quarta-feira, 12 de abril de 2017

Estou aqui que nem posso!



Saí de casa por volta das 07.30 horas e estou a regressar agora. Foi um corre-corre que não vos digo nem vos conto. A minha consulta para controlo da diabetes, por razões que não conheço nem para aqui são chamadas, tinha sido mudada de fim de Fevereiro para 4 de Abril e, posteriormente, para o dia de hoje. Bem à portuguesa, «às três é de vez» e, portanto, às 07.45 horas lá estava eu à porta do Centro de Saúde, á espera que o segurança abrisse a porta.
Coisa para durar hora e meia - já estou habituado - saí de lá eram quase 09.30 horas. Tinha combinado encontrar-me com a minha mulher para fazer de taxista e levá-la às compras - sim, porque ela vai e eu fico esperando por ela sentado no meu carrinho - e levei uma seca de quase duas horas. Qual a razão de tanta demora? Nem vos digo, nem vos conto, à minha mulher acontece-lhe tudo.
Há dias, enquanto procedia à inspecção periódica da minha máquina, descobri que a minha carta de condução já tinha caducado há treze meses, desde o dia do meu aniversário de 2016. De modo que aproveitei a ida ao médico para lhe pedir o necessário atestado para fazer a renovação. Depois das compras, acelerei até casa, despejei as compras e a mulher e pus-me a caminho da Loja do Cidadão que, por curiosidade, aqui se chama PAC - Posto de Atendimento ao Cidadão (e eu que julgava que PAC queria dizer Política Agrícola Comum e era coisa lá de Bruxelas!).
Como um azar nunca vem só, depois de esperar pacientemente pela minha vez de ser atendido, caíram-me "os guizos" ao chão quando ouvi a empregada dizer:
- Desculpe, mas esse atestado não serve.
- Não serve porquê, acabei de ir buscá-lo ao meu médico de família?
- Está feito no impresso antigo, o deste ano é diferente.
Apetecia-me dizer-lhe cobras e lagartos, mas optei por enfiar a viola no saco e correr até ao Centro de Saúde, a ver se ainda apanhava a médica que me atendeu antes de ela sair para o almoço. Aí fui bafejado pela sorte, apanhei-a a meio da última consulta, esperei cerca de 15 minutos e, prevenido com o novo impresso na mão, consegui o novo atestado sem problema. Com ele no bolso, passei por casa na brasa, engoli o almoço que a mulher entretanto cozinhara e abalei a caminho do PAC, ciente que aquilo fecha às 15.00 horas. Nem vale a pena aqui referir que só um santo entende e aceita um tal horário sem refilar.
Chegada a minha vez, felizmente a bicha não era muito grande, estendo o papel que trazia na mão ao funcionário e ele encaminha-se para a maquineta que havia a um canto e faz uma fotocópia, devolvendo-me o original. Depois fica parado a olhar para a cópia e diz:
- Não percebo que número é este, diz ele apontando para o último algarismo da data que rezava assim 12-04-2017.
- É um 7, de 2017, disse-lhe eu.
- A mim parece-me um 2. Ora mostre-me outra vez o original.
E olhando para o número de todos os ângulos, insistiu:
- Para mim isto é um 2! Que fazemos?
Eu, pegando numa esferográfica, disse-lhe:
- Deixe cá ver isso que eu trato do assunto.
- Não pode fazer isso, disse ele meio zangado.
- Não me diga que quer que eu vá de novo ter com o médico só porque o 7 lhe parece um 2?
Ele não respondeu e com uma certa má vontade rasgou a sua fotocópia, agarrou no original, prolongou um milímetro a perninha do 7 mais para baixo e foi-se à maquineta fazer outra fotocópia.
Antes de dar o assunto por concluído ainda me disse:
- Na carta de condução, agora, não consta a sua morada. Esta morada que aqui está - Rua de 1º de Maio - é só para efeitos de correio.
- É Rua 1º de Maio e não Rua de 1º de Maio.
- Aqui consta Rua de 1º de Maio.
- Ok, para mim tanto faz.
Ele ainda olhou para mim, tentando decidir se me havia de moer mais o juízo ou não, mas limitou-se a dizer:
- São 15 euros e trocado se faz favor.
Fim!!!

Que grande farra!


Nunca vi nada parecido!
Tanta conversa por causa de um toque (não vejo como se pode considerar aquilo um soco) no umbigo do jogador do Moreirense!
Dezenas de profissionais da informação a mandar bitaites sobre um assunto sem o mínimo interesse. Casos semelhantes ou piores aconteceram ao longo de todo o campeonato, receberam os castigos que mereciam (ou não) e assunto arrumado.
Já não há paciência para esta fantochada!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mais uma, Querido?


A de ontem era velha e feia. A de hoje é famosa e morreu louca. Aliás, como segundo cognome, era assim mesmo chamada, A Louca. Estou a falar de D.Maria I, rainha dos Estados Unidos de Portugal, do Brasil e dos Algarves.
Segundo reza a História, o culpado pela sua loucura foi o seu pai, D.José I (aquele que se pode ver, montando o seu cavalo, no Terreiro do Paço) por ter nomeado para o cargo de Primeiro Ministro o famoso Marquês de Pombal que, enquanto esteve à frente dos destinos de Portugal, fez das boas e das bonitas. A pior de todas, segundo D.Maria, foi ter preso e mandado matar a família Távora e corrido com os Jesuítas de Portugal. Por isso o seu pai, D.José, está a arder no inferno e lá ficará por toda a eternidade. E ela perdeu o juízo de tanto cismar nisso.
O que me fez decidir falar nisto foi a notícia que li nos jornais de hoje, sobre a falha nos pagamentos de prémios de jogo pela Santa Casa da Misericórdia. Imagino que seja mais uma precipitação de algum jornalista que preferiu dizer mal da coisa em vez de investigar o que motivou essa anormalidade e explicar ao público quando é que tudo voltará a entrar nos eixos que é, ao fim e ao cabo, o que interessa a quem lê os jornais.
Imensas obras, em Portugal, carregam o nome de D.Maria e, acredito eu, metade da população deste país não sabe porquê. As mais conhecidas são, para as gentes do Porto, a ponte ferroviária que liga o Porto a Gaia e, para as gentes de Lisboa, o hospital D.Maria.
A Casa Pia de Lisboa, a Real Academia da Marinha ou as Misericórdias são as grandes obras que nos legou e que bom jeito nos têm feito. Foi durante o seu reinado que aconteceram as Invasões Francesas e na sequência delas a Guerra Peninsular que juntou os espanhóis aos franceses para nos virem chatear a moenga, felizmente, pela última vez. E também é dessa altura o tão falado Tratado de Badajoz que foi responsável pela subtracção dos territórios de Olivença do Mapa de Portugal.
Teve sete filhos e só dois atingiram a maioridade. Um viveu até aos 59 anos de idade e viria a ser rei de Portugal, D.João VI, o outro era uma menina que, após ter três filhos, faleceu antes de fazer os vinte anos de idade. Talvez a razão tenha sido a consanguinidade, uma vez que o seu marido e pai das crianças era irmão do seu pai, D.José. Hoje sabe-se e evita-se este tipo de ligações, mas naquele tempo era mais importante preservar a continuação da realeza mandante que outra coisa qualquer. Estou aqui mesmo a imaginar o rei D.José a dizer ao irmão:
- Pedro, pega na tua sobrinha Maria, casa com ela e trata de a engravidar depressa para garantirmos a sucessão do reino, antes que apareça por aí algum príncipezito espanhol e nos arranje alguma encrenca. Com os problemas todos que temos por cá, não podemos correr o risco de ter que entrar em guerra com os nossos vizinhos de novo.
Como se viu, não adiantou muito, pois à boleia dos franceses lá vieram eles chatear-nos mais uma vez. Entretanto já passaram mais de dois séculos e parece que perderam, de vez, a ideia de reverter a situação criada pelo filho do Conde D.Henrique de Leão, no Século XII.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Atendendo a um pedido especial!

Um dos meus comentadores disse que está farto de política e também de futebol e o que eu devia trazer para aqui eram mulheres. No domingo passado ofereci-lhe quatro, mas ele foi acender o fogareiro e tratar do churrasco para a família e marimbou-se nelas, nem um comentário lhe mereceram. Mas, atendendo ao seu pedido, vou repetir a dose, hoje, que estou bem disposto.


Trata-se de uma alentejana de Estremoz que todos conhecem muito bem, acho eu. Foi ela que disse que o défice de 2,1%, conseguido pelo governo no ano passado, foi à custa de milagres.  Por causa disso, houve um humorista que a pôs em cima da azinheira, ao jeito da Senhora de Fátima, rainha dos milagres.
Hoje, mesmo sem o pedido do tal comentador, já tinha decidido falar sobre ela. Não sei bem se devo dizer bem ou se devo dizer mal dela, mas há uma crítica que não me dispenso de fazer, a ela e a quem a mantêm naquele lugar que ocupa.
É uma verdade indesmentível que o desemprego, em Portugal, é grande e, em especial, nas camadas jovens. Não faltam jovens formados em economia, gestão e finanças que poderiam ocupar o cargo dela. Por essa razão, e já não é pouco, não concordo que ela com 75 anos de idade continue a trabalhar. Para não falar que sendo reformada, ela deve estar a receber a dois carrinhos, coisa que é permitida por lei, e fica, portanto, muito cara ao erário público.
Pelo dinheiro que ela leva para casa ao fim do mês, podiam ser contratados 3 novos empregados, contribuindo assim para o decréscimo do desemprego.

Eu sei que não é possível meter um novato a fazer o trabalho de um especialista com longos anos de prática, mas também sei como as coisas se fazem.
Tira-se o gajo (ou gaja) que está no topo da pirâmide e sobe aquele que estiver melhor classificado no nível imediatamente abaixo. Repete-se a operação até chegar ao rés-do-chão, onde são enfiados os três novatos que, em conjunto ganharão tanto (ou menos) que aquele que ocupava o topo da hierarquia.
E assim teremos a equipa aumentada em duas pessoas, sem que haja aumento da massa salarial. Fácil, não é?
Isto sou só eu a pensar alto que não tenho a mais pequena ideia das condições em que ela desempenha o seu cargo no Conselho de Finanças Públicas, mas não devo andar muito longe da verdade e esta situação cheira-me a ... tacho!

domingo, 9 de abril de 2017

Pressão até ao fim!


Sportinguistas e portistas, mais estes que aqueles, rezaram durante 93 minutos para que o Benfica não ganhasse o jogo. Mas ganhou. Mesmo sem jogar a ponta de um corno, ganhou e amealhou os 3 pontos que o mantêm em primeiro lugar.
Claro que fico satisfeito por mantermos o primeiro lugar, mas cada vez mais preocupado com a maneira de jogar da nossa equipa. Passes para trás e para o lado, devagar, devagarinho que não me quero cansar muito e depois um treme-treme cada vez que o adversário ultrapassa a defesa e fica em frente do guarda-redes. Aconteceu várias vezes, durante o jogo desta noite, e não saímos de lá derrotados por mero acaso.
Enquanto ia vendo o desenrolar do jogo e a inoperância do Rafa que não conseguia fazer um passe aos pontas de lança, cruzava-me a cabeça um pensamento maluco. E se a gente propusesse ao Moreirense trocar o Rafa por dois ou três daqueles jogadores que puseram a cabeça em água à defesa do Benfica? O LFV pagou 16 milhões por ele, por conseguinte, deve valer por meia equipa do Moreirense. Ou não?
Diz o Rui Vitória que só dependemos de nós próprios para ser campeões, o que não acontece com nenhuma das equipas adversárias. Ele tem toda a razão, mas a sofrer como sofremos hoje e a pensar no jogo que temos que ir disputar com o Sporting, no próximo dia 22, fico com a minha cabeça cheia de dúvidas. Será que temos pedalada para ganhar todos os seis jogos que faltam?


O Mitroglou deu duas cabeçadas na bola, uma foi para fora e a outra deu um golo. E, praticamente, foi tudo que o vi fazer. É pouco, mas se ao menos fizer isso em todos os jogos já é um princípio. O próximo jogo é contra o Marítimo e não me consigo esquecer da derrota que nos infligiram da última vez que jogámos com eles. Só vejo nuvens negras no horizonte e espero que se levante um vento forte que as varra para longe.

A campanha já começou!


Ontem andou por terras transmontanas a tentar convencer o povo que é melhor que os outros. Se não vai fazer mais do que dizer mal desses outros - leia-se partidos à esquerda do PSD - pouco se aproveitará da conversa. Bem vistas as coisas, as eleições autárquicas são um acto muito bem localizado e não deveriam envolver gente de fora da terra. São os locais quem tem que escolher quem os deve governar e só eles sabem quem presta e quem não presta para nada.
Dito isto, não entendo o que fazem estes políticos, habituados a circular pelos corredores de S.Bento, a romper as solas dos sapatos por terras que não lhes dizem nada. Por favor, deixem os assuntos caseiros ser resolvidos por gente da casa, a vossa presença só ... mete nojo!

Mowgli, verdade ou encenação?


Alguém leu esta notícia? Miúda de cerca de dez anos encontrada na floresta, entre macacos, no norte da Índia. Caminha como os macacos (anda de quatro), não sabe falar e por aí fora. Ninguém sabe quem é nem a que família pertence. Estranha coisa para acontecer no Século XXI. Cheira-me a esturro!

sábado, 8 de abril de 2017

Ementa para o almoço!


Bife da rabada!
Só conheço um cortador de carnes habilitado para pegar no cutelo e preparar os bifes para pôr no grelhador. Mora na Gala, já está reformado, mas é capaz de ainda ter as ferramentas em bom estado para desempenhar a tarefa. Conto com ele.
O meu grelhador já está meio fodido (queimado/enferrujado), mas comprei 20 kilos de carvão para o pôr à prova. O mais provável é ir para a sucata, no fim desta operação, pois o esforço a que será sujeito vai rebentar com ele todo, mas vai acontecer-lhe como ao sapo, foi eleito para a tarefa e tem que cumpri-la até ao fim.
Vamos a isso, pessoal? Está um lindo dia, quente e cheio de sol, amanhã entramos na última semana da quaresma e caminhamos a passos largos para o verão. Que mais querem? Toca a mexer para tirar a ferrugem dessas articulações!
Eu já vou a caminho e não vejo a hora de meter o dente naquela carninha!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Oh, Manel!

O Diário de Notícias tem como notícia de grande destaque uma entrevista a Manuel Dias Loureiro que, tal como todos os outros arguidos do caso BPN, insiste ser inocente e se queixa de ter sido mantido sob suspeita durante oito longos anos. E acrescenta ainda que o despacho de arquivamento que consta de um acórdão de 101 páginas está cheio de afirmações que são um autêntico insulto ao Direito. Diz ele que foi maltratado, injuriado e prejudicado com este processo, que perdeu amigos e pondera recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem para que lhe seja feita justiça.


Eu fui lendo a entrevista e depois de muitas páginas viradas já começava a estar farto de tantas afirmações de inocência, tantas críticas a uns e tantos louvores a outros que decidi parar e, mesmo sabendo que nunca a vai ler, vir aqui deixar-lhe uma mensagem que pode ajudá-lo a perceber a situação em que se encontra perante nós, aqueles que tivemos que repor o dinheiro que, como que por milagre, desapareceu do BPN. Ora aqui vai!
- Por muito que te esforces ninguém acredita em ti. Fizeste parte de um grupo de grandes trafulhas que fizeram desaparecer perto de 10 mil milhões de euros de um banco. Grandes e cabeludos segredos devem existir entre esses amigos do alheio de que tu, quer queiras ou não queiras, fizeste e fazes parte. Podes dizer o que quiseres em tua defesa, mas enquanto não ajudares a justiça a perceber para onde foi o dinheiro, dizer os nomes de quem se abotoou com todo esse cacau (repara que estamos a falar de muita massa, Manel), ninguém te leva a sério. O dinheiro deve andar por aí, pois é um artigo não perecível, e logo que seja devolvido aos verdadeiros donos (que somos nós) terás o nosso perdão. Até lá, com arquivamento ou sem ele, continuas a ser culpado.

Tive funções de secretário-geral do partido, se calhar funções ingratas, não faço ideia, mas por outro lado, como lhe disse há pouco, em Portugal não se perdoa uma coisa, que é o sucesso. Eu quando saí do governo devia vinte mil contos no total. Comecei sem nada. Tive convites de todo o lado, de todos os grupos e optei por ir trabalhar com o Dr. José Roquete e com a Ericsson. Ganhei o primeiro dinheiro sério em Marrocos, o primeiro dinheiro, e daí continuei. Montei um consórcio em Marrocos de água e electricidade e daí continuei.

N.B. - Ele disse "o primeiro dinheiro sério". Quer dizer que até ali todo o dinheiro que ganhou não foi sério! Fugiu-lhe a boca para a verdade!

quinta-feira, 6 de abril de 2017

E o Armando?

Armando era um dos meus colegas da Escola Primária com quem passava mais tempo. Filho de uma das mais conceituadas famílias da minha aldeia, ele tinha a mania de exercer uma certa pressão sobre os colegas, uma espécie de bullying à moda antiga, mas sem nada de físico, pois o físico não era o seu forte. Dependente do tabaco e dos copos vive, hoje, num periclitante estado de saúde.
Armando é também o nome do Diego Maradona que, ontem, teria feito um jeitaço ao Benfica se estivesse sentado no banco de suplentes. Mas, infelizmente, não estava e o Rui Vitória chegou a ver a sua vida a andar para trás, porque não sei o que aconteceria se, depois de ter perdido a Taça da Liga para o Moreirense, tivesse sido eliminado pelo Estoril na Taça de Portugal.
E continuando no futebol, pois não consigo esquecer a desgraça que foi o jogo do Benfica, frente a uma equipa que alinha com meia dúzia de mancos que quase envergonhavam a cara dos craques do Glorioso que, pelos vistos, são apenas craques no salário que auferem, quero falar de outro Armando, de boa memória para qualquer benfiquista, aquele que futebolísticamente dá pelo nome de Petit.


Armando Gonçalves Teixeira, nascido em Estrasburgo, França, assim reza a wikipédia a seu respeito. Talvez lhe venha daí a alcunha de Petit, pois ele foi pequeno antes de ser grande e, por conseguinte, não me admira nada que, em França, lhe chamassem Le petit Armand. Foi grande jogador no Boavista e por essa razão desaguou no Benfica, onde foi aquele jogador raçudo que ninguém pode esquecer. Se ele tivesse estado no Estádio da Luz, ontem à noite, o jogo não teria sido aquela vergonha que foi. Não gosto nem um bocadinho daquele "troca-os-olhos" do treinador do Estoril, mas sou obrigado a dar-lhe os parabéns pelo jogo que conseguiu.
E julgavam que eu ia ficar por aqui? Não, claro que não! O Armando que motivou esta conversa toda é outro. Aquele que os juízes deste miserável país querem ver na cadeia, mas que à custa de bons advogados pagos com o dinheiro que, de maneira mais ou menos habilidosa, conseguiu surripiar aos contribuintes, se mantém cá fora e se vai rindo na nossa cara. A conversa de robalos e alheiras é só para a gente se rir, mas a conta bancária, dele e da filha, são factos que num país de justiça mais célere já o teriam posto atrás das grades há muito.
Vamos continuando à espera e ver onde esta pouca vergonha acaba!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ai se fosse comigo!


Depois do que ele disse e da maneira que o disse não há paz possível. Ele que se amanhe como puder que ao Rui Vitória a sua amizade não deve fazer grande falta.
Ele há cada um!

Olha a Taça, Rui!

O Rui Vitória foi o homem que fez ajoelhar o Jesus e roubou a Taça ao Benfica, há quatro anos. Há três anos, pela mão de Jesus, o Benfica conquistou-a de novo, ao fim de 10 anos de seca. Este ano cabe ao Rui Vitória trazê-la de novo para a Luz e transformar-se no segundo treinador que conseguiu levar mais que uma taça, ao serviço de clubes diferentes. Se não estou enganado, só o Pedroto conseguiu isso, há muitos anos, ao serviço do Porto e do Boavista. Ele é, aliás, o recordista das Taças de Portugal, nenhum treinador ganhou tantas como ele.


Mas, voltando à actualidade, o Rui vai ter ainda que "esfolar" o Estoril, hoje à noite, na Luz, se quiser ter o direito de ir ao Jamor, no mês de Maio, tentar a sua sorte frente ao Guimarães que, ontem, se apurou num jogo impróprio para cardíacos. Ninguém acreditava que o Chaves pudesse apurar-se, com uma desvantagem de 2 golos trazidos da primeira mão. Mas o facto é que, perto do fim do jogo, o Chaves ganhava por 3 bolas a zero e esteve a um passo de conseguir eliminar o Guimarães.
Portanto, o Rui Vitória já sabe qual o caminho para trazer a tacinha para casa, ganhar, hoje, ao Estoril e preparar-se para bater o Guimarães no Jamor. Vai ser um bocado ingrato para ele, pois sendo o «Herói da Taça», em Guimarães, tem que tornar-se agora no vilão que lha vai roubar.
Coisas da vida, eu é que não tenho nada com isso!

terça-feira, 4 de abril de 2017

Ataca,querida, ataca!

Parece que na vizinha Espanha as coisas vão pior que em Canelas. Não é um gajo fortalhaço cheio de tatuagens e músculos arranjados num ginásio qualquer, ao virar da esquina, que parte o nariz do árbitro com uma joelhada, mas um grupo de catraias jeitosas e de músculos bem tonificados que decidiu questionar o árbitro por as ter expulsado do jogo.
Diz o jornalista que o árbitro se queixa de ter levado um pontapé no cu. E eu pergunto-me porque raio é que o árbitro foi virar o cu à rapariga. De frente, seu palerma, é de frente que se tratam as raparigas, dir-lhe-ia eu se ele me pudesse ouvir. E depois, se as catraias fossem mesmo nota 10, tudo que viesse era bom. Anda filha, dá-me mais! Bate, bate que eu gosto. Estou a imaginar a cena e a ver-me no lugar do árbitro, gozando à brava com aquela cena de »ménage à quatre».
E com ameaças de morte à mistura só me restaria dizer:
- Mata, filha, mata que contigo aceito tudo e se morrer, morro feliz!


Josué Diéguez Contreras esteve envolvido em escaramuças com várias atletas num encontro da segunda divisão.
Continuam a surgir relatos de violência para com árbitros de futebol. Desta vez, de Espanha, o jornal AS dá conta de um caso que envolveu Josué Diéguez Contreras, um árbitro do segundo escalão que, num encontro de futebol feminino, foi agredido e ameaçado de morte por várias jogadoras.
O episódio ocorreu durante a partida entre o AD Pablo Picasso e o CD Villanueva. Durante o encontro, o árbitro expulsou três jogadoras depois de se terem envolvido em escaramuças. Com efeito, no final do encontro, as atletas em causa foram confrontar o juiz e partiram mesmo para as agressões físicas. De acordo com o relato dado pelo jornal AS, o árbitro deu conta de ter levado um pontapé no traseiro e várias ameaças à sua vida.

Eliseu, já foste!


O Benfica anunciou, esta segunda-feira, a renovação de contrato com dois laterais esquerdos da equipa de juniores, Ricardo Araújo e Ricardo Mangas.
Através das redes sociais e da sua página oficial, o Benfica emitiu uma curta nota a anunciar a renovação dos atletas, mas não revelaram a data do término dos novos vínculos.
In «A Bola»

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A avantesma!


O discurso que acabo de ouvir da boca deste senhor é em tudo semelhante ao do treinador do Canelas. Com gente deste calibre nunca mais nos livraremos da violência no futebol. A sua conversa vai toda no sentido de incendiar os ânimos dos adeptos para os levar a apoiar a equipa até às últimas consequências.
Mal, mal, muito mal!

A terra dos fenómenos!


Linha do Norte para um lado e Linha da Beira Baixa para o outro, assim nasceu o nome do Entroncamento dado a uma terra onde antes dos comboios não havia nada. Durante a Guerra do Ultramar, devido ao grande aumento do número de efectivos do Exército, esta terra foi pisada por muitos milhares de "botas da tropa". Vinham do norte, vinham do sul, vinham das Beiras, iam para Lisboa, para o Porto, Tancos e Abrantes e sabe Deus mais para onde.


Aí está a estação onde se tinha que mudar de comboio, principalmente quem vinha do norte e não seguia para Lisboa. Os soldados em viagem de fim de semana, dos quartéis de Tancos, Santa Margarida, Abrantes, ou mesmo do Entroncamento que também lá havia quartel, enchiam as carruagens até não caber mais ninguém. Lugar sentado, querias mas não há, esticado no corredor talvez dê para tirar uma soneca. As histórias vividas nesses comboios que carregavam e descarregavam militares no Entroncamento, davam para fazer um filme ou escrever um livro.


Entroncamento, terra de comboios e ferroviários. Houve tempos em que 50% dos habitantes desta terra trabalhavam para os Caminhos de Ferro e a eles deve o seu desenvolvimento. Não admira, portanto, que tenham elegido esta velha locomotiva como símbolo da cidade.
Dos fenómenos que dizem acontecer nesta terra não sei nada e por isso nada vos conto. Boa viagem e andem de comboio que é mais saudável e ecológico.

domingo, 2 de abril de 2017

Mudar de assunto!

Para me desviar do futebol - que já deito pelos olhos - vou falar-vos de comboios. Comboios que deixaram de apitar pelo interior de Portugal, mas que, segundo parece, estão a regressar para bem do povo que vive desterrado nessas zonas.
Fui muitas vezes a Portalegre e passeei pelas pequenas cidades que existem ali à volta e nunca me apercebi que por lá apitassem comboios. Erro meu, pois a Linha do Leste sai do Entroncamento, passa por Abrantes, atravessa o Alto Alentejo até Portalegre e segue depois para sul até Elvas.
Estão a olhar para a imagem aqui ao lado? Em Abrantes atravessa o Tejo e lança-se para sul, em direcção a Ponte de Sor, Mora e Crato. Poucos quilómetros mais a leste chega a Portalegre, cidade que conheço razoavelmente bem, onde nunca vi uma estação de Caminhos de Ferro.
A falta de dinheiro para suportar infraestruturas que dão prejuízo levou o governo a encerrar esta linha desde o dia 1 de Janeiro de 2012. Desde 2015 que tem vindo a tentar reactivar, parcialmente, o serviço até Portalegre.
Com o lançamento das obras do «Corredor Internacional Sul», com um investimento previsto entre 600 e 700 milhões de euros as coisas vão acelerar um pouco mais. O pequeno troço entre Elvas e a fronteira espanhola vai ser construído de imediato, para possibilitar a ligação de Sines à Europa. Pode ser que isso empurre o governo para reactivar também o grande troço entre Portalegre e Elvas.
Se fizerem isso, prometo ir de carro até Portalegre e viajar de comboio até Badajoz só para ver a paisagem. Depois regresso a Portalegre, pego no volante e volto a casa pela Serra da Estrela e pela região do Dão para comprar umas garrafosas do tinto que começa a faltar na minha garrafeira.
Que tal esta variação em Ré Maior?

sábado, 1 de abril de 2017

Rebenta-canelas!

O Benfica jogou melhor que o Porto!
Mas não ganhou o jogo e aí é que está o problema. Se não fosse pelo Brahimi a equipa do Porto mal teria incomodado o Benfica. Agora, uma coisa é certa, a equipa do Porto dá pau que não é brincadeira nenhuma. A começar no Filipe, passando pelo André André e acabando no Oliver foi pontaria às canelas dos jogadores do Benfica do princípio ao fim.
Os avançados do Benfica estavam com pouca pontaria, foram muitas vezes com a bola até à área do Porto, mas não tiveram habilidade para ultrapassar a defesa ou o guarda-redes. Remates de fora da área também não vi um que se possa chamar assim, mas tirando essa falta de eficiência foi um jogo bem conseguido e com os artistas a mostrar aquilo de que são capazes. Gostei!
E no fim, ficou tudo como dantes na Câmara Municipal de Abrantes. No último fim de semana deste mês temos que ir a Alvalade e aí é que vão ser elas. O Sporting, por todas as razões e mais alguma, vai querer ganhar o jogo, mas o Benfica precisa dos 3 pontos para não se deixar ultrapassar pelo FCP, portanto só nos resta uma solução, ganhar. Todos os restantes jogos, tanto para o Benfica como para o Porto, são jogos de ganhar e não espero outra coisa. O que quer dizer que o segredo do título, o ambicionado tetra, está escondido em Alvalade e temos que ir lá buscá-lo. Mesmo sabendo que é Jorge Jesus o guardião do tesouro, temos que arranjar maneira de o derrotar. E isso será o último capítulo da minha vingança contra ele, por tudo o que me fez sofrer durante os seis anos que esteve à frente do Benfica.
Para já, o que conta é que continuamos em primeiro lugar, um ponto à frente do segundo classificado. Espero que assim continue no fim da próxima jornada. Um jogo de cada vez até à vitória final!

Dia do tudo ou nada!


Tem sido um longo dia!
Até às 20.30 horas vai ser ainda muito sofrer e muito roer as unhas, mas estou pronto para tudo. Esta manhã, ao pequeno almoço, tomei um calmante especial que vai durar, pelo menos, 24 horas, por isso estou garantido que, aconteça o que acontecer, amanhã estarei vivo para festejar ou lamentar-me da pouca sorte. Nesta última eventualidade, terei que encomendar-me aos santos do costume para que arranjem um tropeção qualquer ao meu rival que o faça perder pontos e ficar para trás.
Mas não quero pensar nisso, benfiquista que é benfiquista acredita sempre que vai ganhar. Além do mais, hoje jogamos em casa e não há razão para as pernas começarem a tremer. Tenho passado o dia a saltitar de um canal de televisão para o outro e só ouço dizer que o Benfica vai ganhar. Dois a zero tem sido o resultado mais referido e por mim pode ser, não precisamos de mais. Seja o Mitroglou, o Jonas, o Pizzi, ou outro qualquer é preciso que é que a bola entre, não sou esquisito.
Carrega Benfica!

Dia dos enganos!

Hoje é o dia 1 de Abril, o dia dos enganos!


Se te enviarem uma coisa destas e te disserem que é uma posta de bacalhau, pronta para assar na brasa, não acredites, pois estão a tentar enganar-te.
Até à meia-noite de hoje, tens que andar com os olhos bem abertos e os ouvidos atentos para não te levarem ao engano. Depois da meia-noite já não vale!