domingo, 31 de janeiro de 2016

Uma alucinação!

Mais uma derrota para o Sporting!
Não dentro das quatro linhas, mas nas negociatas que os presidentes dos três grandes de Portugal manejam como se de um verdadeiro campeonato se tratasse. No último fim de semana tinham sido os dois jogadores do Marítimo a ir parar ao Dragão. Neste foi o Carrilho, ainda jogador do Sporting, que assinou um contrato de 5 anos com o Benfica.


O Bruno de Carvalho bufa como um touro enraivecido, o Jesus arranca os cabelos ao ver fugirem-lhes os trunfos prometidos para lutar pelo título de campeão. O jogo de ontem, em Alvalade, foi uma amostra do nervosismo que grassa por aqueles lados. Expulsões, insultos aos árbitros e tudo o mais que se possa imaginar. Empatados a dois golos, a 10 minutos do fim, os benfiquistas (eu incluído) roiam as unhas na esperança de que o empate se mantivesse até ao fim. Infelizmente, isso não aconteceu e o Benfica que entra em campo daqui a pouco tem que mostrar o que vale para continuar na perseguição ao líder.
Eu torço para que o Sporting perca um jogo, pode ser que não demore, e não é pelo Sporting, mas sim pelo JJ a ver se ele baixa a garimpa. Quando chegar esse dia vou gastar os foguetes todos que tenho de reserva.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Normalidade!

Há quem queira sobressair de entre os seus pares, o homem que quer ser um génio, a mulher que quer ser a mais bela de todas, enfim, sair do anonimato. Erro crasso, não há como o anonimato para um homem ser feliz. Saltar para os extremos, ser o melhor ou o pior, é ser anormal. Andar pelo meio, perdido entre os 99% da população mundial, isso sim é ser normal, tal como eu me considero a mim próprio.
Chegado a este ponto da minha análise, posso concluir sem o mínimo risco de me enganar que sou um homem, um homem normal e como normal que sou gosto de um belo pedaço de chicha. «A nice piece of ass», como diz o inglês. Que é que vocês pensavam que eu ia dizer depois de todo aquele arrazoado do primeiro parágrafo? Hoje é sexta-feira, o dia em que costumo abrir o talho e pôr à vossa disposição a melhor febra, posta, rabada, pernil, etc. e tal. Façam bicha e ... bom fim de semana!


Eu quero um Mercedes!

Há coisas que vale a pena preservar na nossa memória. Quem diria que os moderníssimos automóveis Mercedes que fazem o sonho de qualquer amante do ramo são descendentes desta máquina que mais parece um aranhiço!
Como dizia um amigo meu, há carros grandes e pequenos, caros e baratos, bonitos e feios e depois ... há o Mercedes!


Foi há precisamente 130 anos que nasceu o automóvel. No dia 29 de janeiro de 1886, Carl Benz, posteriormente fundador da Mercedes, inscreveu uma patente para um “veículo movido a gasolina” no Gabinete de Patentes do Império Alemão, em Berlim. Segundo a marca, este é “o documento que pôs o mundo em movimento”, e a sua importância comprova-se pelo facto de, desde 2011, ser considerado pela Unesco como Património da Humanidade, juntamente com obras como a Bíblia de Gutenberg e a Magna Carta.

Mais uma troikada!


Esta imagem deve ser mais velha que o Matusalém!
Porque será que as televisões a põem no ar cada vez que se fala na troika?
Não é que me chateie, a catraia até é bem jeitosa! De repente, ocorre-me uma pergunta, qual será o papel dela nesta equipa? Será que se limita a guiar os troikanos até ao gabinete onde vão trabalhar?
Bem, não era disso que vos queria falar, mas como decidi usar a fotografia para dar cor às minhas palavras de hoje, alguma coisa tinha que dizer a respeito.
Num momento em que as nossas finanças estão na boca do mundo, com Bruxelas a desconfiar dos números apresentados pelo nosso Ministro das Finanças e tudo que é comentador a botar faladura sobre o assunto, cá temos a troika de volta para dar a sua opinião sobre o comportamento da nossa economia. São muitos milhares de milhões que têm cá enterrados e não os querem perder de vista.  E com um governo novo a prometer dar tudo a todo o mundo, acho bem que mantenham os olhos bem abertos. Talvez acabem por nos poupar alguns dissabores.
Para completar o quadro, só faltavam as agências de rating avisando que podem colocar o rating de Portugal abaixo de lixo.
Bela salgalhada em que estamos metidos!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Manobra de diversão!


Nas tácticas de guerra, a manobra de diversão é muito utilizada para enganar o inimigo e levá-lo a cometer erros que lhe podem valer uma derrota. Por vezes até, a perder a guerra em que está envolvido.
Ao ver o jogo do FCP, ontem à noite, em Vila da Feira, era só nisto que eu pensava. Uma equipa dominadora como o Porto que mandou e fez o que quis do nosso futebol nos últimos trinta e tal anos, não pode ser aquilo que eu vi a jogar contra o Feirense. Não podemos esquecer que na tarde do próximo dia 14 de Fevereiro - por coincidência o dia de S. Valentim e dos namorados - vamos receber na Luz esta equipa para começar a mostrar aos sócios e adeptos dos dois clubes qual deles está capacitado para discutir com o Sporting o título de campeão do corrente ano.
Estou convencido que o jogo de ontem foi para enganar papalvos e aligeirar a atenção que o Benfica tem que dar à preparação desse jogo. Dar uma ideia de fraquinho, fraquinho, pode induzir o Benfica a tirar a pressão de cima dos jogadores, o que, por certo, é o que pretendem os andrades. O Pinto da Costa é rata fina e o Peseiro não é parvo nenhum, só gostava de ser uma mosquinha para me pousar no ombro de um deles e ouvir o que conversam.
O Benfica todo inchado com os recentes sucessos e o show apresentado pelos seus "verdadeiros" artistas e o Porto ao nível da 3ª Divisão são os ingredientes indicados para nos dar um desgosto no Dia dos Namorados, coisa que eu dispenso, como podem imaginar. Tenho que ver se faço chegar este recado ao Rui Vitória. Cuidado, muito cuidado, pois este jogo é o primeiro dos dois que vão ditar quem é o campeão. O outro é o derby com os Lagartos que o Rui Vitória, em defesa da sua honra e bom nome, tem que ganhar. Assim como a derrota a infligir ao Jorge Jesus lhe vai fazer perceber a aselhice que fez ao virar as costas ao nosso clube.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O dia dos namorados!

Está aí a chegar o dia de jurar amor eterno à nossa bem-amada. É fácil quando um homem tem só uma, mas quando gosta de todas quantas vivem sobre a Terra torna-se quase impossível a tarefa. Se dá a preferência a uma, esquecendo todas as outras, vai criar um sarilho dos diabos. É assunto em que há que mexer com todas as cautelas.
Por essa razão, encontro-me, desde ontem, debruçado sobre o assunto a ver se encontro o fio da meada. Dei uma espreitadela no meu álbum de recordações, na tentativa de encontrar a minha predilecta, mas encontram-se já tão gastas que tenho dificuldade em decidir qual delas merece o meu voto.


Na dúvida optei por pedir a vossa ajuda. Amei umas mais que outras, mas todas elas têm aquilo que um homem procura em primeiro lugar. Olhem-nas bem, tirem-lhe as medidas e depois digam-me a qual devo dar a minha preferência. Estou nas vossas mãos!

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Eu turista me confesso!

No tempo em que ainda não existia a A25, nem tão pouco o IP5, era um bico de obra viajar do Porto para Viseu e, pior ainda, para a Guarda. Pouco antes do Natal de 1969, um ano e picos depois de ter saído da Marinha, apanhei um autocarro com destino a Paris para provar as delícias da emigração. Oito horas depois de sair da Póvoa estávamos em Vilar Formoso, mas não me perguntem que caminho tomámos, pois disso não guardo a mínima recordação.
Alguns anos mais tarde, já ao serviço da empresa para quem trabalhei até me reformar, tive que ir visitar as fábricas de Lanifícios na região da Serra da Estrela. O caminho que me aconselharam passava pela Mealhada, Mortágua, S. Comba Dão, Nelas e Seia, perto de seis horas de viagem bem cansativas. Saí de casa num domingo, depois do almoço, para lá ir pernoitar e começar a trabalhar ao toque da Alvorada. Ao passar em Albergaria-a-Velha, já saturado da lenta e habitual bicha de camiões na EN1 que ninguém conseguia ultrapassar, avistei uma placa que indicava, para a esquerda, S. Pedro do Sul e Viseu. Eu sabia da existência daquela estrada e também sabia que era má até dizer chega. Mas como tinha tempo de sobra e o diabinho da curiosidade sentado no meu ombro esquerdo a empurrar-me para ali, resolvi arriscar e ala, por aqui é que é o caminho.


Fez-se noite sem eu ter chegado a Viseu, mas não me afligi com isso. Come-se bem e bebe-se melhor por aquela zona das Beiras e abanquei para jantar num restaurante que me apareceu à borda da estrada. Um assado de vitela de Lafões, regado com um tinto de Penalva do Castelo, ficaram-me na memória até hoje. E depois do estômago (re)confortado com tão opíparo manjar, foram ainda mais duas horas de condução até atingir o dormitório onde tinha decidido descansar o esqueleto.
Esta manhã, sem nada que me prendesse em casa, agarrei-me ao computador e fui reviver essa famosa viagem, de forma virtual para não cansar as pernas nem gastar gasóleo que, embora esteja mais barato, ainda custa um pouco a pagar. A estrada em questão chama-se EN16, ou chamava-se, pois alguns troços já nem sequer existem. Ou foram abandonados e o mato tomou conta deles, ou foram incorporados em vias mais modernas e já ninguém se recorda como eram há 50 anos.


De Albergaria a S. Pedro do Sul, principalmente o primeiro troço, era de desconjuntar a coluna de um santo com tanto sobe e desce, curva  para um lado e contra-curva para o outro. Depois de chegar a Viseu, já o terreno é mais plano e dali até à ponte do Mondego, entre Nelas e Seia, é caminho fácil. Depois da ponte são já os contrafortes da Estrela e o terreno bastante acidentado e a estrada uma coisinha estreitinha que mal permitia o cruzamento de dois automóveis. Felizmente, nesse tempo, eles eram ainda muito poucos.
Na viagem de regresso e como turista que sou, resolvi seguir um caminho que também conheço em parte e que aproveitei para reavivar na minha memória, uma vez que já por ali não passo há mais de 15 anos. De Seia subi à Loriga e dali rumei a Vide, terra do recentemente falecido Almeida Santos. A caminho da Ponte das Três Entardas, passei por uma aldeia chamada «Aldeia das Dez» que deve o seu nome a dez mulheres que terão, em tempos muito antigos, descoberto um tesouro que continha um mistério tenebroso que não quiseram desvendar e decidiram parti-lo em dez partes, as quais separadas não tinham qualquer significado, e tomando cada uma a sua parte, partiram e nunca mais se encontraram até hoje.


Da Ponte das Três Entradas viajei até Vendas de Galizes, Tábua e Santa Comba Dão. Dali até à Mealhada foi um tirinho e pela A1 até casa é pouco mais de uma hora de condução. Mas cheguei feito num frangalho. Até de modo virtual, uma viagem desta natureza deixa uma pessoa com a língua de fora. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Malandrice!

No dia de hoje todos falam das eleições e do novo Presidente da República que os 50% do Povo Português elegeu. Os restantes 50% não quiseram dar-se ao trabalho de participar no acto e fizeram o papel dos "COLHÕES", na hora H ficaram de fora.
Mas isso, agora, já não interessa nada, a minha preocupação, hoje, é outra. Tem a ver com o futebol, com o FCP de Pinto da Costa (sempre o mesmo) e com o avançado do Marítimo que, ontem, abandonou o jogo ainda durante a primeira parte. Como é sabido, o presidente do Porto não dá ponto sem nó e a comunicação feita, esta manhã, pelo clube da Madeira prova isso mais uma vez. O Marega estava em negociações para se transferir para o Sporting e hoje acorda no Porto.
Isto é que vai aqui um cambalacho! Ninguém me tira da ideia que o avançado do Marítimo foi retirado do jogo para minimizar o risco de um mau resultado que deixaria o Porto em maus lençóis e seria de mau augúrio na estreia do novo treinador. Eu até posso estar enganado e a queixa muscular do maliano ser verdadeira, mas não consigo esquecer-me daquele velho ditado popular que diz assim:
- Cesteiro que faz um cesto faz um cento!

domingo, 24 de janeiro de 2016

E continua!

Há tantos anos que estávamos habituados a ouvir o Professor Marcelo, no seu comentário das noites domingueiras, que ninguém vai estranhar que continue a entreter-nos durante mais cinco anos, talvez dez. Nunca houve nada na vida que fosse tão fácil adivinhar como a vitória presidencial desta noite. Pelo menos foi o que a mim me pareceu.
E há outra coisa que os resultados destas eleições nos mostram com a maior clareza. Os candidatos patrocinados pelos partidos tiveram resultados que os deviam envergonhar e pensar em mudar de vida. E quando vejo o Tino de Rans a conseguir mais votos que alguns engenheiros e doutores, fico a pensar que este país deve estar a girar ao contrário. Mundo maluco, este da política.
Em sentido contrário ao que vinha seguindo desde o início da época, começa hoje o FCP de José Peseiro. Tantas dores de cabeça lhes tem dado o «Bicho da Madeira» que seria um desastre completo se hoje, na estreia do novo treinador, não tivessem conseguido derrotá-lo. Mesmo assim não se pode dizer que tenham feito um grande jogo. Vai ter muito que trabalhar o Peseiro. Sorte para o Benfica que tem assim uma coisa a menos com que se preocupar.
Por aquilo que se vê, continua tudo como dantes, no Quartel de Abrantes!
Venha de lá mais uma semana que já estamos prontos para ela!
E que seja melhor que aquela que passou!

sábado, 23 de janeiro de 2016

O Bicho, a Mauser e eu!

Eu sou o azarado que entrou mal neste ano de 2016. Ontem já tinha feito uma lista das coisas que deram para o torto, neste ano que mal começou, e já estou em condições de acrescentar mais uma. Depois do almoço fui buscar o meu carro para levar a mulher ao cemitério (levei-a, mas não a deixei lá) e encontrei-o com um guarda-lamas metido dentro. Algum azelha falhou a manobra e foi contra ele de marcha-atrás. Resta-me mandá-lo para o bate-chapas, pagar a conta e cara alegre.
Mas não foi disso que eu vim falar, vamos ao que interessa.
Como daqui a pouco vou ver o Benfica, pensei em criar esta mensagem em dois tempos. Primeiro, antes do jogo, assim como quem faz a antevisão daquilo que espera venha a acontecer e segundo, mais logo, quando já tiver vivido a experiência e souber o resultado. Não posso esquecer que foi o Arouca que nos deu o primeiro desgosto desta época e nos roubou os pontos que nos fazem falta agora para estar em primeiro lugar. Espero que o Rui Vitória monte a equipa de tal maneira que a desforra seja dura e farta. Assim espero.


Então, e que é que o Bicho e a Mauser tem a ver com isso? Calma, não se apressem que eu explico. O Sargento Bicho era o chefe do meu pelotão na recruta e a Mauser a espingarda que primeiro usei e com a qual jurei bandeira. Saber montá-la e desmontá-la, saber o seu peso, alcance de tiro e manejá-la correctamente era a nossa obrigação.
E uma das coisas mais chatas que o Bicho nos obrigou a repetir vezes sem conta foi o manejo da espingarda. Ao ombro, ... arma, gritava ele em frente da formatura. E depois, quando a coisa não saía a seu contento, comandava ele, por tempos, ... ao ombro, ... arma. E lá aguentávamos nós aquele martírio, uma vez e mais outra, debaixo de chuva ou sol inclemente. Sete tempos para mudar a arma do ombro esquerdo para o ombro direito e outros tantos para a fazer regressar à primeira posição.
Alguém se lembra ainda disto ou está todo o mundo noutra? A G3 veio muito depois disso, entregaram-me a primeira no Corpo de Marinheiros, em Outubro de 1962, e aprendemos a manejá-la em meia dúzia de sessões de infantaria. A sério, só em Moçambique, depois de lá chegarmos.
Ora bem, este foi o primeiro tempo, o segundo só depois do jogo e espero trazer boas notícias para terminar esta mensagem em beleza.
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Ora cá estou eu de volta!
Podia ter corrido melhor, o Benfica meteu 3 golos e perdeu outros tantos que bem podia ter metido também se os avançados não estivessem tão desastrados. Durante cerca de 2 horas o Benfica esteve em primeiro lugar na classificação, depois o Sporting fez aquilo que os seus adeptos queriam e ganhou também o jogo na Capital do Móvel pelo mesmo resultado. Assim continua tudo na mesma e só o Porto pode mudar isso amanhã. E da maneira que os "andrades" se tem dado com os madeirenses até pode ser que mude. Para pior!

23-01-1943


O Valdemar Marinheiro era um maluco por blogs, tinha montes deles. Uma vez perguntei-lhe como conseguia memorizar tantos endereços e as respectivas passwords para lá entrar. É muito fácil, respondeu-me ele, uso a minha data de nascimento como password e assim nunca esqueço.
Na fase inicial, os seus blogs eram um granel sem fim e ofereci-me para o ajudar a organizar aquilo. E é claro que digitei tantas vezes a tal password que nunca mais a esqueci - 23011943 - os dígitos que compõem a sua data de nascimento, hoje.
Se fosse vivo, completaria hoje 73 anos e com toda a certeza me telefonaria para eu lhe dar os parabéns. Ele era assim, não esperava que as coisas acontecessem, fazia-as acontecer. Agora repousa debaixo daquela camélia, no cemitério de Nogueira da Regedoura, local que escolheu previamente para ser sepultado, e não tem hipótese de me telefonar. Mas não é preciso, eu lembrei-me na mesma e aproveito para lhe dar os parabéns por mais um ano que passa na nossa companhia, pois nas minhas recordações ele continua tão vivo como sempre!

Bom fim de semana!

Desde que começou o ano só tenho tido chatices. Instalação eléctrica a causar problemas, com avaria de electrodomésticos e tudo o mais. Sistema de aquecimento central a "mijar-se" todo sem qualquer justificação plausível, o picheleiro anda de cabeça perdida e só deita a culpa ao material. A artrose dói mais que nunca e até este blog me pôs a cabeça em água para funcionar como deve ser. Só faltava a PSP vir implicar com o estacionamento da viatura.
O melhor é não ligar muito a isso e pensar como um verdadeiro optimista que diz:
- Atrás deste tempo outro tempo virá e melhor que este será!
Vamos gozar um bom fim de semana, assistir a mais um jogo do Glorioso, ver se o JJ e o Peseiro se desenrascam com as respectivas equipas que é para isso que lhes pagam.
E para terminar, vamos à Chicha Boa que é a única coisa que nos mantém a moral "ao alto". Com os meus desejos de um bom fim de semana para todos!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Exorbitâncias!


A PSP decidiu que na minha rua ninguém pode estacionar e passou multas a toda a gente. Há quase dois anos que ali deixo o meu carro estacionado, assim como todos os meus vizinhos, e nunca ouvi dizer que fosse proibido, nem existe qualquer sinalização nesse sentido.
Fui pedir explicações ao agente que me passou a multa e respondeu-me que há risco de acidentes e por essa razão as duas pistas de rodagem devem ficar completamente livres. Disse-me ele que a sinalização não é necessária nestes casos.
Não percebi patavina das explicações que me deu.
Acho uma tremenda exorbitância aquilo que a PSP fez!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

O Pânico e o Terror!

No desempenho das minhas funções, na empresa onde trabalhei a maior parte da minha vida, quase toda desde que saí da Marinha, conheci pessoas, cujas histórias dariam para escrever um livro. Não sei que título lhe daria, talvez «Os Cromos da Minha Caderneta» fosse uma boa escolha.
Pensei nisto ao ler as notícias da Bolsa de Paris que sigo com a maior atenção, por causa das minhas economias que tenho por aí investidas. E porquê? Porque as notícias são tudo menos animadoras. Desde o princípio do ano, as perdas já ultrapassam os 10%, mas algumas das principais empresas cotadas na Bolsa perderam muito mais que isso. Basta tomar como exemplo a Shell que passou de 25€ para cerca de 17€, perdendo um terço do seu valor. Os 9.000€ que investi nela só valem 6.000€. Se eu fosse um magnata e tivesse investido 30 milhões, teria já perdido 10 desses 30. E diz-se que o petróleo vai continuar a descer.
O Banco Santander Totta (aquele que ficou com o Banif) é outro bom exemplo do grande risco que representa um investimento na Bolsa. Um banco de tamanho monumental e com contas sólidas, como afirmam todos os analistas, cai em cerca de 5 meses de 5.50€ para 3.75€, mais de 30%.
E agora regresso à Minha Caderneta de Cromos para vos falar de um vendedor que tinha por hábito visitar-me todas as semanas e escolhia o dia de sexta-feira, mesmo ao fim do dia, porque morando em Vila do Conde, dali seguia directo para casa quando acabava a conversa comigo. Raramente tínhamos algum negócio a discutir, pois a empresa onde trabalhava estava no último suspiro e a minha fugia dela a sete pés para evitar problemas.
Depois da pergunta da praxe - então como vão os negócios, há alguma coisa para mim? - e da minha já habitual resposta - não, infelizmente não, o negócio anda pelas ruas da amargura - vinha a meia-hora de conversa jogada fora que encerrava o seu dia de trabalho, onde havia sempre lugar para uma anedota. Isso já era tão habitual que às vezes, quando chegava e me apertava a mão, em vez de dizer - olá, como estás - dizia - a de hoje é muita boa, de escangalhar a rir.
Numa dessas célebres sextas-feiras, entrou logo a matar e, ainda apertando-me a mão, disparou:
- Sabes qual é a diferença entre pânico e terror?
- Não, respondi eu, sem me dar ao trabalho de pensar muito na coisa.
- Pânico, disse ele, é a primeira vez que não consegues dar a segunda. E terror é a segunda vez em que não consegues dar a primeira.
Pois, meus caros amigos, foi nisso que eu pensei de imediato, quando comecei a ler as notícias emitidas pelos analistas da Bolsa de Paris. O pânico foi na semana passada com as cotações a descer todos os dias, hoje é o terror pela quase certeza que as coisas não vão melhorar. Abaixo deixo-vos uma pequena notícia (mesmo em francês para vos obrigar a puxar pela cabeça), onde se pode ver a preocupação que domina os mercados.
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L'exercice risque d'être difficile pour la BCE aujourd'hui. «Les récentes secousses sur les marchés financiers, les craintes que les prix du pétrole puissent ralentir l'économie mondiale plutôt que de la dynamiser, et les inquiétudes autour de la Chine et des marchés émergents ont alimenté les spéculations autour d'une nouvelle action», de la Banque centrale européenne (BCE), souligne Carsten Brzeski, économiste chez ING.
Mercredi, tous ces facteurs ont à nouveau pesé sur les Bourses européennes, Francfort abandonnant 2,82%, Paris 3,45% et Londres 3,46%.
En ce qui concerne l'économie réelle, ajoute M. Brzeski, «la zone euro semble toutefois être préservée de cette tempête pour le moment (...), nous pensons que la BCE va garder en réserve les munitions qu'il lui reste, du moins pour cette semaine».

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Os Vendilhões!

Em continuação da mensagem anterior, deixo aqui os nomes dos assinantes do Acordo de Lusaka. À esquerda, a assinatura do comprador e à direita as dos vendedores. Serve apenas para lembrar a quem devemos apontar o dedo, quando se fala de descolonização desastrosa.


Os «Tinhosos»!

Agora só se fala nos espoliados do BES e do BANIF, sem esquecer os do BPN que foram os primeiros a sofrer as consequências do descalabro político/financeiro/bancário acontecido neste desgraçado país. Mas todos já se esqueceram dos espoliados do Ultramar Português, aqueles que a seguir à revolução dos cravos tiveram que abandonar as ex-colónias deixando lá tudo o que ao longo de gerações tinham conseguido amealhar. Esses não perderam milhões, perderam tudo o que tinham.
A morte de Almeida Santos torna este assunto actual de novo. Ele também foi um retornado de Moçambique. Uma parte dos retornados ficaram conhecidos pela alcunha de «tinhosos» por dizerem que no Ultramar tinham isto e mais aquilo, o que em muitos casos não passava de gabarolice. Por aquilo que ouvi contar, pois escrito não o vi em lado nenhum, o agora falecido Presidente Honorário do PS era um verdadeiro tinhoso. Nos 22 anos que viveu em Lourenço Marques juntou fortuna e não me consta que tenha vindo embora abandonando tudo o que tinha.
Ele era tu cá tu lá com os frelimistas e o tempo que medeia entre o 25 de Abril de 74 e o seu regresso à Metrópole foi de intenso contacto com Samora Machel e Joaquim Chissano. Se não fosse a posição de subserviência da Frelimo a Moscovo e a consequente pressão para correr com todos os portugueses, talvez Almeida Santos acabasse por ser convidado a fazer parte do 1º Governo de Moçambique e possibilitasse uma descolonização pacífica mantendo a economia do país a funcionar.
Com o Samora a forçar a barra, pressionado pelos comunas, e um Mário Soares empurrado pelos esquerdistas do Movimento das Forças Armadas, tudo ajudava a que as coisas em Moçambique acabassem mal. Um mau Acordo de Lusaka e uma execução ainda pior.
Almeida Santos podia ter lutado contra Mário Soares, juntando-se a Machel e Chissano, para evitar o desastre que acabou por acontecer. Há momentos na vida que um homem tem que optar por aquilo que lhe parece mais certo, ou que mais lhe convém. Nessa altura ele optou por juntar-se ao Marocas e ficar na História de Portugal como um dos responsáveis pela desastrosa descolonização que aconteceu em todas as ex-colónias portuguesas. Ele sabia-o e nunca o negou.

Pequeno excerto da entrevista dada pelo Alferes Costa Monteiro ao «Diabo».

«Os verdadeiros traidores»

Fica claro das suas palavras que os militares portugueses estacionados em Omar e que o senhor comandava não foram traidores.
Nós, os militares portugueses em momento nenhum fomos traidores. Traição houve por parte do poder político português da altura, no quadro da trágica descolonização das ex-províncias ultramarinas.
Quer referir os nomes?
Mário Soares, Almeida Santos, Melo Antunes e Otelo Saraiva de Carvalho, entre outros. Estes é que são os grandes e verdadeiros traidores da Pátria portuguesa.
O que é que acha que Almeida Santos procura com o livro que escreveu?
A meu ver procura encontrar bodes expiatórios, procura sacudir a água do capote, eximir-se às muitas responsabilidades que teve.
Ainda por cima recorrendo a mentiras...

Ai a cara que ele fez!!!!


Não posso ir para a cama sem me rir mais um bocado.
O Jesus ganhou a Supertaça ao Benfica e falou, falou, falou!
Ganhou de novo ao Benfica para o campeonato e falou o que quis e lhe apeteceu!
Depois eliminou o Benfica da Taça e voltou a falar e dizer que punha o Rui Vitória assim deste tamanhinho (estou a vê-lo a mostrar  o polegar e o indicador separados por dois ou três centímetros), parecia um sapo todo inchado de orgulho com tantas vitórias conseguidas contra o clube que lhe tinha dado tudo, a começar pela fama, nos últimos seis anos.
Mas, infelizmente, chegou o momento de começar a perder e a sua voz foi-se tornando cada vez mais fininha, mais tremidinha, mais hesitante nas afirmações bombásticas que tanto prazer lhe deram nas primeiras jornadas deste campeonato. Quando foi eliminado da Taça de Portugal quase ficou mudo. E hoje, depois de perder por 2 bolas a zero, em Portimão, a sua cara até me meteu dó. Só lhe faltou ajoelhar e pôr a mão na testa, como fez, há uns anos, no Dragão.
As provas europeias foram-se, a Taça de Portugal, foi-se, a Taça da Liga está praticamente perdida também e no campeonato vai 2 pontinhos à frente, mas não sei quanto tempo isso vai durar. Águias e dragões perseguem-no com vontade de lhe ferrar o dente nas canelas e não vai demorar muito que o consigam.
Corre o risco de não ganhar nada, este ano, a não ser dores de cabeça. E eu vou rir-me como um perdido cada vez que vir aquela cara de desmoralizado que ele fez hoje, quando o Portimonense fez o segundo golo.
O último a rir é o que ri melhor, diz o ditado e eu quero rir todos os dias até ao fim de Maio, à custa dos Leões e do seu trai(na)dor!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O bicho peçonhento!

A ex-presidente do PS e actual candidata às eleições presidenciais, Maria de Belém Roseira, disse, hoje, que o Mundo não fica igual quando pessoas como António Almeida Santos morrem, enaltecendo a sabedoria e inteligência do "amigo".


Contrariamente à candidata a ocupar o lugar de Cavaco Silva, eu tenho uma opinião muito negativa do histórico do PS e (segundo eu) pai de muitos dos problemas de que enferma a nossa democracia. Desde a malfadada descolonização, passando pela Assembleia da República e pelo Largo do Rato, ele e o seu velho amigo Marocas guardam segredos nunca desvendados que fariam a alegria de muitos jornalistas deste país.
Por essa razão, num dia como este, em que ele fechou os olhos para sempre, só me apetece dizer:
- Morreu o bicho, acabou a peçonha!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O Carocha, a regueifa e os gases!

(Da Wikipédia)
O termo "Volkswagen" foi cunhado por volta de 1924 pelo engenheiro alemão-judeu Josef Ganz, que lutava para modernizar a indústria automobilística alemã, publicando as suas ideias de introduzir suspensões independentes com semi-eixos oscilantes, baixo centro de gravidade e chassis com tubo central num automóvel popular que custasse o mesmo que uma motocicleta. Em 1933, Adolf Hitler visita o Salão Internacional do Automóvel de Berlim e vê no Volkswagen, uma forma eficiente de propaganda nazista, e passa a defender a ideia de carro do povo como se fosse sua.

O azar do Ganz foi ser judeu e em três tempos o nosso amigo Adolf livrou-se dele ficando-lhe com as ideias e o lucro do negócio. É assim, a maior parte das vezes, no mundo real, um tem as ideias e há sempre um outro, o espertinho, que arranja maneira de lucrar com elas.
Vem isto a propósito da falcatrua feita pela Volkswagen, injectando um programinha malicioso no software dos automóveis modernos para enganar quem fosse medir a emissão de gases. Isso não seria possível no tempo do judeu Josef, pois tudo o que ele inventou era puramente mecânico e de computadores ninguém sabia ainda a ponta de um corno.
Uma empresa do tamanho da Volkswagen que é detentora de marcas conceituadíssimas como Bentley, Lamborghini, Porshe ou Audi e gera lucros fabulosos para os seus accionistas, não precisava de se meter numa trafulhice destas. Mas o facto é que o fez e agora vai ter que pagar as vacas ao dono, vai ficar-lhe cara a brincadeira.
E, por aquilo que podeis ver na imagem que aqui vos deixo, os humoristas, cartoonistas e outros que vivem a fazer rir o próximo, também aproveitaram a ideia para disso tirar algum lucro. O meu lucro foi uma boa risada quando recebi esta imagem no mail.
Muito bom dia e riam-se também para desopilar o fígado!!!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Assim está bem!

Terminado que está o fim de semana futebolístico temos:
O Sporting em 1º lugar com 45 pontos
O Benfica em 2º lugar com 43 pontos
O Porto em 3º lugar com 40 pontos
Ainda agora começou a segunda volta e há muito campeonato pela frente, mas sinto-me mais confiante agora. Talvez não esteja ainda tudo perdido!

Uff, conseguimos!

Mas doeu um bocado!
Começar o jogo a perder é sempre um problema. Ficamos a pensar que a equipa pode não conseguir dar a volta ao resultado, especialmente se estiver num dia não, e sair dali de trombas depois do apito final. E, pelo que a mim me pareceu, os jogadores, ontem, estavam "muitíssimo pouco" inspirados. Parecia mais um jogo entre estudantes, na hora do recreio, do que um jogo a sério disputado a pensar no título de campeão. No mínimo havia sempre dez jogadores em volta da bola e ela esbarrava sempre nas pernas de alguém, fazendo com que todos os passes saíssem errados.


O Raúl Jimenez alinhou de início, mas ao intervalo teve que ser substituído, pois não deu uma para a caixa. Foi o velho grego da pera de chibo que teve que vir resolver o imbróglio. Nem o Jonas, nem o Carcella estiveram inspirados e o Pizzi entrou em campo com a alça de pontaria muito levantada. Bola onde ele metesse o pé ia parar à bancada pela certa. Estava tudo tão torto, ontem, que até o jovem fenómeno Renato nos fez esquecer como tinha jogado bem nos jogos anteriores, de tal modo jogou sem acertar um passe ou encontrar o caminho da baliza.
Enfim, uma bela de uma dor de cabeça para um sábado à noite. Felizmente saímos da Amoreira com os três pontinhos no bolso e assim ficamos em condições de pôr os nervos do JJ em franja, sempre em risco de perder o primeiro lugar, onde ele gosta tanto de estar. Essa é que é essa!

sábado, 16 de janeiro de 2016

O Juíz sou eu!


«O senhor Vítor Pereira já ultrapassou os limites do ridículo. Posso ter sido expulso, mas não fui eu que cometi um erro tão infantil como o que foi cometido aqui hoje", disse Bruno de Carvalho, na zona mista do Estádio José Alvalade, contestando o lance da expulsão do guarda-redes Rui Patrício, aos 29 minutos, que permitiu aos tondelenses inaugurarem o marcador, na conversão da correspondente grande penalidade»

Há quem defenda que o Rui Patrício não devia ter visto cartão vermelho, nem tão pouco ser assinalado o penalty. Eu, muito pelo contrário, defendo que o árbitro decidiu muito bem. E não é apenas pelo jeito que me dá o Sporting ter perdido os dois pontinhos que encurtam a distância que o separa do Benfica, mas porque acho que o Patrício cometeu uma falta e grave.
Ele que já é puta velha e sabida, quando saíu aos pés do avançado do Tondela, foi com o pé direito à bola (facto que dá direito ao JJ a dizer que ele tocou na bola) e com os pitons da chuteira esquerda direitinho ao tornozelo do avançado. Até podia nem lhe ter tocado, mas é a intenção que conta. E se lhe tocasse em cheio podia ter-lhe partido a perna.
A isso chama-se jogo perigoso e numa situação frontal à baliza, de golo eminente, só podia ser essa a decisão do árbitro. O Luis Ferreira tem o meu apoio total, por muito que isso doa ao Bruno de Carvalho, o qual vai, com toda a certeza, ser castigado pelos seus actos e palavras proferidas.

Amanhã temos que ganhar!

O Jesus já não conheceu o Petit como jogador do Benfica. Quando lá chegou, em 2009, já o Petit se amandara para França para tentar rechear a sua conta bancária, antes de arrumar as botas. Mas hoje tropeçou nele, em Alvalade, como treinador do Tondela e sofreu um pequeno desgosto que lhe vai ficar atravessado na garganta, enquanto dele se lembrar.
Nós, os benfiquistas, só temos que ganhar o jogo de amanhã para ficar a morder os calcanhares ao Sporting e espero bem que o consigamos fazer. Atrás de nós vem o FCP, sem o Flopetegui, mas nisso não quero pensar agora. Estou confiante e bem disposto e por isso vou oferecer-vos uma prenda para o fim de semana, para vos aquecer e proteger do frio que aí vem.

Tira a mãozinha daí!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mueda - Mais testemunhos!


Os contornos do massacre de Mueda permanecem incertos, tal como o número de vítimas atingidas pelo fogo das tropas portuguesa, de 14 a 600, segundo versões oficiais dos dois lados, após conversações entre emissários moçambicanos provenientes da Tanzânia e a administração portuguesa, sobre a exploração praticada nos salários e comercialização de produtos agrícolas e das liberdades que eram negadas à população local.
A expetativa sobre as negociações de dois destes emissários, Mathias Shibiliti e Faustino Vanomba, levou milhares de pessoas do planalto de Macondes àquele largo de Mueda, com a expetativa de que a independência de Moçambique, ou pelo menos daquela região, começaria naquela tarde. Mas o que viram foi o governador de Porto Amélia (atual Pemba), Garcia Soares, dar ordem de prisão aos dois nacionalistas.
A prisão de Shibiliti e Vanomba causou uma revolta dos populares e em todos os cantos ouvia-se uma pergunta a que ninguém poderia responder:
- Afinal viemos para ouvir o que Shibiliti veio dizer ao governador, ou para assistir a pessoas a serem algemadas?
Seguiu-se um coro de gritos, junto do carro, já de motor ligado para levar os dois presos:
- Daqui eles não vão sair!
Havia um cidadão moçambicano, que era catequista, e tinha escondido uma faca numa mochila de pele de gazela e queria esfaquear o governador que vinha de Porto Amélia. A primeira pessoa a levar o tiro foi ele, relata William André, guia do Museu, que mantém a versão de que as tropas abriram fogo por instrução do próprio governador.

Mueda - Testemunhos!

Declarações de uma testemunha que parece confirmar aquilo que publiquei na mensagem anterior:

Daniel Muilundo
(Aldeia Comunal de Mualela, Palma, Cabo Delgado, 21 de Julho de 1981)

Fui a Mueda assistir às conversações entre o governo colonial e o Faustino [Vanomba]. Saí no dia 15 de Junho de Mualela para Imbuhu e pernoitei lá. No dia 16 cheguei a Mueda. Quando lá cheguei as pessoas já se encontravam concentradas. Havia homens, mulheres e algumas crianças. Muitas pessoas estavam bem vestidas. Havia pessoas de diversas raças: indianos, brancos e pretos. Momentos depois os colonialistas içaram quatro bandeiras. O administrador de Mueda pediu à população que fosse participar no içar das bandeiras. Mas a população negou-se a içar [a bandeira] dizendo que tinham ido lá para ouvir as palavras do Faustino [Vanomba] e do Kibiriti [Divane]. O Kibiriti e o Faustino estavam de baixo de uma mangueira.
Informaram-nos que o governador só chegaria às 15 horas, mas quando chegou às 15 horas o governador saiu de casa do administrador. O governador escolheu dois padres da Missão de Imbuhu, um indiano conhecido por "China" e também os régulos para se concentrarem na varanda da secretaria [da administração]. O governador ordenou a um dos padres que abençoasse o grupo do Faustino ao mesmo tempo que o pretendia matar! Um soldado saiu para fora e explicou ao povo que o Kibiriti seria morto porque cometeu um erro.
Depois, o governador chamou-os individualmente lá para dentro. Porém, não conseguiram matá-lo [ao Kibiriti] e em seguida chamaram o Faustino Vanomba e tudo se repetiu porque ele não morreu. Os dois saíram amarrados para o carro e nós apanhámos o carro e dissemos que "esse carro não vai avançar. Fizeram isto com os do primeiro grupo, da Modesta, mas hoje isso não vai acontecer". Foi neste momento que a população reclamou, começando a atirar pedras. Então o governador mandou abrir o fogo. Como os soldados estavam próximos da administração, abriram fogo e mataram um dos meus conhecidos, de nome Kanjigwili, natural de Mueda. Quando isto aconteceu fugimos e eu esqueci-me lá da minha bicicleta. Fiquei durante algum tempo [na aldeia de Mpeme] e voltei mais tarde para ir buscar a bicicleta. Quando lá cheguei vi por volta de 17 pessoas mortas.
Depois do massacre andavam os cipaios de casa em casa a recolher as nossas armas e a mandarem-nos depois para Nangade, para registo das armas. O Faustino e o Kibiriti foram levados para Pemba.

Mueda - As verdades e as Mentiras!

Ao fim de quase 56 anos será muito difícil deslindar a história que cada um, naquela época, escreveu do modo que lhe dava mais jeito. A Frelimo nem existia ainda, mas quando pegou no assunto, anos mais tarde, convinha-lhe que os mortos fossem às centenas para denegrir tanto quanto possível a imagem dos colonizadores portugueses. Aos portugueses convinha que o caso passasse despercebido, aos olhos dos observadores internacionais que estavam de olho naquilo que Salazar fazia em África, e por isso uma dúzia de mortos já seria mais que suficiente. A fotografia que acompanha a minha mensagem de ontem, onde se vê uma dúzia de corpos caídos, se calhar, é a melhor prova de que a "tremenda mortandade" não passou disso mesmo, cerca de uma dúzia de mortos.
Entre ontem e hoje já levo umas boas 6 horas de leitura e interpretação de documentos ligados a este assunto e parece-me poder dar crédito a um moçambicano que deixou estes comentários no blog «Moçambique Terra Queimada». Vários comentadores, com opiniões diferentes e tendências politicas mais diferentes ainda, se debruçaram sobre o assunto e ao transcrever para aqui este bocadinho, eu acredito que pesquei o que de mais interessante havia no documento.


Segundo Adelino Gwambe:
Numa carta enviada à ONU, foi colocado o número de 36. Ora, à partida, esse número seria exagerado para impressionar a comunidade internacional, por questões de propaganda. A probabilidade é serem menos mortos. 
Segundo dois relatórios do exército português, um fala de 13 e outro de 14. Mas aqui também entra a questão de propaganda, para minimizar a carnificina. Erro seria confiar nos dados fornecidos pelo próprio assassino. O regime minimizou o sucedido, como reportou o Notícias de 18 de Junho e o Século de 19 de Junho de 1960 quando escreveram que:
«Durante uma banja (reunião tradicional de indígenas por convocação da autoridade administrativa), realizada em Mueda, distrito de Cabo Delgado, no dia 16 , agitadores vindos do Tanganhica apedrejaram o edifício da administração e tentaram perturbar a reunião. A força pública interveio imediatamente e obrigou a retirar os intrusos, alguns dos quais foram agredidos pelos indígenas portugueses».
Segundo Felix Joaquim, o homem que, tal como Daudo Atupali, substituiu Kibiriti quando este foi preso nesta data, numa carta dirigida ao chefe do Governo Russo, falou de mais de cem mortos, 
Chipande (que dispensa a apresentação), um dos sobreviventes falou de mais de 500 mortos, num relato que Eduardo Mondlane colocou no Lutar por Moçambique. 
Parece-me ser Yussuf Adam (não tenho a certeza) fala de 17, baseando-se na tradição oral, feita na década de 90 (1993? ou antes), tempo suficiente para muitas testemunhas terem perecido.
Do conhecimento geral, o dia 16 de Junho foi o culminar das mortes que vinham acontecendo desde Janeiro. Por enquanto deixo aqui uma parte da Carta de Adelino Gwambe, que me referi acima, onde faz referência das mortes anteriores a 16.
Quando Gwambe escreveu a carta para a ONU e após a mesma ter sido interceptada pela PIDE, o governo de Lisboa pediu esclarecimento ao governo de Lourenço Marques sobre o que tinha acontecido em Mueda, a fim de saber defender-se na máxima «orgulhosamente sós» na Assembleia das Nações Unidade. O relatório foi, na essência, manipulado mas deixa luz sobre os antecedentes. Resumindo:
Em 18 de Fevereiro de 1960, Faustino Pereira Cesteiro Vanombe, o então presidente da Sociedade dos Africanos de Moçambique, visitou Cabo Delgado, tendo realizado diversas reuniões secretas com alguns locais. Três dias depois, foi chamado à sede da circunscrição e lá disse que queria tratar do regresso dos Macondes da Tanzania para Moçambique.
Em 23 de Fevereiro, foi mandado para regressar a aguardar pela decisão do seu pedido. Em 22 de Março, um mês depois, pela ausência de qualquer reacção de Lourenço Marques, Tiago Mula Mulombe, presidente da Tanganyika Moçambique Maconde Union, foi a Mueda para saber como é que foram acolhidas as questões de Vanombe pelas autoridades portuguesas . Pediu apoio do regime para regresso dos Macondes do Tanganyika. Foi preso, interrogado e enviado a Pemba.
Em 27 de Abril, Simão Nchucha, Lazima Ndalama, Simone Chambumba, Modesta Yosuf (rapariga de 21 anos de idade), Mariano Tumianeto, Cosmo Paulo e Titico Funde, que haviam sido aliciados em Fevereiro por Vanombe, disseram que queriam instalar a sua organização em Mueda. Foram presos e enviados para Porto Amélia (Pemba).
Em 13 de Junho, apresentaram-se em Mueda, Faustino Vanombe e Quibiriti Divane, acompanhados por uns 300 populares. Até ao final do dia, o número da população aumentou para 500. Exigiam a libertação dos presos e Quibirite disse que queria passar a residir em Mueda. Mas não foi atendido.
A 14 de Junho, regressou com cerca de mil populares que expuseram algumas das suas reivindicações. A Resposta do administrador foi que o Governador visitaria Mueda no dia 16 e que, por isso, uma ocasião para exporem as suas preocupações. Os populares concordaram.
No dia 16 já eram mais de 5000 acompanhantes de Quibiriti. Na cerimónia do içar da bandeira, a maioria ficou indiferente, sentada e com chapéus sobre as cabeças. Inconformado o governador, mandou repetir a cerimónia e no fim, chamou para a secretaria Vanombe e Quibirite bem como outros que nos dias 13 e 14 se havia revelado cabecilhas. Pouco depois, o Governador anunciou a detenção daqueles dois e foram algemados na varanda da secretaria, à vista da multidão.
O povo gritou pela libertação daqueles. Quando o governador quis sair, foi apedrejado e teve que regressar para a secretaria. No momento em que um indígena tentava apunhalar o Governador, ouviu-se um tiro. Chegou, em seguida, um pelotão de infantaria que, secundando os cipaios, pôs os amotinados em debandada.

E num segundo comentário, acrescentou:
Segundo os autos de Lourenço Marques, em relação aos condenados, todos os 10 ligados aos tumultos de Mueda receberam 5 anos de prisão, em 16 de Agosto de 1961. Uma vez cumpridas as penas, não podiam regressar as suas zonas de origem. Assim sendo, foram aplicadas as seguintes penas:
Simão Nchucha devia fixar residência em Lourenço Marques, numa aldeia afastada da cidade.
Simone Chmchumba e Titicó Fumbe deviam ir para Inhambane, em localidades afastadas entre si.
Lazima Dalama e Cosmo Paulo, deviam fixar residência em Gaza também afastados um do outro.
Mariano Tumianeto e Madesta Yosuf (única mulher do grupo, com 22 anos), deviam ir para o distrito de Manica e Sofala, separados entre si.
Quibirite devia ir para Inhambane, Vanome para Govuro, e Tiago para Gaza.
Vale a pena ressaltar que quase todos os presos morriam antes de cumprirem as referidas penas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Olé, olá!

O meu dia de hoje foi mais de ler que escrever, por conseguinte não se admirem de só agora aqui chegar e, ainda por cima, ter pouco que dizer.
Ao meu pedido de localização dos visitantes, com excepção do Moisés, parece-me estar tudo correcto. E no caso do Moisés recebo os comentários e sei que ele lê o que escrevo. Além disso o repetidor de sinal de Corroios e do Seixal é activado muitas vezes e algum deles o apanha, com certeza. Da próxima vez que fizer um comentário eu confirmo e dou-lhe o nome do local que aparece no Feedjit.
Acontece ainda uma outra coisa que vos vou pedir que confirmem. É o seguinte:
Quando abro o blog, sem estar identificado com o meu nome de utilizador da Google, o calendário que aparece na coluna da esquerda, assim como o controlador de visitas «Feedjit» que aparece na coluna da direita, não abre, não se vê nada. E logo que entro na minha conta Google abrem de imediato.
Gostava de saber como reage quando são vocês a aceder. Abre, não abre, abre às vezes. É que se aquilo não cumpre a tarefa para que foi inventado, mando-o às urtigas e acabou-se.
Nas minhas leituras de hoje, entre outras coisas, andei à procura de documentos sobre o chamado «Massacre de Mueda», ocorrido no dia 16 de Junho de 1960, em Moçambique. Não conhecia a história e também não encontrei nada muito concludente a esse respeito. Nunca tinha ouvido falar de qualquer acção militar, antes de 1964, e parece não haver consenso sobre as alegadas 600 vítimas entre a população indígena. Para além do mais, nenhum dos nomes que aparece nos documentos que li me é familiar, o que acho estranho.
Como neste blog se abordam temas ligados a Moçambique, gostava de desenvolver o assunto. Se algum de vocês, meus atentos leitores, souber onde posso encontrar informação sobre isto, p.f. deixe um comentário a respeito.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Que grande trabalheira!

Nestes primeiros 13 dias do Ano Novo tenho dedicado mais tempo a este blog, filho acabado de nascer obriga a outros cuidados, e deixado os (muitos) outros à seca. Por vezes penso que devia dedicar-me apenas a um e esquecer os outros, mas não posso.
No Sapo é um blog exclusivamente familiar e obedece a outras regras. Ninguém o lê, à excepção dos meus irmãos e sobrinhos, mas isso pouco me importa. Aquilo é uma espécie de registo de ocorrências familiares, uma espécie de sebenta em que guardo os apontamentos que não quero esquecer.
No Wordpress, uma das minhas primeiras experiências na blogosfera, vou escrevinhando qualquer coisa, quando me lembra, para o manter vivo. Por acaso, hoje, deixei lá um pensamento que me ocorreu por causa das palavras do Dr. Vitor Bento ditas no programa de economia da TVI24, ontem à noite.
No Blogger tenho uma dúzia que vocês conhecem através dos links colocados na barra lateral deste e de cada um dos outros e ainda mais dois que são especialmente dedicados às gentes da minha terra natal e que não publicito.
No meio de tanta coisa alguém terá de ficar mal servido, mas não se aceitam reclamações. Ontem, reparei que um dos esquecidos, durante todo o ano de 2015, foi o «Hora da Poesia» onde eu depositava alguns dos poemas que encontrava nos blogs e que me atraíam a atenção. Para lhe dar vida, neste ano de 2016, vou copiar e colar lá um dos poemas de "Edumanes", só falta escolhê-lo.
Tenho dito!
E vou pregar para outra freguesia!
P.S. - No futebol joga-se, hoje, para a Taça de Portugal. O Benfica joga com o Sporting para disputar o último e penúltimo lugar! Vai lá vai!

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Grande rebaldaria!

As aplicações das colunas laterais ora funcionam, ora deixam de funcionar! Já não sei se sou eu que estou a ficar vesgo, se a qualidade da minha internet deixa muito a desejar, ou se há outro culpado que não conheço.
Isto parece a guerra da Síria, desde que começou rebentam com tudo e ninguém é capaz de a parar. Parece-me que o melhor é esquecer isto por uns tempos e talvez tudo volte ao normal. Vou dar uma volta pelas redondezas e amanhã volto.


Tem uns olhos lindos, não tem?

A morena!


A história da morena nasceu apenas pela simples razão de testar o que eu estava a tentar fazer com a formatação deste blog. Tal como ela também eu não consegui excitar o malfadado Blogger e obrigá-lo a fazer o que eu queria.
Mas uma vez começada a história, mais vale que a acabe, pois pode haver gente à espera de saber o que aconteceu naquele comboio que resfolegava a caminho da Beira-Baixa. Os dois rapazes continuaram a sua viagem, sabe Deus até onde, mas a morena saltou do comboio, na estação de Constância, e foi à sua vida.
Logo que o comboio retomou a marcha, o "trolha" virou-se para o seu companheiro de viagem e gritou-lhe:
- Mas você é gay ou quê? A rapariga a abrir-se toda e você nada? Eu já estava com uma tusa que era capaz de f**** uma mosca!
O tal bem posto e perfumado rapaz que até àquela altura não emitira um som, levantou-se e girando à volta do seu parceiro de viagem, disse:
- Zzzzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzzz Zzzzzzzzzzz!

Ainda a apanhar bonés!

Carreguei o contador de visitas da Feedjit (o grátis que é uma boa merda), já o vi a funcionar, mas agora apagou-se. Vou esperar que vocês apareçam por aqui para ver como ele reage. Talvez nem saiba onde fica a Póvoa de Santa Iria, a Figueira ou o Barreiro e então de pouco valerá.
E mais umas imagens na coluna da direita só para compor a fotografia. Depois tentarei melhorar a coisa.

Em fogo me consumi!

Na Europa fica o nosso Portugal
Na África fica a República do Togo
Quando lhe mexo nada fica igual
Estou rodeado de um mar de fogo!

Copiar o que vale a pena!

Nas minhas pesquisas sobre a ponte de Chaves, apareceu-me uma muito semelhante que me levou a pensar que o nosso Eng. Barbosa Carmona devia ser um homem muito viajado, pois desenhou a ponte como gémea da que foi construída, em 1923, sobre o rio Potomac, na cidade americana de Washington. Olhem para a fotografia e digam-me se não tenho razão.


Não gosto muito ...!

... mas por agora fica assim!
Não tenho paciência para mais. Trabalhei mais de uma hora a acertar o Mexe-Mexe e depois copiei para aqui, mas há coisas que o bicho não me deixa mudar, a começar pela cor da letra das hiperligações que assim ficam um tanto ou quanto diluídas no fundo.
Entretanto descobri que a maneira de ter a foto devidamente centrada no cabeçalho é redimensioná-la com a mesma largura do blog. Neste caso a largura total é 1080 e a foto é 1080x240. Sabendo isto de início já é meio caminho andado.
A porra é que cada vez que se escolhe um modelo diferente se estraga todo o resto. E se mudas a cor dos fundos (como eu fiz) e não consegues ajustar as cores das outras coisas, fica uma bela salada.
Vou incluir aqui uma fotografia da ponte nova de Chaves sobre o rio Tâmega, pois a Elvira, ontem, deixou-me com a pulga atrás da orelha, quando me disse que a ponte dela ficava muito longe de Amarante. Ora eu conheço o percurso do rio Tâmega, desde a nascente até à foz e fiquei curioso por não reconhecer aquela ponte, a do Sexta-Feira. Devo ter passado por cima dela, pelo menos, umas cem vezes, mas ao passar por cima só se vê o asfalto e pouco mais, razão pela qual a não reconheci. E vi-me obrigado a ir perguntar ao Google se aquela era a ponte de Chaves. Ele disse-me que sim, mas a nova que a romana é muito diferente e menos bonita que esta esta. Nova é como quem diz, pois já foi construída em 1949, pelo adjunto do Eng. Duarte Pacheco, o famoso ministro das Obras Públicas do governo de Salazar. Vejam a nota abaixo que foi escrita por um flaviense que não gosta que tomem o homem por parente do nosso antigo Presidente da República. 

Ponte Barbosa Carmona, em Chaves

O eng.º Barbosa Carmona não era ministro das Obras Públicas nem, como muita gente julga, parente próximo do Marechal Carmona. Foi funcionário superior desse ministério, acompanhava o ministro Duarte Pacheco quando este perdeu a vida num desastre de automóvel.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

De regresso a casa!

Gastei o dia a criar e ajustar um blog de testes e, pelo meio, ainda tive que ir ver o jogo do Glorioso que ganhou o jogo, na Madeira, com o nevoeiro sempre a ameaçar esconder de novo o relvado. Três golos do imparável Jonas ( que pena ele estar a ficar velho) e um do Mitra e uma vitória sem discussão.
E hoje não vos chateio com mais comentários sobre o futebol. Como tem chovido "a potes", aqui no norte de Portugal, os rios transbordam por todo o lado e as barragens têm que fazer descargas por uma questão de segurança.
Em Amarante, o rio Tâmega fez das suas e nem sei como a ponte do «Sexta-Feira» escapou ilesa. O Lima, o Cávado, o Ave e até o "piqueno" Leça entraram pela sala de estar de muita gente sem pedir licença. O Mondego e o Águeda também imitaram os rios do norte e subiram as margens para dar dor de cabeça a quem lá mora.





E deixo aqui as outras fotos que trouxe de Ponte de Lima. Se me tivesse lembrado, teria feito uma foto do miserável arroz de sarrabulho que me serviram ao almoço, para vos provar o que disse!

domingo, 10 de janeiro de 2016

Não há nada que corra bem!

O Sporting ganha, o Porto ganha e quando chega a vez do Benfica ... aparece o nevoeiro e jogo de grilo!
E a luz que continua a ir abaixo de 5 em 5 minutos! Já rompi meias-solas a correr para o contador e puxar a patilha do seccionador para cima!
Ontem vi uma foto no Facebook onde se via Ponte de Lima debaixo de água. Hoje pus-me a correr para lá para ver o espectáculo e água de grilo. Aconteceu a mesma coisa que no Estádio do Nacional, não houve a aquilo que eu esperava que houvesse.


Mesmo assim não faltava água e quis trazer a prova para vos mostrar. Mas chovia tanto que fiquei com receio de afogar de afogar a máquina e mal tive tempo de carregar no botão e pôr-me a mexer.
Para cúmulo do azar, o restaurante onde costumo almoçar tinha gente até à porta e tive que recorrer a um alternativo. Nunca comi tão mal naquela terra!


Alá é grande!

O Slimani é muçulmano e deu a volta ao resultado no último minuto. O meu santo não foi capaz de se aguentar contra os filhos de Alá!
É blog que não aceita as coordenadas que lhe dou...
é o meu santo que se deixa ultrapassar...
e para piorar as coisas está um temporal do caraças...
e a luz a falhar, aqui em casa, a cada 5 minutos!
Assim não dá! Está tudo contra mim!

Continuo na luta com o bicho!

Já desisti das três colunas, já mudei de modelo, de tipo de letra, de tamanho e tudo o que consegui foi que o Montero metesse outro golo e empatasse a partida!
E agora?
Santinho, adormeceste?
Olha que ainda faltam uns minutinhos de jogo. Se o Braga não marcar, nem penses em deixá-los marcar a eles, aos seguidores desse Jesus que ... virou Judas!

Eh pá, desta não gostei!

Ao intervalo estava o Sporting a perder por 2 a 0 e eu todo contente a dar graças aos meus deuses por acederem ao pedido que lhes fiz.
Depois meti-me à bulha com o blog, a ver se o consigo domesticar, e deixei de prestar atenção ao jogo. Fui agora lá espreitar e o Adrien já tinha metido um golo. Ainda perde, mas a coisa já está mais complicada.
Santinhos, não me abandoneis agora!

Tamanho de letra - Teste!

Coitada da minha avózinha
morreu triste e abandonada
Quem a deixaria sozinha?
E eu que não soube de nada!

sábado, 9 de janeiro de 2016

Sábado à noite!

Esta vê-se bem!
Nem preciso de preocupar-me com o tamanho da letra!

Desisto!

Estou aqui a perder tempo e não chego a lado nenhum!
Voltei a mudar um monte de coisas, desde o modelo às larguras, tipo e cor da letra e no fim de tudo volta sempre ao mesmo. Estou convencido que é por causa das 3 colunas, mas disso não estou disposto a abdicar.
Este pequeno texto é mais um teste!

A morena no comboio!

Linha da Beira Baixa. Estação do Entroncamento. Uma morena de meia idade, muito bem posta, entrou no comboio e sentou-se num compartimento onde já viajavam dois homens. Um deles tinha aspecto de trabalhador braçal, talvez da construção civil, em linguagem mais terra-a-terra poderíamos dizer, um trolha. No banco em frente um jovem muito bem vestido, de aspecto distinto e que usava um perfume muito ténue, mas que se sentia ao fim de alguns minutos de permanência no compartimento. A morena sentou-se em frente a este último passageiro e de soslaio, por baixo das pestanas, começou a medi-lo de cima abaixo. Os seus pensamentos devem ter andado por sítios pouco recomendáveis, pois em breve começou a sentir-se excitada. Mexia-se no banco, como se estivesse sentada sobre algo que a magoava.
Alguns minutos depois já fixava o seu companheiro de viagem directamente nos olhos, tentando transmitir-lhe a mensagem do seu corpo ofegante. Do lado dele nenhuma reacção. Ela puxou a saia ligeiramente para cima e desapertou dois botões da sua blusa imaculadamente branca. A sua respiração tinha acelerado e o seu peito subia e descia lentamente, acompanhando a cadência do seu coração. E o seu perfumado companheiro não dava sinal de perceber o que se estava ali a passar. Não tugia nem mugia, era como se não estivesse ali.
Bem, a exemplo do que faz a nossa amiga Elvira, esta é a primeira parte do conto e talvez um dia vos conte o resto. O que acima acabei de escrever serve apenas para ilustrar os meus esforços, desta manhã, para alterar as formatações deste blog. Pois tal como o passageiro bem apessoado e perfumado que seguia no comboio, em frente da morena excitada, ele não se mexeu um milímetro. Mudei-lhe as larguras, como recomendou o Eduardo, fiz trinta por uma linha e nada aconteceu. O que ele quer é que eu mude de modelo e opte por um que me deixe fazer o que quero. Mas este é tão bonitinho, tão elegante, centra a fotografia do cabeçalho e tudo, o que faz com que eu prefira ficar com ele. Só tem um defeito, é como o gajo do comboio que não vai à bola com morenas!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Acabar em beleza!

Erica Fontes!
Uma pornstar portuguesa de que eu nunca tinha ouvido falar. Um restaurante de Matosinhos fez um spot publicitário onde aparecia um naco de carne de vaca com uma legenda que dizia mais ou menos isto:
- Podia ser um naco da Érica Fontes, mas não é!
Foi o fim da macacada no Facebook, no Twitter, etc.! Uns acharam-lhe um piadão, outros nem tanto. Como não conhecia a artista fui dar uma volta e informar-me para vos poder falar do assunto. Mas, como devem compreender, não posso abrir aqui o livro e mostrar-vos aquilo que vi. Vou limitar-me a deixar-vos uma fotografia da "menina", talvez a única em que ela está apresentável.
E com os meus desejos de um bom fim de semana!

Ler tudo, p.f.!

Hoje já escrevi mais que a conta. Recomendo que vão por aí abaixo e leiam tudo. Não se fiquem pela primeira mensagem, senão perdem o melhor!

Uma questão de opção!

Começo a convencer-me que com este modelo de blog, com uma coluna central para os textos publicados e duas colunas laterais para o resto da tralha, não conseguirei ajustar o tipo de letra como queria. Mas gosto do aspecto dele assim e não vou mudar. É a tal história das opções, quando não se pode ter tudo, escolhe-se o que mais falta nos faz.
Pensem no Rui Barros. Ele é pequenino, mas é o único que o Pinto da Costa tem ali, mesmo à mão de semear, para lhe tirar as castanhas do lume. Foi a opção escolhida e pronto. Adiós Julen, bienvenido Rui!
Vamos dar um salto até à praia de Lourenço Marques? Quero chamar-lhe assim e ninguém tem nada com isso, é uma opção a que tenho direito.


Ontem esteve um calor de fritar miolos e o pessoal fugiu todo para a praia. Mas há uma coisa que me deixou pensativo, não se vêem velhos nem brancos nesta imagem! Será que eles não são afectados pelo calor como os jovens e os negros? Boa pergunta a que não sei responder.
Outra coisa que me deixa de cara à banda é a maioria das pessoas estarem vestidas. Assim não podem entrar na água para se refrescarem. Então porquê irem para a praia? Estariam muito melhor sentados à sombra, debaixo de um cajueiro daqueles enormes e ramalhudos que havia por lá!

Embirro com o Saramago!

O Saramago era um comunistão dos antigos. Lembro-me dele no governo do Vasco Gonçalves.
Já ganhei alguns inimigos por dizer isto em público, mas que hei-de fazer se é isso que eu penso?
Políticas à parte, o que mais me chateia é a maneira como ele escreve, sem respeitar as regras da pontuação, sem fazer parágrafos e formando frases que nunca mais têm fim.
Dessa maneira torna-se muito difícil ler os seus livros e eu fujo deles a sete pés. Quando pretendo comprar um livro, pego nele, abro-o ao meio e se a disposição do texto me cheira a Saramago pouso-o logo, por melhor que me pareça.
Uma página, segundo a minha maneira de ver, tem que ter muitos parágrafos, no mínimo um a cada meia dúzia de linhas. Assim como eu estou a fazer com este texto que serve apenas para ajuizar da facilidade ou dificuldade com que pode ser lido. O teste anterior, com o poema «Nau Catrineta» tinha o mesmo propósito.
Eu não escrevo como o Saramago e a prova disso é que nunca fui nomeado para o Nobel da Literatura!

Teste... teste... teste!

Lá vem a Nau Catrineta,
que tem muito que contar!
Ouvide, agora, senhores,
Uma história de pasmar."

Passava mais de ano e dia,
que iam na volta do mar.
Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.

Já mataram o seu galo,
que tinham para cantar.
Já mataram o seu cão,
que tinham para ladrar."

"Já não tinham que comer,
nem tão pouco que manjar.
Deitaram sola de molho,
para o outro dia jantar.
Mas a sola era tão rija,
que a não puderam tragar."

"Deitaram sortes ao fundo,
qual se havia de matar.
Logo a sorte foi cair
no capitão general"

- "Sobe, sobe, marujinho,
àquele mastro real,
vê se vês terras de Espanha,
ou praias de Portugal."

- "Não vejo terras de Espanha,
nem praias de Portugal.
Vejo sete espadas nuas,
que estão para te matar."

- "Acima, acima, gajeiro,
acima ao tope real!
Olha se vês minhas terras,
ou reinos de Portugal." 

- "Alvíssaras, senhor alvissaras,
meu capitão general!
Que eu já vejo tuas terras,
e reinos de Portugal.
Se não nos faltar o vento,
a terra iremos jantar.

Lá vejo muitas ribeiras,
lavadeiras a lavar;
vejo muito forno aceso,
padeiras a padejar,
e vejo muitos açougues,
carniceiros a matar.

Também vejo três meninas,
debaixo de um laranjal.
Uma sentada a coser,
outra na roca a fiar,
A mais formosa de todas,
está no meio a chorar."

- "Todas três são minhas filhas,
Oh! quem mas dera abraçar!
A mais formosa de todas
Contigo a hei-de casar"

- "A vossa filha não quero,
Que vos custou a criar.
Que eu tenho mulher em França,
filhinhos de sustentar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar."

- "A Nau Catrineta, amigo,
eu não te posso dar;
assim que chegar a terra,
logo ela vai a queimar.
- "Dou-te o meu cavalo branco,
Que nunca houve outro igual."

- "Guardai o vosso cavalo,
Que vos custou a ensinar."
- "Dar-te-ei tanto dinheiro
Que o não possas contar"

- "Não quero o vosso dinheiro
Pois vos custou a ganhar.
Quero a Nau Catrineta,
para nela navegar.
Que assim como escapou desta,
doutra ainda há-de escapar"

Lá vai a Nau Catrineta,
leva muito que contar.
Estava a noite a cair,
e ela em terra a varar.

O Blog e o Lopetegui!


Primeiro as coisas mais importantes. O Eduardo queixou-se que a letra é muito miudinha e custa a ler sem usar uma lente de aumento. Dou-lhe razão, também eu a acho pequena de mais. O estranho da coisa é que não consigo mudá-la, seja que mudança for que execute nas definições do blog ele volta sempre ao mesmo. Ou estou a perder as minhas qualidades ou a Blogger anda a mudar isto sem dizer nada aos clientes. Possivelmente terei que mudar de modelo, mas para isso preciso de algum tempo, pois quero estudar a coisa com cuidado. Peço desculpa aos mais "ceguetas" e prometo resolver o problema em breve.
Em segundo lugar, tenho uma notícia triste para vos dar. O Pinto da Costa decidiu recambiar o Lopetegui para o sítio de onde ele veio, há cerca de 18 meses, e ficamos sem o «Bombo da Festa» que tanto animou as conversas nas redes sociais. E agora? Em quem vamos bater, quando sentirmos necessidade de desopilar o fígado?
Parece que vai ser o «Meia-Leca» do Rui Barros que vai orientar a equipa, a partir de amanhã. Por felicidade para ele, os muitos jogos que o Porto vai disputar até ao fim do mês de Janeiro são "relativamente" fáceis e talvez isso lhe sirva de passaporte para o sucesso. Se ele não fizer boa figura nesses jogos, ficará com a caderneta suja no clube que representou desde que era júnior. Tirando uma breve passagem pelo Varzim e a sua carreira no estrangeiro, foi sempre o Porto o seu clube. E lá continua hoje como empregado às ordens como auxiliar dos treinadores que por lá vão passando.
Mas bater num homem de tão reduzidas dimensões é capaz de não dar muito gozo. Veremos como se porta nas conferências de imprensa a que não pode fugir. Desde que não venha com fanfarronadas, à moda do JJ, teremos que respeitá-lo. No próximo fim de semana terá a sua primeira prova de fogo. Veremos como as coisas correm. E entretanto, bye-bye Lopetegui, já foste!!!