segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Saber decidir e assumir responsabilidades!

Sabe-se que, caso as previsões indiquem um aumento exponencial de novos casos diários, mortes e internados em unidades de cuidados intensivos e a estes dados se acumular ainda um aumento de contágios entre jovens em idade escolar, o governo de António Costa não terá outra alternativa a não ser ordenar o encerramento das escolas. Se, pelo contrário, as previsões indicarem o contrário, as escolas continuarão a ser exceção ao novo confinamento.


No caso de me caber decidir sobre este assunto, seria muito radical, até ao 9º Ano todas as escolas fechadas e do 9º Ano em diante tudo em Telescola, ou seja, escolas fechadas a 100%.
Um ano de perda na vida dos estudantes não é o fim do mundo, especialmente se considerarmos que a ruptura do SNS pode ser um problema monumental e sem solução. Corremos o risco de, a partir de hoje, não haver lugar para novas admissões nos hospitais e os novos doentes teriam que ser abandonados à sua sorte. Em face disso, tem que se recorrer aquilo que o povo chama de "para grandes males grandes remédios".
Eu sei que o governo está mais preocupado com os pais dos alunos do que com estes. As escolas transformaram-se numa espécie de creche, onde os pais depositam os filhos, enquanto vão trabalhar e fechá-las cria um problema que não sabem como resolver. Mas cada coisa deve ser resolvida a seu tempo, primeiro as escolas têm que ser fechadas para garantir a paragem da pandemia e depois procura-se uma solução para as crianças. Temos que voltar atrás no tempo e usar toda a capacidade familiar para tratar das crianças, avós, tios e todo o mundo que não trabalha por conta de outrem devem dedicar-se a essa tarefa. E nos casos em que isso ainda não seja suficiente, um dos membros do casal terá que ser subsidiado para ficar em casa e ser ele a solução do problema.
Um outro problema que pode ser mais difícil de resolver é que não é fácil controlar a criançada que não estando presa na escola terá que gastar o seu tempo de algum modo e sempre arranjarão maneira de fugir ao controlo de quem toma conta deles. Principalmente, os adolescentes, dos 10 aos 15 anos, que já se consideram gente grande e procuram a companhia uns dos outros para se divertirem, namorarem e outras coisas que nem vale a pena falar. Para isso só vejo uma solução, fiscalizar, fiscalizar e fiscalizar usando todos os meios, desde pressionar e responsabilizar os pais e obrigar as autoridades a aumentar a sua atenção para a presença de crianças na rua.
A partir do próximo verão que já não está longe e com a ajuda esperada da vacinação poderá pensar-se com calma no modo de resolver o atraso na vida dos estudantes. O Primeiro Ministro e o seu ministro da Educação e Cultura estão renitentes, mas não vejo que haja outra solução. Tudo tem solução na vida menos a morte e é dessa malvada que estamos a falar, é preciso travar o seu avanço a todo o custo. A todo o custo, disse eu, e é perante essa realidade que estamos agora, é preciso decidir e bem!

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Seria bom que assim fosse. Contra à pandemia decidir bem.Todos dão a sua opinião sem saber ao certo qual a mais eficaz. Todos têm razão. O Costa está lixado. Se faz é porque faz, Se não faz é porque não faz, mas divia ter feito. Só, mesmo, os especialistas entendidos na matéria poderão encontrar a melhor forma de fazer abrandar a propagação. Todo o resto será conversa fiada? Porque muita gente não acata as recomendações.

    Continuaçao de bom ano 2021.

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  3. Vamos ver o que irá acontecer. Eu também acho que é preferível eles perderem um ano do que perderem os pais, pois eles podem ser infetados e não ter sintomas, mas podem infetar os pais em casa.
    Abraço, saúde e boa família

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  4. Boas
    O tema é demasiado complexo sem sombra de dúvidas e qualquer decisão que venha a ser tomada vai ser sempre discutível e difícil.

    JR

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  5. Juntar uma pandemia com um governo corrupto mais interessado em votos do que salvar vidas terá sempre resultados desastrosos. Dia 24 temos o poder técnico de resolver alguns dos nossos problemas. Embora saiba de antemão que nada mudará.

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