quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Aquilo com que se compram os melões!

Na Marinha era o Pré e pago ao mês.
Depois disso era o ordenado, o salário, ou o que quer que lhe quisessem chamar e sempre pago ao mês, até hoje. O comentário deixado pelo Leiria fez-me escrever esta curta mensagem, só para vos contar como o meu ordenado inchou como uma carcassa atirada para dentro de água.
Em meados de Julho de 1971 fui entrevistado para ver se servia para o cargo que era preciso preencher, Chefe de Planeamento. Fui logo avisando que não aceitaria um ordenado inferior a 3.000$00 (15.00€).
Não te dê isso preocupação, disse o director. Começas com 4.000$00 (20.00€) e daqui a 6 meses logo se vê.
Meto aqui um parentesis para dizer que o salário de uma costureira rondava os 650$00 e o de um 1º Escriturário cerca de 1.500$00, mensal, é claro.
Passados os 6 meses estabelecidos como período de experiência, o director comunicou-me que o novo ordenado seria de 7.000$00 (35.00€), uma pequena fortuna para a época.
Três meses depois dessa data saiu o novo contrato de trabalho para os empregados de escritório, onde se estabelecia um salário de 4.500$00 para os 1º Escriturários. Voltei a ser chamado pelo director que me disse que, uma vez que alguns dos meus subordinados passariam a ganhar mais do que o dobro daquilo que ganhavam até ali, o meu novo ordenado seria de 12.000$00 (60.00€), a contar de Abril de 1972.
No ano seguinte tive um pequeno aumento e em 1974 aconteceu o 25 de Abril. Com a atribuição do salário mínimo de 3.300$00, as costureiras da minha empresa passaram a ganhar quatro vezes o que ganhavam até ali. Os salários dos administrativos tiveram também uma subida considerável e de um momento para o outro eu já ganhava 24.000$00 (120.00€).
A partir daí perdi o controle desse assunto, mas sempre que pensava em mudar de emprego, perguntava a mim mesmo:
- Onde raio vais encontrar um patrão que te pague um salário destes?

Os dois melhores em Manchester!

Segundo li, hoje, na comunicação social, o Mourinho vai mesmo treinar o United de Manchester. Como o Guardiola já tinha assinado, na passada semana, como treinador do City, vamos ter na cidade de Manchester os dois melhores treinadores do mundo (segundo se diz por aí).
A leitura dessa notícia levou-me de volta aos primeiros anos da minha vida profissional pós-Marinha, na indústria têxtil e de confecções. Manchester é, como toda a gente sabe, a capital dos têxteis em Inglaterra, a cidade onde começou a revolução industrial. E foi a primeira cidade que tive o prazer de conhecer no Reino Unido.
No ano de 1964, andava eu aos tiros, em Moçambique, envolvido na Guerra Colonial, enquanto o Zé Mourinho andava ainda de fraldas, na cidade de Setúbal, onde nasceu. Dez anos depois, aterrava eu em Manchester tentando fazer andar o negócio do patrão holandês que me pagava o salário. Salário esse que nessa altura se considerava milionário, 35.00€, e me faz rir, hoje, quando penso nesse valor em contos de reis.


O escritório da empresa ficava nas traseiras da prisão de Manchester e os altos muros que a vedavam era tudo o que eu via quando me sentava á secretária, ao pé de uma janela, para pôr em dia o meu "paperwork", que é como quem diz, ler a correspondência chegada dos clientes e da fábrica e transmitir as ordens que tinha recebido.

Do lado direito vê-se uma pontinha do prédio onde ficava o escritório.

No tempo em que se amealhava cada tostão ganho e não havia dinheiro para luxos, usávamos um escritório de uma velha fábrica abandonada, cedido a troco de umas libras pelo judeu que a alugara para lhe servir de armazém. O que por lá mais havia eram teias de aranha, electricidade só a estritamente necessária para alumiar os pontos mais escuros. Por isso me sentava àquela janela, virada a poente, onde se conseguia ler a papelada sem grande problema.
Na década de 90, quando já o patrão era português e se gastava mais do que se ganhava, mudamos para um escritório moderno, na zona de Salford, junto ao canal, onde havia sempre um café e um uísquezinho depois de almoço e aí as coisas começaram a andar para trás até ao descalabro total. Mas isso já sou eu a desviar-me do assunto que os negócios não são para aqui chamados.
Dois egos tão grandes como os de Mourinho e Guardiola dificilmente caberão numa cidade como Manchester, mas cá estaremos para ver. Felizmente os dois estádios ficam bastante distantes um do outro, o do City a nordeste e o do United a sudoeste do centro da cidade e assim haverá menos encontros desagradáveis entre os adeptos de um e outro clube.
A nossa vida é como um filme, de vez em quando põe-se a cassete a andar e revê-se aquilo que está lá gravado. Tenham um bom dia (que já está quase no fim) e lembrem-se que faltam apenas 24 horas para começar a tremedeira. Se o jogo de amanhã correr de feição ao Benfica, podemos dizer que temos um dos candidatos apeado e meio título no bolso!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estou numa fúria!

Ao fim de todos estes anos vejo-me obrigado a dar com os pés na Google e no seu browser Chrome, pois não abre os aplicativos do meu blog. Tive que sujeitar-me a usar o Internet Explorer da Microsoft, de que não gosto nem um bocadinho, e é com ele que vos estou a escrever esta mensagem.
Como não percebo nada disto, ando aqui às escuras sem perceber onde vou parar. Não sei de cor os endereços dos sites que costumo visitar, nem sei trabalhar com os favoritos desta merda, o que faz com que ande aqui à nora, como se tivesse começado a usar hoje a internet. E fazer pesquisas no Bing? Uma aventura!
Mas tem uma grande diferença, em relação ao malfadado Chrome, abre os aplicativos todos sem hesitação. Deus seja louvado, quando temos hipótese de escolher!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

As "Memórias" de Jesus!

Como ando com falta de trabalho e necessitado de ganhar umas coroas, vou oferecer-me para escrever as memórias do Jorge Jesus. Assim como pagou 4 milhões por uma casa em Cascais, talvez se decida a gastar mais um milhão para ver o seu nome e os seus feitos preservados para a posteridade e a mim esse milhãozito dava-me um jeito que nem queiram saber.
E não seria um trabalho muito pesado, isso vos garanto. Ora vejam aqui um esboço:
- Até chegar ao Benfica a minha vida não tem muito que contar. No Benfica fiz um tremendo sucesso. Ganhei 3 campeonatos, uma ou duas Taças de Portugal - desculpem a imprecisão, mas a minha memória já não é o que era - e quase todas as edições da Taça da Liga (também chamada a Taça dos Pobres).
- Depois disso decidi trocar o Benfica pelo clube do meu coração e no primeiro mês em que o treinei, ganhei 3 vezes ao Benfica e uma delas por 3 bolas sem resposta. Sentia-me o melhor treinador do mundo, capaz de ganhar a Champions, coisa que fui gritando aos quatro ventos para ver se alguém acreditava em mim.
- Depois disso a minha sorte deu o badagaio e nunca mais ganhei nada. E nas vezes que ainda me deixam aparecer na televisão, eu falo o mais baixinho possível para ver se ninguém se lembra das minhas basofadas do início da época 2015/2016 a qual prometia levar-me aos píncaros da fama.
- Pobre de mim, se um dia me deixarem voltar ao Benfica, prometo ser mais modesto, mais humilde e com uma pontinha de sorte talvez ainda ganhe outros três campeonatos, antes de me reformar.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Foguetes!

E se o Sporting não ganhar amanhã?
O Benfica está em primeiro lugar há 48 horas e começa a habituar-se!
Vai ser uma nervoseira que nem quero pensar! É mais um aliciante para ver o jogo amanhã. Melhor do que foi hoje com o Porto a tentar dar a volta ao resultado sem o conseguir.
Peço desculpa aos meus amigos que defendem outras cores, mas tenho de aproveitar enquanto a maré está do meu lado. Andei anos a sofrer, sem direito a ver o padeiro, e agora chegou a minha vez de encher a pança. Tudo que vier é bem vindo.
Dêem-me os parabéns agora e daqui a 24 horas voltamos a falar. Pode ser que tenham que repetir a dose. Deus queira! 

Alguém sentiu a minha falta?

O tempo não estava assim tão mau como o pintaram e agarrei-me ao volante e fui almoçar a 130 kms de casa. Por razão nenhuma em especial, apenas para quebrar a rotina. O rancho estava bom, à moda de Trás-os-Montes, e a vinhaça também não era nada má, de modos que estou a chegar a casa e um pouco cansado para grandes escritas. Mais logo vou ver o Porto e se a notícia valer a pena ainda aqui volto. E para não me acusarem de ter comido tudo e não ter deixado nada para os amigos, trouxe-vos uma amostra do petisco que constava do menu.


sábado, 6 de fevereiro de 2016

S. Pedro não vai em Carnavais!

Bem vos avisei que o tempo não ia estar para festas. Não sei como a coisa está, aí para os vossos lados, mas aqui não se pode abrir a porta nem pôr um pé na rua. Chove e venta que não é brincadeira! Fico a pensar se os foliões da Figueira que o António nos prometeu têm coragem necessária para a mostrar a pele ao pessoal. É que além do mais também está frio.
Na Marinha, quando tocava a Alvorada, aparecia o sargento-dia na caserna a gritar:
- Vamos embora, toca a acordar, enrola a manta!
Se enrolar a manta significava acordar e desandar dali para fora, então, agora, eu grito:
- Desenrola a manta, oh Zé!!!

Bola e chicha!

Se me chamasse Eduardo, oferecia-vos aqui um poema e tanto. O Glorioso nunca teve tanta glória e são um milagre as goleadas do Rui Vitória. Mais uma jornada e mais 5 ameixas oferecidas ao adversário. E sem resposta. O Mitro a fazer um hat-trick e o Jonas a aumentar o seu palmarés pessoal em mais dois golos. Já nem me lembro do tempo de Jesus que era só sofrer. Não havia jornada que os benfiquistas não estivessem com o coração nas mãos à espera de mais um desgosto.
Este mês de Fevereiro vai ser da máxima exigência, com os jogos de maior dificuldade de toda a época, champions incluída, e se chegarmos ao dia 29 sem cair pelo caminho, vai ser uma época de estrondo. Com um início de época tão ruinzinho, é quase um milagre o estado actual da equipa. Só espero que assim continue para levarmos de vencida os nossos adversários.
E agora vou desejar-vos um bom fim de semana, deixar-vos a minha oferta do costume e com um conselho especial. Verifiquem o estado do vosso guarda-chuva, pois o tempo será molhado nos próximos dez dias. Não se arrisquem a apanhar uma "gripázia", agora que a época está quase passada. E depois desta primeira quinzena de Fevereiro, bem regada como os meteorologistas nos anunciam, pode ser que venha aí a Primavera e a nossa vida nos apareça mais risonha.


É ou não é Chicha Boa?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Semelhanças e diferenças!

Uma notícia que li, esta manhã, no Económico, fez-me voar até Tabatinga, no alto Amazonas. A empresa Douro Azul vai mandar construir mais três navios e um deles destina-se ao Amazonas. Dependendo do formato e do calado do navio talvez consiga navegar até Tabatinga, cidade que tem uma fronteira tripartida, entre o Brasil, a Colômbia e o Peru. Do oceano Atlântico até Manaus e dali até Tabatinga são muitos quilómetros rio acima e farão, com certeza, as delícias dos turistas que a Douro Azul espera conseguir levar até lá.


Infelizmente a beleza daquela região é estragada pela presença de contrabandistas de droga que são mais que as mães. Exército e polícia dos três países, em operações combinadas, bem procuram dar-lhes luta, mas é uma guerra que não terá fim, por causa da verdadeira fortuna que rende esse tráfico e terá sempre quem esteja disposto a continuá-la.


Embora perdida no interior da zona amazónica, Tabatinga ganha importância por ser um posto fronteiriço de três países diferentes. Com o nome de Santa Rosa, do lado do Peru, ou Letícia, do lado da Colômbia, é como Tabatinga que é mais conhecida. E depois o rio Amazonas, a maior autoestrada fluvial do mundo, acrescenta-lhe indiscutível valor. É aqui que reside o interesse da Douro Azul, levar os turístas da costa atlântica até ao Peru, um país virado para o outro lado, para o oceano Pacífico.


Nas minhas andanças pela Europa, conheci uma cidade que funciona também como entreposto entre três países. Do lado suíço, o que eu conheci melhor, chama-se Basileia, mas num passo para a direita está-se dentro da Alemanha e num outro para a esquerda está-se logo em França.
Aconteceu-me a mim, mais que uma vez, estar a trabalhar na Suíça, ir almoçar a França e depois tomar um cafezinho na Alemanha. Também o aeroporto, onde embarquei e desembarquei várias vezes, serve os três países, há muitos anos (desde antes destas modernices da União Europeia) e com grande sucesso.
Vão até lá e divirtam-se! Basileia ou Tabatinga, tanto dá!

O engatatão!


O que tem que ser tem muita força!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Afinal, estava enganado!


Eu a pensar que só havia «maximbombos» em Lourenço Marques e afinal, há séculos que se arrastavam pesados e barulhentos pela cidade de Lisboa!
Desde o Camões, pela Calçada do Combro, até à Estrela, ele transportou milhares de alfacinhas, e não só, para lhes poupar as "canetas" naquela íngreme subida.
Cheguei a Lourenço Marques com 18 anos, acabadinhos de fazer, e foi nessa data que para mim nasceram os maximbombos. No dialecto falado no sul de Moçambique a palavra "maximba" quer dizer "merda", em português bem falado. Imaginem portanto o que eu pensei ao descobrir que chamavam maximbombos a uma camioneta carregada de gente (nem sempre bem cheirosa). Cabecinha pensadora!
E para hoje está feito.
É quinta-feira, está um dia de sol radioso, embora se anuncie chuva para amanhã. Cada vez acredito menos nos gajos da meteorologia!
Bom dia alegria!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Rir é bom, muito bom!


Não me perguntem o porquê destes sorrisos de orelha a orelha, pois não vos sei responder. Se é por comungarem da mesma paixão pelo Benfica têm razão para isso, pois levam no coração o maior clube do mundo (e arredores) e isso faz feliz qualquer mortal.
O Zé Veiga (à esquerda) foi hoje preso pela PJ e vai ser apresentado ao juiz para ver o que acha das suspeitas das autoridades portuguesas. Enquanto vai zanzando pelos corredores da PJ, à espera que chegue a hora de ver o juiz, tenho a certeza que não leva este sorriso estampado na cara.
Os outros dois, seleccionador nacional e presidente do Benfica, não têm nada a ver com a história e foram apenas usados para valorizar a notícia.
O Zé Veiga é um homem que sabe andar pelo mundo e que se dá muito bem com o dinheiro. Com isso tem montes de amigos e um número razoável de inimigos. Não sei dizer se ele é um homem honesto ou desonesto, mas aprecio a sua capacidade de sobrevivência.
E por agora é tudo, vamos esperar com calma que a Justiça faça o seu caminho!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Viver segundo os ditados!

Os ditados populares estão para mim como o Corão para os muçulmanos. E há um de que me lembrei agora mesmo, depois de escrever um curto comentário no poema publicado pelo Eduardo. E que reza assim:
- Não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe!
Vale isto para dizer que nunca devemos esquecer-nos que a nossa felicidade está sempre por um fio. A qualquer momento, quando menos o esperarmos, pode acontecer uma viragem de 180 graus e acabamos na fossa. Mas também é verdadeira a segunda parte do ditado, aquela que nos promete que de um momento para o outro o nosso azar, ou aquilo que nos aflige, se desvanece como uma neblina em dia de verão.
Como já tive oportunidade de vos contar, o mês de Janeiro não me correu nada bem. Mas é passado, já entramos em Fevereiro e tenho uma fezada que este vai ser muito melhor que o anterior.
Palavra de Tintinaine!


E uma coisinha linda para animar a malta!

Homem dos sete instrumentos!

Como devem ter reparado pelo tamanho das minhas publicações dos últimos dias, eu tenho andado por outros lados e envolvido noutros trabalhos. Principalmente, a genealogia ocupa-me muito tempo e, por agora, não quero abandoná-la. Por vezes encontra-se uma pequena pista e são precisas muitas horas até se determinar a sua consistência. E não raras vezes tem que se abandonar essa pista sem ter chegado a lado algum.
Depois de um fim de semana inteirinho á bulha com um parente meu de quem não conseguia provar a relação com a minha família, encontrei finalmente os documentos que provam que era irmão da minha trisavó materna, primo direito (irmão) da minha bisavó. Uma vitória em toda a linha, tal e qual como o Benfica conseguiu também nesta jornada.
E assim vai a vida. O meu primeiro trabalho deste dia 1 de Fevereiro, em que o meu pai completaria 104 anos, se fosse vivo, foi apresentar uma reclamação à Revista da Armada por não ter publicado a notícia do falecimento do Sargento Dias, da Companhia de Fuzileiros Nº 2. Que não tenha saído no número de Novembro eu até compreendo, pois tendo morrido no dia 20 de Outubro, seria difícil a notícia chegar à redacção a tempo de ser incluída. Mas não ter saído em Dezembro, nem tão pouco em Janeiro e, hoje, ao abrir a Revista de Fevereiro, verificar que também desta vez ali não aparecia, fez-me saltar a tampa e redigir um mail que enviei a reclamar a falha.
Abrir e fechar a boca, inspirar e expirar o ar que oxigena o nosso sangue e nos mantém vivos é coisa que recomendo vivamente continuem a fazer para se manterem por cá mais algum tempo. E para ajudar os amigos a ocupar o seu tempo com alguma coisa de que gostem, continuem a escrever nos vossos blogs ... aquilo que vos vier à cabeça!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Soma e segue!

Mais uma jornada bem conseguida.
Não me vou alongar em comentários, pois o jogo não foi tão espectacular como da última vez. Valeu pela vitória, pelos dois golos do Jonas e mais duas ou três coisas de que gostei. Mas também houve uma série de coisas de que não gostei muito, a começar pela lesão do Lisandro. Os passes do Renato nunca encontram destinatário e o nosso artista Gaitan arriscou-se (por estupidez pura) a levar um cartão vermelho. Vá lá que meteu mais um golo, daqueles que ficam para a história.
O Rui Vitória ainda tem muito que trabalhar para ensinar-lhes coisas que eles já deviam saber. E o tempo começa a ser pouco para isso. Estou ansioso para ver como corre o jogo com o Zenit que se avizinha, é já no dia 16 de Fevereiro. E antes disso ainda temos que enfrentar os rapazes do Peseiro, no dia 14, à tarde. Não percebo como estão marcados dois jogos com um intervalo de apenas 48 horas, pensei que isso não era permitido. O jogo com o Porto devia ser no sábado e não no domingo.
Enfim, depois desses dois jogos já poderemos adivinhar qual será o nosso futuro para esta época.
O remédio é esperar até lá!

domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma alucinação!

Mais uma derrota para o Sporting!
Não dentro das quatro linhas, mas nas negociatas que os presidentes dos três grandes de Portugal manejam como se de um verdadeiro campeonato se tratasse. No último fim de semana tinham sido os dois jogadores do Marítimo a ir parar ao Dragão. Neste foi o Carrilho, ainda jogador do Sporting, que assinou um contrato de 5 anos com o Benfica.


O Bruno de Carvalho bufa como um touro enraivecido, o Jesus arranca os cabelos ao ver fugirem-lhes os trunfos prometidos para lutar pelo título de campeão. O jogo de ontem, em Alvalade, foi uma amostra do nervosismo que grassa por aqueles lados. Expulsões, insultos aos árbitros e tudo o mais que se possa imaginar. Empatados a dois golos, a 10 minutos do fim, os benfiquistas (eu incluído) roiam as unhas na esperança de que o empate se mantivesse até ao fim. Infelizmente, isso não aconteceu e o Benfica que entra em campo daqui a pouco tem que mostrar o que vale para continuar na perseguição ao líder.
Eu torço para que o Sporting perca um jogo, pode ser que não demore, e não é pelo Sporting, mas sim pelo JJ a ver se ele baixa a garimpa. Quando chegar esse dia vou gastar os foguetes todos que tenho de reserva.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Normalidade!

Há quem queira sobressair de entre os seus pares, o homem que quer ser um génio, a mulher que quer ser a mais bela de todas, enfim, sair do anonimato. Erro crasso, não há como o anonimato para um homem ser feliz. Saltar para os extremos, ser o melhor ou o pior, é ser anormal. Andar pelo meio, perdido entre os 99% da população mundial, isso sim é ser normal, tal como eu me considero a mim próprio.
Chegado a este ponto da minha análise, posso concluir sem o mínimo risco de me enganar que sou um homem, um homem normal e como normal que sou gosto de um belo pedaço de chicha. «A nice piece of ass», como diz o inglês. Que é que vocês pensavam que eu ia dizer depois de todo aquele arrazoado do primeiro parágrafo? Hoje é sexta-feira, o dia em que costumo abrir o talho e pôr à vossa disposição a melhor febra, posta, rabada, pernil, etc. e tal. Façam bicha e ... bom fim de semana!


Eu quero um Mercedes!

Há coisas que vale a pena preservar na nossa memória. Quem diria que os moderníssimos automóveis Mercedes que fazem o sonho de qualquer amante do ramo são descendentes desta máquina que mais parece um aranhiço!
Como dizia um amigo meu, há carros grandes e pequenos, caros e baratos, bonitos e feios e depois ... há o Mercedes!


Foi há precisamente 130 anos que nasceu o automóvel. No dia 29 de janeiro de 1886, Carl Benz, posteriormente fundador da Mercedes, inscreveu uma patente para um “veículo movido a gasolina” no Gabinete de Patentes do Império Alemão, em Berlim. Segundo a marca, este é “o documento que pôs o mundo em movimento”, e a sua importância comprova-se pelo facto de, desde 2011, ser considerado pela Unesco como Património da Humanidade, juntamente com obras como a Bíblia de Gutenberg e a Magna Carta.

Mais uma troikada!


Esta imagem deve ser mais velha que o Matusalém!
Porque será que as televisões a põem no ar cada vez que se fala na troika?
Não é que me chateie, a catraia até é bem jeitosa! De repente, ocorre-me uma pergunta, qual será o papel dela nesta equipa? Será que se limita a guiar os troikanos até ao gabinete onde vão trabalhar?
Bem, não era disso que vos queria falar, mas como decidi usar a fotografia para dar cor às minhas palavras de hoje, alguma coisa tinha que dizer a respeito.
Num momento em que as nossas finanças estão na boca do mundo, com Bruxelas a desconfiar dos números apresentados pelo nosso Ministro das Finanças e tudo que é comentador a botar faladura sobre o assunto, cá temos a troika de volta para dar a sua opinião sobre o comportamento da nossa economia. São muitos milhares de milhões que têm cá enterrados e não os querem perder de vista.  E com um governo novo a prometer dar tudo a todo o mundo, acho bem que mantenham os olhos bem abertos. Talvez acabem por nos poupar alguns dissabores.
Para completar o quadro, só faltavam as agências de rating avisando que podem colocar o rating de Portugal abaixo de lixo.
Bela salgalhada em que estamos metidos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Manobra de diversão!


Nas tácticas de guerra, a manobra de diversão é muito utilizada para enganar o inimigo e levá-lo a cometer erros que lhe podem valer uma derrota. Por vezes até, a perder a guerra em que está envolvido.
Ao ver o jogo do FCP, ontem à noite, em Vila da Feira, era só nisto que eu pensava. Uma equipa dominadora como o Porto que mandou e fez o que quis do nosso futebol nos últimos trinta e tal anos, não pode ser aquilo que eu vi a jogar contra o Feirense. Não podemos esquecer que na tarde do próximo dia 14 de Fevereiro - por coincidência o dia de S. Valentim e dos namorados - vamos receber na Luz esta equipa para começar a mostrar aos sócios e adeptos dos dois clubes qual deles está capacitado para discutir com o Sporting o título de campeão do corrente ano.
Estou convencido que o jogo de ontem foi para enganar papalvos e aligeirar a atenção que o Benfica tem que dar à preparação desse jogo. Dar uma ideia de fraquinho, fraquinho, pode induzir o Benfica a tirar a pressão de cima dos jogadores, o que, por certo, é o que pretendem os andrades. O Pinto da Costa é rata fina e o Peseiro não é parvo nenhum, só gostava de ser uma mosquinha para me pousar no ombro de um deles e ouvir o que conversam.
O Benfica todo inchado com os recentes sucessos e o show apresentado pelos seus "verdadeiros" artistas e o Porto ao nível da 3ª Divisão são os ingredientes indicados para nos dar um desgosto no Dia dos Namorados, coisa que eu dispenso, como podem imaginar. Tenho que ver se faço chegar este recado ao Rui Vitória. Cuidado, muito cuidado, pois este jogo é o primeiro dos dois que vão ditar quem é o campeão. O outro é o derby com os Lagartos que o Rui Vitória, em defesa da sua honra e bom nome, tem que ganhar. Assim como a derrota a infligir ao Jorge Jesus lhe vai fazer perceber a aselhice que fez ao virar as costas ao nosso clube.