segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O «Bluff»!


Hoje é dia de contar as espingardas para fazer frente à batalha que acontecerá, amanhã, no Parlamento inglês. Há uns tantos desertores do partido de May que deram a entender que vão votar em sentido contrário. Mas também pode haver, do outro lado da barricada, quem queira apostar no acordo conseguido por May. E eu acho que todo o bicho careta mete a sua colherada, tentando que as coisas saiam a seu contento. São os da esquerda, os da direito e os de lado nenhum, todos eles têm qualquer interesse, mesmo que jurem o contrário, e vão lutar por ele com unhas e dentes. Mesmo tendo que recorrer à última arma de todas, o Bluff.
Sim senhor, o bluff vai ter um papel importante na decisão a tomar amanhã. Imaginem a quantidade de gente que afirma que vai fazer uma coisa e que acabará por fazer, exactamente, o contrário. A isso chama-se camuflagem, esconder-se do inimigo para não ser detectado e poder apanhá-lo de surpresa. O problema é que os "brexiters" (adeptos da saída da UE) estão tanto do lado dos conservadores como dos trabalhistas. Só que não podem confessá-lo abertamente, pelas razões que se entendem.
A Comissão Europeia tem-se fartado de repetir que não há qualquer hipótese de renegociação do acordo já assinado, mas já há jornais que falam na hipótese de adiar a decisão até ao mês de Julho. Porquê, pergunto eu? Se não vai haver renegociação, para quê esperar? É uma pura perda de tempo. Será que até do lado de cá do Canal da Mancha se pensa em fazer bluff? Eu já acredito em tudo.
E se no fim de tudo a montanha parir um rato? Ou seja, se o Parlamento aprova o acordo e lá vão os britânicos para fora da União e lutar contra o descontentamento de muitos, incluindo irlandeses e escoceses que terão uma vida muito mais complicada a partir de 29 de Março. Aí ganha força o governo de May e pode acontecer que haja mais países a querer imitá-los. Ontem, já ouvi falar de um movimento chamado DEXIT, na Alemanha, onde há muita gente que prefere guiar-se pela sua própria cabeça, em vez de aturar as paranóias de Bruxelas.
Dois fenómenos contrastantes afectam o mundo globalizado na actualidade, o aquecimento global e o arrefecimento da economia e, infelizmente para nós, ambos nos empurram para o mesmo lado, ou seja, para o fundo. Bem diziam alguns, na mudança do ano, que 2019 não iria ser um ano bom. Tudo parece indicar que não estavam enganados!

2 comentários:

  1. Continuas às voltas com o Brexit de theresa may. Que tudo faz para ficar bem na fotografia. Até agora cada um tem puxado a brasa à sua sardinha, sem que as tenham conseguido assar. Será que a têm de comer cruas? Se não houver acordo, como é que irá ser vida dos ingleses com um pé dentro e ou outro fora da União Europeia?

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  2. No palco da vida a cena pré-fabricada vai decorrendo, sempre e, intencionalmente com, formatadas SEGUNDAS INTENÇÕES...! Chilreando sempre; evidenciando sempre, o que parece sensacional!
    Como numa venda expõe-se a parte positiva do artigo e opta-se pela omissão total do que toca ao negativo! Vendi seguros e investimentos por 12 anos, o que me leva a falar assim; certo ou errado eis a questão. Quanto ao vendedor 'parlamentarista' tem que ter a habilidade em vender ideias e, o povo segundo a sua 'susceptibilidade' compra do que mais gosta, nem que, para tal, tenha que haver sangue e ranger de de dentes...
    É do conhecimento geral que nas universidades os jovens aceitam de braços abertos as teorias progressivas! Porquê? Por que mentes jovem absorvem como mata-borrão tudo o que lhes fizer senso! Soap Operas/ Tela-novelas é o que se adora na TV do dia-a-dia tal como no Parlamento no que toca à Estadística/Política. O tal Circo como o povo gosta por que "nem só de pão vive o homem."
    Caso a a "coisa" vá pra a frente, oxalá que sim, vai temporariamente ser osso duro de roer, MAS, a LIBERDADE é PRICELESS (como dizem os súbditos de Sua Majestade).
    Globalismo; no que respeita à comercialização entre nações sempre foi e será de importância primordial. Gosto e Quero...
    Porém, se esta for duma execução política onde, uma só OLIGARQUIA vai governar sem oposição legal, mas somente o povo escravizado? Nunca! Nunca! Nunca..., jamais!

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