Estava aqui super-concentrado a pensar naquilo de que vos podia falar, hoje, para não ser muito repetitivo e enfadonho. Há quem não goste muito de política e foge a sete pés sempre que se aborda o tema. Mas tinha ainda na memória as declarações de Trump, quando um jornalista qualquer o abordou perguntando o que ele pensava da atitude do Supremo que declarou ilegais as suas tarifas. E pensei cá para comigo que o Trump pode ser bom numa dessas duas coisas, fazer política ou governar, e muito mau na outra.
Pelo menos é isso que pensam muitos americanos, se as eleições fossem agora talvez ele não ganhasse. Com aquele slogan do MAGA (Make America Great Again) e alguns seguidores que não têm espinha dorsal - digo isto com plena convicção, pois não acredito que o Vance e o Rubio fizessem o mesmo se estivessem no lugar do seu chefe - ele tem posto o mundo inteiro a ferro e fogo. A última dele foi a criação do Conselho de Paz para o Médio Oriente, o que faz do Netanyahu, chefe do governo israelita outro sabujo sem espinha dorsal.
Atacou a Venezuela, porque lhe convinha, fechou Cuba numa redoma de ferro por onde não passa nada e agora está provocar o Irão para ver se os governantes barbudos daquele país se enervam e lhe dão motivos para despejar umas mega-toneladas de explosivos sobre Teerão ou outro ponto nevrálgico do país dos Aiatolas. Entretanto vai ganhando fôlego para aguentar com a China se a situação em Taywan se deteriorar.
Mas nem só o Trump é um modelo de defeitos, há outros pelo mundo fora, na Europa ou até em Portugal. O nosso conhecido Putin é outro bom exemplo dessa má governação e aqueles que, na Europa. lhe dizem Amén a tudo, como o gajo da Bielorrússsia, da Hungria ou da Eslováquia, são tão bons como ele. E podemos pegar nos grandes chefes da França ou Alemanha que têm singrado na política, mas na governação dos seus países nem tanto, prova-o a situação periclitante das suas economias.
Aliás, a Guerra da Ucrânia veio pôr a careca à mostra a muito boa gente. Falar, falar e voltar a falar, nisso todos têm nota positiva, mas quando chega a hora de pôr os pés na parede e mostrar o que valem não há um que se aproveite. Governar é tomar decisões, por mais difíceis e arriscadas que sejam e assumir a responsabilidade do resultado. O exemplo de Zelensky do "antes quebrar que torcer" devia ensinar-lhes uma lição para a vida, em breve terminarão os seus mandatos e quem tomar conta do leme que decida o que é melhor para os seus países e as suas gentes.
E o nosso Costa? Foi bom ou mau político? E governante, aproveita-se alguma coisa ou foi um falhanço em toda a linha? Ele é o chefe da segurança europeia, mas não o tenho visto "botar faladura" nos assuntos mais escaldantes do momento. Cá em Portugal, deixou uns rabos de palha e a opinião geral de que é um oportunista que soube preparar o terreno para dar o salto e candidatar-se a uma reforma dourada a que muito poucos têm direito.
E o Cavaco, o Sócrates ou o Montenegro, na política todos foram bem sucedidos, mas no que toca à governação há poucos que aprovem o que eles fizeram ou vão fazendo. Lembram-se da história das cativações de Centeno no governo de António Costa? Serviços que foram planeados e orçamentados, mas nunca realizados, porque eles, Costa e Centeno, decidiram que era melhor política reduzir a dívida pública que dotar o SNS (por exemplo) daquilo que era necessário.
O Montenegro estava a preparar-se para fazer um brilharete, à conta do boom da Economia provocado pelos muitos migrantes que entraram por aí adentro nos últimos dois ou três anos, mas o clima veio estragar-lhe os planos com o, assim denominado, comboio de tempestades que arrasou o nosso país e vai demorar muito a resolver e custar muito dinheiro aos contribuintes. Sim, porque de um ou outro modo, é sempre o dinheiro dos contribuintes que sobra para as políticas que o governo adopta para resolver os problemas.
Esta semana voltou a falar-se no aeroporto, o tal que vem a ser discutido desde os tempos de Marcelo Caetano. Há quem goste de levar o aeroporto para Alcochete e há quem odeie essa solução e tudo tentará para que a obra não avance. Alguém andou por lá a filmar o terreno e descobriram charcos em todo o lado. Com a chuva que tem caído não admira, pois aqueles terrenos estão pouco acima do nível do rio Tejo e na margem esquerda havia grandes inundações por perto. mas a título de piada alguém perguntou: - e os aviões, sabem nadar?
Outros ficaram com pena dos sobreiros que têm que ser arrancados para terraplanar o terreno e alcatroar as pistas. Sou obrigado a lembrar que sem ovos não há omeletes! E a ANA, empresa riquíssima que o nosso governo vendeu ao desbarato e com um contrato de uso-fruto dos nossos aeroportos muito bom para quem comprou e muito mau para nós, os contribuintes portugueses, que éramos os donos dessa empresa, quer começar a cobrar taxas aeroportuárias, de imediato, para pagar as obras do aeroporto que muita gente luta para que não avance.
Cá no nosso burgo estamos mal de políticos que são todos uns aprendizes - deixo-vos o exemplo do Pedro Nuno Santos e o que se passou quanto à TAP e ao aeroporto, durante o seu tempo de ministro dessas coisas - e de governantes também, pois eles governam-se bem, mas governam muito mal "a cousa pública" (res publica, em Latim), o que leva muita gente a admitir que nós, os pequenos Lusitos, vivemos numa "República das Bananas"!
E mais não digo para não vos cansar!!!
















