quarta-feira, 22 de abril de 2026

Livros que li e esqueci!

Há muitos anos, li um livro baseado na criação do CERN e na grande máquina que era o «Acelerador de Partículas», que deu novos mundos ao mundo (da tecnologia) e nos abriu as portas da internet. Ao ouvir falar no urânio enriquecido pelo Irão sinto transportado para esses tempos em que foi criado o CERN, o mais avançado laboratório do mundo que foi criado na Suíça, quando eu tinha apenas 10 anos de idade.

O acelerador gira a uma velocidade estonteante separando as partículas umas das outras permitindo seleccioná-las para diversos fins. Um desses fins é o enriquecimento do urânio, seja para fins comerciais ou outros menos confessáveis, como pretende o Irão. Foi também no laboratório do CERN que nasceu a internet (World Wide Web) desenvolvida pelo cientista inglês Tim Berners Lee. Gostei de saber quem foi o construtor do veículo que nos permite viajar juntos à descoberta do mundo. Nem ele sabe o quanto eu lhe sou grato por isso!

Por causa desse urânio que os iranianos tentam enriquecer até ao ponto de fabricar uma bomba que lhes permita apagar Israel do mapa, o tal que o Trump tem afirmado que transformou em pó, sendo ele um gás em suspensão, estamos embrulhados numa guerra que está a levar a economia mundial a um ponto sem retorno. Há já empresas em risco de falência, por falta de matéria prima ou por prejuízos causados que são irrecuperáveis, mas isso é apenas um risco colateral que os "senhores da guerra" nem sequer consideram no momento em que tomam a decisão de avançar ou recuar.

E de avanços e recuos já sabemos quem é o mestre. Ainda ontem aconteceu mais um desses episódios. Terminado que foi o prazo dado ao Irão para acabar com o bloqueio do Estreito de Ormuz, em vez de "Lá vai bomba", como prometeu, ele decidiu alargar o prazo, esperando que o Irão claudique por falta de meios para continuar a opôr-se ao mastodonte americano. Em vez de o considerar um grande estratega, o mundo começa a vê-lo como um palhaço que sofre da mioleira e não está capaz de desempenhar o cargo para que foi eleito.

E nós que os aturemos, com os combustíveis a bater recordes nunca vistos e os especuladores a encher os bolsos à custa dos pobres desgraçados que mal ganham para as sopas. Portugal deve ser o exemplo mais acabado de como o mundo vai pelo caminho errado. Um terço da população vive à base do ordenado mínimo como orçamento mensal. Ao mesmo tempo que as casas de renda nas grandes cidades já valem o dobro desse orçamento. Para viver uma vida digna, um casal de portugueses, a viver na área da grande Lisboa, deveria auferir um rendimento de 4.000€ por mês, mas alguns ficam-se pela metade!

E aqui vos deixo e vou para a horta! Amanhã volto para o castigo que já sabeis qual é!!!

1 comentário:

  1. É muito bom recordar.
    Para amanhã, o meu desejo de que tudo aconteça pelo melhor.

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