sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Presidentes da República - Américo Tomás!

Américo Tomás (1958-1974) - Se não tem acontecido o 25 de Abril, teria lá ficado até morrer. Não vou gastar muito do pouco latim que aprendi a falar deste presidente, pois foi nosso contemporâneo e toda a gente sabe, a respeito dele, tanto como eu.
Entrou na Escola Naval e, segundo reza a sua biografia, aos 24 anos já era 1º Tenente, coisa que me custa um pouco a acreditar. Como curiosidade posso dizer que foi nomeado Ministro da Marinha, no ano em que eu nasci, 1944, e por ali se manteve até ser eleito presidente ás ordens de Salazar.
E nesse cargo viveu sossegadamente até o porem na rua, em Abril de 1974. Teve azar com o número que lhe calhou na rifa, pois ao ser o 13º presidente da república alguma coisa de mal lhe havia de acontecer. Podia ser muito pior se a revolução tivesse descambado num banho de sangue, pois poderia ser uma das vítimas.
O seu mandato ficou marcado por nada de especial ter feito, a não ser comparecer em actos oficiais e inaugurações, razão por que lhe puseram a alcunha de «Corta-Fitas».
Aquando da sua visita oficial a Moçambique, em 1963, estava lá eu também e tive que suportar horas a fio, debaixo de um sol escaldante, na indispensável Parada Militar.

3 comentários:

  1. O Presidente da República, Américo Tomás, era amigo dos marinheiros. Segundo o capitão do Exército, que como uma nuvem passageira, passou por Metanguga, O qual pelo caminho antes de lá chegarmos me perguntou, se o quartel do Exército em Metangula era bom. Tendo eu respondido não meu capitão! O Exército não tem nenhum quartel em Metangula. Quem lá tem um bom quartel é a Marinha. Pudera, disse o capitão, o Presidente da República é da Marinha!

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  2. Olha o Corta-Fitas... nunca gostei dos seus (longos) discursos de xaxa.

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