terça-feira, 28 de março de 2017

A Suécia estragou-nos a festa!

Gosto de fazer acompanhar as notícias que aqui comento com uma boa fotografia que possa camuflar a minha falta de criatividade com as palavras. E, claro está, recorro ao motor de pesquisa da Google para me fornecer aquilo que me faz falta. Hoje, fui à procura de uma boa fotografia relacionada com o jogo que perdemos por 3 a 2 e não apareceu nada de jeito. Não consigo explicar como, mas a verdade é que numa das pesquisas surgiu a brasa que vêem aqui abaixo e resolvi aceitar a oferta.


O melhor jogador em campo, na minha opinião, foi o Renato Sanches. E não é por ter sido formado no Benfica, por ser baixinho ou ter o cabelo encaracolado. O Ronaldo meteu o seu golinho, soltou o seu grito de guerra para agradar aos filhos da terra e para além disso pouco mais tenho a relatar. Como diz aquele velho ditado popular, a campanha da Madeira foi ... muita parra e pouca uva.
Por essa razão, não vi qualquer inconveniente em trazer aqui a imagem da boazona que a Google me ofereceu, em vez de uma foto de grupo da nossa selecção que não encontrei. 

Putos de ouro!


Os putos do Rui Jorge são uns craques, como se sabe. Hoje, em Barcelos, os mais putos ainda, a selecção sub 19 apurou-se para o campeonato da Europa da modalidade. Aí estão eles, para quem estiver interessado em conhecer as estrelas do amanhã futebolístico.

Gente importante!


O Infante D.Henrique, filho do rei D.João I de Portugal foi o percursor dos Descobrimentos. O seu pai tinha já conquistado Ceuta para lhes servir de base para a exploração da costa africana. Como não tinham grandes meios de navegação, os navegadores portugueses pretendiam velejar para sul, partindo de Ceuta, sempre com a costa à vista para garantir que não se perdiam. Esse era o plano, mas nem sempre as coisas correm como planeado.
Comandada por João Gonçalves Zarco, uma dessas expedições pôs-se a caminho e no meio de grande tempestade foi parar ao meio do Atlântico. Terra à vista? Isso é que era bom! À aventura foram navegando no intuito de retornarem à sua rota original ou, em última análise, à costa portuguesa. Pois, não aconteceu uma nem outra, num golpe de sorte foram parar à ilha de Porto Santo (ou Seguro, como lhe chamaram na altura), corria o ano de 1418. No ano seguinte, na tentativa de encontrarem o caminho de regresso a casa, esbarraram com a Ilha da Madeira.


Em sua honra foi erigida uma grande estátua e assim o povo que passa pela Madeira nunca esquecerá este navegador a quem se deve a descoberta do Arquipélago.
Muitos anos mais tarde, mais precisamente no dia 27 do mês de Março do Ano da Graça de 2017, não a bordo de um pequeno barco à vela, mas sim de um moderno avião a jacto, chegou à mesma ilha outro homem importante que também teve direito a uma estátua para eternizar a sua passagem por aquela terra, Cristiano Ronaldo.


Ele, de facto, nasceu na ilha, mas saiu de lá muito novo e este regresso é uma festa comemorada por todos os "filhos da terra" como se fosse a primeira vez que o vêem. Não há duvida nenhuma que ele é uma celebridade de âmbito mundial e um ídolo para quem gosta de futebol E para que a sua memória seja preservada para a eternidade, o aeroporto do Funchal vai ser, hoje, renomeado com o seu nome.
Há muita gente que não está de acordo com esta decisão, a mim não me faz diferença nenhuma, não me "aquenta nem arrefenta".

segunda-feira, 27 de março de 2017

UE a 27!

União Europeia a 28 menos o Reino Unido que já não participa nestas coisas, dá 27. Ao olhar para a foto de família que fizeram, no sábado, em Roma, contei mais que isso e fiquei a pensar quem seriam os penetras. Depois reparei que aparecem ali caras da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu e não apenas os Primeiros Ministros de cada país. Está, por isso explicada a presença de mais 3 pessoas, para além das 27 que foram renovar o contrato.
Mas o que me motivou a trazer aqui a fotografia foi a falta de flores (mulheres) para embelezar a imagem. Aquela jovem de cabelos curtos que está atrás da Merkel não sei quem seja. E além da Merkel que todos muito bem conhecemos, só há mais uma, a governante da Polónia.
Promover a igualdade de género está na boca de toda a gente, mas, na prática, é o que vê. Com o Reino Unido no grupo haveria mais uma mulher, a Theresa May, assim ficamos-nos por duas prussianas de gema, a Angela e a Beata que governam os destinos da Alemanha e Polónia, respectivamente.

Mistério!

Ao abrir os jornais de hoje e dar com os olhos nesta fotografia fiquei tão "apaixonado" que deixei as leituras de lado e vim a correr para aqui para vos dar parte da minha alegria. Adivinho que vou ter uma segunda feira de truz.


Eles não parecem mesmo apaixonados? Olhem para os olhos sonhadores da Cristas. E para o Pedro de olhos fechados e testa colada na dela, como quem partilha uma vida inteira de sonhos realizados. Que lindos!
É bem verdade que uma imagem vale mais que mil palavras, por isso ... cala-te boca!

domingo, 26 de março de 2017

A lenda do galo de Barcelos!


A curiosa lenda do galo está associada ao cruzeiro medieval que faz parte do espólio do Museu Arqueológico da cidade. Segundo esta lenda, os habitantes do burgo andavam alarmados com um crime e, mais ainda, com o facto de não se ter descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo e, apesar dos seus juramentos de inocência, ninguém acreditou. nele. Ninguém acreditava que o galego se dirigisse a S. Tiago de Compostela, em cumprimento de uma promessa, sem que fosse fervoroso devoto do santo que, em Compostela, se venerava, nem de S. Paulo e de Nossa Senhora. Por isso, foi condenado à forca. Antes de ser enforcado, pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado que, nesse momento, se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa, exclamando: “É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem”. Risos e comentários não se fizeram esperar mas, pelo sim pelo não, ninguém tocou no galo. O que parecia impossível tornou-se, porém, realidade! Quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Já ninguém duvidava das afirmações de inocência do condenado. O juiz correu à forca e viu, com espanto, o pobre homem de corda ao pescoço. Todavia, o nó lasso impedia o estrangulamento. Imediatamente solto foi mandado em paz. Passados anos voltou a Barcelos e fez erguer o monumento em louvor a S. Tiago e à Virgem.

O Pop-Galo!

Dez metros e quatro toneladas de Galo forrados a 17 mil azulejos Viúva Lamego, como manda a melhor tradição, mais 16 mil luzes LED e nove metros de cabos elétricos, por Joana Vasconcelos, quem mais, e com o patrocínio do Gallo, o azeite,numa parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e do Turismo de Portugal. Ícone tornado pop tecnológico, tudo em modo desmontável, bom que seja, porque a ideia é, que leve Portugal a novos lugares, numa viagem que começa na China e que a confirmar-se a ida ao Rio de Janeiro há de dar a volta ao mundo, com o que se diz que são os novos lugares ainda por confirmar no roteiro da viagem que é possível acompanhar em www.popgalo.com, onde vai sendo criada uma galeria com as fotografias tiradas por quem vê a obra nas cidades por onde for passando.


Foi inaugurado, hoje, em Pequim, o pop-galo da Joana Vasconcelos que se vê na imagem. Os chineses já têm os olhos em bico, mas mais em bico vão ficar quando virem o galo que é o ex-libris da minha terra (Barcelos, pois claro) todo iluminado pelos milhares de luzes de muitas cores que contam a história da azulejaria portuguesa.
E dizem que depois de satisfazer os chinocas, vai atravessar o Pacífico rumo ao Brasil. Não sei qual dos dois povos vai gostar mais do galo, mas para mim já é suficiente que fiquem a conhecer a sua história. Será que vão entender a Lenda do Galo de Barcelos, quando lha contarem?

Acorda e pega no chuço!

Sim, porque nem pensar em sair de casa sem ele! Olha para o mapa abaixo, chuva todo o dia e, por vezes, pesada. E de tarde é que vai ser, nuvem negra e cinco pingos quer dizer o quê?


Não quer dizer que seja assim em todo o lado. Há-de haver lugares piores que outros, mas é preciso contar com ela agora, uma vez que não apareceu quando devia. Eu bem reclamava, mas ninguém me ouvia.

sábado, 25 de março de 2017

Os retornados!


Os emigrantes portugueses que vivem em Londres há mais de 20 anos receiam ter que regressar a casa, depois do Brexit, como aconteceu com os portugueses de Angola, em 1975. Se isso acontecer, como será o seu processo de reforma quando chegar a idade de a requerer? Serão respeitados todos os seus direitos, ou ficarão a ver navios? E aqueles que já têm filhos nascidos no Reino Unido que são cidadãos britânicos de pleno direito? Têm que obter licença para emigrar para Portugal?
Seja como for, está todo o mundo com a cabeça em água por causa dos ultra-conservadores que votaram a favor do Brexit no referendo do ano passado. E hoje juntaram-se, em frente ao Parlamento, uns milhares de descontentes para protestar contra o andamento do processo que a Theresa May prometeu iniciar no próximo dia 29. Pelo que se diz nas notícias, havia bandeiras nacionais entre os manifestantes.
Enquanto isso, os governantes dos países da União Europeia reuniam-se em Roma para comemorar o 60º aniversário do Tratado de Roma. Tão mal anda a Europa que até o Papa Francisco desconfia que a coisa não tem pernas para andar. Renovem a Europa ou ela implode, diz ele.

Bom dia, com Mokambo!

Lembram-se deste reclame? Eu sim e tomo Mokambo, todos os dias, ao pequeno almoço. Todos os dias não, pois hoje não tomei. Optei por um frasquinho de café que comprei esta semana no LIDL (espero que me façam um desconto especial pela publicidade gratuita) e fiz um café com leite para desenjoar. Pode ser que assim tenha mais pica para o fim de semana, pois estou a precisar. Com a «operação plantar couves» fiquei de rastos e tive que voltar às canadianas para me aguentar em cima das pernas, desde quinta-feira.
Mas. vamos em frente que queixar-me não adianta nada, ninguém me cura nem me paga por isso. Hoje, escolhi 3 imagens para ilustrar 3 tópicos sobre os quais resolvi escrever algumas palavras que, espero eu, vos ajudem a ficar bem dispostos para o fim de semana que aqui, na Póvoa, se iniciou com um sol brilhante a prometer aquecer o dia e os nossos corações.


A primeira imagem não necessita de legenda. O sorriso com que nos mostra os dentes é sinónimo de felicidade, tudo lhe corre bem (melhor não poderia) e o futuro da "sua" geringonça parece garantido até ao fim do mandato. A continuar assim, nas próximas legislativas ganha com maioria absoluta e pode dispensar os aliados que, de vez em quando, lhe metem areia na engrenagem.
Diz-se nas notícias que o défice não chega a 2,1% (2.06% parece ser o número exacto) e que se não fossem os juros da dívida, o ano passado terminaria com um excedente primário de 2,2%. Tem ou não tem razões para andar todo sorridente o nosso PM?


A segunda imagem não é tão elucidativa como a primeira, mas ajuda-me a saltar para o próximo tópico, o futebol. Os rapazes do Rui Jorge cumpriram os serviços mínimos garantindo uma vitória por 3-1 frente à Noruega. Só que o treinador não ficou nada convencido com a exibição e, no fim do jogo, afirmou que "este futebol não é suficiente para o Campeonato da Europa". Ao Rui não lhe basta ganhar, ele quer boas exibições e resultados gordos. E eu não lhe quero mal por isso, só espero que o Fernando Santos siga a mesma política com os nossos seniores, porque o acesso ao Mundial está ainda muito tremido. Veremos como as coisa correm, logo à noite, no Estádio da Luz, mas a luta não termina aí, há muitos jogos pela frente.


A terceira imagem que deixei para o final, de propósito, mostra o treinador de uma das modalidades desportivas em que compete o Benfica, a fazer uma sinalética um tanto ou quanto esquisita. No futebol, estou habituado a ver os treinadores fazerem gestos para os jogadores, usando as mãos e os dedos, especialmente na marcação de livres ou pontapés de canto, para lhes indicar a posição que quer que ocupem. Mas um gesto como este nunca vi. Que quererá ele transmitir para dentro do campo? E será dirigido aos seus jogadores, aos adversários, ou à arbitragem? Pensei muito, até me doerem os neurónios, mas não consegui descobrir a resposta. Se alguém perceber de Língua Gestual mais do que, elucide-me, por favor!

sexta-feira, 24 de março de 2017

Eu sou de Barcelos!

É verdade que sou, mas não tenho nada a ver com o estripador que, hoje, resolveu fazer das suas e deixar a freguesia de S.Veríssimo de luto. Freguesia onde a minha tia, irmã mais nova do meu pai chegou a morar, no início da sua vida de casada, e que por essa razão conheço bastante bem.
Matar quatro pessoas e daquela maneira não é para qualquer um. Conheço pessoas que não são capazes de matar uma galinha ou esfolar um coelho, quanto mais cortar o pescoço a quatro pessoas, assim e sem dizer água vai.
Sou levado a acreditar que o homem tinha perdido o juízo por completo, pois matar quatro pessoas só porque se recusaram a servir de testemunhas no processo que corre em tribunal não me parece motivo suficiente. Há ali mais qualquer coisa que cabe aos craques da psiquiatria descobrir. E com a idade que tem vamos ser obrigados a hospedá-lo até ao fim da vida. Quem sabe se foi essa a razão acrescida que o levou a cometer os crimes?
Bem, deixemos isso a quem de direito. Vim aqui só para vos desejar um BOM FIM DE SEMANA, o resto veio só para compor o ramalhete.

Memória que não se apaga!


Por muito que queira, as memórias da guerra por que passámos em África não se apagam. Volta e meia, por uma ou outra razão lá voltam elas a ocupar os meus pensamentos. Felizmente, não tenho muitos momentos negros a recordar, o que torna isto muito mais aceitável. Muito incómodo, algumas privações e pouco mais foi aquilo que me calhou na rifa. Muitos outros ex-combatentes tiveram pior sorte, sem falar naqueles que deixaram lá a vida.
Vem isto a propósito da imagem que vêem acima e que retrata três polícias londrinos todos "artilhados" para ir atrás de um terrorista que já estava morto. Isto faz-me lembrar dos tempos em que, durante as operações que levávamos a efeito no mato, carregávamos a G3, os carregadores de reserva, o rádio, o cantil, a lanterna, duas granadas, a ração de combate e, por vezes, alguma coisa mais para ajudar os que iam mais carregados. Cada passo que dávamos era um esforço considerável e correr estava fora de questão.
Por outro lado, os ditos terroristas andavam descalços, usavam apenas uma camisa leve e uns calções e como arma uma AK47 com dois carregadores unidos com fita-cola. E quando tocava a correr ninguém os apanhava. E digo isto com conhecimento de causa, pois corri algumas vezes atrás deles e nunca apanhei nenhum.
Lembro-me de uma operação que fizemos numa aldeia um pouco a norte da Chuanga para tentar apanhar algum dos "turras" que sabíamos que desciam das montanhas, durante a noite, para dormir com as mulheres. Aparecemos lá às 5 horas da manhã, ao raiar do dia, e a pretalhada desatou a correr pelas encostas acima, mal deu pela nossa presença. Ainda corremos atrás deles alguns metros, mas em 500 metros deram-nos um avanço de 300. Com aquela tralha às costas nunca teríamos a mais remota hipótese de lhes deitar a unha. A última da fila de fugitivos era uma mulher já entrada na idade, talvez uns 60 anos, e nem essa foi apanhada. Uma rajada disparada por cima das suas cabeças fez com que corressem ainda mais depressa.
Londres não tem, pressupostamente, qualquer semelhança com o mato do norte de Moçambique e não vejo qual a necessidade de polícias citadinos carregarem tanta tralha para patrulhar as ruas, onde a maioria deles nunca dá um tiro até ir para a reforma. Uma autêntica palhaçada, penso eu!

Diário de bordo!


Comecei o dia em Paris e acabei a tarde a plantar couves!
Agora estou cansado e vou esticar-me ao comprido para descansar o esqueleto.
Se tiverem juízo façam o mesmo que eu, pois amanhã também há internet!!!

quinta-feira, 23 de março de 2017

A cidade luz!


Assim chamada por ter sido dali que saíram as ideias modernas do pensamento humano. Depois dos grandes filósofos gregos da Antiguidade Clássica, foram os filósofos franceses do Século XVIII a marcar a cultura mundial. Acho que todos sabem isto, não estou a contar novidade alguma.
Mas a mim Paris interessa-me por outras razões. Esta cidade francesa era uma espécie de placa giratória, na década de 60 do século passado, para a emigração portuguesa e eu, como muitos milhares de outros portugueses, também por lá passei. E essa década foi marcante na minha vida, durante esses dez anos aconteceu tudo aquilo que estabeleceu o que seria a minha vida, até aos dias de hoje.
Em 1960 conclui os poucos estudos que os parcos haveres dos meus pais me puderam pagar.
Em 1961 arranjei o meu primeiro emprego, na Indústria Têxtil, a maior empregador da minha zona de residência.
Em 1962 mandei esse emprego às urtigas e alistei-me na Marinha de Guerra Portuguesa, como voluntário.
Ainda antes de 1962 terminar já eu estava em Moçambique, de G3 em punho, pronto para defender a Pátria, como me era exigido pelos políticos e interesses económicos de então.
Em 1968 regressei de Moçambique, felizmente sem uma beliscadura no meu físico, e abandonei a Marinha.
Ainda nesse mesmo ano arranjei o meu segundo emprego, desta vez na Indústria de Cordoaria, o maior empregador da Póvoa de Varzim, e comecei enfrentar a vida por conta própria. Até ali sempre tive cama e mesa garantida, primeiro na casa paterna e depois na Marinha.
E ainda antes de terminar o ano de 1968 casei-me e dei a machadada final na minha liberdade de movimentos e decisões.
Em 1969, já farto da indústria das cordas que não me pagava o suficiente para alimentar a mulher e a filha entretanto nascida e meti os pés a caminho da emigração.
E foi nesse célebre ano (para mim, claro) de 1969 que me vi, pela primeira vez, debaixo da Torre Eiffel.
E antes de esse ano terminar ainda arranjei emprego num navio de bandeira panamiana que do porto de Antuérpia se preparava para zarpar para o Cairo. Um salto da Marinha de Guerra para a Marinha Mercante, como podem ver.
Mas continuar na Marinha não foi o meu fado e no dia seguinte, por razões que levaria muito tempo a explicar, desembarquei e pus-me a caminho da Alemanha, país onde vi chegar o ano de 1970.
Depois de 1969, várias vezes estive debaixo da famosa torre de Paris, mas nunca consegui subir lá acima para desfrutar da linda vista que a imagem acima documenta. Longas bichas de interessados, como eu, que se moviam a passo de caracol, assim como o meu tempo sempre limitado por afazeres profissionais, não me permitiram satisfazer esse desejo.
E agora acho que já é tarde para voltar a pensar nisso, além de que as bichas são cada vez maiores (segundo tenho ouvido dizer).
Pou moi ... Paris c'est fini!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Cuidado com o exagero!

José Eduardo Moniz vê o Benfica a vencer a Liga dos Campeões num futuro próximo. O vice-presidente do clube encarnado acredita que tal é possível já que o Benfica é o "o clube português com maior potencial na Europa, mas também no Mundo".

Neva na Estrela!


Antigamente tinha por costume levar os meus filhos, quando eram mais pequenos, e os meus netos, em tempos mais recentes, a ver a neve na Serra da Estrela. Ali pelos fins de Fevereiro, num fim de semana em que o sol brilhasse e nos permitisse ir até lá acima, era excursão garantida. Agora que os netos estão a chegar à idade adulta e os pais deles têm mais com que se preocupar, acabaram as viagens turísticas a caminho da Beira Alta.
Sentado no sofá e com a televisão ligada também se consegue ver a neve e é mais cómodo e mais barato. E há uns quantos canais de televisão que correm até lá como loucos mal ela começa a cair. Vida moderna é assim!

terça-feira, 21 de março de 2017

O meu contributo!

O dia da poesia está prestes a terminar
Sei de um político que sempre mentiu
Se eu não tivesse vergonha de falar
mandava-o pr'á p*** que o pariu!

Sou dono do meu banco!


Pois sou!
Mas também está falido!
E agora?
Pagar aos credores ou fugir?
Homem honrado paga sempre o que deve!
E se não tiver com quê?
Se bem me lembro, era costume os homens honrados que não conseguiam cumprir as suas obrigações suicidarem-se. Um tiro na cabeça, uma corda no pescoço, ou quaisquer outras soluções que o engenho de cada um punha ao seu dispor para pôr um ponto final no problema.
Mas eu não alinho nessa, embora me sinta um tanto culpado por perceber que os administradores que elegemos para cuidar dos nossos interesses são uma cambada de interesseiros desonestos. Só me alegro por, desta vez, não ter votado na actual administração. A coisa já cheirava a esturro, quando aconteceram as últimas eleições, e votei no contra. Mas de pouco adiantou, como eu já sabia, porque o esquema montado dá sempre a vitória à lista A, a dos que já estão lá instalados.
Como se pode ver agora, pelo caso que está a ser investigado pela Justiça, eles fazem o que querem e sobra-lhes tempo. Atribuem a si próprios salários de fazer envergonhar um pobre, fazem favores aos amigos à espera de serem recompensados mais tarde, brincam com o dinheiro dos accionistas (incluindo o meu) e dos depositantes (como eu próprio) e não temos maneira legal de correr com eles.
O Dr. Silva Lopes (que já cá não está para prestar contas) foi, no meu entender, quem deu o tiro de partida para esta corrida para a morte. Antes dele o Montepio pouco mais era do que uma Caixa Mutualista e foi ele que apostou tudo num banco de retalho igualzinho aos outros da nossa praça. E qual era o grande negócio? Crédito à habitação, está claro.
E foi o crédito à habitação que rebentou com isto tudo, lembram-se? A crise do Sub-Prime vinda da América e a bolha imobiliária criada pelo crédito fácil concedido a construtores e compradores de casas foi uma espécie de muro contra o qual esborrachámos o nariz. Os bancos e nós todos, pois teremos que ser nós a pagar as vacas ao dono, uma vez que mais ninguém tem dinheiro para o fazer.
Só espero que os meus clientes (sou banqueiro, esqueceram-se?) não corram aos balcões para levantar as suas economias, senão é falência pela certa. O caso não é tão grave como o BES e se deixarem o negócio continuar a funcionar, creio que poderá honrar as suas dívidas. Eu assim espero!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Serei herdeiro?

Morreu o David Rockfeller, o multi-milionário dos petróleos. Como eu fui criado à luz de uma candeia de petróleo e à luz da mesma estudei para chegar à quarta classe, posso dizer que contribuí para lhe aumentar a fortuna nos tempos difíceis do pós-guerra. Será que tomou isso em consideração e me incluiu na sua lista de herdeiros?
Bem o podia ter feito, pois um milhãozito a menos não faria grande falta aos outros herdeiros e a mim dava-me um jeitão. Tenho o sonho de comprar uma quintinha e ir criar cavalos, ali para os lados de Coruche, nas margens do Sorraia, Com esse dinheirinho talvez o conseguisse realizar. Trocava a minha carrinha Ford Mondeo por um todo o terreno de rodas altas, a fazer lembrar os Unimog's do Exército Português usados na Guerra do Ultramar, para não ficar atascado quando viessem as cheias do Tejo.
Como vêem tenho tudo muito bem planeado, só estava à espera que o «Tio David» batesse as botas. e se lembrasse de mim. Agora só tenho que ficar atento para saber quando vai ser aberto o testamento e descobrir se ele me incluiu na lista. E se não o tiver feito, o remédio é continuar a jogar no Euromilhões para manter vivo o sonho.


Esqueci-me de acrescentar que o David era um ex-combatente da II Grande Guerra, portanto um camarada com alguma afinidade comigo, ou seja, mais uma razão para não se esquecer de mim.

A prima Vera!

Faltam apenas alguns minutos para começar a Primavera que se prevê fria. Previsão em que não acredito muito, especialmente porque não sou amante de grandes calores e assim entraremos no verão com mais calma. E verão é sinónimo de férias e praia, além do calor e pouca roupa, pelo que tenho que começar a planear para onde vou e o que vou fazer.


Dizem que o Líbano é um dos países onde as mulheres são mais bonitas e isso é um factor importante na minha escolha. Por outro lado, o estar entalado entre sírios, judeus e palestinianos não o recomenda particularmente. Tenho que pensar bem, não vá meter-me em alguma embrulhada com tiros e explosões pelo meio. Para isso já me bastou a Guerra Colonial.
Primavera é a estação dos frutos vermelhos. Cerejas e morangos para trincar e chorar por mais. Se calhar vou agarrar-me a isso e esquecer as libanesas. E vós fazei o que achardes melhor para a vossa saúde, sem esquecer a carteira que pode não ter o suficiente para chegar ao Líbano.