Num documento secreto entre a Frelimo e as autoridades portuguesas tinha-se acordado nas prisões ao abrigo de dois decretos prevendo a prisão de pessoas opostas ao processo de descolonização .
Urias Simango foi preso após ter sido atraído ao Malawi pelas autoridades deste país e entregue à Frelimo.
Joana Simião foi presa na Beira e transferida para a prisão da Machava onde recebeu visitas da Cruz Vermelha Internacional, através da qual pediu a sua transferência para ser julgada em Portugal algo que foi negado pelo Alto Comissário português na então Lourenço Marques, hoje Maputo.
Ambos e outros foram transferidos para o campo de Nachingweia na Tanzânia, em aviões da força aérea portuguesa, disse João Cabrita, e mais tarde transferidos para M'telela.
Sérgio Vieira foi colega de Joana Simião, nos tempos da Casa dos Estudantes do Império, em Lisboa, e se havia alguém que conhecia toda a verdade do que se passou ao longo do período conturbado da troca do poder em Moçambique, de 1973 a 1980, era ele mesmo, pois ocupou sempre cargos de liderança dentro do partido, até ao dia da sua morte, em 2021.
A VOA (Voice of America) publicou montes de informação a esse respeito e quem quiser aprofundar os conhecimentos sobre o período revolucionário que conduziu à independência de Moçambique deve consultar os seus arquivos. A mim basta-me a afirmação de um jornalista que fez uma entrevista a Sérgio Vieira em que ele reconheceu ser verdade tudo aquilo que se dizia sobre a morte de Joana e todos os outros que constam do documento acima.
Logo a seguir a independência de Moçambique, em 1975, Sérgio Vieira assumiu cargos de relevo no Governo, tendo sido, por exemplo, governador do Banco de Moçambique, ministro da Administração Interna, ministro da Segurança, ministro da Agricultura e governador do Niassa. O líder histórico foi ainda deputado na Assembleia da República. Para além da política esteve envolvido também no mundo das artes, onde fez poesia.
Nasceu na província central de Tete, em 1941. Contestatário do regime colonial português, Vieira tornou-se nacionalista e por isso perseguido pela PIDE, a polícia política portuguesa. Na Casa dos Estudantes do Império, em Portugal, o centro de ebolição do nacionalismo, ganhou impulso para continuar com a sua causa. Não chegou a terminar o curso de direito, pois mais uma vez foi alvo de perseguição.
Depois disso juntou-se a FRELIMO, na altura movimento que lutava contra a ocupação colonial portuguesa. Elaborou um relatório sobre o assassinato de Eduardo Mondlane, em 1969, na altura líder do movimento. Numa entrevista concedida à DW, em 2014, garantiu: "Eu não tenho a minha versão, tenho a versão".
O processo da Independencia das Provincias Ultramarinas provavelmente foi a maior desgraça que assolou o povo português. Quase um milhão de espoliados portugueses ameaçados com tubarões a fugirem das suas casas para uma Metropóle pobre, suja e nas mãos de criminosos foi uma cena de proporções biblicas. Um exodus da era Moderna!!! Não sei quem foi o primeiro que disse que 'o socialismo mata' mas certamente que o gajo... percebe da poda!
ResponderEliminarEu nao compreendo e como ha 66% dos portugueses que ainda votam socialista . Temos um povo de Merda que so tem testa para crescer os cornos !
ResponderEliminarDesgraçados que cospem sobre os ex-combatentes , que nao respeitam
Marcelino da Mota e leiam manuel alegre .
Herois do Mar que vieram Cobardes Chulos da Terra .
Os portugueses andam há 50 anos a votar em socialismo porque a Comunicação Social os aconselha a isso. Arrisco-me mesmo a dizer que grande parte da população portuguesa JÁ NÃO SABE PENSAR SÓZINHA e o resultado das última eleições prova isso mesmo. Por outro lado temos os tótós, os acomodados e os manipulados que votaram no partido social-democratico pensando que iriam 'mudar suavemente o sistema' quando na realidade votaram exactamente na mesma ideologia... a ideologia socialista!
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