quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Coisas que vi e ouvi!

1) - A Primeira Ministra britânica sobreviveu à Moção de Censura e vai ter que continuar a tratar do Brexit, já que é adepta dessa solução. Não lhe desejo sorte, pois acho que não deviam sair da União.
2) - Vi o Vara a entrar na pildra, em Évora. Será que vai lá ficar muito tempo? A má notícia é que já não cabe lá mais ninguém. E há tantos cá fora que mereciam entrar para lhe fazer companhia!
3) - Vi o CR7 marcar um golo e ganhar a Supertaça de Itália. Mais um troféu na sua carreira e uma medalha para guardar no museu. Não há pai para ele!
4) - Passou na televisão a notícia da prisão do hacker do Benfica (como lhe chamam), na Hungria. Os cromos do FCP não devem estar muito contentes.
5) - Amanhã é quinta-feira e há feira em Barcelos. Talvez vá até lá matar saudades, antes que as saudades me matem a mim.

May day!

O termo “Mayday” não está relacionado ao mês de maio (May, em inglês), a origem da palavra vem do francês “m’aidez”, que significa “Socorra-me” em português ou “Help me” em inglês. O autor da expressão foi Frederick Stanley Mockdorf que criou o sinal de chamada nos anos 1920, quando era operador de rádio no aeroporto Croydon, em Londres. Ele buscou uma palavra que pudesse ser usada em casos de emergência e que fosse de fácil entendimento por todos os pilotos e trabalhadores de aeroportos. Naquela época, muitos dos tráfegos na Europa ocorriam na rota entre os aeroportos Croydon e Le Bourget, nas proximidades de Paris, França. Então ele propôs a palavra “Mayday”, que é pronunciada três vezes (mayday, mayday, mayday) para prevenir confusão com outras palavras de sonoridade similar.


Há quem interprete o resultado da votação de ontem como o não abandono do Reino Unido. Nada mais errado, significa exactamente o contrário. o Reino Unido sai, mas sem qualquer tipo de acordo, o que é o pior cenário.
O título que dei à mensagem é um pedido de socorro que é aquilo que a May (Theresa) precisa para se safar desta enrascada. E é também um trocadilho com o próprio nome da senhora May que precisa, urgentemente, de quem lhe dê uma mãozinha. E terá que vir de dentro do seu país, pois do lado da União não me parece muito possível.
Os analistas políticos dizem que ela pode ultrapassar a Moção de Censura que será votada hoje, mas isso não resolve problema nenhum, significa apenas que terá que ser ela a continuar as negociações com a Europa e nenhum outro político mais ou menos contra ou a favor. Do meu ponto de vista, a melhor solução para ela seria sair derrotada, hoje, e obrigada a marcar eleições antecipadas. Depois se veria o que os bifes diriam aos seus eleitores, durante a campanha eleitoral e quem teria que esticar a mão para tirar as castanhas do lume. E ela poderia candidatar-se, ou ir para casa gozar a reforma em paz e sossego. E brincar com os netos (se os tiver)!

Vida dura!


Admitindo que o Sporting consegue vencer o Feirense, hoje à noite, será o adversário do Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal.
Na próxima terça-feira temos que defrontar o FCP nas meias-finais da Taça da Liga. E teremos que lhes ganhar, se queremos seguir em frente na prova.
O Bruno Lage, acabadinho de tomar conta da equipa sénior do Glorioso, deve estar a pensar que não podia ter aterrado na Luz em pior altura. Se perder tudo vai ficar ligado a uma época desgraçada do Benfica, embora não lhe caibam grandes culpas. Mas, por outro lado, se conseguir ultrapassar estes dois obstáculos, será o treinador-fetiche dos próximos tempos.
Vendo o que sofreu, ontem, o FCP para derrotar o Leixões, eu diria que o Benfica tem boas hipóteses de passar a prova, mas um jogo entre dois grandes é sempre diferente. Usam-se outras armas, levam-se as facas à forja e afiam-se como lâmina de barbear para tratar da saúde ao inimigo de sempre. E depois, há os trauliteiros que até pernas partem para ficar com a bola. E há árbitros que vestem a camisola de um dos lados, estragando um desporto que move multidões. E depois, acontecem as pancadarias sem ninguém perceber como começaram.
O pior de tudo isto é que o Benfica ainda não encontrou o seu ponto de equilíbrio. A dança dos treinadores fragiliza sempre a equipa e, para piorar as coisas, o mercado de inverno cria uma certa insegurança no plantel que também não ajuda nada.
Eu vou á luta com coragem, mas a confiança é pouca!

Pobre Theresa!


Lá se foi o acordo da esforçada PM britânica. Ouvi o seu longo discurso, de fio a pavio, e fiquei com pena dela, depois de tanto esforço ninguém lhe deu qualquer crédito. A derrota foi pesada, 118 deputados do seu próprio partido a votar contra é obra.
E logo de manhã, mal abra o Parlamento, vão votar a «Moção de Censura» dos Trabalhistas. Se estiver mesmo em dia de azar ... vai para a rua e para ela acabou-se o Brexit.
Estou curioso para ver como vão pegar no problema, agora. Sair sem qualquer acordo é asneira, mas eles é que sabem (e se não sabem, deviam saber).
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Entretanto o Benfica jogou, em Guimarães, para a Taça e apurou-se para as Meias. A vida sorri ao novo treinador do Benfica!

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Tempestade pela proa!


Tenho estado a acompanhar as coisas, em Londres, através da CNN. Eles têm a correr um ticker (barómetro ao vivo) que indica - 10% a favor, 10% contra e 80% que querem um novo referendo. Isto não é carne, nem é peixe, volta tudo ao princípio.
Isto está bonito, está!!!

B-Day is today!

Bday é abreviatura de birthday que quer dizer aniversário. E hoje é dia de aniversário da minha irmã Alice que faz 77 anos, nasceu 2 anos e 2 meses antes de mim.
Mas B_Day é também usado para designar o Brexit Day que é hoje, dia 15 de Janeiro, o dia escolhido para a Câmara dos Comuns votar sim ou não ao acordo (de divórcio) negociado pela Primeira Ministra Theresa May com a União Europeia. E não há divórcio que não traga problemas, quanto mais litigioso mais problemas.


Esta é a cara da oposição ao acordo. Há muitas mais pessoas no contra, mas este melro não se cala por nada deste mundo. Quem me dera que se "estrepe", hoje!

Metade do Reino Unido espera que ela caia hoje

Até os jornais portugueses alinham pelo mesmo diapasão

O Big Ben  está parado, mas o tempo não pára

A Câmara está vazia, mas não por muito tempo

De 15 de Janeiro a 29 de Março, o futuro ainda incerto

Hoje, não deveria haver outro assunto além deste (para não desviar a vossa atenção), mas fui obrigado a trazer aqui o assunto "Vara para a prisão, já", pois corruptos fazem-me azia e isso ganha prioridade sobre todo o resto das notícias. Peço a vossa compreensão para esse facto.
Bom dia e fiquem atentos às notícias!

A cara da corrupção!

Se há uma cara que pode ser a imagem mais pura da corrupção, em Portugal, essa é a de Armando Vara. Aliás, como poderia um anónimo empregado de Balcão da mais anónima dependência bancária da CGD, da ainda muito mais anónima vila de Vinhais, chegar a Presidente dessa instituição bancária. Além de Secretário de Estado, de Ministro, administrador do (então) grande Banco Comercial Português, entre outros títulos menores e também menos conhecidos. Só mesmo pelo caminho mais simples e mais conhecido de todos, pela via política e embalado pela corrupção partidária. O PS e os seus dirigentes precisavam de rapazes prontos a cumprir ordens sem levantar muitas questões e encontraram nos dois amigos transmontanos, Sócrates e Vara, a solução ideal.


O transmontano de Vinhais que chegou a dirigente socialista quando era um simples empregado bancário numa agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Trás-os-Montes, acabaria por ter um regresso badalado à vida pública quando, em 2005, passou de um cargo anónimo de diretor na CGD a administrador do banco público. Para ocupar esse cargo, precisava de ter uma licenciatura: concluiu-a três dias antes de ser nomeado para o cargo pelo governo de José Sócrates, na mesma universidade onde se licenciou o então primeiro-ministro (Universidade Independente).

Esta notícia vem na sequência daquela bronca em que ele se envolveu por ter criado uma fundação que não era mais que um mal disfarçado SACO AZUL de recolha de fundos para o partido que o trouxera de Vinhais para Lisboa, o tinha feito doutro e Secretário de Estado.
Daí até à cadeia de Évora vai um grande caminho, mas não será com 5 anos atrás das grades que pagará as suas culpas. Foi apanhado com a boca na botija, quando se aliou ao sucateiro do norte para negociar na ferrugem, mas os grandes casos de corrupção estão ainda por julgar (se alguma vez o forem), tais como o seu envolvimento na Operação Marquês ou o desaparecimento misterioso de 5 mil milhões das contas da CGD. Por isso é que o PS o meteu lá, para continuar a fazer aquilo que começou a fazer na tal fundação, mas agora em larga escala. Uma questão de adicionar mais 3 zeros aos números com que trabalhava.
A bem desta desgraçada pátria que tais filhos alberga, espero vê-lo entrar, hoje ou amanhã, em Évora e por lá ficar até ao fim dos seus dias. Se eu fosse deputado, apresentaria, hoje mesmo, uma proposta de alteração de lei para acabar com os cúmulos jurídicos que aliviam as costas a muito criminoso. Cada crime, cada pena e após um certo limite de gravidade, nada de libertação a meio da pena. Amargar cada dia até ao fim e sair de lá para o cemitério que é o único lugar onde não conseguirão corromper ninguém (que o S. Pedro não vai em conversas de políticos de meia tigela).

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O «Bluff»!


Hoje é dia de contar as espingardas para fazer frente à batalha que acontecerá, amanhã, no Parlamento inglês. Há uns tantos desertores do partido de May que deram a entender que vão votar em sentido contrário. Mas também pode haver, do outro lado da barricada, quem queira apostar no acordo conseguido por May. E eu acho que todo o bicho careta mete a sua colherada, tentando que as coisas saiam a seu contento. São os da esquerda, os da direito e os de lado nenhum, todos eles têm qualquer interesse, mesmo que jurem o contrário, e vão lutar por ele com unhas e dentes. Mesmo tendo que recorrer à última arma de todas, o Bluff.
Sim senhor, o bluff vai ter um papel importante na decisão a tomar amanhã. Imaginem a quantidade de gente que afirma que vai fazer uma coisa e que acabará por fazer, exactamente, o contrário. A isso chama-se camuflagem, esconder-se do inimigo para não ser detectado e poder apanhá-lo de surpresa. O problema é que os "brexiters" (adeptos da saída da UE) estão tanto do lado dos conservadores como dos trabalhistas. Só que não podem confessá-lo abertamente, pelas razões que se entendem.
A Comissão Europeia tem-se fartado de repetir que não há qualquer hipótese de renegociação do acordo já assinado, mas já há jornais que falam na hipótese de adiar a decisão até ao mês de Julho. Porquê, pergunto eu? Se não vai haver renegociação, para quê esperar? É uma pura perda de tempo. Será que até do lado de cá do Canal da Mancha se pensa em fazer bluff? Eu já acredito em tudo.
E se no fim de tudo a montanha parir um rato? Ou seja, se o Parlamento aprova o acordo e lá vão os britânicos para fora da União e lutar contra o descontentamento de muitos, incluindo irlandeses e escoceses que terão uma vida muito mais complicada a partir de 29 de Março. Aí ganha força o governo de May e pode acontecer que haja mais países a querer imitá-los. Ontem, já ouvi falar de um movimento chamado DEXIT, na Alemanha, onde há muita gente que prefere guiar-se pela sua própria cabeça, em vez de aturar as paranóias de Bruxelas.
Dois fenómenos contrastantes afectam o mundo globalizado na actualidade, o aquecimento global e o arrefecimento da economia e, infelizmente para nós, ambos nos empurram para o mesmo lado, ou seja, para o fundo. Bem diziam alguns, na mudança do ano, que 2019 não iria ser um ano bom. Tudo parece indicar que não estavam enganados!

domingo, 13 de janeiro de 2019

A Libra afunda-se!


Conforme se vai aproximando o dia da separação, mais negras são as notícias que enchem os olhos e ouvidos dos ingleses. Queda do governo, novas eleições, aliança entre conservadores e trabalhistas para fazer fracassar o acordo conseguido pela Primeira Ministra e, agora, até a desvalorização da libra. Vejam o que escreve um jornal que me caiu debaixo dos olhos:

Banks currently give about €1.11 to the pound, a sharp drop from just before the referendum, when £1 bought €1.30. In December, travellers at some UK airports were receiving only €0.90 for every £1 they changed as Brexit turmoil pushed sterling to fresh lows. Expectations are that a no-deal will result in a further drop in the value of sterling, making this summer even more expensive for anyone travelling to Europe.

O que motivou esta notícia foi o inesperado boom na marcação de férias no estrangeiro. Com receio de que a sua querida libra perca valor, após o Brexit, os ingleses estão a marcar férias à pressa e querem todos os custos incluídos, hoteis com 3 refeições por dia e tudo o resto que os desobrigue de pagamentos a fazer lá para junho/julho/agosto.
A notícia acima diz que em alguns aeroportos ingleses as casa de câmbio, em Dezembro, estavam a pagar 90 cents do Euro para cada libra, o que me parece uma grande trafulhice, mas só alinha quem está entalado ou não se preveniu a tempo. Falta saber o que acontecerá quando começarem a cair nas contas de clientes os débitos pelo uso de cartões de crédito e/ou débito. Da noite para o dia - de 29 para 30 de Março - os bancos britânicos podem iniciar um verdadeiro assalto ao bolso dos seus clientes.
Não devo ter, entre os leitores deste meu humilde e quase desconhecido blog, muitos britânicos ou estrangeiros residentes nas ilhas de Sua Majestade a Rainha mãe, avó e bisavó, mas se algum passar por aqui, leia com atenção esta notícia e tome as suas precauções para não pagar as vacas ao dono. Para mim a Libra Esterlina morreu, não a quero por nada deste mundo, não gosto de jogar ás escuras.

sábado, 12 de janeiro de 2019

A «Formiga Branca»!


Enquanto em Portugal o PSD se vira contra si próprio, em Londres os coletes amarelos manifestam-se para atirar ao charco o governo dos conservadores. Veremos em que vai dar cada uma dessas lutas que, até certo ponto, perseguem um objectivo comum, derrubar o governo. Muito embora vão em sentidos opostos, em Portugal quer-se cortar a cabeça á geringonça esquerdo-comunista, enquanto que os britânicos querem tirar do poleiro os conservadores e fazer subir os esquerdistas, a força do trabalho, o proletariado, como lhe chama o meu amigo Ieronimus Siberius.
Gramei à brava as declarações do Alberto João que chamou FORMIGA BRANCA aos maçónicos de Portugal, na pessoa de Luis Montenegro que resolveu desenterrar o machado de guerra para cortar a cabeça ao Rui Rio por achá-lo muito próximo de António Costa. Teme ele que nas próximas eleições essa proximidade possa redundar numa geringonça de direita para substituir a de esquerda que está, dizem alguns, cheia de areia nas engrenagens. Eu nem sei o que diga, para mim são todos a mesmíssima bosta, juntam-se e tramam o povinho de todas as formas e feitios.
Quanto aos bifes, vou manter-me atento às manifestações deste sábado, as quais vão ocorrer em várias cidades do Reino Unido. Quanto mais cacetada derem nos manifestantes mais longe ficará o Brexit e isso pode ser bom. Aqueles que estão sempre na borda do Canal da Mancha, com o intuito de saltar para a ilha que não os quer lá, também vão juntar-se à manifestação, tentando puxar a brasa à sua sardinha, mas, estou em crer, vão atrapalhar mais do que ajudar naquilo que os trabalhistas do Jeremy Corbyn pretendem.
Na próxima segunda-feira, faz 22 anos o meu neto mais velho (com a idade dele eu já tinha feito uma comissão em Moçambique, andado aos tiros à Frelimo e já levava mais 4 meses de uma segunda comissão) e na terça-feira ficaremos a saber que futuro terá o Brexit e a Theresa que o defende. Até chegarmos a essas datas (para mim) importantes, tenham um belíssimo fim de semana. Com este sol que me aquece até dá vontade de ir até á praia!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Salto no desconhecido!


Para nós, portugueses, o Brexit é um pouco como aquele ditado brasileiro que diz - pimenta no cu dos outros ... - ou seja, não adivinhamos ainda como nos pode afectar, mas lá poder pode e vai afectar. O nosso maior problema - do ponto de vista de alguns - é saber quem ganha a guerra de audiências na televisão, o Goucha ou a Cristina.
Por outro lado, para os ingleses, a coisa começa a esquentar, já sentem o cu colado nas calças. Quem viu as notícias, ontem à noite, talvez tenha reparado em alguns trabalhadores, ameaçados de perder o seu rico emprego, perguntando o que será deles agora. Marido e mulher empregados na mesma fábrica e ambos despedidos. Filhos a estudar na faculdade, como vai ser para pagar as despesas? É muito diferente perguntar a um inglês comum o que pensa de deixar a UE, ou perguntar a um que acabou de ser despedido duma fábrica de automóveis.
O Parlamento exige à Primeira Ministra um plano B para o caso de o acordo assinado não ser votado favoravelmente pela Câmara, mas os da oposição vão mais longe e já exigem a demissão da Theresa May e eleições antecipadas. Que o caso é grave e deve ser o povo a tomar uma posição nas urnas. Esses esquecem-se que toda a eleição é "trabalhada" pelos políticos para levar ao resultado que eles querem e o povo, por mais avisado que esteja, deixa-se sempre enrolar.
Bem gostariam de adivinhar o que irá passar-se no caso de um sim ou um não, mas isso não é possível, só depois de saltar se verá onde vão cair. Mas ninguém tem dúvidas sobre um mais que certo arrefecimento da economia, há quem calcule uns 8%, mais coisa menos coisa, mas é imprevisível o efeito dominó provocado pelo desemprego, cobrança de menos impostos e aumento das despesas sociais.
Para não falar na questão da fronteira entre as duas Irlandas que é o osso mais duro de roer. Voltar mil anos atrás e unificar a Irlanda republicana e católica seria a solução ideal, mas quem mete isso na cabeça dura dos enfatuados e anglicanos súbditos da Rainha Isabel II? Só por cima do meu cadáver, responderia ela se lho perguntassem.
Pois é, amanhã termina o prazo dos 3 dias dados pelo Parlamento à Milady Theresa e não vai haver qualquer plano B que os europeus não são parvos. Demoraram 20 meses a negociar aquele acordo de 858 páginas e não vão voltar à estaca zero, só para fazer o jeito aos bifes.
Salta e logo vês o que acontece, quando tocares com os pés no chão! 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Más notícias em catadupa!


Até ao próximo dia 15, vou dedicar-me ao Brexit, ás figuras que nele participam e às consequências do acto "irreflectido" dos bifes. Ainda a viver em Lourenço Marques, perguntei a alguém por que raio tratavam os ingleses por bifes. A resposta foi rápida, simples e concisa. Como eles não eram, nem são, nada bons com as línguas estrangeiras, a qualquer restaurante que fossem comer só sabiam pedir beef, o que em português se traduz por carne de vaca. Para o ouvido do empregado de mesa a palavra soava a "bife" e lá iam a correr à cozinha encomendar o beef que batia sempre certo. Assim ficaram para sempre bifes e as raparigas que vinham da África do Sul passar férias a Moçambique herdaram o nome de bifas.
O carrinho que vêem na imagem acima é bonito, não é? Um Jaguar feito em Inglaterra que, por estes dias, é mais uma gigantesca dor de cabeça para a Primeira Ministra May. É que a marca, agora propriedade da Tata Motors (indiana), vai despedir 5.000 trabalhadores, no Reino Unido, um pouco por causa do decréscimo das vendas na China (culpa do Trump e da sua guerra de taxas), mas também por causa do Brexit. E dizem as más línguas que este despedimento pode ser o início do fim da produção no Reino Unido. A capacidade de produção na Eslováquia e na China está a ser reforçada para substituir a produção inglesa que se tornou demasiado cara.
Sinal dos tempos, a globalização a juntar ao Brexit vai fazer a vida difícil aos bifes e eu não tenho pena deles, nem um bocadinho, pois sempre nos amargaram a vida, quando isso lhes convinha. O malfadado "Tratado" que ainda temos com eles só funciona para o lado deles, para o nosso é só desgosto em cima de desgosto. A partir deste ano, se eles "brexitarem" estaremos em lados diferentes da barricada e não haverá "Tratado" que os salve.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O meu nome é "Desastre"!


Olhem bem para a cara dela.
Esta senhora pode ficar ligada ao maior desastre do Século XXI acontecido no Reino Unido. Começa hoje e termina dia 15, com a decisão final do Parlamento, a discussão sobre o famoso BREXIT, sair ou não sair da UE, eis a questão. A médio prazo, o Reino Unido pode até vir a ganhar terreno à União Europeia - que é o maior imbróglio político, financeiro e jurídico jamais inventado - por ser mais facilmente governável, mas no imediato vão ser prejuízos uns atrás dos outros.
Em primeiro lugar as empresas e os seus activos que serão deslocalizados. Em segundo lugar os empregos que vão á vida. Em terceiro o mercado imobiliário e de aluguer, especialmente de escritórios, que vai ficar reduzido à ínfima espécie, na City de Londres. E depois, o pandemónio que vai ser criado com o estabelecimento de fronteiras aduaneiras torna impossível de prever o caos e os prejuízos que vai causar.
Todos os analistas são peremptórios em afirmar que o Reino Unido vai perder (sofrer) mais que a União Europeia e eu também sou da mesma opinião. Nunca o ditado, "A união faz a força", fez tanto sentido e o inverso ganha uma força a dobrar, "A desunião traz a fraqueza", seja lá em que sentido for que isso seja dito. Como disse, acima, a médio prazo, logo que se ultrapasse a fase de ajustamento, o país pode vir a ganhar em eficácia e auto-controlo, mas até aí vai ser o fim do mundo e, no mundo da política, vão rolar cabeças.
Dificilmente, o nome de Theresa May ficará na História do Reino Unido pelos melhores motivos. A crise desencadeada, a partir de hoje, vai ter custos muito elevados e alguém terá que arcar com a responsabilidade. Outros, antes dela, foram os culpados, mas desde que ela aceitou assumir o papel que eles recusaram - lembram-se de Boris Johnson? - ficará para ela a honra e o mérito, se se sair bem, ou a culpa de tudo e mais alguma coisa se as coisas correrem pelo pior.
Há dois grupos de súbditos de Sua Majestade a Raínha de Inglaterra, os mais jovens e os menos jovens. Aqueles gostariam de continuar na União e usar e abusar de todos os direitos e privilégios dos cidadãos de uma Europa Unida, estes, pelo contrário, são adeptos do "orgulhosamente sós" que querem fazer o que lhes apetece sem prestar contas a ninguém fora das suas fronteiras. Se houvesse mais gente nova no Parlamento, em vez de tanta velharia, o Brexit nunca seria aprovado e ficaria para a História como o último suspiro do agonizante Império Britânico que só já existe na cabeça daqueles velhos camafeus que não deram pela passagem dos anos (e ainda respiram) nas Ilhas Britânicas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Uma pequena mudança!

Clicar na imagem para ver melhor

No próximo sábado vão enfrentar-se as equipas do Porto e Sporting. Se o Sporting ganhar teremos ainda campeonato pela frente para ser disputado. Caso seja o Porto a ganhar, sou da opinião que o título desta época ficará entregue e teremos que esperar pela próxima, para ver se temos melhor sorte.
Com a derrota do Sporting, hoje, nota-se uma pequena melhoria na posição do Benfica. É pouco, mas é melhor que nada.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Lá vamos ...!

... cantando e rindo!

Lista de convocados:
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Guarda-redes - Svilar e Vlachodimos.
Defesas - André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo.
Médios - Samaris, Fejsa, Pizzi, Gedson, Krovinovic, João Félix, Zivkovic, Cervi e Salvio.
Avançados - Seferovic, Ferreyra e Castillo.

Eu não disse que haveria surpresas com o novo treinador?
Um dos 2 avançados que nunca tiveram hipótese com o antigo treinador já vai alinhar amanhã como titular. E ainda não perdi a esperança de ver os dois. Amanhã se verá!
Entretanto o Marítimo ganhou ao Portimonense, no Funchal. Quer isso dizer que o Marítimo é melhor que o Benfica? Não quer não, mas deixa a gente a pensar. Mas no Portimonense não jogou o Nakajima, dirão alguns. E parece-me que também não jogou o Jackson Martinez, digo eu. Aí já são muitas alterações e quem ficou a cantar de galo foi o Petit que, finalmente, conseguiu estancar  a fiada de derrotas que o clube da Madeira vinha sofrendo.
Boa noite! E siga o jogo!

Estamos nas mãos do Bruno!

Eu não seria um benfiquista a sério se não viesse aqui prestar a minha homenagem ao novo treinador do Benfica, por muito interino que ele seja. Quer queiramos, quer não, estamos nas mãos dele, até ver. E se o LFVieira o escolheu é porque algumas qualidades ele deve ter. Eu não sei nada sobre ele e prefiro esperar para fazer a minha crítica que, espero eu, venha a ser positiva. Pensar de outro modo seria remar contra a maré e essa não é a minha maneira de ser e de proceder.
Por aquilo que ouvi da boca de alguns comentadores, o rapaz é tão bom (ou tão mau) como alguns dos outros nomes que têm sido apontados como candidatos ao lugar deixado vago por Rui Vitória. O currículo dele já inclui passagens por diversos países e clubes de renome, coisa que alguns dos outros (tome-se como exemplo Luís Castro) nem em sonhos por lá passaram. Para mim é tão bom como qualquer outro, até prova em contrário.
Amanhã vamos vê-lo ao vivo e a cores e pode ser que ele, na falta de Jonas e com a aselhice do "Esferovite", resolva fazer uma dupla, no ataque, composta por Ferreyra e Castilho. E se fizer isso e ganhar o jogo com o Rio Ave, fica já com o apoio incondicional dos adeptos. Pelo menos como meu pode contar. Como termo de comparação, não posso esquecer o Jorge Jesus, ajoelhado na linha lateral do Estádio dos Arcos, lamentando uma vergonhosa derrota que nos custou mais um campeonato - da negra era Jesus - e logo comigo a assistir na bancada central.
Benfica forever!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Agora é que é!


O Rui Vitória já passou à História!
E agora?
Quem ocupará o seu lugar?
Vai ser o Jesus?
Vai ser um português?
Vai ser um estrangeiro?
Talvez haja alguém que já sabe as respostas a estas perguntas, ou talvez não.
Eu é que não sei, com toda a certeza. Mas sei uma coisa, se quem tem responsabilidades no Benfica não andar depressa arrisca-se a perder esta época por completo. A Liga dos Campeões já se foi, o Campeonato Nacional está por um fio, mas ainda há a Liga Europa e as taças para disputar. Os adeptos esperam que o Benfica ainda tenha uma palavra a dizer nesses casos, mas para isso é preciso andar depressa e acertar na escolha do novo treinador.
Se o Luís Filipe Vieira não quiser ficar mal na História do Glorioso SLB, tem que mostrar o que vale, nesta altura, reunir os seu generais e preparar-se para ganhar esta batalha.
O Benfica acima de tudo e de todos!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Nem sempre ganha ...!

Eh, toiro, toiro, toiro!
Eh, toiro lindo!

... quem marca mais golos!
O Benfica marcou 2 golos e perdeu o jogo. Enganou-se na baliza e foi um desastre.
Depois deste jogo, perdi a pouca confiança que ainda tinha no treinador do meu clube. Se eu fosse presidente do SLB decretava uma punição especial para o treinador e alguns jogadores que provaram (mais uma vez) que não têm estofo para jogar no meu clube. Criava um grupo de forcados amadores e punha o Rui Vitória à frente deles. Arranjava um segundo treinador, qualquer um dos portugueses que estão por aí desempregados serviria para o efeito, o qual ocuparia o lugar até o Rui Vitória levar umas cornadas jeitosas e aprender a lição. Quanto aos jogadores, cada vez que um fizesse má figura em campo ia para o grupo de forcados. Podia ser que lhes servisse de emenda.
Mas como não sou presidente de coisa nenhuma, resta-me ficar aqui a amargar estas más exibições do Benfica e esperando que algum milagre aconteça. Como vêem, no que respeita ao desporto-rei, o ano de 2019 começou muito mal. E não me parece que vá acabar melhor. Especialmente se o presidente abrir a porta ao regresso de Jesus, então é que eu vou ter que arranjar outro entretimento, pois aturar as conversas e parvoíces desse artista não está nos meus planos.
Enquanto o Cristiano Ronaldo tiver pernas para correr atrás da bola, talvez eu me dedique a seguir os seus passos com mais pormenor e esqueça o Benfica. Acredito que valerá mais a pena.
Oh, vida madrasta! 

Bota e vira!


Este já é o segundo dia do ano!
Está um sol lindo de se ver!
E um frio de morrer!
Toca a viver e a sonhar, gente boa, que logo joga o Benfica!
E o Benfica é uma nação, só não é do Benfica quem anda distraído!
Aguentem-se à bronca que mais logo conversamos!

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Cá estamos em 2019!

Viva o Ano Novo!
A nossa vida é feita de conquistas, de vitórias e derrotas, pois nem sempre se consegue ganhar. Hoje posso averbar mais uma vitória na minha lista de conquistas, cheguei vivo ao fim de 2018 e entrei em 2019 a cantar vitória.


Nem todos o conseguiram, veja-se o exemplo do Joaquim Bastinhas, toureiro que era capaz de cravar duas bandarilhas ao mesmo tempo no cachaço de um touro, coisa que eu nunca me atreveria a tentar. Mas, ao contrário de mim, ele entregou os pontos antes que 2018 terminasse e partiu para o outro mundo sem ver 2019. Foi por poucos minutos, mas não o conseguiu.
Ao contrário de mim que estou aqui, vivinho da Silva, e a pular de contente!