sábado, 27 de agosto de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Os papa-figos!


Já cortei algumas figueiras, mas ainda me restam quatro grandes e uma pequena. Vá lá saber-se porquê, é a árvore que melhor se dá em minha casa. E a pequena não deve durar muito, pois ainda não provei um figo e estou farto de esperar. Dizem que só as figueiras velhas dão bons figos, mas eu não me sinto com paciência para esperar que ela fique velha. E também receio que a minha vida se acabe antes que termine a espera.
E, logo por azar, ninguém gosta de figos e eu, embora goste muito, não os posso comer por ser diabético. Agradecem os estorninhos (ou papa-figos como eu gosto de lhes chamar) que não me largam as figueiras. Eles só comem figos e diospiros e desaparecem logo que estes acabam. Só ficam por cá entre Agosto e Dezembro, depois disso ninguém mais os vê.
Esta figueira que vêem na imagem está mesmo em frente à minha janela, a não mais de 5 metros dos meus olhos e é um espectáculo ver os estorninhos chegar em bandos, logo pela manhã, e devorar os figos mal eles começam a inchar. Os pobres desgraçados nem precisam de amadurecer, são comidos antes de terem tempo de mostrar o que valem.
Ao fim do dia, voltam para a segunda rodada e assim não há figo que sobre cá para o rapaz. Às tantas, vou ter que fazer a vontade à minha mulher que insiste para que eu corte as figueiras todas. Afinal para que servem as figueiras se ninguém come os figos, pergunta ela com alguma razão. E os figos, quando começam a cair ao chão, embodegam tudo, continua ela. E depois o que comem os meus melros (os de bico amarelo que vivem aqui comigo o ano todo)? Alguém tem que lhes garantir o sustento, argumento eu resistindo à ideia de deitar as figueiras todas abaixo.
Porca de vida, ninguém está bem com aquilo que tem!

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Boas perspectivas!

Desde que haja honestidade, da parte das pessoas responsáveis pelo processo, e não apareçam os habituais galifões que tentam meter a unha em tudo que cheira a dinheiro, pode ser que este programa dê os seus frutos. Os nossos velhotes bem o merecem e tudo que se possa fazer pela melhoria da sua qualidade de vida será bem vindo.
Só há uma coisa que me preocupa na notícia, as duas dezenas de autarquias envolvidas no projecto. E as outras 288? Parece-me pouca gente! Serão os amigos do costume?

 
A ANCS - Associação Nacional de Cuidado e Saúde, está a lançar com mais de duas dezenas de Câmaras Municipais "um ambicioso projecto de tele-saúde que tem como objectivo apoiar 10 mil idosos mais carenciados e isolados", diz a associação em comunicado.
A Associação Nacional de Cuidado e Saúde é uma associação portuguesa, sem fins lucrativos, apostada em ajudar as populações mais idosas.
"Este projecto, que é considerado o maior a nível mundial, tem a designação de "10 Mil Vidas" e vai permitir poupar 6,5 milhões de euros aos cofres do Estado", diz a ANCS em comunicado.
"Parte desse dinheiro poderá ser canalizado para os Municípios para fazer escalar esse projecto e apoiar muitos mais idosos do nosso País", desafia a associação.
De acordo com o levantamento feito pela ANCS, se Portugal tivesse uma abrangência de serviços de tele-assistência equivalente a Espanha (10,5% dos idosos), teria 215 Mil idosos com esse tipo de apoio. A poupança anual seria de cerca de 90 Milhões de Euros e em 3 anos o Estado iria gerar poupanças superiores a 190 Milhões de Euros.
«Em: O Económico»

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Temos Porto!


Há cinco anos, eles foram a Roma ver o Papa. Creio que o Jorge Nuno quis pedir a bênção de Sua Santidade para um casamento pouco católico e perdão para as asneiras feitas com os casamentos anteriores, dois deles com a mesma mulher.
Hoje voltaram lá, envergonharam a cara do treinador Spaletti e da sua equipa e regressaram a casa com perto de vinte milhões de euros no saco. Além da porta da champions aberta para a hipótese de ganhar muitos mais.
Ah valentes!

De mal a pior!

Hoje, fui dar uma volta pelos bancos em que tenho depositadas as minhas (magras) economias de uma vida inteira. Já tinha sido avisado que convinha passar por lá, pois todas as aplicações tinham caducado e o dinheiro posto à ordem com juro 0%. Assim fiz e regressei a casa desanimado.
Não há a mínima hipótese de pôr o dinheiro a render alguma coisa que se veja, nem sequer 1%. A não ser no mercado de acções, mas aí o risco é significativo. Com a situação de crise que se vive um pouco por todo o mundo, as empresas passam dos lucros a prejuízos no tempo que leva um fósforo a arder. E, claro está, isso reflete-se nas cotações diárias das acções que temos em carteira.
O Banco Central a emprestar dinheiro a juros negativos e os britânicos a virar as costas à União Europeia só pioram as coisas, como é fácil de adivinhar. O preço do petróleo e a crise dos refugiados  que da Ásia e África rumam à Europa é a última pincelada neste quadro negro.
Gastei toda a manhã nisso e regressei a casa mais desanimado que nunca. Os bancos vão negociando com o meu dinheiro e ganhando alguma coisa com isso. Talvez não seja muito, mas, como se tem visto, dá para pagar chorudas remunerações aos seus administradores, como se viu no caso da CGD que esteve recentemente em foco. Para mim é que não sobra nada. Para os encostar à parede, podia levantar o dinheiro e enterrá-lo no meu quintal, mas tenho medo que "os ratos" dêem com ele!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Portugal é lindo!

Não tenho espírito nem corpo de lagarto e por isso não gosto de me estender ao sol. Por essa razão não frequento as praias nem gosto do reboliço que se cria à volta delas nos meses de verão. Assim sendo, quando me apetece dar uma volta, aponto a bússola para o nascente e lá vou eu.
Ontem, foi um desses dias. Após o pequeno almoço, mãos no volante e ala, por aqui é que é o caminho. Quando dei por mim e o estômago reclamava conforto, estava em Foz Coa. Uma sobrinha da minha mulher que lá mora fazia ontem anos e quisemos cantar-lhe os parabéns em conjunto com toda a família (maioritariamente a viver em França) que ali se juntou para o efeito.
Numa viagem de quase 600 quilómetros há muita coisa bonita para se ver, embora muita gente não aprecie esse tipo de vistas. Não me incomoda que os outros não gostem, gosto eu e isso basta-me. Muita montanha, muito arvoredo, muito ar puro, pouco trânsito e coisas desse género que não há nas cidades.

O rendilhado dos socalcos e vinhas do Douro

As ruínas do Castelo de Numão

Uma aguarela pintada pelas mãos de Deus

O Museu das gravuras do Côa que eu visitei, mas confesso
que não lhe achei grande piada. São gostos!

A viagem de regresso aconteceu algumas horas mais tarde do que eu tinha planeado. Sabem como são estas festas de aniversário com toda a família reunida, pessoas que já se não vêem há anos, muitos bolos para provar, muitos vinhos para os empurrar pela goela abaixo, o champanhe para brindar à aniversariante e desejar-lhe as maiores felicidades e para terminar ... a prova do «Vinho Fino», vinho do Porto fabricado em casa pelos velhos agricultores que o dão a provar à espera de ouvir um elogio do género: como este ainda não tinha bebido nenhum!
E com essas demoras nada de ver o jogo do Glorioso. Serviu-me de consolo ir ouvindo o relato, enquanto subia e descia pelas encostas do Marão. Do resultado final é que não gostei muito, mas acredito que haverá dias melhores.
Haja saúde!

sábado, 20 de agosto de 2016

Dia Mundial de Goa!

Se me dissessem que havia um «Dia Mundial de Goa» eu não acreditaria, mas a verdade é que existe mesmo e se comemora neste dia 20 de Agosto. Saber isso e ouvir o FADO cantado por uma voz de Goa enriqueceu a minha cultura geral.
Já ganhei o dia!
Bom fim de semana e aproveitem bem este belo clima que isto não é para todos!