terça-feira, 26 de setembro de 2017

Tudo pelo povo!

Na volta que dei pelas notícias, esta manhã, houve duas que me chamaram a atenção, uma de âmbito nacional e a outra internacional. Ora, vamos lá falar um pouco sobre isso.
A primeira dizia assim - A Meda é um jardim - e eu fui a correr ler o que se escrevia sobre o assunto, pois tenho uma ligação umbilical à Meda. Se vos disser que é umas das poucas terras do interior que tem uma associação de fuzileiros, já começaram a perceber. Além disso, tem também um parque de campismo, para onde foram alguns familiares meus, neste verão. Eu fiquei em casa, mas a minha carrinha Ford foi no embrulho, por lá avariou e foi reparada para poder regressar a casa.


Se o Relvas olhar para esta notícia ainda faz uma lei para mudar a Meda de cidade para freguesia. Ele que lutou com todas as suas forças para que não houvesse freguesias com menos de 2.000 pessoas que diria ele a cidades com pouco mais de 5.000, divididas por 11 freguesias?
Eu sei muito bem onde fica a Meda, mas nunca por lá passei. Já transitei pelas estradas nacionais que passam a norte e a sul, a este e oeste, mas naquele reduto histórico nunca entrei. Andei lá perto, quando, em 2008, corri aquela zona, a sul do rio Douro, à procura do Marlon, aquele filho da minha escola que fugiu da Escola de Fuzileiros, no verão de 1965, e mais ninguém lhe pôs a vista em cima. Nessa altura encontrei-me com um fuzo de Foz Coa que pertencia à associação da Meda e que tentou ajudar-me na minha missão, mas sem resultado. Voltei a encontrá-lo, dois ou três anos depois, na Escola de Fuzileiros.
Ia-me esquecendo de dizer que na notícia que li se falava de tudo e mais alguma coisa, desde economia a política sem esquecer as eleições, mas de jardim que era o título da notícia, nada, nem uma palavra.


No plano internacional foi o Curdistão que decidi comentar, por estar em curso um referendo no Iraque, tal como na Catalunha, pedindo a independência do seu território.
A Catalunha é uma coisa pequenina, se comparada com o Curdistão. Olhando para o mapa acima, percebe-se a imensidão de gente e território envolvido neste problema. Mais de metade do território e população curda vive na Turquia e o Primeiro Ministro já foi avisando que não contem com ele para alinhar nessa loucura. Desde os tempos de Oçalan, lider do PKK, que a Turquia tem feito fel e vinagre ao povo curdo e tudo por causa do petróleo. Se bem entendo essa questão, a Turquia nunca vai ceder. Ontem como hoje, o que conta é o poder dos dólares, neste caso petrodólares.


A Bolsa de New York andou, ontem, aos solavancos por causa disto e o petróleo subiu, de imediato, 3 a 4%. Alheio a isso, ou talvez não, o povo do norte do Iraque vai continuar a luta pela auto-determinação. Eles não são xiitas nem sunitas em querem ver-se envolvidos na guerra que eles travam entre si. Tudo o que pretendem é ser donos da sua própria vontade e viver segundo as suas tradições. E estão dispostos a lutar por isso, basta ver a atitude das mulheres, na imagem acima.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A coisa complicou-se com a perda de votos!


A Merkel (cor negra) não quer alianças com os roxos (comunistas) nem azuis (nazis) e os vermelhos (socialistas) não querem nada com ela. O que é que lhe sobra para formar a geringonça?
O FDP (que Deus me perdoe, mas  essa sigla lembra-me os "filhos da puta") já esteve na coligação, há dois mandatos, mas saltou fora. Sobram os Verdes que não vão dizer que não, mas está muito curto para ela formar governo. Que solução será melhor para dar algumas esperanças ao resto da Europa?

domingo, 24 de setembro de 2017

Uma vergonha!

13% é uma vergonha

Nem os alemães gostaram de ver o partido da extrema direita (AFD) ficar em terceiro lugar nas eleições de hoje. No caso de a Angela Merkel ter que optar por uma "geringonça" à portuguesa, teria que ser este partido o primeiro candidato a ser considerado.
Pela manifestação que a imagem documenta, o povo alemão está a passar recado à chanceler que não estará disposto a aceitar isso. Veremos que outras opções ela terá.

Asas negras sobre Berlim!

Parece de mau agoiro tantos pássaros negros, suponho que sejam corvos, a voar sobre Berlim no dia das eleições. Talvez seja para quem não gosta de Angela Merkel, pois é quase certo que ela vai sair ganhadora e com grande diferença do seu opositor, o socialista Schultz.


Por ter trabalhado, embora por um curto período de tempo, na Alemanha e falar a áspera Língua que lá se fala, eu sinto-me um pouco envolvido/interessado no processo. Se me perguntarem quem quero que ganhe, a Merkel, claro.
Gostei da forma enérgica como tratou o assunto do Brexit e enfrentou aquela cambada de enfatuados súbditos de Sua Majestade que se julgam a viver num mundo diferente daquele onde vive o comum dos mortais. Espero que os faça pagar bem caro pela ousadia de virarem as costas ao resto da Europa e se sentirem mais próximos dos Estados Unidos.
E gostei também da posição firme na recusa em deixar a Turquia juntar-se ao clube dos europeus. Com as políticas, as tradições e, em especial, a religião que professam os turcos, eles não cabem na União Europeia. Eu sou completamente contra a inclusão de um país muçulmano na União. Comigo não, nem em sonhos. E ainda bem que a D. Angela pensa como eu, fico-lhe grato por isso e assim pode contar com o meu voto nas eleições de hoje.
Uma coisa de que a acusam é de defender mais o seu país que a União. E o que há de mal nisso? Tomara eu que os políticos portugueses fizessem o mesmo. A Alemanha tem a economia mais pujante da Europa, graças a ela, penso eu. Não me acredito que as coisas funcionassem melhor se à frente do governo estivessem os socialistas. Com o feitio batalhador e egoísta do povo alemão, não os vejo a conviver muito bem com políticas socialistas. A menos que metessem a doutrina num saco e governassem o país pelo país, seguindo o exemplo da actual chanceler.
A Angela só não é bonita, nem elegante, nem veste bem, mas como não penso ir com ela para a cama ... está tudo certo!

A garrafeira!

O Benfica, hoje, fez-me lembrar uma garrafeira. Daquelas garrafeiras ricas, cheias de garrafas caras, de colheitas de anos especiais, com medalhas internacionais atribuidas, garrafas que custam uma porrada de euros cada uma. Garrafas que ficam na garrafeira para todos verem, mas ninguém bebe, ninguém chega a provar aquele vinho que dizem ser tão bom.
Foi o que senti ao ver a constelação de estrelas que o Benfica tem ao seu dispor, grandes craques com chorudos ordenados, mas que andam por ali, durante noventa e tal minutos, e não produzem nada que se veja. Até dá sono seguir com os olhos os movimentos que a bola faz. Em cada seis toques volta aos pés do Luisão para recomeçar um novo trajecto que acabará, invariavelmente, por voltar aos seus pés.
Equipa para jogar em contra-ataque, ataque continuado, transições rápidas, ou qualquer outra dessas definições que se aplicam a uma equipa de pendor atacante, que faz os adeptos levantar-se nas bancadas e gritar olés, é coisa que não podemos chamar a este Benfica. Ao certo, ao certo não sei o que lhe hei-de chamar, pois parece-me um carrocel zero que anda sempre à volta e não tem princípio nem fim. A bola vai até à área adversária e vai circulando pelos pés de médios e avançados, dá a volta a todo o terreno de jogo e regressa aos pés dos nossos defesas sem ter entrado na baliza que era o único propósito da coisa. Um autêntico carrocel, diria eu. A táctica do Benfica é a do «Carrocel». Do Benfica ou do Rui Vitória, já não sei muito bem a quem atribuir as culpas.
O que sei é que não gosto do que estou a ver e qualquer dia desisto. Basta-me saber o resultado no fim dos jogos.
Salvaram-se duas ou três jogadas que fizeram levantar a plateia.
E os três pontos conquistados.

sábado, 23 de setembro de 2017

Pensamento positivo!

Por razões que a vós pouco interessam, hoje, tenho pouco tempo para dedicar às escritas, mas não esqueço que logo, à noite, há jogo do Benfica e a esse respeito gostaria de deixar-vos um pensamento (que encontrei por aí) que espelha o meu estado de alma.

Sê grato por todos os obstáculos na tua vida.
Eles tornam-te mais forte enquanto
prossegues a tua jornada.

É isso mesmo, as dificuldades ensinam-nos a maneira de ultrapassar os obstáculos que a vida vai pondo no nosso caminho. Assim o Benfica use esses ensinamentos para fazer um grande jogo e afastar de vez as nuvens negras que pairam sobre a nossa catedral.
Carrega Benfica!!!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

A «Guerra Quente»!

Durante quase metade do Século XX, o mundo foi dominado pela Guerra Fria, o confronto entre os dois super-poderes que emergiram da Segunda Grande Guerra, Estados Unidos e União Soviética. Entretanto, a União Soviética colapsou e ficamos no limbo, sem se saber muito bem quem tinha poder sobre quem.
Nos tempos mais recentes, ao mesmo tempo que a Rússia vem tentando ganhar protagonismo, a China, silenciosamente vai assumindo o papel de número dois e com o objectivo firme de, muito em breve, poder ser o número um. Neste mundo manda quem tem dinheiro e a China tem muito dinheiro. E continua a ganhar mais, pois os chineses são aos milhões e trabalhadores como as formiguinhas que nunca param, enquanto o sol brilhar.
A Coreia do Norte é um aborto gerado pela incapacidade americana de correr com os comunistas russos para fora da Península Coreana, durante a Guerra da Coreia. Até 1945 a Coreia foi uma colónia do Japão. Com a derrota na Segunda Guerra Mundial, o Japão foi corrido de lá para fora e os comunistas russos e chineses aproveitaram logo para pôr a pata em cima daquilo. As tropas americanas foram lá a correr tentar pôr ordem na coisa, mas ficaram a meio do caminho. Os Russos fizeram finca-pé e, tal como na Alemanha, dividiram aquilo ao meio, ficando com metade cada um.
Para além do problema social, com famílias e amigos de um e outro lado do Paralelo 39, linha que define a fronteira entre o norte e o sul, tudo estaria bem se o norte não tivesse caído numa ditadura familiar que o tem governado até hoje. Kim Il Sung, primeiro, depois o seu filho e agora o seu neto transformaram o país num reduto do comunismo mais radical que existe á face da terra. E sem pensar no seu tamanho minúsculo e economia insípida, querem tornar-se uma potência nuclear para assustar os Estados Unidos e, principalmente, o Japão de quem têm as maiores queixas do passado.


Com a chegada do Mr. Trump à Casa Branca, em Washington, e o Putin sempre a deitar as unhas de fora, para não se esquecerem dele, a situação aqueceu e de que maneira. O neto do Kim gosta de brinquedos perigosos e gasta o dinheiro que deveria servir para melhorar as condições de vida do seu povo, no desenvolvimento de bombas nucleares e mísseis de longo alcance para as transportar dali para fora. O Trump chama-lhe o «Rocket Boy» e, como também não é bem assente das ideias, ameaça esmagá-lo como se fosse uma barata e fazer desaparecer a Coreia do Norte do mapa.
Mas nessa história é preciso contar com a opinião da China que, além de ocupar a segundo lugar na hierarquia mundial, é vizinha da Coreia e poderia ficar toda chamuscada se aquilo pegasse fogo. Foi isso, além dos problemas comerciais que ocupam o primeiro lugar na lista das suas preocupações, que fez os dois "Grandes-Chefes" juntarem-se na semana passada. Consigo imaginar o Trump a perguntar ao Jinping:
- Que achas? Posso esmagar aquele piolho coreano?

Ainda ...!

... estou a pensar no cozido!


... e no tintol.
À espera que a neura se vá embora!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Estou de beiça!

E quando estou de beiça não digo nada, fico caladinho como um rato!


Ver um jogo como o de ontem até me dá fome!
Se não fosse quase meia-noite, quando acabou o jogo, ia até um restaurante, pedia um cozido à portuguesa e um litro de vinho. E comia e bebia até ficar mal disposto.
Só para esquecer o desgosto!

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Embaralhar e dar de novo!

Duas derrotas seguidas, uma para a Liga dos Campeões e a outra caseira, com o Boavista, deixaram o Benfica à beira de uma crise sem precedentes na sua História moderna. Hoje, à noite, numa prova diferente e contra um adversário que se pode considerar forte, O Benfica tem que mostrar aos seus adeptos se consegue dar a volta por cima, ou se a crise veio para ficar.


Para começar, não entendo porque razão o jogo tem que ser tão tarde. Às 21.15 horas já eu costumo regressar a casa, escrever a crónica, dar a volta pelos blogs e não perder a hora de deitar. Assim vou ter o programa todo transtornado e crónica só haverá se eu vier todo eufórico com uma vitória gorda.
Mas é melhor não contar muito com isso, pois com a mania de trocar jogadores nesta prova, já estou a ver o Rui Vitória a inventar e pode sair cagada da grossa. É melhor pôr o coração ao largo e esperar calmamente pelos acontecimentos.
Benfiquista serei sempre, aconteça o que acontecer!

Está tudo muito moderno!

Em contraponto com o título desta publicação, começo por mostrar-vos como era Lisboa, antes ainda de os Filipes de Espanha virem para cá governar os tugas. El-Rei D. Sebastião tinha-se perdido no meio do nevoeiro, em Marrocos, por esta altura, e lá tivemos que gramar com os castelhanos outra vez.


Mas não é nenhuma lição de História que preparei para hoje, a coisa é mais simples, mais moderna e tem a ver com "orientação sexual". Porquê então o mapa de Lisboa, poderão vocês perguntar. A resposta é fácil, vou falar-vos do «Monarch» o grande navio cruzeiro que zarpou de Lisboa com cerca de 3.500 LGBT's a bordo. Não sabem o que, ou quem são os LGBT? São todos aqueles que não apreciam uma boa queca entre um homem e uma mulher e optam por outras modas mais modernas.


Pois, o dito Monarch veio estrear a nova doca do Terreiro do Trigo que os nossos políticos, a começar no Medina, passando pelo ministro que tutela as obras públicas e acabar no António Costa, não tiveram tempo de inaugurar, por causa da campanha em curso, mas vão fazê-lo logo a seguir à eleições de 1 de Outubro.
Conseguem descobrir o Terreiro do Trigo no velho mapa que vos mostrei no princípio? É provável que não, mas garanto-vos que este navio está atracado na nova doca de cruzeiros que ocupa o espaço entre o Terreiro do Paço e a Estação de Santa Apolónia. As obras vieram limpar muito lixo ali acumulado durante séculos e doravante vai ser só luxo. Já estou a ver os turistas a correr em direcção a Alfama para ouvir o fado.


E já que estamos a falar de transviados sexuais, aposto que o fotógrafo que bateu esta chapa também não é muito fixe das ideias. Ele entortou a Ponte Salazar, mal se vê o cais e até o navio de cruzeiros está todo empenado. Será arte moderna?
Eu devo ser mesmo muito antiquado! Prefiro tudo, mas tudo mesmo, à moda clássica!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Outros tempos!


Estou a levar com uns petardos (tamanho XXL) de amoxilina e, segundo a Guidinha (o inha é porque ela é mesmo pequenina, não chega aos 150 cms), a médica dentista aos cuidados de quem me entreguei, diz que lá para sexta ou sábado estarei livre da infecção e das dores. Como vocês bem sabem, com dores não é possível a gente concentrar-se e pensar em algo que se aproveite.
Assim sendo, vou falar-vos de linho que é do ... e rima com ... Minho. E também com carinho, como bordou a rapariga minhota (ou não) na obra prima que a imagem retrata. Que coisas bonitas que as raparigas de antigamente sabiam fazer!
Agora é tudo muito diferente. Ora vejam a imagem seguinte.


Para conquistar os rapazes, a Margarida (que, imagino, não sabe bordar), encomendou umas maminhas novas e muito maiores que aquelas com que a mãe natureza a brindou. Acha ela que sem umas mamocas de encher o olho ninguém lhe pegava. O médico podia dizer-lhe que não fizesse isso, que já tinha maminhas que chegasse, etc. e tal, mas o que lhe interessava a ele era facturar mais umas milenas e mais nada.


A Margarida com as suas maminhas acrescentadas ficou uma estampa de rapariga e só espera que os implantes que pagou bem pagos resistam a todos os atritos a que vão ficar sujeitos. Sim, porque pelo que se tem visto no programa que a TVI tem mandado para o ar, por volta da meia-noite, não faltam interessados, nem ela se faz rogada.


E se as mamocas não forem argumento suficiente, pode sempre juntar-lhe as nádegas (ou nalgas, em alentejano) que não são nada de se deitar fora. Até eu que não sou nada dessas coisas, não me importava nada de passar ali uma mãozada. Cata-te boca!
Eu só pergunto uma coisa, ainda haverá dessas raparigas que saibam bordar o pano de linho? Com muito amor e carinho? Para mostrar o quanto amam o seu namoradinho?
Se calhar é bem mais fácil encontrar um par de mamas postiças!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Dinheiro fácil, ou nem por isso!


Sobe a Bolsa em Nova Iorque e aumentam as fortunas de quem já é rico. Chovem os milhões nas contas bancárias sem ter que mover um músculo. Quem é pobre nem sequer sabe o que é a Bolsa nem para que serve. Desde que tenha as migas para matar a fome todos os dias, já se dá por satisfeito.


Os pobres só têm uma maneira de ganhar dinheiro, a trabalhar. Eu trabalhei na Alemanha numa fábrica de ferro que tinha os dois serviços, quente e frio. Felizmente não me mandaram para o quente (fundição) que aquilo era de morrer. Calhou-me a parte do frio que se dedicava a cilindrar e cortar ferro. Bobinas de 3 toneladas, semelhantes às que aparecem na imagem, para cortar às tiras de todas as larguras, destinadas á fabricação de fogões, micro-ondas, frigoríficos, máquinas de lavar, etc.. Em 13 meses de "comissão" passaram-me muitas pelas mãos!
De vez em quando, passam-me estas imagens debaixo dos olhos e começa a rolar o filme da minha vida, uns momentos melhores, outros piores, há de tudo como na farmácia.

O chato do doutor alemão!

A cimeira internacional “Alzheimer’s Global Summit”, que começa hoje e se prolonga até sexta-feira, decorre na Fundação Champalimaud e é co-organizada pela Fundação Rainha Sofia, de Espanha.
Segundo os organizadores, o encontro tem como objectivo discutir e partilhar os recentes progressos em duas áreas distintas, mas complementares: a da intervenção terapêutica e a área de investigação sobre doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, Huntington e Parkinson.


Pois é, quem tiver conhecimento desta doença nos seus antepassados que se cuide. O Dr. Alois Alzheimer identificou esta doença e deu-lhe o seu nome, muito embora isso aos doentes que padecem de Alzheimer pouco lhes importe. Infelizmente, o meu ramo familiar materno sofreu com esse mal e portanto posso estar na bicha para me esquecer de quem sou. Uma coisa que me anima é que só por volta dos 80 anos é que ela começa a mostrar-se preocupante e o mais provável é eu não chegar lá.
A minha bisavó, Eusébia de seu nome, morreu de cancro da mama, com pouco mais de 80 anos e já completamente dominada pela doença de Alzheimer. A sua filha, e minha avó, seguiu o mesmo caminho, mas como morreu antes de completar os 80 anos, pouco foi afectada por essa doença neurológica. A minha mãe viveu uma vida inteira com terror do cancro da mama, pensando, e com alguma razão, que morreria dessa doença que lhe levou a mãe e avó, mas escapou até aos 94 anos sem a doença aparecer.
Mas não escapou à de Alzheimer que a manteve sua escrava nos últimos 4 anos de vida. Não reconhecia nenhum membro da família e só guardou memórias dos seus primeiros 20 anos de vida. Ainda me ri um pouco com ela perguntando-lhe sobre namoro e namorados de que ela se lembrava. Do marido, vida de casada ou filhos não restou nada. O que mais lhe custava a aceitar era morar numa casa que não reconhecia como a dela e onde se via como uma prisioneira. Perdida na sua falta de memória, ela só pedia que a levassem para a sua casa, um pedido que não podíamos atender.
Por vezes, ponho-me a pensar se isso me acontecer a mim, não tenho grande merda para recordar dos meus primeiros 20 anos de vida. Nem vida boa, nem namorada jeitosa, nem porra nenhuma que se veja!

domingo, 17 de setembro de 2017

A «Quinta do Paraíso»!

Fuzileiro que passou por Moçambique sabe onde fica a Quinta do Paraíso e deve lembrar-se, tal como eu me lembro, das belíssimas "galinhas à cafreal" que lá se comiam. Bem picantes e bem regadas com a famosa Laurentina, não havia petisco melhor que aquele.


Nada que se compare com o frango africano que o Varela serviu, ontem, a todos os benfiquistas que se deslocaram ao Bessa para apoiar o seu clube do coração. Eu até tinha decidido não falar de futebol, hoje, mas caiu-me tão mal esta receita do Varela que não pude conter-me. Aquilo não se faz! E se eu já estava mal disposto com a dor de dentes que me tem afligido nos últimos dias, pior fiquei com o petisco servido à hora do jantar.
A culpa não é dele, ouvi dizer ao meu lado, é de quem o meteu na baliza. Não estou assim tão de acordo com quem defende esta teoria, eu até gosto do Varela. Não digo que seja um guarda-redes do outro mundo, mas também não acredito que possamos lá ir com o velho Júlio César já se sente na reforma. Foi uma hora má e, infelizmente, não foi só o Varela a meter água. A falta de espírito batalhador dos dianteiros do Benfica começa a mexer-me com os nervos, eles nem da grande área se aproximam, mal se aproximam da primeira linha defensiva viram as costas e passam a bola para trás.
Já não é a primeira vez que falo nisto e começo a acreditar que o Rui Vitória está a falhar na sua missão, ou falha no treino que lhes está a dar, ou na motivação que não consegue incutir nos jogadores. Se eles entram em campo sem vontade de correr ou atacar a baliza adversária algo de errado se passa, ou estão cansados ou na equipa errada. Não sei se devo começar a advogar a substituição da equipa técnica, mas os resultados até agora conseguidos começam a preocupar-me.


Mudando um pouco a agulha, acabo esta publicação de hoje com um assunto que tem provado ser de primordial importância nos últimos dias, a defesa do clima. Na reunião havida, ontem, em Paris, o delegado norte-americano mostrou abertura para se voltar a discutir o «Acordo de Paris», contrariando a posição, totalmente contra, assumida por Donald Trump na última reunião.
Comecei por escolher este assunto, porque achei piada à fotografia. Esta reunião de nível mundial e da maior importância parece coisa de pobre, do modo como aparece na fotografia. Dá-me a impressão de todos os participantes terem ido almoçar a um restaurante e , no fim do almoço, terem arrumado as mesas e cadeiras, do modo que se vê na imagem, para discutirem aquele "assuntozinho" que ali os levara. Então não mereciam o melhor auditório de Paris?

sábado, 16 de setembro de 2017

As «Festas da Moita»!


Corria o ano de 1965. Com o Curso do 1º Grau praticamente terminado e o nome dado para voltar para Moçambique, entretinha-me a namorar uma miúda do Barreiro. Nada de sério, era mesmo namorar para passar o tempo e ver o que o futuro me reservava. Não quero com isto dizer que não pudesse ter ficado com ela, pois que era boa miúda e engraçava com ela, mas a Guerra Colonial punha limites em qualquer plano que quiséssemos fazer para o futuro. Fui para Moçambique e voltei, quase três anos depois, e nunca mais a vi.


No fim de semana em que decorriam as «Festas da Moita» - tal como acontece neste fim de semana - o pai da miúda veio ter comigo e disse-me que gostaria muito de ir com a mulher assistir às festas e ficar lá de sábado para domingo, mas tinha receio de deixar as filhas sozinhas. A mais velha não o preocupava, pois ela, praticamente, já vivia com o namorado, mas a mais nova que tinha apenas 17 anos, era uma dor de cabeça e não queria que nada de mal lhe acontecesse. A minha resposta não podia ser outra:


- Vá descansado, homem de Deus! No regresso encontrará a sua filha tal e qual como a deixou.
A minha resposta era cheia de malandrice, pois alguns dias antes ela me confessara um grande segredo. Como via que as coisas entre nós tinham avançado bastante e, do seu ponto de vista, pareciam estar a tornar-se sérias, quis contar-me que já não era virgem.
Entre muita lágrimas contou como foi levada pela irmã mais velha a um encontro com dois amigos, com uma história bem engendrada que o amigo do seu namorado estava apaixonado por ela e não via a hora de lhe poder dar um beijo. A irmã mais velha toda enrolada com o seu par, não se cansava de incitar a mais nova que apertada entre os braços do seu pretendente não encontrava energias para lhe escapar.
Tinha apenas 16 anos e nenhuma experiência e entre beijos e amassos, um atrás do outro, acabou por cair na rede do malandro. Pelo canto do olho, a irmã ia seguindo o desenrolar da cena e no fim (do caldo entornado), a título de consolação, só lhe dizia:
- Fica sossegadinha, mana, que eu não conto nada ao pai nem à mãe.


Para mim que nunca fui às festas à Moita, aquele fim de semana foi de rebimbómalho. Dois dias e uma noite sem dar descanso à folia é coisa que não dá para esquecer.
E já lá vão 52 anos!

Já me dói a orelha!

Pode pesquisar-se tudo na internet. Desde namorada nova a uma boa receita culinária, ou até cura caseira para qualquer doença. Foi o que eu fiz, ontem à noite, desesperado com esta dor de dentes que já dura quase duas semanas. E descobri um remédio chinês que é primo direito da acupunctura. Ora vejam:

(Não canse os olhos a ler a letra miudinha, clique no texto que ele cresce)

Um conselho importante para quem recorrer a estas receitas caseiras é não esquecer os efeitos colaterais, senão cria um problema ao resolver o outro.
É preciso é acordar bem disposto e gozar a vida que ela é curta. Com dor de dentes ou sem ela, o melhor é afivelar um sorriso na cara e sair por aí a armar em forte. Lembram-se daquela quadra brejeira que um qualquer cantor popular cantava nos velhos tempos?

Este noite eu sonhei
Com a minha prima Teresa
De manhã quando acordei
Ainda tinha a vela acesa

É esse o espírito, buscar a alegria e boa disposição onde quer que ela esteja escondida. Ainda por cima, eu tenho um aniversário cá em casa e não posso dar parte de fraco.
Vá lá, toca a acordar, mexer o esqueleto, blogar! 

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

4 imagens, 4 histórias!

Dizem que 33 foi a conta que Deus fez. Não sei se isso é verdade e para o caso pouco interessa. A verdade é que o Príncipe Harry (de Inglaterra) faz hoje, dia 15 de Setembro, 33 anos de idade. Tem sido considerado um estoura-vergas, desde que era adolescente, mas ao ultrapassar a sua terceira capicua já tem idade para ter juízo.


Se repararem nos olhos da miúda que está mais à esquerda, poderão ver que ela o fixa como se estivesse a olhar para uma aparição, como se mal pudesse acreditar estar na presença de um verdadeiro príncipe. Como nos contos de fadas. A inocência é muito bonita.


Esta não é uma princesa, pode até ser a mais plebeia da sua terra, mas os milhões que o seu marido ganha no Bayern de Munique fazem com que possa ter uma vida de verdadeira princesa. Pelo menos enquanto as suas pernas se mexerem e continuar a marcar golos, como tem marcado até agora. Falo de Robert lewandovski, o nº 9 do Bayern e capitão da selecção polaca a quem dou os parabéns porque soube escolher uma mulher linda.


A minha terceira história não é de príncipes nem de princesas, mas antes de um planeta que está cada vez pior, por causa do Trump e outros animais como ele que não reconhecem a necessidade de lutar pela sua preservação. A imagem que vêem acima retrata um parque ecológico, na cidade de Singapura, onde tudo foi pensado de forma a proteger o ambiente. Gestão eficiente da água, uso de energia solar, escolha das plantas, tudo a pensar na optimização dos recursos e preservação das espécies.


A última história tem a ver com dinheiro, ou com a falta dele na Universidade da Beira Interior (diga-se Covilhã). Todos sabem que a Covilhã é a Capital dos Lanifícios de Portugal. Isso, hoje em dia, não passa de conversa mole para boi dormir, pois lanifícios é o que menos há na Covilhã, talvez haja mais lojas de chineses.
Por causa do meu ofício, conheci muito bem a Covilhã desde antes do 25 de Abril, quando as fábricas bombavam a todo o gás. Depois veio a revolução, o governo comunista, as greves, o abandono dos patrões e a auto-gestão, o que fez com que tudo fosse para o brejo. Dez anos depois da revolução só se viam paredes pintadas com grandes parangonas contra o patronato, portas fechadas, janelas partidas e telhados caídos. A ruína para muitas famílias, o desemprego e a imagem de uma cidade semi-fantasma. Até o quartel do Exército que ali existiu sempre, foi encerrado também.
Felizmente, foi decidido instalar ali um polo universitário, a partir de 1986, e isso veio dar uma nova vida à cidade. As várias faculdades são autênticas fábricas de doutores que vieram substituir as fábricas de lanifícios que nos velhos tempos teciam os mais finos tecidos de Pura Lã Virgem para os fatos dos mais endinheirados deste país. O pessoal que faz aquilo rolar, mais os professores e os alunos ultrapassam as 7.000 pessoas que vieram aumentar a população da cidade e injectar muito dinheiro na economia da região.
Aquele passadiço que liga os edifícios dos dois lados da rua pertencia ao velho quartel e era comum ver ali um sentinela de G3 ao ombro. Era a porta de entrada na cidade, para quem vinha do sul. Para mim mais uma de saída, pois depois de ali ter terminado o meu trabalho, eu rumava ao sul, a caminho de Castelo Branco e Portalegre.
Bom dia e afiem a moca, pois hoje é sexta-feira!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Espelho, espelho meu!

Ontem à noite, antes de desligar a máquina, ainda fiz uma pequena piada com a derrota do FCP e a vaidade que o Jorge Jesus deve estar a sentir por ser o único treinador português vitorioso nesta primeira jornada. A maior parte dos leitores ainda não andou por aqui hoje e a maior parte lê apenas a última publicação e nunca mergulha a fundo no blog para ler coisas antigas. Pois, o assunto de hoje também versa sobre futebol, embora também sobre outro assunto que verão quando chegar a altura.


Treinadores, arbitragens e castigos à parte quem continua imparável e a bater records é o capitão da nossa selecção. Não é que a equipa que o Real defrontou seja grande adversário, mas além do Ronaldo estavam mais 10 jogadores em campo - e alguns do top do campeonato dos nossos vizinhos ibéricos - mas quem molhou o pincel foi ele, enquanto os outros assistiam. Ele prova em campo a sua qualidade e não precisa de perguntar ao espelho quem é o melhor.
Posso dizer que tive o privilégio de ser contemporâneo dos dois melhores jogadores (portugueses) de futebol de todos os tempos, Eusébio e Cristiano Ronaldo. Um luxo!


O outro assunto que resolvi abordar nesta minha publicação é o «Terminal de Contentores do Barreiro». O fotógrafo que fez esta imagem preocupou-se em dar uma panorâmica daquilo que vai ficar escondido dos barreirenses, quando neste local for levantada uma parede de 20 a 30 metros de altura, formada pelos milhares de contentores que aqui ficarão armazenados à espera de seguir viagem. Lisboa, o Cristo Rei, a Ponte Salazar ou a Serra de Sintra, tudo ficará escondido de quem morar nesta zona onde o fotógrafo se posicionou para disparar a câmara.
Diz a notícia que eu estive a ler que os organismos competentes estão a analisar as questões de impacto ambiental que esta obra vai levantar. Sinceramente, não vejo que haja muito para analisar, pois não pode escolher-se outro local para o terminal. Navios, guindastes e contentores só à borda de água funcionam, não podem ser transferidos para o meio do mato. Que incomodam as pessoas e tapam as melhores vistas, a gente já sabe, mas é pegar ou largar. Não se pode parar o desenvolvimento e as pessoas precisam de emprego para conseguirem pagar as contas.
Essa é a parte boa do TCB (Terminal de Contentores do Barreiro), da parte má é melhor a gente esquecer-se, pois não vale a pena pensar em coisas tristes.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O Jesus deve estar a rir-se!

Não estou a falar do Jesus que está no céu, que esse, com tantos pecados que há pelo mundo, não deve ter vontade de rir. Estou a falar do treinador do Sportem, aquele que é muito vaidoso e já foi campeão pelo Benfica.
Com a derrota do Benfica, ontem, e a do Porto, hoje, ele deve estar a pensar, como aquela bruxa da história da Bela Adormecida que perguntava ao espelho quem era a mais bela de todas as mulheres, que não há, em Portugal, treinador melhor que ele. Deve estar inchado que nem um peru em véspera de Natal.
Glu, glu, glu!

O Herói Improvável!

Na sexta-feira passada meteu um golo que já deu muito que falar. Uns consideraram-no um autêntico chouriço que merecia figurar no Guiness, outros uma obra de arte que vai ficar nos anais do Benfica e, talvez, concorrer a um qualquer prémio da UEFA.
Ontem, deixou que a bola lhe batesse no braço - embora disso não possa ser directamente responsável - gerando um castigo que retirou ao Benfica a pequena vantagem que levava sobre o seu adversário moscovita. Ele bem tentou esconder o braço atrás das costas, mas não foi a tempo. O grande culpado foi o árbitro que, num lance muito duvidoso resolveu apontar para a marca de grande penalidade, enquanto que o nosso avançado, Seferovic, foi abraçado e derrubado dentro da grande área sem que isso tenha impressionado grandemente o árbitro.
Bem, no fim de tudo, o Benfica perdeu e não há nada a fazer. Bem me custou assistir a esse desfecho do nosso jogo, enquanto ouvia, numa televisão ao lado, os festejos dos adeptos leoninos que comemoravam um golo atrás do outro. Por muito estranho que pareça, os nossos jogadores, ontem, não estavam com vontade de correr para a baliza nem ir ao choque com os russos (que na maior parte eram brasileiros ou africanos). Jogaram sempre no meio campo do adversário, mas entrar na área, está quieto que é mau. Em vez de progredirem em direcção à baliza, voltavam sempre para trás e passaram os 90 minutos a trocar a bola no meio do campo.
Será que estão com medo que lhe fo*** as canetas? Tenho que passar uma mensagem ao Rui Vitória para mudar a rotina do treino. A bola tem que ser passada para o lado ou para a frente, para trás nunca. Jogador que faça isso tem de ser multado e após 3 multas retirado do plantel principal. Há alturas em que tem que se recorrer a soluções drásticas, continuar assim não leva a lado nenhum.
Com respeito ao André Almeida, ele não é mais que um suplente e muito tem ele feito para ajudar o Benfica na sua caminhada para as vitórias, passadas e futuras. E não lhe cabem culpas naquilo que se passou, ontem, na Luz.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Mixórdia de temas!

Mal entras no Facebook perguntam-te logo em que estás a pensar. E eu, como não sou grande cliente dessa rede social, trouxe para aqui a pergunta e vou dar-lhe a resposta.
Mal acordo, ligo a televisão para ver as notícias. Por volta das 08.00 horas ligo o computador para espreitar se há novidades no blog, vejo a abertura da Bolsa e, depois, vou ler os jornais. E aqui vai a primeira parte da resposta à tal pergunta, em dinheiro, é nisso que estou a pensar.


Ontem foi o dia 11 de Setembro, data de má memória para os americanos. Não entendo por que carga de água a Bolsa teria que cair nesse dia, mas o facto é que não caiu e, pelo contrário, mostrou uma vitalidade que ninguém esperava. Olha para a cara deles todos sorridentes a pensar em dinheiro, lucros bem gordos quando as coisas correm de feição.
E penso ainda que o dinheiro é sempre um problema, para quem o tem e para quem o não tem, para uns maior do que para os outros, claro. E ainda a pensar no dinheiro, passa-me debaixo dos olhos esta fotografia que vêem abaixo.


Era o nosso grande guarda redes da época passada, bom dinheiro rendeu ao clube, quando se transferiu para Inglaterra, e bom dinheiro foi ele ganhar para engordar a sua conta bancária. E, pelo que mostra a imagem, ganhou mais alguma coisa além do ordenado que o seu clube lhe paga, um pontapé em cheio na cara que lhe valeu uma costura jeitosa. É o futebol transformado num grande negócio e levado às últimas consequências.


Ainda e sempre a pensar no dinheiro, vi outra fotografia (e a respectiva notícia que ele ilustrava) que me transportou para os cerca de 500 milhões de lucro que a EDP (empresa que já foi pública, mas agora não é) registou no primeiro semestre deste ano. É que para os milhões correrem para a conta da EDP, ficam os rios no estado que a imagem documenta, sem gota de água. Ela fica retida nas barragens à espera da hora mais conveniente para ser turbinada e transformada em electricidade que nós pagamos a peso de ouro.


Já não tão ligada ao dinheiro, mas ainda com ele como horizonte, vive esta "beldade" que no passado gastava uma fortuna em depilações e agora pensou em deixar crescer livremente as suas sobrancelhas e com isso tornar-se famosa e aumentar o preço da sua participação em campanhas de publicidade. O meu pai costumava dizer que todas as mulheres têm um mealheiro entre as pernas, pelo que parece, esta tem-no entre os olhos.


Para despedida, deixo-vos a cara do meu novo cachorro que se chama NERO e não me dá um tostão a ganhar, muito pelo contrário. Está comigo há três meses e já voaram mais de 200€ no veterinário.
Bom dia, portem-se bem e abriguem-se do sol.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Fim à vista!


Ontem ouvi a Catarina dizer que (no futuro) não haverá mais geringonça. Pensará ela que o PS, ou o PSD coligado com o CDS conseguirá mais que 50% dos votos nas próximas eleições? Ou que o PCP sozinho pode servir de muleta ao PS para formar governo? Sinceramente não consigo adivinhar o que lhe vai na cabeça.
Mas, como os políticos dizem uma coisa e fazem outra, não vale a pena cansar a minha inteligência com tal assunto, daqui a dois anitos logo se verá.

domingo, 10 de setembro de 2017

Domingo, 10 de Setembro!

Toda a gente sabe que hoje é domingo, assim como também sabe que é o décimo dia deste mês de Setembro. O que ninguém sabe é o que ele significa para mim, é uma espécie de "day after" (o dia seguinte).
Ontem, fui até Mirandela para encontrar-me com o Manuel Filipe, camarada fuzileiro que não via desde o dia 2 de Outubro de 1962. Claro que a desculpa era abastecer a minha despensa de produtos da região transmontana, tais como vinho, azeite, linguiça e alheiras, mas aquilo que motivou a viagem foi rever um camarada que não via há 20.066 dias. Passaram-se, exactamente, 54 anos e mais 342 dias, daqui a 23 dias seriam 55 anos. É obra!
Ninguém quer saber disso, mas destes quase 55 anos que, entretanto, decorreram, 14 deles foram bissextos. Muitas coisas aconteceram, durante todo esse tempo, na vida do Filipe, assim como na minha. Ele fez duas comissões, em Angola e uma, em Moçambique, tendo abandonado a Marinha depois disso. Esteve em Metangula e no Cobué, como eu estive também, mas em tempos diferentes.
Na sua vida civil, depois da Marinha e da Guerra Colonial, foi emigrante. Andou pelo Médio Oriente e depois foi parar a Paris. Trabalhou nas obras até encontrar o seu caminho definitivo. Em Paris recomeçou os estudos que tinha interrompido quando se alistou, antes ainda de fazer 17 anos, na Marinha de Guerra Portuguesa, e conseguiu terminar o Curso de Contabilidade. Depois disso, com o "canudo" na mão, arranjou um emprego, onde havia alcatifa e ar condicionado, livrando-se do frio, neve e chuva que fustigam Paris durante boa parte do ano.


Ele, agora, está reformado e vive mais tempo em Portugal, na terra que o viu nascer, no concelho de Olhão. E tem mais tempo para dar umas voltas e esquecer a vida de trabalhos que levou até agora. Foi isso que o trouxe, ontem, de Olhão a Mirandela e fez com que o nosso reencontro fosse possível.


Não é qualquer amigo que merece uma deslocação de 176 Kms, mas para o NMA 16491 que partilhou comigo aquelas sessões de «Ordem Unida», sob o comando do sargento Bicho, durante 6 meses, tudo é justificado. Tempos inesquecíveis que, ontem, durante cerca de três horas, tivemos oportunidade de recordar. A buzinadela do autocarro que pretendia prosseguir a viagem pôs fim ao nosso encontro.


No regresso, aproveitei para fazer um desvio e passar pela barragem da Foz do Tua, cuja construção acompanhei desde o primeiro dia. E assim, para regressar a casa tive que meter mais uns 229 Kms na minha carrinha Ford Mondeo que, a bem da verdade, estava já cansada de ficar aqui ao lado, a ganhar teias de aranha e acumular pó em cima do tejadilho.

sábado, 9 de setembro de 2017

Cura tradicional!

Depois do desgosto que o meu Benfica me deu ontem, achei que a melhor maneira de ultrapassar isso era fazer uma excursão gastronómica a Trás-os-Montes. Não vale a pena perder muito tempo com planos de pormenor. Ala pela porta fora.


Se tudo correr como eu espero, logo à noite, conto-vos como foi. Vinho, azeite ou azeitonas e alheiras de Mirandela, alguma coisa hei-de trazer comigo.
Agora não tenho tempo para mais conversa!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Assim não!


Ganhámos!
Mas não gostei nem um bocadinho.
Espero que as coisas corram melhor da próxima vez.
E o Rui Vitória estava muito mal disposto na conferência de imprensa depois do jogo.
Também eu estaria se estivesse no lugar dele.
Veremos como vão correr as coisas com o CSKA, na próxima terça-feira.
Ai o meu rico Benfica!!!