sábado, 19 de agosto de 2017

Presidentes da República - Período revolucionário!

Com o 25 de Abril terminou o Estado Novo e até à eleição de Ramalho Eanes, 1º presidente da 4ª República, tivemos dois presidentes de transição, António de Spínola e Costa Gomes.
António de Spínola (1974-1974) - Talvez por ter publicado aquele livro - Portugal e o Futuro - que abriu as portas da revolução aos capitães milicianos que estavam fartos de andar no mato, atrás dos "turras", enquanto os oficiais de carreira viviam no bem bom e viam as suas contas bancárias engordar, tivesse sido a única razão que levou à sua escolha para 1º presidente pós-revolução.
Ele fazia parte da Junta de Salvação Nacional que liderava o MFA, era aliás o seu chefe, mas não estava muito de acordo com o programa que o movimento desenhara para o nosso país. A «Maioria Silenciosa», uma manifestação convocada por ele para ver quem estava do seu lado, não correu nada bem e acabou por levar à sua demissão, em Setembro de 1974. Uns míseros cinco meses como número um de Portugal souberam-lhe a pouco e sempre teve intenção de voltar.
Assim, em Março do ano seguinte, meteu-se na aventura de tomar o poder pela força, correndo com os comunistas que estavam em força no governo, até o Saramago lá estava ao lado de Vasco Gonçalves. Correu-lhe tudo muito mal e teve que dar às de Vila Diogo para salvar a pele, primeiro para Espanha (que estava mesmo ali ao lado) e depois para o Brasil.
Costa Gomes (1974-1976) - Com a demissão de Spínola tomou o seu lugar o número dois do MFA, o general Francisco da Costa Gomes.
Desde o início do conflito armado em Angola, em 1961, sempre defendeu que a solução a implementar devia ser política e não militar. Mesmo assim foi destacado para Moçambique, onde ficou durante quatro anos, e depois para Angola, onde conseguiu reduzir a actividade dos "turras" a quase nada. Diz-se que, em 1974, quando sobreveio a revolução na Metrópole, estava Angola pacificada e poderia, calmamente, ter discutido a auto-determinação com Portugal e continuar a viver em paz. Assim não quis o destino.
Durante o seu mandato celebraram-se os Acordos de Alvor que poderiam ter resolvido o problema das ex-colónias, se tivessem sido cumpridos pelas partes. Teve que lidar com o golpe direitista movido por Spínola, no 11 de Março de 1975 e com  a tentativa esquerdista de fazer o mesmo, no 25 de Setembro do mesmo ano. E foi eleita a Assembleia Constituinte encarregada de redigir uma nova constituição que substituísse a de 1933 que tinha sido feita à medida de Salazar.
Epílogo:
Já de acordo com a Constituição de 1976, foram marcadas as primeiras eleições livres, depois de muitos anos de forrobodó, desde as primeiras repúblicas ao Estado Novo, onde os paridos e os políticos que os dominavam faziam aquilo que lhes dava na real gana. Vendo bem as coisas, ainda hoje continua a ser assim e o povo vive enganado como uma criancinha a quem dão um rebuçado para lhe tirarem o biberão.
Dessas eleições saiu como presidente o General Ramalho Eanes, o salvador da Pátria, em 25 de Setembro de 1975, quando o Otelo e os seus amigos comunas se preparavam para nos entregar a Moscovo. Ele foi o 1º presidente desta a que resolveram chamar a 4ª república, exerceu dois mandatos consecutivos e todos os que se lhe seguiram fizeram o mesmo até hoje.
E por aqui me fico, nesta incursão pela História de Portugal que espero tenha servido para alguma coisa. Dos presidentes que se seguiram ao Ramalho Eanes prefiro nem falar, pois não sou fã de nenhum deles, em particular, e as coisas só melhoraram um bocadinho com a eleição do último, o Professor Marcelo que me parece menos conotado com os partidos que os seus antecessores.

1 comentário:

  1. Gostei da lição,
    do resto nem por isso
    os destruidores da Nação
    todos têm tido má feitio!

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