terça-feira, 21 de novembro de 2017

Oh, Deus nos livre !

Cada vez que vou espreitar a meteorologia encontro um quadro diferente. Uma pinga, duas pingas, três pingas, isso não chega nem para molhar o pano do guarda-chuva!


Ontem, ouvi um panaca qualquer afirmar que nos próximos três meses vai chover o correspondente a um ano inteiro. Que grande novidade, se for uma ano sem chuva, ou com pouca chuva, como foi 2017, que raio de chuva é essa? Para dizer coisas destas mais lhe valia estar calado!

O «Caldeirão do Saraiva» !


Enquanto fui estudante tive muitos professores que eram padres jesuítas. Havia um deles que me costumava ameaçar com o Caldeirão do Saraiva sempre que me apanhava a fazer asneira. Continua assim, dizia ele, continua assim e vais parar ao Caldeirão do Saraiva. Ele referia-se ao império de Belzebu, o inferno.
Se há ou não inferno ainda não descobri e se irei lá parar ou não também é coisa que não me preocupa muito. Deus é justo e lá saberá o que fazer comigo, quando chegar a minha hora. Mas a conversa hoje é sobre o outro inferno, aquele em que vivem todos os trabalhadores que ganham apenas o salário mínimo. Esse caldeirão tem lá dentro muita gente e, de facto, é o Saraiva que toma conta dele.
António Saraiva é um "self made man", daqueles que começam como trabalhadores de uma empresa, estudam e se formam, enquanto trabalham, e acabam por comprar a empresa em que começaram a trabalhar e se transformam em patrões. Nem sempre em bons patrões, como é de esperar.
Neste caso particular não me posso armar em crítico, pois não conheço o suficiente da vida do presidente da CIP para me pôr aqui a dizer coisas que podem nada ter a ver com a verdade. Mas uma coisa que me faz uma certa comichão e não posso deixar de dizer é a sanha com que ele luta para manter o «Ordenado Mínimo Nacional» em níveis capazes de fazer corar de vergonha qualquer cidadão da União Europeia que se preze.
Dizer que passar de 557 para 600 euros o tal ordenado mínimo seria a ruína de muitos empresários faz-me desconfiar que está a mentir com os dentes todos. De certeza absoluta que não há qualquer estudo que suporte essa afirmação. Em empresas de 100 trabalhadores estamos a falar de 4.300€ e eu não acredito que isso não se possa diluir facilmente nos custos da empresa. Das empresas com 500 ou 1.000 trabalhadores nem vale a pena falar, pois os níveis de facturação são de tal modo elevados que não são os valores do custo do trabalho que mais pesam no lado das despesas.
Ou seja, o Sr. Saraiva está a lutar contra o aumento só porque sim. Está na massa do sangue dos empresários pagarem aos trabalhadores quanto menos melhor. Os ganhos gerados pela empresa deviam ser divididos em três partes, uma para o investidor, outra para renovação do parque industrial e outros investimentos e a terceira para os trabalhadores. Só no caso de a empresa apresentar resultados negativos se poderia alterar este quadro distributivo. Se isto fosse feito não haveria uma teimosia tão grande em manter os salários tão baixos. Falta legislação, em Portugal, que aborde estas matérias. 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Água, fonte da vida !


Desde os bancos da Escola Primária que eu não ouvia falar no rio Ocreza, afluente do Tejo pela margem direita. Pois, voltei a ouvir ontem, da boca de um Sr. Engenheiro que tem a ver com a água que corre (ou corria) por esses rios de Portugal e é armazenada nas muitas barragens que temos espalhadas por todo o país. Temos muitas, mas não são ainda suficientes, segundo afirma este senhor. Os espanhóis acusam-nos de deixarmos seguir pelos rios abaixo, até ao mar, a água que nos faz falta e segundo ele têm alguma razão. Se não a soubermos guardar quando ela sobra, não a teremos quando nos faz falta.


Segundo ele esteve a contar - e eu a ouvir com toda a atenção - há muito está planeada uma nova barragem na bacia do Ocreza, antes de este despejar toda aquela água que escorre desde a serra da Gardunha, no caudal do rio Tejo. Ele afirma que existem condições para termos ali uma albufeira com a mesma capacidade que a do Alqueva. A coisa parece ser séria e quando assim é merece ser estudada.



Aliás, ele diz mais, afirma que já existe o projecto, que já foi discutido, mas não saiu do papel. Pergunto-me se será mais um dos pecados do Zé Pinóquio que preferiu investir no alcatrão, exactamente na mesma zona de Portugal, deixando a barragem esquecida no papel.


Alvito da Beira é uma pequena aldeia do concelho de Proença-a-Nova, perdida no meio do Pinhal do Interior e situada nas margens do pequeno rio que, em certos compêndios é até tratado por ribeira. Pergunto-me o que mudaria na vida daquela gente se o projecto da barragem for por diante.


Se no inverno escorrem pela serra abaixo milhões de metros cúbicos de água e ela nos faz falta - como se pode ver agora em Viseu - acho bem que ponham mãos à obra e muito rápido, pois não sabemos quantos invernos teremos ainda com chuva. Dêem razão aos espanhóis, segurem-na antes que ela escorra para o Atlântico que já tem água a mais com o gelo que se vai derretendo nos polos.


Já estou a olhar para esta imagem e a ver a água a subir, quando vierem as primeiras chuvas deste inverno. E a chorar por cada litro que se perde seguindo viagem em direcção ao Tejo que é já ali abaixo.





Desde a nascente, na Gardunha, até à confluência com o rio Tejo, há muitos lugares bonitos que podem ser apreciados. Com o novo espelho de água criado pela futura albufeira haverá muitos mais. É claro que serão precisos alguns sacrifícios, algumas coisas de que gostamos vão ficar debaixo de água, mas é o preço que teremos a pagar para não termos falta dela. É a tal história de optar pelo mal menor!

domingo, 19 de novembro de 2017

Dinossauros Africanos !

Escolher o ano de 2017 para mudar a situação nestes dois grandes países com fronteiras comuns não parece obra do acaso. Talvez seja como uma espécie de doença contagiosa que uma vez contraída por um se passa passa para quem estiver por perto. Embora não seja nada connosco, mas por razões humanitárias, espera-se que quem vier a seguir faça melhor que eles.


José Eduardo dos Santos, Angola, 38 anos no poder. Se não fosse pelo seu estado de saúde, talvez não tivesse ainda entregado a pasta ao seu sucessor. Ninguém pode adivinhar se este fará melhor ou pior que o seu antecessor, mas já começou a mexer nas capelinhas e a trocar os padres confessores. Espera-se pelo menos que convoque eleições, quando o período para que foi eleito terminar.


Robert Mugabe, Zimbabue, 37 anos no poder. Teve o condão de destruir por completo um país que era dos mais prósperos de África e que poderia ter proporcionado uma vida boa a quem lá morava. A sua sanha contra os brancos e a destruição das suas propriedades só trouxe fome ao país e aos seus habitantes. Hoje puseram-no fora da porta, veremos se arranjam um que consiga consertar o que este estragou.

Tudo o que é demais é erro !


Chuva a mais é um problema. Pelo menos para quem mora junto aos cursos dos rios e pode ser afectado pelas cheias. Mas chuva a menos é um problema muito maior, veja-se o que se passa agora em Portugal. Ele é as torneiras que não pingam, as barragens que secam, os animais que morrem à sede e sabe-se lá quantos desastres mais. Venha a chuva que a gente aguenta com ela de qualquer maneira. Quem não souber nadar sobe para um bote e vai à deriva pelo rio abaixo. Sem água é que não dá.
Estive a verificar as previsões da meteorologia, mas chuva que é bom nada, nem sinal. Dizem que lá para o próximo fim de semana talvez caiam umas pingas. Até lá é sol e moscas. E mais a norte podia cair neve que era para derreter na primavera e aumentar o caudal dos rios, mas também não há sinal dela. Lá pelas Franças e Alemanhas a temperatura continua à volta de 10º e assim não há neve que caia.
Nem chuva nem neve, estamos feitos ao bife! E, além de rezar, não podemos fazer nada. Aqueles que são católicos e muito crentes podem sempre ensaiar uma oração especial, assim do tipo:
- Senhor, se este castigo é para expiação dos meus pecados - e eles são muitos e cabeludos - faça-se a Tua vontade. Ajoelho a teus pés e peço perdão.
Pode ser que assim Ele os ouça e mande uma chuveirada.

sábado, 18 de novembro de 2017

Como um tolo no meio da ponte !


Não estou lá, mas é como se estivesse. É assim que me sinto, perdido. Vou falar-vos de quê? Da chuva que não cai? Do sol que não vai? E de futebol? Claro, futebol é que está a dar, mas os meus leitores já estão pelos cabelos com aquilo que eu escrevo sobre o futebol. Mas à falta de melhor ...!
A Selecção Nacional parou, até ao próximo ano, os jogadores regressaram a casa e disputa-se a Taça de Portugal, neste fim de semana. Não é coisa que entusiasme toda a gente, equipas pequenas contra grandes, onde o resultado quase se adivinha, acaba por ser uma chatice mais que uma diversão. Anteontem jogou o Sporting contra o Famalicão e ainda tremeu um bocado até conseguir dominar a situação. Ontem jogou o Porto com os algarvios de Portimão e viu-se grego para arrancar uma vitória e evitar a bronca que já se adivinhava no Dragão. É que estiveram a perder até aos 91 minutos, não jogaram grande coisa, até entrar o Brahimi, e com a troca de guarda-redes a culta teria que recair sobre o Casilhas ou o Sérgio Conceição.
E o que mais me interessa é que hoje joga o campeão (por enquanto ainda é) e regressa o Varela à baliza para se defender dos atacantes do Vitória de Setúbal que na época passada eram seus colegas e chutavam para o outro lado. O Setúbal e o Couceiro deram-me tantos desgostos no ano passado que bem espero não o repitam este ano. Um desgosto a gente aguenta, repetir a dose é que nem pensar.
E depois estou curioso como vai jogar o Benfica. Cada jogo que começa é uma incógnita. Tanto pelos jogadores que o treinador escolhe para montar a equipa, como pela maneira como eles se comportam em campo. Há jogadores que parece já terem a porta aberta para sair em Janeiro e isso afecta a psique, tanto desses jogadores como daqueles que lhes são próximos. E há jogadores que, ao fim de 3 meses a treinar com a equipa, não reúnem consenso quanto ao seu valor.
De um modo ou do outro o remédio é ganhar, pois do outro lado da barreira já nos esperam os adversários do costume que já cumpriram o seu dever. Há uma certa tremideira, tanto da defesa como no ataque e até no meio campo, mas não vale a pena queixar, é fazer das fraquezas forças e andar para a frente. Como diz o Rui Vitória, só temos duas opções, é ganhar ou ... ganhar.
Força campeão!!!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

As colinas de Lisboa !


Cidade das sete colinas, é assim que chamam a Lisboa. A minha preferida é o Castelo, pelas vistas que de lá se desfrutam. Mas - vá lá saber-se porquê - aquela que mais frequentei e onde passava os meus tempos livres, quando ia a Lisboa, uma vez que nunca lá morei, era a do Bairro Alto.
Os turistas que se vêem na imagem pensam como eu, pois foram para o Miradouro de S. Pedro de Alcântara, na colina do Bairro Alto, para fotografar a colina do Castelo.


No pouco tempo que passei na capital, nas minhas faenas para arranjar uma namorada, era neste lugar que eu acampava e onde marcava os meus encontros com "elas". Bonito lugar, quem não conhece deve lá ir, pois vale a pena.
Este é o meu sinal da cruz para vos desejar um bom dia. E não esqueçam, hoje é sexta-feira. Para aqueles que ainda são obrigados a vergar a mola é uma boa notícia. Vem aí mais um fim de semana!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Tão mal te tratam, Benfica !

Se há alguém relacionado com o Benfica de quem eu não gosto nem um bocadinho ... é o Pedro Guerra. Não me revejo naquela figura, no seu penteado, na maneira de falar e nem sequer naquilo que não conheço dele mas adivinho.
Tenho o presidente do Benfica como um homem sério e que sabe o que faz em cada momento da sua vida. Não entendo o que o leva a tolerar uma avantesma deste tamanho ao serviço do nosso clube. Será que não há maneira de se livrar dele? Estará comprometido de alguma maneira?
Ele é pior que o emplastro que, ultimamente, tem aparecido em frente às câmaras de televisão, em todo o lado. Anteontem, em Leiria, teve direito a "botar faladura" e tudo. O repórter estendeu-lhe o microfone, perguntou-lhe o que esperava do jogo da selecção e ele não se fez rogado, respondeu logo. Este é um pobre de espírito, o outro é um espírito pobre.
Este caso que levou ao pedido de demissão do Periquito, dos quadros da FPF, é mais uma nódoa negra na nossa folha de serviço. Pode até não ter importância de maior aquilo que os dois trocaram entre si, mas é uma daquelas coisas que faz lembrar o ditado que diz:
- À mulher de César não basta ser séria, também tem de o parecer.
E aqui o "amigo" Periquito não parece nada sério, mesmo que o seja. E de quem é a culpa? Do Pedro Guerra, claro. Fazia «inside trading» para se dar ares de grande conhecedor do seu métier e vê-se no que deu. Agora é o nome do Glorioso arrastado pela lama. Se vivêssemos ainda nos tempos do Al Capone, o que ele merecia eram uns sapatos de cimento e repousar no fundo do Tejo, debaixo da Ponte Salazar.
Vêm aí três jogos, quase seguidos, contra o Vitória de Setúbal, o tal clube que mais pontos roubou ao Benfica na época passada. O Zé Couceiro, treinador da equipa sadina, está com a corda no pescoço e até já se falou que tem a porta de saída aberta de par em par. Se depender do resultado desses três jogos a sua permanência, acho que está condenado a ir á procura de novo emprego, pois quero ganhar os três jogos. Eu não lhe quero mal nenhum (but Benfica comes first, como diz o Trump), mas o Benfica tem preferência nessa escolha.
O jogo do próximo sábado, às 18.15 horas, é para a Taça de Portugal e, nem por sombras, o Benfica pode admitir a derrota, ainda para mais jogando em casa. O Couceiro e os seus rapazes, se não quiserem jantar um menu de carapau grelhado e choco frito, é melhor encomendar uns frangos ao seu guarda-redes (que já não é o Varela que, no ano passado, defendeu tudo e mais alguma coisa).
A águia continua a voar altaneira!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Henry Miller ou Jorge Amado ?

Qual destes dois filhos da puta vocês gostam mais?
Isso mesmo, a pergunta é feita numa linguagem que estes dois "enormíssimos" escritores gostavam de usar. De Henry Miller li apenas o famoso romance Trópico de Câncer que esteve proibido, nos Estados Unidos, durante 27 anos, devido aos excessos de linguagem usados pelo escritor. Ainda tentei ler o Trópico de Capricórnio, mas cansei, antes de chegar a meio, é muito repetitivo.
Do Jorge Amado li vários. O primeiro foi Capitães de Areia, de que gostei muito. O último (que me lembre) foi Tocaia Grande e custou-me a chegar ao fim. Os excessos de linguagem são ao jeito de Henry Miller, com quem talvez tenha aprendido. Li, em qualquer parte, que a revisão (de alguns) dos seus livros, antes da publicação, foi feita por uma filha sua. Fiquei de olhos arregalados a imaginar o que pensaria a filha de tanta asneira que o pai deitava pela boca fora.
Não se admirem desta conversa, logo pela manhã, pois não tenho a menor intenção de me armar em grande conhecedor da literatura mundial. Acontece que quem dorme pouco, pensa muito e esta manhã estive horas acordado debaixo dos lençóis, a dar largas aos meus pensamentos. Comecei por pensar na minha primeira viagem para Moçambique. Foi em Novembro de 1962 - sabem há quantos anos foi isso? - e neste dia do mês estava encalacrado em Luanda, à espera que me consertassem o avião para prosseguir viagem.


Cruzar os trópicos significa viajar muito. Pois então eu sou um homem muito viajado, cruzei os trópicos 4 vezes. Os trópicos são dois paralelos que estão à mesma distância do Equador (23º e 27'), o de Cãncer a norte e o de Capricórnio a sul. Para chegar a Moçambique cruzam-se os dois e o mesmo para regressar a Lisboa. Repetindo a dose dá quatro atravessamentos.
Mas, seguindo o rumo dos meus pensamentos, parei no Trópico de Câncer, livro do Henry Miller e do putedo em que andou metido, quando viveu em Paris. Putas e copos, como disse, aqui há uns tempos o presidente do Eurogrupo, em relação a Portugal. E do putedo para as putas, já estão a imaginar por onde andou a minha cabeça, até me decidir atirar com os lençóis pelo ar e abandonar a "choça".
Para regressar ao mundo real e ficar bem acordado, bastou-me ler nas primeiras notícias do dia que a Altice (dona da PT/MEO) perdeu 45% do seu valor em Bolsa. Isto porque tenho umas quantas acções desta empresa, nas quais pensava ganhar algum e assim vou ficar a ver navios (ou a vê-los afundar-se).
E por aqui me fico, esperando que a minha filha não venha ler isto, como fazia a filha do Jorge Amado, senão ainda fica com vergonha do pai que tem!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Viagem pelo Alentejo !


À conta do vinho o Eduardo mandou-me numa viagem pelo Alentejo e fui parar a Moura. Em vez de vinho encontrei água. Não fazia a mínima ideia que a Água Castelo era, originalmente, de Moura, proveniente de uma fonte que existe (ou existia) dentro do castelo. Tive curiosidade em saber de onde vem o nome da cidade e falaram-me da moura Salúquia que se atirou da torre do castelo por lhe terem matado o pretendente com quem queria casar.
Quando a gente se deixa levar pelas ondas da net vai parar a lugares nunca vistos e encontra pessoas que nem sonhava existirem. É uma maneira barata e muito cómoda de fazer turismo. Na minha viagem de hoje, passei por Monsaraz, fui a Pias, avistei, ao longe, a Amareleja e parei em Moura, pois já estava cansado.


Sobral do Monte Agraço é uma terra não muito longe de Lisboa e por onde já passei algumas vezes. Na estrada alentejana por onde rodava calmamente vi uma placa que anunciava a passagem por Sobral da Adiça, nome que nunca tinha visto nem sabia de que terra se tratava. Lá mudei de rumo e fui espreitar esta pequena terra alentejana, muito perto da fronteira espanhola, na qual encontrei estas lindas muchachas que são alunas de uma escola de teatro.
Como se pode ver, não há apenas chaparros no Alentejo. Sem falar no vinho que foi o que ali me levou, estas morenaças fizeram-me recordar que, antes da fundação da nação portuguesa, aquelas terras eram ocupadas pela mourama do norte de África. A cor da pele, dos olhos e cabelos delas não nega a raça que lhe vem do passado. Mas lá que são lindas, ninguém pode negar.

Adoradores de Baco !

O vinho já era produzido há 8.000 anos, no período Neolítico, segundo uma investigação arqueológica divulgada esta segunda-feira e que coloca a produção na região que é hoje a República da Geórgia.
As escavações, feitas por uma equipa conjunta da Universidade de Toronto e do Museu Nacional da Geórgia, levaram à descoberta da mais antiga práctica de vinificação do mundo, situada cerca do ano 6.000 antes de Cristo, 600 a 1.000 anos antes da data que era até agora aceite como a mais antiga.
A anterior prova química conhecida da existência de vinho datava de um período entre os 5.400 e os 5.000 anos antes de Cristo e referia-se a uma zona da cordilheira de Zagros, no actual Irão.


Afinal, as famílias inglesas que vieram para o vale do Douro, no Século XVIII, plantar videiras e fazer vinho não inventaram nada de novo. Mas fizeram bem, pois ajudaram Portugal a sair do marasmo em que é especialista e desenvolver uma área que deu o pão a ganhar a muita gente. Sem o desenvolvimento provocado pelo negócio do vinho, o Porto, Gaia e todo o vale do Douro teriam continuado a ser um atraso de vida, durante muitos anos.
Lembro-me de, no último quartel do século XX, este negócio andar pelas ruas da amargura, muitas vinhas foram abandonadas e videiras arrancadas pela raíz para dar lugar a outras culturas. O vinho não tinha qualquer valor e o preço a que corria no mercado não pagava os custos de produção. Depois, e de repente, o vinho começou a subir de preço, os interessados começaram a plantar vinhas de novo e hoje a quantidade e qualidade do vinho português não tem nada a ver com o passado.
E eu faço o meu melhor por ajudar esse negócio a ser bem sucedido. Adorador convicto do Deus Baco, eu não quero saber de outra bebida que não seja proveniente da uva. Nada de Wisky, Vodka ou Gin, só vinhinho e do melhor que puder ser. Verde ou maduro, branco ou tinto, conforme a ocasião e os acompanhamentos que estejam sobre a mesa.
Sou assim e sinto-me feliz por assim ser!

Mas que desgraça !


Os programas de futebol, nas noites de segunda-feira, deviam ser proibidos. Nunca vi miséria maior na minha vida. Aquilo envergonha qualquer um, por menos vergonha que tenha na cara. Três canais à porfia a ver quem faz pior.
Que Deus me livre e guarde!
Culpa tenho eu de ligar a televisão!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Ai Rita, Rita !

Por pouco te via a ... "bendita"!
Não há dúvida que as mulheres são um exagero quanto a mostrar o físico, decotes e essas coisas relacionadas com a moda. Há quem se tenha atirado à Rita por ela ter mostrado demais. Mas também há quem gostasse de ver mais ainda. Se ela não é daquelas que rapa tudo e deixa pelo menos um bigodinho à Hitler por cima do clitóris, com mais dez centímetros de decote já eu talvez o avistasse, o bigodinho, quero eu dizer.


Ia para escrever, no título, Ai Rita, Rita, cada vez estás mais bonita, mas parei a tempo, pois ela não se pode dizer que seja uma mulher muito bonita. Mas é boa com'ó milho, isso sim. E pelo que se vê na fotografia, ela ainda não cedeu à tentação do silicone, as maminhas parecem autênticas.
Bom dia e moral ao alto!

Acontecimento de nível mundial !

Começou ou acabou alguma guerra?
Houve algum cataclismo à escala global?
Descobriram uma vacina eficaz contra o cancro?
Começou a nevar sobre a linha do equador?
Não, nada disso.
Nasceu a filha do Cristiano Ronaldo!
Não sabiam?
Ficaram a saber!


domingo, 12 de novembro de 2017

O Califa !


Falando de homens que carregam na sua consciência a culpa pela morte de milhares de pessoas, aqui está um deles, talvez o mais recente de todos, Abu Bakr Al-Baghdadi, o famoso califa do Estado Islâmico.
Nascido, em 1971, no Iraque, ele era uma espécie de padre da religião muçulmana (chamam-lhes imã), quando os Estados Unidos invadiram o seu país, em 2003. Na sequência dessa invasão e queda do governo iraquiano, surgiu o ISIS, uma espécie de exército muçulmano vingador de tudo que era contra o Islão. O primeiro grande chefe deste exército foi Abu Omar Al-Baghdadi e depois da sua morte, em 2010, substituído pelo barbudo que se vê acima.
A ideia deste "melro" era dominar o negócio do petróleo, em todo o médio Oriente, desde a Síria ao Iraque, e as guerras que grassavam nestes dois países ajudaram e muito nos seus intentos. O dinheiro desse negócio era-lhe necessário para arregimentar seguidores, comprar armas e pagar as despesas de todo o processo. Abandonando o nome de ISIS, por ter apenas a ver com o Iraque, mudou para ISIL, Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ou apenas Estado Islâmico, em abreviado), nome mais abrangente como ele queria que fosse o seu futuro "Califado".
A sua entrada pela Síria adentro, ocupando cidades e destruindo tudo à sua passagem, com a ajuda o Exército Sírio, da aviação americana e russa que despejava bombas a torto e a direito ajudou e muito a que o seu movimento tivesse uma aura de sucesso. No entanto, eu diria que foi a sua entrada na Síria que o condenou ao fracasso, pois puseram todo o mundo (e os seus interesses) contra ele. Hoje está muito perto de ser erradicado por completo, restam meio milhar de combatentes, encurralados em dois ou três pequenos bastiões.
O sanguinário califa já foi dado como morto várias vezes, mas aparece sempre vivo, como que por milagre. Notícias recentes dão-no como escondido na cidade síria de Boukamal, como se pode ler na notícia abaixo que transcrevi do Diário de Notícias. Gostaria que fosse preso, julgado e condenado, segundo as nossas leis. E se fosse condenado à morte, como merece, devia ser executado pelos amigos e familiares daqueles a quem mandou cortar o pescoço, como meio de chantagem psicológica.

O líder do grupo extremista Estado Islâmico poderá estar escondido na cidade síria de Boukamal, recapturada na quinta-feira pelo exército sírio, noticiou hoje um órgão de comunicação social ligado às forças armadas de Damasco.

sábado, 11 de novembro de 2017

Castigo? Qual castigo?


Olhei para esta imagem e fiquei a pensar se era uma obra-prima de photoshop ou um bom trabalho fotográfico com desfocagem da perspectiva e por aí fora. O tamanho da enxada, comparado com o das mãos que lhe pegam deixava-me sem saber o que pensar. Seria o cesto muito pequeno, ou a enxada muito grande? E a figura que segurava a enxada, como poderia aparecer tão reduzida?
Uma caterva de perguntas que não teriam razão de ser se eu soubesse antecipadamente que se tratava de uma criança-escrava trabalhando para enriquecer alguém que merecia era a forca. Passou-se no sul de Angola, há dias, e a criança foi resgatada pela polícia.
Mas não era nada disto que queria trazer aqui agora, o assunto são os 11 milhões que faltam no Orçamento de Estado para a alimentação da nossa população prisional. Olhem para a minha cara de preocupado. Estão à espera de ver-me chorar de pena pela fome que vão passar? Então, podem esperar sentados.
Há um livro famoso com o título «Crime e Castigo», escrito por um russo com um nome complicado. Comecei a lê-lo, em tempos, mas desisti antes de chegar à página 100. Era muito chato, castigo demais para mim que não tinha feito mal a ninguém.
O que não é o caso dos presos que enchem as nossas penitenciárias. Eles estão lá por terem cometido um, ou vários, crimes. E se o fizeram merecem castigo. Um desses castigos pode ser a redução da ração diária que lhes é servida, tipo «regime a pão e água». Ou talvez um regime de meia pensão, com almoço e sem jantar. Outra ideia seria comprar à grande distribuição produtos com o prazo de validade a expirar, por um preço reduzido - talvez 20% do valor real -  e pôr esses produtos ao dispor dos presos, à hora de jantar, para quem estivesse com fome. A última alternativa, mas mais difícil de pôr em prática, era pôr a família a ir à porta da cadeia levar-lhes o jantar.
Posso garantir que se fossem seguidos estes procedimentos, não fariam falta nenhuma os tais 11 milhões e ainda sobraria dinheiro para melhorar a vida de alguns "velhotes" que vivem por aí ao abandono.
Uma das penas que caíu em desuso foi a de trabalhos forçados, tipo partir pedra para fazer a tão bonita «calçada portuguesa» que podemos admirar em algumas cidades. Ou fazer serviço de cantoneiro por essas estradas nacionais que estão todas ao abandono. Vem aí o tempo das chuvas (todos as esperamos com ansiedade) e é preciso limpar as valetas, podar árvores e arbustos que empecilham o trânsito e tiram a visibilidade aos condutores. Há muito que fazer.
Acho melhor o governo começar a virar as suas atenções para quem vive fora das cadeias, quem nunca cometeu nenhum crime, cumpre todos os seus deveres e sofre com a falta de coisas do mais elementar. Basta pensar que há reformados cuja pensão mal dá para pagar o aluguer de casa e a conta da farmácia. E comem o quê? Muito pior que os presos que tantas preocupações dão ao governo. E o que vestem? E como pagam os transportes?
Parem de pensar nos presos! O melhor tratamento para eles era uma ração de chicote à hora do recreio. Talvez assim se decidissem a trabalhar e ganhar honradamente aquilo que comem!
Pensem nisso muito a sério e tenham um bom fim de semana.

Quem diz é quem é !

O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, atacou na noite de sexta-feira, durante a gala Rugidos de Leão, em Leiria, o presidente do Benfica, considerando que Luís Filipe Vieira é "um perfeito idiota".


Quem diz é quem é, seu cara de chimpanzé!
O que conheço dos presidentes dos dois grandes clubes de futebol de Lisboa é o que se diz nos jornais e o que passa na televisão. Mas se eu tivesse que me pronunciar, como juiz que, após ouvir todas as testemunhas, dita uma sentença, eu diria que este "cromo", quando comparado com o "meu" presidente é um palerma de primeira apanha. E o resto é conversa mole p'ra boi dormir.
Ele quanto mais fala mais se enterra!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Uma selecção renovada !


Sim senhor! Uma selecção cheia de caras novas. Umas que nunca tinha visto e outras que há tempos andavam arredadas destas lides. Os nossos atletas jogaram quanto quiseram, correram para trás e para diante, durante todo o jogo, e deixaram os árabes todos atrapalhados. Houve uma ou duas ocasiões em que eles tentaram dar um ar da sua graça, mas depressa descobriram que corriam o risco de encher uma cesta se continuassem por esse caminho, regressando às suas posições defensivas.
Um dos rapazes que me encheu o olho foi o Gonçalo Guedes, fez-me lembrar dos tempos em que ele fazia a alegria dos benfiquistas, driblando dentro da grande área ou arrancando penalties. Mas os outros todos jogaram muito bem e só pecaram por não terem marcado mais que 3 golos.
Para terminar, só não vi, no Fontelo, nenhuma rapariga ou senhora árabe, quer descascada ou toda coberta da cabeça aos pés. O que vi foi o nosso presidente dos abraços e beijinhos que ele não perde uma. Perto da meia-noite, ainda estava em Viseu. Será que arranjou pernoita na capital da Beira Alta? Ou partiu para Lisboa a mata-cavalos para acordar em Belém para cumprir os seus deveres de fim de semana na capital da nação lusa?
Bem, isso pouco interessa. Se ele for esperto fica a dormir em Viseu e amanhã de manhã toma o pequeno almoço a olhar para o sol nascente trepando pelas encostas da Serra da Estrela. Isso é que é boa vida!

Quem perde são eles !

Mais logo vamos ver na televisão um jogo de futebol entre a nossa selecção e a da Arábia Saudita. Os jogadores sauditas entrarão em campo equipados de modo semelhante aos nossos. De repente lembrei-me que pode haver uma série de mulheres sauditas a acompanhar os seus jogadores (mulheres, namoradas, fãs) e que estarão nas bancadas do estádio, em Viseu. Como estarão elas vestidas? Assim?


Ou assim, mais de acordo com as regras impostas pela religião da sua pátria? Tapadas da cabeça aos pés e só com os olhos e o nariz de fora (aqui nesta foto, pois podiam vir todas de véu islâmico).


Se estiverem assim vestidas, quem perde são os homens que não apreciam nada da beleza feminina. Os jogadores precisam de algum incentivo para continuar a correr atrás da bola, quando as forças começam a faltar e com estes espantalhos à frente correm o risco de ir ao chão de vez.
Vou estar atento a esses pormenores e logo virei aqui fazer a minha crónica, como é costume nas grandes ocasiões. E espero que haja algum fotógrafo por perto para registar as imagens do evento e as disponibilize na net a tempo de eu as poder usar. Globalização é isso!

À espera que o Benfica entre em campo !


Sempre gostei da selecção de futebol da Croácia. Se calhar, é pela combinação de cores do equipamento, quem sabe! Lutamos com eles, no ano passado, para o campeonato da Europa e portaram-se lindamente. Ontem, venceram o jogo e deram mais um passo em direcção ao Rússia 2018. Só não gostei que o nosso Samaris tenha saído do jogo lesionado. Pode fazer falta ao Rui Vitória para os embates que se aproximam. Resta-me esperar que não seja nada grave.


O Edersson foi vendido por uma pipa de massa. É um facto que todos conhecem. O Benfica recebeu apenas 16 milhões desse bolo. É outro facto que ficou claro com a apresentação das contas do clube.
Alguns sócios queriam saber para onde foi o resto do dinheiro. Queriam que eu enganasse o Rio Ave e lhes ficasse com a parte que era deles? No Benfica as coisas não funcionam assim, respondeu LFV.


Três presidentes carismáticos lado a lado. Segundo alguns (mesmo adeptos ferrenhos do Benfica) todos eles têm defeito e prejudicaram o Benfica. Não estou de acordo com isso. O único erro que aponto ao Manuel Damâsio é ter-se recusado a vender o João Pinto, quando ele valia 15 milhões, e depois vê-lo sair por pouco mais de nada, para os rivais de Alvalade. O Vilarinho foi um bom presidente e entregou o comando ao LFV na hora certa. Deste último não tenho a mínima razão de queixa.


O Rui Vitória em sã convivência com os seus "rapazes". Vejo o velho André Almeida que é o bombeiro de serviço e que, já este ano, meteu um golo que ninguém sabe explicar como entrou na baliza. Vejo os rapazes novos que são a esperança do treinador para apanhar (e ultrapassar) o FCP na corrida para o Penta. E vejo também o treinador a apertar a mão ao Grimaldo enquanto pensa se será possível o Nápoles roubar-lho em troca de 40 milhões.


O presidente diz que não larga o seu treinador, venha quem vier e faça o que fizer. Quer que seja ele a levar o Glorioso ao Penta campeonato que o Benfica nunca ganhou. Seria um feito fenomenal na carreira do Rui Vitória e uma coroa de glória para o presidente. Isso e algumas obras que ele tem planeadas, caso corram bem, colocá-lo-ão num pedestal e ficará na história do Benfica num lugar de destaque, talvez o melhor presidente de todos os tempos. Só lhe posso desejar sorte.

Hoje é um grande dia !


Ano 2017, mês Novembro, dia 10. Porque será este um grande dia?
Porque eu acordei bem disposto, brilha o sol, é véspera de S. Martinho e o único dia do mês em que a conta bancária dos reformados engorda. Ainda não é suficiente? Outras razões podem existir, mas cada um tem que procurar dentro de si as coisas positivas que lhe podem alegrar a vida. Eu já encontrei as minhas.
É isso, vou sair, vou às compras e preparar uma festa de S. Martinho para toda a família, como mandam as regras. Um panelão cheio de rojões, alourados no pingue, uma sopa de nabiças com umas valentes rodelas de chouriça (tenho um sobrinho que exige seis rodelas só para ele) e muitas castanhas. Antes de sair ainda tenho que ir verificar se tenho carvão que chegue para toda a operação.
Ah, esqueci-me do vinho! Pela primeira vez, estou hesitante quanto àquilo que devo trazer. No ano passado comprei três ou quatro diferentes, sem esquecer os palhetes, e no fim da festa estavam quase todos intactos. O pessoal preferiu virar-se para a jeropiga. É docinha, escorrega bem e as mulheres não fazem cara feia, quando empinam o copo. É isso, vou repetir a dose do ano passado e sem esquecer a bendita jeropiga.
Tenho o dia todo para enviar os convites. Veremos quem tem coragem de dizer que não!

Provérbio

No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho!

Sexo técnico !

O palco Auto Tech / Talk Robot da Web Summit não teve lugares suficientes na plateia para todos aqueles que quiseram assistir a um intenso debate sobre a interação sexual entre máquinas e humanos que ocorreu na Web Summit entre Kathleen Richardson, uma professora de Ética e Cultura de Robots e Inteligência Artificial, e Ben Goertzel, cientista chefe da Hanson Robotics, empresa que criou o robot Sophia. E se é verdade que ambos trabalham na mesma área, as suas visões sobre o futuro (sexual) dos robots humanóides não podia ser mais diferente.


Pelos vistos terminou em beleza a nossa feira das tecnologias. Já se sabe que o futuro está nas tecnologias, mas o sexo ... é sempre o sexo!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Os craques portugueses.

El portugués António Horta-Osório era conocido como el ‘Mourinho de las finanzas’. Fue mano derecha de Emilio y Ana Botín durante casi 20 años, hasta que aceptó el reto de salvar de la quiebra al británico Lloyds Bank. En el intento, cayó fulminado por el estrés. Sufrió un grave episodio de ‘burn-out’ y nadie en la City de Londres apostaba por su regreso. Pero lo hizo, y devolvió todo el dinero público empleado en el rescate de su entidad. Hoy su voracidad de tiburón se ha transformado en sabiduría de guerrero oriental, y habla sin tapujos sobre un gran tabú entre las élites financieras.


Deste Mourinho das Finanças é que nós precisávamos em Portugal. Talvez não tivéssemos penado tanto, ao ter que suportar a desgraça que é a Caixa Geral de Depósitos, assim como as falências do BPN, BPP, BES e BANIF que tantos milhões levaram dos cofres públicos.
Este Horta Osório, a par do Cristiano Ronaldo e do Mourinho devem ser os portugueses mais conhecidos e mais considerados no mundo. E mexem nos milhões e falam deles com a maior naturalidade, como se se tratasse de um mero prato de jaquinzinhos com arroz de feijão, iguaria portuguesa que é quase tão famosa como eles.

Açores - Corvo !

Na reunião com o Conselho de Ilha do Corvo, no âmbito da visita estatutária que o executivo regional está a efetuar à ilha mais pequena e menos populosa do arquipélago, com cerca de 450 habitantes, Vasco Cordeiro destacou esta como uma das questões mais relevantes do encontro.


Li isto, hoje, no Sapo Notícias. Uma ilha com um só município e apenas 450 habitantes. Por razões económicas nunca ali deveria ter sido construído um aeroporto. Por razões humanitárias, talvez, pois as pessoas poderiam ficar perigosamente isoladas, em casos de urgência, quando o mar não permita o tráfego marítimo. A questão a que o Vasco Cordeiro se refere é a ampliação da aerogare, pois a pista não tem por onde ser aumentada.


Olhem só para o tamanho da Ilha do Corvo! É um milagre ela ser habitada! Quase todas as freguesias do concelho da Póvoa ultrapassam os 2.000 habitantes, ou seja, quatro ilhas do Corvo. Quando falamos do abandono do interior de Portugal, esquecemos estes casos que são também uma espécie de abandono. Se fosse bom viver ali, estariam lá uns milhares.


Vila do Corvo, única autarquia da ilha, mesmo ali, num espaço tão reduzido, em área e população, há lutas políticas que prometem fazer a vida negra ao Vasco Cordeiro por ter metido ombros à ideia de ampliar o aeroporto, perdão, a aerogare. Há gente muito oportunista!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Lembram-se da Miss Mamocas?


Aí vai ela toda gaiteira!
Concorreu pelo PAN e ganhou um lugar de vereadora na nossa Câmara.
Terá sido por causa da peitaça.
O que vos parece?

A história dos «entas» !


Quem é novo não pensa nisso, mas conforme a idade vai avançando começa o "bestunto" a ficar mais receptivo a essas coisas da idade e suas consequências. Diz-se que as coisas se começam a complicar quando a nossa idade passa a ter um "enta". O primeiro dia dessa etapa da nossa vida começa no dia em que fazemos «QUARENTA» anos. Entramos na primeira etapa dos entas.
Nesta idade, se não houver problema maior, o que às vezes acontece, as queixas costumam ter a ver com o esqueleto ou com os músculos. Uma dorsinha aqui, outra acolá, nada que um comprimido ou um massagista não resolva. Mas um dia virá em que se comemora o 50º aniversário e começa a segunda etapa dos entas.
A não ser que um homem seja muito azarado, os dez anos desta segunda etapa costumam decorrer sem grandes aflições. Por vezes ataca a diabetes, uma insuficiência renal ou cardíaca, mas ainda sem encostar o "cliente" à parede. Eu diria que são os últimos dez anos de sossego de um homem normal. E aí chega o 60º aniversário que é a verdadeira fronteira entre tudo aquilo que a nossa vida teve de bom e o que o futuro nos reserva de mau. Terceira etapa dos entas, enfrentem-na com coragem que eu já o fiz.
Os dez anos que medeiam entre o 60º e o 70º aniversário são uma verdadeira prova de fundo, em que só os melhores chegam ao fim. Muitos vão caindo pelo caminho tomados dos mais variados males. Esses vão para o cemitério e ganham uma enorme vantagem aos que ficam, não sofrem mais nem dão mais dinheiro a ganhar a médicos e farmacêuticos. Os que ultrapassaram com sucesso essa etapa, embora com queixas de maior ou menor grau, celebram o 70º aniversário e podem ter a certeza que daí em diante só terão arrelias. É a chamada «Idade do Condor», o pessoal desta idade vive com dor na coluna, nas articulações, nos rins e por aí fora.
Mas a dor não é o único e, se calhar, o pior mal. Começam aqui as falências do nosso organismo, a audição, a visão, a capacidade de locomoção, os dentes, os rins, o coração, os pulmões, não falta por onde escolher. E há ainda outra coisa que também vai à falência, nesta etapa da vida, e não incluí, de propósito na lista anterior, a potência. Isso mesmo, estou a falar naquela molinha que faz o pénis ficar em sentido. Esta falha do corpo masculino dá para um enorme capítulo separado.
Até aos 10 anos de idade, o homem pega no pénis com a mão direita, umas quantas vezes ao dia, só para aliviar a bexiga, mas não lhe passa mais cartão nenhum, anda para ali pendurado como se não existisse. Mas a partir dessa idade e quanto mais se aproxima dos 20, ele começa a levantar a cabeça e torna-se no brinquedo preferido de qualquer homem que se preze. Entre os 20 e os 40 anos de idade vive o homem despreocupado e sente que pode confiar no seu brinquedo e pô-lo a funcionar sempre que quiser.
Dos 40 aos 60 a coisa já fia mais fino e há que ter um certo cuidado nas cavalarias em que cada um se mete. Muita gente fica mal e tem que tirar os peões da arena por não ter medido bem a faena que começou. De vez em quando isso aguenta-se, desde que não aumente muito a frequência de tal acontecimento. Muitas vezes é nessa idade que aparecem as complicações na próstata. Reza o ditado que em cada três há um homem que sofre da próstata. Se for apenas hipertrofia a coisa resolve-se, mas se for cancro, o que está a tornar-se cada vez mais frequente, a vida vira um inferno e o brinquedo perde toda a importância.
A próstata é uma pequena bomba que funciona por impulsos nervosos. Entra em acção 6 a 8 vezes por dia para esvaziar a bexiga e, na etapa que estamos a atravessar, uma vez por semana para ejacular o esperma, se o homem continuar a manter-se sexualmente activo. Mas, infelizmente, esse período que já não é grande coisa, termina no dia do 70º aniversário. Quem fez 70 anos entra no túnel negro que leva ao cemitério ou ao sofrimento. Há uns quantos felizardos que conseguem chegar aos 80 e gabar-se de não ter queixas de saúde. Bem gostaria de me contar entre eles, mas há muito que perdi essa corrida.
As dores que, hoje, me afligem, começaram quando tinha 57 anos e pioram a cada um que passa, já lá vão quase 17 anos a sofrer. Esse é o primeiro mal que refiro, pois me mantém aqui sentadinho sem poder dar umas voltas por aí e apreciar a paisagem. Onde puder ir de carro, eu vou, onde o carro não chega, não vou. E, por causa da diabetes estou em risco de não conseguir renovar a carta, daqui a quatro meses. Depois a vista, a não ser as letras garrafais, um homem não consegue ler nada, passa o jornal de uma ponta á outra só para ver as fotografias. E os dentes? Desses nem se fala, começam a ir devagarinho e de repente, está a boca vazia. Se ouves mal, metem-te um grilinho no ouvido e lá te vais safando. Quando o coração começa a falhar, dá-se um golpe no peito, levanta-se a pele e mete-se lá dentro um pacemaker e siga o baile.
Nem vale a pena falar dos que têm os pulmões como cortiça, por causa do cigarro, dos que têm o fígado à beira da rotura por causa dos copos, ou andam a fazer hemodiálise, porque os rins já deram o berro. A esses, para infelicidade deles, a doença pode chegar muito mais cedo e não terem tido a sorte de poder desfrutar a vida até à idade que eu tenho hoje.
E aí vai um homem que passou dos 70, de bengala, com óculos, dentadura postiça, grilo no ouvido, pacemaker para não deixar adormecer o coração e a pensar no seu brinquedo que mal lhe serve para mijar.
Digam-me lá, vale a pena continuar a viagem?

Os cromos de hoje !

Ainda é cedo para começar com grandes ideias, mas estou a preparar uma coisa que ficará pronta lá mais para a hora do almoço. Por agora deixo-vos com algumas imagens e os meus comentários a respeito.


O empregado do Pinto da Costa que está na linha da frente na guerra contra o Benfica é, na minha opinião, o cromo-2017. Já tínhamos o Manel Serrão, também do FCP, o Pedro Guerra, do Benfica e o Octávio Palmelão, do Sporting. Com este fica uma equipa mais completa para nos envergonharem do futebol que temos.


As mulheres reclamam que querem ser iguais aos homens. Elas querem, mas não podem. No salário talvez possam e eu não tenho nada contra isso, pois sou defensor da regra «para trabalho igual salário igual». No resto, está quieto ó mau, nada feito. Há coisas em que elas são muito melhores que os homens e há outras para as quais lhe falta o físico. Deixem isso p'ra lá, a mistura dos dois é que dá melhor resultado.


O novo GR (GK, em inglês) do Benfica quer ser o melhor do mundo. E eu não tenho nada contra, a mim não me rouba o lugar. Ele fala de boca cheia, não tem medo das palavras e eu como adepto fervoroso do clube cuja baliza ele defende, só quero que a vida lhe corra bem. No último jogo ele fez para lá umas habilidades que não estavam no programa. Espero que o treinador de guarda-redes o saiba corrigir e ele esteja pronto a aceitar isso. Senão o sonho dele pode nunca se realizar.


Ontem, apresentaram-me a Sofia, uma humanóide que vai substituir as mulheres com quem eu me habituei a conviver nos últimos 70 anos. Comigo não resulta, vou já avisando, foram muitos anos agarrado à carne quente e não acredito que me habituasse à mudança. O seu aspecto também não ajuda muito, podiam ao menos ter-lhe posto uma peruca loira, aos caracóis, e desenhado uns lábios mais sedutores para enganar cá o rapaz. Assim não, muito obrigado.