Como hoje é o «Dia do Pai», em honra de S. José que foi o pai adoptivo de Jesus, vamos falar um pouco desse assunto que não é assim muito falado na igreja, talvez por medo de entrar em pormenores que, à luz da tradição actual, são difíceis de explicar. Mas isso são outros quinhentos que não foi a razão que aqui me trouxe.
Muitas das imagens representando S. José, mostram-no com o Menino Jesus ao colo e uma açucena na mão. Pura distracção do escultor ou pintor, diria eu, pois deveria saber que o santo empunha o cajado que floriu, por obra e graça do Divino Espírito Santo, para indicar aos sacerdotes do templo quem foi o escolhido para marido da Virgem Maria (como mostra a imagem acima).
Querendo contribuir, em alguma medida, para a cultura das gentes que visitam o meu blog, deixo aqui a história, tal e qual como a repesquei de velhos documentos relativos a estas matérias.
Quando Maria fez 14 anos, o Sumo-Sacerdote decidiu que todas as raparigas, que tinham atingido a puberdade deveriam casar. Maria recusou-se a obedecer, porque segundo ela os pais a tinham consagrado ao serviço de Deus, o que provocou um certo embaraço no templo, porque não se poderia quebrar um voto sagrado. Os membros do templo decidiram remeter o assunto para a inspiração divina e ouviu-se uma voz desconhecida, que ordenou que todos os homens núbeis deveriam aproximar-se do altar com um cajado. Aquele cuja vara florisse poderia desposar a Virgem. Claro, nenhum dos candidatos teve a sorte de ver o seu cajado florir, excepto S. José, que foi o eleito de Deus para casar com Maria.
Muito interessante. E como o amigo é pai, os meus votos de um feliz dia.
ResponderEliminarUm abraço.
Para o pai Carlos Manuel Silva "Tintinaine", vai o meu abraço com um bom dia, se possível com os filhos e netos!
ResponderEliminarIndo agora à história antiga dos crentes do catolicismo, devo dizer que tal como hoje, cada escritor via a coisa à sua maneira, é o que penso, posso estar errado.
Se o escultor fosse alentejano!
ResponderEliminarcajado é a ferramenta do pastor
não teria havido nenhum engano?
Teria com certeza colocado,
o cajado nas mãos de São José
para agora não estar a ser criticado
por quem acredita, com esperança e fé!
Porque és pai como eu sou,
desejo-te um dia de alegria sem fim
daqui da Póvoa de Santa Iria, onde estou
para ti onde estás na Póvoa de Varzim!
Bom fim de semana e um abraço.