quinta-feira, 27 de julho de 2017

Hospitais portugueses!

São bons?
São maus?
Ou assim assim?
Só pode responder quem anda por lá muitas vezes. E eu estou a tornar-me um cliente habitual. Fui lá na semana passada, acabo de chegar a casa vindo de lá outra vez e, amanhã, logo que o galo acabe de cantar a alvorada, terei que lá estar de novo.


Dos outros não posso contar grande coisa, pois tenho tido a sorte de não ter sido um grande frequentador, mas do Hospital Pedro Hispano que agora é o que cobre a minha área de residência, já posso ir dizendo alguma coisa.
Acho-o limpinho, organizadinho e não tenho queixas do pessoal. Descontando as «Urgências» que parece um matadouro com portas de correr sempre as oscilar, abrindo e fechando à passagem dos muitos frequentadores, onde a corrente de ar frio, mesmo no verão, se sente a perfurar os ossos, com doentes, acompanhantes, bombeiros e seguranças num corre-corre que nunca tem descanso, posso dizer que me calhou o hospital certo. Nas urgências passei apenas um quarto de hora e espero nunca mais ter que lá voltar. Assim Deus me ajude!
Bem gostaria de afirmar o contrário, mas já vi que o resto da vida que ainda me falta viver vai ser dividida entre a minha casa e este hospital que podem apreciar na imagem que junto. O remédio é ir-me habituando, passei a ser um freguês habitual e já devem contar com a minha contribuição para as contas do défice. Pago a taxa moderadora, os exames que me mandam fazer, sem perguntar se estou interessado ou não, e o parque de estacionamento, antes de sair, e que é caro p'ra burro.
Toma, embrulha e aguenta que é serviço. Há muita gente que está pior que tu!

quarta-feira, 26 de julho de 2017

China - Portugal!

Hoje é um dia especial para a China e, de certo modo, também para Portugal. Por volta das 07.30 horas era esperado no aeroporto da Portela o primeiro avião "carregadinho" de chineses, depois de um voo de 13 horas, para dar cumprimento à profecia do Paulo Futre que, aqui há uns anos, disse que viriam charters carregados de chineses que fariam funcionar a economia de Portugal. O caminho que ele preconizava era contratar jogadores de futebol para o Sporting e os voos charters trariam milhares de chineses para assistir aos jogos, representando o início de uma grande ligação comercial com a China.
Assim vamos ter o Paulo Futre inserido na História de Portugal por ter sido aquele que anteviu a enorme importância dos turistas chineses, que se contam por muitos milhões, na economia do nosso país. Jorge Alvares e Peres de Andrade foram outros portugueses que tiveram grande importância na ligação de Portugal à China, nos princípios do Século XVI. Nessa altura não se falava em turismo, mas sim em comércio que Portugal queria incrementar entre os países do Oriente e a Europa, para ver se ganhava uns trocos e fazia frente à grave crise que assolava o país. Crise devida em parte à peste que se espalhara em Portugal no reinado de D. Manuel (como pode ver-se pela notícia abaixo).

" (...) De vez em quando terríveis epidemias de peste assolavam o território, determinando a mudança da côrte para logares não contagiados. No reinado de D. Manuel foram quatro as arremetidas, em 1502, 1506, 1513 e 1521. A epidemia de 1491 foi notável, e ficaram em lembrança os estragos nas maiorias cidades. Da peste tinha morrido a raínha, mulher de D. João I, e morrera também D. Duarte. Com certeza a repetição do flagelo seria considerável obstáculo ao crescimento da população."

Bem, não tinha planeado falar de desgraças quando comecei a escrever estas linhas e por isso vamos apontar a agulha para outro lado. Falemos do Jorge Alvares que foi o primeiro português encarregado pelo nosso rei de entrar em contacto com os chineses. Por se chamar Alvares sabemos que o seu pai devia chamar-se Álvaro, pois era assim que funcionavam as coisas nesse tempo. Nasceu em Freixo da Espada à Cinta, não se sabe quando, e morreu em 1821 sem ter sucesso na empresa ordenada por El-Rei D. Manuel I. Sabemos ainda que batalhou na conquista de Malaca, às ordens de D. Francisco de Almeida, o grande capitão da Marinha que muitos anos depois daria o nome a uma fragata em que naveguei, nas costas de Moçambique.


O insucesso do homem de "espada à cinta" fez com que alguns anos depois se seguisse outra expedição, capitaneada por Fernão Peres de Andrade que ficaria na História de Portugal e da China, como aquele que abriu o caminho para as trocas comerciais que ainda hoje perduram (veja-se, como exemplo disso, a "chinatown" de Vila do Conde). Há quem se refira a ele como Pires de Andrade, mas acredito que Peres, filho de Pero, estará mais correcto.
Portanto já sabem, o Paulo Futre foi o Jorge Alvares dos tempos modernos. Vaticinou a vinda de muitos turistas chineses e eles vieram. Compraram parte do capital da TAP - entre outras "pequenas" coisas - e assim têm garantida a possibilidade de fretar muitos charters e enchê-los de turistas para cá vir gastar os dólares que os americanos imprimem ás toneladas e enviam para lá para depois os pedirem emprestados.


Só voos regulares haverá três por semana, às quartas, sextas e domingos, portanto os interessados em viajar até Macau para tentar a sua sorte num dos muitos casinos, ou experimentar uma massagem especial dada por duas chinocas todas descascadas podem começar a fazer a sua reserva.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Cabecinha pensadora!


Ao ver esta imagem ligada à notícia das tentativas de captação de investimento para a zona do Alqueva, só uma coisa me veio á cabeça. O mais alto e mais magrinho foi escolhido para atravessar a barragem a pé. É tão alto que ficará sempre com a cabeça fora de água.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Eles comem tudo!

Os administradores da CGD têm ordenados gigantescos. Não consigo perceber como conseguem os ordenados dessa gente subir na mesma proporção que têm subido os prejuízos do banco que é de nós todos. Agora chega o Paulo Macedo e diz que só há uma maneira de endireitar as coisas, fazer-nos pagar por tudo e mais alguma coisa.
Não seria melhor reduzir os ordenados dessa cambada toda?
E não vale a pena mudar de banco, pois todos estão a fazer o mesmo.
Pagas e não bufas!!!

O Javali encalorado!

Aqui no Minho e Douro Litoral nem por isso, mas há lugares, em Portugal, onde está muito calor. Basta olhar para os incêndios que continuam a lavrar um pouco por todo o lado. E quanto a calor, o sítio mais quente do nosso país é aquele que está mais próximo de África, o Algarve.
O calor excessivo faz as pessoas procurar a água, ou as suas proximidades, na ânsia de encontrar algum alívio para o corpo que sentem a ferver. E quando digo pessoas, poderia também dizer animais, pois tanto os racionais como os irracionais sentem as mesmas necessidades. Talvez até os irracionais vão à frente nesse capítulo, pois o instinto de defesa e sobrevivência faz deles grandes mestres.


Se não fosse por isso, que outra razão levaria um javali a andar a nadar a cerca de 300 metros da costa, na praia do Garrão? Bom trabalho deu ao nadador-salvador que o avistou e decidiu rebocá-lo para terra com a sua mota de água. Mas primeiro passou-lhe um laço à volta do nariz para evitar alguma ferradela que lhe podia custar caro. É assim mesmo, homem prevenido vale por dois.
Depois veio a Polícia Marítima, carregou o animal no seu jeep de alta cilindrada e foi soltá-lo no mato, lugar (disseram eles) onde o bicho pertence. Chegado a esta parte da notícia pergunto-me se não seria mais sensato meter-lhe a faca e organizar um churrasco. Dá tanto trabalho e despesa caçá-los e esta malta, depois de ter o bicho preso e seguro, vai soltá-lo no mato! Já não percebo nada do que vai na cachimónia das pessoas de agora!

domingo, 23 de julho de 2017

Melhor que os adversários!


Como todos puderam testemunhar, os acontecimentos da semana passada puseram em cheque os presidentes dos nossos mais directos adversários. E quando a tormenta faz abanar a casa dos outros, podemos nós recolher as nossas velas e descansar um pouco.
Para os lados de Alvalade a guerra é psicológica e andam as mentes afectadas. Fala-se de "passarinhos" e "papagaios" e já se recomenda o internamento em unidades de saúde mental para aqueles que, quando abrem a boca, só entra mosca ou sai asneira. Não poderia estar mais de acordo, pois há anos que venho dizendo a mesma coisa. E a "aliança" que fizeram com o "clube do norte" para fazer frente ao Benfica, é mais uma prova dessa insanidade. Deixá-los mergulhados na sua loucura, a nós só nos dá vantagem.
No reino do dragão anda muito melhor a saúde mental, parece que a chegada de Sérgio Conceição foi o remédio certo, mas anda pior a coisa do lado físico. O Papa do futebol luso - dos velhos tempos - caiu e lesionou-se com alguma gravidade. Caiu pelas escadas abaixo, bateu com a tola nuns quantos degraus - o que lhe pode baralhar as ideias - e escaqueirou algumas costelas. Não faço a menor ideia como vai dar assistência à sua jovem companheira, de hoje em diante, e também isso não me dá grande preocupação. Quanto às ideias baralhadas, espero que continuem por muito tempo, pelo menos o suficiente para o Benfica averbar o seu penta-campeonato.
Espero que o LFV tenha um bom seguro de saúde - ou pague ao bruxo para o proteger - pois a ele não pode acontecer nada de semelhante.
Xô, xô, vai-te, sorte ruim,
marcha para o reino do Dragão
ou para os lados de Alvalade
não te quero perto de mim!

Táctica errada!

O jogo de ontem fez-me lembrar aquela passagem da bíblia que se refere às bodas de Canã. Com o milagre de transformar a água em vinho, Jesus fez abrir de espanto a boca dos convidados. Então, agora que a festa está quase no fim é que tu serves o melhor vinho?
O Rui Vitória, mui apreciado treinador do meu Glorioso clube, foi o Jesus (o verdadeiro, não o de Alvalade) no jogo de ontem, serviu-nos primeiro toda a "tralha" que tem no plantel e só a meia hora do fim fez entrar os craques para dar um baile ao adversário. E deram, mas não serviu para evitar a derrota que os milhares de adeptos que acorreram ao Algarve para verem os ídolos em acção, não esperavam nem desejavam.


O Hull City está uns quantos furos abaixo do Arsenal, no que ao futebol britânico concerne, e este é o nosso próximo adversário. Ponho-me a pensar que figura faremos, perante as estrelas treinadas pelo Arsene Wenger, treinador que já orienta aquela equipa há mais de vinte anos. A equipa que alinhou durante os últimos vinte minutos, no jogo de ontem, talvez tenha alguma hipótese de defender a honra do Benfica, porque se o Rui repetir a táctica usada no Algarve vai levar tantas que nem saberá de que terra é.
Alguns dos novos jogadores agradaram-me e alguns dos velhos provaram mais uma vez que não têm grandes hipóteses de continuar no Benfica. Sei que são decisões difíceis de tomar, mas espero que a estrutura directiva do Benfica tenha os pés bem assentes no solo e seja capaz de formar uma equipa capaz de lutar pelo «Penta». Há quase dez jogadores que têm que ser postos de lado e não pode ser pelo sistema do "pim-pam-pum", não temos tempo para hesitações nem falhanços se queremos arrancar bem na época que está prestes a começar.
Benfica, sempre!

sábado, 22 de julho de 2017

Tudo tem um fim!


O presidente de Angola voltou esta semana de Barcelona, onde foi ver se lhe revalidavam o certificado de vida. As eleições para a sua substituição estão apenas a um mês de distância, mas quem quem receie que ele não chegue lá.
Não se perderá grande coisa, dizem uns.
Já vai tarde, dizem outros.
E há tanta gente a rezar para ele ir depressa!
Mas ao certo ninguém sabe quando soará o gong a anunciar a sua partida deste mundo. O remédio é esperar com calma.

Segunda do dia!

Não há nada que me proíba de escrever duas mensagens no mesmo dia, pois não? Mas fica aqui o aviso (que já não é a primeira vez que faço) para aqueles leitores que, em vez de carregar no título do blog, carregam no título da mensagem e ficam fechados dentro dela. Um blog deve ler-se de cima para baixo, até encontrar uma mensagem que se reconhece como já lida. Não o fazendo assim, podem ficar imensas coisas para trás.


O que me levou a voltar aqui e publicar mais uma mensagem foi esta bela foto da ponte de D. Luís I, que une o Porto a Gaia que acompanhava uma notícia sobre a Metro do Porto, cujos resultados têm vindo a melhorar.
Hoje ninguém pára para pensar nisso, mas no dia 7 de Março de 1962 era a única ponte que ligava as duas margens do Douro e tive que a atravessar para me apresentar na Doca da Marinha, em Lisboa, às 07.00 horas da manhã do dia seguinte, para me sujeitar à inspecção médica e demais procedimentos que permitiram que entrasse na Marinha de Guerra Portuguesa.
É, por conseguinte, uma ponte que faz parte da História, pelo menos da história da minha vida.

Ai a música!

Não percebo nada de música e de Pop ainda menos. Pop, para quem não entende nada destas modernices, poderia ser a abreviatura de "popular", ou seja, estaríamos a falar de música popular, como aquela que cantam os Minhotos Marotos. A música e a dança mudaram muito desde a minha juventude, eu nunca fui um grande fã de ambas as coisas e agora ainda sou menos.
Música e dança talvez tenham para mim um significado muito diferente daquele que têm para outras pessoas. Sempre vi a dança como a desculpa mais plausível para abordar uma rapariga e com ela roçar o "touchinho". Roçar o toucinho é bom, mas logo que o pessoal deixou de dançar agarradinho e começou aos saltos no meio da pista, a música perdeu a piada toda. Já não serve para nada a não ser para queimar calorias, o que é o mesmo que dizer que se transformou numa aula de ginástica.
A música já é uma coisa diferente, tal como na dança há uma parte que me atrai e outra que repudio por não passar de ruído, por vezes uma verdadeira cacofonia, que me atrapalha a vida. Para ler, pensar ou ter uma conversa com os amigos (aqui, por amigos entenda-se familiares, vizinhos, colegas, camaradas, etc. etc.) eu preciso de silêncio. Alguém consegue imaginar um grupo de pessoas que se reúne uma vez por ano, para pôr a conversa em dia, e na mesma sala meter um grupo musical a azucrinar a cabeça de toda a gente o tempo todo? E ainda por cima pagar-lhe para fazer isso? Aconteceu-me a mim, ainda não há muito tempo.
Há horas para tudo, costuma dizer-se e é verdade. Mas hora do barulho não posso aceitar que haja, ou então terá que ser em lugar próprio para isso e só para quem quiser sujeitar-se a esse martírio. Ouvir uma guitarra portuguesa, bem trinada por quem o sabe fazer, ou um fado cantado com alma e uma voz a preceito é coisa que não desdenho. Além disso pouco mais aproveito.


Vem isto a propósito de uma crítica que li sobre o último trabalho de Lana del Rey que, por aquilo que percebi, não agradou muito a quem fez a crítica. A miúda até tem uma cara gira e desde que não desate aos saltos e aos gritos tem a minha aprovação. Pode ser que me leve de volta a esses tempos em que eu não pensava noutra coisa a não ser roçar o toucinho. E era bom!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

S.O.S. !

Também aprendi isso, quando cheguei à Marinha. São as iniciais de «Save our souls», palavras inglesas que em português se traduzem por "salvem as nossas almas", mas que quem lança este apelo está mais interessado que lhe salvem o corpo que a alma.
Lembrei-me disto, porque não sabia que assunto abordar nesta manhã de sexta-feira, cheia de sol e algum vento que os meteorologistas prometeram que vai parar para o fim de semana. O envio de um SOS serve para vos avisar que estou à rasca e preciso de ajuda. Não ajuda financeira, que dinheiro é o que menos me preocupa, pois na prática não preciso dele para nada de especial, para além da comida e comprimidos para travar as doenças todas que os médicos me anunciam que vão acabar com a minha vida.
Por falar nisso, esta semana fui ao Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, fazer o checkup ao pacemaker e a minha que me fez o implante disse-me, meio a sério meio a brincar:
- O pacemaker está em ordem.
- Ainda bem doutora.
- Já o mesmo não se pode dizer do seu coração.
- Porquê?
- Continua aos soluços, num pára-arranca constante e isso não é nada bom.
- Porquê?
- Porque vai criando coágulos nas veias e às tantas temos aí um avc.
- Oh, diabo, isso não é lá um grande prognóstico para o que me resta da caminhada neste mundo.
- Pois não, mas vamos tentar atalhar esse problema com mais um comprimidinho para tornar o sangue mais fininho, mais fluido e ver se diminuimos o risco.
E lá vim eu embora do Pedro Hispano com mais uma receita na mão para juntar a uma gaveta cheia que já tenho em casa. Quem se fica a rir é a minha farmácia que se vem queixando que o negócio anda mau para o lado dela. Agora já percebi que o meu mal é o bem dela. Porca miséria franciscana!
Bem, meti aqui um parentesis para mencionar algo completamente diferente, quando o que eu queria era dizer que preciso de inspiração. O assunto principal, desde que me tornei bloguista (ou blogueiro, como vos aprouver) era a Marinha, os Fuzileiros, a Guerra do Ultramar, Moçambique e o Niassa, mas todos esses assuntos estão mais que esgotados. Já mudei de assunto várias vezes, falei de mulheres, de religião e de futebol. E agora? A última coisa que quero é tornar isto num rol diário de queixas de saúde que é o mais provável em que se vai transformar o meu dia-a-dia.
Não, doença não!
Por vezes lembro-me que poderia ser uma boa ideia meter uns milhares de euros na carteira, atestar o depósito do carro e partir por aí, sem destino até se acabar o gasóleo e o dinheiro. E aí queimar os documentos, atirar o carro por uma ribanceira abaixo e ficar por lá como sem abrigo, sem médicos e sem comprimidos. Só para ver se a vida me pregaria alguma partida inesperada.
Outra ideia é ficar aqui quietinho e fazer aquilo que já faço há alguns anos, procurar a vossa companhia. 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Benfica volta à acção!

Depois de um longo interregno, vamos ter de novo os artistas em campo para animar a malta. Durante os meses de Junho e Julho assistimos a um futebol porco, jogado fora do relvado, entre dirigentes e comentadores desportivos. Se a ideia dos intervenientes era animar as hostes em tempo de defeso, posso garantir que não tiveram grande sucesso. Mas que vão dar trabalho a tribunais e advogados, lá isso vão. Mas aí não me meto, é lá com eles.
O Benfica já está no Algarve para disputar o habitual torneio de verão que serve para mostrar a equipa aos adeptos e tentar que os jogadores ponham de lado a sorna a que se habituaram durante as férias. Hoje à noite joga com o Betis de Sevilha e no sábado com a antiga equipa do Marco Silva, o Hull City.
Embora toda a gente queira ver caras novas no plantel, não é isso que o Rui Vitória nos preparou. Desde o Luisão ao Eliseu e passando pelo Samaris ou Fejsa é tudo a mesma loiça em que já nos serviram o petisco da época passada. E que até nem soube nada mal, podemos dizer com a maior alegria, pois o tetra soube que nem ginjas.
Entre essas velharias que já conhecemos, vai aparecer uma "estrelinha" vinda de Inglaterra (que na época passada esteve a rolar no Arsenal), o Chris Willock, que espero agrade aos adeptos e ganhe um lugar na equipa. O Arsene Wenger disse muito bem dele e eu acredito nesse franciú que há tantos anos treina a equipa de Londres.


E além dessa estrelinha vinda de terras de Sua Majestade, vamos ver outra estrelinha, esta nascida no Seixal, nas escolas do Benfica. Aurélio Buta de seu nome nasceu em Aveiro, mas cedo rumou ao Benfica e tem sempre feito parte das nossas selecções jovens, sub-16, sub-17 e por aí fora. Veremos se o Rui Vitória tem olho para o negócio e consegue fazer deste puto outro Nelson Semedo, uma vez que o original se mudou para Barcelona. Diz quem o conhece que ele tem possibilidades para isso, falta-lhe apenas crescer um pouco, o que esperamos ele consiga no convívio com os seus colegas mais velhos. Vou ficar de olhos bem abertos para ver como se porta o rapaz.


Além destes dois "miúdos", vai aparecer também em campo o eslovaco Martin Chrien que já vimos jogar na Suíça. Dizem que ele é um verdadeiro prodígio e eu espero bem que sim, pois é desses jogadores que se faz o Benfica, mas não teve hipótese de mostrar grande coisa, porque com tantas substituições e quebras de ritmo não há quem aguente. Espero bem que no jogo de hoje e do próximo sábado as coisas sejam levadas mais a sério. O treinador tem que começar a apostar numa equipa tipo, a qual terá que disputar a Supertaça, na primeira semana de Agosto. Já falta pouco!

Agendamento!

Sempre a aprender!
A Elvira escreve quando está bem disposta e só publica quando lhe convém. A isto chama-se agendamento e eu ando a pensar em fazer o mesmo. Está quase a começar a nova época futebolística e talvez me convenha esse tipo de orgânica para publicação dos meus comentários aos êxitos e fracassos do meu Benfica e dos outros concorrentes.
Esta mensagem é um teste e está agendada para sair às 8 horas da manhã do dia 20. Vamos ver se funciona!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Os tremoços!

A conversa é como o tremoço, vai à boca, trinca-se, engole-se o miolo e cospe-se a casca. Ontem falei-vos do Paulo, hoje a conversa é sobre o André. Mas falando de tremoços que foi por onde comecei a conversa, tomei conhecimento da sua existência era ainda uma criança de idade anterior à frequência da escola primária. Vocês não podem adivinhar aquilo que me passa pela cabeça, mas eu conto-vos.


Sabem o que é adubação verde? Não? Pois, também eu não sabia quando tinha essa idade que referi aqui atrás. Mas a informação chegou da boca da minha mãe, pessoa em quem eu sempre acreditei de olhos fechados, num dia de Primavera, em que eu olhando pela janela da sala da casa onde nasci, vi um campo cheio de flores amarelas a perder de vista.
- Tantas flores amarelas! O que é aquilo, mãe?
- São tremoços.
- O que são tremoços e para que servem?
- Servem para adubar a terra, filho.
Não vos vou contar mais nada sobre esta conversa, pois já estou a sentir que há quem esperasse ouvir que os tremoços são para comer e que a minha mãe me estava a passar a informação errada. Nada disso, na minha aldeia não se salgavam nem comiam tremoços. Semeavam-se e quando a planta estava florida e no auge do seu esplendor, vinham as charruas e metiam aquilo tudo debaixo da terra.
Pois então, o Paulo é padeiro, mas o André é advogado e, como todo o advogado que se preza, quer entrar na política para ver se encontra o seu lugar ao sol. O Paulo é um daqueles amigos que passou pela minha vida de levezinho e sem deixar sinal. O André é benfiquista como eu e só o conheço da televisão, especialista em «arrotar postas de pescada» para cima do Bruno de Carvalho e do Pinto da Costa.
O André (Ventura) é comentador desportivo num daqueles programas chatos sobre futebol em que falam todos ao mesmo tempo e ninguém diz nada que preste. Salva-se apenas por vestir as mesmas cores que eu, se não fosse isso, para mim, valeria um caracol. Mas, siga o baile e vamos aquilo que interessa.


O André, com o apoio da Passos Coelho e da Assunção Cristas (tal nome, tal careta, feios ambos os dois) candidatou-se à presidência da Câmara de Loures. Ele não é parvo nenhum, sabe que Loures é o município português mais vermelho, depois de Setúbal, e que continuará a ser. Porque se terá candidatado sabendo que vai perder?
Pela fama, adivinho eu, pois é da fama que precisa quem quer ser bem sucedido na sua carreira. Desde o processo do Carlos Cruz ao do Sócrates, vocês devem saber que o valor dos honorários cobrado pelos advogados é directamente proporcional às vezes em que a sua cara é vista na televisão. Se alguém duvida é só verificar o estado actual da conta bancária do Carlos Cruz.
Não sei se o assunto dos ciganos que vivem à custa dos subsídios e abonos de família é coisa para se arrastar pelos tribunais e dar dinheiro a ganhar a alguns dos seus colegas, mas foi por onde ele começou a sua campanha e só ele saberá as razões porque o fez. Ciganos, feiras, Rotunda do Relógio, Loures é um mundo tão ou mais complicado que aquele onde se movimentam os seus outros adversários, o Bruno sportinguista e o Pinto dragão. Mas isso é lá com ele, eu salto fora.
E são assim os tremoços, por muitos que se comam não se consegue matar a fome!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Amigos que passam pela nossa vida e se esfumam!

Há muito tempo que não vejo o Paulo «Padeiro»!
O Paulo fazia parte do meu grupo de «amigos de café», há-de haver uns bons trinta anos. O Paulo e outros colegas eram todos solteiros e bastante mais novos que eu. Juntávamos-nos no café, depois do jantar, bebíamos uma cervejinha, jogávamos bilhar ou nas máquinas de flippers (que estavam na moda nessa altura), íamos ao cinema (alguns, às vezes), enfim, fazíamos tudo aquilo que deve ser comum a milhares de portugueses.
O Paulo tinha ganho a alcunha de «Padeiro», porque era padeiro mesmo a sério. Era assim que ganhava a vida, quando era solteiro e continuou depois de casado, tal como me contou na única vez em que me cruzei com ele depois de todos estes anos. Há amigos assim, aparecem na nossa vida sem se fazerem anunciar e depois, sem aviso prévio, desaparecem sem deixar rasto.
Depois destes dois parágrafos em que vos tentei fazer perceber quem é o Paulo, lembrei-me que poderia fazer como a Elvira e desenvolver a história de modo a garantir-me aí umas 20 a 30 publicações que vos trariam entretidos durante um mês inteirinho. Mas é melhor não, pois gosto de escrever de modo repentista, sobre qualquer coisa que me passa pela cachimónia, e não ser obrigado a grandes raciocínios nem jogos de memória para construir e seguir um enredo que me faria ganhar cabelos brancos.


Tal como acabou de acontecer agora. Estava a ler as notícias e caiu-me debaixo dos olhos esta fotografia que retrata o nosso Primeiro Ministro de visita ao aeroporto de Faro para ver, in loco, as obras de ampliação dessa estrutura aeroportuária. E se repararem bem, por cima da cabeça do nosso ministro dos transportes, lá está, em letras grandes, PAUL (que é como quem diz, Paulo), e em letras mais pequenas (embora esteja escrito em francês) PADEIRO e PASTELEIRO. Agora percebo o porquê de nunca mais o ter visto aqui pela Póvoa, mudou-se para o Algarve.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Os piratas de Maracaíbo!

Sempre gostei de ler. Não sei quando começou este amor, mas desde sempre que me lembro de devorar todo e qualquer livro que me caísse nas mãos. No colégio para onde entrei, depois da 4ª Classe, os monitores eram padres jesuítas e davam-me livros da vida dos santos para eu ler. A vida de D. João Bosco calhou-me não sei quantas vezes, mas não li uma linha, embora tivesse que fingir que lia durante horas.
Quando me achei senhor do meu nariz e lia aquilo que queria, tinha autores predilectos, como Emílio Salgari, e gostava de livros de aventuras e de piratas. E quem conhece piratas é obrigado a conhecer os sítios por onde eles andaram e que ficaram na História. As ilhas do Mar das Caraíbas, como Tortuga, e o Lago de Maracaíbo são dos lugares mais vezes mencionados pelos escritores deste tipo de aventuras.


E quem fala de Maracaíbo fala da Venezuela, país que não sai das notícias e pelas piores razões. Este país sempre teve uma história conturbada, dominado por ditadores, ora da direita ora da esquerda. Neste momento é o Maduro, sucessor de Chavez, comunista ferrenho que se mantém no poder contra a vontade do povo. Este fim de semana foi organizado um referendo com centenas de mesas de voto - inclusivé na Ilha da Madeira - para mostrar a este senhor que o povo venezuelano o quer ver pelas costas. Acredito que não vai servir de nada e a continuarem as dificuldades que os mais pobres enfrentam com a falta dos bens essenciais e a inflação galopante, não me admirava que esta situação possa degenerar numa guerra civil.


E aí voltamos à história dos piratas gente que à falta de melhor meio de vida se juntava para roubar. A ideia original era abordar os navios que zarpavam das costas americanas, carregados de ouro e outras riquezas, em direcção à Europa e aliviá-los da sua carga. O lago de Maracaíbo era um refúgio seguro para descanso dos piratas. Depois de alguns assaltos bem sucedidos era ali que iam gastar o dinheiro e gozar a vida. Acabado este voltavam ao mesmo de sempre.


O ouro de hoje é o petróleo e os piratas são os políticos que ocupam os palácios do governo e não precisam de ir esconder-se em Maracaíbo ou na Ilha das Tartarugas. E são mais difíceis de derrotar, pois não podem disparar-se contra eles os canhões, como antigamente. Na eleição que colocou Maduro no poder, o resultado foi de 50.2% contra 49.8%, mas admite-se que muito povo votou enganado ainda pelos discursos inflamados de Hugo Chavez, recentemente falecido. Nós, aqui na Europa, sabemos apenas aquilo que a imprensa e as notícias veiculadas pela internet trazem até nós. O que nisso há de verdade ou não, nunca o saberemos.


Resta-nos esperar que a situação evolua, que o Povo seja calmo e sereno e os políticos aprendam a respeitar a vontade desse Povo. Tal como foram capazes de construir uma ponte que liga as duas margens do lago, assim sejam também capazes de construir uma ponte de entendimento entre os governados e o seu governo que instale a paz no país de uma vez por todas.

domingo, 16 de julho de 2017

Assombrações!

Estas raparigas não me largam a porta! Que será preciso fazer para que elas me desamparem a loja? A publicidade é muito cara, quem estará a pagar a conta?


Lembram-se dela?
A Marta era mais famosa que muitas artistas de cinema.


Pelos vistos também teve direito a reforma.
E arranjaram uma nova para tomar o seu lugar


E esta? Esta não tem nome, como a Marta,
mas não me larga a toda a hora do dia e da noite.
Mal ligo a televisão, lá vem ela a querer a oferecer-me
um quarto de hotel por um preço mais baixo.
É Trivago, é bom!

Não me estraguem o treinador!

Presinto o perigo latente de o Rui começar a inchar de tantos elogios que lhe fazem e se esquecer do homem simples que ele é.
Só me faltava ver a FORBES, a revista dos ricos, vir pôr o treinador do Gloriosos nos píncaros da lua, só porque ele ganhou dois campeonatos ao serviço do Benfica. E o Jesus não fez o mesmo? Sem querer parecer exagerado, qualquer treinador que aceite a responsabilidade de treinar o Benfica corre o mesmo risco, ganhar.
Pois é. A qualidade está na estrutura do clube que sabe preparar as coisas, incluindo a escolha do treinador que melhor se adapte às circunstâncias do momento. Reunindo uma série de factores positivos, tais como, um bom presidente, um bom treinador e alguns bons jogadores é mais fácil ganhar campeonatos uns a seguir aos outros.
Espero que assim continue e que não venham agora os bajuladores da Forbes estragar-me o estrugido! O Rui é bom, mas quero-o ligado à terra e não nas nuvens como balão de ar quente.

sábado, 15 de julho de 2017

Irra que é demais!


Eu sei que é a brincar, mas deixa-me preocupado!
Quem são estes Young Boys que deram uma cabazada aos Old Boys do Glorioso?
Já se começa a sentir a falta dos artistas que foram trocados por milhões?
Mau, Maria!

Crónica de sábado!

A Comissão decidiu hoje emitir uma notificação de incumprimento a Portugal sobre a adjudicação de um contrato de concessão para gerir e explorar a Zona Franca da Madeira. A Comissão considera que esta atribuição pode violar a legislação comunitária em matéria de contratos públicos (Directiva de concessões 2014/23 / UE), uma vez que o contrato foi adjudicado directamente sem um procedimento competitivo e que a disposição nacional utilizada como base jurídica da adjudicação não está em conformidade com a legislação da UE.


A pressa com que esta adjudicação foi feita cheira a esturro. Assim como a voz do governo regional que não tardou em aparecer a alijar responsabilidades e atirar com as culpas para cima de terceiros. Quem lucra com este negócio, pergunto eu. Peixe graúdo nada nas águas da Madeira, quer-me parecer!


Este bem pode fazer pala para ver ao longe. Na minha opinião, o seu futuro político já está traçado e o horizonte da sua fama e vida no PSD não vai para lá de Outubro. Já vai a caminho da idade da reforma e ainda não teve um emprego que se visse. Como será agora, depois de correrem com ele do partido?


Mais três semaninhas e começará a grande corrida à procura do penta. É tempo de começar a aquecer os motores, pensar em aves de rapina e noutras coisas boas. Não se deixem enganar com conversas de chacha e tenham um óptimo  >  F I M   D E   S E M A N A !!!