quinta-feira, 31 de março de 2016

Vila Real, sim ou não?


Ao programar o convívio para Vila Real, talvez consiga que apareçam alguns camaradas que nunca, ou muito raramente, apareceram nos convívios. Estou a lembrar-me de:
- Ramiro que mora em Chaves.
- Angelo que mora em Vila Pouca
- Horácio que mora em Coêdo
- Silvério que mora em Mirandela
- Fininho que mora em Murça
- Bagaço que mora em Vila Real
- Artur que mora em Valpaços
Além de alguns filhos da escola, tanto de 62, como de 64, que moram nas redondezas e talvez gostassem de aderir à ideia. E também alguns daqueles mais assíduos que sempre viajaram para o sul e gostariam de, por uma vez que fosse, ter um convívio mais perto de casa. Estou a pensar no Verde, no Magalhães, no Américo, no Badaró, no Serafim, no Adriano e também na minha pessoa, está claro.
Mas pela reacção às minhas mensagens de ontem e anteontem, aqui e no Facebook, não me parece que a ideia tenha pernas para andar. Tenho que fazer uns telefonemas, àqueles que não navegam nestas ondas da internet, para ajuizar do seu interesse. Se a reacção for negativa, talvez opte por um almoço combinado com aqueles que quiserem aparecer, mas sem qualquer compromisso da minha parte.
Tenho dito e passo a palavra!

quarta-feira, 30 de março de 2016

Que tal o 11 de Junho?

Como complemento da minha mensagem de ontem, que tal o dia 11 de Junho? Na sexta o Dia de Portugal e no sábado «Dia dos Fuzos em Vila Real»!
Ainda não vejo ninguém a saltar de contente!!!

terça-feira, 29 de março de 2016

Que vos hei-de dizer?

Não quero falar de futebol, mas sempre vos digo que estive a ver o jogo da selecção e, tal como com a Bulgária, foi a primeira meia hora que me agradou mais. Com um pouco mais de pontaria, mesmo com o Courtois na baliza, podíamos ter construído um resultado mais gordo.
Hoje, a conversa é outra.
Há uns tempos atrás, por causa do túnel do Marão, falei na hipótese de fazer o convívio deste ano em Vila Real de Trás-os-Montes. Ninguém se pronunciou muito a sério, mas gostaria de saber quem estaria de acordo em vir até ao norte participar neste convívio. Há dois ou três camaradas da CF8 que moram naquela zona e nunca participaram num dos nossos convívios. E parece que o Natalino Bairos que reside nos Açores, vai estar nessa zona também, na mesma altura.
Mesmo que seja um convívio menos formal, sem reserva prévia no restaurante e sem ementa e preço definido, podia ser uma ideia a ter em conta. Eu estou cada vez mais reduzido na minha mobilidade e não me sinto com muita vontade de andar atrás da malta. Eu podia encarregar-me de contactar 10 ou 20 daqueles que são mais assíduos e pedir aos interessados que tentem contactar mais alguém e trazê-los com eles.


Se eu escolher um restaurante relativamente grande e tiver uma conversa prévia com eles não deveria haver problema. Cada um pede o que quiser e paga a conta no fim. A data teria que ser combinada com o Natalino, mas seria durante o mês de Junho. Que acham da ideia? Eu sei que os leitores deste blog que pertencem ao grupo não passam de meia dúzia, mas já é alguma coisa para eu ajuizar do resultado desta minha consulta.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Sursum corda!

Porque a minha mãezinha me obrigou a ir à missa quando era miúdo e porque, mais tarde, tive aulas de Latim, estas palavras não me são completamente estranhas. Isto era ainda no tempo em que a missa era rezada em Latim e o padre o fazia de cu virado para o público. No prefácio da missa, levantava os braços ao céu e proferia estas palavras em voz alta - Sursum corda - que significam "corações ao alto", pedindo aos fiéis para se prepararem para a celebração, abrindo o seu coração à influência divina.


Achei que era uma boa maneira de começar esta minha mensagem, especialmente dirigida aos fiéis do Glorioso, para que se preparem para uma semana importantíssima na luta pela conquista do grande objectivo desta época. Corações ao alto, fé absoluta na rapaziada que defende as nossas cores e no homem que tem a responsabilidade de lhes transmitir o conhecimento. O embate da próxima sexta-feira, se correr bem, por-nos-á no caminho certo para ser de novo campeões.
"Thumbs up", como diz o inglês, é este gesto que quero ver o Rui Vitória fazer no fim do jogo com o Braga!

sábado, 26 de março de 2016

Feliz Páscoa!


Quero desejar a toda a gente que participa comigo neste blog umas felizes festas de Páscoa. Todos os anos temos uma, mas nenhuma será igual a esta, disso podem ter a certeza. As circunstâncias em que ela acontece são sempre diferentes, umas vezes com mais, outras com menos saúde, dinheiro, amor, felicidade e por aí fora. Gozemos esta e tenhamos esperança de cá continuar no próximo ano, quando ela chegar.
Tenho dois Antónios Páscoa entre as minhas relações, um primo que mora na Lagoa Negra e um camarada fuzileiro que mora na Cova Gala, e para eles vai um pensamento muito especial nesta data, porque ambos vivem sob o espectro de uma doença complicada e cada Páscoa que passa é uma vitória conseguida.

Presunção e água benta ...!


... cada um toma a que quer!
Jornalistas e comentadores desportivos passaram a semana a tecer loas aos nossos atletas, os melhores do mundo na boca deles, e já se apostava que temos equipa para ganhar o Campeonato da Europa 2016, sem sombra de dúvida. As jovens estrelas, com destaque para o benfiquista Renato Sanches, estavam ali prontas para brilhar e encher de inveja os maiores clubes da Europa que teriam de desembolsar milhões se as quisessem levar.
Depois, quando chega a hora do vamos ver, aparece o velho Eliseu, o reformado Quaresma, o encostado Nani, o dispensado Bruno Alves, além do Dany, Pepe e Ronaldo que nos clubes a que pertencem se desunham todos, mas na nossa selecção não dão uma para a caixa.
No Brasil, há quatro anos, levamos quatro batatas no primeiro jogo e nunca mais endireitámos a espinha. Pelo que vimos ontem, não vai ser muito diferente, este ano, em França. As jovens estrelas lusas vão ter que envelhecer alguns anos, antes de terem direito a defender as nossas cores. Raios me partam se eu entendo alguma coisa desta ... marmelada!

sexta-feira, 25 de março de 2016

Uma chatice!

A Póvoa é a terra das procissões. Não há festa que não tenha uma procissão a passear-se pelas ruas da cidade e a infernizar o trânsito que não consegue mexer-se no meio de tanta gente a andar em passo de caracol. Banda de música, bombeiros, escuteiros, autoridades civis e militares é um nunca acabar de gente que se movimenta para tornar possível um evento desta natureza. E se na hora H começa a chover, lá se vai tudo por água abaixo. Uma verdadeira chatice!


Hoje é o dia da Procissão do Senhor Morto. Estive ao pé da igreja matriz, um pouco antes das 22.00 horas e estava tudo a postos para a procissão sair. Mas o tempo ameaçava chuva e os organizadores não sabiam o que fazer. Arriscar e dar ordem para avançar? Ou, pelo contrário, arrepiar caminho e cancelar tudo? Tanto trabalho e tanta despesa já feitos para nada. Não é decisão fácil de tomar.
Como é assunto que não me aquece nem arrefece, virei as costas e vim-me embora. Até porque queria ver o resto do jogo com a Bulgária e tanto se me dava que chovesse ou fizesse sol. Acabado o jogo, que não correu lá muito bem, olhei pela janela e vi que caía uma chuva miudinha, a que é costume chamar de «molha-tolos» e fiquei a pensar se a procissão sempre teria ido dar a volta à cidade ou não. Só amanhã o saberei.
Agora são horas de desligar a geringonça e ir deitar a cabeça no travesseiro. Parece que vai ser um sábado molhado e frio, o que não é lá grande coisa. A Primavera está a custar a afirmar-se, as árvores de fruto não florescem e o esqueleto já se ressente de tanto frio. Resta-me esperar que as coisas melhorem!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Fui até Moçambique!

À falta de melhor divertimento, fui dar uma volta a Moçambique, ler as notícias da actualidade, ver umas fotografias de vários pontos do país, isto é, fazer turismo virtual. Cansa menos que o outro, não é preciso dinheiro nem cartão de crédito e nem sequer respeitar horários estabelecidos por outrem.
Lourenço Marques mudou muito desde que saí de lá, até no nome, e quase não reconheci os lugares por onde andei. Procurei o bairro de Benfica que ficava por trás do parque de campismo da praia de Miramar, mas do nome nem rastos. Antigamente era um lugar retirado da cidade com meia dúzia de palhotas, hoje é um sítio densamente povoado, como aliás acontece com todos os terrenos num raio de 10 quilómetros à volta da capital.
A estrada que vai do Jardim Zoológico até à vila da Machava, passando pelo Vale do Infulene, era um deserto de habitações, nos velhos tempos, e só se viam campos de amendoim por todo o lado. Hoje, não há um metro quadrado livre, onde se possa meter mais uma palhota. O antigo quartel dos fuzileiros, a prisão da Pide e o Estádio Salazar estão cercados por milhares de habitações de todo o tamanho e feitio. Numa palavra, está tudo irreconhecível!
Fui até ao Niassa, espreitei Metangula, Meponda e o Cobué, lugares onde poucas são as mudanças. Fui até Porto Amélia, li uma comprida história relacionada com os acontecimentos da I Guerra Mundial e a nossa luta contra as forças de Hitler. Já sabia, mas voltei a ler que foi a mais vergonhosa derrota  da nossa história militar e que sofremos mais baixas que na Campanha da Flandres. Vi a ponte que liga Moçambique à Tanzânia, sobre o Rio Rovuma e recordei que era por aquela via que os "Turras" da Frelimo vinham dos campos de treino de Bagamoyo para infernizar a vida dos nossos rapazes, em todo o distrito de Cabo Delgado.


E viajando de novo para o sul, em direcção à capital, passei por Nacala (onde já fui muito feliz), pela Beira e cruzei o Rio Save pela ponte que vêem na imagem aqui acima, lugar que hoje marca a fronteira entre as terras fiéis à capital e aquelas que são reclamadas pela Renamo. Eu não acredito que Moçambique se venha a partir em dois, mas por lá, nas imediações deste rio e desta ponte, continua a falar-se nisso todos os dias. E ouvem-se rajadas da AK47 a cada passo!

Está bonito, está!

Segundo uma notícia que acompanhava este gráfico, a corrupção na União Europeia custa cerca de 990 mil milhões de euros, entre gastos na luta contra ela e receitas perdidas. É muita massa!
Os quatro melhorzinhos são: o Luxemburgo, a Suécia, a Bélgica e a Dinamarca. E os quatro piorzinhos s: a Roménia, a Lituânia, o Chipre e a Croácia. Portugal está em 15º lugar, logo depois do Reino Unido e da Alemanha, ou seja, tem 14 melhores e outros 14 piores, o que já não é mau de todo.
Li em qualquer lado que há cerca de 200 personalidades a ser investigadas por suspeita de corrupção, no nosso país. Se as meterem todas dentro, passamos logo para o primeiro lugar do grupo!

quarta-feira, 23 de março de 2016

Interior abandonado!


Há dias, passei em Trancoso e disparei a máquina fotográfica de dentro do carro, pois lá fora fazia um frio do caraças. Céu cheio de nuvens e a temperatura um pouco abaixo dos 10º não convidavam a grandes passeios. E, é claro, os 300 kms que tinha pela frente até chegar a casa, também não permitiam grandes perdas de tempo.
Se fosse no mês de Outubro, teria comprado um saco de castanhas para o S.Martinho, assim limitei-me a atravessar a cidade e reparar nos prédios antigos, alguns com uma traça bem bonita, a precisar de cuidados urgentes. Nota-se que há uma certa falta de dinheiro por aqueles lados. Refiro-me a dinheiro investido em recuperar e embelezar uma terra que os turistas gostariam de visitar e não só no tempo das castanhas ou dos enchidos da Beira Alta.
Podia contar-vos umas coisas a respeito desta cidade, mas para isso existe a Wikipédia. A minha passagem por ali deve-se apenas ao facto de não querer fazer 300 kms por autoestrada e perder a oportunidade de apreciar o interior do nosso país. De Celorico da Beira até Lamego, passando por Trancoso e Tarouca, dá-de um grande salto da Serra da Estrela até à do Marão, vendo desfilar à nossa esquerda a do Montejunto e quase a chegar a Lamego a das Meadas. Isto é muita serra para quem vive à beira-mar!

terça-feira, 22 de março de 2016

A sentir-me ... afortunado!

Estava aqui a pensar, cá para comigo, que não tenho grandes episódios de guerra para relatar neste meu blog, de forma a deixar toda a gente de boca aberta e a pensar que grande herói que eu sou. Vejo outros escreverem livros, centenas de páginas relatando aquilo que viveram durante a sua passagem pela Guerra do Ultramar (e provavelmente o que imaginaram ou ouviram contar), enquanto que eu resumi em duas ou três páginas o pouco por que passei, lá nas margens do Lago Niassa.
E é por isso que me sinto afortunado, pois bem podia ter ficado sem as pernas, como aquele soldado do Batalhão 1891 que as perdeu por ir à minha frente dois ou três metros, naquele dia em que rebentou a mina, no caracol da estrada entre Metangula e Maniamba. Ou ter morrido, em vez do cipaio que ia ao meu lado, no dia 9 de Janeiro de 1965, dia em que tive o meu baptismo de fogo, perto da fronteira do Tanganika. E nem falo naquele dia em que o soldado da PM me acertou um tiro no cotovelo direito, porque com um pouco menos de sorte (e um desvio de 20 centímetros para a esquerda) me teria perfurado um pulmão e talvez não tivesse sobrevivido para vos contar a história.
Enfim, eu e vocês que agora lêem isto que acabei de escrever, passámos incólumes pela guerra, tivemos mais sorte que aqueles que lá deixaram a vida ou a saúde e somos, por conseguinte, uns sortudos.
Que se lixem as histórias que não tenho para vos contar!

segunda-feira, 21 de março de 2016

A sentir-me ... desanimado!

Quando se abre o Facebook vem sempre aquela pergunta da praxe - em que estás a pensar? Ou aquela outra para comunicarmos aos outros como estamos a sentir-nos. Pois, decidi fazer disto um Facebook e comunicar aos meus visitantes e leitores que estou desanimado. É isso, desanimado!
E porquê, perguntareis vós? Claro que se eu não me abrir convosco e vos contar o que me vai pela cabeça, não conseguirão adivinhar o porquê deste meu estado de espírito. Será uma questão de saúde? Do Benfica não deve ser, pois ganhou ontem e não pode vir daí a razão de tal desânimo. Que poderã ser então?
Stop, alto, parem um pouco para pensar! Nem por um minuto vos passou pela cabeça que pode ser culpa vossa?
Pois é, é isso mesmo! Ontem deixei-vos a minha morena mais bem feita da colecção, uma sereia capaz de arrancar versos ao poeta mais incapaz do universo e ninguém se dignou a fazer um elogio. A ela por ser tão "boazona", ou a mim por tê-la posto à vossa disposição. Será que andais distraídos os a ficar enjoados deste tipo de carnes? Começo a ficar preocupado convosco! 

Ufa, isto é que foi sofrer!


Eu já tinha metido a viola no saco e preparava-me para aguentar a crítica pelo mau jogo do Benfica, ou dizendo melhor, pelo bom jogo do Boavista que pôs as coisas muito difíceis para o nosso lado. Estava a olhar para a televisão e a imaginar como será o jogo com o Bayern. À luz deste jogo, vai ser qualquer coisa de se lhe tirar o chapéu. Ou o Benfica acorda com o cu virado para a lua, ou vai levar uma abada para ficar na História.
Há dias assim. Será que o Jardel e o Mitroglou fazem assim tanta falta na equipa? Ou terá sido a falta do Gaitan que provocou todo este descalabro? E se for apenas mérito do trabalho que o Sanchez está a fazer com os axadrezados?
Não faço a mínima ideia, mas adivinho que daqui até Maio ainda vou ter que amargar muito. Mas se no fim vier a faixa de campeão tudo terá valido a pena. E depois de ter visto o belíssimo jogo do Braga, contra o União da Madeira, a minha preocupação aumenta mais ainda.
Como diz o outro, a fé é que nos salva. Vamos em frente que atrás vem gente!

domingo, 20 de março de 2016

Aquecimento!


Como a prima Vera veio cheia de frio e roupa a condizer, vou emprestar-vos a prima dela, a Joaninha, que é bem capaz de vos aquecer os pés e fazer o "malandro" espreguiçar-se.
Enquanto isso, eu vou preparar-me para ver o Benfica e dar o meu apoio ao Rui Vitória, pois que o outro já anda para aí a dizer que está outra vez em primeiro. Temos que lhe mostrar quem é aqui o campeão. Raios me partam se acredito que é o Boavista que me vai estragar a festa!
Até logo e gritem até ficar roucos!

A Prima... Vera!


Chegou a Primavera e eu não dei por nada, estava a dormir!

O equinócio da primavera ocorre em 2016 a 20 de Março, às 04.30 horas, sinalizando o primeiro dia da primavera. Dá-se o nome de equinócio da primavera ao momento exacto em que tem início a estação da primavera. A astronomia define então como equinócio da primavera o instante em que o Sol, assim como o vemos do planeta Terra, cruza o plano do equador celeste, isto é, a linha do equador terrestre que é projectada na esfera celeste.

sábado, 19 de março de 2016

S. José, o Judeu!

Está provado que S. José pertencia à tribo de Judá, era portanto judeu. E também se sabe que ele habitava na província da Galileia, província que ficava muito mais a norte. Ora, o nascimento de Jesus aconteceu em Belém, na Judeia.
Porque moraria ele numa terra estranha, fora da sua tribo, onde não tinha direitos de qualquer espécie, e porque teria encetado uma viagem tão longa, até Jerusalém, com a mulher nos últimos dias da gravidez? Estas duas perguntas têm ocupado a cabeça de muitos estudiosos e não há um consenso absoluto quanto às respostas.
Um dos estudiosos destas matérias afirma que não há dúvida quanto à segunda questão. José teve que deslocar-se a Jerusalém por causa do recenseamento ordenado por César Augusto, primeiro imperador de Roma, potência que dominava Israel nesse tempo, o último século antes de Cristo (AC). E decidiu levar a mulher com ele, não se sabe  muito bem se por causa do recenseamento ou para não deixá-la sozinha, naquele estado.
É um pouco mais difícil de responder à primeira pergunta, mas acredita-se que foi a sua profissão o motivo da mudança. Ele era carpinteiro e precisava de madeira para trabalhar e madeira só havia nas florestas, coisa que não existia na Judeia, mas era abundante na Galileia por questões climáticas. Para além disso, havia também mais trabalho, construções e reconstruções, na Galileia que na Judeia.
Passaram-se dois mil anos, mas parece que as coisas não mudaram assim tanto! Quando não é possível levar a vida num sítio emigra-se para outro. Isto não vos faz lembrar nada?

O carpinteiro de Nazaré!


Como hoje é o «Dia do Pai», em honra de S. José que foi o pai adoptivo de Jesus, vamos falar um pouco desse assunto que não é assim muito falado na igreja, talvez por medo de entrar em pormenores que, à luz da tradição actual, são difíceis de explicar. Mas isso são outros quinhentos que não foi a razão que aqui me trouxe.
Muitas das imagens representando S. José, mostram-no com o Menino Jesus ao colo e uma açucena na mão. Pura distracção do escultor ou pintor, diria eu, pois deveria saber que o santo empunha o cajado que floriu, por obra e graça do Divino Espírito Santo, para indicar aos sacerdotes do templo quem foi o escolhido para marido da Virgem Maria (como mostra a imagem acima).
Querendo contribuir, em alguma medida, para a cultura das gentes que visitam o meu blog, deixo aqui a história, tal e qual como a repesquei de velhos documentos relativos a estas matérias.

Quando Maria fez 14 anos, o Sumo-Sacerdote decidiu que todas as raparigas, que tinham atingido a puberdade deveriam casar. Maria recusou-se a obedecer, porque segundo ela os pais a tinham consagrado ao serviço de Deus, o que provocou um certo embaraço no templo, porque não se poderia quebrar um voto sagrado. Os membros do templo decidiram remeter o assunto para a inspiração divina e ouviu-se uma voz desconhecida, que ordenou que todos os homens núbeis deveriam aproximar-se do altar com um cajado. Aquele cuja vara florisse poderia desposar a Virgem. Claro, nenhum dos candidatos teve a sorte de ver o seu cajado florir, excepto S. José, que foi o eleito de Deus para casar com Maria.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Bom fim de semana!


Recebi esta imagem (entre outras) de um amigo e gostei do pensamento que a acompanha - O Homem é uma coisa que um dia saiu da mulher e que passa toda a sua vida a tentar para lá voltar - e a título de chicha para o fim de semana aqui a deixo! Divirtam-se!

Rico petisco!

Dilma e Lula, Lula e Dilma!
Nos últimos dias não se tem podido ligar a televisão sem ouvir falar nestes dois Na verdade, de tanto ouvir falar neles, o meu poder de raciocínio levou-me de volta a Moçambique e fez despertar memórias de coisas há muito esquecidas. E porquê? Porque Dilma é mulher e lulas são um bom petisco que eu adorava comer em Lourenço Marques.
Os anos mais marcantes na vida de um homem são os primeiros depois de despertar para a vida sexual a 100%, aí entre os 18 e os 25. Antes disso é cedo demais e falta o à-vontade e a experiência e depois disso começa um homem a satisfazer-se com pouco.  E eu cheguei a Loureço Marques com 18 anos acabados de fazer e passei por lá mais de cinco anos. Estão a perceber? Em cada 24 horas, passava 7 a dormir e o resto a pensar no mulherio e como me atracar a ele.
Foram uns ricos anos, no que respeita a esse assunto, e depois disso a minha vida sexual entrou num rame-rame assim a parecer-se com o «Comboio do Catur», quero dizer, viagens menos frequentas, baixa velocidade, muito resfolegar e ... boa viagem.
Quanto às lulas, vou contar-vos uma coisa que talvez saibam tão bem ou melhor que eu. Na Avenida 24 de Julho, havia um restaurante chamado Piri-Piri que servia umas lulas grelhadas (cortadas às tirinhas) com batatas fritas como eu nunca mais comi em lado nenhum. Aqui na Póvoa fazem-nas grelhadas (inteiras) com molho de manteiga e também são de trás da orelha, mas aquelas eram especiais. Se calhar nem era mérito do cozinheiro, mas sim dos meus verdes vinte aninhos que faziam com que tudo neste mundo fosse uma maravilha.
Bendita comunicação social! Venham mais Dilmas e Lulas que ainda me sinto pronto para esses petiscos!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Melro de bico amarelo!

Estive, ontem, a ouvir este melro a fazer o seu comentário depois da aprovação do «Orçamento de Estado 2016», na Assembleia da República. Um longo discurso de onde sobressai a raiva com que ficou, ele e todos os membros do seu partido, por ter perdido o tacho com que se vinham governando desde 2011. Ele tem tudo aquilo que é preciso para eu não gostar dele. É membro da Maçonaria Portuguesa, é advogado e fala como se tivesse o rei na barriga.
A maneira desrespeitosa como se dirige ao governo, apelidando-o de geringonça socialista/bloquista/comunista, como se as ideias neo-liberais do seu partido fossem mais válidas que aquelas que passam pela cabeça dos seus adversários políticos. Vejo-o como potencial candidato a suceder a Passos Coelho, quando este achar que é tempo de  arrumar as botas, e isso é mais uma razão suplementar para não gostar dele.
Estes políticos que põem o partido acima dos interesses da nação são o cancro da nossa sociedade. Em vez de termos no Parlamento um grupo de pessoas bem formadas e dispostas a pôr ao serviço do Povo todas as suas capacidades, temos apenas lacaios do partido treinados para tudo fazer em prol do mesmo. Ganhar eleições e garantir que ocupam posições de destaque em todo o tipo de organizações, de modo a poderem influenciar todas as decisões importantes emanadas do governo.
Quando eu vir um político ir contra o seu partido para defender aquilo que é melhor para o seu país, terei encontrado o político certo que gostaria de ter como meu representante na Casa da Democracia. Este cara que vêem aqui ao lado, muito eloquente, muito bem falante, sabe muito bem o que lhe interessa e que não é, de jeito nenhum, aquilo que me interessa a mim.
Tenho dito!