domingo, 16 de maio de 2021

A Liga das Nações!

 Olhando para a equipa do Benfica parece estarmos a ver um qualquer jogo da Liga das Nações. Esta foto que vêem aqui abaixo é o melhor exemplo disso.


São apenas 6 jogadores e vejam as suas nacionalidades.

:SEFEROVIC - Suíço; LUCAS VERÍSSIMO - Brasileiro; JULIAN WEIGL - Alemão: TAARABT - Marroquino; OTAMENDI (parece-me ser ele por trás do marroquino) - Argentino; VERTONGHEN - Belga.

A mística do Benfica foi sempre o segredo do seu sucesso, no passado, pela simples razão que os jogadores eram maioritariamente portugueses, da Metrópole ou das Províncias Ultramarinas (incluindo o Brasil nessa categoria). Agora, com um jogador de cada nação é difícil injectar-lhes o "amor à camisola". O Porto consegue fazê-lo, apesar de tudo, embora eu não perceba muito bem a razão porquê.

Lembro-me de dois ou três jogadores que sentiam a nossa camisola como se fosse a sua segunda pele e não a trocariam por qualquer outra, talvez o brasileiro Argel seja o que mais me faz lembrar isso, mas também o Mozer ou o Luisão se encaixam nessa descrição. No tempo presente, os jogadores são autênticos mercenários que vendem a sua arte a quem pagar melhor, não ganham amor a qualquer das camisolas que vão vestindo e despindo, ao longo da sua carreira. Lembram-se dos catalães terem chamado "pesetero" ao Figo, quando ele os trocou pelos de Madrid, quando ele era adorado como um deus, em Barcelona? Está aí a explicação para tudo que vemos, hoje em dia, no futebol.

O Jesus tem jogadores suficientemente bons para enfrentar a próxima época, só precisam de uma injecção de motivação, de se sentirem benfiquistas como oas adeptos que os apoiam. E muito treininho para ganharem pulmão, está claro! Venha a época de 2021/2022 que esta já era!

Carrega Benfica !!!

sábado, 15 de maio de 2021

Está feito!

 


A vitória não serviu para mais que impor uma derrota ao Sporting e evitar que andassem por aí a vangloriar-se de serem campeões sem uma única derrota. A classificação está arrumada no topo, falta o fundo. O Rio Ave foi atropelado pelo Porto (3 a 0) e está numa situação delicada. Os outros entalados, Farense e Boavista, ganharam, hoje, o que retirou ao Rio Ave a esperança de se safar. De qualquer modo só da próxima e última jornada isso ficará decidido.

Quanto ao jogo do Glorioso, foi bom na primeira parte, mau na primeira metade da segunda parte e voltou a melhorar nos minutos finais. Comecei a ver os golos do Sporting a entrar na nossa baliza, a nossa equipa a ficar encurralada na defesa e o Jesus mudo e quedo sem qualquer reacção. Vi a coisa mal parada e temi que perdêssemos o jogo. Felizmente, o palerma acordou a tempo, começou com as substituições e a coisa melhorou para o nosso lado.

No regresso do intervalo notou-se que o Sporting tinha tinha levado uma lavagem ao cérebro, além de meterem em campo os craques que o treinador tinha deixado no banco, vá lá saber-se porquê. Talvez quisesse dar minutos aos menos utilizados, mas quando viu a coisa mal parada, deitou mão de tudo para tentar salvar-se. De qualquer modo, para eles era só cumprir calendário, nós é que precisávamos de ganhar para darmos tudo por tudo na ponta final. Poderia acontecer uma escorregadela dos morcões andrades e nós ultrapassá-los-íamos, coisa que acabou por não acontecer e a nossa vitória só serviu para melhorar o score em futuras estatísticas.

De qualquer modo, enquanto jogou ao ataque, na primeira parte, gostei de ver, até parecia o Benfica dos velhos tempos. Mas nota-se que não tem gasolina para 90 minutos de jogo e isso é preocupante. Não sei como será a próxima época, nem se o JJ fica ou vai de vela, mas alguém tem que resolver esse problema. Não podemos arrancar de novo com esse problema por resolver, senão será outro ano a sofrer. A mim parece-me mais desinteresse que falta de pernas, portanto há que trabalhar a parte motivacional. O Gonçalo voltou a ficar no banco, diz-se por aí (nos mentideros) que é por causa do seu agente que é "persona non grata" no Benfica. Se isso for verdade é mais um erro grave de quem manda no Benfica.

E pronto, falta-nos disputar a Taça de Portugal, com o Braga, que espero corra melhor do que das últimas vezes que a vimos sempre a voar!

A religião como fonte de problemas!

 Basta percorrer a História para ver como as religiões têm sido a maior fonte de problemas e guerras que separam o mundo. Na Idade Média eram as Cruzadas que punham os Cristãos e Infiéis em confronto, na Idade Moderna continuam Fiéis (cristãos) contra Infiéis (maometanos), matando-se uns aos outros com as armas e modos mais diversos. Sempre houve guerras entre os povos por causa da religião, mas foram acalmando com o tempo, até que restou apenas a peleia entre cristãos e muçulmanos. O "Problema" de Cabo Delgado, em Moçambique, é um micro-exemplo disso mesmo.

Mas do que eu queria falar-vos mesmo era da Índia, aquela que começou a formar-se depois das teorias do Ghandi e Nehru ganharem força que levou à saída dos britânicos do sul da Ásia. Na Índia antiga havia mais de 200 religiõezinhas, na moderna só duas têm realmente algum impacto, o Hinduismo e o Islamismo. Logo que mandaram os ingleses às urtigas, a pressa foi separar o país em dois, um onde ficassem os adoradores de Siva e Visnu e outro reservado aos seguidores de Maomé, o profeta que veio depois de Jesus de Nazaré e que eles juram que é o único e verdadeiro.

Mas essa partilha não foi fácil, pois havia hindús espalhados pelos quatro cantos da Índia e o mesmo, embora em menor escala, acontecia com os muçulmanos. Os dois grandes países que emergiram da secessão da velha Índia foram o Paquistão (mais a norte) e a (própria) Índia (mais a sul). Mas tudo ficou muito mal dividido, pois não foi possível traçar uma fronteira e pôr uns de cada lado. Assim nasceu o Paquistão Oriental, muito distante do actual Paquistão, entalado entre a Índia, a China e a Birmânia, onde ficaram os muçulmanos da Índia Oriental. Mais tarde e depois de mais umas quantas guerras, esta parte do Paquistão tornar-se-ia num país independente, o Bangladesh.

E, finalmente, depois de muitas curvas pelo caminho (como uma boa estrada portuguesa) cheguei ao assunto que originou esta minha publicação, os imigrantes alentejanos de Odemira, em grande parte oriundos daquele país asiático que muita gente não seria capaz de apontar num mapa pendurado na parede de uma qualquer escola. A miséria é tanta na terra deles que gastam fortunas para vir para a Europa e sonham ter aqui uma vida que lá não é possível e, além do mais, aceitam viver em condições infra humanas, como se tem visto nas reportagens que as nossas televisões nos têm oferecido.

Bangladesh, Índia e Nepal

O meu filho (só tenho um, portanto não há dúvida a qual me refiro) tem uma pequena empresa de venda e assistência a máquinas de tricotar industriais, de onde tenta, com muito custo, tirar o sustento para si e para a família. Como, há cerca de 20 anos, não se formam técnicos de malhas, em Portugal, teve que ir ao Bangladesh buscar um. Demorou um ano a conseguir autorização, teve que lhe garantir um contrato de trabalho, habitação, etc.. Só pergunto como é que em Odemira não foram exigidas as mesmas coisas. Ou são todos clandestinos? Uma formiga passa despercebida em qualquer lado, mas quando é um formigueiro depressa se dá por ele e se tomam medidas para dar cabo dele. E aquilo, em Odemira (e arredores) é um autêntico formigueiro de asiáticos que vêm todos do mesmo sítio, das margens do rio Ganges, Bangladesh, Índia e Nepal.

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Amanhã veremos!

 O Sporting gostaria de repetir aquela proeza de 1986/1987, quando bateu o Glorioso por 7 a 1 envergonhou a cara dos benfiquistas. Fui buscar os dados para deixar aqui e comparar com o resultado que acontecer amanhã e servir de base aos comentários que farei no fim do jogo.

Clicar na imagem para mais fácil leitura


Deve ter caído o Carmo e a Trindade, nesse dia! Se acontecer algo semelhante amanhã, vamos enforcar o Jesus (como Judas o traidor) porque crucificado foi o de Nazaré e este não merece ter igual tratamento. De bazófias estamos cheios, em campo é que queremos ver quem sabe da poda!

quinta-feira, 13 de maio de 2021

A grande bazucada!

 


A ideia da nova ponte sobre o Douro nasceu numa reunião entre os presidentes de Câmara de Porto e Gaia, há cerca de três anos. Foi pensada como uma pontezita barata, cujo custo não ultrapassaria meia dúzia de milhões a cada município, despesa essa que foi considerada como facilmente diluída nos orçamentos camarários. Mas os anos vão passando, a ponte não arranca e o preço começa a ir por aí acima. Não seria forçoso que assim acontecesse, pois não tem havido grandes aumentos de preços, nem dos materiais nem da mão de obra, especialmente esta. Mas há uma coisa que entretanto aconteceu e que marca a diferença, a BAZUCA europeia.

Se vêm aí tantos milhões, porque não tentar dar-lhe uma dentada e arrancar um pedaço que ajude a melhorar a obra. Em vez de uma pontezinha poderá ser uma pontezona para garantir uma medalha, quiçá uma comenda, aos dois autarcas que tiveram a ideia. Alarga-se um pouquinho a ponte, prolonga-se um pouco mais além os acessos em cada margem, expropriam-se mais uns terrenos para uma grande rotunda, onde poderá figurar a estátua de um deles, ou do projectista da obra e aí vai o preço pela ladeira acima. A preços actuais já passa de 36 milhões, três vezes o preço inicial, mas garanto que não ficará por aqui. As sucessivas derrapagens no projecto e no preço da obra são o meio mais usado para camuflar a corrupção e desvios dos dinheiros públicos. Nós já sabemos como isso funciona.

O preço e a previsível chulice que se antevê é um problema sério, mas há ainda outro aspecto que não me agrada, o da localização da ponte. Se a ideia é substituir a «Ponte Luís I» que passará a pedonal e resolver o problema do trânsito infernal entre a baixa das duas cidades, porquê deslocá-la para montante cerca de um quilómetro? Para mim, o lógico seria construí-la a juzante e o mais perto possível daquela que será desactivada. Fico a pensar nos interesses imobiliários que podem estar na origem dessa decisão, sempre em prejuízo do Zé Povinho. A ponte ficaria bem entre a Ribeira, do lado do Porto, e o Candal, do lado de Gaia. Esse é o lugar de partida e destino do trânsito da cidade, quem procura outros destinos tem as autoestradas já existentes como solução.

Como se vê na imagem acima, o sítio onde a nova ponte vai amarrar é um deserto, do lado de Gaia, e um troço velho e quase abandonado, do lado do Porto. Não me parece que haja ali, tanto de um lado como do outro, quem precise da ponte para ir ao outro lado. Traçando uma linha recta entre as câmaras das duas cidades, obtém-se uma trajectória que vai da Praça do Infante às Caves do Vinho do Porto. Essa seria a localização que o Povo (que a vai pagar) escolheria para implantação da nova travessia sobre o Rio Douro, qualquer outra cheira a negócio paralelo!

quarta-feira, 12 de maio de 2021

O melhor do Benfica!

 


No futebol o melhor é o que mete golos, não há a mais pequena dúvida a esse respeito. E o Gonçalo é desses, ainda ontem o provou marcando dois dos três com que ganhámos aos madeirenses. Já no ano passado tinha feito a mesma coisa nos poucos minutos que o puseram a jogar. Ele é um jogador com faro de golo e só não vê quem não percebe nada de futebol.

Mas o Gonçalo, como qualquer artista, precisa de ensaiar (no futebol diz-se treinar, mas é ensaio na mesma), pois sem isso não conseguirá actuar da melhor maneira. O talento está lá, só falta aperfeiçoá-lo, dar-lhe o toque final para que o requinte apareça durante as suas actuações. E a quem cabe o papel de ensaiador? Ao Jorge Jesus, claro, para isso o Benfica lhe paga 4 milhões por ano!

Mas, arregalem-me esses olhos de espanto, o Jesus é um dos que não vê qualquer talento no Gonçalo e deixou-o entregue ao Veríssimo, a jogar na equipa B, durante toda a época de 2020/2021. Com os poucos minutos a que teve direito ontem, conseguiu perfazer 90 minutos em campo na presente época. Aliás, o Gonçalo não é caso único, outras pérolas passaram diante dos olhos deste treinador e ele não conseguiu reconhecê-las, sendo o Bernardo Silva (um verdadeiro malabarista) o melhor exemplo disso.

Estamos a uns escassos dois meses de começar uma nova época e espero que alguém do Benfica tenha o juízo suficiente para não deixar fugir este talento. Eu lembro-me bem do tempo em que no Benfica não havia outro avançado, além do Nuno Gomes. E não havia maneira de evitar que ele jogasse em todos os jogos, não era grande coisa, mas não havia outro melhor. Agora que os temos tido com fartura é vê-los sair por esse mundo fora, para depois contratarmos uns pernetas que nem um chuto sabem dar na bola. Então, nos últimos anos tem sido uma dor de alma que culminou com a contratação do RDT de má memória. Mas pelo meio ainda houve uns Ferreyras, Castilhos e outros craques de quem nem o nome recordo que levaram muitos milhões e trouxeram poucos golos.

Há uma dúzia de aprendizes da Academia do Seixal que são verdadeiros artistas (o João Félix foi o último) a dar espectáculo por esse mundo fora. Por favor não deixem o Gonçalo ir engordar esse grupo. Pelo menos não antes de nos dar algumas alegrias, a nós benfiquistas que, ultimamente, só temos sofrido desgostos.

Ah, e se posso pedir um favor, contractem outro ensaiador e mandem o JJ para o Brasil que é lá que gostam dele !!!

Parabéns ao novo CAMPEÃO!

 

Só pelo facto de evitarem que o título fosse entregue
ao clube da fruta, o Sporting já merece parabéns.
PARABÉNS CAMPEÃO !!!

terça-feira, 11 de maio de 2021

Brilha o Sporting!

 


Hoje é o dia de o Sporting brilhar e o seu brilho ofusca qualquer outro que entre em palco também. Ontem, o Porto fez o seu dever e não permitiu que os leões festejassem o campeonato sentados, confortavelmente, no sofá do seu reduto, em Alcochete. Recebeu e goleou o pobre Farense que se vê em risco de regressar à Liga de Honra de onde veio no princípio da presente época.

O Benfica foi até à Madeira, onde defrontou o Nacional, durante a tarde de hoje. O Jesus montou uma equipa toda diferente, não sei se a pensar no jogo do fim de semana, contra o Sporting, ou num daqueles rasgos de inventor a que já nos habituou. Claro está que lhe correu mal, pior não poderia ter sido, os jogadores andaram sempre aos papeis, não deram uma para a caixa, e ao intervalo perdiam por 1 a 0.

Acredito que para evitar a vergonha de mais uma derrota, m eteu em campo a cavalaria toda na segunda parte. E aí as coisas mudaram de figura, o Benfica começou a dominar e os madeirenses não tocaram mais na borracha. Começaram por marcar um golo que seria invalidado por causa de uma falta que a mim não me pareceu falta nenhuma, mas logo de seguida meteram dois golos de rajada, colocando-se em vantagem no marcador. Antes do fim, ainda houve tempo para mais um golo de belo efeito que colocou o marcador no resultado final de 3 a 1 favorável ao clube da águia.

O Seferovic que luta para ser o melhor marcador da Liga não conseguiu marcar. O Jesus prometeu que iria pôr a equipa toda a jogar para o ajudar, mas as coisas não se proporcionaram. Ainda faltam dois jogos, pode ser que o consiga, mas é bom não esquecer que os objectivos comuns da equipa têm que vir em primeiro lugar e só depois os recordes individuais. Na viragem do resultado foi preponderante a actuação do Darwin, a trabalhar para a assistência, e do Gonçalo Ramos que bisou na partida. É engraçado como o treinador não aposta nele e quando o põe a jogar, em poucos minutos, ele faz um brilharete.

Estou a escrever esta crónica nas calmas, enquanto assisto ao jogo do Sporting e não quero finalizá-la sem saber como acaba o jogo. O Boavista tem resistido como pode e ainda só perde por 1 a 0 e se calha de marcar um golo pode adiar a festa ao Sporting que precisa de 2 pontos para cantar de galo. Uma das peças fundamentais da equipa lesionou-se, ao fim de um quarto de hora de jogo, o que tornou a vida mais difícil aos leões, mas acredito que conseguirão os seus objectivos.

 E pronto, acabou o jogo do Sporting, ficou só em 1 a 0, mas chega para festejar o título que não viam desde os tempos de Inácio, como treinador. Aqui, perto da minha casa, desataram a estourar foguetes, não sabia que tinha vizinhos lagartos !!!

Anda tudo trocado!

 

Clique para não ficar a ver navios

O Trump nunca quis nada com o controlo da emissão de gases com efeito de estufa, virou as costas ao acordo de Paris, fez muita asneira que atrasou em alguns anos a recuperação do planeta que é cada vez mais urgente. O novo presidente está a tentar voltar a pôr o país nos eixos, mas or patrões da indústria não vão à bola com ele, o que torna as coisas mais complicadas. Na China, assim como na Índia, está ainda pior, já mal conseguem respirar sem andar com uma garrafa de oxigénio às costas.

Por tudo isso e mais alguma coisa, temos o clima que temos e não adianta reclamar. O «Abril de águas mil» já não aparece como antigamente e o mês de Maio que antecede o verão, vêmo-lo agora com temperaturas outonais e chuveiros (alguns violentos e de neve na Serra da Estrela) a cada passo. Basta olhar para o mapa meteorológico que mostro acima para ver como as coisas estão. E, dizem os meteorologistas que o resto do mês de Maio continuará a ser assim.

E depois virá um verão quente demais, com o termómetro a querer atingir os 40º que faz ferver os miolos e fazer toda a gente correr para o pé da água. Pelo menos uma coisa de bom tem esta chuva tardia, as reservas de água aguentarão até virem as próximas chuvas, na maior parte do território nacional, livrando a cabeça dos autarcas de mais essa preocupação. Falando em autarcas com problemas de gestão da água, Odemira está ao rubro, não só por causa do Corona Vírus, mas também pelo uso exaustivo de rega em todas aquelas estufas que pudemos ver na televisão. É fácil fazer furos e chupar a água do subsolo, só que quanto mais fizerem isso, mais ela faltará à superfície. E aquela zona, todo o Baixo Alentejo, é a pior de todo o país no que se refere à escassez de água.


A Câmara Municipal de Odemira tem muita coisa a corrigir, desde travar a agricultura intensiva à escolha das espécies de árvores de  fruto ideais para a região, desde a população migrante ao controlo da água e o modo como é obtida e consumida. Num país pobre como o nosso, não podemos permitir que haja "pró-trumpistas" que põem o seu interesse particular acima do interesse geral, seja ele português, europeu ou mundial. Podemos chegar a uma altura em que será preciso virar o guarda-chuva ao contrário, quando chover, e aparar todas as pingas para uma garrafa, se quisermos ter água para beber.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

sábado, 8 de maio de 2021

Cereja não, cabrito assado no forno!

 Sem qualquer assunto para preencher o calendário das minhas publicações e já que ontem vos falei do "Cabrita", hoje, viro de bordo e vou falar do cabrito. Há muitas formas de cozinhar o cabrito e gosto de todas, Ia dizer que todas são boas, mas para quem não gosta dessa carne, nenhuma das formas de o cozinhar lhes serve. Gostos são gostos!

Para mim a melhor de todas é «À Padeiro». Tudo o que é preciso para elevar o nosso paladar à máxima potência é escolher um bom vinho para acompanhar o assado. Quando ia (muitas vezes) à Covilhã (em negócios) não falhava um «Cabrito de Churrasco» que encontrava sempre no meu restaurante preferido, o Tomás, no Canhoso. O pobre Tomás que eu conheci nos bons velhos tempos, quando a Indústria Têxtil se reergueu, passado que foi o período revolucionário que por pouco não rebentou com ela, já não pertence a este mundo, mas a sua filha continuou com o negócio e os amantes do cabrito continuam a entrar pela porta dentro todos os dias.

E as minhas recordações levam-me até Metangula, nos idos de 1964, quando um pelotão da CF2 foi para lá destacado para proteger o Posto de Rádio (nessa altura não passava disso) dos ataques da Frelimo. Numa terra do fim do mundo, onde não havia nada, a não ser o mais primário, coube aos fuzileiros a tarefa de construir um forno e cozer o pão para o pessoal da Marinha, meia dúzia de telegrafistas, outra meia dúzia para a tripulação da Lancha Castor e o nosso pelotão, um total de 45 almas, a contar com o comandante, a sua mulher e a criada Maria (que viria a casar com o Neves e iniciar aquele restaurante-bar que ficou conhecido de todas as tropas que por ali passaram). Um negócio da China que ficava com todo o pré da marujada e restante tropa.

Mas, voltando à vaca fria que é como quem diz, ao cabrito de que vos falava, para inaugurar aquele forno-maravilha, construido pelos meus dois amigos e filhos da escola Enteiriço (que Deus já lá tem) e Salvador Barbosa que, como não poderia deixar de ser, era de Valongo, a terra dos padeiros, escolhemos um belo cabrito que fomos comprar à Messumba. Não sei se foi pela fome que o pessoal passava ou pela ocasião especial que festejávamos, aquele foi o cabrito que mais bem me soube em toda a vida. E regado a cerveja, pois vinho era um luxo a que raramente tínhamos acesso.

Não me lembro quem comeu e quem ficou a ver navios, mas aqueles 6 ou 7 quilos de carne não davam para muita gente. Não me devo enganar muito se afirmar que aquilo se ficou pelo pessoal do «Rancho da Porca» e a nova equipa da Padaria, a que me juntei por amizade (auto-nomeei.me ajudante de padeiro, tinha a meu cargo organizar a lenha necessária para aquecer o forno). Mandámos o cozinheiro, um negro a quem chamávamos "Cabeça de Morteiro", levar uma perna ao comandante, de modo a poder contar com ele para as nossas excentricidades.

E por hoje é tudo, bom apetite!

sexta-feira, 7 de maio de 2021

O Cabrita e a Cereja!

 


Agora não tenho tempo, tenho que apressar-me a caminho do centro de Saúde, onde tenho uma consulta marcada para daqui a meia hora, mas prometo contar-vos esta história da minha infância que o nome do ministro veio acordar na minha memória.
 
Era eu um puto que frequentava a Escola Primária, já lá vão muitos anos! Na minha aldeia havia muitas vacas (e alguns bois), todo o trabalho agrícola era feito por elas, ainda não havia tratores. E também havia algumas ovelhas, mas cabras só conheci uma, chamava-se Cereja. Pertencia a uma velhota solteirona que morava mesmo em frente à minha casa. De manhã, soltava a "cabrita" - até aí eu nunca tinha ouvido falar de cabras, apenas cabritas - e punha-se a caminho  da sua propriedade agrícola, onde passava a maior parte do tempo cuidando da terra, semeando, tratando ou colhendo qualquer coisa que a ajudasse a sobreviver no meio de tanta pobreza. A Cereja seguia-a para todo o lado. Mé,mé.mé, mé, ia ela dizendo pelo caminho se a cabrita se atrasava um pouco. E ela dava uma corridinha e punha-se de novo a par da sua dona. No campo tinha que a prender com um baraço para ela não lhe comer as couves ou o milho. Era assim uma amizade entre duas solteironas que se entendiam bem. De quando em quando, a Cereja presentava a sua dona com um par de belos cabritos, mas era sol de pouca dura, o dinheiro fazia falta e logo que estavam desmamados tinham comprador certo.

Um dia a Cereja morreu. A velhota (que ainda era prima afastada da minha avó) apareceu lá em casa toda chorosa a contar o triste acontecimento. Que não sabia o que havia de fazer, se se poderia aproveitar a carne, ou se teria que enterrar tudo no fundo do quintal e limitar-se a chorar a perda da sua companheira de muitos anos. Vai falar com o David (um irmão da velhota que morava ali perto), disse-lhe a minha avó, ele saberá melhor do que eu o que fazer. E lá foi a Tia Rosa (tinha-me esquecido de mencionar o nome da senhora) a caminho da casa do irmão para pedir conselho.

Uns dias depois, ouvi contar que ele tinha acompanhado a irmã até casa desta, juntos esfolaram a pobre Cereja e guardaram a pele para curtir mais tarde. E ao ver tanta carne (com a fome que havia naquele tempo) tiveram pena de a ir enterrar e aproveitaram os melhores bocados. A Tia Rosa era solteira, mas o David era casado e tinha um rancho de filhos, acredito que fizeram uma bela festa com o rancho melhorado, durante uma série de dias.

E ficou conhecida (e famosa) uma afirmação do Tio David que rezava assim: - aquela porra da minha irmã frita era booooooa!

Mesmo morta, aquela cabrita ainda fez a felicidade de muita gente, o que não é o caso do nosso ministro que é a vergonha da nossa cara. Desde que roubou o microfone ao seu colega do lado, no Parlamento, que o trago debaixo de olho!

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Um clássico à moda do Porto!

 

Há nuvens negras no céu!

Depois de saber quem era o árbitro, era isto que eu esperava. Podem arranjar as desculpas que quiserem que não há outra maneira de ver a coisa, o Benfica foi roubado indecentemente. Não digo que em jogo jogado o Porto não merecesse o empate, ou até ganhar, mas a questão é que nos lances que competiam ao árbitro e só a ele, decidiu sempre a favor do Porto. A coisa estava cozinhada para ser assim.
Viu-se logo, desde o princípio que os jogadores do Porto vinham para ganhar, desse por onde desse. As entradas violentas e as faltas provocadas davam para perceber que o Benfica não tinha maneira de contrariar aquele tipo de jogo e só o árbitro poderia fazê-lo, chamando a atenção dos jogadores e obrigando-os a mudar de comportamento. Não o fez, deixou correr a coisa a seu bel-prazer e até quando devia expulsar o Pepe fez de conta que não era nada com ele. Cada vez que o video-árbitro podia intervir, decidiu sempre contra o Benfica e quando cabia ao árbitro de campo a decisão, seguiu o mesmo destino.
De forma geral não gostei do jogo. O Cebolinha voltou a marcar um golo bonito, mas tirando isso o jogo foi uma mastigada com o Porto ao ataque e o Benfica a ver-se grego para se defender. Claro que o jogo faltoso do Porto, por exemplo, massacrando as canetas do Rafa, não ajudava nada que o jogo do Benfica fluísse, mas o problema é maior que isso, falta garra aos nossos jogadores, para não dizer que lhe falta habilidade, ou pior ainda, tempo de treino e dedicação àquilo que fazem.
Na última meia hora, depois de entrarem em campo o Gabriel e o marroquino Taarabt, o jogo virou uma batalha campal e só faltaram as expulsões para provar o que digo. Assim não dá gosto ver o Benfica, ainda temos que defrontar o Sporting e acredito que ainda vai correr pior do que este, especialmente, porque os rapazes do Rúben Amorim jogam mais à bola e menos com as canelas dos adversários. Mas agora isso já tem pouca importância, acho que os 3 primeiros lugares já estão definidos na sua versão final, mais ponto menos ponto para um ou para o outro.


quarta-feira, 5 de maio de 2021

Ave Caesar!

 


Mais uma razão para continuar a ver os programas de futebol. A Sport TV vai já pedalar para garantir as transmissão dos jogos de Itália, pois já sabe que com isso agarra a clientela ao écran e o pagamento das mensalidades ao fim de cada mês. Na quarta passagem pela Premier League não foi muito feliz, mas trouxe um bolso cheio de dinheiro que é, ao fim e ao cabo, o que manda a perna.

Não vai ter lá o Guardiola para concorrer com ele, mas não faltam bons treinadores em Itália para medir com eles os seus méritos de conhecedor do mundo da bola e o pessoal dos jornais adora as guerras que ele começa com toda a gente a troco de nada. Temos espectáculo garantido, a cada fim de semana, durante os próximos 3 anos. E se acabar antes, lá terão que lhe pagar outra vez uma pipa de massa.

Ave Caesar José !!!

A esquerda aos papeis!

O candidato às eleições regionais de Madrid do partido de extrema-esquerda Unidas Podemos, Pablo Iglesias, anunciou hoje que se retira da política, depois do mau resultado que obteve e do sucesso da direita.



No país de "nuestros hermanos", aqui ao lado, as esquerdas saíram derrotadas e, ao contrário do que acontece aqui, assumiram a derrota e retiram as suas tropas das lides políticas. É engraçado como no nosso país, por pior que sejam os resultados, os partidos encontram sempre razões para cantar vitória, então o PCP é o campeão dessa estratégia, canta sempre vitória sejam quais forem os resultados.

Com medo da política de direita, os portugueses vão-se refugiando no voto do PS e o António Costa agradece, pois assim vê as suas políticas aprovadas por uma maioria de portugueses que continuam sujeitos àquilo que ele decida fazer. Seja com os impostos (altíssimos e incompreensíveis), com o Estado de Emergência, ou com outra coisa qualquer é só andar para a frente, pois não temos melhor alternativa. Isto é, preferimos o certo pelo incerto, o mau que já nos habituamos a aceitar, pelo pior que pode vir se mudarmos o nosso sentido de voto.

Há 3 coisas, no que aos impostos diz respeito, que precisariam de urgente revisão:

1) Os escalões de IRS; 2) O IVA; 3) O IMI

Com a desculpa da pandemia e da necessidade de cada vez mais dinheiro, podem ficar com a certeza que o PS nunca vai abordar esse assunto. Há ainda outros dois casos que afectam sobremaneira a tão citada »Classe Média» (seja lá o que isso for): 1) O imposto sobre os produtos petrolíferos; 2) O imposto sobre os automóveis, com a agravante de o IVA final incidir também sobre este imposto, ou seja, imposto sobre imposto. Mas estes dois, aliados ao imposto sobre o tabaco e as bebidas espirituosas são a maior fonte de receita do Orçamento de Estado e aí ninguém mexe, nem o Costa, nem qualquer governo de direita que tome o seu lugar.

Não sei se os espanhóis da Comunidade de Madrid sairão beneficiados com a eleição da Srª Ayuso, mas pelo menos vão tentar. Às políticas de esquerda seguem-se as de direita e veremos o resultado que isso dá. A Bolsa de Madrid aprovou o gesto e segue em alta entusiástica. Espero que isso ajude os meus investimentos nessa praça que andam pelas ruas da amargura, há quase 2 anos.

terça-feira, 4 de maio de 2021

O granel, a rebaldaria!

A criptomoeda Bitcoin está em alta tendo vindo a atingir diversos recordes. De acordo com os analistas, esta moeda digital já cresceu 95% só este ano e pela primeira vez, o seu valor de mercado, superou a marca de 1 bilião de dólares. A Bitcoin é uma moeda virtual que foi criada em 2009, com base no sistema peer-to-peer (P2P). O P2P é um sistema que não prevê a existência de uma autoridade centralizada que controle a moeda ou as transações, como acontece com as outras moedas (por exemplo, o Euro é controlado pelo Banco Central Europeu).


Querem uma melhor prova de que o mundo vai por maus caminhos? Esta moeda virtual, a sua cotação e a aceitação que tem através de todo o mundo é o exemplo acabado daquilo que não podia nem devia acontecer. Nenhum banco, nenhuma autoridade monetária controla o BITCOIN, a sua cotação vai do 0 aos 100 em poucos segundos, como os carros de fórmula 1, e pode espatifar-se numa fracção de segundo, deixando o seu possuidor em desespero total.
Uma moeda que nasceu para andar emparelhada com o dólar americano fez arregalar os olhos de espanto, a muita gente, quando duplicou o seu valor. E quando ela começou aos saltos de milhares de dólares, de um dia para o outro, ainda se arregalaram mais os olhos das piranhas financeiras. Como ficar bilionário rapidamente? Comprando bitcoins, era a resposta óbvia!
Numa certa altura, acho que no início da pandemia, vi esta moeda subir até aos 20.000 dólares. Pouco tempo depois cair até aos 5.000 e deixar muita gente com o coração apertado. Só que a partir daí nunca mais parou de subir e, como podem ver pelo texto acima que eu copiei do PPLWare, já valeu mais de 60.000 USD. Um dia o meu neto mais velho disse-me que numa brincadeira qualquer, na internet, tinha ganho 0.50 BTC. Estás rico, disse-lhe eu com cara de gozo. Pois admirem-se, se não se tivesse livrado deles, hoje, valeriam qualquer coisa como 28.500 dólares.
Uma verdadeira rebaldaria financeira, um autêntico granel (como se dizia na Marinha) que ninguém controla nem sabe o que poderá ocorrer no futuro. Como é uma moeda virtual, pode circular de conta em conta sem quaisquer despesas adicionais. Pode servir para comprar droga, armas ou qualquer serviço menos honesto. As empresas que aceitam negociar nesta moeda, como a TESLA, por exemplo, que contas prestarão, no fim do exercício, aos seus accionistas? E como poderá o governo controlar o imposto a pagar se não quer saber do câmbio desta moeda que pode valer metade ou o dobro, de um dia para o outro?
É a segunda vez que falo neste assunto e já não me lembro em que data foi a primeira, mas vou pesquisar e deixar essa informação num comentário, se a encontrar. Mas tenho quase a certeza que nem metade deste preço tinha atingido ainda. Que tal sugerir ao nosso Ministro das Finanças que aplique meia dúzia de milhões nesta brincadeira? A continuar assim, depressa duplicaria o investimento e ... A Bem da Nação! 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Census 2021!

 


Para quem quiser apresentá-lo pela internet termina hoje o prazo. Eu já preenchi o meu faz tempo. E não posso deixar de ser crítico quanto ao produto apresentado ao Povo pelos sabichões que comandam este país. Há perguntas que deveriam ser feitas, para tentar perceber como vivemos, e outras que foram feitas e não o deveriam ter sido.

Um dos piores exemplos é, depois de ter respondido que sou reformado e tenho quase 80 anos, perguntar se andei à procura de emprego, ou se estudei e outras coisas parecidas. As perguntas deveriam ser feitas em pacote por grupo e para os reformados as perguntas deveriam ter como objectivo descobrir como vivem e o que lhes faz falta. O seu rendimento é suficiente? Que percentagem é gasta para pagar renda de casa (quando se aplique) e na farmácia (o que é inevitável)? Agora perguntar se foi procurar emprego, trabalhar ou estudar parece-me uma estupidez de todo o tamanho.

Quantos somos, como somos e como vivemos, ou em que tipo de casa - desde uma barraca nos arredores da capital, passando pelos apartamentos em prédios que parecem pombais e acabando nas moradias de luxo, na Quinta da Marinha, em Cascais, ou na Quinta da Coelha, onde foi descansar os dias que lhe restam o nosso Ex-Presidente da República A. Cavaco Silva - vivemos. Se tem luz e água canalizada, primeiro sinal de civilização, se tem uma casa de banho de 2 metros quadrados ou um verdadeiro SPA com jacuzi e tudo, sem esquecer o aquecimento, o ar condicionado, tudo coisas a que a maioria dos portugueses está "muito" pouco habituada.

E porque não continuar fazendo perguntas sobre o local onde residimos. É na cidade, na vila ou na aldeia? As ruas estão devidamente pavimentadas e tem passeios por onde os peões podem circular em segurança? E quanto à autarquia, sente-se bem representado e os seus interesses protegidos pelas pessoas que estão à frente da sua autarquia? A que distância fica o Hospital ou Centro de Saúde a que recorre quando precisa? Há um parque ou jardim nas proximidades da sua casa, onde possa ir esticar as pernas? E a poluição, o saneamento, a recolha do lixo, o ruído estão em níveis considerados aceitáveis?

Estas e outras perguntas, que é provável me escapem, assim de repente, seria aquilo a que eu gostaria de responder. E deveria ainda haver um espaço final, de texto livre, onde se poderia expressar uma opinião ou dar uma sugestão. Isso é que seria um «CENSUS à séria», como agora se diz, assassinando a Língua Portuguesa, a qual também poderia estar incluída no questionário, tipo, sabe ler e escrever? Bem, mal ou assim assim? Adoptou e usa o Acordo Ortográfico ou é ferrenho inimigo do mesmo?

Não querendo pôr mais na carta, por aqui me fico. Cada um de vós que pense e diga o que lhe aprouver, pois aqui todas as opiniões são aceites e sem reclamação.

Bom dia! E saiam de casa para gozar o sol da Primavera e ver as flores que despontam por todo o lado! 

domingo, 2 de maio de 2021

Vamos andar de comboio?

 Há alguns dias, como devem ter visto na TV, foi inaugurado o troço Nine-Valença, da Linha do Minho, em versão eléctrica. Hoje aconteceu a abertura do troço Covilhã-Guarda, depois de reabilitado e electrificado. Inauguração ainda não houve, mas os comboios começaram a circular esta manhã.

Troço fechado desde 2009

O pessoal está tão habituado ao seu carrinho que vai ser difícil deixá-lo na garagem e apanhar o comboio. E para que as coisas funcionem é preciso que haja colaboração das pessoas. A bem do clima e do planeta, o comboio em primeiro lugar.


A ligação entre as linhas da Beira Alta e Beira Baixa também está quase pronta. Acabou a paranóia de ter que mudar de comboio na Guarda. A conclusão das obras estava prevista para o fim do ano passado, mas a pandemia veio complicar tudo e entende-se e aceita-se o atraso de cerca de seis meses, mais coisa menos coisa, que a obra sofreu.

Estado da estação antes das obras


Imagem de uma das pontes, depois de reabilitada


Nova linha já remodelada e electrificada


O resultado de 12 anos de abandono


Obras em curso

O Sud-Express qua faz a ligação do norte da Europa até Lisboa, de agora em diante, tem dois caminhos possíveis, depois de passar Vilar Formoso. Pode tomar o caminho do sul, até ao Entroncamento, usando a Linha da Beira Baixa, ou o caminho do norte, até à Pampilhosa, pela Linha da Beira Alta. Da Pampilhosa até ao Porto, assim como do Entroncamento até Lisboa, a opção é a já velhinha Linha do Norte.
Se quiserem ajudar Portugal a sair da encrenca, salvar a ferrovia e conseguir a neutralidade carbónica, apostem numas férias de comboio. Seja para o Algarve ou para as praias da Costa Atlântica, do interior para o litoral ou vice-versa, usem o comboio. Não paga portagens, nem precisa de fazer o teste do balão, antes de se pôr ao volante. Podem comer e beber à vontade e até ressonar, durante a viagem.

sábado, 1 de maio de 2021

Festa rija em Alvalade!

 Já cheira a título e depois de tantos anos à espera, é caso para festejar, estourar foguetes e emborcar uns canecos a mais que o recomendável. Trabalho a dobrar para a polícia que se vê "grega" para segurar os adeptos em festa.

O fundador do SCP


O pobre José Alvalade morreu aos 33 anos de idade, não se sabe bem se de febre tifóide ou de pneumonia (e ao fim de tantos anos, isso pouco interessa), mas vai ser lembrado mais uma vez, porque tendo sido o fundador do Sporting Clube de Portugal é a ele que se devem todas as alegrias que nunca existiriam se ele não tivesse tido o arrojo de, com a ajuda do seu avô, homem de fortuna e pergaminhos, de fundar este clube de grandes tradições, especialmente, no desporto amador.

O jogo aproximava-se do fim e eu estava a ver que a equipa não conseguia furar a baliza dos madeirenses que se defendiam com unhas e dentes. Depois veio a expulsão para o lado do Nacional e a entrada em campo do Jovane Cabral para o lado do Sporting e tudo mudou. As coisas começaram a correr de feição e lá apareceram os dois golos que lhe garantiram a vitória e poder continuar a sonhar.

Os comentadores dizem que foi um jogo muito mal arbitrado, mas eu confesso que não vi nada. Tinha a televisão ligada, de vez em quando deitava para lá um olho, mas sem dar grande atenção aos pormenores. Acredito que na Cidade Invicta muitas unhas foram roídas até ao sabugo, na esperança de que o jogo acabasse empatado, mas tiveram azar e vão ter que lutar eles próprios pelos pontos que lhe faltam, e não esperar que lhe caiam do céu com os maus resultados dos seus adversários.

Eu preferia que fosse o Benfica a ganhar o título, mas como isso está posto de parte, agrada-me mais que seja o SCP a levantar a taça. A seita do Pintinho só merece uma coisa, ou seja, que tudo lhe saia ao contrário do que deseja. A ver se assim explodem de raiva e assim nos livramos deles!

Os 3 da vida airada!

 


Mais uma jornada que passou para o Porto, Benfica e Braga - por esta ordem que é a que ocupam na classificação geral - cada jogo com as suas incidências próprias, em que só o Braga ficou para trás, pois perdeu o seu jogo. O Porto e Benfica somaram mais 3 pontos cada e mantêm, portanto, a mesma diferença para o Sporting que vai sozinho lá na frente, já é quase campeão. Que bom para os sportinguistas que, há 19 anos não viam o padeiro, no longínquo ano de 2002 em que apareceu o Inácio milagreiro e conseguiu aquilo que ninguém conseguia.

O Benfica foi até ao Caramulo para encher os pulmões de ar puro e não se deu mal de todo. O Tondela entrou ao ataque e deu um certo trabalho aos defesas para travar o seu avanço. Contudo sem um real perigo para as redes encarnadas, pois não fizeram um remate que se visse. Isso durou uns dez minutos e depois foi o reverso da medalha, passou o Benfica ao ataque e os Tondelenses a verem-se aflitos para defender as suas redes. Num instante falharam dois golos cantados e começaram a deixar-me aflito. Mas foi um período em que estavam a jogar bem, com o Cebolinha em grande estilo e o Pizzi a voltar aos velhos tempos. Em menos tempo do que leva a contar, estava o Benfica a ganhar por 2 a 0 e pouco depois foram para o intervalo. A segunda parte não deu mais nada, nem para uns nem para outro, foi uma seca, embora o Benfica tenha sido sempre superior.

A certa altura reparei que quase só havia brasileiros em campo e lembrei-me de um comentador desportivo que costumava dizer - muitos brasileiros juntos não fazem uma boa equipa de futebol, fazem é uma escola de samba - e começo a achar que ele tinha uma certa razão. O treinador tirou o Rafa e o Waldschmit e meteu o Pedrinho e o Chiquinho, deixando em campo apenas 4 não brasileiros, ou seja, um português (Pizzi), um espanhol (Grimaldo), um belga (Vertongen) e um Suíço (Seferovic). Aqueles que ainda se lembram do velho Benfica de Eusébio, Torres, Águas, Coluna, etc. sentem um nó na tripa ao ver isto, mas que havemos de fazer, é moderno!

Quanto ao jogo do Porto, lamento dizer, mas mais uma vez não concordo com o penalty que o árbitro arranjou para desempatar o jogo. O Taremi deu um salto para a frente, na perseguição da bola que tinha adiantado, como é seu hábito, e foi chocar com a bota do defesa que tinha esticado o pé para tentar interceptar a bola. O árbitro tomou aquilo como uma entrada faltosa do defesa, eu tomá-lo-ia como uma entrada faltosa do avançado, mas isso são pontos de vista e pouco adianta falar nisso, pois os avançados são treinados para proceder assim dentro da área, na caça ao penalty, e compete aos árbitros perceber quando isso é ou não razoável.

O Famalicão deu muita luta, durante todo o jogo, e conseguiu pôr o resultado em 3 a 2 quase no fim dos 90 minutos de jogo. Nos últimos 5 minutos foi um "ai quem me acode" na área do Porto, com a bola quase a entrar na baliza por várias vezes e foi com um suspiro de alívio que ouviram o apito do árbitro para o fim do jogo. Como se costuma dizer aqui para os meus lados, não lhe cabia um feijão no c*, ao ver que podia repetir-se a cena de Moreira de Cónegos.

Agora é esperar com toda a calma que chegue o confronto entre os dois, no Estádio da Luz, e ver quem leva a palma. Eu não tenho grandes esperanças, pois o nosso treinador sempre me deixou ficar mal nos momentos decisivos, mas alguma vez há-de ser a primeira que sai vencedor e me dá uma alegria. Quem sabe, vai ser desta vez!