domingo, 5 de abril de 2026

Verdade à La Palice!

Detalhes sobre La Palice:

Nome Real: Jacques II de Chabannes, Senhor de La Palice.

Carreira Militar: Destacou-se na tomada de Nápoles (1495) e conquista de Milão (1500), tornando-se Marechal de França em 1515.

Origem da Expressão: Após a sua morte, soldados cantaram: "Hélas, La Palice est mort... s'il n'était pas mort, il ferait encore envie" (Ainda faria inveja). No francês antigo, a escrita "ferait" (faria) assemelhava-se a "serait" (estaria), levando a ler-se "il serait encore en vie" (ainda estaria vivo), gerando a paródia de que ele dizia coisas óbvias.

Só sentimos a falta que as coisas nos fazem depois de as perdermos! Estava a pensar nisto, do ponto de vista da saúde, e acabei por perceber que isso é uma grande "La Palissada". Toda a gente concorda que sentimos a falta das coisas, depois de as perdermos, pois enquanto as temos isso seria impossível!

Quando uma pessoa está doente é que se lembra da falta que a saúde lhe faz, mas quando está de saúde nem se lembra disso. Estou cheio de saúde? É normal!

A vida pode ser curta, muito curta, longa ou muito longa e, ao longo desse percurso, mais ou menos longo vai acontecendo a falência de alguns órgãos, uns que nos fazem mais falta, outros menos, alguns indispensáveis. E neste último caso, isso representa a partida para uma vida melhor. Se é ou não melhor ninguém sabe. mas todos dizem assim, "vai desta para melhor" e por vezes acrescentam, não faz cá falta nenhuma!

Pensando naquilo que perdemos e em que medida isso nos afecta, a coisa põe-se de modo diferente para homens e mulheres. Para eles é a falência da próstata que ora os deixa impotentes ora sexualmente diminuídos. Para elas é o cancro da mama que acaba com a sua beleza física e as deixa arrumadas para um canto e nunca mais arriscam ficar nuas seja em frente de quem for.

Mas há outros órgãos que vão falindo ou perdendo qualidade e em certos casos podem usar-se próteses que os vão ajudando a funcionar e manter-nos vivos. Outras coisas perdem-se e, embora façam falta vive-se bem sem elas. Pensem no cabelo dos homens e na raiva que os carecas têm por tê-lo perdido! E os dentes, que falta nos fazem às vezes, em especial quando nos passa pela frente um petisco daqueles que nunca perdoaríamos.

Para o coração há os pacemakers - faz este mês 10 anos que uso um - para o fígado ou rins um possível transplante e próteses bem modernas para braços e pernas que se foram antes de tempo. Rins e pulmões temos um par de cada e conseguimos sobreviver se perdermos um. O pâncreas é uma dor de cabeça para os diabéticos e o baço não faz falta nenhuma.

Alto e para o baile! O baço é o meu problema do momento e ainda não sei como resolvê-lo. O meu filho, mal soube do caso, disse logo, o baço não faz falta nenhuma, tira-se e pronto! Se as coisas fossem assim tão simples bem estaríamos! Mas não são e aí é preciso buscar a solução para o problema que me afectou, ou afecta, o baço. A minha fábrica do sangue produz blastos em vez de plaquetas e glóbulos vermelhos, os quais se transformam em células malignas e se vão acumulando no baço.

O meu já vai com o dobro do tamanho e tirá-lo não foi a solução preconizada pela equipa médica que me assiste. Vou tomar uns caldinhos, especialmente estudados para o meu caso, para tentar corrigir o erro que leva à criação dos blastos. Espero, para meu próprio bem, que a equipa médica saiba o que está a fazer e seja bem sucedida!

1 comentário:

  1. Totalmente de acordo consigo, caro Tintinaine.
    Deixo-lhe um abraço com votos de um maravilhoso domingo de Páscoa.

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