quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

T'arrenego Satanás!

Já estou a ver o Bruno de Carvalho a suar com esta notícia. São só os putos, mas não é bom sinal. Eu sei que o Leicester deixou em casa metade da equipa e só trouxe uns mancos que não fazem mal a ninguém, mas nunca fiando. Se o Sporting perder o jogo de hoje é o descrédito total do treinador, do presidente e por aí abaixo até chegar ao roupeiro. Nem é bom pensar nisso!


O Sporting perdeu com o Légia de Varsóvia na última jornada da Youth League e colocou o lugar de acesso ao ‘play-off’ em risco. A equipa leonina foi derrotada por 2-0 e pode ser ultrapassada no segundo lugar caso o Borussia Dortmund vença o Real Madrid no outro jogo do grupo.
A equipa portuguesa entrou da pior maneira e aos 3’ minutos já perdia em Varsóvia depois do golo de Mateusz Praszlik. A perder, a equipa de Tiago Fernandes foi à procura da igualdade, mas sem conseguir criar grandes oportunidades de marcar golo.
Na segunda parte, a equipa do Sporting entrou a tentar voltar a entrar no jogo, mas foram os polacos a dobrar a vantagem. Konrad Mihalak foi o autor do tento que deu mais tranquilidade a equipa da casa. Até ao final, o Sporting foi procurando o golo para tentar tirar alguma coisa do jogo perante uma defesa bem organizada do Légia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

À rasquinha!

Todo o dia às voltas com a cor vermelha das bolinhas (dos azevinhos, etc.) não poderia acabar de outro modo que não fosse a olhar para as camisolas dos jogadores do Benfica. É de benfiquista, vermelho de manhã à noite. Ora vamos lá ao jogo de hoje.


Os rapazes até se portaram bem, hoje, fizeram um bom jogo. E se não ganharam foi porque os outros jogaram melhor. Pois, é verdade, o Benfica jogou bem, mas o Nápoles jogou ainda melhor e por isso não admira que tenha ganho. Nota-se que é uma equipa cujos jogadores estão habituados a jogar uns com os outros, quase poderiam jogar de olhos fechados. Devemos dar-lhes os parabéns.
Valeu-nos o Dínamo de Kiev que deu uma ensaboadela das antigas ao Besiktas e nos ofereceu o 2º lugar no grupo. Há dias assim, acordamos com o cuzinho virado para a lua e a deusa da sorte protege-nos de tudo aquilo que nos pode fazer mal.
O melhor que temos a fazer agora é esquecer tudo isto e pensar a sério no jogo com o Sporting que é o ponto fulcral da nossa guerra. Alguns jogadores do Benfica estão em baixa de rendimento e o troca-troca que o treinador tem feito na avançada não me convence muito. E com a defesa também estropiada, antevejo um jogo muito difícil o que aí vem. Deus queira que os jogadores do Sporting regressem da Polónia todos rotos e sem gasolina para correr atrás da bola durante os 90 minutos. Isto porque a última coisa que eu quero é deixar o artolas do JJ passar para a frente na classificação.
Até domingo tenho muito que sofrer!

Plantas de bagas vermelhas!


Ruscus aculeatus ou gilbardeira,
também conhecida por espanta-ratos

Cerejeira de Jerusalém

Para responder ao António Querido e para que não fiquem dúvidas nos outros leitores, aqui fica a informação relevante para as 3 plantas (mais comuns) que dão bagas vermelhas.
A mais usada nos enfeites de natal é o azevinho. A gilbardeira (segunda imagem) usava-se na minha terra para fazer vassouras para tirar a fuligem das chaminés e teias de aranha dos barrotes do telhado. A cerejeira de Jerusalém (ou de inverno) só a tinha visto nas casas que vendem plantas ornamentais e agora no meio das minhas couves.

Não comer o que não se conhece!

Para vos contar uma história de hoje, vou recuar uns milhões de anos, até ao Paleolítico Superior, altura em que nem sequer o fogo tinha sido ainda descoberto. O «Homo Sapiens» vivia em pequenas comunidades de 20 a 30 pessoas e para se alimentar recorria à caça, à pesca e à colheita de tudo aquilo que a mãe-natureza punha à sua disposição começando pelos frutos. E usava utensílios feitos de pedra lascada, osso ou madeira que eram os únicos que conseguia trabalhar.


Da caça e pesca não vos vou falar, pois todos as conhecem e se não fosse pelas armas de fogo pouco teriam evoluído até hoje. Vou concentrar-me naquilo que consistia em cerca de 80% da alimentação das gentes desse tempo, a recolecção. Recolecção era o acto de recolher tudo aquilo que pudesse servir-lhes de alimento. E aqui começa o problema. Como poderiam saber aquilo que era comestível e o que os poderia matar por envenenamento? Os conhecimentos eram transmitidos de geração em geração e cada comunidade tinha uma espécie de feiticeiro, ou curandeiro, que era o maior especialista na matéria. Mas esse concentrava o seu interesse nas plantas que podiam curar doenças ou sarar feridas e não tanto no que se podia comer ou não.
Para solucionar esse problema cada comunidade tinha uma ou mais provadoras (só as mulheres desempenhavam este tarefa) para testar cada novo fruto ou folha com que se deparassem nas suas deambulações, pois como nómadas que eram não paravam muito tempo no mesmo lugar. A provadora testava o sabor e se este fosse agradável tinha que comer uma certa quantidade e durante alguns dias. Se ao fim desse teste não tivesse morrido, ou sofrido de grande mal-estar, o alimento recebia um nome e estava aprovado.
Já estão a ver o filme, não é? A provadora a mastigar e todas as mulheres e crianças à volta dela para ver quando caía para o lado a espernear com dores de estômago. Os homens nunca estavam por perto, pois andavam ocupados em caçadas que por vezes demoravam muitos dias. E quando caçavam um animal de grande porte, em vez de o carregarem até ao lugar onde se abrigavam, mudavam toda a comunidade de sítio até terem comido ou tratado de toda a carne, as peles e os ossos, pois tudo tinha a sua serventia. Secar ou defumar eram os meios de conservação ao seu dispor e nisso ocupavam a maior parte do seu tempo. Uma autêntica pasmaceira, como se adivinha.


Depois desta pequena lição de antropologia, deixem-me trazê-los de volta à realidade dos nossos dias. Hoje em dia, não há provadoras que corram riscos para nos salvar a pele e se quisermos provar alguma coisa de novo, terá que ser por nossa conta e risco. Pois foi isso que aconteceu comigo, há alguns dias.
No meio da minha horta nasceu uma planta muito bonita cheia de bolinhas vermelhas (quando maduras), em tudo semelhantes a uma que já tive e que dava piri-piris. E u tinha quase a certeza que não era a tal dos frutos picantes, mas ... para ter a certeza absoluta tinha que trincar uma daquelas bolinhas. Tinha que ser eu o provador de serviço, imitando as muitas desgraçadas da Pré-História que devem ter pago com a vida a sua temerária profissão.
E, como estou aqui, bem disposto da vida, a contar-vos a história é porque não morri. Prova superada com sucesso. Mas faltava-me saber o nome da tal planta que, por artes de magia, veio nascer na minha horta. Perguntei a muita gente, procurei na internet e tudo sem resultado. Mas como sou «um cara que nunca desiste» voltei a pesquisar na net, usando combinações de palavras diversas para me guiar e acabei por descobrir. Acreditam que se chama "cerejeira de Jerusalém"? Pois é! E o seu nome científico é «Solanum Pseudocapsicum» para quem estiver interessado. E podem mandá-las vir da China se quiserem, como podem ver pelo anúncio abaixo.


E encontrei o que procurava numa lista de plantas venenosas para porcos. Deve ter sido por isso que não morri, eu não sou porco nem nada que se pareça!

Mamões!


Olá!
Pensam que isto é um vaca?
Não é não. Parece, mas não é!
Ainda não descobriram o que é? Querem que eu vos diga?
É a Caixa Geral de Depósitos!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cuzinho ao léu!

Hoje fui atraído por um artigo que afirma que dormir nu faz bem à saúde. Tem a ver com um estudo que refere 13 razões para se dormir todo nu e uma delas até promete curar os diabéticos. Não custa dinheiro, não é difícil de fazer e abre o caminho a outros exercícios físicos que ajudam a queimar calorias, tudo coisas boas. Acho que vou alinhar nessa moda!


Um estudo, publicado na edição de junho do periódico Diabetes, descobriu que dormir em temperaturas mais frias tem sido associada a melhorar o nosso metabolismo, baixar os níveis de açúcar no sangue e até mesmo prevenir a diabetes tipo 2. Os cientistas descobriram que, quando os participantes passavam mais frio e dormiam quase inteiramente nus, a sua gordura ruim começou a cair dentro de poucas semanas, e sua saúde estava melhorando rapidamente, especialmente nos aspectos metabólicos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um dia de Primavera!

Leio nas notícias que a um sábado de chuva se segue um domingo de chuva. Onde raio acontece isso que aqui na Póvoa parece que estamos em Abril?


Por trás das vidraças da minha varanda (onde me escondo para espreitar o mundo) há sol por todos os lados (menos por baixo). Nota-se ou não? Dei-me ao trabalho de ir buscar a câmara fotográfica para vos poder mostrar que não estou a inventar. E os meus amigos da meteo dizem que assim vai continuar por muitos dias. Ora vejam:


Nem sei se fique contente ou me queixe a quem tem mão nestas coisas. Até me dei ao luxo de pôr em evidência a previsão do próximo domingo, dia 11 em que o Benfica recebe o Sporting e tem que provar que merece ir na frente da classificação, em que prometem que vai cair uma pinguinha. Não é que me faça muita falta, pois aqui é raro faltar a água e também não sou agricultor para sentir falta dela, mas se não chover agora, quando é que vai chover? No verão? É bem capaz, eu já não digo nada!
Assim sendo, vou pegar na mulher (salvo seja) e dar uma volta. Almoçar por aí, entornar uma garrafosa e dar graças por poder fazê-lo sem pensar duas vezes.
Bom domingo para todos! E confiram os resultados das eleições na Áustria. E do referendo na Itália. Daí pode resultar bronca da grossa.