quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O dia dos namorados!

Está aí a chegar o dia de jurar amor eterno à nossa bem-amada. É fácil quando um homem tem só uma, mas quando gosta de todas quantas vivem sobre a Terra torna-se quase impossível a tarefa. Se dá a preferência a uma, esquecendo todas as outras, vai criar um sarilho dos diabos. É assunto em que há que mexer com todas as cautelas.
Por essa razão, encontro-me, desde ontem, debruçado sobre o assunto a ver se encontro o fio da meada. Dei uma espreitadela no meu álbum de recordações, na tentativa de encontrar a minha predilecta, mas encontram-se já tão gastas que tenho dificuldade em decidir qual delas merece o meu voto.


Na dúvida optei por pedir a vossa ajuda. Amei umas mais que outras, mas todas elas têm aquilo que um homem procura em primeiro lugar. Olhem-nas bem, tirem-lhe as medidas e depois digam-me a qual devo dar a minha preferência. Estou nas vossas mãos!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Eu turista me confesso!

No tempo em que ainda não existia a A25, nem tão pouco o IP5, era um bico de obra viajar do Porto para Viseu e, pior ainda, para a Guarda. Pouco antes do Natal de 1969, um ano e picos depois de ter saído da Marinha, apanhei um autocarro com destino a Paris para provar as delícias da emigração. Oito horas depois de sair da Póvoa estávamos em Vilar Formoso, mas não me perguntem que caminho tomámos, pois disso não guardo a mínima recordação.
Alguns anos mais tarde, já ao serviço da empresa para quem trabalhei até me reformar, tive que ir visitar as fábricas de Lanifícios na região da Serra da Estrela. O caminho que me aconselharam passava pela Mealhada, Mortágua, S. Comba Dão, Nelas e Seia, perto de seis horas de viagem bem cansativas. Saí de casa num domingo, depois do almoço, para lá ir pernoitar e começar a trabalhar ao toque da Alvorada. Ao passar em Albergaria-a-Velha, já saturado da lenta e habitual bicha de camiões na EN1 que ninguém conseguia ultrapassar, avistei uma placa que indicava, para a esquerda, S. Pedro do Sul e Viseu. Eu sabia da existência daquela estrada e também sabia que era má até dizer chega. Mas como tinha tempo de sobra e o diabinho da curiosidade sentado no meu ombro esquerdo a empurrar-me para ali, resolvi arriscar e ala, por aqui é que é o caminho.


Fez-se noite sem eu ter chegado a Viseu, mas não me afligi com isso. Come-se bem e bebe-se melhor por aquela zona das Beiras e abanquei para jantar num restaurante que me apareceu à borda da estrada. Um assado de vitela de Lafões, regado com um tinto de Penalva do Castelo, ficaram-me na memória até hoje. E depois do estômago (re)confortado com tão opíparo manjar, foram ainda mais duas horas de condução até atingir o dormitório onde tinha decidido descansar o esqueleto.
Esta manhã, sem nada que me prendesse em casa, agarrei-me ao computador e fui reviver essa famosa viagem, de forma virtual para não cansar as pernas nem gastar gasóleo que, embora esteja mais barato, ainda custa um pouco a pagar. A estrada em questão chama-se EN16, ou chamava-se, pois alguns troços já nem sequer existem. Ou foram abandonados e o mato tomou conta deles, ou foram incorporados em vias mais modernas e já ninguém se recorda como eram há 50 anos.


De Albergaria a S. Pedro do Sul, principalmente o primeiro troço, era de desconjuntar a coluna de um santo com tanto sobe e desce, curva  para um lado e contra-curva para o outro. Depois de chegar a Viseu, já o terreno é mais plano e dali até à ponte do Mondego, entre Nelas e Seia, é caminho fácil. Depois da ponte são já os contrafortes da Estrela e o terreno bastante acidentado e a estrada uma coisinha estreitinha que mal permitia o cruzamento de dois automóveis. Felizmente, nesse tempo, eles eram ainda muito poucos.
Na viagem de regresso e como turista que sou, resolvi seguir um caminho que também conheço em parte e que aproveitei para reavivar na minha memória, uma vez que já por ali não passo há mais de 15 anos. De Seia subi à Loriga e dali rumei a Vide, terra do recentemente falecido Almeida Santos. A caminho da Ponte das Três Entardas, passei por uma aldeia chamada «Aldeia das Dez» que deve o seu nome a dez mulheres que terão, em tempos muito antigos, descoberto um tesouro que continha um mistério tenebroso que não quiseram desvendar e decidiram parti-lo em dez partes, as quais separadas não tinham qualquer significado, e tomando cada uma a sua parte, partiram e nunca mais se encontraram até hoje.


Da Ponte das Três Entradas viajei até Vendas de Galizes, Tábua e Santa Comba Dão. Dali até à Mealhada foi um tirinho e pela A1 até casa é pouco mais de uma hora de condução. Mas cheguei feito num frangalho. Até de modo virtual, uma viagem desta natureza deixa uma pessoa com a língua de fora. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Malandrice!

No dia de hoje todos falam das eleições e do novo Presidente da República que os 50% do Povo Português elegeu. Os restantes 50% não quiseram dar-se ao trabalho de participar no acto e fizeram o papel dos "COLHÕES", na hora H ficaram de fora.
Mas isso, agora, já não interessa nada, a minha preocupação, hoje, é outra. Tem a ver com o futebol, com o FCP de Pinto da Costa (sempre o mesmo) e com o avançado do Marítimo que, ontem, abandonou o jogo ainda durante a primeira parte. Como é sabido, o presidente do Porto não dá ponto sem nó e a comunicação feita, esta manhã, pelo clube da Madeira prova isso mais uma vez. O Marega estava em negociações para se transferir para o Sporting e hoje acorda no Porto.
Isto é que vai aqui um cambalacho! Ninguém me tira da ideia que o avançado do Marítimo foi retirado do jogo para minimizar o risco de um mau resultado que deixaria o Porto em maus lençóis e seria de mau augúrio na estreia do novo treinador. Eu até posso estar enganado e a queixa muscular do maliano ser verdadeira, mas não consigo esquecer-me daquele velho ditado popular que diz assim:
- Cesteiro que faz um cesto faz um cento!

domingo, 24 de janeiro de 2016

E continua!

Há tantos anos que estávamos habituados a ouvir o Professor Marcelo, no seu comentário das noites domingueiras, que ninguém vai estranhar que continue a entreter-nos durante mais cinco anos, talvez dez. Nunca houve nada na vida que fosse tão fácil adivinhar como a vitória presidencial desta noite. Pelo menos foi o que a mim me pareceu.
E há outra coisa que os resultados destas eleições nos mostram com a maior clareza. Os candidatos patrocinados pelos partidos tiveram resultados que os deviam envergonhar e pensar em mudar de vida. E quando vejo o Tino de Rans a conseguir mais votos que alguns engenheiros e doutores, fico a pensar que este país deve estar a girar ao contrário. Mundo maluco, este da política.
Em sentido contrário ao que vinha seguindo desde o início da época, começa hoje o FCP de José Peseiro. Tantas dores de cabeça lhes tem dado o «Bicho da Madeira» que seria um desastre completo se hoje, na estreia do novo treinador, não tivessem conseguido derrotá-lo. Mesmo assim não se pode dizer que tenham feito um grande jogo. Vai ter muito que trabalhar o Peseiro. Sorte para o Benfica que tem assim uma coisa a menos com que se preocupar.
Por aquilo que se vê, continua tudo como dantes, no Quartel de Abrantes!
Venha de lá mais uma semana que já estamos prontos para ela!
E que seja melhor que aquela que passou!

sábado, 23 de janeiro de 2016

O Bicho, a Mauser e eu!

Eu sou o azarado que entrou mal neste ano de 2016. Ontem já tinha feito uma lista das coisas que deram para o torto, neste ano que mal começou, e já estou em condições de acrescentar mais uma. Depois do almoço fui buscar o meu carro para levar a mulher ao cemitério (levei-a, mas não a deixei lá) e encontrei-o com um guarda-lamas metido dentro. Algum azelha falhou a manobra e foi contra ele de marcha-atrás. Resta-me mandá-lo para o bate-chapas, pagar a conta e cara alegre.
Mas não foi disso que eu vim falar, vamos ao que interessa.
Como daqui a pouco vou ver o Benfica, pensei em criar esta mensagem em dois tempos. Primeiro, antes do jogo, assim como quem faz a antevisão daquilo que espera venha a acontecer e segundo, mais logo, quando já tiver vivido a experiência e souber o resultado. Não posso esquecer que foi o Arouca que nos deu o primeiro desgosto desta época e nos roubou os pontos que nos fazem falta agora para estar em primeiro lugar. Espero que o Rui Vitória monte a equipa de tal maneira que a desforra seja dura e farta. Assim espero.


Então, e que é que o Bicho e a Mauser tem a ver com isso? Calma, não se apressem que eu explico. O Sargento Bicho era o chefe do meu pelotão na recruta e a Mauser a espingarda que primeiro usei e com a qual jurei bandeira. Saber montá-la e desmontá-la, saber o seu peso, alcance de tiro e manejá-la correctamente era a nossa obrigação.
E uma das coisas mais chatas que o Bicho nos obrigou a repetir vezes sem conta foi o manejo da espingarda. Ao ombro, ... arma, gritava ele em frente da formatura. E depois, quando a coisa não saía a seu contento, comandava ele, por tempos, ... ao ombro, ... arma. E lá aguentávamos nós aquele martírio, uma vez e mais outra, debaixo de chuva ou sol inclemente. Sete tempos para mudar a arma do ombro esquerdo para o ombro direito e outros tantos para a fazer regressar à primeira posição.
Alguém se lembra ainda disto ou está todo o mundo noutra? A G3 veio muito depois disso, entregaram-me a primeira no Corpo de Marinheiros, em Outubro de 1962, e aprendemos a manejá-la em meia dúzia de sessões de infantaria. A sério, só em Moçambique, depois de lá chegarmos.
Ora bem, este foi o primeiro tempo, o segundo só depois do jogo e espero trazer boas notícias para terminar esta mensagem em beleza.
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Ora cá estou eu de volta!
Podia ter corrido melhor, o Benfica meteu 3 golos e perdeu outros tantos que bem podia ter metido também se os avançados não estivessem tão desastrados. Durante cerca de 2 horas o Benfica esteve em primeiro lugar na classificação, depois o Sporting fez aquilo que os seus adeptos queriam e ganhou também o jogo na Capital do Móvel pelo mesmo resultado. Assim continua tudo na mesma e só o Porto pode mudar isso amanhã. E da maneira que os "andrades" se tem dado com os madeirenses até pode ser que mude. Para pior!

23-01-1943


O Valdemar Marinheiro era um maluco por blogs, tinha montes deles. Uma vez perguntei-lhe como conseguia memorizar tantos endereços e as respectivas passwords para lá entrar. É muito fácil, respondeu-me ele, uso a minha data de nascimento como password e assim nunca esqueço.
Na fase inicial, os seus blogs eram um granel sem fim e ofereci-me para o ajudar a organizar aquilo. E é claro que digitei tantas vezes a tal password que nunca mais a esqueci - 23011943 - os dígitos que compõem a sua data de nascimento, hoje.
Se fosse vivo, completaria hoje 73 anos e com toda a certeza me telefonaria para eu lhe dar os parabéns. Ele era assim, não esperava que as coisas acontecessem, fazia-as acontecer. Agora repousa debaixo daquela camélia, no cemitério de Nogueira da Regedoura, local que escolheu previamente para ser sepultado, e não tem hipótese de me telefonar. Mas não é preciso, eu lembrei-me na mesma e aproveito para lhe dar os parabéns por mais um ano que passa na nossa companhia, pois nas minhas recordações ele continua tão vivo como sempre!

Bom fim de semana!

Desde que começou o ano só tenho tido chatices. Instalação eléctrica a causar problemas, com avaria de electrodomésticos e tudo o mais. Sistema de aquecimento central a "mijar-se" todo sem qualquer justificação plausível, o picheleiro anda de cabeça perdida e só deita a culpa ao material. A artrose dói mais que nunca e até este blog me pôs a cabeça em água para funcionar como deve ser. Só faltava a PSP vir implicar com o estacionamento da viatura.
O melhor é não ligar muito a isso e pensar como um verdadeiro optimista que diz:
- Atrás deste tempo outro tempo virá e melhor que este será!
Vamos gozar um bom fim de semana, assistir a mais um jogo do Glorioso, ver se o JJ e o Peseiro se desenrascam com as respectivas equipas que é para isso que lhes pagam.
E para terminar, vamos à Chicha Boa que é a única coisa que nos mantém a moral "ao alto". Com os meus desejos de um bom fim de semana para todos!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Exorbitâncias!


A PSP decidiu que na minha rua ninguém pode estacionar e passou multas a toda a gente. Há quase dois anos que ali deixo o meu carro estacionado, assim como todos os meus vizinhos, e nunca ouvi dizer que fosse proibido, nem existe qualquer sinalização nesse sentido.
Fui pedir explicações ao agente que me passou a multa e respondeu-me que há risco de acidentes e por essa razão as duas pistas de rodagem devem ficar completamente livres. Disse-me ele que a sinalização não é necessária nestes casos.
Não percebi patavina das explicações que me deu.
Acho uma tremenda exorbitância aquilo que a PSP fez!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Pânico e o Terror!

No desempenho das minhas funções, na empresa onde trabalhei a maior parte da minha vida, quase toda desde que saí da Marinha, conheci pessoas, cujas histórias dariam para escrever um livro. Não sei que título lhe daria, talvez «Os Cromos da Minha Caderneta» fosse uma boa escolha.
Pensei nisto ao ler as notícias da Bolsa de Paris que sigo com a maior atenção, por causa das minhas economias que tenho por aí investidas. E porquê? Porque as notícias são tudo menos animadoras. Desde o princípio do ano, as perdas já ultrapassam os 10%, mas algumas das principais empresas cotadas na Bolsa perderam muito mais que isso. Basta tomar como exemplo a Shell que passou de 25€ para cerca de 17€, perdendo um terço do seu valor. Os 9.000€ que investi nela só valem 6.000€. Se eu fosse um magnata e tivesse investido 30 milhões, teria já perdido 10 desses 30. E diz-se que o petróleo vai continuar a descer.
O Banco Santander Totta (aquele que ficou com o Banif) é outro bom exemplo do grande risco que representa um investimento na Bolsa. Um banco de tamanho monumental e com contas sólidas, como afirmam todos os analistas, cai em cerca de 5 meses de 5.50€ para 3.75€, mais de 30%.
E agora regresso à Minha Caderneta de Cromos para vos falar de um vendedor que tinha por hábito visitar-me todas as semanas e escolhia o dia de sexta-feira, mesmo ao fim do dia, porque morando em Vila do Conde, dali seguia directo para casa quando acabava a conversa comigo. Raramente tínhamos algum negócio a discutir, pois a empresa onde trabalhava estava no último suspiro e a minha fugia dela a sete pés para evitar problemas.
Depois da pergunta da praxe - então como vão os negócios, há alguma coisa para mim? - e da minha já habitual resposta - não, infelizmente não, o negócio anda pelas ruas da amargura - vinha a meia-hora de conversa jogada fora que encerrava o seu dia de trabalho, onde havia sempre lugar para uma anedota. Isso já era tão habitual que às vezes, quando chegava e me apertava a mão, em vez de dizer - olá, como estás - dizia - a de hoje é muita boa, de escangalhar a rir.
Numa dessas célebres sextas-feiras, entrou logo a matar e, ainda apertando-me a mão, disparou:
- Sabes qual é a diferença entre pânico e terror?
- Não, respondi eu, sem me dar ao trabalho de pensar muito na coisa.
- Pânico, disse ele, é a primeira vez que não consegues dar a segunda. E terror é a segunda vez em que não consegues dar a primeira.
Pois, meus caros amigos, foi nisso que eu pensei de imediato, quando comecei a ler as notícias emitidas pelos analistas da Bolsa de Paris. O pânico foi na semana passada com as cotações a descer todos os dias, hoje é o terror pela quase certeza que as coisas não vão melhorar. Abaixo deixo-vos uma pequena notícia (mesmo em francês para vos obrigar a puxar pela cabeça), onde se pode ver a preocupação que domina os mercados.
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L'exercice risque d'être difficile pour la BCE aujourd'hui. «Les récentes secousses sur les marchés financiers, les craintes que les prix du pétrole puissent ralentir l'économie mondiale plutôt que de la dynamiser, et les inquiétudes autour de la Chine et des marchés émergents ont alimenté les spéculations autour d'une nouvelle action», de la Banque centrale européenne (BCE), souligne Carsten Brzeski, économiste chez ING.
Mercredi, tous ces facteurs ont à nouveau pesé sur les Bourses européennes, Francfort abandonnant 2,82%, Paris 3,45% et Londres 3,46%.
En ce qui concerne l'économie réelle, ajoute M. Brzeski, «la zone euro semble toutefois être préservée de cette tempête pour le moment (...), nous pensons que la BCE va garder en réserve les munitions qu'il lui reste, du moins pour cette semaine».

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os Vendilhões!

Em continuação da mensagem anterior, deixo aqui os nomes dos assinantes do Acordo de Lusaka. À esquerda, a assinatura do comprador e à direita as dos vendedores. Serve apenas para lembrar a quem devemos apontar o dedo, quando se fala de descolonização desastrosa.


Os «Tinhosos»!

Agora só se fala nos espoliados do BES e do BANIF, sem esquecer os do BPN que foram os primeiros a sofrer as consequências do descalabro político/financeiro/bancário acontecido neste desgraçado país. Mas todos já se esqueceram dos espoliados do Ultramar Português, aqueles que a seguir à revolução dos cravos tiveram que abandonar as ex-colónias deixando lá tudo o que ao longo de gerações tinham conseguido amealhar. Esses não perderam milhões, perderam tudo o que tinham.
A morte de Almeida Santos torna este assunto actual de novo. Ele também foi um retornado de Moçambique. Uma parte dos retornados ficaram conhecidos pela alcunha de «tinhosos» por dizerem que no Ultramar tinham isto e mais aquilo, o que em muitos casos não passava de gabarolice. Por aquilo que ouvi contar, pois escrito não o vi em lado nenhum, o agora falecido Presidente Honorário do PS era um verdadeiro tinhoso. Nos 22 anos que viveu em Lourenço Marques juntou fortuna e não me consta que tenha vindo embora abandonando tudo o que tinha.
Ele era tu cá tu lá com os frelimistas e o tempo que medeia entre o 25 de Abril de 74 e o seu regresso à Metrópole foi de intenso contacto com Samora Machel e Joaquim Chissano. Se não fosse a posição de subserviência da Frelimo a Moscovo e a consequente pressão para correr com todos os portugueses, talvez Almeida Santos acabasse por ser convidado a fazer parte do 1º Governo de Moçambique e possibilitasse uma descolonização pacífica mantendo a economia do país a funcionar.
Com o Samora a forçar a barra, pressionado pelos comunas, e um Mário Soares empurrado pelos esquerdistas do Movimento das Forças Armadas, tudo ajudava a que as coisas em Moçambique acabassem mal. Um mau Acordo de Lusaka e uma execução ainda pior.
Almeida Santos podia ter lutado contra Mário Soares, juntando-se a Machel e Chissano, para evitar o desastre que acabou por acontecer. Há momentos na vida que um homem tem que optar por aquilo que lhe parece mais certo, ou que mais lhe convém. Nessa altura ele optou por juntar-se ao Marocas e ficar na História de Portugal como um dos responsáveis pela desastrosa descolonização que aconteceu em todas as ex-colónias portuguesas. Ele sabia-o e nunca o negou.

Pequeno excerto da entrevista dada pelo Alferes Costa Monteiro ao «Diabo».

«Os verdadeiros traidores»

Fica claro das suas palavras que os militares portugueses estacionados em Omar e que o senhor comandava não foram traidores.
Nós, os militares portugueses em momento nenhum fomos traidores. Traição houve por parte do poder político português da altura, no quadro da trágica descolonização das ex-províncias ultramarinas.
Quer referir os nomes?
Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e Otelo Saraiva de Carvalho, entre outros. Estes é que são os grandes e verdadeiros traidores da Pátria portuguesa.
O que é que acha que Almeida Santos procura com o livro que escreveu?
A meu ver procura encontrar bodes expiatórios, procura sacudir a água do capote, eximir-se às muitas responsabilidades que teve.
Ainda por cima recorrendo a mentiras...

Ai a cara que ele fez!!!!


Não posso ir para a cama sem me rir mais um bocado.
O Jesus ganhou a Supertaça ao Benfica e falou, falou, falou!
Ganhou de novo ao Benfica para o campeonato e falou o que quis e lhe apeteceu!
Depois eliminou o Benfica da Taça e voltou a falar e dizer que punha o Rui Vitória assim deste tamanhinho (estou a vê-lo a mostrar  o polegar e o indicador separados por dois ou três centímetros), parecia um sapo todo inchado de orgulho com tantas vitórias conseguidas contra o clube que lhe tinha dado tudo, a começar pela fama, nos últimos seis anos.
Mas, infelizmente, chegou o momento de começar a perder e a sua voz foi-se tornando cada vez mais fininha, mais tremidinha, mais hesitante nas afirmações bombásticas que tanto prazer lhe deram nas primeiras jornadas deste campeonato. Quando foi eliminado da Taça de Portugal quase ficou mudo. E hoje, depois de perder por 2 bolas a zero, em Portimão, a sua cara até me meteu dó. Só lhe faltou ajoelhar e pôr a mão na testa, como fez, há uns anos, no Dragão.
As provas europeias foram-se, a Taça de Portugal, foi-se, a Taça da Liga está praticamente perdida também e no campeonato vai 2 pontinhos à frente, mas não sei quanto tempo isso vai durar. Águias e dragões perseguem-no com vontade de lhe ferrar o dente nas canelas e não vai demorar muito que o consigam.
Corre o risco de não ganhar nada, este ano, a não ser dores de cabeça. E eu vou rir-me como um perdido cada vez que vir aquela cara de desmoralizado que ele fez hoje, quando o Portimonense fez o segundo golo.
O último a rir é o que ri melhor, diz o ditado e eu quero rir todos os dias até ao fim de Maio, à custa dos Leões e do seu trai(na)dor!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O bicho peçonhento!

A ex-presidente do PS e actual candidata às eleições presidenciais, Maria de Belém Roseira, disse, hoje, que o Mundo não fica igual quando pessoas como António Almeida Santos morrem, enaltecendo a sabedoria e inteligência do "amigo".


Contrariamente à candidata a ocupar o lugar de Cavaco Silva, eu tenho uma opinião muito negativa do histórico do PS e (segundo eu) pai de muitos dos problemas de que enferma a nossa democracia. Desde a malfadada descolonização, passando pela Assembleia da República e pelo Largo do Rato, ele e o seu velho amigo Marocas guardam segredos nunca desvendados que fariam a alegria de muitos jornalistas deste país.
Por essa razão, num dia como este, em que ele fechou os olhos para sempre, só me apetece dizer:
- Morreu o bicho, acabou a peçonha!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Carocha, a regueifa e os gases!

(Da Wikipédia)
O termo "Volkswagen" foi cunhado por volta de 1924 pelo engenheiro alemão-judeu Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã, publicando as suas ideias de introduzir suspensões independentes com semi-eixos oscilantes, baixo centro de gravidade e chassis com tubo central num automóvel popular que custasse o mesmo que uma motocicleta. Em 1933, Adolf Hitler visita o Salão Internacional do Automóvel de Berlim e vê no Volkswagen, uma forma eficiente de propaganda nazista, e passa a defender a ideia de carro do povo como se fosse sua.

O azar do Ganz foi ser judeu e em três tempos o nosso amigo Adolf livrou-se dele ficando-lhe com as ideias e o lucro do negócio. É assim, a maior parte das vezes, no mundo real, um tem as ideias e há sempre um outro, o espertinho, que arranja maneira de lucrar com elas.
Vem isto a propósito da falcatrua feita pela Volkswagen, injectando um programinha malicioso no software dos automóveis modernos para enganar quem fosse medir a emissão de gases. Isso não seria possível no tempo do judeu Josef, pois tudo o que ele inventou era puramente mecânico e de computadores ninguém sabia ainda a ponta de um corno.
Uma empresa do tamanho da Volkswagen que é detentora de marcas conceituadíssimas como Bentley, Lamborghini, Porshe ou Audi e gera lucros fabulosos para os seus accionistas, não precisava de se meter numa trafulhice destas. Mas o facto é que o fez e agora vai ter que pagar as vacas ao dono, vai ficar-lhe cara a brincadeira.
E, por aquilo que podeis ver na imagem que aqui vos deixo, os humoristas, cartoonistas e outros que vivem a fazer rir o próximo, também aproveitaram a ideia para disso tirar algum lucro. O meu lucro foi uma boa risada quando recebi esta imagem no mail.
Muito bom dia e riam-se também para desopilar o fígado!!!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Assim está bem!

Terminado que está o fim de semana futebolístico temos:
O Sporting em 1º lugar com 45 pontos
O Benfica em 2º lugar com 43 pontos
O Porto em 3º lugar com 40 pontos
Ainda agora começou a segunda volta e há muito campeonato pela frente, mas sinto-me mais confiante agora. Talvez não esteja ainda tudo perdido!

Uff, conseguimos!

Mas doeu um bocado!
Começar o jogo a perder é sempre um problema. Ficamos a pensar que a equipa pode não conseguir dar a volta ao resultado, especialmente se estiver num dia não, e sair dali de trombas depois do apito final. E, pelo que a mim me pareceu, os jogadores, ontem, estavam "muitíssimo pouco" inspirados. Parecia mais um jogo entre estudantes, na hora do recreio, do que um jogo a sério disputado a pensar no título de campeão. No mínimo havia sempre dez jogadores em volta da bola e ela esbarrava sempre nas pernas de alguém, fazendo com que todos os passes saíssem errados.


O Raúl Jimenez alinhou de início, mas ao intervalo teve que ser substituído, pois não deu uma para a caixa. Foi o velho grego da pera de chibo que teve que vir resolver o imbróglio. Nem o Jonas, nem o Carcella estiveram inspirados e o Pizzi entrou em campo com a alça de pontaria muito levantada. Bola onde ele metesse o pé ia parar à bancada pela certa. Estava tudo tão torto, ontem, que até o jovem fenómeno Renato nos fez esquecer como tinha jogado bem nos jogos anteriores, de tal modo jogou sem acertar um passe ou encontrar o caminho da baliza.
Enfim, uma bela de uma dor de cabeça para um sábado à noite. Felizmente saímos da Amoreira com os três pontinhos no bolso e assim ficamos em condições de pôr os nervos do JJ em franja, sempre em risco de perder o primeiro lugar, onde ele gosta tanto de estar. Essa é que é essa!

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Juíz sou eu!


«O senhor Vítor Pereira já ultrapassou os limites do ridículo. Posso ter sido expulso, mas não fui eu que cometi um erro tão infantil como o que foi cometido aqui hoje", disse Bruno de Carvalho, na zona mista do Estádio José Alvalade, contestando o lance da expulsão do guarda-redes Rui Patrício, aos 29 minutos, que permitiu aos tondelenses inaugurarem o marcador, na conversão da correspondente grande penalidade»

Há quem defenda que o Rui Patrício não devia ter visto cartão vermelho, nem tão pouco ser assinalado o penalty. Eu, muito pelo contrário, defendo que o árbitro decidiu muito bem. E não é apenas pelo jeito que me dá o Sporting ter perdido os dois pontinhos que encurtam a distância que o separa do Benfica, mas porque acho que o Patrício cometeu uma falta e grave.
Ele que já é puta velha e sabida, quando saíu aos pés do avançado do Tondela, foi com o pé direito à bola (facto que dá direito ao JJ a dizer que ele tocou na bola) e com os pitons da chuteira esquerda direitinho ao tornozelo do avançado. Até podia nem lhe ter tocado, mas é a intenção que conta. E se lhe tocasse em cheio podia ter-lhe partido a perna.
A isso chama-se jogo perigoso e numa situação frontal à baliza, de golo eminente, só podia ser essa a decisão do árbitro. O Luis Ferreira tem o meu apoio total, por muito que isso doa ao Bruno de Carvalho, o qual vai, com toda a certeza, ser castigado pelos seus actos e palavras proferidas.

Amanhã temos que ganhar!

O Jesus já não conheceu o Petit como jogador do Benfica. Quando lá chegou, em 2009, já o Petit se amandara para França para tentar rechear a sua conta bancária, antes de arrumar as botas. Mas hoje tropeçou nele, em Alvalade, como treinador do Tondela e sofreu um pequeno desgosto que lhe vai ficar atravessado na garganta, enquanto dele se lembrar.
Nós, os benfiquistas, só temos que ganhar o jogo de amanhã para ficar a morder os calcanhares ao Sporting e espero bem que o consigamos fazer. Atrás de nós vem o FCP, sem o Flopetegui, mas nisso não quero pensar agora. Estou confiante e bem disposto e por isso vou oferecer-vos uma prenda para o fim de semana, para vos aquecer e proteger do frio que aí vem.

Tira a mãozinha daí!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mueda - Mais testemunhos!


Os contornos do massacre de Mueda permanecem incertos, tal como o número de vítimas atingidas pelo fogo das tropas portuguesa, de 14 a 600, segundo versões oficiais dos dois lados, após conversações entre emissários moçambicanos provenientes da Tanzânia e a administração portuguesa, sobre a exploração praticada nos salários e comercialização de produtos agrícolas e das liberdades que eram negadas à população local.
A expetativa sobre as negociações de dois destes emissários, Mathias Shibiliti e Faustino Vanomba, levou milhares de pessoas do planalto de Macondes àquele largo de Mueda, com a expetativa de que a independência de Moçambique, ou pelo menos daquela região, começaria naquela tarde. Mas o que viram foi o governador de Porto Amélia (atual Pemba), Garcia Soares, dar ordem de prisão aos dois nacionalistas.
A prisão de Shibiliti e Vanomba causou uma revolta dos populares e em todos os cantos ouvia-se uma pergunta a que ninguém poderia responder:
- Afinal viemos para ouvir o que Shibiliti veio dizer ao governador, ou para assistir a pessoas a serem algemadas?
Seguiu-se um coro de gritos, junto do carro, já de motor ligado para levar os dois presos:
- Daqui eles não vão sair!
Havia um cidadão moçambicano, que era catequista, e tinha escondido uma faca numa mochila de pele de gazela e queria esfaquear o governador que vinha de Porto Amélia. A primeira pessoa a levar o tiro foi ele, relata William André, guia do Museu, que mantém a versão de que as tropas abriram fogo por instrução do próprio governador.

Mueda - Testemunhos!

Declarações de uma testemunha que parece confirmar aquilo que publiquei na mensagem anterior:

Daniel Muilundo
(Aldeia Comunal de Mualela, Palma, Cabo Delgado, 21 de Julho de 1981)

Fui a Mueda assistir às conversações entre o governo colonial e o Faustino [Vanomba]. Saí no dia 15 de Junho de Mualela para Imbuhu e pernoitei lá. No dia 16 cheguei a Mueda. Quando lá cheguei as pessoas já se encontravam concentradas. Havia homens, mulheres e algumas crianças. Muitas pessoas estavam bem vestidas. Havia pessoas de diversas raças: indianos, brancos e pretos. Momentos depois os colonialistas içaram quatro bandeiras. O administrador de Mueda pediu à população que fosse participar no içar das bandeiras. Mas a população negou-se a içar [a bandeira] dizendo que tinham ido lá para ouvir as palavras do Faustino [Vanomba] e do Kibiriti [Divane]. O Kibiriti e o Faustino estavam de baixo de uma mangueira.
Informaram-nos que o governador só chegaria às 15 horas, mas quando chegou às 15 horas o governador saiu de casa do administrador. O governador escolheu dois padres da Missão de Imbuhu, um indiano conhecido por "China" e também os régulos para se concentrarem na varanda da secretaria [da administração]. O governador ordenou a um dos padres que abençoasse o grupo do Faustino ao mesmo tempo que o pretendia matar! Um soldado saiu para fora e explicou ao povo que o Kibiriti seria morto porque cometeu um erro.
Depois, o governador chamou-os individualmente lá para dentro. Porém, não conseguiram matá-lo [ao Kibiriti] e em seguida chamaram o Faustino Vanomba e tudo se repetiu porque ele não morreu. Os dois saíram amarrados para o carro e nós apanhámos o carro e dissemos que "esse carro não vai avançar. Fizeram isto com os do primeiro grupo, da Modesta, mas hoje isso não vai acontecer". Foi neste momento que a população reclamou, começando a atirar pedras. Então o governador mandou abrir o fogo. Como os soldados estavam próximos da administração, abriram fogo e mataram um dos meus conhecidos, de nome Kanjigwili, natural de Mueda. Quando isto aconteceu fugimos e eu esqueci-me lá da minha bicicleta. Fiquei durante algum tempo [na aldeia de Mpeme] e voltei mais tarde para ir buscar a bicicleta. Quando lá cheguei vi por volta de 17 pessoas mortas.
Depois do massacre andavam os cipaios de casa em casa a recolher as nossas armas e a mandarem-nos depois para Nangade, para registo das armas. O Faustino e o Kibiriti foram levados para Pemba.