quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Geringonça!


O Carnaval está aí à porta e de certeza que a geringonça vai ser o bombo da festa. O Paulo Portas que foi quem deu o nome à criança vai aparecer em tudo que é cortejo por esse Portugal fora. E. é claro, o Costa, a Catarina e o Jerónimo são as rodas dentadas que movem a geringonça não vão faltar pela certa. Não sei se vá a Ovar, à Mealhada, a Torre Vedras ou a Loulé ver o Carnaval, pois queria ver a melhor de todas as geringonças. Se souberem onde é que ela vai aparecer digam-me para eu me dirigir para lá.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Todo nu, com uma faca na algibeira!

Já a tarde vai perto do fim e ainda não fiz o meu dever habitual de vos brindar com qualquer escrito que vos ajude a passar o tempo. Estava aqui a pensar nisso e sem um pingo de inspiração, vazio como um balão sem ar ou um corpo despido sem um único farrapo em cima. Depois lembrei-me dessa velha frase que serve de título a esta publicação. E de pensamento em pensamento, acabei a pensar que a maior parte dos portugueses nem sequer sabe o que é uma algibeira. E que talvez tivesse aqui o assunto que me faltava.
Bem, comecemos pelo princípio. A minha mãe era costureira. Numa certa altura da sua vida começou a fazer a feira de Barcelos, às quintas-feiras, vendendo roupas, farrapos de toda a espécie e quaisquer outras coisas ligadas ao negócio, como linhas, botões, elásticos e coisas assim. E como é lógico que acontecesse acabou por começar a fazer roupa de propósito para vender na feira. A partir daí, a rotina lá de casa passou a ser dividida em dois períodos distintos. Quinta-feira, todo o dia fora de casa. Sexta e sábado acabar as roupas encomendadas pelas clientes lá da freguesia que queriam estreá-las na missa do domingo. Segunda, terça e quarta trabalhar a toda a força para fazer roupa para vender na feira. E no último dia era um autêntico corre-corre para ter tudo pronto antes de ir para a cama.
Nessas alturas todos tinham que ajudar e cada um fazia aquilo de que era capaz. Chulear, casear, rematar e pregar botões foram operações que a minha mãe me obrigou a aprender e não lhe quero mal por isso, pois bom jeito me tem feito. Aventais e algibeiras tornou-se o meu prato forte. Rematar e cortar pontas para "a obra" ter um aspecto apresentável eram o meu prato forte.
A algibeira não é mais que uma pequena sacola que as mulheres usavam por baixo do avental, presa à cinta por duas fitas do próprio tecido ou de nastro. Servia para guardar tudo, desde as chaves de casa (ou do cofre) ao lenço da mão e sem esquecer umas moedinhas (ou notas) para pagar aquilo que lhes aprouvesse comprar. Nos tempos modernos o avental caiu em desuso e a algibeira que se escondia debaixo dele seguiu o mesmo destino.
Agora já podem imaginar um homem todo nu, sem qualquer peça de roupa digna desse nome, mas com uma algibeira amarrada à volta da cinta e uma faca lá dentro. Assim já a frase não parece tão parva, não é verdade?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Rua Escura!


Encontrei isto na net dizendo que é alusivo à
Rua Escura, Centro  Histórico do Porto.
Será que antigamente se chamava
Rua de D. Afonso V?


Não sei como estará hoje, mas nos velhos tempos
não era lugar muito recomendável.
Miséria, prostituição e droga era o que por lá
se encontrava com mais frequência.


Quis imitar o Eduardo e fui buscar uma Rua Escura
que se chama assim por ser tão estreitinha que o sol
raramente consegue lá entrar.

À rasquinha!

Diz a legenda abaixo que o Schultz ultrapassou, pela primeira vez, a Merkel, embora pelas pontinhas. Será que é desta que vamos dizer adeus à dama (de ferro) que tem feito a cabeça em água a tantos políticos por toda a Europa e pelo mundo?


Mit Martin Schulz überholt die SPD erstmals Angela Merkel und die Union, wenn auch nur knapp.

A Veneza lusitana!

Aveiro é uma cidade linda, Há quem lhe chame a Veneza de Portugal, por causa dos seus canais. Falta-lhe a monumentalidade de Veneza, mas, em contrapartida, tem outras coisas que Veneza não tem nem nunca terá, a começar pela garantia de que não está a afundar-se. E depois, em Veneza é um bocado cansativo ter que andar a pé, ou limitativo se se escolhe o barco. Em Aveiro, escolhe-se a água pelo prazer e foge-se dela quando se quer. Paredes velhas de séculos, encharcadas e bafientas, eu dispenso.


Chamou-me a atenção, num dos jornais da nossa praça, a notícia que Aveiro poderá tornar-se a primeira cidade 5G do mundo. Para aquilo que faço, ao nível de telecomunicações, 3G já estaria bom, mas uso 4G que é, hoje em dia, a coisa mais banal em Portugal. A tecnologia 5G aumentará a velocidade a que circula a informação e isso espelha a doença do século XXI, a pressa, a falta de tempo que tomou conta das nossas vidas.
A Altice, actual dona da PT, é uma empresa de nível internacional que tem possibilidades de fazer isso acontecer. E isso seria muito bom para nós, portugueses, pela tecnologia e conhecimento que arrasta consigo, o que poderia transformar Aveiro numa pequena Silicon Valley a rivalizar com a outra dos States. Dizem que em 2025 já tem que estar tudo em testes e pronto a funcionar. Se calhar já por cá não vou andar nessa altura e não terei que me preocupar em comprar um aparelho mais moderno que os actuais smartphones, a que ainda não dou muita confiança.
Além disso, a velocidade também não é uma das minhas prioridades. Devagar, devagarinho já está bem, o importante é não parar. Diz-se que parar é morrer, não é verdade? Então, toca a mexer!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

E o burro sou eu?

Foi um grande jogo entre duas grandes equipas ...!
Desculpa lá, Rui Vitória, de certeza que não estivemos a olhar para o mesmo jogo de futebol.
Isto é uma ofensa à minha inteligência e não gosto de ser tratado como uma alimária daquelas que usam antrolhos para só verem em frente. O jogo foi uma desgraça do princípio ao fim e salvou-se o golo que o grego da pera de chibo enfiou por entre as pernas do Marafona (meu ilustre conterrâneo).
Foi um dos piores jogos do Benfica e já não é o primeiro, o que me deixa muito preocupado quanto à nossa capacidade de chegar ao título.
Felizmente, pode-se dizer que o árbitro não teve qualquer influência no resultado, o que é muito importante depois de toda a polémica criada à volta da sua nomeação. E a vitória deu-nos os três pontos que precisávamos para manter o primeiro lugar e os portistas a olhar para cima. E não vou dizer mais nada, pois acredito que haverá muita gente que não concorda com esta minha análise. E polémicas é a última coisa que quero fomentar aqui.
Espero o jogo do Porto-Juventus com alguma curiosidade para ver se a equipa do Nuno Espírito Santo está, de facto, no rumo certo. Se fizerem um bom jogo e a eliminatória em aberto serão más notícias para o Benfica, pois será uma grande injecção de moral que teremos muita dificuldade em contrariar. E ou o Benfica retorna às grandes exibições ou adeus tetra.

Os cães ladram e a caravana passa!


Este é o discurso de um treinador que, dizem, nunca fala de arbitragens. Este é o discurso de um treinador que parece estar eivado de raiva e que pode ser interpretado como de alguém que não hesita em ameaçar com um pretenso exército mitológico, que só existe nas fábulas de La Fontaine. Este é o discurso de um treinador que pode ser entendido como de alguém que parece seguir uma linha de intimidação e de condicionamento dos agentes do futebol. No entanto, e sem que nunca tenham tido esta conduta, quem está com processos às costas são o presidente do Sporting Clube de Portugal e Octávio Machado. Aguardemos pois pela intervenção do Conselho de Disciplina, tão célere e diligente quando se trata de outros protagonistas, escreveu Nuno Saraiva.


Ao longo destes anos como presidente já nos enterraram tantas vezes... já há tantos caixões preparados em Lisboa para nos enterrar que já levo isso na desportiva. Temos um objectivo e forma de trabalhar independentemente dos resultados serem piores ou não, não desistimos. É fazer melhor e esse melhor vem ao de cima, como se está a ver. Estavam preparados para pintar muitas casas e tiveram de guardar as tintas porque o FC Porto está pujante", afirmou Jorge Nuno Pinto da Costa em declarações prestadas à TVI após o final da Volta ao Algarve em bicicleta.

N.B. - Foi passear a Sílvia, nova namorada, para o Algarve! Ena!

Fazer ou praticar?

Na cabeça dos portugueses vai uma grande confusão. Já não me bastava ouvir dizer "pérda" em vez de "pêrda" ou "câma" em vez de "cáma", agora tenho ouvido também dizer "vamos fazer sexo". Porra para isto! Em que escola andou esta gente? Quando se diz fazer ... é amor, fazer amor. E quando se fala em sexo ... é praticar, praticar sexo.
A propósito disto, qual é o dia da semana mais apropriado para praticar sexo?
Aqui, em Portugal, não sei se por causa do clima ou da desorganização geral que reina por aí, parece-me que qualquer dia serve e, segundo tenho ouvido dizer à boca pequena, a rapaziada nova está cada vez menos preocupada com isso, se for nunca também lhes serve.
O cantinho das ideias funciona mais ou menos como um novelo, puxando-lhe pela ponta do fio nunca mais pára. De modo que ao abordar este assunto lembrei-me dos tempos em que estive na Alemanha e dos meus esforços para compreender os costumes e modos de viver daquela gente, a quem or portugueses se referem como «os cabeças quadradas».
Um certo dia, estava eu no meu trabalho de cortar e embalar fita de ferro e já me doíam as costas de tanto baixar e levantar. Endireitei o esqueleto, colocando uma mão na zona dos rins e fiz uma careta de dor. O meu colega de trabalho (que funcionava como meu chefe directo) abanou-me o dedo indicador direito, num gesto que lhes é muito habitual, e significa qualquer coisa como, "aí há milando".
Perguntei-lhe o que queria dizer com aquilo e ele respondeu:
- Hoje é quinta-feira.
- E que tem isso de especial?
- Tem que ontem foi quarta-feira.
- Não te entendo. E então?
- Quarta-feira é dia de tirar a barriga de misérias, de pôr a escrita em dia. Percebes? E por isso é que te doem as costas, hoje.


A seguir a este curto diálogo, lá me explicou que, entre casais, a quarta-feira está convencionada como o dia mais propício para essa actividade. Todos os outros dias da semana têm alguma coisa/actividade que se sobrepõe a isso, portanto reservou-se o meio da semana, em alemão Mittwoch, que também significa quarta-feira, para esse efeito. O efeito das bebedeiras do fim de semana já passou, o cansaço depois de três dias de trabalho ainda o permite e depois há a quinta e a sexta para descontrair, antes de entrar na rambóia do fim de semana seguinte.
- E os solteiros, perguntei eu?
- Isso é muito diferente. Desde sexta-feira, a meio da tarde, até domingo à noite, é sexo, droga e  copos. Quando acordam na segunda de manhã parecem zombies e só regressam ao normal na sexta-feira, quando se aproxima a hora de voltar ao mesmo.
Na altura eu tinha ainda 26 anos de idade e lá lhe expliquei que eu tinha necessidade de "afiar a moca" dia-sim dia-não. Ele olhou para mim e abanou-me de novo o dedo indicador, como tinha feito no início da conversa.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Afinal, quem ganha com isso?


Muitas vozes se levantam contra as três barragens que estão a ser construídas na bacia do Alto-Tâmega. A questão, afinal, é muito simples, quem ganha com isso. No imediato, alguns trabalhadores daquela área vão arranjar emprego para os próximos dois ou três anos e todo o resto pouco lhes interessa. Os (perto de) 1,5 Gigawatts produzidos em cada hora vão encher o bolso de alguém e só tenho pena que seja uma empresa espanhola. No rio deixa de haver trutas e passa a haver achigãs na albufeira. Quem se importa com isso?
Ontem, escolhi falar sobre o Tua e os problemas que a construção da barragem provocou, hoje, é a vez do Tâmega, rio que conheço bem desde Chaves, onde em tempo de cheias causa graves problemas, até Amarante, cidade bonita que era um dos meus destinos de passeio domingueiro, quando os meus filhos eram crianças. Vila Pouca de Aguiar, capital do granito, ou Ribeira de Pena, terra adoptiva de Camilo, ou ainda Cabeceiras de Basto foram e são ainda, embora mais raramente, destinos que gosto de escolher quando quero sair da beira-mar e todos são vizinhos do Tâmega.


No esquema acima aparece a indicação de IP3 na estrada que segue para norte, em direcção a Chaves. Se o mapa fosse actual deveria marcar A24 e ter também Vila Pouca de Aguiar ali mencionada, porque além de Chaves (que fica mais para norte) é a povoação mais importante daquela zona. Com as novas albufeiras que ali vão nascer, acredito que o turismo vai também levar algum desenvolvimento àquela zona de Portugal que, hoje, é uma espécie de cu do mundo. No verão passado fiz uma viagem de Boticas a Cabeceiras, usando a estrada que segue o curso do rio e vi-me perdido várias vezes, tão grande é o abandono daquela via. Diria que nem o padeiro por lá passa.
Para concluir, tirando o facto de não me alegrar ver os lucros do negócio irem para os accionistas da Iberdrola, entre os quais não me conto, não vejo nada de assim tão negativo nesta obra. Os ambientalistas lá terão as suas razões, mas aposto que não conseguem viver sem os seus electrodomésticos. Essa é que é essa!

Tão diferentes, tão iguais!


Portugal e os Estados Unidos da América não podiam ser mais diferentes. Pelo tamanho, pela economia, pela população que albergam e também pelo seu modo de pensar. Mas há alguns pontos em que se assemelham, em primeiro lugar o tamanho da dívida pública, a nossa mais ou menos bem conhecida e a deles totalmente desconhecida. Nós matamos-nos a pensar num meio de a pagar, eles nem sequer pensam nisso, tal é a enormidade.
Mas há um segundo ponto em que, descobri agora, somos iguaizinhos, a maneira como a oposição lida com o governo instituído. Lá, o Trump foi eleito presidente mesmo tendo menos votos que o seu opositor. Cá, exactamente o mesmo, o nosso Primeiro Ministro não ganhou as eleições, mas é ele que, alegremente, vai tentando manter o país no rumo que todos pretendemos.
Em consequência disso, a oposição não consegue controlar a azia que sente por mais remédios que lhe aconselhem. Em Portugal, como todos temos vindo a assistir nos últimos dias, a oposição esqueceu-se definitivamente dos seus deveres para com quem os elegeu e dedicaram-se exclusivamente, ao bota-abaixo na tentativa de prejudicar o governo. Fazer cair um ministro e abalar a geringonça tornou-se a sua razão de viver. Eu sei e eles também o sabem muito bem que isso não vai resultar em nada positivo para o país. Em última análise vai fazer aumentar na opinião pública o conceito negativo que já tem da política e dos políticos. Mas nisso nem têm tempo para pensar, tal é a sanha contra este governo.
Por vezes, ponho-me a pensar se não haverá na lei portuguesa um artigo, pelo menos um parágrafo ou uma simples alínea que preveja uma condenação para quem actue deliberadamente em prejuízo do seu país. Os casos têm sido tantos, a começar na Procuradoria Geral da República ou no Banco de Portugal e acabando no governo que só estranho como podem passar incólumes no meio de tão grande tempestade. Neste caso particular da CGD é notório o prejuízo que está a causar à instituição a sanha com que o PSD e o CDS tentam denegrir a imagem do Ministro das Finanças, na tentaiva de o pôr fora do governo. Que ganharão eles com isso, pergunto eu.
Pensava voltar aos Estados Unidos para vos explicar o que a oposição tem feito para prejudicar o Trump, mas acho desnecessário, pois temos todos os canais de comunicação social saturados com notícias a esse respeito, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto. Uma coisa nunca vista e cada vez me convenço mais que só conseguirão prejudicar o país e nunca tirar o presidente do seu poleiro.

Porque sim!

A professora coordenadora da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) licenciou-se em Bioquímica na Universidade do Porto, fez o mestrado e o doutoramento em Química na Universidade do Minho, mas na hora de tomar decisões sobre o local onde ia começar a sua carreira resolveu regressar a Bragança, apesar das propostas tentadoras daquelas universidades. “Sou uma pessoa de afectos, tenho a minha família em Bragança, uma cidade que eu amo, uma cidade onde cresci e fui muito feliz até ir para a faculdade”, confessa a cientista, que nasceu em Nampula, Moçambique. Por isso, apostou tudo no IPB, que tem hoje cinco escolas superiores e 7000 alunos.
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Se me perguntarem porque decidi publicar aqui esta notícia que fui buscar ao Expresso, só posso responder, porque sim. Para além do mais a rapariga é bonita, nasceu em Moçambique, gosta de plantas e faz disso a sua profissão. Seria preciso mais? Acho que não!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Há boas notícias!


Já foi tempo em que a linha do caminho de ferro que partia do Tua ia até Bragança. Depois veio o tempo dos automóveis e da comodidade que trouxeram a quem tinha dinheiro para os comprar. E começaram a rarear os clientes que justificavam a existência da linha. E foi preciso reduzi-la, utilizando apenas o percurso que ainda gerava receitas capazes de pagar os custos de manutenção. Ficou, por isso, somente o troço Tua-Mirandela-Tua em actividade, servido por duas automotoras que faziam lembrar a Pré-História dos Caminhos de Ferro.


Embora não exista ainda um programa devidamente estabelecido e aprovado entre as partes envolvidas no projecto, notam-se já obras ao longo da linha. Segundo notícias publicadas no verão do ano passado, o troço Brunheda - Mirandela já tem os carris em condições de se poder circular. Aliás, houve uma equipa de reportagem do JN que fez a viagem montada numa geringonça que parece uma moto sobre carris e rebocava 13 passageiros.


A estação de Brunheda, como poderão constatar adiante, vai ser o ponto de partida do comboio que segue até Mirandela. Em frente à estação haverá um cais de acostagem para o "barco-rabelo" que transportará os passageiros da barragem até aqui. Ainda não se nota a diferença, porque esta é uma foto antiga. Mas como esta vai ser a estação de ligação entre barco e comboio terá que parecer o aeroporto de Sá Carneiro (digo eu). E como já se prevêem viagens neste verão de 2017, as obras devem estar adiantadas. Um dia destes dou lá um salto para espiar.

Assim não é fácil de ler, mas se ampliarem a imagem ficarão a saber que já existe uma empresa, com um investimento inicial de 10M€, pagos pela EDP, sediada em Mirandela que vai gerir todo este negócio. O que me preocupa é que vai ser concedida a um empresário particular, o Mário Ferreira da Douro Azul, que só estará pelos ajustes se a coisa lhe der lucro. Aliás ele já confirmou que os «seus turistas» têm viagem garantida (e pré-paga), com os passageiros ocasionais terá que ser a associação formada pelos 5 municípios da zona + EDP a preocupar-se. Esperemos que começando uma coisa a outra venha por arrasto. É preciso não esquecer que naquele fim de mundo, onde Judas perdeu as botas, não vive praticamente ninguém. Com excepção do Cachão, entre Brunheda e Mirandela é só mato, ratos e lagartos (bom petisco para os milhafres que ali abundam).



E aqui está o esquema do trajecto combinado autocarro - barco - comboio que levará os passageiros da Linha do Douro até Mirandela. Já aqui mencionei, há dias, a hipótese de a Douro Azul promover as viagens, para cidadãos/turistas espanhóis, de Barca de Alva para o Porto. Teriam aqui uma paragem para ir até Mirandela comer uma alheira com grelos salteados e continuar depois até ao Porto. Quando chegarmos a Junho logo se verá como as coisas funcionam, mas vou ficar de olho a ver se a empresa do Mário Ferreira aproveita as minhas ideias.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Benfica pelos ares!


Já imaginaram a vaidade dos jogadores do Benfica que tiveram a honra de ser escolhidos para a foto da Emirates? Em cada aeroporto por onde passa este avião haverá curiosos a arregalar os olhos e perguntar:
- Quem são aqueles futebolistas? A que clube pertencem?
- Jogadores do Benfica, pois então!

Mirakel skrei!

No Mercado do Bom Sucesso, na cidade do Porto, vai realizar-se um festival gastronómico muito especial, promovido pela Noruega, dedicado ao SKREI (bacalhau fresco) que pretendem que os portugueses comecem a consumir em maiores quantidades do que têm feito até agora.
Se alguém me quiser acompanhar, estou pronto para ir até lá provar esse petisco. Sozinho não me sinto tentado a ir. Como diz o reclame da Sagres - na companhia dos amigos tem outro sabor.


Abaixo, podem ler um pequeno historial sobre este peixe que só é pescado entre Fevereiro e Abril, antes da desova. Vem dos mares frios do norte e nada cerca de mil quilómetros para chegar aos lugares (referidos no texto abaixo) onde acaba pendurado nos anzóis dos pescadores. O esforço que despende para ali chegar tornam a sua carne mais rija e, segundo dizem os promotores, até parece lagosta. Repito o convite, se quiserem provar têm que vir até ao Porto.



Uma paixão de séculos, que se iniciou com os Vikings no séc. X e tem saltado de geração em geração. Para Johnny Løseth, a vida no mar, na pesca de bacalhau e particularmente do Skrei, é uma paixão de longa data. Apaixonado pelas águas frias e cristalinas da Noruega, vê o Skrei como o expoente máximo da pesca na Noruega. Um peixe rodeado por uma aura de excelência, desde há muito associado à riqueza e ao sucesso, devido não só às dificuldades enfrentadas na sua captura, em águas inóspitas contra ventos gélidos, mas também devido à sua qualidade e à disponibilidade sazonal de curta duração.
Com fortes raízes na cultura norueguesa, que acontece graças ao regresso anual do bacalhau àquelas águas, considerado por muitos como o Milagre do Skrei. O Skrei é capturado nos tradicionais locais de desova ao longo da costa da Noruega. Cerca de 40% do Skrei desova perto das Ilhas Lofoten e Vesterålen mas os locais de desova estendem-se desde a costa de Møre, no sul, até à costa de Finnmark, no norte da Noruega.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A luz ao fundo do túnel!


Ao fim desta primeira jornada da Champions, em que as primeiras 8 equipas já mostraram o que valem, já começa a adivinhar-se quem tem pernas para continuar na corrida. A vitória do Benfica, ontem, e a do Real Madrid, hoje, não foram convincentes e teremos que esperar pela 2ª mão para saber quem fica e quem sai. Já quanto aos outros dois jogos, o Barcelona com uma derrota em Paris por 4 bolas a 0 e o Arsenal, em Munique, por 5 bolas a 1, parecem ter já o destino traçado. Muito embora o Barcelona, na boca de alguns analistas, possa ter suficiente qualidade para reverter a situação quando receber o PSG. em Barcelona, na 2ª mão. Eu, sinceramente, não acredito.
Estive a assistir ao jogo do Real Madrid e não há dúvidas que o resultado foi merecido. No entanto, houve tantos lances desperdiçados, tantos golos perdidos, tanta falta de inspiração do Ronaldo que bem pode acontecer alguma surpresa, em Nápoles, no próximo jogo. Se tivessem aproveitado melhor o jogo de hoje, poderiam ter já a eliminatória resolvida a seu favor. Assim têm que preparar-se para ir a Itália defender o resultado.
Quanto aos nossos rapazes, nem o Renato jogou no Bayern, nem o Gonçalo no PSG. São ainda muito novos, na idade e na equipa, e chegará a sua vez de se afirmarem. Já provaram que sabem jogar à bola e só precisam de um empurrãozinho para encontrarem o caminho do sucesso. O Bernardo Silva, a jogar no Mónaco, ainda não entrou em campo, mas tem jogado tão bem nos últimos tempos que acredito que não nos vai deixar ficar mal.
Amanhã, mudamos para a Liga dos Pobres, mas também lá há boas equipas que vale a pena ver. Viva o futebol, a festa e alegria dos pobres!

É mesmo verdade!


Abri os olhos.
Belisquei-me para ter a certeza que não estava a sonhar.
É verdade!
Estou acordado!
Ganhámos!
Somos os maiores!
Viva o Benfica!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Safa, este foi duro!

Ainda não sei muito bem como escapámos desta, mas a verdade é que  saímos do campo com uma (magrinha) vitória e um milhãozito de euros no bolso. Uma e outra coisa são importantes, talvez a segunda um pouco mais que a primeira, considerando as hipóteses que o Glorioso tem de passar à próxima fase.
Foi um jogo um tanto ou quanto desorganizado em que o Benfica raramente chegou perto da baliza adversária, enquanto que a sua foi massacrada durante todo o jogo. Se tivéssemos sofrido três ou quatro golos não era vergonha nenhuma e isso não aconteceu porque tivemos um gigante na baliza que até um penalty defendeu. A UEFA considerou-o o homem do jogo e com muita razão. Um azar de todo o tamanho para os alemães e uma sorte dos diabos para o nosso lado. Quem me dera outro tanto para a segunda volta.


Individualmente, tivemos alguns jogadores que fizeram um grande jogo. A começar pelo "velho" Luisão que completou hoje a bonita soma de 500 jogos no Benfica e não deixou os seus créditos por mãos alheias. O Salvio que alterna altos e baixos com muita frequência, pode dizer-se que fez um bom jogo. Só lhe faltou ter acertado na baliza naquele primeiro remate que fez logo no início do jogo.
O Nelson, o Lindelof e o Mitroglou foram, na minha opinião, outros jogadores dignos de nota, este último porque estava no lugar certo na hora certa para empurrar a bola para o fundo das redes.
Na segunda volta, se tivermos a sorte de meter um golo, fica o Dortmund à rasquinha, pois tem que marcar uns quantos para nos ultrapassar. Mas acredito que não vai ser fácil, porque sou obrigado a reconhecer que a equipa deles é muito superior ao Benfica. Pelo menos em valores individuais, o que não quer dizer que isso resulte num bom trabalho de equipa e num grande resultado final. Se lá conseguirmos ganhar será uma rica prenda de anos para mim que comemoro o aniversário no dia seguinte.
Mas antes disso quero ganhar o jogo de Braga. Esse é que é fulcral para chegarmos ao tetra!

É verdade!

Se vos disser que cheguei agora aqui, agorinha mesmo, nem vão acreditar.
Mas é a mais pura verdade!


Ontem telefonou-me o meu gestor de conta e disse-me que me queria lá, hoje sem falta, pois tinha coisas importantes para falar comigo. Com os juros perto do zero e sem perspectivas de melhorar, eu já sabia que não me ia comunicar que a minha conta bancária tinha subido astronomicamente e tinha que pensar num meio de gastar o dinheiro. Para me dar alguma coisa também não acreditava que fosse, por isso não via grande interesse nessa deslocação. Mas, em consideração por ele que sempre me tem tratado bem, meti os pés ao caminho mal tinha acabado de tomar o pequeno almoço.
Claro que levei uma grande seca e perdi mais de uma hora do meu tempo a ouvir coisas que não me interessam e a fazer coisas que são 100% contra a minha maneira de ser. A meia dúzia de milhares de euros que tenho na conta à ordem não merecem tal sacrifício. Desde que saí da Escola Primária nunca mais fiz uma cópia. Pois hoje fui obrigado a fazer três e assinar por baixo, imitando a assinatura que tenho no cartão de cidadão, coisa que faço com alguma dificuldade. Exigências do Banco de Portugal, disse ele.
E o consumo de papel? Há muito que não via tal desperdício! Eu que sou contra a burocracia e a favor de um meio ambiente mais sustentável, ver serem impressas mais de 30 folhas de papel, tamanho A4, das quais trouxe para casa perto de metade, outras tantas foram para o arquivo do banco e algumas mais rasgadas aos pedacinhos e colocadas no cesto do papel que tinha debaixo da secretária, é como quem me mata. Lá se foi mais um eucalipto da nossa floresta para o galheiro. Porca madonna!
Para comprar um miserável produto financeiro que me ofereceu para não deixar o dinheiro à ordem, obrigou-me a copiar uma declaração em que se dizia que eu não percebia nada do que estava a fazer, tinha sido avisado do perigo de tal operação, mas insistia em fazê-lo mesmo assim. E mais uma vez, assinar por baixo com a tal assinatura que me recuso a usar. Aí resolvi vingar-me e pus lá apenas a minha rubrica. Quando foi fazer as necessárias cópias para o seu arquivo deu pelo truque e lá veio obrigar-me, como se faz às criancinhas travessas, a rectificar o meu erro.
Saí de lá a deitar fumo pelas orelhas e prometendo que ia fazer uma exposição aos seus superiores exigindo responsabilidades a quem ordena estes procedimentos que, neste décimo sétimo ano do Século XXI, são completamente inaceitáveis. Há 50 anos atrás, teria feito a mesma operação em 5 minutos, preenchendo um mero formulário, num bloco de cinco cópias e usando quatro folhas de papel químico, onde apenas era importante o número da conta, o valor investido, a identificação do produto financeiro, a data e a minha assinatura no final. Para quê os computadores, então?
Bem, o resto do tempo gastei-o a banquetear-me com o almoço especial que a namorada preparou, a emborcar uma bela garrafa de tinto de Penalva do Castelo (última da remessa que trouxe de lá no verão passado) e depois esticar-me ao comprido para não perturbar a digestão.
E, dentro de duas horinhas lá vou eu a caminho do sítio do costume para ver o meu Benfica a mostrar o que vale. Uma vez que o jogo é transmitido pela RTP, o mais provável é não aparecer nenhum dos membros da tertúlia e ter que fazer a festa sozinho. É claro que, por vingança, vou dizer, mais vale sozinho que mal acompanhado!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

México queixa-se!


Em 1846 (não foi assim há tanto tempo), os Estados Unidos invadiram o México e raparam-lhe quase metade do território. Agora que o Trump quer fazer um muro para evitar que os mexicanos atravessem a fronteira, dizem eles que estão, única e simplesmente, a regressar à terra que lhes foi roubada nessa altura. Parte do Texas e do Novo México e toda a Califórnia pertenceram ao México até àquela data, portanto eles têm uma certa razão.
A pressão migratória das gentes vindas do Reino Unido, da Irlanda e de outros países da Europa empurrava os recém-chegados em direcção aos territórios mais a oeste à procura de novas oportunidades de vida. Para o conseguir tiveram que expulsar quem já lá estava, neste caso os índios peles vermelhas e os colonos espanhóis que tinham chegado anos antes.
Alguns políticos mexicanos estão a considerar a hipótese de voltar a repor as fronteiras onde elas estavam em 1843, antes da guerra. Qual será a reacção do Trump a esta iniciativa?

Vou de viagem!


Acho que vou aceitar o convite para ir ao Estádio da Luz comemorar o Dia dos Namorados. A namorada que tenho não gosta de futebol, mas pode ser que arranje por lá outra que goste. E se o Benfica der uma coça nos alemães, coisa que não é impossível, pois até o último classificado da liga alemã lhes ganhou no sábado passado, será festa a dobrar.
Por aqui brilha o sol, mas ainda há meia hora choveu que se fartou. E está tanto frio que dava para curar um presunto. Acender a fogueira para combater o frio e defumar o dito, se é que me faço entender.
Presunto, chouriço e salpicão
Pendurado por cima da fogueira
É bom mantermos a tradiçao
E aquecer os pés à lareira!