quarta-feira, 15 de março de 2023

Nós e a bola!

 

Se pedíssemos uma análise profunda do nosso país a um sociólogo, não do ponto de vista político, financeiro, cultural, mas sim do ponto de vista do futebol, dos milhões que movimenta e das tricas entre dirigentes e comentadores, o que poria ele no papel?

Ontem, viveu-se mais uma jornada da Liga dos Campeões e assistimos a comportamentos que podem servir como base para essa análise. O Porto, o seu presidente Pinto da Costa, o seu treinador Sérgio Conceição, o mergulhador Taremi e outros cromos do grupo desempenharam os seus papéis tal como era esperado, mas não conseguiram levar a água ao seu moinho. Os árbitros internacionais não vão em cantigas e quando arbitram passam um atestado de burrice aos artistas do costume.

Mas não era bem disso que eu queria falar. Em Portugal damos uma importância ao futebol por ser o modo de cultura que temos ao alcance da mão. Para os outros é preciso mais dinheiro, ter uma vida mais desafogada, tempo e felicidade q.b.. Barriga com fome ou cabeça atulhada de problemas relacionados com o orçamento familiar não tem tempo nem disposição para outras culturas. O futebol está bom, serve para conviver com os amigos, para entornar uns copos e esquecer o lado mau da vida. Trabalhar das 9 às 6, 5 dias por semana e não ganhar o suficiente para sustentar a família é mau que chegue e temos metade do país a viver nessa situação. O futebol é um bom anestésico para manter essa doença sob controlo.

Olhando para a imagem acima, podemos ver que não há muitas regiões do país a viver desta realidade. A maior parte dos clubes da Primeira Liga estão no Litoral Norte. O Algarve que é uma região onde mais dinheiro é movimentado não tem um clube de futebol que salte à vista. Olhando o mapa de Portugal de norte a sul, especialmente a mais de 30 Kms da costa atlântica, não há um único clube que se veja. Há por lá um Arouca e um Tondela que ora aparecem, ora desaparecem. Cidades grandes, como Coimbra, Leiria ou Setúbal deveriam investir num clube que os representasse e os pusesse no mapa do futebol europeu, entrando, de vez em quando, nas competições europeias.

No Norte, até nas aldeias, como Moreira de Cónegos, ou cidades pequenas, como é Famalicão, Vizela, vila do Conde ou Barcelos, há clubes que dão que falar. E porque será que isso acontece e não se passa o mesmo em Castelo Branco, Évora ou Beja? Isso é que eu gostaria de saber, era para isso que precisava de um sociólogo experimentado para me dizer porque é que o Porto, Braga e Guimarães têm as suas equipas entre os cinco primeiros. Dizer que são doentes da bola não é suficiente, preciso de saber mais. Porque é que há cada vez mais mulheres nos estádios? Isso e muito mais gostaria eu que me explicassem!

terça-feira, 14 de março de 2023

Viva a Marinha!

 Os 13 militares que recusaram embarcar no navio NRP Mondego, impedindo o cumprimento de uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, na Madeira, vão ser substituídos.


Comecei, esta manhã, com uma notícia sobre a Marinha e continuo agora com outra que está a dar que falar. Há comentadores que querem dar a entender que os 13 marinheiros se recusaram a cumprir a ordem por razões políticas. Se eram comunistas e não aceitaram pôr em risco a missão dos seus camaradas de Moscovo, ou exactamente o seu contrário, não cheguei a perceber. É lá com eles e quem neles manda, a mim não me aquece nem arrefece.

Mas é engraçada a coincidência, acabei de ler o livro do Saramago que nas últimas páginas relata a revolta (contra o Salazar) da tripulação do navio de guerra Afonso de Albuquerque - que uns anos mais tarde haveria de soçobrar na revolta da Índia e lá ficar para sempre - em que morre o Daniel, irmão da Lídia, criada do Hotel Bragança que estava grávida de 3 meses do Dr. Ricardo Reis. Mas isto só compreenderá quem leu o dito livro que eu escolhi para fazer uma avaliação final, não do autor, mas do modo de ele escrever que vai contra todos os princípios da escrita que me foram ensinados por bons professores.

Continuo na minha, não serei nunca um apreciador da escrita de José Saramago, por muito conhecido, traduzido e lido no mundo inteiro. Cada um com os seus gostos e preferências. No entanto, reconheço-lhe algum valor, ele consegue escrever 500 páginas sem ter história nenhuma para contar, parece uma metralhadora a disparar palavra atrás de palavra, sobre tudo e nada ao mesmo tempo, mantendo viva a ansiedade do leitor para encontrar o fio da meada. Ele salta de um assunto para o outro e é claro a criticar a Igreja Católica e o Salazarismo, quanto ao resto, tomar o lugar de um morto e falar com ele, como se fossem grandes amigos, inclusivé, passeando por Lisboa como velhos conhecidos, parece-me uma ideia estapafúrdia como mote para um livro.

Enfim, quem gostar que continue a ler e boa sorte. A Pilar continua na "boa vai ela" à conta do que ele foi escrevendo!

A Roda da Vida!

 

Não costumo publicar aqui estas coisas, mas à falta de melhor assunto ... cá vai!

A Revista da Armada sai cada vez mais tarde, o que me vale é que pouco aproveito dela, parece uma revista de elite e para a elite ler, coisas de marujos e fuzos, como eu fui, é que nunca lá aparecem. Mas podiam, ao menos, publicá-la na primeira semana de cada mês, como era hábito. Basta haver um evento qualquer ligado à Marinha para lhes servir de desculpa, por causa das fotos e reportagens que ainda não ficaram prontas.

Corro as páginas com um olho fechado e outro aberto e paro da página dos falecidos, esperando que lá não apareça algum amigo mais chegado. Felizmente não tem acontecido nos últimos números saídos, o último falecido foi o meu amigo Barbosa, em Agosto do ano passado, mas esse não saiu na Revista, pois não era marinheiro de carreira, morreu como um civil, como, mais tarde ou mais cedo, acontecerá comigo. Habitualmente, publico estas imagens no Facebook, no grupo a que pertenço, «Marinha . Filhos da Escola» e por lá aparece sempre alguém para deixar um RIP, mesmo sem nunca ter conhecido o falecido. É assim uma espécie de terapia de grupo, era marinheiro, tinha que ser bom!

Mudando de assunto, logo à noite, termos um jogo de futebol de primeira classe, os rapazes do Sérgio Conceição contra os do Simone Inzaggi, dois conhecidos ex-futebolistas que fizeram a sua carreira em Itália. O Sérgio também foi jogador do Porto e regressou, há meia dúzia de anos, como treinador. Não sei quem vai ganhar, mas faço já uma declaração de voto, não gosto do FCP nem do Sérgio, pelo que não derramarei uma lágrima se ele perder!

segunda-feira, 13 de março de 2023

Cuidar dos tomates!

 


Passei meia hora a assistir a videos para aprender alguma coisa sobre a cultura do tomate, mas garanto que não ouvi nada de novo a não ser sobre o uso de adubos orgânicos que aqui, em Portugal, são um luxo e custam os olhos da cara. Na terra onde nasci usava-se o estrume das galinhas e dos coelhos, aqui e agora só conheço adubos químicos que devem vir da terra do Putin e não me apetece usar. Então, como cultivar tomates e fazê-los produzir bem?
A terra da minha horta nunca viu adubo de qualidade nenhuma e acredito que está cansada de me oferecer os seus frutos sem eu lhe dar nada em troca. Este ano, espalhei algumas sementes, num pedaço de terra que obtive por compostagem, mas até agora nada nasceu. Acredito que logo que o sol aqueça a terra vai nscer erva com fartura e mais nada. Esta semana, estou planear visitar um horto e comprar uns vasinhos com tomateiros, criados em viveiro, e talvez traga também alguns pimenteiros.
No ano passado, tive tomates com força e não plantei nada, foi-me tudo oferecido pela natureza. Como passo o ano inteiro a despejar no galinheiro os restos da cozinha, vão lá parar sementes de todo o género, a começar pelas dos tomateiros que parecem ser as que nascem melhor. Na Primavera, fui ao galinheiro e enchi um carrinho de mão com aquela terra mil vezes esgaravatada (5 vezes a letra "a") pelas galinhas e despejei-o na horta. Um mês mais tarde, tinha a terra cheia de bonitos tomateiros que comecei a tratar, como mandam as regras, e dali comi tomates todo o verão. 


Estava a pensar fazer o mesmo este ano, mas pode não nascer nada e depois é tarde para começar o processo. Cada pé de tomate custava 20 ou 25 cêntimos, mas acredito que com a inflação me vão pedir 50, e se não for mais, depois vos conto.
Este tomate que podem ver na imagem acima é o mais comum e o melhor para saladas. Há quem goste mais do coração, mas eu acho-o sem sabor. Uma coisa é certa, com o tomate coração pode-se fazer uma ramada, só com um pé, e com um bom fungicida garantir tomates na mesa até fim de Outubro. Talvez traga uns pezinhos desse também, afinal a minha terra está às moscas, tudo o que dali tiro são algumas favas e umas vagens de feijão verde.
O concelho da Póvoa está coberto de estufas que produzem tudo isso, para consumo interno e exportação, mas não gosto do preço que praticam nem do paladar dos produtos. A falta de gosto é pela falta do sol e o preço alto é por causa da inflação que está a servir de desculpa para aumentar tudo. Com uma inflação de 10 a 20%, todos aproveitam para subir os preços para o dobro do que era antes da guerra da Ucrânia. Escroques, trafulhas, aproveitadores!

domingo, 12 de março de 2023

Cuidado com as palavras!

 


No tribunal, o juiz tem, à sua frente, um casal que se quer divorciar e pergunta:

- Então, o que é que houve?
- Desculpe, Sr. Dr. Juiz, com H ou sem H?
- O que está para aí a dizer?
- Preciso de saber se é Houve ou Ouve, que para mim é coisa muito diferente.
- Ora, explique-se lá melhor.
- Se se refere a haver é melhor perguntar o que não houve, sexo que é aquilo que eu gosto só acontece no dia 29 de fevereiro. Se, por outro lado, se refere a ouvir, farto-me de ouvir a mulher refilar por tudo e por nada, basta dar futebol na TV e já temos em casa um terramoto maior que aquele que assolou Lisboa, em 1755!

sábado, 11 de março de 2023

Memórias de guerra!

 


Sobraram-me uns minutos, desta tarde de sábado, e decidi usá-los para publicar esta imagem que mostra as duas armas que sustentaram a Guerra Colonial. Não gosto de lhe chamara Guerra do Ultramar, pois dessas houve muitas e não apenas a nossa. Todos os colonizadores foram, mais ou menos, corridos de África e nem sempre pacificamente e essas foram as suas guerras. À nossa prefiro chamar-lhe Colonial, talvez seja apenas uma mania minha que me perdoarão.

Do lado dos "Turras" - era assim que lhe chamávamos e percebe-se porquê - era a espingarda-metralhadora Kalashnikov, modelo AK47, oferecida pelos países comunistas e que ainda hoje prevalece nas forças armadas de cada um dos países que correram connosco. O Salazar não era de fazer acordos com ninguém, senão bem poderíamos ter vindo embora de moda pacífica e deixar lá alguns portugueses que poderiam ter ajudado na transição. Assim, custou muitas vidas, muito sofrimento e a perda de tudo o que tinham amealhado ao longo de uma vida os nossos "retornados".

Do nosso lado, o das forças da ordem, era a espingarda G3 que, a partir de uma certa altura, começou a ser fabricada na Fábrica do Braço de Prata, ali às portas de Lisboa, aos milhares. Eu ainda usei duas originais, vindas da Alemanha, com a coronha e guarda-mão em madeira envernizada, mas depois entrou-se na «Era do Plástico» e aquilo era só aço e plástico. Ainda devem estar guardados em qualquer lado uns milhares delas, a que ninguém quer ou pode dar utilidade.

Alguns dos nossos militares morriam de amores pela AK47 e sonhavam apanhar uma aos turras. Um pouco às escondidas acabaram por ser usadas, por sargentos e oficiais, que lá conseguiram a respectiva licença dos seus superiores para o fazer. A única vantagem que ele tem, em relação à nossa, é pesar menos 200 Gramas e ter um carregador de 30 munições. No aspecto da eficiência de tiro a nossa G3 levava vantagem, até porque o comprimento do cano era superior e isso confere uma maior certeza do tiro.

E, quanto ao resto, BOM FIM DE SEMANA! 

Na minha modesta opinião!

 Padres, só casados ou capados!

O padre que aparece nesta imagem fez um filho e registou-o como tal (menos mal).

Esta semana foi um massacre na TV com padres à hora do almoço, ao jantar e ao serão! Ontem até já se afirmava que o Papa está aberto a discutir o assunto do celibato, coisa em que não acredito nem um bocadinho. Se o Papa estive na flor da idade, cheio de vigor físico, eu ainda acreditaria que esse assunto o tentasse, mas com a idade e a saúde que ele tem esse deve ser o último dos seus interesses.

Elejam um Papa na casa dos 40 anos e então ponham o assunto em cima da mesa. Se houver uma romana jeitosa que lhe dê corda ele aprovará o casamento dos padres em três tempos. De outro modo esqueçam, só a capação pode resolver o problema.

Na Idade Média, por muito menos punham as mulheres na fogueira, acendiam um fósforo e não havia quem lhes valesse. Muitas vezes denunciadas por velhas invejosas ou homens a quem tinham fechado a porta.

Oh, vida madrasta, este mundo está perdido para todo o sempre! Nem Cristo, se voltasse a reincarnar, seria capaz de remir tanto pecado!

sexta-feira, 10 de março de 2023

E agora?

 


Passou-se o Dia da Mulher e também o meu dia, aquele em que vim ao mundo, numa aldeia do Baixo Minho. Com menos de 24 horas de vida, eu devia fazer um berreiro danado e a minha mãe lá me calava metendo-me o mamilo na boca. Bom tempo que bastava chorar para conseguir o que queria, Agora posso chorar até me esbardalhar todo . como diz um cómico da nossa praça - que ninguém me liga a ponta de um corno!

Agora, é preciso ir à luta, tenho 365 dias para viver e lutar para me manter na crista da onda, porque ir ao fundo não me trará nada de bom. Ontem, telefonei ao Compadre Eduardo para lhe dar os parabéns pelos seus 81 anos de idade - ele vai um pouco à minha frente nesta caminhada natural - e disse-me que estava nos cuidados paliativos, na outra margem do Tejo. Cuidados paliativos cheira-me a desgraça e não quis entrar em pormenores, deixei-lhe um abraço e fugi. Como sempre digo, quando oiço alguém a queixar-se, por muito mal que estejamos há sempre alguém que está pior que nós. Esse pensamento ajuda-me a ultrapassar os meus períodos menos bons.

Quando chegamos a uma idade em que começam a nascer os bisnetos, temos que ter uma atitude mental a condizer, nada de nos pormos a fazer piruetas nem armar em atletas. Mexer as perninhas e dar uma caminhada sem ajuda de terceiros ou apetrechos auxiliares já é uma grande vitória. E cada ano passado é mais uma medalha ganha para pendurar no nosso Quadro de Honra.

No pleno domínio das minhas faculdades mentais, vos posso garantir que estarei dentro de um ano para recolher a minha medalha de octogenário. E conto com a vossa ajuda para me darem ânimo nos momentos mais difíceis da caminhada!

quinta-feira, 9 de março de 2023

Em cada ano um aniversário!

 Se eu tivesse esse poder pararia agora o cronómetro que regula o tempo da minha vida. Dizer a todos e em voz alta:

- Eu ainda não cheguei aos 80!

E sentir.me como um jovem cheio de saúde!

Ao longo da vida, fui coleccionando pessoas que fazem anos comigo. Primeiro foi a Edite, uma espécie de namorada que não chegou a sê-lo, porque a sua família não me achava digno dela. Casou com outro e foi a mais infeliz das mulheres. Nem amor, nem família, nem saúde teve para gozar a vida. Hoje não sei por onde anda. Parabéns, Edite!

Com o casamento ganhei um cunhado, 12 anos mais novo que eu, que também festeja comigo este dia. Parabéns, Laurentino e que Deus te dê saúde para me superares em idade!

Depois veio o amigo e colega de escola do cunhado que o vinha buscar para irem juntos celebrar e lhe pagava o lanche. Parabéns Miro!

Na firma em que passei a maior parte do tempo, havia um colega que passou a trabalhar em estreita colaboração comigo e também comemorava o seu aniversário comigo. Passámos 33 anos a trabalhar lado a lado e a dar os parabéns um ao outro logo pela manhã. Parabéns, Firmino!

O último que se veio juntar ao grupo foi o Eduardo, camarada de guerra no Niassa, norte de Moçambique, e que conheci através dos blogs em que publicava as suas aventuras e as suas poesias. É o meu compadre alentejano e acompanhou-me durante anos, nos convívios que organizei com antigos combatentes e camaradas fuzileiros. Actualmente, a saúde anda muito por baixo e perdeu a vontade , até de viver. Os meus parabéns, compadre Eduardo, e que a saúde volte a ser o que era!

Se me esqueci de algum, peço desculpa, e parabéns para esse também !!!

quarta-feira, 8 de março de 2023

Onde está a Lisboa do meu tempo?


 Já não me lembro muito bem da toponímia de Lisboa e tenho dificuldade em reconhecê-la nestes prédios altos e desempoeirados que a imagem mostra. No canto inferior direito da imagem vê-se um pouco do edifício, onde ficava a «Casa do Marujo* e a porta de entrada ficava muito próxima desta esquina. Em frente, começa uma pequena rua por onde iniciávamos a romaria ao Bairro Alto.
A primeira casa com nome na praça era na rua do Ferrugial, se bem me lembro era no Nº 13. Ao regressar pelo mesmo caminho, quase a chegar à Rua do Arsenal, havia uma tasca que tinha sempre uns jaquinzinhos de escabeche ou sandes de couratos para matar a fome, antes de ir para a cama, a quem já tinha jantado às 17.30 horas. O jantar tinha que ser servido muito cedo por causa das licenças - formatura, distribuição dos catões de identidade, revista e embarque no autocarro - em que muitos desarranchados ainda iam levar as viandas a casa para a mãe, irmã ou esposa cozinhar o jantar que seria comido lá para as 20.00 horas.
Com a barriga a dar horas e a carteira cheia de ar não era grande programa andar a passear por Lisboa, mas a juventude aguenta com tudo. Nos dias mais compridos de verão, ainda dava tempo de ir até ao Jardim do Campo Grande namorar as sopeiras. À noite, em alternativa ao Bairro Alto, se houvesse cinco coroas no bolso dava para uma sessão no Piolho, Arco Bandeira e outros que tal.
A vida de marujo era assim, infelizmente, não durou muito, pois a Guerra do Ultramar chamava por nós. No ano de 65, voltei a passar seis meses na Metrópole, de Abril a Outubro e foi como uma repetição do que tinha vivido, três anos antes, mas já sem as meninas do Bairro Alto para alegrar a malta. Por troca havia os bares, em que todos éramos clientes e onde se podia discutir o negócio. É um pintor, por menos disso não vou! Pintor era o nome dado à nota de 100$00 por ter uma cor alaranjada.
Ah, belos (velhos) tempos que não voltam mais!!!

Um dia para ficar na História!

 


Só faltou a validação do golo do João Mário, no primeiro minuto do jogo, para ser um dia, verdadeiramente, memorável. Eu já não via o Benfica jogar assim, desde os anos 80 do século passado. Os últimos 40 anos têm sido uma repetição, com alguns intervalos, de más exibições, domínio do FCP, maus presidentes a dirigir o clube e por aí fora. Ontem, com um jogo disputado olhos nos olhos com os belgas e os golos a aparecerem com toda a naturalidade, pareceu-me ter regressado a esses bons tempos do Benfica.

Depois de terminado o jogo, não se podia dizer qual o jogador que melhor tinha jogado ou que mais tinha falhado, todos eles, cada um na sua posição e com diferentes missões mostrou o que é ser jogador de um clube enorme como é o Glorioso. Todos jogaram bem, todos juntos construíram um resultado fantástico que ficará nos anais do Benfica para sempre e será lembrado, enquanto houver um benfiquista sobre a Terra.

Agora, só precisamos de um pouquinho de sorte para não nos calhar um tubarão com os dentes bem afiados, no sorteio dos quartos de final.

Ah, grande Benfica que fazes bater o meu coração melhor que o Pace Maker!

P.S. - A escolha da imagem que acompanha esta publicação deve-se ao dia que hoje se comemora!

terça-feira, 7 de março de 2023

A nossa (?) TAP!

 

Quanto nos virá a custar a TAP, ainda?

Os do contra dizem que ... muito!
Os 3200 milhões já gastos foi um ar que lhes deu, nunca mais os veremos, embora me lembre de um ministro das Finanças que afirmou, alto e bom som: - isto não custará um euro aos portugueses!
Como ele tinha razão! Se fosse apenas um euro, até eu o oferecia do meu bolso para ver o meu povo feliz. O pior são os restantes 3.199.999 euros. Esses não posso eu pagar, pois nunca vi tanto dinheiro junto na minha vida.
As demissões que, ontem, aconteceram na TAP serão faladas por muito tempo. Discussões que não levam a lado nenhum, comissões de inquérito para descobrir quem foi o culpado de tal desnorte, processos nos tribunais para ver quem paga o quê e a quem. Não percam tempo com isso, perguntem ao Zé Povinho que ele responderá de pronto que o culpado de tudo é o Costa! Prendam-no já, antes que fuja para Bruxelas e se fique a rir da nossa desgraça!
Falei, está falado!

Meninas à sala, homens ao quarto!

 Era o pregão mais ouvido no Bairro Alto!



O Tio António de Santa Comba resolver acabar com aquilo tudo e deixou-nos fora da romaria que era uma festa só por si. Percorrer o Bairro Alto, descer ao Chiado, ir até ao Martin Moniz, subir a Rua do Intendente, parar aqui e ali, dar um beliscão num traseiro que passou perto, tudo isso era o ram-ram dos marinheiros do meu tempo. Depois fui para Moçambique, meter juízo da cabeça do Samora e quando regressei estava tudo mudado.

Agora o pregão é outro, olha o Benfica que joga hoje na Luz, olha o Glorioso que quer chegar aos quartos! Foi isso que acordou em mim a recordação dos quartos e das meninas do Bairro Alto, antes do António estragar aquilo tudo.

Por falar em António, temos hoje outro caso que vai dar para peras e bananas e há-de o nosso PM andara lá por Bruxelas, quando o caso chegar a julgamento nos tribunais portugueses que são mais lentos que caracol em dia de sol.

Caracol, caracol
põe os corninhos ao sol
onde vais tu
com a casa às costas
pareces um professor
deste lindo país que
está entregue ao granel
da política tuga
Ponho-te um pé em cima
e vais ver como elas doem!

E assim vai a minha cabeça, adormeci a ouvir as broncas do Costa e acordei a ouvir o mesmo, até fiquei a pensar que se calhar não tinha dormido, apenas sonhara com isso. Depois ouvi a notícia que me diz que a TVI vai transmitir o jogo da Luz e descansei. Com o Benfica (sem Vieira nem Jesus) sou um homem feliz!

segunda-feira, 6 de março de 2023

A NOS é uma bosta!

 Fiquei todo o fim de semana sem os serviços digitais, incluindo a Spor TV. Liga-se para lá, ao fim de semana é uma paranoia, pois não está a trabalhar o pessoal que percebe da poda, mandam desligar tudo e voltar a ligar e mais não dizem. Faz-me lembrar aquela história dos 4 engenheiros que iam atravessando o Alentejo, o carro foi-se abaixo e não pegou mais. O primeiro engenheiro disse logo que de carros não percebia nada, pois a sua área era a construção civil. Todos olharam para o que era engenheiro mecânico, esperando que ele levantasse o cuzinho do banco de trás e fosse resolver a avaria que os imobilizara ali, no meio de um descampado.

Ele fez o melhor que sabia, mexeu nisto, mexeu naquilo, deu ao motor de arranque e nada, mudo como um peixe (como dizem os franceses). O último era formado em electricidade, talvez fosse um problema elétrico e ele o conseguisse resolver. Ele bem tentou, tirou os cachimbos das velas, verificou que todas davam faísca, foi ver a caixa dos fusíveis e estava tudo em ordem. Coçou a moleirinha, com aquele ar de quem não percebe o que se passa e disse ao colega para dar à chave. Ele bem deu, uma e outra vez, mas o carro , ou melhor o motor, recusava-se a arrancar.

Sobrava um engenheiro, formado na moderna ciência da Informática. Olharam todos para ele, como a pedir auxílio, mas sem muita convicção de que um engenheiro informático os pudesse tirar dali. Ele não se fez rogado, saiu do carro, esfregou as mãos e disse apenas: - saiam todos do carro. Depois sentou-se ele ao volante e disse: - entrem todos outra vez. Eles obedeceram sem perceber nada do que ele estava a fazer. Depois de todos sentadinhos dentro da máquina ele deu ao motor de arranque e que pegou à primeira.

Em informática é assim, havendo um bloqueio qualquer, o melhor é desligar tudo para limpar a memória e ligar de novo. Na maioria das vezes funciona, eu que o diga!

Mas com os serviços digitais da NOS não é bem assim. Liga, desliga, volta a ligar e o Sporting que já entrou em campo e eu a secar com o telefone na mão, Desligue a Box, agora o Router, ligue-o de novo, espere até que todas as luzinhas deixem de piscar e, agora, ligue a Box. Três vezes repetimos a operação e voltei a fazê-lo ontem (por minha conta e risco) para ver o jogo do Braga. Nada de nada, faltou o engenheiro informático!


Melhor que a NOS funciona o Glorioso SLB que fez o que lhe competia e se mantêm no topo da classificação. Veremos como correr, amanhã, com os belgas, cada ponto vale 900 mil euros e, embora nem um euro chegue ao meu bolso, gosto de torcer por um clube rico, além de ser um rico clube cheio de história.

Glória ao Benfica!!!


domingo, 5 de março de 2023

O Adolfo!

 Histórias verídicas com pessoas inventadas!

O Adolfo era filho de um empresário que, devido aos problemas políticos relacionados com a Revolução dos Cravos, decidiu vender a sua empresa e tornar-se gerente da empresa compradora. Ou seja, deixou de ser um pequeno empresário para ser gerente de uma grande empresa. Se pensam que os seus problemas ficaram resolvidos com esta mudança de vida ... estão bem enganados. Os comunas tomaram conta da empresa que entrou em auto-gestão e ele preferiu dar de frosques e arranjar emprego noutro lado. Fez bem, tornou-se meu colega de trabalho e por ali se ficou até (quase) ao fim dos seus dias.

Entretanto o Adolfo, adolescente a caminho dos 20 anos de vida, portava-se mal, não fazia aquilo que os pais mandavam, experimentou o mundo da droga e foi viver com um tio que era menos chato que o seu pai. Os anos foram passando, os estudos iam de mal a pior e os namoros desagradavam aos seus pais, especialmente à mãe. A mudança de residência para uma cidade do litoral, com muitas mais possibilidades de proporcionar uma "vida airada" ao nosso artista, convenceu-o a regressar a casa dos pais.

Uma vez que os estudos não o levavam a lado nenhum, o pai decidiu tirá-lo da escola e arranjar-lhe um emprego. E assim foi parar à empresa que o pai geria e tornou-se também meu colega de trabalho. Anos depois, o pai ganhou coragem para se tornar de novo empresário, arranjou crédito bancário e comprou a empresa que geria. Ainda teve que conviver com um restinho de sindicalistas de esquerda, mas rápido, rápido, essa fase passou de moda e as pessoas começaram a preocupar-se mais com as suas vidinhas que com as ideias avermelhadas do Dr. Álvaro Cunhal e seus apaniguados.

O Adolfo que, nos entretantos trabalhava comigo, na tentativa de aprender alguma coisa da Indústria de Confecções, de um dia para o outro viu-se promovido a patrão, com gabinete próprio, em cuja porta eu tinha que bater pedindo licença para entrar. Engraçado, o pai tratava-me como um igual e depositava plena confiança nos meus actos, enquanto que o filho fazia de patrão e me tratava como um simples empregado.

Ele já se tinha esquecido dos primeiros anos que passámos juntos e das viagens que juntos fizemos para ele conhecer os contactos comerciais da nossa (agora dele) empresa. Levei-o a Itália e corremos as zonas têxteis, de fio a pavio. Levei-o comigo à Índia para ele conhecer um mercado têxtil cada vez mais importante para nós europeus. Nessas viagens fui mais que pai dele, velando-o enquanto dormia, depois de enormes bebedeiras para lhe diminuir o medo de andar de avião.

Talvez esse medo tenha vindo de uma viagem que fizemos a Itália. O avião em que seguíamos teve uma avaria, ficou despressurizado e o comandante teve que descer até aos 5 mil pés para conseguirmos respirar, uma vez que o sistema das máscaras de oxigénio não funcionou e vivemos verdadeiros momentos de pânico, até diminuir a altitude. Alguns passageiros com taquicardia, uma senhora com um bebé de colo que quase morreu do coração ao ver que o seu filho não respirava. Alguém lho tirou das mãos e lá conseguiram acalmá-la. Parece que havia um médico a bordo que meteu debaixo da língua um comprimido aos dois velhotes que estavam mais aflitos.

O comandante foi obrigado a desviar o avião para o aeroporto de Barajas, em Madrid, voando a baixa altitude e baixa velocidade, onde chegamos na hora em que devíamos estar a aterrar em Milão. Esperámos meia dúzia de horas até a TAP arranjar um avião de substituição para nos levar a Itália. Vi-me grego para convencer o Adolfo a reembarcar, ele queria voltar a casa de comboio, estava mesmo em pânico. Mais um uísque duplo e lá o consegui enfiar no avião. Daí em diante foi difícil fazê-lo andar de avião, até ao momento em que se tornou patrão e teve que puxar dos galões e fazer-se homem.

Com a falência da nossa (dele) empresa perdi-o de vista. De vez em quando, chegam-me notícias dele, mas nunca mais o vi! O pai já morreu, há muito, ainda antes da falência, e o Adolfo teve que armar-se em forte e seguir em frente. Como não faltava dinheiro na família, acredito que tudo tenha corrido às mil maravilhas e já se deve ter esquecido dos sustos que apanhou a 40 mil pés de altitude! 

sábado, 4 de março de 2023

Assim vai a vida!

 


O Benfica já cumpriu o seu dever e espera, pacientemente, pelo resultado do exame a que se sujeitarão os seus dois mais conhecidos adversários, um às 18.00 horas e o outro às 20.30 horas.

De vez em quando, acontece uma surpresa, como aquela que o Gil Vicente protagonizou, no Dragão, na passada jornada. E dessas surpresas é que o meu povo gosta!

O programa está feito e aprovado para o dia de hoje. Ver o Sporting, depois engolir o que houver para o jantar, regado com o tinto de Almeirim, e para fechar o programa ver os morcões do Pinto da Costa, comandados pelo Sérgio (rei da azia), a defenderem-se com unhas e dentes dos transmontanos de Chaves. Na minha opinião, o Chaves não tem argumentos para o FCP, mas surpresas acontecem!

sexta-feira, 3 de março de 2023

Pingos e pingas!

 

Clique na imagem para ver melhor

Se gostam de sol aproveitem bem o dia de amanhã, porque a seguir vamos ter uma semana de pingos. É assim a modos que uma preparação para a chegada da Primavera, escorrer as últimas gotas que as nuvens ainda carregam e dizer adeus aos dias frios de inverno.

Como acontece com as pessoas, em que as mulheres são mais bonitas que os homens, também as pingas são muito melhores que os pingos. Estes servem para regar as nossas hortas e, além disso, só chateiam quem tem que andar na rua. Já as pingas é outra música, sem elas a vida seria uma tristeza (tal e qual como se nos faltassem as mulheres) com elas vivemos momentos alegres e há até quem dance e cante o fado.

Tomar-se da pinga é uma expressão que traduz o estado de embriaguês de qualquer um. À antiga portuguesa, os homens tomavam a pinga e pintavam a manta, com vinho ou aguardente. Hoje, já não é assim, há muitas outras bebidas que levam a esse estado. E as mulheres não se metiam nisso, era pecado exclusivo dos homens, hoje em dia e em certos casos, portam-se mais mal as mulheres que os homens, principalmente as mais jovens que estão sempre abertas a novas experiências.

BOM FIM DE SEMANA !!!

quinta-feira, 2 de março de 2023

O «Saco Azul»!

 Nos últimos dias, tenho ouvido falar muito (e mal) do Benfica, por causa dos 3 arguidos no tal processo que corresponde ao título desta publicação. O Vieira é mais conhecido que o tomate chucha e já foi de vela, vai para dois anos. O Soares de Oliveira está na berlinda, porque continua na administração da SAD e os sócios querem-no fora (e já). O terceiro cromo nem a cara dele eu conhecia, mas pelo que parece era o elemento preponderante deste triângulo. Era ele quem emitia os cheques que os outros dois assinavam de cruz, dizem eles, pois eu acredito que o outro desgraçado era um pau mandado, só fazia o que lhe mandavam, Com o Rui Costa como presidente, do clube e da SAD, ele ficou de fora nas últimas eleições.



Fui buscar as caras dos três para saber de quem se fala, quando as notícias aparecerem na TV, porque não gosto nada de estar desinformado nestas coisas. Por uma minudência como 2 milhões (?) se pegou neste assunto e os tornaram arguidos, mas eu acredito que os desvios devem ascender a dezenas de vezes mais. O que não é fácil é arranjar provas claras desses movimentos mafiosos. Talvez, se o Ricardo Salgado abrisse o livro, se percebesse melhor o alcance da burla!

Aguardem pelas cenas dos próximos capítulos!

A ASAE em campo!

 


A ASAE anda a ver se descobre a razão do aumento dos preços. Acredito que não vai chegar a lado nenhum, porque cada um faz o preço que quer e Portugal é o país dos trafulhas. No talho e na peixaria talvez seja mais fácil, mas no mercado dos frescos, hortaliças e afins, a coisa fia mais fino. Nas lojas onde me abasteço (sou eu que vou às compras) quase tudo aumentou para o dobro, a começar nos tomates, passando pelas cenouras e acabando nas alfaces. Das batatas nem falo, no ano passado, o preço manteve-se na casa dos 5€ por saco de 20 Kgs. Este ano, começou nos 8€ e já vai em 13€. Na cebola (eu compro por atacado para todo o ano) começou nos 0.60€ por Kg e já vai em 1.40€ (cento e tais por cento).

A Guerra da Ucrânia serviu de desculpa para tudo, a começar pelo aumento dos combustíveis e a falta dos cereais e seus derivados, farinhas, pão, rações, etc. O aumento exponencial dos combustíveis serve de desculpa para aumentar tudo, pois a distribuição implica o uso de transportes. Na agricultura, além do aumento dos combustíveis, também os adubos e outros produtos químicos utilizados, fizeram disparar os preços. É claro que é muito difícil perceber que aumento devem ter os produtos vindos do campo, pois as variantes são imensas. Já tínhamos o problema das alterações climáticas, a grande seca, depois veio a guerra e começou a falar-se nos aumentos que aí vinham. Já os comerciantes tinham os armazéns cheios de produtos comprados ao preço antigo, mas mal ouviram falar em aumentos, começaram a vender o que tinham com 20 ou 30% de aumento.

A fruta duplicou de preço e casos há que ainda passa disso. Uma caixa de morangos com 2 Kgs custava 5€, agora é a 5€ o Kilo. Maças e peras que não valem a ponta de um corno vendidas a mais de 3€. Felizmente sou cliente de uma casa que vende maçãs a 5€ por caixa, era assim no ano passado e continua. São maçãs que não têm o tamanho mínimo requerido ou têm pequenos defeitos, mas para mim servem, não sou esquisito. As alfaces e os tomates é que são o meu problema, sou um grande comedor de saladas, e os preços dispararam, enquanto a qualidade é cada dia pior.

Tudo o que a ASAE pode fazer é pedir a factura da compra e compará-la com a da venda para ver se houve especulação. E quem vai perguntar ao agricultor por que preço vendeu ao primeiro intermediário? Não vejo como conseguirão travar o processo inflacionista que está mais na cabeça das pessoas que na realidade das coisas. O gasóleo aumentou muito, mas ao dividir isso por toneladas de mercadoria transportada não se chega nunca a aumentos de 50 ou 100%.

E depois ainda há os impostos que também aumentaram muito com a introdução da taxa de carbono que incide sobre tudo e mais alguma coisa. E o Iva que sobe sempre e nunca mais desce.. Começou em 7%, ainda no tempo da outra senhora, com a revolução dos cravos chegou a 16%, logo a seguir a 17%, com a Troika a 21% e com os Socialistas do Costa & C.ia passou para 23%. É tudo a lixar o pobre!

quarta-feira, 1 de março de 2023

Inclinações!

 Tinha pensado em escrever qualquer coisa sobre os nevões que estão a assolar o mundo ou, em alternativa, sobre os 50% do gelo polar, na Antártida, que se perdeu num ano (apenas). Tudo notícias preocupantes que nos deveriam pôr à defesa, pois o planeta está deveras zangado e pode pregar-nos uma partida de morte.

Mas em vez disso, decidi falar de política. De política e do BE (Bloco de Esquerda), partido criado pelo Trotzkista Francisco Louçã - um comunista que não alinhava com o Álvaro Cunhal e ambicionava ser diferente, mais moderno - e hoje está entregue a um grupo de jovens mulheres que tentam manter viva a ideia do Louçã. Embora muito mais "comunistas" do que ele foi, talvez influência do papá Mortágua, o famoso Camilo, que participou no sequestro do Santa Maria, ainda eu era um rapazinho imberbe e estudante de liceu.

Depois da morte do Semedo, não apareceu nenhum homem que conseguisse suplantar as raparigas do BE. A Marisa, entachado na Europa, desde há séculos, a Catarina dos olhinhos redondinhos a fazer lembrar um passarito no ninho e as duas filhas do Camilo são as figuras do partido. A melhor bloquista de todos os tempos foi a ANA DRAGO, cuja imagem aqui vos mostro, mas, há anos que desistiu do partido. A Catarina decidiu fazer o mesmo, este ano. Eu acredito que ambas o fizeram depois de chegar à conclusão que estar sempre no contra cansa e não leva a lado nenhum, pois em Portugal há cada vez menos comunistas e, em morrendo meia dúzia de milhares de velhos alentejanos que só são comunistas por causa do Salazar que lhes infernizou a vida, o partido tenderá em desaparecer.

Aliás, em vez de se candidatar à liderança do BE, a Mariana Mortágua deveria seguir os conselhos do velho Camilo e, em conjunto com a sua irmã Joana, ingressar no PCP. Partido que agora é liderado por outro Camilo, o que lhes conferiria uma maior afinidade e facilidade em se fundirem com todos aqueles Marxistas de pacotilha.

O BLOCO, a ter continuidade, deveria convidar a Ana Drago para Coordenadora, sob a eterna chefia do Francisco Louçã, tal e qual como era nos velhos tempos. Com ela à frente do partido eu teria em quem votar, para fugir da Direita e da Esquerda, indo pelo meio e lutando contra maiorias que, como está mais que provado, só servem para nos lixar a vida.

Com esta minha publicação pretendo criar um movimento que convença a Ana a candidatar-se contra a Mariana que eu não acredito consiga tirar o partido do buraco onde se enterrou nas últimas eleições. Uma esquerda moderna, como a moderna direita do André Ventura, poderiam prometer aos portugueses uma vida mais auspiciosa e começar a corrigir o erro criado pelo Marocas, no 25 de Abril. Nessa altura, o povo queria escolher um partido que rompesse com o antigo sistema e todo aquele que não quisesse ser comunista só tinha uma solução, alinhar pelo Marocas. O Povo Português, entretanto, amadureceu e é altura de corrigir esse passo.

Quero a Ana Drago de volta e pronta para liderar uma nova geringonça contra o Socialismo do Costa!