domingo, 13 de agosto de 2017

E Fátima?


A peregrinação dos emigrantes a Fátima foi durante anos e anos a maior notícia deste dia 13 de Agosto. Procissão das velas, à noite, e missa de domingo em directo da Capelinha das Aparições. Desta vez nada, não vi nada durante o dia de ontem e hoje já vi incêndios, mas Fátima nada. As televisões encontraram coisa melhor para transmitir?
Estamos a virar todos maçónicos ou quê?

Ich bin ein berliner!



«Ich bin ein berliner» foram as palavras com que John Kennedy iniciou o seu discurso durante a sua primeira viagem à Alemanha, como presidente dos Estados Unidos. Assim como quem diz:
- Eu estou aqui, sou um dos vossos e partilho o vosso destino!
Hoje também acordei a pensar em grande, como o Kennedy, e o meu grito é:
- Eu estou aqui, sou benfiquista, sou fuzileiro, e enquanto andar neste mundo ninguém me vira!
Um fim de semana sem um jogo do Benfica é como um dia sem sol. Não há assunto para falar, penalties que ficaram por marcar para a gente discutir acaloradamente, árbitros para criticar, novos jogadores para apreciar, uma desgraça total. Mas não há nada a fazer, o remédio é esperar até amanhã. E até lá ficamos quase no fim da tabela classificativa. Mas é só por 24 horas, ouviram? Nada de abusos que o Benfica é o maior e, por enquanto, ainda é o campeão.
Se querem um conselho para este domingo, façam o que fizerem, não liguem a televisão que só dá incêndios. E de desgraças estamos nós cheios. É ou é verdade? Então digam comigo:
- VIVA O BENFICA !!!

sábado, 12 de agosto de 2017

Presidentes da República - Bernardino Machado!

Bernardino Machado (1925-1926) - Com a demissão de Manuel Teixeira Gomes, devido à enorme instabilidade social que se vivia no país, era preciso encontrar outro candidato para ocupar o lugar. Bernardino Machado, que já tinha sido presidente entre 1915 e 1917, candidatou-se e conseguiu ser eleito.
Como podem ver pela imagem, também este presidente passou pelas lojas maçónicas, aliás, isso parece ser um ponto comum dos governantes portugueses, ainda hoje. O Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, ainda está longe de lá chegar, mas já é chefe de loja, em Lisboa, eles sabem preparar o caminho.
Porém, durou pouco este segundo mandato. A revolta capitaneada por Gomes da Costa que, à frente de uma coluna militar veio de Braga até Lisboa, no fim de Maio de 1926, acabou com o seu sonho. Por toda a Europa se adivinhavam movimentos nacionalistas de raiz totalitária. Primo de Rivera, em Espanha, ou Benito Mussolini, em Itália, eram os casos mais conhecidos e discutidos em Portugal. A Junta Militar que assumiu os destinos do país, na sequência da revolução do 28 de Maio, mandou-lhe fazer a mala e, pouco tempo depois, lá foi ele de volta para o exílio, em Paris.

O «Jogo do Pau»!

Quando eu era puto - antes de entrar na Escola Primária - lembro-me de ver os homens sempre agarrados a um pau. Aos mais velhos servia para os ajudar a equilibrarem-se, aos mais novos para atacarem os seus inimigos e se defenderem em caso de ataque. Nas feiras e romarias os homens do Minho apareciam sempre agarrados ao pau, sentiam-se assim mais seguros. O meu pai tinha dois, um todo bonito e envernizado para as festas, a que ele chamava "marmeleiro", e outro mais tosco para andar pelo campo, a que dava o nome de "lodo". Não tenho a certeza, mas juraria que os nomes têm a ver com a árvore ou arbusto que estava na sua origem.
Quando o meu pai começou a trabalhar fora (e longe) de casa, deixou-os lá em casa, atrás de uma porta, e eu ainda pensei em aprender a manejá-los, mas a vida levou-me também para longe de casa e lá ficaram os paus a serem roídos pelo bichinho da madeira, sem um homem que lhe pegasse.


Bons tempos em que se resolviam as coisas à paulada. Como se costumava dizer, duas ripeiradas pela cabeça abaixo e qualquer arruaceiro ganhava logo juízo. Hoje, por dá cá aquela palha, saca-se a fusca e metem-se dois balázios no corpo de qualquer cristão que abala para o outro mundo sem perceber muito bem o que lhe aconteceu.
Vem isto a propósito do jogo de futebol disputado ontem pelo Sporting. Pensei em fazer um comentário, mas não sabia por onde começar. Mas, pensando bem, tinha a solução mesmo na ponta dos dedos. Ao ver o jogo, o facto que mais me chamou a atenção foi a "pancadaria" que os rapazes do Jesus infligiram aos que vinham da terra do carapau. O treinador dos lagartos tem ali 3 ou 4 mânfios que dão bordoada a torto e a direito e ai de quem lhes puser as canelas à frente. E não estava a jogar o Alan Ruiz, senão as coisas pioravam muito.
Vou recomendar aos rapazes do Benfica para usarem caneleiras reforçadas, quando tiverem que jogar contra eles!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Presidentes da República - Manuel Teixeira Gomes!

Manuel Teixeira Gomes (1923-1925) - Quase poderia passar por cima deste presidente, pois não encontrei nada que valha a pena relatar a seu respeito. Ainda foi estudar medicina para Coimbra, mas pouco durou a vida de estudante. Gostava mais da boa vida e os pais tinham dinheiro para lhe permitir isso.
Algarvio de nascimento, mudou-se para Lisboa depois de ter posto de lado os estudos em Coimbra. Começou a frequentar um círculo de intelectuais e a dedicar-se à Literatura, chegando a colaborar com alguns jornais e revistas.
O cargo mais importante que desempenhou, nos primeiros anos da república, foi o de Ministro Plenipotenciário de Portugal, em Inglaterra. Como presidente fartou-se do cargo em menos de dois anos e pediu a demissão. E para cúmulo, exilou-se em Marrocos, onde ficou até à sua morte, mandando a sua pátria às urtigas.
Em 1950, foram exumados e trazidos para Portugal os seus restos mortais, o que deu uma grande trabalheira ao Salazar que já era o «Mestre de Orquestra» nessa altura.

Turismo gastronómico!

Como já referi, na publicação de ontem à noite, o jantar de ontem foi especial e de família. E quando se come bem e todo o mundo está bem disposto, até parece que vivemos noutro país, um país onde não há políticos gananciosos nem ordenados mínimos ou reformas que para pouco mais chegam que pagar os remédios na farmácia. E depois de uma boa "comezaina" é normal combinar outra para muito breve, de modo a manter o clima de felicidade que nos inunda o corpo.
Pois, foi isso mesmo que fizemos, combinamos que antes que acabe o mês de Agosto e o tempo de férias (sim, porque nem toda a gente é reformada como eu) vamos atacar uma das especialidades da cozinha portuguesa, o cabrito assado.


Se Oleiros não ficasse tão longe, seria o «cabrito estonado» a minha escolha, assim vou contentar-me com uma viagenzinha até às serranias do Alto Minho, talvez o Gerês ou Ponte de Lima, onde são fortes a cozinhar este petisco. Estonado ou esfolado, tenho a certeza que vai escorregar pela goela abaixo e se ele se mostrar teimoso, empurra-se com uma caneca de tinto daquele que pinta as tripas de vermelho pelo lado de dentro.
Dizem que o «cabrito estonado» é um petisco do outro mundo e eu acredito. O modo como é preparado e cozinhado dá para perceber isso. Para quem não sabe, estonar um cabrito é chamuscá-lo para queimar o pelo e depois raspar a pele até ela ficar lisa e branquinha como a de um homem depois de acabar de se barbear. O calor, ao incidir sobre a pele, faz ferver as gorduras no seu interior e recoze a carne até ela ficar um autêntico veludo. Vejam o que se diz na net sobre esta especialidade gastronómica:

  • A primeira referência surge num livro de culinária do Al-andaluz medieval, que fala de um borrego estonado com óleo;
  • Em 1624, o missionário Oleirense, António de Andrade, o primeiro ocidental a escalar os Himalaias e a chegar ao Tibete, nos relatos da sua expedição e abordando os costumes daquelas gentes, realça o facto de não esfolarem os carneiros e cabras que comem, mas antes comerem-nas com a pele chamuscada, tal como em Oleiros.
  • Já no séc. XIX, Alexandre Dumas descreve, deliciado, a experiência de comer um borrego preparado à moda do deserto, na Tunísia, também assado com a pele.

Que acham? Está aprovada a minha escolha para a próxima romaria ao Alto Minho? Isto faz-me lembrar uma cantiga que o povo costuma cantar quando está satisfeito e bem disposto:
- O que se leva desta vida, é o que se come e o que se bebe, ai, ai!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mais um dia não!

De facto, hoje foi dia de nem sequer olhar para o "computas". Saí de casa às oito da manhã para ir fazer uma coisa que deveria tomar-me não mais que meia hora, mas só cheguei a casa ao meio dia. Ao chegar encontrei a minha filha à espera para lhe dar uma ajuda nuns assuntos que ela tinha urgência em resolver. O almoço já saiu fora da hora do costume e a tarde também não correu lá muito bem. Ao fim da tarde, nova saída para um jantar em família. E estou a chegar a casa agorinha mesmo e é quase meia noite.
E, é claro, já não são horas de puxar pela cachimónia e escrever qualquer coisa que preste. Veremos se amanhã acordo bem disposto e com inspiração suficiente para escrever alguma coisa que valha a pena.
Assim, resta-me desejar-vos uma boa noite, com sonhos cor de rosa, e amanhã cá nos encontraremos, como de costume.

O Benfica ganhou!

Devia estar muito contente e escrever uma grande e bem disposta crónica, mas não me sinto com disposição para tal. Hoje armei-me em valente e fui dar um jeito na horta que mais parece um baldio abandonado. Claro que fiquei de rastos e mal me consegui arrastar até ao café do bairro onde vivo e que é o meu poiso habitual para assistir aos despiques futebolísticos. Fui e voltei e estou com vontade de me esticar ao comprido e nessa posição não consigo escrever.
Bem, o que interessa é que as sortes estão lançadas e para já Benfica, Porto e Sporting estão todos empatados no 1º lugar, temos que esperar até que um deles escorregue e deixe os outros passar à frente. No próximo domingo voltamos ao ataque, longe da Luz, e depois disso faremos de novo as contas.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Presidentes da República - António José de Almeida!

António José de Almeida (1919-1923) - Tem nome de pobre e se alguém me dissesse que tinha sido presidente da nossa república eu nunca acreditaria. Não me lembro de ter ouvido este nome alguma vez na minha vida, o que pressupõe que faltei a algumas aulas do meu 5º ano de Liceu, ano em que se estudava essa matéria.
Nasceu no distrito de Coimbra e em Coimbra estudou e se fez doutor. Como muitos outros estudantes daquela universidade, cedo enveredou pelos meandros da política e passou até pela prisão por publicação de escritos contra o rei, no jornal académico.
Depois de terminar o curso de medicina, rumou a Angola e depois a S. Tomé e Príncipe, onde exerceu a sua profissão, durante cerca de dez anos. Após esse período, regressou a Lisboa, onde montou consultório e passou a dedicar-se à política mais a sério. Aderiu a uma loja macónica - muitos dos nossos políticos o fizeram e continuam a fazer hoje - foi eleito deputado da nação e passou o tempo a dizer mal do rei D. Carlos que era o seu inimigo de estimação, desde os tempos de estudante. Por isso voltou a ir parar atrás das grades, pouco antes do assassinato do rei e do príncipe herdeiro. Depois da implantação da república, foi ministro e fundou um partido que dirigiu até ser eleito presidente.
Foi o único presidente da 1ª República que cumpriu o mandato até ao fim e empossou 16 governos durante o seu mandato. Só por isso dá para perceber a grande rebaldaria que se vivia no nosso país. É claro que a situação do pós-guerra que se vivia, o pagamento das dívidas por ela motivadas e o corte no apoio que os nossos velhos aliados ingleses nos davam, fizeram desse período um dos mais difíceis da nossa história republicana.
As «Visitas de Estado» oficiais tiveram início durante o seu mandato e a primeira visita foi ao Brasil, em 1922, para comemorar a independência dessa nossa antiga colónia. A viagem correu tão mal e as avarias foram tantas que tiveram que comemorar a data ainda a bordo, no meio do Atlântico. Mas não foi razão para desistir da viagem e esta acabou com grande aparato num baile que ficou famoso.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Há muita coisa para ver!


Estou aqui, sentado confortavelmente, a ver os ciclistas da Volta a Portugal esfalfarem-se pedalando pelo monte acima. Ninguém lhes paga milhões, como aos artistas da bola, mas suam a camisola até mais não. Quatro ou cinco horas em cima da bicicleta é obra. E se for como anteontem através do Alentejo e com temperaturas a rasar os 40º é de se lhe tirar o chapéu. Sempre me perguntei quanto ganharão eles para se meterem em tais corridas.
Ao lado da estrada que desce até Mondim de Basto existe uma linda queda de água, a que chamam «Fisgas de Ermelo» e que o helicóptero da RTP mostrou para quem quis ver. Em tempos, quando ainda tinha pernas para isso, já lá fui fazer uma visita. É um sítio espectacular, mas é preciso pernas de cabra montesa para andar por aqueles sítios.
Aproveitem as férias e vão até lá. Há boa comida, bons vinhos e ar puro para oxigenar os pulmões.

Só para quem gosta!


Para quem for amante do desporto-rei há hoje, ao fim da tarde, um espectáculo a não perder e que vai ser transmitido pela RTP1, a disputa da «Supertaça Europeia» que vai pôr o Real Madrid e o Manchester United frente a frente.
De um lado o melhor jogador do mundo, vencedor da Liga dos Campeões 2017, e do outro o melhor treinador do mundo, vencedor da Taça UEFA 2017, ambos portugueses por sinal.
Eu não vou perder!

Como aliviar o stress?

Psicólogos e psiquiatras nunca tiveram tantos clientes como agora. Qualquer desculpazinha serve para ir ao senhor doutor que trata dos nervos. Mulher que se queixa que o marido não pára em casa, ou marido que desconfia de traição por ver a mulher sempre muito "embonecada". Putos a quem os estudos não correm muito bem, ou não encontram, durante o dia, os namoros com que sonharam, durante a noite. Tudo serve para ir à consulta e o senhor doutor agradece.
Mas há outra maneira de aliviar o stress, como se viu, ontem, no Estádio do Portimonense. Se o pessoal anda com os nervos em franja, seja por causa da política, das finanças, ou dos amores não correspondidos, não há melhor terapia que desatar à pancadaria no meio de um jogo de futebol. E quantos mais murros apanhar no focinho mais aliviado fica.


Deve ser característico das gentes do mar, pois bem me lembro de os jogos do Varzim e Leixões acabarem ao sopapo entre a assistência. Por vezes sem ninguém perceber porquê. Alguém dava um empurrão que fazia cair uns por cima dos outros e o que faziam era levantar-se e desatar à batatada a quem os fizera cair.
Ontem, foram as gentes de Portimão contra as de Matosinhos, uns e outros gente do mar que passa muito tempo confinada a um pequeno espaço e sem poder mexer muito as pernas. Assim, com a desculpa que o jogo não estava a ser tão limpo como eles queriam, puderam dar largas ao exercício físico que lhes faz falta enviando socos e pontapés a tudo o que mexia à sua volta.
Bendito futebol que serve para tudo! A uns enche o bolso de milhões, a outros o corpo de bordoada e nódoas negras!

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Presidentes da República - João de Canto e Castro!

João de Canto e Castro (1918-1919) - Não fazia a mínima ideia que a Escola de Alunos Marinheiros tinha funcionado em Leixões, mas é o que diz a biografia deste 5º Presidente da República Portuguesa e da qual ele foi dirigente nos primeiros tempos da república. Fez a Escola Naval, percorreu o Império Português de lés-a-lés, chegou a almirante e foi também governador de Moçambique. Foi também comandante da Escola de Artilharia Naval que funcionava a bordo da fragata D. Fernando, a famosa «Fragata» que estava fundeada no meio do rio Tejo, quando eu andei na Marinha, e que serviu de escola a alguns dos meus camaradas fuzileiros.
Já como Presidente da República foi tão rápida a sua passagem que quase nem se dava por ele, apenas dez meses à frente dos destinos do nosso país. Nesses conturbados tempos que sucederam à monarquia era assim mesmo, ninguém aquecia o lugar. Monárquico convicto passou o seu mandato a lutar contra os revoltosos que por várias vezes tentaram repor a monarquia, ou seja, lutando contra os seus próprios princípios. Foi membro do Parlamento, durante o reinado de D. Carlos e foi convidado para Ministro da Marinha, por Sidónio Pais, cargo que assumiu pouco tempo antes do assassinato do presidente, a quem depois sucedeu.
Procurei, mas não encontrei a razão por que durou tão pouco no cargo. Talvez tenham sido convocadas eleições por causa do assassinato de Sidónio Pais e este presidente tenha ocupado o cargo apenas enquanto estas não se realizaram e era escolhido um novo presidente. A lógica seria que ele também concorresse e, estando no cargo, ganhasse as eleições, mas nada encontrei a esse respeito naquilo que li.

Pelas estradas de Portugal!

Na semana passada, andei por estradas e autoestradas, umas melhores que as outras, passei por pontes e viadutos, ora por cima ora por baixo, lembrei-me do Sócrates e dos milhões que gastou em ferro, betão e alcatrão para lhe reservarem uma percentagenzinha, gastei muitos litros de gasóleo para enriquecer as gasolineiras, mas também contribuir para encher os cofres dos impostos que o país precisa para sobreviver.
Da falta de estradas já não podemos queixar-nos, há alguns lugares onde até é difícil escolher qual delas usar. Cruzam-se umas com as outras como os rastos de fumo deixados no céu pelos aviões a jacto. As estradas nacionais, supostamente as mais importantes do país, cederam o lugar às autoestradas e já ninguém se lembra por onde passava a EN1 ou a EN2, cuja manutenção deu tanto que falar e tanto trabalhinho a muita gente que dele precisava, durante o Século XX.

Pensando nisto, veio-me à memória a história das vias romanas que começaram a ser construídas há mais de dois mil anos e algumas, embora pouco utilizadas, ainda se mantêm no activo. Os caminheiros de Santiago de Compostela usam-nas e não querem outras, pois são mais ecológicas e livres de trânsito.
No norte de Portugal e na Galiza foi a religião católica a principal motivação para a construção dessas estradas. Enquanto que as vias principais usadas pelas legiões romanas se dirigiam aos pontos onde havia riquezas que pudessem interessar ao Império Romano, como o sul de Espanha ou o litoral sul de Portugal, as vias criadas entre Braga, o Lugo, Astorga e mais tarde Compostela foram-no para permitir a evangelização dos povos nativos. Povos que até aí só conheciam uma religião, a do estômago. A sua luta diária era para garantir o seu sustento, encher a barriguinha, e não tinham outra religião. Trouxe-vos aqui um pequeno trecho da wikipedia para corroborar as minhas afirmações:

«A Via Nova tem um traçado em diagonal que liga o triângulo político-administrativo e viário estabelecido por Augusto, com vértices nas três cidades: "Bracara Augusta", "Luco Augusto'" e "Astúrica Augusta".
A Geira iniciava-se em "Bracara Augusta", passando pela zona do atual Areal, seguindo por Adaúfe, entrava no concelho de Amares com a travessia do rio Cávado em Barca de Âncede, e seguia pelas localidade de Caires e Paredes Secas. Ao chegar ao lugar de Santa Cruz, entrava no concelho de Terras de Bouro. Neste concelho encontra-se muito bem conservada ao nível do seu traçado e dos seus vestígios arqueológicos. Nas Terras de Bouro percorre as freguesias de Souto, Balança, Chorense, Vilar, Chamoim, Covide, Campo do Gerês e chega, por fim, à Portela do Homem, seguindo depois em território espanhol.»

Como se vê o César Augusto era um homem organizado. Além de abrir estradas, marcava-as com os famosos marcos miliários (que ainda hoje existem) e dava-lhes números como têm, hoje, as nossas autoestradas. Via XVII, Via XVIII, Via XIX e por aí fora, em vez das A22, A23 ou A24. Se quisesse viajar, no tempo de César, tantos quilómetros como andei agora, tinha que ser a cavalo e demoraria várias semanas. E corria o risco de ser assaltado por algum lusitano, celta, ou mouro que se sentisse atraído pela minha bolsa ou me quisesse roubar a montaria.

domingo, 6 de agosto de 2017

O respeitinho é muito bonito ...!

... e eu gosto!
Se for apenas por razões motivacionais, ainda vá que não vá, mas dizer à boca cheia que é para ganhar, sem o mínimo respeito pelo adversário que se tem pela frente, eu não aceito. A conversa certa é dizer assim:
- Eu sei que o Benfica é melhor que nós, mas vamos lá fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para levar a taça para Guimarães. E se não conseguirmos, não ficaremos nada diminuídos com isso.
Já o Bruno de Carvalho também tem a mania de aparecer em frente aos microfones e garantir que desta é que o Sporting vai ser campeão. E então o Benfica? Não conta para nada? Não tem respeito pelo campeão? Não se pode prometer uma coisa que não está nas nossas mãos dar. O presidente do Sporting tem que aprender a pronunciar a palavra "tentar", vamos tentar, vamos esforçar-nos ao máximo por conseguir, essa é que é a abordagem certa mostrando respeito por quem detém o ceptro do poder, a coroa de rei, o título de campeão.
No jogo de ontem o Benfica entrou a todo o gás, tal como eu gosto, mas foi sol de pouca dura. Ao fim de meia hora de jogo já a chama se tinha apagado e a equipa não fazia mais que defender-se dos ataques repetidos dos vimaranenses. Jogadores como o Grimaldo - que gosta muito de partir à desfilada em direcção à baliza adversária - que estouram a meio do jogo, não são uma boa garantia para o nosso sucesso. A utilização do Filipe Augusto que é um brutamontes, por troca com o Salvio que é um artista, não recolhe a minha aprovação. Se não tem entrado o Raúl para meter um golo, como ele sempre tem feito em momentos de aflição, eu ficaria desanimado com a actuação da nossa equipa.
E nem quero falar nos erros da equipa de arbitragem, ou na fiscalização feita pelo video-árbitro, pois teríamos muito que falar e a nossa equipa ainda sairia mais desfocada na fotografia. Vamos esperar com calma pelo início do campeonato, ver o que os adversários fazem que ainda é muito cedo para começar com as preocupações.

O Luisão está velho, mas ainda consegue levantá-la.

O Pizzi continua a ser o homem-chave do jogo.

Raúl, o homem certo, no sítio certo, à hora certa.

Esta é minha, vocês esperam mais um ano para tentar de novo.

Rui, o treinador de sucesso.

Ganhar é a coisa melhor do mundo!!!

Esta já cá canta!


Aí está a foto da equipa que entrou em campo. E entrou bem, a toda a velocidade, e em três tempos pôs o resultado em 2 a 0. Depois deixaram o Guimarães jogar quanto quis e marcar um golo. Veio o intervalo com o resultado favorável ao Benfica, mas no regresso tudo o que os nossos artistas conseguiram foi fazer os adeptos sofrer a bom sofrer. Até que o Jonas, que tinha marcado o primeiro golo, deu o seu lugar ao Raúl Jimenez e este, como já por diversas vezes aconteceu, sancionou o jogo marcando o terceiro golo do Benfica.
E, no fim do jogo, meteu a bola debaixo do braço e guardou-a como recordação. Pode ser que no próximo mês já cá não esteja, mas, enquanto cá está, aproveitou para pôr a sua assinatura na conquista deste troféu e já faz parte da história do Glorioso. Há muita gente que não gosta dele e anseia vê-lo pelas costas, o que não é o meu caso. Aceito que o LFV o venda, por razões económicas, mas também fico contente se o não fizer.
Agora, vamos esperar com calma, até quarta-feira, para ver como corre a primeira jornada. Jogamos em casa, somos favoritos e ninguém pensa noutro resultado que não seja ganhar. Mas eu só deito os foguetes, se tiver direito a isso, depois do jogo acabar.
Força, campeão, rumo ao PENTA!!!

sábado, 5 de agosto de 2017

Hospital da Luz!


Acabei de ler que o Benfica já tem 5 lesionados. O Júlio César que começa a dar sinais de velhice, o Mitroglou que também já não vai para novo e deve sentir saudades da Grécia (que é uma espécie de Alentejo e dá sorna ao pessoal), o Carrillo que nos dois últimos anos pouco jogou e se prepara para continuar pelo mesmo caminho, o Zivkovic que está cá há um ano, mas só se aproveitou meio e, por fim, o André Horta que se fala vai emigrar para o Funchal e, por vingança, pediu baixa médica.
Isto é um martírio! Faz-me lembrar os tempos da tropa em que andávamos sempre a inventar desculpas para não entrar de serviço. Senhor doutor, doí-me aqui, senhor doutor, dói-me ali. E o doutor bem desconfiava da malandrice, mas por vezes deixava-se levar. Eu conheci um que começou a queixar-se da coluna, mal chegamos a Moçambique, e andou assim até ao fim da comissão. Depois de levar baixa, trabalhou que se fartou, passou pela emigração em diversos países e tudo. Deu-lhe forte e feio até ao fim da vida que, infelizmente, já terminou há algum tempo.
Se eu estivesse no lugar do Rui Vitória mandava-os bugiar e arranjava outros novos. E ensinava-lhes aquele ditado que os mais velhotes da minha geração gostavam de repetir:
- Na casa daquele home quem não trabalha não come!

Voltei!

O D. Sancho I de Portugal foi um homem e tanto. Diz a História que ele foi um grande administrador e granjeou grande fortuna para o nosso país. Alguém deve ter ficado com ela, pois não chegou aos nossos dias e, tanto quanto ouvi dizer, nos finais do Século XIV já estava tudo teso e foi preciso partir para os Descobrimentos de modo a garantir a bucha para o povo.


Ficou conhecido como «O Povoador» pois criou cidades e deu foral a muitas terras do interior norte de Portugal. A cidade mais alta de Portugal, Guarda, bem o reconhece e mandou erguer grande estátua junto à catedral para que ninguém se esqueça disso.
Nas minhas andanças, nestes últimos dias em que não vos fiz companhia, passei pela aldeia de Sortelha, no concelho do Sabugal, uma das tais povoadas por D. Sancho. Era um posto avançado na defesa do nosso território e muito próximo da fronteira com Castela que estava sempre de olho a ver se reconquistava o território que o Afonso I de Portugal - pai de D. Sancho - lhes tinha surripiado uns anos antes.


As minhas pernas já não dão para grandes corridas, mas ainda me atrevi a subir uns quantos degraus para tirar a fotografia e vos mostrar por onde andei. Por onde andei eu e andou o segundo rei de Portugal, há muitos anos atrás. Tantos que já ninguém se lembra disso. A memória de alguns portugueses não vai além do tempo em que a troika veio cá para injectar algum juízo na cabeça dos nossos governantes que têm vindo a fazer, exactamente, o contrário do que fez esse nosso rei, ou seja, empobrecer o país.
D. Sancho era beirão de nascimento e foram as terras das Beiras que mais beneficiaram com o desenvolvimento que imprimiu ao país. Viveu em Coimbra e em Coimbra morreu e foi sepultado. Ele teve muitos filhos, da sua mulher que era espanhola e das outras que lhe passavam por perto. Foi esse o seu contributo para o povoamento do território, o que me remete para o assunto da natalidade que, na actualidade, é um dos grandes problemas de Portugal. A rapaziada nova não quer filhos, só pensa em gozar a vida e andar nos copos. Quando chegar a idade da reforma, se não houver quem trabalhe e desconte para a Segurança Social é que eles vão ver o erro que cometeram. Mas aí vai ser tarde para voltar atrás. Cada minuto da nossa vida passa e nunca mais volta. E o que deixamos de fazer nesse minuto não poderá ser feito nunca mais.
Ai se o arrependimento matasse!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Presidentes da República - Sidónio Pais!

O mês de Dezembro de 1917 foi marcante na vida da jovem república portuguesa. A participação do Corpo Expedicionário Português na I Grande Guerra não poderia estar a correr pior e as Aparições de Fátima, entre Maio e Outubro desse mesmo ano,  vieram acrescentar um aspecto mais surreal à situação política portuguesa que já era um autêntico desastre. Não admira, portanto, que tivesse acontecido a Revolução de Dezembro de 2017, capitaneada por Sidónio Pais, que demitiu e exilou o Presidente da República em exercício, assumiu o poder em Portugal e convocou eleições, nas quais viria a ser eleito no mês de Abril do ano seguinte.

Sidónio Pais  (1917 - 1918) - Nascido em Caminha, em 1872, estudou um pouco por todo o lado até acabar em Coimbra, onde se formou e acabou por ser professor também. Antes da Universidade de Coimbra tinha já feito a sua formação militar na Escola do Exército e enveredado pela carreira política.
Para chegar onde chegou com apenas 46 anos de idade, temos que admitir que era um gajo teso. Depois de ter demitido e exilado o anterior presidente, suspendeu a Constituição de 1911 que ele próprio tinha ajudado a redigir e aprovar, por discordar de alguns dos seus pontos e achar que ajudavam à grande rebaldaria em que a política se tinha tornado.
Em meados de 1918, conseguiu ser eleito presidente e iniciou aquilo a que chamou «República Nova», por causa das alterações introduzidas por ele. É claro que as tricas internas e as guerrinhas entre partidos nunca acabaram e não lhe faltavam inimigos. O desastre acontecido com o Corpo Expedicionário Português, na batalha de La Lys, em Abril de 1918, foi a gota de água que fez acabar o estado de graça em que vivia desde a revolução de Dezembro e levou a tentativas de assassinato que acabaram por ter sucesso, no fim desse ano.
As esperanças que o povo depositou nele para conseguir mudar o estado de coisas que se vivia no nosso país, desde a implantação da república, desapareceram com a sua morte e o país entrou numa rotação de governantes cada vez mais mal sucedidos que só terminaria com o início do Estado Novo e instauração da ditadura por António de Oliveira Salazar.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Olá!


Não se admirem pela minha ausência! Ando por fora de casa e não tenho acesso fácil à internet. Na realidade também estava a precisar de férias e de vos livrar da minha presença, por conseguinte veio tudo a calhar. Se não for antes, espero estar de volta a casa (e ao vosso convívio) no sábado que é dia de ir a Aveiro buscar mais um troféu para expor no museu do Benfica.
O Benfica é uma nação! Viva o Benfica!