quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O presente e o passado !


O presidente Marcelo anda a fazer aquilo que eu também gostava de fazer, viajar e conhecer o mundo sem gastar um cêntimo. Por essa razão tinha decidido que a minha publicação de hoje versaria sobre esse tema. Mas o mundo dá muitas voltas e eu perdi-me por outros lados, muito longe dos Açores, nas margens do Mar Vermelho que, há cerca de 6 mil anos o Moisés atravessou (sem molhar os pés) para fugir do Egipto.
Pois é verdade, nesse cantinho do mundo que já era evoluído quando em Portugal não havia mais que ovelhas, cabras e alguns poucos pastores que viviam de as mungir e fazer queijo, por força do "ouro negro" que jorra das areias do deserto e enche de dólares a conta bancária do rei Fahd da Arábia Saudita, vai nascer uma nova cidade. E por aquilo que diz o príncipe herdeiro é um projecto para ficar na História.


E isso fez-me lembrar que há muitos muitos anos, na cidade de Babilónia, alguém quis construir uma torre tão alta, tão alta, que pudesse chegar ao céu. Como todos os projectos malucos (megalómanos) também este pode nunca se concretizar. Mas com tanto dinheiro e sem saber o que fazer com ele, eu já não digo nada. Pelo menos criariam empregos e dariam a ganhar o pão-nosso-de-cada-dia a muita gente que bem precisa disso.
Aquele canto do mundo, nas duas margens do Mar Vermelho, sempre foi sítio de grandes obras. E embora pouco se saiba sobre Babilónia, tudo nos leva a crer que muitos milhares de anos antes de Jesus Cristo andar pelo mundo, já essa cidade era um potentado conhecida em todo o Médio Oriente. Agora, a fazer fé na notícia que podem ler abaixo, naquele cantinho onde se juntam as fronteiras de Israel, Jordânia e Egipto, vai nascer uma nova Babilónia, embora o nome escolhido seja NEOM que me parece uma abreviatura do latim "Neo Metropolis" (nova cidade). Será que o príncipe estudou latim?  

“Neom vai ser construída do zero, num projecto feito de raiz, permitindo uma oportunidade única para ser distinguido de todos os outros locais que têm sido desenvolvidos e construídos durante os últimos cem anos”, disse o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman,
A região de Neom “vai centrar-se em nove setores de investigação cujo objetivo será o futuro da civilização humana, incluindo o futuro da energia e da água, do transporte, as biotecnologias, a alimentação, as ciências técnicas e digitais, a industrialização avançada, a informação e produção mediática, o entretenimento e a vida”, disse bin Salman, citado pela agência Bloomberg. 
O príncipe acrescentou que com este projeto pretende-se “estimular o crescimento e a diversificação económica, habilitar os processos de produção e criar e promover a indústria local a nível global”. A economia saudita está assente na exportação de hidrocarbonetos.

2 comentários:

  1. Pelo momento difícil que atravesso não tenho tempo para pesquisas, logo estou limitado a ler o que vais escrevendo, que faz parte da cultura dos povos, vou passando por aqui e obrigado por partilhares connosco.

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  2. O meu comentário começa pelos Açores. Daquelas nove Ilhas que se vêem na mapa já passei por quatro delas. E também atravessei o mar, entre a Ilha do Faial e a Ilha do Pico, o chamado canal sem ter malhado os pés.
    Quanto às grandezas do Saudita, ele lá sabe ou não quais são as linhas que deve utilizar para cozer a bainha das calças que veste. Não sei se no futuro irá ter dinheiro para mandar construir tudo aquilo que estará pensando. Com os carros a serem construídos e adaptados a outros combustíveis, o que é que ele vai fazer ao petróleo? Contar com o ovo no cu da galinha pode não dar certo, se ao cair no chão todo se espatifar, não se aproveita nada. Como se diz:- Senão chover vai tudo por água abaixo!

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