segunda-feira, 29 de maio de 2017

Génio, procura-se!


Não sei como vou passar dois meses inteirinhos sem os jogos do Glorioso. Rezo para que passem depressa. Se pudesse pedir um desejo ao génio da lâmpada, este seria:
- Quero ir dormir a sesta, depois do almoço, e só acordar no dia do jogo do Benfica, da 1ª jornada da Liga 2017/2018.
E faltam dois desejos, diria o génio. Alguém tem dúvidas de qual seria o segundo desejo?
- Quero que o Benfica ganhe e com a maior goleada dessa jornada, para ficar em 1º lugar na classificação geral.
E para terminar, pergunta o génio admirado com a pobreza dos meus pedidos?
- Que um dos dois, Porto ou Sporting, perca para começar a saber o que é bom desde o primeiro dia.
Como o mais certo é não me aparecer o génio, vou ter que me ocupar da escolha dos treinadores, assunto que tanto tem dado que falar e que no fim pode acabar como a coisa mais desinteressante do mundo. Se o Jesus continuar no Sporting, como parece que vai acontecer, e o Pedro Martins preferir ficar, confortavelmente, em Guimarães, em vez de ir meter-se no inferno dos dragões, tudo não passará de uma montanha que pariu um rato.


O outro assunto será das saídas e entradas de jogadores e aí vai doer-me mais um bocadito, pois será inevitável que 3 ou 4 dos nossos melhores artistas sejam trocados pelos milhões que faltam para equilibrar as contas do clube. Mas que se há-de fazer? Sem os milhões o grande Benfica tornar-se-ia pequenino e, portanto, a minha esperança é que nas trocas apareça alguma estrela que brilhe para alumiar o caminho do Penta-Campeonato. Ninguém sabe onde a sorte está escondida e se o génio não bater à minha porta, pode ser que vá bater à do Rui Vitória ou do L.F.Vieira e o resultado será o mesmo.
Até ao dia 31 de Maio de 2018 ninguém conseguirá ofuscar a estrelinha do TETRACAMPEÃO e isso me basta, por agora.

domingo, 28 de maio de 2017

Que Bela A Vida!


Nos primeiros minutos de jogo, os conquistadores ainda assustaram os nossos rapazes, mas com o decorrer do tempo as coisas foram entrando nos eixos e o Benfica começou a deitar água fria na fervura da equipa adversária. Mau foi a lesão de Fejsa aos 22 minutos de jogo, fruto da impetuosidade dos jogadores vimaranenses que o árbitro tentou refrear com uns amarelos bem mostrados.
Também do lado do Guimarães houve uma lesão muscular que obrigou a substituição, ainda antes do intervalo, mas este chegou com o resultado a zeros. A coisa mais inesperada que veio trazer ao jogo algo que ninguém previra foi a chuva que começou a cair, copiosamente, sobre as cabeças de quem foi ao Jamor. Deixa cair, penso eu cá com os meus botões, que bem falta faz.
Depois do intervalo, o jogo recomeçou de melhor feição para os benfiquistas. Depois de uma intervenção defeituosa do Miguel, guarda-redes dos conquistadores, o Raúl aproveitou e com um toque habilidoso enfiou a bola no fundo da baliza, pondo o Benfica na frente do marcador. Pouco depois, o Salvio tirou um coelho da sua cartola e num cabeceamento fenomenal fez rodar, de novo, o marcador. A vencer por dois, o jogo do Benfica entrou num rame-rame mais lento que indiciava que nada mais iria acontecer a não ser assistirmos à defesa do resultado.
Só que os rapazes do Guimarães não estiveram pelos ajustes e na marcação de um canto marcaram o seu golo de honra, numa bela antecipação de um dos avançados ao nosso guarda-redes. O resto do jogo decorreu sem grandes incidências, fizeram-se as substituições da praxe, houve muitas mais oportunidades de golo, especialmente, para o nosso lado, mas o resultado manteve-se inalterado até ao fim. Do famoso video-árbitro que foi estreado, hoje, em Portugal, não ouvi uma palavra, o que quer dizer que deve ter corrido tudo a contento de quem estava aos comandos.
E acabou, a TAÇA DE PORTUGAL é nossa!

Ele há dias e ... dias!


Estou muito curioso para ver como correm as coisas, logo á tarde. Se alguém me conseguisse explicar o porquê de o Benfica ter feito um dos melhores jogos, senão mesmo o melhor, de toda a época contra o Guimarães, ganhando por 5 a 0 e no passado mês de Janeiro tinha feito um jogo miserável contra o Moreirense e perdido por 3 a 1, eu ficaria muito mais descansado. Em futebol as coisas são como são, há quem diga, mas eu não concordo com essa maneira de fugir do problema.
Uma equipa que tem os seus jogadores em boa forma física e motivados para dar o litro sabe o que fazer para não ficar dependente da sorte ou de um acaso fortuito que faça entrar a bola na sua baliza. No caso do Benfica os artistas estão lá e, descontando o cansaço de uma época que já chegou ao fim, estão em boa forma. A questão da motivação já é outra coisa. Há jogadores que já se consideram vendidos a outros clubes e não vão meter o pé e correr o risco de se aleijar numa hora tão delicada. Isso, por si só, já é suficiente para reduzir a força de choque que o Benfica precisa para travar os "conquistadores" que, tal como o fez D.Afonso Henriques, no século XII, vêm a Lisboa com vontade de tratar da saúde aos mouros.
Por outro lado, há jogadores que vêem nesta Taça de Portugal a glória que ainda não alcançaram e precisam para provar o seu valor, assim como há outros que estão no fim da sua carreira e também precisam dela para mostrar que ainda há que contar com eles. O treinador do Benfica tem também muita coisa em jogo, ou prova que é, de facto, um grande líder e consegue manter as suas tropas focadas no objectivo que é a conquista da Taça de Portugal, ou dá razão às vozes críticas que  vão afirmando, por vezes às escondidas, que ele não vale grande coisa e tem tido é muita sorte. Se as coisas lhe corressem mal, seria como os outros e armava barraca, costumam dizer.
A mim, o Rui Vitória parece-me bom rapaz e vou acreditar nisso enquanto não houver prova em contrário. Não é fala-barato, não promete impossíveis, não o vejo todo inchado com os triunfos que já conseguiu na sua carreira de treinador e tem a sorte de estar num clube que tem a sua vida completamente estabilizada. Nada que se pareça com os seus colegas dos clubes rivais que vivem no fio da navalha, ou ganham ou vão para a rua. A tarefa que ele tem pela frente, a partir de amanhã, é preparar um plantel capaz de entrar na próxima época com o pé direito. Que se venda quem tem que se vender e que se compre quem faz falta para substituir (e com vantagem, espero eu) aqueles que saírem.
E a taça? A taça também é importante, mas, logo à noite, falaremos nisso!

sábado, 27 de maio de 2017

A vida como um filme!

Acontece comigo, mas creio que deve acontecer com toda a gente, de vez em quando ver a minha vida passada desfilar perante os meus olhos como se fosse um filme. Dizem que acontece isto quando a gente começa a ficar velha e a vida a chegar ao fim. Nada de mais, simplificando a coisa, são apenas recordações. Sendo boas, tanto melhor.
Hoje comecei a ler as notícias, passei pela várias secções e parei na do desporto. Li, de novo, a notícia da mudança do Bernardo Silva para o City, a que relata a assinatura do contrato do Marco Silva com o Watford, a mais que provável ida de Jesus para o PSG e depois os meus olhos caíram nesta que podem ler aqui abaixo:


O Munique 1860, orientado pelo português Vítor Pereira, empatou hoje a um golo em casa do Regensburg, em jogo da primeira mão do ‘play-off’ de manutenção da II Liga alemã de futebol.
A equipa local começou o jogo praticamente a vencer, uma vez que abriu o marcador logo aos dois minutos, pelo médio Marc Lais, e a equipa de Vítor Pereira só conseguiu evitar a derrota aos 78, graças ao golo do médio Florian Neuhaus.
O jogo da segunda mão, em Munique, está marcado para terça-feira, a partir das 17:00.


E foi o nome da cidade, Regensburg, que funcionou como um gatilho que fez começar a rolar o tal filme que me levou de volta à Alemanha e aos meus tempos de emigrante. Arranjei emprego numa fábrica de "cilindragem e corte de chapa de ferro", numa pequena aldeia ( em alemão aldeia traduz-se por dorf ou heim e não admira que metade das localidades, na Alemanha, tenham esta terminação) chamada Euenheim (euen significa "vossa", portanto, Vossa Aldeia), a meio caminho entre a fronteira belga e o rio Reno que passa ali mesmo ao lado (30 Kms, em linha recta).
Bem, suponho que já me estão a ver encostado à máquina, enquanto ela vai roendo a interminável bobina de chapa e pondo-a às tiras de diversas larguras. Encostado e a endireitar a espinha, pois o meu trabalho começava quando a máquina parava. Três toneladas de cada vez que eu tinha que descarregar, olear, percintar, embalar e depositar no cais, à espera de seguir viagem. Um ou vários camiões TIR, conforme o tipo de carga e o seu destino, encostavam ali mesmo, a cinco metros da minha máquina, e era só carregar e pô-los a andar. Nem sempre, mas também me calhava a mim essa tarefa, ás vezes, e fazia-o com o maior prazer ao volante de um empilhador.
Tínhamos clientes um pouco por toda a Alemanha, mas o principal era uma firma de Regensburg que comprava cerca de 50% do que produzíamos. Esta cidade que fica no leste da Alemanha, a poucos quilómetros da fronteira checa, é banhada pelo rio Danúbio que, embora muita gente desconheça, nasce na Alemanha e atravessa meia Europa até desaguar no Mar Negro.


Ninguém me pode condenar por sempre ter sonhado em fazer uma viagem naqueles barcos de cruzeiro que sobem e descem o Danúbio (quase) da nascente até á foz. A cidade de Regensburg seria um bom ponto de partida. Olhem para o mapa e vejam quantos países eu ficaria a conhecer. A primeira paragem seria em Viena de Austria que é a única cidade que conheço em todo o percurso do rio. Estive lá, em 1991, era inverno, a cidade coberta de neve e os barcos encostados ao cais sem um único turista que os fizesse mexer. Antes de chegar a primavera não há nada para ninguém. Falta tudo, até a água no rio.


Na cidade de Regensburg, onde o Vitor Pereira viu o seu clube empatar o jogo e ficar mais perto da descida de divisão, há uma longa História e monumentos milenares que a atestam. A «Ponte de Pedra» que vêem na imagem, a catedral, castelos, mosteiros e museus há de tudo um pouco para turista ver. Falta-me apenas aquilo que me podia transformar num turista bem sucedido, o "pilim"!

sexta-feira, 26 de maio de 2017

O clube da minha terra natal!


Assim de repente até parece um belo estádio. Nada que se assemelhe aos míticos estádios europeus, como o do Barcelona, Real Madrid, San Ciro, Olímpico de Roma, Wembley ou Arena de Munique, mas mesmo assim muito diferente daquele onde os jogadores do Gil começaram a defender as suas cores que era pouco maior que uma banheira e sem grandes condições para os espectadores.
Já aqui vos falei, há dias, que o presidente Fiúza decidiu abandonar o cargo, deixando alguns berbicachos para o seu sucessor resolver. São processos que correm em tribunal e não se afiguram fáceis de resolver, mas o novo presidente Dias da Silva (na imagem aqui ao lado) já prometeu envidar todos os esforços para pôr um ponto final nessas histórias. O caso Mateus é uma birra entre os tribunais comuns e os do desporto, em que o primeiro quer impor as suas razões, mas não encontra maneira de obrigar o outro a aceitá-las. O outro é um pouco mais complicado, pois um tribunal decretou que o Gil Vicente deveria regressar à Primeira Divisão, mas a Federação e a Liga não arranjam maneira de viabilizar essa mudança. A pergunta é de resposta muito difícil - quem sai para o Gil entrar?
Ao leme do Óquei Clube de Barcelos ele conseguiu óptimos resultados e os sócios e adeptos do Gil Vicente, independentemente de ficarem na segunda ou subirem para a primeira divisão, esperam que o seu sucesso continue. Na época que acabou na semana passada, os resultados foram pouco consistentes com saltos constantes entre vitórias e derrotas que ninguém compreendia. Mais regularidade é o que se espera na próxima época.
A pensar nisso, o novo presidente que acaba de tomar posse, já fechou contrato com o treinador Jorge Casquilha para ficar à frente do balneário gilista. Nos últimos anos da sua carreira de futebolista, o Casquilha vestiu a camisola do Gil Vicente e os adeptos sempre mostraram grande simpatia para com ele. Só espero que isso continue e tenha bons reflexos no rendimento da equipa de futebol.
A primeira preocupação destes dois senhores, presidente e treinador, é livrar-se dos jogadores que provaram não servir para aquilo que tinham sido contratados e substituí-los por outros que sejam mais capazes de o fazer. Isso é o princípio de tudo, escolher boa matéria prima, depois é só trabalhá-la.
Como curiosidade devo acrescentar que o novo presidente foi convidado pelo Passos Coelho para ser o candidato do PSD à Câmara de Barcelos, mas declinou o convite, pois, embora seja filiado nesse partido, prefere o desporto à política.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

V&V - Valdemar e o vinho!

Vou abrir uma porta da minha região vinícola preferida - o Dão - para que o Valdemar, lá nas lonjuras da Austrália, possa apreciar um dos melhores produtos do nosso querido Portugal. É só clicar neste link.
Não me lembro se já tinha confessado, mas é provável que sim, que os vinhos do Dão têm a minha preferência, à frente do Douro ou do Alentejo. A Bairrada não me tenta e Palmela vem logo a seguir.
Quinta de Cabriz ou Casa de Santar são duas escolhas que emborco com o maior prazer pela goela abaixo, sempre que posso.
Prosit!

Histórias do arco da velha!

Com 17 anos ainda por fazer arranjei (ou arranjaram-me) o meu primeiro emprego numa fábrica têxtil. Era aprendiz de apontador da «Casa do Pano», nome pomposo dado à secção que recebia o tecido acabado de sair dos teares. Os anos anteriores tinha-os passado na escola, nem sempre com boa vontade, e era chegada a altura de mergulhar no mundo do trabalho e ganhar o dinheiro que é preciso para pagar as contas, coisa com que as crianças não estão habituadas a lidar.
Nesse meu primeiro emprego, onde permaneci até me alistar na Marinha, conheci um homem já entrado na idade, alto e escanzelado, que operava uma das maiores máquinas da nossa secção. Para completar a apresentação desta figura, falta apenas dizer que o seu desporto predilecto era empinar o copo. A cada oportunidade que se lhe apresentava emborcava mais um copito e, em consequência disso, vivia sempre com um grãozinho na asa.
Lembrei-me desta história por causa de ter mencionado, na minha publicação de ontem, os garrafões de água que o pessoal das cidades se pode ver condenado a levar para casa, quando a torneira secar. Pois o Geraldo, assim se chamava o meu colega de trabalho, levava um garrafão de 5 litros para casa, sempre que o anterior estava vazio, para garantir o seu copinho ao almoço e ao jantar. Até aqui nada de especial, o que acabo de vos contar é comum a muitos homens deste país.
As coisas começam a ser diferentes, quando eu vos contar que a mulher do Geraldo gostava da pinga tanto como ele. E durante o dia, quando sentia a goela seca, ia até ao garrafão e bebia um golito. O marido ao chegar a casa, especialmente, à hora do jantar, encontrava o garrafão um pouco mais vazio do que ele esperaria. Começou por perguntar à mulher se ela bebia na ausência dele, às refeições cada um tinha direito à sua medida, mas ela negou sempre. É claro que com a continuação as coisas se foram agravando e o garrafão durava cada vez menos. Se nos princípios dava para uma semana, agora mal chegava para cinco dias.
Para se livrar das dúvidas, começou a fazer uma marca no nível do vinho, no fim de cada refeição e, é claro que em três tempos apanhou a prevaricadora. E aí tomou uma decisão para se livrar das dúvidas de uma vez por todas, comprar um garrafão de vinho para ele e outro para a mulher. E foi-a logo avisando:
- Vê lá se controlas o que bebes, pois só te compro outro quando o meu se acabar também. Se beberes mais depressa do que eu, ficas à sede até eu esvaziar o meu.
A malta da fábrica que sabia, não sei muito bem como, de toda esta história, perguntava-lhe:
- Oh, Geraldo, como é que tens a certeza que ele não continua a assaltar o teu garrafão?
Ele, sem se atrapalhar nem um pouquinho, respondia:
- Eu não sou trengo (sinónimo de parvo), vou fazendo umas marcas no garrafão e quando suspeito que ela mo assaltou, vou ao dela e faço-lhe o mesmo.
Cá para mim que também não sou trengo nenhum, acabou por ficar tudo na mesma, como quando tinham em casa um só garrafão, ora bebia ela do dele, ora bebia ele do dela.
Ora, porra para a solução que o Geraldo arranjou para resolver o seu problema!

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Voilá Altice!

Cá em casa é tudo NOS, menos o meu telelé que é da Vodafone. Não tenho nada contra a Altice, aliás, até gosto deles, por estarem a criar postos de trabalho, em Portugal, onde tanta falta fazem.


Só não gosto muito do seu logotipo e vou enviar-lhes este para ver se concordam em substituí-lo. É mais entusiasmante para angariar novos clientes!

A falta que ela faz!


Andei o inverno todo a arengar que não chovia, que ia ser um desastre, que ninguém queria saber e agora aí está o resultado. Eu até descrevi em pormenor uma peregrinação que foi organizada pelos párocos de várias freguesias do Minho, a minha incluída, pedindo a Deus e aos santos que mandasse chuva, pois sem ela não haveria pão nem vinho, nem vegetais na horta e nem forragem para os animais.
Agora ninguém sabe rezar, preferem correr para o Algarve para tostar a pele e se rezam é, exactamente, para que não chova. A coisa está a ficar preta e em breve vão ter que escolher entre duas soluções, qual delas a pior. Ou rezam para que chova no verão, o que nem é mau de todo, ou começam a abastecer-se de água em garrafões, pois ela pode deixar de pingar da torneira. Em vez do banho diário, de que alguns não querem abdicar, a solução vai ser passar um paninho húmido nas partes mais sujeitas a cheiros desagradáveis e micoses. Os cientistas já previam esta situação, lá para meados deste século, mas a coisa parece estar a acelerar.
Ora vejam o que diz a Agência Portuguesa do Ambiente:

Em articulação com as câmaras municipais, a APA sugere a diminuição de regas em hortas e jardins, e executá-las em "horários apropriados", reduzir ou até mesmo proibir enchimento de piscinas e lavagem de carros, diminuir para "rega de sobrevivência" os espaços verdes e encerrar fontes decorativas.
"Em termos de garantia das utilizações, as situações mais críticas são na Bacia do Sado, com particular destaque para as utilizações da albufeira do Monte da Rocha, que não tem ainda ligação ao sistema Alqueva, e ainda as albufeiras de Divor, Vieiros, Fonte Serne, Odivelas, Roxo, Vigia, Campilhas, Pego do Altar e Abrilongo", lê-se no comunicado de hoje.

terça-feira, 23 de maio de 2017

O Português resiste à crise!

A Língua Portuguesa é um verdadeiro espectáculo. Até na crise que nos afecta a todos se reflecte a riqueza dos nossos vocábulos. Riqueza na crise, perceberam a ligação? Isto circula por aí e alguns podem já ter lido, mas ninguém vai ficar zangado por eu publicar isto no meu blog. Ora aí vai!

  • Os padeiros têm falta de massa.
  • Os padres já não comem como abades.
  • Os relojoeiros andam com a barriga a dar horas.
  • Os talhantes estão feitos ao bife.
  • Os criadores de galinhas estão depenados.
  • Os pescadores andam a ver navios.
  • Os vendedores de carapau estão tesos.
  • Os apanhadores de caranguejo vêem a vida a andar para trás.
  • Os desinfestadores estão piores que uma barata.
  • Os fabricantes de cerveja perderam o seu ar imperial.
  • Os cabeleireiros arrancam os cabelos.
  • Os jardineiros engolem sapos.
  • Os cardiologistas estão num aperto.
  • Os coveiros vivem pela hora da morte.
  • Os sapateiros estão com a pedra no sapato.
  • As sapatarias não conseguem descalçar a bota.
  • Os sinaleiros estão de mãos a abanar.
  • Os golfistas não batem bem da bola.
  • Os fabricantes de fios estão de mãos atadas.
  • Os coxos já não vivem com uma perna às costas.
  • Os cavaleiros perdem as estribeiras.
  • Os pedreiros trepam pelas paredes.
  • Os alfaiates viram as casacas.
  • Os almocreves prendem o burro.
  • Os pianistas batem na mesma tecla.
  • Os pastores procuram o bode expiatório.
  • Os pintores carregam nas tintas.
  • Os agricultores confundem alhos com bugalhos.
  • Os lenhadores não dão galho.
  • Os domadores andam maus como as cobras.
  • As costureiras não acertam as agulhas.
  • Os barbeiros põem as barbas de molho.
  • Os aviadores caem das nuvens.
  • Os bebés choram sobre o leite derramado.
  • Os olivicultores andam com os azeites.
  • Os oftalmologistas fazem vista grossa.
  • Os veterinários protestam até que a vaca tussa.
  • Os criadores de gado pensam na morte da bezerra.
  • As cozinheiras não têm papas na língua.
  • Os trefiladores vão aos arames.
  • Os sobrinhos andam "Ó tio, ó tio".
  • Os elefantes andam de trombas.

Dia da Marinha em imagens!

Quando fui até às Caxinas assistir às cerimónias do «Dia da Marinha» não levei a minha máquina fotográfica, por esquecimento, mas houve um camarada que fez o favor de me enviar mais de 10 videos e 30 fotografias. Escolhi a meia-dúzia que me pareceu mais adequada e aqui ficam para vossa apreciação.









Lá diz o velho ditado - Quem tem amigos não morre na cadeia!

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O destino de cada um!


Cada um tem a sorte que merece! É isto que se costuma dizer quando chega a hora do balanço e analisar o que cada um perdeu e ganhou. Assim, temos, ao nível do futebol, um treinador campeão e de quem os portugueses gostam. Temos outro que toda a gente continua a afirmar ser o melhor a actuar no nosso campeonato, mas que não ganhou merda nenhuma e apenas recolhe a simpatia de metade dos adeptos do leão. Muito pouco para quem tem o sonho de ser o melhor, a léguas dos outros. E, por último, temos o NES que era um grande chato nas conferências de imprensa e está a dois minutos de ser corrido pelo Pinto da Costa que não tolera perdedores.
O Rui que passou um ano inteiro a mancar, sem eu saber a razão para tal, parece que, logo que acabe a época, vai ser operado a um problema que tem na anca e que o fazia mancar daquela maneira. Eu já tinha sugerido que ele metesse uma palmilha especial num dos sapatos para deixar de mancar, imaginando que ele tinha uma perna mais curta que a outra. Afinal não era nada disso e faço votos para que a cirurgia lhe resolva o problema.
Precisamos dele a 100% no próximo mês de Julho e já não falta muito.

domingo, 21 de maio de 2017

Assunto arrumado!

Por agora estamos falados. Já sabemos quem é o campeão, quem ficou em segundo e terceiro, quem vai disputar a Liga dos Campeões e a Liga Europa, assim como quem desce de divisão. Tudo o que se foi dizendo ao longo da época, neste momento vale zero. Muitos insultos e muitas mentiras, muitos louvores e muitas palavras de incentivo a uns e outros na tentativa de conseguir atingir os objectivos que cada um pretendia. Uns conseguiram-no, outros não e têm que viver com isso. Se as coisas não lhes correram como esperavam, o remédio é tirar daí as devidas ilações e fazer diferente na próxima vez.



Aqueles que nada conseguiram devem fazer um exame de consciência e descobrir a quem cabem as culpas do que aconteceu para evitarem que se volte a repetir. Começar já a abrir a boca e prometer que na próxima época é que vai ser, sem terem em consideração o valor e os anseios dos seus adversários que querem exactamente a mesma coisa, será a pior coisa que podem fazer.
Começar dessa maneira será começar com o pé esquerdo e espero que a estrutura do Benfica não cometa esse erro. Até ao fim da primeira jornada estamos todos em igualdade de circunstâncias e perseguimos o mesmo objectivo, ser campeões. Depois disso é olhar para a classificação e esperar pela jornada seguinte.
Continuaremos com esta conversa em Agosto!

Quem te viu e quem te vê!

O ponto alto das celebrações vai acontecer no dia 21, nas Caxinas, com uma cerimónia religiosa na Igreja de Nosso Senhor dos Navegantes, pelas 9 horas, presidida pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga. No final, vai realizar-se uma cerimónia militar, a partir das 11 horas, na Avenida Infante D. Henrique, em que vão marcar presença o Ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, António Silva Ribeiro, a Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, Elisa Ferraz, e o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, num ato que vai encerrar com um desfile naval.


Assim rezava o jornal «Renovação» de Vila do Conde. E eu lá fui, como muitos outros, ver como seriam as coisas, hoje, se diferentes dos tempos em que eu também pertencia a essa "briosa" instituição. E fiz aquilo que nunca tinha feito, nos velhos tempos, fiquei ali debaixo de um sol capaz de fritar um ovo e aturei tudo do princípio ao fim, desde os discursos ao desfile final das forças em parada.
Nos seis anos e picos que estive na Marinha, consegui escapar a todas essas cerimónias com excepção da visita do Américo Tomás, a Moçambique, em 1963. Metia-me medo só de pensar em estar ali, em formatura, horas seguidas a ouvir discursos de circunstância e que não me diziam nada e com alguma sorte lá me fui escapando ao castigo. Hoje, fui para as Caxinas, voluntário, e aguentei firme "como um sargento" até ao fim.
Arranjei um lugarzinho sentado (a pé nem pensar), à beira-mar, mesmo em frente à tribuna e, pacientemente, fui ouvindo o que diziam uns e outros, ouvindo os nomes daqueles a quem eram distribuidas medalhas e condecorações, reconhecendo os toques da requinta que mandavam a malta pôr-se em sentido ou apresentar armas, sempre que chegava algum "cão-grande". Enfim, tudo aquilo que bem conhece quem foi militar.
Estou admirado comigo mesmo!

Para o ano há mais!


Não há dúvida que o Benfica é o maior clube do mundo. Tem homens, tem mulheres, tem crianças e reformados, tem diabos vermelhos, tem bispos e até índios, como se pode ver nesta imagem. Ao ver isto, sou obrigado a concluir que nunca poderia pertencer a outro clube senão este. Agora percebo porque desde pequeno, mesmo sem perceber muito bem porquê, fui sempre dizendo que era do Benfica.
Não vou fazer grandes comentários ao jogo de hoje frente ao Boavista, pois foi um arranjo de ocasião para distribuir faixas de campeão aos quatro rapazes que não tinham ainda tido oportunidade de entrar em campo, o que acho muito bem. Um deles acabaria até por marcar um golo que deu o empate ao Benfica e assim evitaram a vergonha de sair do campo derrotados e amealhando mais um ponto para terminar com 82 e uma vantagem confortável para os rivais.
Na história deste campeonato ressaltam os dois jogos com o Boavista, nos quais o Benfica esteve a perder, na primeira volta por 3 a 0 e na segunda por 2 a 0, acabando por empatar ambos. É mais uma curiosidade entre outras, como os jogos com o Vitória de Setúbal, em que dos 6 pontos em disputa o Benfica só conseguiu amealhar 1.
E falta apenas o jogo da Taça de Portugal que espero conquistar, para depois nos concentrarmos na preparação da próxima época. Vai ser preciso vender e comprar jogadores e preparar a equipa para enfrentar os dois principais rivais que não se têm cansado de repetir que na próxima época serão eles os campeões. E então nós? Não contamos para nada? Mau, mau, não estou a gostar da conversa.

sábado, 20 de maio de 2017

Noite do chocolate - cacuaco


Oferta especial para o Páscoa Querido
com saudades do Cacuaco

A Metafísica!


Metafísica é um conceito filosófico que se refere a tudo aquilo que está para além da física. Há muitos séculos que é estudada pelos maiores crânios de todos os tempos e nem todos concordam com tudo aquilo que se diz sobre o assunto. Infelizmente, eu nunca estudei Filosofia e, por conseguinte, não me sinto habilitado para grandes tiradas nesta matéria. No entanto sinto-me apto a usar o «livre arbítrio» que é outro conceito muito discutido nas aulas de filosofia, ou, em linguagem mais simples, posso dizer que estou habituado a pensar pela minha própria cabeça.
Vem isto a propósito de um amigo meu que morreu e exigiu ser enterrado sem a presença de um padre. Dizia ele que acreditava em Deus, mas não nos padres. Encomendou a um amigo o seu elogio fúnebre, antes do enterro propriamente dito, dizendo que dispensava aquelas rezas repetitivas que os padres debitam nos funerais sem sequer pensarem no que estão a dizer. Dizia ele que depois se entenderia com Deus se tivesse a sorte de o encontrar, coisa de que duvidava seriamente.
Hoje, á falta de melhor distracção, pus-me a pensar nesse assunto. Custa-me a acreditar que não haja nada para além da morte, que tudo acabe no cemitério com seis palmos de terra em cima da cabeça. Mas mais difícil é ainda acreditar que toda a gente que já morreu, desde que o mundo é mundo, viva numa outra dimensão onde quem é vivo não consegue entrar. Já imaginaram quantos milhares de milhões de seres metafísicos estariam aí concentrados?
Os cientistas procuram respostas para tudo, mas ainda não conseguiram estabelecer uma data, mais ou menos aproximada, para o aparecimento do homem na Terra. O Homo Sapiens terá aparecido na África Central, há perto de 200 milhões de anos. Desde essa data até hoje, morreu gente que nunca mais acaba. Faz-me uma grande confusão imaginar que Deus, qual pastor de enorme rebanho, é o responsável por tomar conta da vida de toda essa gente que morreu nos últimos 200 milhões de anos.
Estamos a falar de gente que nunca mais acaba! Só no Século XX foram cerca de 130 milhões nas duas guerras mundiais e na Sino-Japonesa. Antes disso, a colonização da América tinha custado mais de 100 milhões de mortos. Na Idade Média somam-se por centenas de milhões nas guerras da China, da Mongólia e durante as invasões bárbaras, do oriente em direcção à Europa. E, no fim de tudo, temos todos aqueles que morreram de causas naturais que suponho serem em número inconmensuravelmente maior.
A haver assim tanta gente a flutuar no espaço à nossa volta (sim, porque não acredito que tenham emigrado para outro planeta), é de imaginar que passemos o tempo às cabeçadas uns aos outros. Tenho que começar a ter alguns cuidados, quando ando por aí a passear, não vá acontecer de me esbarrar com alguém e ter de ouvir algumas bocas menos agradáveis.
São 08.30 horas da manhã, está um sol lindo e mais me vale esquecer este assunto e prestar atenção aos que estão vivos que é o que, de facto, interessa. Com ou sem Deus para tomar conta deles, os metafísicos que se amanhem como puderem!

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O assunto é - BOLA!

 
O Bruno de Carvalho ainda tem muitos pecados para expiar e não acredito que a saída do Vicente Moura seja o maior revés que vai sofrer neste fim de época. A questão do treinador e a remodelação da equipa de futebol profissional, dada a falta reconhecida de "pilim" vai pôr-lhe a cabeça em água. A aliança com o Porto e a guerra movida contra o Benfica também não me parecem de molde a ajudá-lo a ganhar a sua batalha Mas como benfiquista que sou, só me resta dizer:
- Quanto pior para eles, melhor para o Benfica.

Ganhei um novo inimigo. Este mânfio que vêem aqui acima é um dos comentadores da RTP3 para o desporto rei. Um destes dias ouvi-o afirmar, peremptoriamente, que o Rui Vitória é o terceiro treinador, em Portugal. Em primeiro lugar ele põe o Jorge Jesus, em segundo o Nuno Espírito Santo e deixa o Rui Vitória para terceiro. Porquê, pergunto eu? Por não ter ganho nada ou por ter sido corrido do Valência? Que títulos já ganhou ele para ser considerado melhor que o treinador do Benfica que ganhou dois campeonatos seguidos?
Pois eu ponho o Rui Vitória em primeiro lugar e depois, talvez, o Jesus pelo sucesso que conseguiu no Benfica, pois além disso o seu palmarés é muito pobrezinho. Vai-te coçar, Rui Malheiro, já nem consigo olhar para a tua cara.

Qual nuvens, qual caralho! Com uma brasa destas é só calor a toda a hora do dia e da noite!
E se ela começar a tirar a roupa, como acontecia naquele programa chamado "nacked news"
isto até começa a deitar fumo!

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Dia da Marinha!


Como devem saber está a decorrer na Póvoa de Varzim e Vila do Conde o «Dia da Marinha». Há um programa variado que começou no passado sábado e vai até ao próximo domingo e que consta de diversas actividades, tais como visitas a navios e museus, concertos, passeatas em botes e lanchas, entre outras coisas menos significativas.
Como as minhas pernas não me levam a lugar nenhum, vou dando umas voltas de carro e vendo aquilo que é possível ver sem sair de dentro dele, o que não é muito. Parece que hoje, à noite, vai haver um concerto ao ar livre, mas com o vento gelado que sopra aqui na Póvoa, não lhe auguro grande sucesso.
Navios grandes só em Leixões e Aveiro e não me sinto muito inclinado a grandes deslocações por tão pouca coisa. Há minutos, telefonaram-me a dizer que há um navio de guerra do porto de pesca, mas com o assoreamento da barra, o mais que pode ser é uma LFP igual às que nós tínhamos no Niassa. Aquelas famosas lanchas que fizeram quase 2.000 kms pelo meio da floresta para chegar do Oceano Índico até ao Lago Niassa.
Em exposição, no Passeio Alegre há um Unimog e uma Berliet, veículos que eu vi no Exército, mas nunca na Marinha de Guerra Portuguesa. Tal como as fardas de trabalho que são, agora, verdes tal como as do Exército, o que me faz uma certa confusão. No meu tempo só os fatos-macacos que usávamos para entrar no lodo é que eram dessa cor.
Para animar a festa podiam trazer um pelotão de fuzileiros e uma lancha de desembarque e fazer um simulacro de assalto à praia com fogo real e tudo. Aí é que tinham um espectador, ou mesmo um participante, garantido. Correr pela praia e dar umas cambalhotas, já não me sinto capaz, mas pegar numa G3 e fazer uns disparos, isso era trigo limpo.
Bem, vou parar por aqui antes que me entusiasme demais e vá vestir o fato camuflado para ir até à beira-mar!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sou candidato!

No dia 1 de Outubro há eleições para o poder autárquico, mas não é nisso que me quero meter. No Porto está ao rubro a questão do FCP e a exigência de muitos sócios, adeptos e simpatizantes para que a direcção de Pinto da Costa seja apeada e substituída por uma coisa mais de acordo com o "status quo" actual.
Mas não é em nenhuma dessas corridas que eu quero participar. Eu vou é candidatar-me a um lugar de comentador num dos canais televisivos. Pelo que tenho visto, qualquer bicho-careta se arma em comentador e bota cá para fora opinião sobre tudo e mais alguma coisa. São os comentadores desportivos, às dúzias, os comentadores de economia, aos molhos os de política nacional ou internacional, um em cada canto, com toda a certeza que, mais aqui mais ali ou acolá, há-de ter sobrado um lugarzinho para mim. É que eu também preciso de levar a vida.
Ontem, o nosso Presidente da República achou por bem pôr um pouco de água na fervura do entusiasmo português que depois do 13 de Maio acha que é tudo para ganhar. O nosso Primeiro Ministro quase rebenta de orgulho (ou soberba) por ver o país a crescer acima da média da zona euro, 2% dizem eles, ninguém nos apanha. Até já se fala em antecipar o pagamento da dívida ao FMI (esses exploradores que exigem a Portugal um juro maior que aos países ricos, como a Alemanha).
Eu também gosto de ouvir essas notícias, as exportações crescem, aumenta o PIB e a dívida estabiliza. Muito bonito mas tudo isso tem pouca sustentação e só ao fim de vários ciclos continuados é que se pode afirmar que é para valer. Aliás, dizer que a dívida estabilizou quando, de facto foi o PIB que cresceu é um sofisma. Se PIB cresceu e a dívida não reduziu, continua tudo errado. Vamos lá ter cuidado com as afirmações.
O presidente Marcelo também falou no aproveitar de todas as oportunidades que se nos deparem. Acho muito bem, ele é o nosso líder e tem que nos guiar, com os seus bons conselhos, rumo ao sucesso final. Se pudermos sair deste colete de forças, imposto pelos nossos credores, antes do ano 2050, o povinho agradece. Esta conversa das oportunidades fez-me lembrar aquela história do burro que o dono estava a enterrar por já não ter qualquer serventia para ele e lhe estar a dar despesa. Conhecem?
Um certo lavrador estava velho demais para trabalhar e tinha um burro que, ao longo de muitos anos, o tinha ajudado nas tarefas diárias. Achou que ninguém estaria interessado em comprar o animal e como também já não lhe servia para nada decidiu enterrá-lo. Atirou-o para dentro de um poço que tinha na sua horta e pegando numa pá começou a jogar-lhe terra para cima. O burro sentindo as pazadas de terra a cair-lhe no lombo ia-se sacudinho e a terra caindo ao seu lado. Quando as patas começavam a ficar presas com a terra acumulada, levantava-as, patinhava e assim ia pisando a terra que lhe ficava por baixo. Com a continuação deste exercício, o poço foi ficando cada vez menos fundo e o burro mais perto da borda que acabou por ser capaz de saltar e pôr-se ao fresco.
Moral da história, se soubermos aproveitar todas as oportunidades, boas ou más, que a vida nos oferece acabaremos por triunfar. Desde a crise de 2008, para não dizer desde 2000, ano do arranque da globalização, que Portugal está a apanhar com pazadas de terra que ameaçam enterrar-nos. Temos que aprender a viver com isso, lutar por neutralizas os pontos negativos e trabalhar para aumentar a produção e a competitividade, pois só assim sairemos do buraco.
Que tal? Gostaram? Tenho futuro como comentador, ou nem por isso?
N.B. - Sabendo da falta que vos faço, estou a fazer horas extras para estar convosco. Comecei às 06.00 horas e ainda não parei!