sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma questão de opção!

Começo a convencer-me que com este modelo de blog, com uma coluna central para os textos publicados e duas colunas laterais para o resto da tralha, não conseguirei ajustar o tipo de letra como queria. Mas gosto do aspecto dele assim e não vou mudar. É a tal história das opções, quando não se pode ter tudo, escolhe-se o que mais falta nos faz.
Pensem no Rui Barros. Ele é pequenino, mas é o único que o Pinto da Costa tem ali, mesmo à mão de semear, para lhe tirar as castanhas do lume. Foi a opção escolhida e pronto. Adiós Julen, bienvenido Rui!
Vamos dar um salto até à praia de Lourenço Marques? Quero chamar-lhe assim e ninguém tem nada com isso, é uma opção a que tenho direito.


Ontem esteve um calor de fritar miolos e o pessoal fugiu todo para a praia. Mas há uma coisa que me deixou pensativo, não se vêem velhos nem brancos nesta imagem! Será que eles não são afectados pelo calor como os jovens e os negros? Boa pergunta a que não sei responder.
Outra coisa que me deixa de cara à banda é a maioria das pessoas estarem vestidas. Assim não podem entrar na água para se refrescarem. Então porquê irem para a praia? Estariam muito melhor sentados à sombra, debaixo de um cajueiro daqueles enormes e ramalhudos que havia por lá!

Embirro com o Saramago!

O Saramago era um comunistão dos antigos. Lembro-me dele no governo do Vasco Gonçalves.
Já ganhei alguns inimigos por dizer isto em público, mas que hei-de fazer se é isso que eu penso?
Políticas à parte, o que mais me chateia é a maneira como ele escreve, sem respeitar as regras da pontuação, sem fazer parágrafos e formando frases que nunca mais têm fim.
Dessa maneira torna-se muito difícil ler os seus livros e eu fujo deles a sete pés. Quando pretendo comprar um livro, pego nele, abro-o ao meio e se a disposição do texto me cheira a Saramago pouso-o logo, por melhor que me pareça.
Uma página, segundo a minha maneira de ver, tem que ter muitos parágrafos, no mínimo um a cada meia dúzia de linhas. Assim como eu estou a fazer com este texto que serve apenas para ajuizar da facilidade ou dificuldade com que pode ser lido. O teste anterior, com o poema «Nau Catrineta» tinha o mesmo propósito.
Eu não escrevo como o Saramago e a prova disso é que nunca fui nomeado para o Nobel da Literatura!

Teste... teste... teste!

Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."

"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."

"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"

- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."

- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."

- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal." 

- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.

Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.

Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."

- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"

- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."

- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."

- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"

- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há-de escapar"

Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.

O Blog e o Lopetegui!


Primeiro as coisas mais importantes. O Eduardo queixou-se que a letra é muito miudinha e custa a ler sem usar uma lente de aumento. Dou-lhe razão, também eu a acho pequena de mais. O estranho da coisa é que não consigo mudá-la, seja que mudança for que execute nas definições do blog ele volta sempre ao mesmo. Ou estou a perder as minhas qualidades ou a Blogger anda a mudar isto sem dizer nada aos clientes. Possivelmente terei que mudar de modelo, mas para isso preciso de algum tempo, pois quero estudar a coisa com cuidado. Peço desculpa aos mais "ceguetas" e prometo resolver o problema em breve.
Em segundo lugar, tenho uma notícia triste para vos dar. O Pinto da Costa decidiu recambiar o Lopetegui para o sítio de onde ele veio, há cerca de 18 meses, e ficamos sem o «Bombo da Festa» que tanto animou as conversas nas redes sociais. E agora? Em quem vamos bater, quando sentirmos necessidade de desopilar o fígado?
Parece que vai ser o «Meia-Leca» do Rui Barros que vai orientar a equipa, a partir de amanhã. Por felicidade para ele, os muitos jogos que o Porto vai disputar até ao fim do mês de Janeiro são "relativamente" fáceis e talvez isso lhe sirva de passaporte para o sucesso. Se ele não fizer boa figura nesses jogos, ficará com a caderneta suja no clube que representou desde que era júnior. Tirando uma breve passagem pelo Varzim e a sua carreira no estrangeiro, foi sempre o Porto o seu clube. E lá continua hoje como empregado às ordens como auxiliar dos treinadores que por lá vão passando.
Mas bater num homem de tão reduzidas dimensões é capaz de não dar muito gozo. Veremos como se porta nas conferências de imprensa a que não pode fugir. Desde que não venha com fanfarronadas, à moda do JJ, teremos que respeitá-lo. No próximo fim de semana terá a sua primeira prova de fogo. Veremos como as coisas correm. E entretanto, bye-bye Lopetegui, já foste!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O «Obcecado»!

Bem diz o Rui Vitória que o Jorge Jesus está obcecado pelo Benfica. Vê-se isso claramente no resultado do jogo de ontem. Não podia admitir que o nosso treinador conseguisse um resultado de 6 golos sem resposta e forçou a sua equipa a correr até ao fim para obter o mesmo resultado. E, no fim do jogo, deve ter feito aquele gesto, muito comum aos jogadores quando metem um golo, com o punho bem fechado dar uma cotovelada para baixo, ao mesmo tempo que dizem, yeeees! Ainda continuo a ser o maior, pensou para consigo o JJ, enquanto fazia o tal gesto e se ria para dentro.
Com um Setúbal e Marítimo a fazer uma carreira aliciante nesta época, esperava-se que tanto o Benfica como o Sporting sentissem algumas dificuldades nos respectivos jogos. Talvez um pouco menos o Benfica por jogar em casa. Em vez disso envergonharam os opositores com uma goleada que, hoje em dia, devido aos esquemas demasiado defensivos usados pela maioria dos treinadores, é raro ver.
Fiquei duplamente satisfeito com o jogo de ontem. Primeiro pelos 6 a 0 e segundo pelo bom desempenho da equipa. Acho que não estou errado se afirmar que foi a primeira vez, esta época, em que o Benfica enfrentou o seu adversário cara a cara e jogou o que quis e como quis. E o resultado ajuda a dar-me razão.

O Carcella entrou de início e fez um grande jogo!

No meio de tanto sucesso do ex e do actual treinador do Benfica, até custa a acreditar na enormidade do insucesso do treinador dos morcões do FCP. Como toda a gente, incluindo os adeptos e simpazintes do seu clube, lhe querem mal, o Jorge Jesus apressou-se a cobri-lo de elogios, dizer que era um grande treinador e mais isto e mais aquilo, sem ninguém perceber qual era o propósito de tais elogios. Desconfiam os bem-informados membros da nossa comunicação social que foi mais para apequenar o treinador do Benfica que para agigantar o do Porto. Pois, se assim foi, saiu-lhe o tiro pela culatra, porque se viu bem a diferença de resultados e com o Rui Vitória a sair do estádio em ombros e o Lopetegui a escapar, de fininho, para não ver os dedos apontados à sua pessoa e os lencinhos brancos a acenar na bancada.
Se eu fosse jornalista desportivo, não largaria o JJ antes de lhe exigir que repetisse o elogio ao treinador do Porto, ou admitisse que se tinha enganado ao elogiá-lo, no fim da jornada disputada no passado fim de semana. Se, por outro lado, era uma provocação dirigida ao Rui Vitória, não lhe ficaria mal reconhecê-lo. "Mind games", como ele, copiando o Zé Mourinho, aprendeu a dizer.
Mas, voltando ao FCP, não se entende tanto azar. A equipa nem é má de todo, tem lá meia dúzia de bons jogadores, e ninguém percebe como faz tão maus resultados. Estratégia errada do treinador, dizem uns, rotatividade injustificada dos jogadores, dizem outros, escolha errada da equipa a alinhar de início, acrescento eu. Diria que é um pouco de tudo isso, mas mais importante que tudo é que o treinador não gera empatia com os jogadores, nem com os adeptos, e assim nunca lá chegará. O Pinto da Costa que é mais teimoso que burro já deve ter percebido isso, sem precisar que seja eu a vir aqui dizê-lo.
A solução passaria por pôr na rua a chamada «Armada Espanhola», composta pelo treinador e os jogadores que trouxe com ele e contratar o Vilas Boas para tomar conta do assunto. Os adeptos do clube estão esperançados que isso aconteça e como ele vai estar hoje no Porto, é fatal que se encontre com o presidente do FCP e a conversa resvale para aí.
Mas o que, no fundo, me interessa é que o Benfica já está em segundo lugar e não me resta outra solução senão rezar aos meus santinhos favoritos para fazer com que o Sporting perca um jogo, para lhe ficarmos a morder os calcanhares!
VIV-Ó-BENFICA!!!!!! 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cantar as Janeiras!

Milagre, diria eu!


A young girl in India badly burned as a toddler, her fingers had fused together and curled into a knotted ball. Her shepherd family could not afford surgery, but they had heard of a remarkable young boy being called the child surgeon. Akrit Jaswal was only seven years old when he operated, successfully, on the eight year old girl to release her fingers.
Akrit Jaswal had a reputation, in the region, for being a medical genius. He has been shown to have an I.Q. of 146, the highest I.Q. of any boy his age in India, a country of over one billion people.
He has focussed this phenomenal intelligence on medicine and now, at the age of twelve, claims to be on the verge of discovering a cure for cancer.
An early developer, Akrit was walking and talking by the time he was 10 months old. He was reading and writing by two, and reading Shakespeare, in English, by the time he was five, and is now talking about his theories for oral gene therapy in the fight against cancer.

Tradução Google (uma boa merda, mas dá para perceber)

Uma rapariga na Índia gravemente queimado como uma criança, seus dedos tinham fundidos e enrolado em uma bola atada. Sua família pastor não podia pagar a cirurgia, mas eles tinham ouvido falar de um jovem rapaz notável que está sendo chamado o cirurgião criança. Akrit Jaswal tinha apenas sete anos quando ele operou, com sucesso, na menina de oito anos para liberar os dedos.
Akrit Jaswal tinha uma reputação, na região, por ser um gênio médico. Ele tem sido demonstrado que possuem uma I.Q. de 146, o maior I.Q. de qualquer garoto de sua idade na Índia, um país de mais de um bilhão de pessoas.
Ele centrou-se esta inteligência fenomenal na medicina e agora, com a idade de doze anos, afirma estar à beira de descobrir a cura do câncer.

Um desenvolvedor cedo, Akrit estava andando e falando pelo tempo que ele tinha 10 meses de idade. Ele estava lendo e escrevendo por dois, e lendo Shakespeare, em Inglês, pelo tempo que ele tinha cinco anos, e agora está falando sobre suas teorias para a terapia genética oral na luta contra o câncer.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Fuzileiros desaparecidos!

Esta bombástica notícia veiculada pelos nossos órgãos de informação, durante o dia de hoje, fez-me recordar a minha prova de sobrevivência que fiz no fim do Curso de 1º Grau. Tal como aconteceu com estes também eu me perdi. Durante 3 dias (menos algumas horas que usei para me infiltrar na Escola de Fuzileiros, antes de ser considerado desertor), andei perdido por Lisboa na boa-vai-ela.
Fiquei a pensar se estes "malandros", largados perto de Sesimbra que todos bem conhecemos, não teriam apanhado uma boleia para Lisboa e antes de raiar o sol já se divertiam nos bares do Cais do Sodré.
Ontem como hoje, a malandragem perde-se muitas vezes, mas só quando lhe convém!

Festa de Reis!


Casado há quase 50 anos ainda não consegui convencer a minha patroa que a Festa dos Reis, depois do Natal, é a mais importante (pelo menos) para mim. A passagem de ano é para quem gosta de ir para a rua fazer barulho, atirar móveis velhos pela janela ou partir pratos que andam a pedir para ser substituídos. Esvaziar um copo à saúde do Ano Novo eu ainda faço, mas não me peçam mais que isso. Os Reis é outra coisa, nisso sinto-me espanhol.
Eu até aceito que ela ande saturada da cozinha e aproveite todas as desculpas para fugir de lá para fora. Às vezes fico a pensar se não será por causa disso que ela se faz de desentendida. Festa de Reis, qual festa, quando é isso?
Pois é hoje o dia de véspera e aqui em casa repete-se a Ceia de Natal. Menos fartura, menos gente, menos espalhafato, mas sempre com aquele espírito de manter viva a tradição. Um lombo de bacalhau, uma rabanada, uma fatia de bolo-rei e uma garrafa de vinho (escolhida a dedo) é tudo que preciso para fazer a festa. Como vêem não sou muito exigente. E na prática o que eu precisava era de emagrecer aí uns 30 quilitos! 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

A Fonte dos Amores!

Se o Camões a não tivesse cantado nos Lusíadas, o mais provável seria que da fonte nem vestígios restariam ao fim de tantos anos. Fica na Quinta das Lágrimas, em Coimbra, e é um local de romaria para muito jovem apaixonado. A trágica história de Inês inspira-os e aumenta-lhes a paixão.
Em Setembro passado, quando regressava do nosso convívio em Fátima, resolvi fazer um pequeno desvio e dar uma espreitadela à tão famosa fonte. Tendo vivido 4 anos ali tão perto e tendo corrido a cidade de lés-a-lés vezes sem conta, bem estranho me parecia nunca ter visitado tal lugar. Era a hora certa para corrigir essa falha, se assim lhe posso chamar.
Confesso que fiquei um tanto desapontado, pois além do palácio que foi transformado em hotel por uma empresa privada e não pode ser visitado, existe a imensa mata de bambus e árvores centenárias, por onde se pode passear a troco de umas moedas e onde não encontrei vivalma.


Nem sequer um casalinho apaixonado, junto à fonte, trocando juras de amor, como faziam Pedro e Inês, na primeira metade do Século XIV. O rei D. Afonso é que não estava pelos ajustes que a bela Inês lhe desencaminhasse o filho e à falta de melhor solução mandou lá dois esbirros para lhe tratar da saúde. Pelo menos é assim que reza a história.
Para quem não tiver olhos para decifrar o que está escrito na placa, aqui deixo os versos de Camões, pois é disso que se trata, dos Lusíadas, Canto III.

As filhas do Mondego a morte escura 
Longo tempo chorando memoraram, 
E, por memória eterna, em fonte pura 
As lágrimas choradas transformaram. 
O nome lhe puseram, que inda dura, 
Dos amores de Inês, que ali passaram. 
Vede que fresca fonte rega as flores,
Que lágrimas são a água e o nome Amores.

domingo, 3 de janeiro de 2016

As voltinhas do Marão!

Depois de Amarante e para ver alguma coisa das obras tinha que abandonar o IP4 e mergulhar na velhinha EN15, fazendo os cerca de 30 kms até Vila Real naquele zigzaguear que ficou conhecido como «as voltinhas do Marão». Só o tinha feito uma vez, há muitos anos, e no sentido descendente. Desta vez foi sempre a subir até aos cerca de 1.200 metros de altitude.
Por curiosidade, devo referir que é na freguesia de Gondar que se iniciam as voltinhas, assim como é também nesta freguesia que residia e agora está enterrado o nosso camarada António Azevedo (2025/64) da Companhia de Fuzileiros Nº 8. Não poderia passar ao lado do cemitério sem parar e fazer-lhe uma curta visita. Não sou muito de rezar Avé-Marias e Padre-Nossos, mas pensar nele e naquilo que vivemos em conjunto parece-me uma boa homenagem.


E depois toca a acelerar que até Vila Real ainda é um bocado e a hora do almoço já não está muito longe.


O primeiro viaduto, por baixo do qual passei e que há vários anos só estava meio feito, está agora com o tabuleiro totalmente betonado, faltando apenas o asfalto e os acabamentos. Deixei o meu carro na imagem, de propósito, para terem uma ideia do tamanho das coisas.



Seguindo viagem, a minha ideia era fotografar a entrada do túnel, do lado de Amarante, mas o trajecto da EN 15 não mo permitiu. Da estrada onde me encontro avista-se, lá no alto, o traçado do IP4 e ao meio a novíssima A4 (troço Amarante-Vila Real) prometida para entrar ao serviço durante o mês de Março. Em breve veremos se sabem manter as promessas que fazem.


Passando o alto do Marão para o outro lado, lá consegui apanhar o boca do túnel do lado de Vila Real, o que é melhor que nada. Parece-me tudo um pouco atrasado para estar pronto daqui a dois meses, mas eles é que sabem e, segundo consta, há multas pesadas para quem falhar.


Depois foi hora de encher a pança e não falta o que comer em Vila Real. E depois disso pareceu-me um pouco cedo para empreender o regresso a casa e fui visitar o fornecedor de alheiras do António Querido, para tirar a prova real daquilo que ele nos conta a respeito da AMIL.
E por aqui me fico!

As estradas de Portugal!

Como vos contei, ontem meti o pé na estrada e fui arejar o bestunto. Sempre fechado em casa começa a ser uma neura pegada e, de vez em quando, há que roer a corda e fugir. A minha curiosidade sobre o andamento das obras no túnel do Marão fizeram-me rumar a Amarante. Para melhor compreenderem o que vos vou mostrar de seguida (na mensagem que se segue), vou deixar aqui duas imagens que contam a história da rede de estradas a que temos direito.


Só em meados de 1945 as estradas portuguesas foram catalogadas de forma racional recebendo os números por que as conheci durante toda a minha vida.


A segunda vez que as nossas estradas mereceram a atenção dos nossos governantes foi em 1985, data em que mereceram a classificação de IP's IC's e por aí fora. E agora que já conhecem as estradas e sabem que estou em Amarante, vamos ao assunto propriamente dito.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ora bolas!

Estou a ficar cansado de ver o Benfica jogar mal. A única coisa positiva que se aproveita do jogo são os três pontinhos que nos mantêm na corrida em direcção ao primeiro lugar da classificação. Já não sei se devo atribuir as culpas ao treinador ou à aselhice dos artistas que de artistas têm pouco, como se tem visto nos últimos jogos.
Nem Jonas, nem Jimenez, nem tão pouco Gaitan foram capazes de encontrar o caminho para a baliza. Perto do fim, entrou o Carcella e viram-se algumas jogadas que fizeram lembrar os jogos à campeão da época passada. A única coisa que o meio campo conseguia fazer, e nem sempre de maneira acertada, era jogar para trás, circulando a bola entre os defesas e por vezes com o guarda-redes incluído no "negócio". Os passes falhados foram mais que muitos e as recuperações de bola só corriam bem para o lado do Guimarães.
E se contarmos com os contra-ataques feitos pelo adversário, temos que admitir que só por milagre não sofremos 2 ou 3 golos. Faltou muito pouco para isso acontecer e deve-se, em parte, ao Júlio César isso não ter acontecido. Bem atrevidos os rapazes do Sérgio Conceição e sou obrigado a reconhecer que gostei mais do seu jogo do que aquele que a equipa de «mal-ajanganados» do Benfica foi capaz de fazer. Uma verdadeira desgraça e começo a perder a esperança de que o Rui Vitória seja capaz de os pôr a jogar como uma equipa candidata ao título.
Por outro lado, o Jesus conseguiu apagar a chama do dragão portista impondo-lhe uma derrota por 2 golos sem resposta. Está em maus lençóis o treinador Lopetegui e já se adivinha o fantasma do Vilas-Boas a rondar o Estádio do Dragão para lhe roubar o lugar. Muito mudado está o Pinto da Costa que por muito menos já correu com outros treinadores no passado.
A haver um vencedor sempre foi melhor ser o Sporting, por ser menor a diferença pontual para o Benfica. O JJ deve estar tão inchado que ainda corre o risco de levantar voo. O melhor será amarrar-lhe uma âncora numa perna, por precaução!

Segundo dia!

O primeiro dia do ano passou-se sem grandes razões para deitar foguetes. O segundo vai ser melhor com certeza. Para deixar a minha cara-metade descansar de tanta cozinha, tacho e panela dos últimos dias, hoje, decidi levá-la a almoçar fora, ela merece.
Vamos meter-nos no carro e deixá-lo deslizar por essas estradas que toda a gente se queixa andam vazias de trânsito, e a algum lado haveremos de ir parar. A algum lugar de jeito, queria eu dizer. Como prometeram abrir ao trânsito o túnel do Marão, no mês de Março, e já não falta muito, sou capaz de ir até lá fiscalizar o andamento das obras para garantir que não haverá atraso na promessa feita pelo presidente da IP (Infraestruturas de Portugal). As estradas, já que as pagamos e bem pagas, é melhor começar a usá-las para tirar proveito do nosso investimento.
Se chegar até lá, o almoço e o dia em geral me correr bem, talvez traga umas fotografias para ficarem por dentro do assunto. Esta saída tem também um segundo propósito, ajudar a passar o tempo até à hora do início do jogo do Glorioso, em Guimarães, que só começa às 18.30 horas. Espero que ganhemos esse jogo e que os outros "nabos" que vão à nossa frente se atrasem os dois. Como? Empatando o jogo que, hoje, disputam entre si, está claro.
Até logo!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Lá vamos nós!

E porque hoje é sexta-feira, e de futebol falaremos amanhã, depois de vermos como se portam os dois craques que estão na moda, Rui Vitória e Jorge Jesus (quem pensavam vocês que eu iria mencionar?), vamos àquilo que já se tornou um hábito nos meus blogs, a "chicha".


Parece que os puritanos/puritanas se afligem com a visão dos órgãos genitais femininos, pelo que vou tentar manter-me dentro das exigências mínimas. Quanto muito haverá alguns pelinhos que a natureza ofertou às mulheres para poderem camuflar, exactamente, isso que alguns acham que se não deve ver.
E com isto vos quero desejar um belíssimo fim de semana, o primeiro deste ano de 2016!

Como tudo começou!


No dia 10 de Março de 1962, depois de ter passado por um exame físico, por um teste de habilitações literárias e um corte de cabelo à máquina zero, entregaram-me todos os meus pertences militares, os quais me acompanhariam por todos os sítios por onde andei, durante os 6 anos e 3 meses que se seguiram e avisaram-me que dali em diante eu seria o 16429 e deveria pôr-me em sentido e responder "pronto", cada vez que me chamassem. Era o meu número de matrícula na Armada e substituiria o meu nome para todos os efeitos.
Se dividir a minha vida em 3 ou 4 capítulos importantes, esse foi o primeiro deles todos e por essa razão decidi que ficaria bem como título deste meu novo blog que se inicia hoje para substituir o «Cantinho do Tintinaine» que foi o meu repositório de ideias, desabafos, devaneios ou, se quiserem, das minhas memórias, desde o ano de 2011. A quem passar por aqui, à procura de uns momentos de leitura descontraída, peço que me desejem uma vida longa e cheia de inspiração para que isto valha a pena.
Os temas continuarão a ser os de sempre. Em primeiro lugar a Marinha e os Fuzileiros, cujos símbolos compõem o cabeçalho do blog. Em segundo lugar as mulheres, a coisa mais bonita na vida de um homem. Depois, não há quem me tire o Benfica da cabeça e lá terão que me aturar, mas espero não ofender os meus amigos que defendem outras cores. Por último, a crítica social e política que é um dever de cada cidadão deste país. E quando digo crítica, ela não tem que ser, obrigatoriamente, negativa. Haverá também uma palavra de apreço, quando os políticos fizerem a política a pensar no povo deste país (o que, pouca sorte a nossa, acontece poucas vezes).
E pronto, está dado o primeiro passo!

Acabei de nascer!

Ora cá estou eu como prometido!
Vou acertar os pormenores e já cá volto outra vez!