terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Lua deitada !

... marinheiro em pé!
O ditado é popular, mas é mais importante para os marinheiros que para os outros que nada têm a ver com o mar. Vinha andando, a caminho de casa, e vi a lua ao fundo da minha rua, na forma que a imagem nos mostra. E lembrei-me desse ditado que é velho.
Hoje é o sétimo dia do Quarto Crescente, outros sete dias e será Lua Cheia. Na escola ensinam aos miúdos que esta se chama "lua mentirosa", porque o "C" de crescente está virado ao contrário e mais parece um "D". A mim ensinaram-me de modo diverso. Para saber distinguir as fases da lua pela sua forma, diz-se assim:
- Quarto Crescente, pontas para nascente.
- Quarto Minguante, pontas para diante.
Não é que isto seja muito elucidativo, mas sabendo que uma tem as pontas viradas para o nascente, já se sabe que a outra está ao contrário.
Quanto ao "marinheiro em pé" a história é outra e nem todos a conhecem. Lua deitada é sinal de tempestade e nessa situação o marinheiro (ou pescador) tem que manter-se vigilante, nada de se deitar a dormir e correr o risco de se afundar. Pelo menos assim afirmavam os meteorologistas à moda antiga, aqueles que se guiavam pelos astros, antes da invenção dos satélites.

Catálogo das doenças !

Se um cristão, como eu, chega à idade da reforma já se pode considerar um homem com sorte. A partir daí entra na bicha da agência funerária e é tudo uma questão de tempo, até aparecer a conta para a família pagar o funeral.
Há um sem-fim de doenças que se encarregam de levar um homem para a outra banda, mas nunca ouvi dizer que alguém tivesse direito a escolher a que mais lhe agrada. Elas vêm, vão ficando, lutando contra os remédios que a gente engole todos os dias, mas um dia, infalivelmente, uma delas leva a melhor e atira connosco ao chão.
Eu tenho uma boa meia-dúzia delas e, segundo a minha médica de família, a Drª Margarida, é a Diabetes que ocupa o 1º lugar no pódio. Aliás, diz ela que esta maldita é que potencia as outras todas, tornando-as piores do que já são na sua génese.. Ontem, fui visitar a Drª Cláudia para me tirar as dores, em breve vou visitar a Dr.ª Filomena que trata de me afinar o pacemaker e mais tarde uma outra médica (de quem não me lembra o nome) que me trata dos olhos.
Como vêem, é tudo mulheres à minha volta a lutar para eu não ir desta para melhor. Que posso desejar mais? Desejo que elas sejam bem sucedidas na sua missão, pois claro!

Saladas !

A alface é tão comum nas saladas que se comem em Portugal que até o seu nome, em algumas zonas, é substituído por "salada". Vai à praça e traz-me dois pés de salada, é o que ouço às vezes.
Não se admirem desta minha conversa, não perdi o juízo. O que se passa é que tive hoje uma consulta médica na especialidade "dor" e fui aconselhado a comer saladas para tentar reduzir o peso que não consigo trazer para baixo dos 100 kilos. As dores nos pés são insuportáveis e não me permitem caminhar e a receita que trouxe da médica foi uma cura de emagrecimento.
Além das alfaces e tomates da praxe, há três coisas que gosto nas saladas, rúcula, endívias e chicória vermelha. E muita cebola, claro.


Como tenho alguns metros quadrados de terreno a que dou pouco uso, pensei que seria boa ideia cultivar eu próprio estes legumes. Não me parece que seja nada muito complicado e portanto só tenho que descobrir onde comprar a semente, ou as próprias plantas para replantar.


Em Itália é muito comum ver estes legumes nas saladas que os restaurantes servem, mas o mesmo não acontece aqui, em Portugal. Porque será? Talvez seja difícil cultivá-las ou então é o paladar dos portugueses que não as aprecia. Azedas são com certeza, mas eu gosto.
Para quem gosta de sarrabulho, de cabrito e leitão, de rojões e tripas, de feijoada e de um belo pernil, ou até de uma posta de bacalhau com grão, não esquecendo o cozido à portuguesa e outros petiscos que poderia continuar a enumerar até perder o fôlego, vai ser uma mudança radical. Mas a doutora disse-me que só me conseguirá tirar as dores depois de me tirar 20 kilos.
Isto é que está aqui uma açorda!!!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

De volta a Lourenço Marques !

Lourenço Marques, em 1544, acompanhado por António Caldeira, comandou expedições na costa de Moçambique, andava em exploração da costa e chegou ao Rio Limpopo, onde tomaram trato com os indígenas. Dali, foram ao Rio Umbeluzi, animados sempre na ânsia de comerciar e enriquecer. Depois, vindo do Rio Maputo, desceram para o mar, e deram na Baía que já antes fora visitada e à qual alguns chamaram "da Boa Morte" e António do Campo chamara "da Lagoa" - e daqui a denominação Inglesa "Delagoa Bay" -, na área hoje denominada Baía de Maputo. Pensaram os dois aventureiros estabelecer ali um grande mercado de produtos do interior, e ali se instalaram, dedicando-se, de início, ao resgate do marfim.


Dei-me ao trabalho de transcrever, da Wikipédia, o pequeno texto com que começo esta publicação. Isto, porque sei que há muito boa gente que fala de Lourenço Marques e até já por lá passou, sem fazer a menor ideia de quem era o homem que lhe deu o nome.
Quando a cidade não passava de uma dúzia de palhotas, à beira da água, na parte norte da baía, os nativos chamavam-lhe "Xilunguine", ou seja, o sítio onde vivia a gente que falava português. Mas isso foi há muitos anos atrás. Durante perto de três séculos, aquele lugar perdeu grande parte do interesse inicial e os portugueses só ali iam para se abastecer na ida e regresso da Índia. Em meados do Século XIX as coisas começaram a aquecer e nunca mais parou, até hoje. E o Xilunguine que depois se chamou Lourenço Marques, foi renomeado como Maputo, depois da descolonização.
A Avenida do Trabalho, assim como a Avenida de Angola, o bairro de Chamanculo ou do Xipamanine foram os sítios onde gastei boa parte do meu tempo, quando não eatava dentro das redes de arame farpado da Estação Radionaval da Machava. Tudo isto me passou pela mente, esta manhã, quando olhei para esta foto (que podem ver acima) que ilustra um mercado típico de África (por mero acaso, em Angola).
Quem andou por lá, como eu andei, sabe que, fora das vias principais, não há ruas por onde possam transitar carros, mas apenas a pé, de bicicleta ou de mota e, neste último caso, devagar e com redobrados cuidados. Pois, cá este rapaz conduzia uma Java 175 e não havia caminho nem carreiro por onde não se metesse. E no bairro do Xipamanine havia um mercado parecido com o da foto que aos sábados à noite virava salão de dança, ou batuque, se lhe quiserem chamar.
O Xilunguine que no meu tempo já se chamava Rua Araújo, também era caminho aberto para a minha Java, de maneira que a cidade que o tal Lourenço Marques ali fundou, no Século XVI, não tinha canto nem esquina que eu não conhecesse. Passei ali os melhores anos da minha vida, mas há uma razão primordial para isso, eu tinha apenas 20 anos!

domingo, 21 de janeiro de 2018

O que vai na cabeça de cada um !

A minha publicação de hoje consta de cinco (5) histórias de vida que fazem o meu "bestunto" girar, como o disco duro de um computador, a uma velocidade supersónica para adivinhar o que vai na alma de cada um dos protagonistas. E olhem que não é nada fácil!


O Papa Francisco anda lá pelas Américas, preocupado com a caterva de crimes que os seus acólitos  (homosexuais e pedófilos) vão continuando a praticar por esse mundo fora. Ele vai pedindo perdão pelos pecados dos outros esperando que Deus lhe perdoe os dele que também deve ter alguns. Há quem aprecie o modo como ele vai cumprindo a sua missão de chefe da Igreja Católica Romana, mas também há quem deteste. A vida é mesmo assim, nem Jesus Cristo que era filho de Deus agradou a todos e por isso o pregaram numa cruz.


O Rui Rio tem nas mãos um problema de solução bem complicada. Como é impossível fazer alianças com o PS e os partidos mais à esquerda, só lhe resta o CDS como aliado. E se, como aconteceu ao Passos Coelho, isso não for suficiente para lhe garantir uma maioria no Parlamento? Só lhe resta convencer o eleitorado de que a proposta do PSD é mais vantajosa do que aquela que o PS propõe, nas eleições do próximo ano. Adivinho que não vai ser nada fácil, querendo isso dizer que poderemos ter a geringonça no poder por mais e bons anos.


Na Alemanha as coisas não estão mais fáceis que aqui. A Merkel tem-se esfarrapado toda para conseguir formar um governo, coligada com os socialistas, mas este senhor que aqui vêem só aceita se for de acordo com as suas regras. E acham que a Merkel aceita? Nã, aquilo é bicho ruim, do género de "mais vale quebrar que torcer" e não vejo a menor hipótese de sucesso nas conversas que vão tendo. A solução passará por novas eleições e, enquanto isso, a Europa desespera, pois sem o motor económico que a Alemanha representa não vai a lado nenhum.


E o Trump? O presidente Trump é o rei da "Trumpalhada" e tem mais inimigos que formigas no deserto de Mojave. Olhem para a cara dele. Estão a ver sinais de preocupação no seu rosto? Pois é, ele tem razões para isso, não foi aprovada a sua proposta de Orçamento de Estado e agora não sabe onde ir buscar o dinheiro para manter a gigantesca máquina em funcionamento. Dizem que até meados de Fevereiro deve chegar, depois disso ficam os funcionários públicos e as forças armadas sem salário. Coitado do homem, só lhe põem pedras no caminho! 

A minha última história tem a ver com aqueles que não se preocupam com coisa nenhuma, querem apenas deitar-se felizes e levantar-se bem dispostos. A esses, os problemas que afligem o comum dos mortais, não os afectam. A chuva só os chateia e anseiam que chegue o verão para se pavonearam por essas praias de Portugal que é o país melhor do mundo para essas coisas. Mas no verão há os incêndios! Querem lá eles saber disso! Os bombeiros que se preocupem que eles não estão nessa onda.

Parece que a coisa é séria !


Rotura de ligamentos no joelho, dizem eles. Mas eu lembro-me que raramente as primeiras notícias que saem são exactas. Espero bem que neste caso aconteça isso, senão só teremos o artista de volta na próxima época. E ele faz falta ao Benfica para continuar a luta pelo PENTA.

sábado, 20 de janeiro de 2018

Zero à esquerda !

Matematicamente falando um zero à esquerda não tem qualquer valor. Já à direita, a conversa é outra, pois multiplica por dez o valor que lá estava antes do zero ser acrescentado.
Lembrei-me disto ao ver os 3 emblemas lado a lado e com o Benfica do lado esquerdo. E de facto a classificação geral do nosso campeonato ficou ordenada, depois da vitória de hoje do Benfica, com o Porto em 1º lugar, à direita e o Benfica em 3º lugar, à esquerda, mas espero que daqui até Maio as coisas mudem a meu contento.
Contrariamente ao que a classificação geral possa sugerir, o Benfica jogou, nesta jornada, mais que o Porto e o Sporting, com um jogo de ataque mais compacto que poderia ter resultado num maior número de golos marcados na baliza do Chaves que deu muita luta do princípio ao fim do jogo. A defesa cerrada ao redor do nosso ponta de lança foi a maneira encontrada pelo treinador do Chaves para tentar manter a baliza inviolada, felizmente sem o conseguir.
Na próxima semana vai começar o massacre, com jogos para os adversários directos a meio da semana, enquanto o Glorioso vai ficar descansadinho à espera da próxima jornada. Depois veremos como resolvem o problema do cansaço, das possíveis lesões e castigos. E espero que a lesão do nosso médio criativo, Krovinovic, não seja de molde a impossibilitá-lo de continuar a ir a jogo.
BENFICA, sempre !!!

Eu sou um filósofo !

A palavra "filosofia" (do grego) é uma composição de duas palavras: philos (φίλος) e sophia (σοφία). A primeira é uma derivação de philia (φιλία) que significa amizade, amor fraterno e respeito entre os iguais; a segunda significa sabedoria ou simplesmente saber. Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber; e o filósofo, por sua vez, seria aquele que ama e busca a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.


Não um desses grandes filósofos da Grécia Antiga, ou de Paris do Renascimento, mas um pequeno filósofo que conhece as águas em que navega e não tem medo de afundar-se. Diz, ali em cima, «amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber» e é isso em que eu acredito e procuro viver de acordo com esse sentimento cada dia da minha vida.
Desde a mais tenra idade que luto para saber mais, procuro a razão de ser das coisas e nunca me dou por satisfeito. Os sentimentos humanos são, fora de qualquer dúvida, a coisa mais complexa que há. E estudá-los e compreendê-los é uma missão da mais alta importância.
O amor e o sexo são o motor da maioria dos sentimentos responsáveis pela maior parte dos crimes que afligem a nossa sociedade. O celibato dos padres católicos, a homosexualidade, a pedofilia, assim como outras acções ou opções de vida que rompem com a normalidade são matéria mais que suficiente para um tratado de muitas páginas sobre a mente humana.
Mas não é esse assunto que me vai tirar o sono, prefiro ficar-me por coisas mais terrenas, como o futebol, por exemplo, e perceber o que fez o Fábio (Caxineiro) Coentrão jurar amor eterno ao Benfica e, ontem, equipado com as cores de Alvalade, chorar por não ter ganho o jogo e acabar por partir, a soco, a cobertura do banco de suplentes.
O «caxineiro» clássico vivia de ir ao mar buscar peixe e pôr as suas mulheres a vendê-lo o melhor que pudessem. Nas horas em que o mar não permitia a pesca passava o tempo na taberna, jogava às cartas e ao dominó, ou emborcava copinhos de bagaço até as pernas se recusarem a levá-lo de volta a casa. Agora, os caxineiros modernos jogam à bola, vão para o Benfica, rendem milhões quando vendidos aos grandes da Europa e um só destes caxineiros põe mais dinheiro no banco que todos os pescadores das Caxinas em conjunto.
Raciocinar sobre estas coisas é filosofia e por isso afirmo que sou um filósofo.
E logo, pelas 6 da tarde, joga o Benfica !!!

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

O azar de uns ... !

... é a sorte dos outros!
O Sporting de JJ deu um tropeção e assim o Benfica fica mais perto da frente da corrida. O Porto lá consegui arrancar uma vitória com um golo que foi uma autêntica oferta de um defesa do Tondela. Se eu estivesse interessado apenas em fazer má língua, diria que houve, ou poderia ter havido "match-fixing". O que, de facto, é difícil de acreditar pelo esforço que o Porto fez para marcar um segundo golo e a luta renhida que levou o Tondela a evitá-lo.


Agora, o que verdadeiramente interessa é que o Benfica, amanhã, ganhe o seu jogo e continue a ganhar todos os outros até ao fim do campeonato. Se os outros tropeçarem pelo caminho, cá estaremos prontos para ficar com o troféu, no fim da corrida. Se não tropeçarem, ainda bem para eles, mas ninguém poderá acusar o Benfica de não se ter esforçado por chegar ao fim em primeiro lugar.
Por aqui me fico, pois hoje não é o dia para grandes conversas e prefiro guardar-me para amanhã à noite.

Estados de alma !

Para aqueles que não sabem, ou não foram capazes de adivinhar as minhas tendências políticas, eu me declaro um acérrimo defensor da «Social-Democracia» Não esta doutrina que os nossos políticos, como o Passos Coelho, o Luís Montenegro e outros iguais a eles, apregoam, mas aquela que, de facto, têm preocupações sociais e tenta legislar nesse sentido. Sim, porque ao governo compete fazer as leis e tratar de zelar para que sejam cumpridas. Estive a trabalhar na Alemanha no tempo em que o Willy Brandt era quem dava as cartas e suponho que fiquei influenciado por isso.
Nas recentes eleições partidárias que puseram o Rui Rio à frente do PSD não me quis pronunciar, pois nem ele nem o Santana Lopes me parecem gente séria. E que me perdoem se estou enganado. Ficarei de olhos abertos e ouvidos bem atentos, nos próximos tempos, para ver se a sua actuação, como líder dos sociais-democratas deste país, me faz mudar de opinião. E bem gostaria que isso acontecesse, pois poderia apregoar aos quatro ventos que era gente que pensa como eu que estava à frente dos destinos deste país e defender que não haveria ninguém que o fizesse melhor que eles.


O Socialismo ou o Comunismo que são (ou deviam ser), mais ou menos, faces da mesma moeda, não me convencem de modo nenhum. Não tenho nada contra quem perfilha essas ideias, assim como espero que também aceitem aquelas que me guiam a mim. A Democracia Cristã faz-me lembrar daqueles santaneiros que passam a vida na igreja, com a língua de fora à espera da hóstia, mas quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores ou aumentar-lhes o salário, está quieto ó mau que estás mexendo no meu bolso.
Assim, vou continuando a defender a minha doutrina política como sendo a melhor de todas e esperando que um dia o meu país encontre alguém da minha cor que o saiba governar como deve ser.
P.S - Não disse uma única palavra sobre o desporto-rei!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Dediquei.me às laranjeiras !


Hoje foi dia de laranjas e laranjeiras e foi por isso que não houve a publicação do costume. Agora com pressa para ver um programa de televisão que começa daqui a 3 minutos, mas se voltarem aqui mais logo eu desenvolvo a história. Ok?
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Bem, a história é bem simples, mas é uma história mesmo assim e não faz mal nenhum contá-la. Em 2001, já lá vão perto de 17 anos, comprei esta casa, onde hoje moro. Na primavera de 2002 comecei a arranjar o terreno que estava a monte há alguns anos e a plantar algumas árvores. Além das habituais pereiras e macieiras, plantei também um limoeiro e uma laranjeira. Enquanto o limoeiro foi crescendo sem parar, a laranjeira ficou parada no tempo sem crescer.
Mesmo pequenina como era, no primeiro ano deu 6 laranjas, no ano seguinte 12, depois 24 e no quarto ano 48. Curioso o número que era sempre o dobro do ano anterior. E as laranjas eram de óptima qualidade, docinhas como mel e sem pevides (sementes), o que as valoriza ainda mais.
Entretanto, cheguei à conclusão que a tinha plantado muito próxima do passeio e se ela decidisse crescer ia ser um empecilho, com os ramos sempre a bater-nos na cara, quando por ali passássemos. A solução passou por arrancá-la e mudá-la de sítio, coisa de que ela não gostou nada e, como vingança, ficou 2 ou 3 anos sem dar fruto.
Chateado pela falta de laranjas que ela nunca mais me dava, resolvi comprar uma segunda laranjeira e plantei-a mesmo ao lado da primeira, pensando em arrancar, mais tarde, aquela que se portasse mais mal. Essa laranjeira crescia sem ordem de Deus e, ao longo de 3 anos transformou-se num monstro, mas nunca deu uma laranja. Teve a sorte que merecia, levou uma machadada e foi para o contentor do lixo.
Continuei a tratar a minha pequena laranjeira como se fosse um bonsai. Depois da mudança de lugar, deitou algumas crescenças novas, começou a dar fruto ano sim e ano não. E nos últimos dois anos em que deu fruto, não chegou a 10 unidades e de tamanho enorme, mas de casca tão grossa que pouco restava para eu me deliciar.
Assim sendo, perdi a paciência e resolvi, hoje mesmo, ir ao viveiro comprar 2 ou 3 para começar de novo. De manhã peguei no carro e fui até ao viveiro do Sr. Dias que fica a uns 20 Kms daqui. Lá chegado não o encontrei, o que me admirou, pois ele nunca de lá saía. Deitei as unhas ao telemóvel e liguei-lhe para saber por onde andava. Respondeu-me do hospital, dizendo que estava a fazer quimioterapia, mas disse-me que a sua mulher estaria no viveiro da parte da tarde.
Tive que regressar à Póvoa, engolir o almoço, deixar o relógio avançar duas horitas, para dar tempo à senhora de tratar das suas coisas e apresentar-se no viveiro para me aturar. Pelas três e meia da tarde lá chegou ela, acompanhada de um empregado que trata da parte mais pesada do serviço. Perguntei-lhe qual era o mal do marido, cancro no fígado, respondeu-me ela. Lá lhe disse umas quantas palavras de conforto e mandei as melhoras para o Sr. Dias, sabendo que não haverá melhoras nenhumas. E meti as três laranjeiras no carro e piquei a mula, a caminho de casa, para ter tempo de as plantar, antes que o sol se escondesse.
Por curiosidade, quero referir ainda que, de manhã, antes de rumar a este viveiro onde fiz a minha compra, passei por um outro que vende plantas de jardim, coisas muito bonitas, palmeiras, árvores exóticas e por aí fora. Parei e perguntei se também vendiam árvores de fruto. Responderam-me que sim e que laranjeiras também tinham. Pedi para as ir ver e mandaram uma empregada comigo. Lá chegado perguntei quanto custavam as laranjeiras. Respondeu-me que antes tinha que escolher a laranjeira e só depois me poderia dizer o preço.
Apontei para uma que me agradou à primeira vista e que tinha meia dúzia de laranjas penduradas. Quarenta euros, disse ela sem hesitar. A sério, perguntei eu. É verdade e é um bom preço, coisa boa custa caro. Disse-lhe que ia pensar no assunto e que mais tarde voltaria a passar por lá. E à tarde, lá comprei as 3 laranjeiras, carregadas de laranjas, só uma delas tinha mais de 30, pelos mesmos 40 euros que me pediram de manhã, mas ... ainda trouxe 10 euros de troco!  

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Novos funcionários públicos !

O Governo vai avançar este ano com projetos-piloto de “cabras sapadoras” com rebanhos dedicados à gestão de combustível florestal na rede primária, anunciou hoje o secretário de Estado das Florestas, destacando o reforço na prevenção de incêndios.


Esta notícia que acabei de ler no Sapo deixou-me espantado. O governo está a tentar reduzir o número de funcionários públicos desde que a troika chegou. Ou até antes, pois o Zé Pinóquio já tinha prometido que saíam dois e entrava um. Mas cabras não contam para essa estatística, embora também custem dinheiro aos cofres públicos.
Estava curioso para saber como iriam as pobres cabras ajudar a resolver o problema e fui ler a notícia toda, da primeira à última linha. E querem saber uma coisa, não percebi patavina do que o nosso governante disse ao entrevistador. Se vocês estão interessados em saber o que as cabras vão fazer para que não haja incêndios no próximo verão, cliquem aqui, leiam com cuidado e depois expliquem-me que eu também quero saber.

Será verdade ?

As placas de amianto já foram substituídas em pelo menos 300 escolas de todo o país, mas o material de isolamento que está a ser utilizado é o poliuretano que "não só é altamente inflamável, como tem componentes orgânicos voláteis que se vão libertando com a sua degradação e que são cancerígenos".


Eu nem quero acreditar no que estou a ler! Então, nós temos andado a gastar milhões na substituição dos telhados das escolas de Portugal e usamos para isso um material duplamente perigoso? Mas em que mundo vivemos nós, afinal?
Ou será o caso da senhora da Quercus que deu esta notícia não perceber nada do que está a falar?
A mim tudo isto me parece muito estranho, para não dizer outra coisa. A empresa que fornece as placas que estão a ser usadas para substituir as de fibrocimento não sabe o que está a vender? Ou estará a vender gato por lebre?
Só para terminar, devo dizer que também comprei uns 20 metros quadrados deste material para fazer um telheiro no fundo do meu quintal. Que possa arder não me preocupa grandemente, quanto ao resto não sei, mas não passo muito tempo debaixo do tal telheiro e, por conseguinte, não receio ser contaminado.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ano de 2012 !


Hoje, dei comigo a pensar que o ano de 2012 teve uma série de acontecimentos relevantes na minha vida. E isso aconteceu porque a minha máquina se avariou e tive que entregá-la ao meu mecânico para descobrir o que se passava com ela e tratar de reparar o mal que pudesse ter. Os anos vão passando sem darmos por eles e pensando nisso já lá vão 6 anos que a comprei - ano de 2012.


Mas, voltando ao início, a primeira coisa importante que aconteceu em 2012 foi o «Cinquentenário» da minha incorporação na Armada que eu quis comemorar e para isso dei-me a um trabalho gigantesco para localizar os cerca de 300 "mancebos" que comigo iniciaram a recruta, em Vale de Zebro, em Março de 1962. Desses 300 foram comigo para Moçambique 40, incorporados na Companhia 2 de Fuzileiros e mais de metade, desses 40, compareceu no convívio do «Cinquentenário», como se pode ver na foto que aparece acima.


Em Abril, desse mesmo ano, comprei este computador portátil que tem sido o meu companheiro desde então e uma janela para o mundo que me permite estar em contacto convosco todos os dias, ler os vossos e.mails, apreciar as apresentações em Powerpoint que me enviam às carradas e fazer outras coisas, no que respeita à administração da minha vida pessoal.


E nestes 6 anos que se completam em Março próximo, já alguns camaradas que comigo comemoraram os 50 anos do início da recruta nos fuzileiros, receberam "Guia de Marcha" para se apresentarem perante o S. Pedro e darem contas do que andaram a fazer neste mundo. Espero que tenham garantido um bom lugar e guardem um tão bom como o deles para nós quando formos ter com eles.

Rachas e rachadelas !

Ontem, enquanto esperávamos que o jogo do Porto com o Estoril recomeçasse, o que acabou por não acontecer, para alívio dos portistas que estavam a perder por 1 a 0, e com pena minha por não ver concretizada a derrota dos dragões, começou uma conversa sobre as subtilezas da Língua Portuguesa.


A páginas tantas, diz o locutor da Sport Tv:
- Há uma racha na bancada do Estoril.
Na mesa ao lado daquela em que eu me sentava, surge logo uma voz discordante:
- Uma não, há muitas.
E outra voz, na mesma mesa, levanta a voz para desmentir a primeira:
- Já lá não está nenhuma, fugiram todas para o relvado.
Eu quis ajudar à missa que é como quem diz, atirar lenha para a fogueira, e disse-lhes assim:
- Se o locutor tivesse dito rachadelas já não havia lugar a esta conversa.
E logo alguém acrescentou, mesmo ali ao lado:
- Com a racha delas é que faríamos uma festa, enquanto esperamos que os jogadores regressem ao relvado.
Percebi logo que a conversa ia baixar de nível e preferi tirar o meu team de campo. Eles lá continuaram com piadas e risinhos a respeito das rachadelas da bancada e de todas as outras que há por aí e eu paguei a minha despesa e vim-me embora. Ao fim de 45 minutos à espera, percebi logo que não haveria mais jogo e não valia a pena continuar ali a coçar o cu na cadeira.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Bronca no Estoril !


O FCP vai tentar que a Liga lhe dê a vitória no jogo de hoje, alegando que a culpa é do Estoril, por não se ter conseguido terminar o jogo e que não será possível realizá-lo de novo, por causa de sobrecarga de calendário. Problemas de segurança estiveram na origem da interrupção do jogo e se lhe for dada razão o Porto ganhará por 3 a 0, como se tivesse havido falta de comparência do adversário.
Vou ficar à espera que o Sporting reclame, pois está em causa a sua permanência no 1º lugar.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Que dia chato !

Estou a regressar a casa depois de um dia muito cansativo. Festas de família que, supostamente, são para juntar a família em «alegre convívio» acabam por juntar pessoas que não conhecemos de lado nenhum e terminam numa "chatura" que só visto. Entre primos e primas, tios e sobrinhos, irmãos e cunhados é um nunca mais acabar de gente, metade da qual nunca se viu na vida. E para terminar, é-se convidado a contribuir "voluntariamente" para a despesa que não fica nada barata.
No regresso, parei para tomar um cafezinho e aproveitei para ver o jogo do Sporting que saiu de campo com uma vitória folgada. Três golos marcados pelo suspeito do costume, aquele holandês feio e esgrouviado que tem cara de quem passa fome e um nome que não lembra nem ao diabo. O Rúben que se mudou de Vila do Conde para Lisboa, foi metido no jogo pelo JJ e para pagar a confiança do treinador pôs a bola direitinha na cabeça do holandês para ele inaugurar o marcador. Depois ainda molhou o pincel mais duas vezes, isto para ver se apanha o Jonas na lista dos melhores marcadores que eu bem o entendo.


Hoje, portanto, toca ao marido da Elvira fazer a festa e, durante as próximas 24 horas, tem o seu Sporting está em primeiro lugar na classificação geral. Se ele souber rezar e tiver um santo que vá à bola com ele, o FCP amanhã perde e ele fica em primeiro lugar, pelo menos, mais uma semana.
Até a mim me fazia jeito!

Repórter da meia-noite !

Tanta conversa para nada. Afinal o Benfica ainda é o campeão, o maior de Portugal (e arredores) e por mais barulho que os lingrinhas do Porto e Sporting armem por aí, lá continua a ganhar e a impor a sua categoria, desde o Minho até ao Algarve. Bem se pode ferrar todo o Sérgio (e já agora também o Jesus) que o Benfica continua de pedra e cal na luta pelo título de campeão nacional e ai deles se se descuidam. Infelizmente dependemos deles para os ultrapassarmos, precisamos que percam um ou dois jogos. E algo me diz que isso vai acontecer, mais dia menos dia.
Quanto ao jogo de hoje, na pedreira, se corresse como eu gosto teríamos metido meia dúzia de golos. E o Braga também participaria na festa que eu não sou invejoso. Antes de começar o jogo, 3 a 1 foi o meu prognóstico (talvez mais um desejo que outra coisa), muito discutido na roda de amigos que se preparavam para assistir e alvo de algumas piadas daqueles que defendem outras cores. Mas acabou por acontecer e fiquei todo satisfeito.
Não vou perder tempo a descrever o que se passou em campo, pois quem viu já sabe como as coisas se passaram e quem não viu é porque não estava interessado. O Varela fez uma saída em falso - para não deitarem as culpas todas ao Svilar - e "comeu" um frango. O Jonas cumpriu o seu dever e acrescentou mais um golo à sua marca pessoal, de modo a manter-se na frente dos marcadores. O Raúl jogou os últimos 20 minutos e assinou também um belo golo para justificar o salário que leva para casa ao fim do mês. O outro golo, por acaso o primeiro, foi cozinhado pelo André Almeida e enfiado na baliza pelo Sálvio, como verdadeiro malabarista que é.
Agora vamos esperar, calmamente, pelo mês de Fevereiro, altura em que o Porto e o Sporting terão que jogar duas vezes por semana, enquanto o Benfica descansa. Espero que entre lesões e castigos alguém fique para trás, de modo que o Benfica tenha uma chance de os ultrapassar. Se não for assim terá que ser resolvido nos derbys e isso é mais complicado.
Vamos esperar, passo a passo se faz o caminho!

sábado, 13 de janeiro de 2018

Pernas para que vos quero !


Agora que as minhas pernas estão boas para pôr no museu com a legenda, «Estas já deram tudo que tinham para dar», é que me estão a desafiar para ir até ao Hawai e subir os 3922 degraus da escadaria que (dizem eles) sobe até ao céu. Na minha juventude não arranjei tempo nem dinheiro para esses passeios, nesta idade já não tenho pernas para isso, portanto estar a desafiar-me não serve para nada.


E eu que julgava que no Hawai só havia praias, coqueiros e morenas com uma mini-saia de palha a abanar o capacete para gáudio dos turistas! Que enganado eu andava!
Como se vê por estas imagens, há muita montanha naquelas ilhas e bem bonitas por sinal. É, de facto, uma pena eu não poder partir, agora, à descoberta desse mundo. Parece que o clima do Hawai é ameno e eu sempre deveria ter direito a uma água de coco e uma hawaiana de 20 anos a dançar o Hula-Hoop só para mim.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Descobriu-se o segredo !


Estava aqui a pensar que palavras usar como legenda para esta foto. Se fosse o Eduardo faria uma bela quadra, eu não sei por onde lhe pegue. Uma senhora bonita, bem vestida, de lindos cabelos loiros, qualquer homem se curvaria à sua passagem.
Mas isso foi só até as hélices do heli começarem a girar, depois ...!