continuaram na mesma ou pior e sempre com a ameaça de serem deportados para os campos de concentração, na Sibéria, pendente sobre as suas cabeças. Foi assim até à chegada da perestroika, em 1989 e mudou um pouco desde então. A mudança tem acelerado nos últimos anos, pois a tecnologia e a facilidade comunicação não têm fronteiras e, embora contra a vontade de quem manda, têm penetrado as fronteiras russas e feito o seu trabalho.
E, ao fim de tantos anos, os czares voltaram a reinar na Rússia. Diferente do passado, não é apenas um, mas sim vários. Eles são os donos do petróleo, do gás e das grandes empresas russas. Têm milhões, fazem o que querem e sobra-lhes tempo.
E o grande chefe deles também se chama Vladimir ... Putin !

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Religiões e tiros !

Começo com um àparte que não tem nada a ver com a notícia que se segue, mas o letreiro com o nome da Igreja Baptista fez-me lembrar um tempo em que frequentei a Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Lourenço Marques. Arranjei uma namorada que pertencia a essa religião e a única maneira de estar com ela era acompanhá-la à missa. Mais que isso os pais não permitiam. Depois da missa lá ia com toda a família até à porta de casa e depois era xau-xau e até à próxima. Durou pouco esse namoro.


Aqui, em Portugal, anda todo o mundo preocupado com as tochas que os GOA´s do Benfica acendem para festejar os golos e fazer a festa encarnada. Nos Estados Unidos vendem armas em qualquer supermercado e ensinam as crianças a usá-las, pouco depois de aprenderem a andar, com a ideia que elas têm que aprender a defender-se. Burrice, as questões não se resolvem a tiro. E se ninguém tivesse armas em casa, nunca poderiam desatar aos tiros uns aos outros.
Seja internamente, nos Estados Unidos, ou externamente, nos quatro cantos do mundo, o negócio das armas é fonte de grandes rendimentos, para as empresas e para o estado, pelo que não convém acabar com ele. Várias vezes foi já tentado aprovar legislação que proibisse a venda livre, mas sem sucesso, há sempre quem não queira. E até gente que se manifesta publicamente, como o velho actor Charlton Heston, para que essa lei nunca passe no Parlamento. Ele e outros como ele ainda devem ter a cabeça no velho faroeste americano, em que se andava de pistola à cinta e só se separava dela para dormir.


Esta é uma imagem de uma arma automática que se suspeita possa ter sido usada no tiroteio em que morreram 26 pessoas e ficaram mais umas quantas feridas. Foi publicada pelo atirador, nas redes sociais, há alguns dias, e a polícia está a investigar se poderia ter sido usada neste ataque à igreja baptista.
Eles lá sabem o que é melhor para eles. Ou proíbem as armas a 100%, ou vão continuar a lamentar-se pela repetição destes incidentes que não há outra maneira de parar. Quando o dinheiro fala mais alto, as vidas humanas têm um valor muito relativo.

Tomem lá disto !


O reporter da meia noite atrasou-se e já não tem tempo de escrever a habitual crónica. Não vem daí grande mal ao mundo, pois acredito que já conhecem o resultado do jogo e devem ter ouvido críticas e comentários de vários lados. Tanto dos que gostam do Benfica, como eu, como daqueles que o detestam e gostariam que perdesse sempre que entra em campo.
Ainda não foi desta que o Glorioso fez um jogo de encher o olho. Houve duas ou três jogadas de que gostei, o resto foi uma sucessão de movimentações erróneas que raramente levaram a bola perto da baliza adversária. Há ali qualquer coisa que não funciona. Será culpa do treinador?
Por outro lado não podemos nem devemos esquecer o Guimarães que se esforçou ao máximo por levar a água ao seu moinho. Ainda me chegaram a assustar, falharam um penalty perto do fim e por aí fora. Gosto do Pedro Martins e não me importo nada que ele ganhe os jogos todos, menos os do Benfica, aí não pode ser nada.
No fim de tudo salva-se o resultado, 3 a 1 foi bom e mantém-nos na perseguição aos dois da frente. O empate do Sporting, em casa, também deu uma ajuda, muito embora deixe o Porto mais sozinho e cheio de gás lá na frente.

domingo, 5 de novembro de 2017

Memórias e ... etc. !

Uma notícia difundida, ontem, pela televisão, dando conta da visita surpresa do nosso presidente da república ao Hospital S. Francisco Xavier, remeteu-me, de novo, para a minha vida como grumete fuzileiro da Marinha de Guerra Portuguesa. O homem não pára quieto e aparece em todo o lado, por vezes de surpresa, pondo em pânico aqueles que têm medo de ser apanhados em falta.
Durante o tempo de permanência na Armada, eu fiz centenas de serviços. Comecei com os de «Plantão», na Escola de Fuzileiros, ainda nos tempos da recruta, passei pelos de sentinela, na Escola e no Corpo de Marinheiros do Alfeite, e acabei a fazer serviço de guarda, dia sim dia não, em Moçambique, enquanto durou a comissão na Companhia 2.
Fazer o serviço não tinha nada de complicado, o que nos complicava a vida era a fiscalização permanente, e muitas vezes mal intencionada, dos nossos superiores que, a exemplo do que fez ontem o Professor Marcelo, apareciam de surpresa tentando apanhar-nos em falta. Parecia dar-lhes um prazer "orgásmico" meter-nos no «Livro» e ver-nos apanhar um castigo que em nada os beneficiava.
O meu primeiro serviço foi «Plantão às Casas de Banho» da Parada da Escola de Fuzileiros que ficavam quase em frente da porta do gabinete do Oficial de Serviço.


Corria o mês de Abril de 1962 e eu, enfiado numa farda de cotim cinzento, onde caberiam à-vontade dois como eu, afivelei o cinturão, de onde pendia o sabre de uma espingarda Mauser, e apresentei-me no posto de serviço que me tinha sido destinado. Eram 20.00 horas e a única autoridade que vi por perto foi o «Cabo de Quarto» que, eu já sabia, era o meu primeiro superior numa escala hierárquica, o qual dependia de um sargento e este de um oficial, que estariam de serviço até às 08.00 horas do dia seguinte.
Estar de serviço era uma forma de falar, pois a seguir à rendição da meia-noite iam todos para a caminha e até perto das 07.00 horas da manhã ninguém lhes punha a vista em cima. Mas havia sempre o risco de algum deles sofrer de sonambulismo e apanhar o plantão ou a sentinela a fazer o que não devia. Portanto, o meu primeiro serviço foi, basicamente, manter a porta do gabinete sob vigilância para não ser apanhado "a dormir".


O meu primeiro serviço de sentinela foi já depois de ter jurado bandeira e saber manejar a Mauser, naquela guarita que ficava ao lado da estrada Coina/Palhais, a cerca de 500 metros da Casa da Guarda, num sítio mais elevado, em relação ao pavimento da estrada. Era já perto da meia noite e eu mortinho por ser rendido e ir fechar as pestanas, vi a chama de um cigarro a brilhar, a cerca de 20 ou 30 metros da guarita onde me escondia. Fiquei atento a ver quem seria e o que faria ali àquela hora. Terrorista não era com certeza que eu ainda não tinha chegado à África.
A chama do cigarro apagou-se (desapareceu), passaram ainda alguns minutos, e de repente, como se tivesse surgido do nada, apareceu-me a figura gigantesca do Sargento Trindade que era o Sargento de Quarto nessa noite, a poucos metros de mim.
- Tu também fumas, perguntou ele?
- Às vezes, respondi eu, cagado de medo do que viria a seguir.
- Viste a chama do meu cigarro?
- Vi.
- Sabes o que te acontecia se fosses tu o fumador?
- Ia para o Livro.
- Não, seu estúpido, levavas um tiro no meio dos olhos e ias para os anjinhos. Não te esqueças disso, daqui a uns meses, quando estiveres em África.
E depois disto desandou e desapareceu no escuro da noite. Nunca mais me esqueci dessa lição e cada vez que acendia um cigarro, para ajudar a passar as infindáveis horas de sentinela que fiz, em Moçambique, escondia-me o mais que podia para não correr riscos.
As centenas de serviços que fiz, em Moçambique, primeiro na Machava e Loureno Marques e, mais tarde, no Niassa dariam para contar um cento de histórias e preencheriam com facilidade as páginas de um livro de tamanho médio, mas não vou meter-me nisso. Limito-me a despejar aqui, neste blog que é uma espécie de «Diário Inconfidencial», algumas linhas, cada vez que alguém me puxa pela corda.
Quanto à visita-surpresa que o Presidente da República fez ao hospital - não sei se sim ou não para apanhar alguém em contra-pé - foi motivada pelo novo surto de legionella, uma bactéria que teima em fazer-nos uma visita de vez em quando. Vejam aqui abaixo o que se diz sobre ela.

«Legionella pneumophila é uma bactéria ubiquitária e saprófita da água, não fermentadora de lactose, sendo nutricionalmente exigente. É oxidase positiva, catalase positiva e hidrolisa o hipurato. É um patógeno intracelular facultativo, apresenta um sistema de secreção tipo IV. Com este sistema de secreção, a bactéria é capaz de "Invadir" a célula hospedeiro, através da transferência de DNA pelo método de conjugação.»

sábado, 4 de novembro de 2017

Orçamento para 2018 !

A política é mesmo uma coisa feia!
Nota-se nas votações que cada partido faz a intenção de denegrir o partido (ou partidos) proponente em detrimento dos interesses da Nação. Eles estão-se marimbando para esses interesses, basta-lhe votar contra o que o adversário político propõe, só porque sim, para meter areia na engrenagem.
Até o miserável PAN que tem apenas um voto, decide abster-se. Nem um sim ou um não para demonstrar que está de acordo, ou em desacordo, com a maioria das propostas apresentadas. Antes uma cobarde abstenção de quem não dá o menor interesse ao que está em discussão. E com essa posição eu não posso concordar.


Felizmente, a geringonça tem-se aguentado bem contra as ondas levantadas pelos partidos mais à direita e por mais areia que estes tenham metido na engrenagem ainda não gripou. Por estranho que isso possa parecer, eu diria que até saiu reforçada, depois das discussões levadas a cabo por causa deste orçamento. Orçamento que foi aprovado na generalidade, como já se esperava, com os votos contra dos dois "reacionários" da direita e o, já mencionado, voto de abstenção do PAN.

Essa é que é essa !

Wolverhampton continua a somar e a seguir na segunda divisão inglesa. O clube treinado por Nuno Espírito Santo recebeu e venceu o Fulham por 2-0, mantendo a liderança do Championship, com mais quatro pontos que o Cardiff, que tem um jogo a menos.
Segundo avança o jornal Record, os 'Wolves' contaram com Rúben Neves, Diogo Jota e Ivan Cavaleiro como titulares. No lado do Fulham, Rui Fonte foi titular e Rafa Soares foi suplente utilizado no encontro.


Uma equipa cheia de portugueses a dar cartas no Reino Unido!
Um treinador que não deixou saudades por aqui e lá longe é só sucesso. Quem diria, hein! Pode ser que um dia volte a treinar um clube português da primeira divisão e volte a ter sucesso, como já aconteceu no Rio Ave antes de se meter em aventuras internacionais. Diz-se que a água não passa duas vezes debaixo da mesma ponte, mas isso também pode entender-se em sentido positivo, ou seja, não há-de sempre correr tudo mal.
Uma coisa boa que aconteceu com o sucesso de tantos treinadores portugueses foi arranjar emprego para tantos jogadores, como se pode ver nestas duas equipas, que aqui no "puto" não teriam grandes oportunidades de ganhar a vida aos chutos à bola. Venham mais desses!

Velhas tradições !

A salga da sardinha e a matança e salga do porco eram duas tradições bem portuguesas, no tempo em que o frio ainda não era usado para conservar os alimentos, como acontece agora. Ter nascido numa pequena aldeia, talvez me tenha dado oportunidade de viver experiências e conhecer coisas que quem nasceu e foi criado numa grande cidade nunca viu.
Por alturas do S. Martinho, quando as temperaturas outonais já o permitiam, era altura de começar a pensar na salga de carne e peixe para ter o que comer durante o inverno. É bom lembrar que ainda não havia automóveis, nem Pingos Doces e Continentes - o mundo mudou muito nestes 70 anos que levo de vida - onde a gente se pudesse deslocar para fazer compras. Para além de que também escasseava, no bolso da maior parte da população, o metal sonante para o fazer. Era, por isso, muito importante ter alguma coisa na salgadeira a que deitar mão, nas compridas e frias noites de inverno, para meter na panela e preparar uma refeição com que confortar o estômago, antes de ir descansar.


Em 2014 um quilo custava quase dois euros (1,99 euros, quando foram transacionadas cerca de 16 mil toneladas), tendo no ano seguinte ultrapassado em 19 cêntimos os dois euros (14 mil toneladas), ou seja, o preço médio mais elevado dos últimos 20 anos.
Já em 2016 registou-se a primeira descida do preço em seis anos, quando valor se ficou nos 2,06 euros e quando foram transacionados em lota 13,4 mil toneladas.
Nos registos disponibilizados pela Docapesca referentes à semana entre 18 e 22 de setembro o preço médio máximo, encontrado na lota de Matosinhos, era de 3,14 euros, enquanto o preço médio mínimo era de 0,47 euros, registado na Costa da Caparica.
A tabela dos valores de 14 docas nacionais mostram um preço médio de 1,55 euros nesta semana de 2017.
Ao contrário das restantes quotas de pesca, atribuídas pela União Europeia, as da sardinha são geridas e fixadas por Portugal e Espanha, com base nos pareceres do Conselho Internacional para a Exploração dos Mares (ICES, na sigla inglesa), que tem recomendado uma drástica redução das pescas para travar o declínio do ‘stock’.

E também não havia este tipo de limitações à pesca da sardinha, como se vê agora. Eu bem me lembro de aparecer, lá na aldeia, um camiãozito a apregoar a sardinha, grande e boa para salgar, a «três à croa». Ainda alguém se lembra o que era uma croa (50 centavos de um escudo)? Nessas alturas era deitar a mão ao pé de meia e comprar quantas pudessem para encher a salgadeira.


A segunda coisa a marchar para a salgadeira era o porquinho de casa que vinha a ser engordado para o efeito, desde a primavera. Sempre assim foi e continuará a ser, para uns encherem a barriguinha tem que os outros sofrer as consequências. Neste caso era o porco que via a sua vida sacrificada para dar entre 60 a 90 kilos de carne para salgar e alimentar a família, até passarem os rigores do inverno. Depois disso se pensaria noutra coisa.
E por aqui me fico, esperando ter avivado a vossa memória e aberto o apetite para um almoço bem tradicional, à antiga portuguesa. Pode ser um belo cozido de carnes salgadas com hotaliça!

Os miúdos divertem-se !


Ter 18 anos, gostar de jogar à bola e ainda lhe pagarem, e bem,  para fazer isso deve ser o cúmulo da felicidade. Nesta imagem vêem-se os dois mais jovens jogadores em campo, no jogo entre Man. United e o Benfica, em que o guarda-redes do Benfica se arrisca a ficar sem a bola dentro da sua grande-área. Asneiras que se cometem, riscos que se correm, mas é assim que se aprende na vida. E no futebol também.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mais incêndios só para o ano !


Se nas nossas florestas não houvesse apenas pinheiros e eucaliptos, o seu aspecto, hoje, seria este. Não teria ardido como ardeu nem dado tantos desgostos e prejuízos a tanta gente. Será que vai servir de aviso para que as coisas comecem a mudar no nosso país? Espero que sim, mas depende das pessoas que vivem no interior, são eles quem tem que se empenhar na mudança e obrigar que os políticos façam leis e as obriguem a cumpri para que a mudança aconteça.


Com a chegada da chuva começam a aparecer os míscaros. Se pegar no cestinho e for para a floresta à procura deles, cuidado para não apanhar os que são venenosos e ir depois parar ao hospital. É conveniente deixar esse trabalho para quem percebe da coisa. Parece que, finalmente, temos Outono.

Velhas recordações !

Peguei nesta imagem que vem nas notícias de hoje - sobre a Websummit de Lisboa - para vos contar uma história dos velhos tempos, coisas que o Alzheimer ainda não me apagou da memória.


Reparei na irregularidade da parte da frente das calças do moço da direita, o que me leva a crer que ele não é maricas. Querem saber porquê? Calma que eu explico, mas a história é longa.
Não deve existir nenhum ex-combatente da Guerra do Ultramar que tenha estado em Nampula e não tenha ido, pelo menos uma vez, ao bairro da Metecolia. Eu fui várias vezes, não me importo de o confessar. Aquele bairro era o supermercado do sexo e nós não passávamos sem ele.
No centro do bairro, se estou bem recordado, existia uma cantina onde se combinavam muitos encontros e se molhava a goela com uma bebida fresquinha. Nessa cantina era habitual parar uma negra já velhota, reformada por certo do negócio da carne viva, que gostava de meter conversa com os jovens militares que por ali cirandavam às dúzias.
Uma certa vez, em que calhou eu estar presente, ela virou-se para um jovem furriel e perguntou-lhe:
- Quando vestes as calças, tu arrumas o coiso (ela deu-lhe mesmo o nome que vocês estão a pensar) para a esquerda ou para a direita?
- Porquê, perguntou o rapaz admirado com tal pergunta.
- Porque quem o arruma para a direita, se não é, há-de ser.
- Há-de ser o quê?
- Maricas!
E agora, para ficarem a conhecer esse famoso bairro vejam a notícia e imagem abaixo.
A imagem e as palavras abaixo são do jornal «A Verdade» publicado em Moçambique e que, de vez em quando, folheio para saber novidades. A imagem nº 2, ao centro, mostra o bairro da Metecolia (como nós lhe chamávamos) tal como me lembro dele. O chão de areia fina, muitas palmeiras e palhotas a perder de vista.


Ninguém sabe ao certo a data do surgimento do bairro de Namutequeliua, mas a verdade é que o mesmo começou a tomar forma no período colonial. Os primeiros habitantes foram os colonos portugueses devido à sua aproximação do Aeroporto Internacional de Nampula. Namutequeliua situa-se no Posto Administrativo de Muhala, concretamente na zona urbanizada número 1, no município de Nampula.
É composto por seis unidades comunais. Na zona Norte é limitado pela Avenida do Trabalho e pela translação da rua que dá acesso ao bairro de Namicopo. A Sul faz limite com a Avenida Eduardo Mondlane, a Este encontra-se o Posto Administrativo de Anchilo, distrito de Nampula-Rapale e a Oeste a Rua John Issa.

Cuidado com o Trump !

A agência norte-americana para o espaço e a aeronáutica (NASA) confirma que o buraco da camada de ozono sobre a Antártida encolheu para o menor tamanho desde 1988.


Este é o tipo de notícias que não se deve dar, a não ser quando o Donald Trump está a dormir. Senão ele ainda faz mais asneiras que aquelas que já tem feito. E adeus acordo de Paris!

Chuvinha da boa !


Toda a noite a ouvir cantar em cima das telhas!
A minha horta deve estar um espectáculo de terra macia que me apetecia saltar para lá de enxada em punho e dar-lhe um trato à maneira. E depois, quantos kilos de comprimidos tinha que engolir para aguentar as dores? Está quieta enxada! Fica aí sossegadinha no teu canto que eu fico no meu!
Bom dia, alegria!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

As pontes do Porto !


A zona das Caves do Vinho do Porto, do lado de Gaia, e a Ribeira, do lado do Porto, com a Ponte de D. Luis a completar o panorama, são os dois lugares mais frequentados da cidade capital do norte. E digo cidade, porque devia ser uma só dos dois lados do rio. Se não fosse a porka politika a complicar o caso era assim que seria. Duas câmaras municipais a 500 metros uma da outra só servem para complicar as coisas e gastar mais dinheiro. Não se vê isto em cidade nenhuma da Europa, daquelas que eu conheço.
Eu também não sabia, descobri hoje ao pesquisar na internet, que existiu outra ponte no lugar onde hoje está aquela que vêem na imagem. Chamava-se Ponte de D. Maria II, mas foi sempre mais conhecida por «Ponte Pênsil».


Construida durante os anos de 1841 e 1842, ainda lá não estava quando as tropas de D. Miguel fizeram o cerco ao Porto, uns bons dez anos antes. Um tabuleiro suspenso em cabos de aço, sobre as águas do Douro, só para trânsito de peões e pouco mais. Na prática também não havia carros nessa altura, o que simplificava as coisas.
Mas ainda antes da ponte pênsil houve a ponte das barcas que como o nome indica era uma série de barcas encostadas umas às outras, por cima das quais a gente atravessava o rio. Pontes como essa houve várias em Portugal, em quase todas as cidades que eram atravessadas por rios. A de Coimbra era, talvez, a mais famosa, mas houve outra que deu o nome a uma cidade do Minho.


Bonita ilustração da cidade do Porto, no tempo da Ponte de D. Maria II. Embora tirada de nascente para poente, dá para comparar com a primeira imagem desta publicação e medir as diferenças.

Ouro líquido !

Às 07.37 horas deu um chuveiro que dava gosto ver. Mas durou apenas dois minutos. Talvez tenhamos a sorte de ele se repetir umas quantas vezes ao longo do dia. E continue amanhã e depois de amanhã também. Nesta situação nunca será demais.
Muito embora, verdade seja dita, para pouco serve a chuva aqui na Póvoa. Talvez limpar ou desentupir alguns bueiros e sarjetas que não vêem água há muitos meses, de resto só obrigam as pessoas a andar de guarda-chuva na mão, o que causa imensos transtornos.
Chover e bem devia ser nas montanhas do interior para que a água escorra para os rios e encha as barragens, além de se infiltrar na terra e começar a fazer nascer o pasto para os animais herbívoros. Os garranos do Gerês trincam qualquer coisa por mais dura que seja, mas cabras e ovelhas precisam de algo mais macio.
Manter animais presos nas cortes e currais alimentando-os a palha ou ração não é negócio, pasto na natureza é que é bom. E de borla.
No meu tempo de criança - vivia numa aldeia do Baixo Minho - ouvia os velhotes dizer, em relação à chuva, ela que venha, mas temperada. Acho que na situação presente, mesmo que venha destemperada o povo agradece!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Parabéns D. Elvira !


O seu Porto ganhou, carago!
E que jogo! Coisa para ninguém botar defeito e perceber que o Sérgio Conceição chegou para mudar o rumo da história dos dragões. O Sporting também não jogou mal, ontem, mas o Porto conseguiu ganhar e isso, está claro, faz a diferença. E meteu mais um milhão e meio no saco que isso ainda é mais importante.
Só o meu Benfica é que não descola. Mal no campeonato, muito mal na Liga dos Campeões, não sei como irá salvar esta época. Ganhando a Taça de Portugal? Sabe-me a pouco! Sei que faltam muitas jornadas até ao fim do campeonato, mas não vejo qualquer sinal de que as coisas estão a melhorar, enquanto que nos rivais isso é notório. Assim está difícil.
Pouco mais que rezar à espera que um milagre aconteça, é o que resta aos benfiquistas e isso não é muito animador. Depois da próxima jornada vem aí mais uma paragem para a selecção, pose ser que isso ajude o nosso treinador a encontrar o caminho certo. E entretanto o tempo vai passando e não tarda chegaremos a Janeiro, altura em que podem aparecer novidades. Refiro-me a novas contratações, claro, pode ser que os olheiros descubram algum craque que venha inverter o rumo das coisas na vida do campeão.

A torneira mágica !

Com a tremenda seca de atrapalha a vida a toda a gente e faz sofrer os animais que não têm maneira de evitar a desgraça que lhes bateu à porta, o que nós precisávamos mesmo era de uma torneira mágica que deitasse água sem parar, mesmo não estando ligada a qualquer vasilha ou canalização. Assim a modos que esta que vêem na imagem.
A última recomendação é para rezarmos, mas a grande maioria das pessoas não sabe rezar. Os mais novos não aprenderam e os mais velhos já se esqueceram. A vida tornou-se de tal maneira materialista que o povo se esqueceu que há Deus. Há quem conteste a sua existência, mas ninguém consegue negar que há coisas que a ciência não consegue explicar.
Basta olhar para o corpo humano. Que engenheiro seria capaz de idealizá-lo, coordenar o funcionamento de todos os órgãos e garantir o seu funcionamento ao longo de tantos anos? Há quem não acredite na existência de Deus, mas dá tanto trabalho defender essa teoria que mais vale aceitar que Ele existe. Assim faço eu.
Desde sempre, os povos adoraram algo ou alguém que sentiam superior a eles. Começaram por adorar o fogo, pois dele dependiam para se aquecer e cozinhar alguns alimentos que não podiam comer crus. Outros adoraram o sol, por ser ele que os aquecia e terem percebido que era ele que fazia a natureza funcionar e dar-lhe os alimentos de que precisavam. Lembro-me dos índios americanos, ainda não há muitos anos, fazerem a dança da chuva, porque sem ela não nasceria erva que fazia engordar os bisontes que eram a sua principal fonte de vida e subsistência.


Na situação actual em que Portugal se encontra não resta outra solução senão rezar. Deus, seja ele quem for e esteja lá onde estiver, não é esquisito com as palavras. Aliás, nem são precisas palavras, basta fechar os olhos e dirigir-lhe um pensamento pedindo que tenha pena de nós.
Um dos mandamentos da igreja é "não invocar o nome de Deus em vão". Pois, neste caso, eu sinto-me autorizado a invocar o seu nome e rezo em nome daqueles que recusam fazê-lo. E parece-me ser a nossa única opção, quem conhecer outra que diga qual é.