segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Toupeiras e mais toupeiras!

Passei o dia inteiro a ouvir falar de toupeiras. A nossa televisão é assim, quando pega num assunto não o larga mais, é até a gente enjoar. E tenho a firme certeza que ainda vou ouvir muito mais se ligar a televisão. À confiança, mais me vale não a ligar, ou então ficar-me pela CNN ou Sky News.

Um amigo que comigo assistia ao jogo do Benfica, um dia destes, disse que nunca viu uma toupeira, nem faz ideia que aspecto tem. Precavido como eu sou, deixo aqui a imagem de uma toupeira europeia, não vá algum leitor passar por aqui e dizer, como esse meu amigo, que não sabe do que estou a falar.

Vende-se! Quem dá mais?

A grande surpresa da Liga das Nações foi dada pela suíça que goleou a Bélgica, conseguindo assim apurar-se para a final four, que se disputará em Portugal. A perder por dois zero, os helvéticos encheram-se de brio e comandados por Seferovic, que fez um hat trick, deram a volta ao marcador e acabaram por ganhar por 5-2.


Saber aproveitar as ocasiões que se nos oferecem é o grande segredo para o sucesso. Na sua eterna luta pela autonomia financeira (que ainda está longe de ser garantida, contrariamente ao que passam a vida a afirmar os administradores da SAD), o Benfica deve aproveitar todas as oportunidades para amealhar uns milhõezitos extra.
Depois do hat-trick conseguido no jogo de ontem, o benfiquista SEFEROVIC deve ter (pelo menos) quintuplicado o seu valor, se valia 10 milhões passou a valer 50. O jogador que festeja os golos que marca a correr com a língua de fora não tem um lugar assim tão garantido na frente de ataque da equipa de Rui Vitória. As opções são tantas que a cabeça do treinador anda toda baralhada. Jonas, ou Ferreyra, ou Castillo, ou Seferovic, ou João Felix? Ou qualquer outro que anda por lá esquecido e é melhor que todos estes?
Muito sinceramente, acredito que ele não sabe o que fazer. Todos parecem melhores que o Seferovic e já se fala em vender o Ferreyra, logo a seguir à festa do Reveillon. O Castilho que é titular na selecção do seu país, não quer passar a vida no banco de suplentes. O Jonas parece ter o lugar garantido para sempre, é uma espécie de talismã que salva o Benfica nas horas de aperto. O puto Félix é a promessa de um futuro vitorioso, por conseguinte está também garantido. Começa a parecer lógico que vender o ESFEROVITE (como nós gostamos de lhe chamar) e manter o Ferreyra que todos afirmam ser um grande avançado, seria o melhor negócio, especialmente se o seu preço for inflacionado pelos golos marcados ontem e que garantiram o apuramento da Suíça para a fase final da Liga das Nações.


O Benfica precisa de golos que garantam vitórias, mas precisa muito mais de milhões de euros que garantam a continuidade do clube na elite europeia. Os adeptos só vêem e vibram com as vitórias desportivas, mas o LFVieira tem que ver mais longe que isso. Aproveitar a ocasião e passar o jogador suíço a patacos seria um bom acto de gestão.

domingo, 18 de novembro de 2018

Bom domingo!

Como não tenho nada mais para acrescentar, venho deixar aqui o medalhão (a que também tenho direito) que encontrei, por acaso, no Facebook e desejar a todos um bom domingo.


Vou às compras. Li em qualquer lado que somos nós que fazemos andar a economia, injectando dinheiro no mercado, portanto vou fazer a minha parte. Que ela ande muito e traga grandes vantagens para todos nós.
Bom dia, alegria!

sábado, 17 de novembro de 2018

Sucesso sem Ronaldo!

Bem dizia o Mancini, cuidado que eles foram campeões sem o Ronaldo!
Nesta fase de apuramento, numa prova com formato completamente diferente, fomos bem sucedidos mesmo sem o contributo do nosso "melhor do mundo". É um bom sinal para o futuro da Selecção Nacional, pois ele não será eterno e não faltará muito tempo para que ele deixe de alinhar em defesa das nossas cores. E aí teremos que continuar a ganhar sem ele, dê por onde der.


Para ilustrar estas minhas poucas palavras, escolhi uma imagem que é comum vermos, sempre que a Selecção entra em acção, o nosso seleccionador a coçar a cabeça. Quase que ia escrevendo careca, mas estaria a mentir, pois ele ainda mostra uma boa cabeleira, grisalha, mas farta.
Coçar a cabeça é sinal de preocupação e eu sei que ele hoje estava bem preocupado. Dizia para quem o quis ouvir que foi a Milão para ganhar e que quem joga para empatar arrisca-se a perder o jogo. Era o que ele dizia, mas creio que pensava exactamente o contrário - vamos garantir um pontinho que já chega para nos apurarmos - e foi isso mesmo que conseguiu e regressa a Portugal com um jogo ainda para disputar, mas já com o apuramento garantido.
Quanto ao jogo em si, não valeu grande coisa. Se alguém merecia ganhar seria a Itália, mas a vida é feita destas coisas, nem sempre ganha quem merece. E desta vez - de facto desde o Euro 2016 - a sorte está do nosso lado, ou do lado do Fernando Santos, o que vem a dar no mesmo. A estrelinha da sorte brilha sobre a sua cabeça e nós colhemos os louros.
Viva Portugal!!!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Notícias à minha moda!

Tinham-me prometido dez dias de sol, mas alguém mudou de ideias e já me avisaram que vem aí um fim de semana de chuva, vento e frio. Paciência, o meu guarda-chuva ainda deve aguentar mais este inverno, no próximo talvez haja dinheiro para comprar um novo.


Custa-me falar no Bruno (Voz de Bagaço), mas não resisto á tentação de dar uma alfinetada na juíza do Barreiro que aumentou de 56 para 57 e, mais tarde, para 101 os crimes de que ele está acusado e mesmo assim decidiu mandá-lo em liberdade. E, ainda por cima, arranjou um popó de vidros fumados, pago com o dinheiros dos contribuintes, para o levar a casa. O pobre do Mustafá é que teve que ir a calcantes, dele ninguém teve pena.


A Primeira Ministra britânica tem-se visto e desejado para dar a volta aos dirigentes da UE e divorciar-se de todos nós, europeus, sem pagar uma factura muito alta. Esta semana deu um passo decisivo para o conseguir, mas os seus adversários políticos estão longe de a apoiar e tudo vão fazer para que ela não seja bem sucedida. E, se puderem, fazer com que o seu governo caia e ela seja substituída no cargo. Este enfatuado súbdito de Sua Majestade que vêem na imagem é um dos mais acirrados adversários do Brexit ao jeito que a UE exige. Para ele tem que ser um divórcio litigioso ao máximo, um HARD BREXIT, como eles dizem.


A investigadora Maria Manuel Mota foi distinguida em Paris, França, com o Prémio Sanofi-Instituto Pasteur 2018, pelos seus estudos sobre o parasita da malária. No entanto, a investigadora, que é também diretora-executiva do Instituto de Medicina Molecular, vai perder o vínculo à Fundação Ciência e Tecnologia (FCT) no final do ano. O seu contrato termina em dezembro.

Uma cara bonita é para mim motivo mais que suficiente para eu lhe dedicar meia dúzia de linhas bem inspiradas, aqui, neste espaço que é só meu e partilho convosco. Mas se além de bonita ela for também uma cientista aplicada que há 20 anos trabalha no sentido de descobrir um remédio que livre o mundo da malária e poupe meio milhão de vidas humanas todos os anos, então ela merece muito mais que meia dúzia de linhas, ele merece o meu entusiástico aplauso. E também teria o meu apoio financeiro, se eu tivesse posses para isso.
O projecto em que está envolvida vai passar a ser financiado pelo banco espanhol LA CAIXA, mas sem vínculo laboral com ela, ou seja, sem salário. E agora? Que vai fazer a nossa menina bonita para resolver a situação? É que sem aquilo com que se compram os melões a vida é muito difícil!

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Más notícias ...!

... para as farmacêuticas, claro!
Se curarem todos os diabéticos e obesos do mundo inteiro, lá se vai o negócio deles por água abaixo. Já estou a ver os lobbies a trabalhar junto dos governantes, ameaçando com falências e desemprego, para travar estes estudos que podem vir a roubar-lhes o pão "deles" de cada dia.
Eu que sou obeso e diabético, vou ficar à espera para ver se me transformam num rapaz novo e sem qualquer doença. Vão ser tantas as pretendentes a cobiçarem cá este ADÓNIS  que a minha mulher vai ver-se negra para as escorraçar.


Uma equipa de investigadores da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) encontrou a cura para a obesidade e para diabetes tipo 2 em ratos através de um tratamento de terapia genética. 
O estudo foi apresentado pela equipa de investigação numa conferência de imprensa realizada hoje no campus da UAB em Bellaterra, onde o grupo de investigadores, liderado pela professora Fátima Bosch, esteve presente. 
Com a introdução, numa única injeção, de um vetor viral adeno-associado (AAV) portador do gene FGF21, Fator de Crescimento de Fibroblastos 21, que permite a manipulação genética do fígado, tecido adiposo ou músculo-esquelético, o animal produz continuamente a proteína FGF21. 
Trata-se de uma hormona produzida naturalmente por vários órgãos e que atua em muitos tecidos para regular o funcionamento correto no nível de energia, induzindo assim a sua produção por terapia genética, e levando a que o animal reduza o seu peso assim como a resistência à insulina.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

O «Circo»!


Estou aqui sentadinho a olhar para a TV e a assistir ao verdadeiro circo montado à volta de Bruno de Carvalho. Os meios que foram postos em campo, das forças de segurança, das cadeias de televisão e do resto da comunicação social são de tal ordem que até parece que vai ser anunciado o início da III Guerra Mundial. Nunca vi coisa igual!
Não admira que as contas públicas apresentem sempre défice, pois a consumir recursos desta maneira nunca os impostos que pagamos serão suficientes para fazer face à situação. Fico a pensar se a Juve Leo, ou o Sporting Clube de Portugal, terá interesse em enviar um grupo de comandos, superiormente treinados, para resgatar o Bruno "Voz de Bagaço" das mãos da Justiça. Se não é o caso, para que são precisos tantos polícias e GNR's, tantos carros de vidros fumados, carrinhas celulares e outros apetrechos que fazem parte do circo que está a passar em frente aos meus olhos.
A minha avozinha, quando via uma coisa assim, costumava dizer que "é o fim do mundo". Tenho que concordar com ela, isto deve ser sinal que o fim do mundo está perto. As pessoas - aquelas que têm responsabilidades neste desgraçado país - estão a raciocinar com as unhas dos pés, em vez de usar o cérebro.
A televisão é uma verdadeira janela para o mundo, de onde vemos tudo o que acontece, seja bom ou mau, agradável ou desagradável. E, como aquilo que estou a ver não me agrada, vou fechar a minha janela e preocupar-me apenas com aquilo que se passa dentro da minha casa.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A remissão dos pecados!


O Benfica reforçou-se na defesa, este ano. Sabendo que o Luisão não duraria muito e sem outras opções que os putos da academia, foi ao mercado e trouxe duas estrelas, Lema e Conti. Um mais velho e experiente e o outro mais novo e capaz de durar uma dúzia de anos na equipa, se o treinador engraçasse com ele. Mas a "sorte malvada" que persegue o Benfica fez com que o treinador preferisse colocar em campo o Rúben e o Jardel, cheios de defeitos, mas que ele já conhece bem. O Rui Vitória é assim, não gosta muito de correr riscos.
Mas a vida real é muito diferente daquilo que planeamos e desejamos que seja e, volta e meia lá vai o treinador à prateleira, em que guardou as duas "estrelas", e mete uma delas em campo. Já calhou ao Conti, já calhou ao Lema e calhou ao Conti de novo. Percebe-se que este é o preferido do treinador pelas vezes que o fez já alinhar. E com os castigos que o Rúben e o Jardel são candidatos a receber, cada vez que vão a jogo, adivinho que o Conti vai fazer parte da equipa muitas vezes, durante esta época.
Posto isto, devo dizer que não fico nada sossegado com esta solução, pois o Conti, pelo que me tem sido possível observar, é o rei dos azares, tudo o que há de negativo lhe bate à porta. Todas as vezes que joga é contar que leva cartão, é expulso ou mete golo na própria baliza. Juraria que foi assim em todos os (poucos) jogos em que participou. Ontem, tentou cortar uma bola, dentro da pequena área e, pimba, lá estava ela dentro da baliza. Aos 35 segundos de jogo já o Benfica perdia por 1 a 0 e o Tondela, debaixo de um verdadeiro dilúvio, festejava como se aquele já fosse o resultado final.
Mas até os mais azarados têm o seu momento de sorte e, aos 35 minutos de jogo, o Conti deu o salto mais desajeitado que já vi e foi, dentro da sua baliza, buscar uma bola que o avançado do Tondela, com um habilidoso chapéu, tinha feito passar por cima da cabeça do nosso guarda-redes que tem sido um verdadeiro abono de família nesta época que leva apenas 10 jornadas decorridas.
Perdoamos ao Conti todos os deslizes, até agora cometidos, pelo golo que evitou e que poderia embalar o Tondela para um outro resultado e um desfecho imprevisível. E agradecemos ao Odysseas todas as grandes defesas que tem feito, por culpa dos 4 defesas que nunca estão no lugar certo, quando a bola vem a caminho da nossa baliza. Com a defesa a funcionar mal e os médios uma autêntica nódoa, pobre do Benfica se não tivesse na baliza este ODYSSEAS!

domingo, 11 de novembro de 2018

A nota artística!

Lembro-me de o Jorge Jesus dizer - agora precisamos é de ganhar, depois pensamos na nota artística - quando era ainda treinador do Benfica.
Hoje senti a mesma coisa, tanto se me dava que o Benfica jogasse bem ou mal, queria era ganhar para acabar com o azar que persegue a equipa. E jogou mesmo mal, essa é que é essa. Nem contra dez, nem tão pouco contra nove, o Benfica parecia capaz de levar a bola até á baliza adversária. Não sei como nem porquê, mas os jogadores do Rui Vitória perderam a habilidade para jogar à bola. Ou então são os jogadores dos outros clubes, como o Tondela, o Moreirense ou o Belenenses que aprenderam a jogar futebol de uma maneira que escapa ao Rui Vitória. Eles jogam, eles dominam, eles ganham e envergonham o Glorioso dos velhos tempos.
Ninguém percebe o que se passa e já se admite que seja uma doença do foro psicológico que afectou toda a gente que equipa de encarnado. Ou então somos nós que estamos a exigir demais, queremos aquilo que a equipa não tem para nos dar. Não se viu o Porto à rasquinha para ganhar ao Braga? E o Sporting ao Desportivo de Chaves? Às tantas é normal aquilo que está a acontecer e logo que mude esta fase da lua as coisas entram nos eixos.
Mais me vale pensar assim, enquanto a rapaziada vai afinando os instrumentos para nos presentear com a tal nota artística, senão ainda dou em maluco. Entretanto, enquanto os jogadores vão fazer uma perninha pelas selecções, vamos gozando o 4º lugar que o Rio Ave fez o favor de nos deixar ocupar e esperar que a Lua vá girando e trazendo a tal mudança que se impõe.

sábado, 10 de novembro de 2018

Mesmo ao cair do pano ...!

... fez o FCP o golo que lhe deu a vitória e o guindou para o primeiro lugar da classificação. Resta ao Benfica e ao Sporting fazerem os possíveis por ganhar os respectivos jogos e não ficarem de fora da corrida. No entanto há que dar os parabéns ao Braga que fez um grande jogo e quase dava um desgosto ao Porto, um tanto ou quanto cansado das andanças pela Liga dos Campeões.
O Rio Ave teve o azar de ficar para trás, no jogo realizado esta tarde, senão seria mais uma dor de cabeça para o Benfica recuperar a posição a que se acha com direito. Dizer que é um dos três grandes é muito bonito, mas é preciso ganhar os jogos para o merecer. Senão é apenas conversa de chacha que não enche a barriga de ninguém.
Voa mais alto, Vitória!

A «Chaputa»!

A Chaputa (Brama brama) é um peixe mesopelágico da família Bramidae de cor preta ou cinza escuro que pode ser encontrado nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico Sul e no Mar Mediterrâneo a profundidades até 1 000 metros em águas com temperaturas entre os 12 e os 24 °C. No Atlântico Norte distribui-se desde a Noruega até às costas de Marrocos. Geralmente apresenta-se com comprimento máximo entre os 40 cm e 70 cm.
Forma pequenos cardumes, alimentando-se de pequenos peixes, cefalópodes anfípodes e krill. Era uma das espécies mais abundantes e apreciadas até à década de 1970 devido à qualidade da sua carne bem como ao preço acessível, sendo ainda hoje muito consumido.
(In Wikipédia)


O povo da Póvoa não gosta de chaputa, dizem que é o peixe dos pobres. Nos tempos em que a pesca era pesca, os pescadores desta terra, no regresso da faina, deitavam ao lixo todas as chaputas que tinham vindo na rede. Na sua opinião todos os outros peixes eram melhores que a pobre da chaputa e esta não tinha direito a ir à sua mesa.
Alguns pobres que não tinham dinheiro nem para aquilo que era mais essencial, todos os dias davam uma volta pela praia do peixe - que na Póvoa é bem longe da praia de banhos, por causa do cheiro que incomoda a gente bem - e encontravam sempre algo, ora oferecido pelos pescadores, ora apanhado no lixo, como as chaputas e outro peixe "avariado", com que enganar a fome.
Talvez por isso, este peixe continua a ser recusado entre as gentes da Póvoa, mas eu já o tenho comido em filetes, caldeirada ou frito à posta. Empresas de catering que servem refeições pré-cozinhadas por encomenda são clientes habituais deste peixe que compram a um preço conveniente e que lhes proporciona algum lucro.
Ao falar nisto, lembrei-me de uma velhota solteira que ainda era minha parente e morava na casa ao lado daquela onde eu nasci. Com 70 anos de idade sem dinheiro e sem reforma, é-me difícil imaginar como conseguia ela enfrentar cada dia que começava ao acordar. Ela tinha um pequeno campo, onde cultivava algum milho e feijão, uma horta para os legumes cebola e batata que tinham que durar  todo o ano e uma cabra e quatro ovelhas que com o sua lã e as crias a ajudavam a viver.
Era uma vida de trabalho e de miséria, sempre recorrendo à ajuda de amigos e familiares para amanhar as terras, fazer as sementeiras e as colheitas. Eu, com os meus magros 10 anos de idade, dispensei-lhe muitas horas dos meus tempos livres. Quando, na Póvoa, havia excesso de peixe, normalmente sardinha ou carapau, aparecia lá na terra um camiãozito a vender a preços que os pobres podiam pagar. Muitas peixeiras amanhavam o peixe, a pedido dos clientes, e deixavam as tripas e as cabeças do carapau na valeta da estrada. A velhota dava por lá uma volta, mal o camião desandava dali para fora, e enchia um balde cheio daquilo. Dizia ela que as tripas eram bom estrume para a terra e as cabeças de carapau, cozidas com batatas e hortaliça, eram um petisco a que não tinha direito muitas vezes.
E, a título de despedida, deixem-me dizer-vos que «chaputa» é uma palavra que decomposta dá origem as duas outras palavras, chá e puta, que dariam para um artigo de primeira página, mas por agora não digo mais nada!
Tenham um bom dia, ou como diz o inglês, have a good day!

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Uma ponte para a outra banda!

Com um vão de 700 metros e duas rampas com pouco mais de dois quilómetros cada, a ponte Maputo-Katembe foi feita para permitir a ligação por terra entre as duas margens da baía da capital moçambicana, a norte e a sul.
A entrada em funcionamento do empreendimento une por estrada o sul, centro e norte de Moçambique, fazendo jus à famosa palavra de ordem "do Rovuma ao Maputo", oficialmente usada para reafirmar a demarcação e a indivisibilidade do território nacional, através dos seus extremos norte e sul.


Vai ser inaugurada amanhã. No Maputo vai viver-se um dia semelhante ao 6 de Agosto de 1966, quando foi aberto o trânsito na Ponte Salazar, em Lisboa. Dar a volta pela Matola, por estradas fracas e congestionadas, ou optar pelo ferry que atravessa a baía foram as soluções deixadas pelos colonizadores portugueses. Era mau, mas não houve dinheiro (nem vontade) para fazer melhor. Amanhã, começará uma nova vida para quem tem pressa de chegar ao seu destino e meticais no bolso para pagar a portagem. Do Maputo até à Ponta do Ouro, passando pela reserva dos elefantes, em cerca de uma hora de condução é um novo luxo para quem quer ir até uma praia linda e tem dinheiro para o pagar.
No meu tempo só se ia à Catembe para comer uns camarões grelhados. O Restaurante Marisol era o destino escolhido. Tudo o resto, naquela zona fronteira à capital, era uma desgraça pegada e uma pobreza franciscana e tudo por causa da água que separava os dois lugares. Com a abertura da ponte tudo vai mudar. Em breve começarão a aparecer construções, armazéns, serviços de apoio ao porto de mar, depósitos de contentores e outras coisas mais que já não cabem na velha capital.
A parte negativa da coisa é a monumental dívida contraída com os chineses que são os novos colonizadores de Moçambique, mas isso já não é assunto que me preocupe.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ala ... que se faz tarde!

ALA - É uma palavra pequenina que se escreve com três letras apenas.
Mas pouca gente imagina aquilo que existe por trás dela, os significados que tem, a sua importância na vida de muita gente. Vou consumir alguns minutos do muito tempo que me sobra para tentar explicar-vos o que penso sobre o assunto.
Eu sei que há milhões de pessoas que nem a palavra conhecem e vivem felizes da vida, ela não lhes faz a mínima falta. Mas eu não sou assim, eu preocupo-me com os pormenores, com coisas que escapam ao comum dos mortais. E isso é bom ou mau, podem vocês perguntar? Palavra de honra que não vos sei responder.
Bom (como diz o nosso presidente da república, enquanto pensa no que dizer a seguir), deixemos-nos de conversa e vamos ao que interessa, ala que se faz tarde. Nesta expressão o "ala" significa "vamos" e não é forma do verbo ir. Lembro-me de quando era estudante de inglês que costumava usar a expressão "let's go, vamos indo" e que tinha o mesmo significado da tal palavrinha de três letras de que vos estou a falar.
Para os estudantes (e apreciadores) da História de Portugal, ala faz-lhes lembrar a Batalha de Aljubarrota, a padeira, o Santo Condestável e a sua "Ala dos Namorados", combatentes das guerras contra os Castelhanos - que nos amargaram a vida durante séculos - que passavam a vida de espada em punho e quanto a namorar ... nada.
Para os que combateram a Guerra do Ultramar, em especial os que passaram por Angola, ALA é a junção das três iniciais do nome do famoso escritor português, António Lobo Antunes, o qual escreveu coisas sobre o que se passou em Angola que eles não aprovam, ou seja, Ala igual a trafulha, aldrabão, mentiroso e outros adjectivos que podem imaginar.


E, finalmente (pois não quero tornar-me cansativo), ala faz parte integrante da vida das gentes poveiras, em que me incluo. Ala, ala, ala arriba, cantavam assim os pescadores e as suas gentes, enquanto varavam na areia da praia os barcos, após o regresso da faina da pesca. "Ala Arriba" transformou-se em nome de tudo que há na Póvoa, de associações, de escolas, de ruas, de canções, de filmes e aparece na azulejaria que enfeita a cidade, um pouco por todo o lado.
Ala Arriba pela Póvoa é o grito que se ouve em muitas ocasiões solenes, no fim de discursos e outras manifestações de cariz político ou cultural.
Que tal? Gostaram?
Ala, vão cuidar da vossa vida que isto aqui é só conversa!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Maravilhas de Portugal!

Encontrei isto na minha caixa de correio e decidi arquivá-lo aqui, pois assim poderá ser visto por algumas pessoas a ajudar o nosso país a subir alguns pontos na consideração internacional.
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Ouvir a CNN dizer que Portugal é um dos mais bem guardados segredos culinários da Europa impressiona. Estamos a falar de um artigo onde são enumeradas as 20 razões objetivas que tornam Portugal numa das melhores cozinhas europeias, a par da francesa, da italiana ou da espanhola.

1. O peixe perfeito
Só há um país na Europa onde se come mais peixe do que em Portugal – e são logo os nossos amigos islandeses, que tantas memórias nos deixaram no Euro 2016. No entanto, existe uma diferença colossal que a estação de televisão destaca: o famosíssimo chef Ferran Adriá diz que o melhor peixe do mundo vem do mar português. E ele é espanhol, como lembra a CNN.
O canal americano fala dos fantásticos mercados, onde se compra todo o tipo de peixe, do magnífico robalo grelhado no churrasco e dos fabulosos restaurantes onde comer um peixinho único: «São Roque», em Lagos; «Restinga», no Alvor; «Furnas», na Ericeira; «Azenhas do Mar» ou «Restaurante da Adraga», em Sintra; «Ribamar», em Sesimbra; ou «Doca das Cavacas», na Madeira.

2. O maravilhoso azeite 
É a base da cozinha portuguesa e, para a CNN, é também uma maravilha difícil de igualar – seja o azeite do Alentejo, da Beira Interior ou de Trás-os-Montes. Tanto fica ótimo por cima do bacalhau, de uma simples sopa ou de uma fatia de pão saloio acabado de sair do forno a lenha.
O canal de TV fala dos gigantes Gallo e Oliveira da Serra ou dos pequenos e artesanais produtores que estão a fazer um azeite imperdível – o destaque vai para o último prémio internacional ganho pelo azeite biológico Olmais.

3. O cozido à portuguesa 
A cozinha portuguesa pode ser mais pesada no Norte e mediterrânica no Sul, mas uma coisa une todo o país: o cozido à portuguesa. A CNN fala inclusivamente dos vários tipos de cozido: o do Algarve, com grão e hortelã; o do Alentejo, com borrego; o da Madeira, com batata-doce; ou o das Furnas, cozido debaixo do chão, que é imbatível.

4. Os novos chefs gourmet de Lisboa 
A CNN elogia o magnífico trabalho de José Avillez, no «Belcanto», de Henrique Sá Pessoa, no «Alma», ou de João Rodrigues, na «Feitoria» – e elogia muito bem e merecidamente – mas esquece-se do fabuloso trabalho que está a ser feito no Porto (Pedro Lemos, Rui Paula ou Vítor Matos são alguns exemplos) ou no Algarve.
Entre os pratos que encantaram a CNN, está o fantástico salmonete braseado com molho de fígados e xerém de amêijoas à Bulhão Pato, do «Belcanto».

5. O bacalhau
A CNN ficou encantada com os pastéis de bacalhau com feijão-frade, com o bacalhau à Brás, ou à lagareiro, ou com broa, ou à Zé-do-Pipo ou de qualquer maneira e feitio. Dizem que em Portugal há muito mais de 365 receitas de bacalhau, o que dá mais de um prato diferente por cada dia do ano.
Para a CNN, o melhor sítio para comer bacalhau é essa contradição de género que dá pelo nome de «Laurentina - O Rei do Bacalhau».

6. O queijo 
É um assunto que merece ser esclarecido internacionalmente: porque é que os queijos portugueses não são mais conhecidos? Segundo a estação de televisão, é um mistério por esclarecer. Seja por causa do extraordinário Queijo da Serra, do Queijo Amarelo da Beira Baixa, do Queijo da Ilha de São Jorge, do Terrincho de Trás-os-Montes ou de tantos outros. Para acompanhar, os americanos recomendam Vinho do Porto, vinho tinto ou marmelada.

7. As tripas à moda do Porto 
É inegável que se trata de um dos pratos mais procurados do Porto. A CNN fala ainda das francesinhas.

8. Os pratos de arroz 
Mais uma injustiça identificada – e muito bem – pela CNN: se a paella e o risotto são famosos internacionalmente, por que raio é que o arroz de marisco não é conhecido em todo o mundo? De facto, ninguém consegue replicar aquele maravilhoso arroz malandrinho, nem o delicioso sabor a alho, tomate e coentros, muito menos os suculentos nacos de lavagante, santola, gambas ou amêijoas.
Segundo a CNN, também vale a pena provar o fantástico arroz de pato, o maravilhoso arroz de cabidela ou o divinal arroz doce.

9. O presunto 
Mais uma injustiça desmascarada pela CNN: Portugal tem o mais saboroso e suculento porco da Europa. O presunto de porco preto alentejano é tão bom ou melhor do que o presunto espanhol ou italiano.

10. Os pratos típicos regionais
É verdade: cada região tem um prato típico que é único e delicioso. A CNN destaca a sopa de cação do «Porto Santana», em Alcácer do Sal; as lulas do «Correia», em Vila do Bispo; o ensopado de enguias, do «Telheiro», em Aveiro; ou a perdiz do «Solar Bragançano», em Bragança. Convenhamos que é de quem conhece, de facto, o país.

11. O vinho 
Espantoso. É esse o adjetivo que a CNN usa para qualificar a variedade de vinhos que tem um país tão pequeno como Portugal. Desde o vinho verde até ao vinho de Carcavelos, a estação de televisão fala de tudo.

12. A abertura ao mundo 
Desde o século XV que Portugal influenciou e foi influenciado pelas mais variadas cozinhas internacionais. Foram os portugueses que levaram a tempura para o Japão ou o caril vindaalo para Goa. Em troca recebemos o frango assado com piripiri, a feijoada ou as especialidades de Angola, Moçambique e Cabo Verde.

13. O leitão
Da Bairrada, claro. A CNN fala do «Pedro» e da «Meta dos Leitões», na Mealhada, ou da «Casa Vidal», em Aguada de Cima. O melhor leitão da Bairrada é claramente o da «Meta», onde tudo é bom: o leitão com a pele estaladiça, o molho picante, a salada de alface e cebola, as batatas fritas fininhas e o fantástico vinho frisante da Casa Sarmentinho.

14. A fruta
As bananas da Madeira, o ananás dos Açores, as cerejas da Serra da Gardunha, as laranjas e os figos do Algarve, os melões do Tejo, as ameixas de Elvas, as maçãs Bravo Esmolfe e as meloas da Ilha Graciosa nos Açores merecem tudo. De facto, não há fruta como a portuguesa.

15. As sardinhas 
A CNN está deslumbrada com os Santos Populares e as magníficas sardinhas assadas na rua. Não há dúvida de que é um programa imperdível. Mas se experimentarem as sardinhas fora da época dos Santos, entre Julho e Agosto, então, sim, vão comer um peixe inesquecível, gordo, saboroso e cheio de ovas.

16. Os petiscos mais estranhos 
Da fantástica lampreia aos imperdíveis percebes, passando pelas línguas de bacalhau ou pelo pudim Abade de Priscos, a CNN ficou impressionada pelos petiscos exóticos portugueses. E nem provaram os ovos mexidos com mioleira.

17. Os mercados 
Especialmente os mercados de frescos, com o peixe acabado de pescar, as frutas e os legumes das quintas ou as flores apanhadas diariamente.

18. Os rivais dos pastéis de nata 
Não é que os pastéis de nata não sejam bons, é que a CNN descobriu os outros deliciosos bolos portugueses, como o bolo de mel da Madeira, o bolo de figo, amêndoa e alfarroba do Algarve, os pastéis de Tentúgal, o toucinho-do-céu ou as barrigas de freira.

19. Os pregos e as bifanas
São boas escolhas, mas francamente não estão entre as 20 melhores especialidades da cozinha portuguesa. A CNN destaca os pregos do «Ramiro», em Lisboa.

20. O cabrito e outros animais 
A CNN diz – e muito bem – que a carne em Portugal não se resume ao porco e ao leitão. O cabrito é elogiadíssimo, tal como a chanfana de Coimbra, a carne Barrosã ou a vaca maronesa. Também se fala do javali, do veado e da lebre.

A Maria "ri-te, ri-te"!

O que tem de especial o dia 6 de Novembro?
Vai ficar na História da Televisão Portuguesa, como o dia em que entrou na TVI a Maria que não consegue dizer nada sem se rir, para substituir a Cristina que não diz nada sem gritar.
São as duas muito bonitas, embora cada uma à sua maneira, são ambas divorciadas e mães de filhos e a partir de hoje vão competir para aumentar as audiências dos canais de TV que lhes pagam o salário, a Maria mostrando os seus dentes perfeitos a cada sorriso e a Cristina desfilando penteados, roupas e sapatos com os habituais gritos que ameaçam os tímpanos de cada um de nós.
Eu fiquei a ganhar com a troca, pois sou fã da Maria e era raro vê-la no Porto Canal, pelas razões que se entendem. A partir de agora, vou parar uns minutos na TVI cada vez que estiver de comando em punho a fazer zapping.
E vocês podem fazer o mesmo (se quiserem)!

Eu dou-lhe razão!

“Sou feminista, mas acho que essa terceira onda do feminismo é uma chatice”, afirmou no programa ‘60 Minutes’. “Desculpem-me, mas acho que o movimento #MeToo é um pouco demais para mim”, acrescentou, dizendo logo de seguida na brincadeira: “Acho que vou ser morta por dizer isto”.


Pamela Anderson é uma mulher que todo o mundo conhece, os homens porque sim e as mulheres porque não gostam dela (uma questão de pura rivalidade feminina). Se enveredasse por esse caminho, o de tentar explicar o porquê de cada mulher tentar desvalorizar as suas irmãs de sexo, precisaria de uma folha de papel do tamanho do Jornal de Notícias de antigamente. Lembram-se desse tempo, em que se abria o dito jornal e ia o tamanho de uma braça da ponta esquerda até à ponta direita do jornal? Quem estivesse sentado a uma mesa da Pastelaria Suíça, no Rossio, teria que estar sempre a pedir desculpa ao vizinho da mesa do lado, por estar sempre a roçar-lhe a manga do casaco cada vez que virava a página.
Desculpem, descarrilei outra vez. Estava a falar da Pamela, aquela que protagonizava a série "Marés Vivas" e tinha uns pulmões tão grandes que até se viam por fora da sua epiderme. Imagino que o realizador a escolheu a pensar na respiração "boca-a-boca" que teria que aplicar aos "afogados" que, obrigatoriamente, teriam que aparecer nas filmagens.
Para ilustrar estas minhas mui eruditas palavras que hoje vos ofereço, escolhi uma foto da Pamela, quando era ainda uma debutante, tal como aparece no primeiro comercial que filmou. Se a vissem agora, como eu vi, enquanto escolhi esta imagem, até fugiam. Os anos pesam muito, em especial em cima das mulheres bonitas. Quando eu era ainda um rapaz novo, ela era uma brasa e prefiro recordá-la assim.
As palavras que leram no início desta publicação recolhem a minha aprovação e só por isso fiquei a gostar dela ainda mais do que já gostava. A bronca que tiveram as revelações feitas por muitas "estrelas" do mundo do espectáculo, confessando que foram obrigadas a abrir as pernas para ascender ao estrelato, tal como o caso recente que envolve o nosso "melhor do mundo", estão a transformar os Estados Unidos num circo que não agrada a toda a gente. A Pamela Anderson limitou-se a expressar a sua opinião, a esse respeito, e eu concordo com aquilo que ela disse (a 100%).
Bom dia, meu povo!!!

domingo, 4 de novembro de 2018

Chuva a dar com um pau!


Toda a manhã chuviscou, mas a partir das 11.00 horas a coisa começou a acelerar e, neste momento, vai aqui um verdadeiro dilúvio. Se chover assim em lugares como o Gerês ou na zona de Basto, não tarda nada teremos as barragens com a reserva necessária para o próximo verão. É bom, não é? É uma preocupação a menos com que o Costa não tem que se preocupar. Porque se ele tiver que gastar tanto como gastou em 2017 para levar água aos povos dos lugares onde não chove, acabará por faltar dinheiro para aumentar os reformados que nunca sairão da cepa torta. Eu ainda não compreendi como há tantos milhares de portugueses que conseguem sobreviver com +/- 300€ mensais. Nas aldeias e se não tiverem que pagar renda, ainda vá que não vá, mas na cidade grande e a viver em casa arrendada, sinceramente, não vejo como.
Por isso deixa chover e que, pelo menos, água não nos falte!
No que concerne à bola, estou a acompanhar o jogo do Sporting no meu portátil e espero que eles ganhem o jogo para meter pressão em cima do Benfica. Já que eles não sabem ir na frente da classificação, talvez se dêem bem a correr atrás dos outros todos e ganhem pedalada para os ultrapassar quando virem a linha da meta no horizonte.
Viva o Benfica que é o maior (desgraçado) do mundo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Equipamento azul, porquê?

A farda do Moreirense é verde, ou amarelo/laranja, mas azul é que não é.
O treinador do Moreirense decidiu não usar o equipamento verde, porque se lembrou do Sporting, do Peseiro e da vida azarada que se vive para os lados de Alvalade. Recorrer ao azul foi um golpe para aproveitar o estado psicológico do Benfica que, depois de perder com o Belenenses não pode ver a cor azul. Ao ver os jogadores do Moreirense aproximarem-se da sua baliza todos vestidos de azul, os jogadores do Benfica entraram num estado de catalepsia tal que nunca mais acertaram um chuto na bola.
E assim se explica, da maneira mais simples possível, porque é que o Benfica foi atropelado na sua própria casa por uma equipa que não vale mais que 20% do que foi investido na sua, a qual está cheia de craques que ganham mais de dois milhões de euros por época. É muito dinheiro a voar sem trazer qualquer benefício ao meu clube.
Cor do equipamento à parte, a verdade é que a equipa de Moreira de Cónegos, uma aldeia que fica ali para os lados de Guimarães, jogou melhor que o Benfica e mereceu ganhar. O resto é conversa mole para boi dormir!

Elas jogam por amor à camisola!

Este foi o 6.º jogo oficial da equipa de futebol feminino do Benfica, que chegou aos 109 golos: 89 no campeonato da Segunda Divisão do futebol feminino e estes 20 na Taça. O 'pior' resultado foi a goleada ao Sporting B por 4-0. De resto, o Benfica já tinha vencido o Ponte Frielas por 28-0, Os Vidreiros por 19-0, o Sintrense por 10-0 e o União de Almeirim por 28-0. De destacar ainda o facto de a equipa não ter sofrido qualquer golo neste seis jogos.


Nada como começar o dia com uma notícia positiva, como a que acabaram de ler. Logo à noite joga o Benfica com o Moreirense e cada vez que me lembro que o Rui Vitória os deixou levar a Taça, há dois ou três anos, põem-se-me os cabelos em pé.


Eles que ganham centenas de milhares de euros e são profissionais da bola, talvez puxem dos seus galões e resolvam dar uma alegria ao adeptos, imitando o resultado que as "Red Girls" conseguiram!

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Qual é a tua opinião?

Custa mais a ganhar o dinheiro ou a gastá-lo?


Estava aqui a pensar nisso, depois de ver a cara do Peseiro, ontem à noite, depois de ter perdido o jogo, em Alvalade. Sofrer aquilo que ele sofre, sabendo que não há quem goste dele, para levar o envelope com o salário para casa, no fim do mês, não é para todos. 
Por exemplo, o meu pai gostava tanto de trabalhar que não sentia qualquer desconforto ao fazê-lo. Já, pelo contrário, quando tinha que gastar o (pouco) dinheiro que tinha era como quem lhe rasgava as tripas a sangue frio. 
Tudo é relativo, nesta vida. O Cristiano Ronaldo ganha tanto dinheiro – cerca de 8 milhões/mês – que nem sabe dar-lhe valor. Já os penduras que andam á sua volta vêem-se obrigados a engolir muitos sapos para levar a água ao seu moinho e sabe-lhe a boca a fel, quando pensam nisso. 
Aliás, para vos ser sincero, o dinheiro é um grande problema, quem o não tem vê-se aflito para o arranjar e quem o tem vê-se mais aflito ainda para o guardar. Feliz daquele que consegue encontrar o seu caminho na vida renegando o vil metal. 
Viver como o Adão, no Paraíso, estender a mão para colher uma fruta quando tem fome, não sentir frio, nem estar sujeito a qualquer doença, descansar sem estar cansado, dormir sem sentir sono e ... apalpar a Eva sem fazer pecado. 
Neste mundo cão, tão diferente do de Adão, há doença, há frio e há fome. Quem tem dinheiro vai conseguindo, bem ou mal, resolver os problemas daí decorrentes, quem o não tem entra naquela dicotomia das “duas coisas podem acontecer”. Ou aguenta e sobrevive, ou não aguenta e vai-se abaixo das canetas. 
Se se for abaixo, está o problema resolvido, se não for, duas coisas podem acontecer.
E por aí fora!
N.B. - Passei a última meia hora sem ligação à internet e para entreter o tempo, pus-me a escrever, no Word, aquilo que me vinha á cabeça. E eis o resultado!