segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Para compensar!

Domingo sem missa e cozido sem chouriça, são duas coisas que não podem acontecer. Quase como o meu blog passar um dia sem ter uma publicação. É difícil, mas por vezes acontece, tal como acabou por acontecer ontem, dia 19 de Agosto, deste ano da graça de 2018. Para vos compensar da minha ausência, hoje há 3 publicações, qual delas a melhor.


Na primeira foram os «Mossos de Esquadra» que estiveram em primeiro plano. Na segunda o Pedro Guerra, mas pela negativa. Nesta é o meu contemporâneo Pêquêpê que ocupa a ribalta, por ter partido desta para melhor, sem nada que o fizesse adivinhar.
Quando eu era rapazote - como cantava o saudoso Zé Viana - e tinha a mania de ir ás corridas, gostava de ver o Pedro derrapar na curva do Castelo, em Vila do Conde, e rezava, eu o resto da assistência, para que o seu carro capotasse, pois era para isso que pagávamos o bilhete. O dele ou o de qualquer outro corredor, nós queríamos era muita chapa amolgada. Embora sem querer que ao piloto acontecesse algo de mal.
A partir de ontem, o Pedro passou a acelerar lá em cima, para gáudio de quem lá está com ele! Talvez haja também, lá no céu, alguém que reze para ele se despistar, com a certeza de que não correrá o risco de morrer uma segunda vez!

Como sair desta?

Começo a sentir uma certa vergonha de pertencer ao mesmo clube desta avantesma que parece ter engolido uma grafonola! Desde que ele e o Manel Serrão invadiram os estúdios da TVI para comentar o futebol, virou-se o mundo do avesso. As pessoas que gostavam de assistir ao «Domingo Desportivo» dos velhos tempos da RTP, arregalam os olhos de espanto sem compreenderem como se pôde chegar a isto. Se a TVI pensa que está a ganhar audiências com este tipo de gente e de programas, bem pode ir tirando o cavalinho da chuva, não tarda ficarão às moscas.


Os outros canais não estão em melhor estado. Quando os comentadores insistem em afirmar coisas que os espectadores sabem ser mentira, começam os televisores a ser desligados ou, em alternativa, escolher outro programa, nem que tenham que levar com a Cristina Ferreira e o Goucha.
Vão rareando os David Borges, Ribeiro Cristóvão, Joaquim Rita ou João Gobern que ainda medem o que dizem e não soltam alarvidades a cada batida do coração. E eu que gosto tanto da bola, mas redondinha e sem efeitos por fora, já não sei o que fazer da minha vida. Os presidentes dos clubes estão uma desgraça, veja-se o do Sporting. Os treinadores já falam mais do que treinam. E os comentadores, como acabei de referir acima, esbardamerdam-se todos.
Assim ... não contem comigo!

À lei da bala!

Un hombre armado con arma blanca ha accedido esta mañana a la comisaría de Cornellà con el objetivo de atacar a los agentes. El agresor ha sido abatido. Los hechos han sucedido poco antes de las 6 de la mañana


É assim mesmo, chumbo neles!
Se em todos os países da Europa fizessem o mesmo haveria muito menos problemas com essa cambada de "infiéis"!

sábado, 18 de agosto de 2018

Um perfeito exagero!


Das 17 às 21 são 4 horas seguidas a olhar para o televisor! Nunca vi tanto futebol na minha vida, mas hoje vai ter que ser! Às 17 estreia-se o Ronaldo na Liga italiana e não posso perder e às 19 joga o meu Benfica e, isso nem se discute, tenho que ver.
Tenho que arranjar uma cadeira confortável, senão vou ficar com o cu em ferida!
Há coisas piores, posso garantir-vos. Nestes 74 anos que já levo de vida, vi muitas coisas estranhas por esse mundo de Deus. E também já aguentei biscates maiores que esse. Já vos contei aquela de eu ir à missa dos Adventistas do Sétimo Dia só para arranjar namorada? E ser comido vivo por milhões de melgas, nas margens do Lago Niassa, sem poder soltar um ai?
Mais vale assistir à bola! E com uma cervejinha na mão e um pires de amendoins, até se esquece o incómodo! Vamos lá cambada. Aqueles que, realmente, gostam mesmo da bola vão fazer o mesmo que eu e reservar o final da tarde deste sábado para dedicar ao desporto-rei.
Força, Ronaldo, cada pontapé na bola cada milhão a mais na conta bancária!
Força, Benfica, os "inimigos" querem ver-te de rastos, mas isso não acontecerá!

Terra do Romeu e Julieta!

Verona, cidade onde se estreará CR7 pela Liga Italiana, é muito bonita. Eu já tive o prazer de por lá passar algumas vezes e até passar alguns fins de semana. Mas melhor do que perder tempo e gastar o meu latim com explicações que ficariam sempre incompletas, é melhor que cliquem neste link e vejam as lindas imagens que este site nos/vos oferece.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Perdido no Almograve!


Tentei todos os truques que conheço. Ampliei a fotografia, recorri até a uma lente de aumentar que tenho na gaveta, aqui ao meu lado, mas sem resultado, não fui capaz de identificar o compadre Eduardo entre os veraneantes. Mas sei que ele está lá, pois foi ele próprio que mo disse e não tenho razões para desconfiar que me queira enganar.
Se fosse mais perto, ia lá confirmar pessoalmente, mas são muitos quilómetros que não tenho coragem de fazer. Paciência, fico à espera que ele regresse.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

A «Festa da Póvoa»!

Desde pequeno que ouvia falar na festa da Póvoa, sem saber o que isso de facto significava. Aos 18 anos fui para a Marinha, andei por lá 6 anos, e só depois disso soube o que é de essa tal festa, pois pouco tempo depois de abandonar a Briosa, casei-me e aqui fiquei a morar, nesta pequena cidade à beira-mar, onde o vento nunca deixa de soprar.
Pequena ela era, quando aqui cheguei, há quase 60 anos, mas depois começaram as nascer prédios por todo o lado, uns muito altos, outros nem tanto e acabaram com todos os espaços verdes, num raio de 5 quilómetros à volta da cidade. Culpa dos agentes imobiliários, cuja gula não tem limites, mas principalmente da Câmara Municipal que, a troco de umas gorjetas e favorzinhos, se deixou alinhar nesse verdadeiro atentado ao bem-estar público. Infelizmente, é a mesma coisa que se passa em todo o lado, em especial junto às praias. Nada de novo, portanto.
Quanto à festa que hoje se celebra, convergem para a Póvoa muitos milhares de visitantes de todas as aldeias, vilas e cidades num raio de 30 quilómetros, o que faz com que os poveiros aproveitem a oportunidade para fugir daqui a sete-pés e dar o tal passeio muitas vezes adiado. Eu mesmo fiz isso anos a fio, enquanto os meus filhos me acompanhavam ainda, Preparávamos a cesta do piquenique e logo de manhã afastávamos-nos da Póvoa 20 ou 30 quilómetros. Ao fim da tarde, era uma alegria regressar a casa, pois as enormes filas de trânsito iam todas em sentido contrário, rumo a Viana, Barcelos, Braga, Guimarães, Famalicão, Porto, Santo Tirso e por aí fora.
Hoje estou em paz com o mundo e não preciso de sair de casa. Os meus filhos construíram o seu próprio ninho e eu não tenho quem me impeça de "hacer la siesta" ou outro desporto qualquer que me passe pela cabeça. Hoje, por exemplo, tenho ali uma carrada de carapaus para grelhar, uma garrafa de litro de verde tinto para os obrigar a nadar pela goela abaixo e depois desse grande esforço só me vai apetecer esticar ao comprido e passar pelas brasas.
Das ist alles - como diz o alemão e que podeis traduzir por - tenho dito!


Quarta-feira, 15 de agosto, às 11h00 haverá uma Eucaristia Solene, animada pelo coro paroquial com música instrumental. A principal atração do dia, e do evento, é a imponente procissão de Nossa Senhora d´Assunção, considerada pela organização como a mais rica e sumptuosa do País. Este ano, a procissão parte da Igreja da Lapa às 16h00 e integrará a GNR (a cavalo), a Fanfarra dos Escuteiros de Ronfe e as Confrarias e Irmandades da Póvoa de Varzim.
O cortejo religioso percorrerá o seguinte itinerário: Rua 31 de Janeiro, Largo Elísio da Nova, Rua João Dias, Rua da Junqueira, Rua da Alegria, Rua António Graça, Rua Elias Garcia, Avenida dos Banhos e Avenida dos Descobrimentos até à Lapa, onde termina. À passagem da procissão pela marginal poveira, frente ao porto de pesca, os andores serão virados para o mar, altura em que serão lançados milhares de foguetes em saudação à virgem padroeira dos pescadores.
Às 21h45, o Rancho Tricanas da Lapa atua no Largo António Nobre.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

SLB!

Dos turcos já nos safamos!
Na próxima terça-feira teremos que nos amanhar com os gregos!
É assim a vida, não se pode adormecer à sombra da bananeira!
A sorte não aparece por milagre, dá muito trabalho!

De gaita na mão!


Por esta é que eu não esperava! O pessoal, em Paris, saca da gaita e põe-se a urinar, com os turistas a passar e passear à sua volta. Nem mais, nem ontem, assim mesmo e sem vergonha nenhuma. Alguns homens talvez o façam mesmo para desafiar as regras estabelecidas. Há gente que é contra tudo, assim como também há quem tudo aceite. Mundo cão.
Há quem defenda que a doença da próstata (HBP) que afecta um em cada três homens, é a responsável por esta medida do "Maire" de Paris, o qual entende que os homens com essa doença sofrem de incontinência urinária e não quer que eles andem a mijar pelas esquinas, o que está a acontecer. Melhor num sítio preparado para o efeito do que num canto qualquer escolhido pelo aflito.
Se calhar até tem razão, mas os urinóis deveriam ter um resguardo qualquer, talvez uma sebe de arbustos, ou um biombo de plástico ou vidro fosco. Qualquer coisa que disfarce aquela posição que todos reconhecem a milhas de distância.
Eu não sou muito esquisito, mas não gostaria de ver uma neta minha aproximar-se e perguntar:
- Avô, que estás aí a fazer com a pila na mão?

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Os irmãos do meio!

Hoje é o dia internacional dos irmãos do meio.
Isto não podia faltar, já que há dias para tudo e mais alguma coisa. Um dia vão lembrar-se que há homens cujo pénis, em total erecção, não chega a 10 centímetros e pensando na tristeza que preenche o seu dia-a-dia vão instituir o «Dia internacional da micro-pila». Não sei se isso lhes trará alguma alegria, ou se os mergulhará numa depressão maior ainda, mas ficarão a saber que alguém pensa neles naquele dia especial.

O irmão do meio fica sempre na sombra dos outros

Bem, mas indo ao que interessa, hoje é o dia dos irmãos do meio e isso levanta um problema delicado. Porque há muitas famílias que optam por ter apenas dois filhos, de preferência um casalinho, e encerram logo a fábrica uma vez conseguido esse objectivo. Nesses casos há um mais velho e outro mais novo e nenhum deles tem direito a este dia.
Pelo que dizem os psicólogos que se dedicaram a estudar este caso, há grandes vantagens em ser o do meio. O mais velho exige os seus direitos com todo o vigor, o mais novo suplica para não ser esquecido, enquanto que o do meio está noutra, o que quer é divertir-se, fazer o que lhe dá na real gana, enquanto os seus irmãos bulham por tudo e por nada.
Isso faz com que o irmão do meio aprenda a ser conciliador, simpático, negociador e goste de correr riscos, além de muitas outras coisas que eu não tive paciência para memorizar ou copiar para aqui. De qualquer modo fica o recado, se és irmão do meio dá graças a Deus, porque hoje é o teu dia e tens direito a exigir ao teu irmão mais velho, assim como ao mais novo, que te dêem os parabéns.
Bem diz o velho ditado, no meio é que está a virtude! 

sábado, 11 de agosto de 2018

Os calhaus que têm € e $ e £ !


Li, hoje, nas notícias que o mais rico industrial do Reino Unido está a pensar mudar-se para o Mónaco, tudo por causa do regime fiscal que é mais vantajoso. Pus o meu bestunto a funcionar e lembrei-me, de imediato, que há outro "calhau flutuante", em que também dão essas facilidades, mas tem um grande contra, pertence ao Reino Unido. Portanto, a solução é voltar as costas às terras de Sua Majestade a Queen Elisabeth.


O outro calhau a que me refiro é, como se percebe, Gibraltar que também é conhecido como «The Rock». Segundo me confidenciaram as más-línguas deste país, foi aí que o nosso "grande amigo" Zé Pinóquio foi esconder os primeiros milhões que conseguiu mungir da vaca leiteira, cujas tetas nunca secam, que dá pelo nome de "Política".
Mas o british capitalist prefere o Mónaco, pois o Príncipe Alberto promete poupar-lhe uns milhões em impostos se ele ali fixar residência. E casa já ele lá tem, segundo me contaram também as tais más-línguas que não perdem uma ocasião de bisbilhotar a vida alheia.


E, lá de cima, das alturas do rochedo mediterrânico, de onde se avista Ceuta, cidade africana que já foi portuguesa e agora é espanhola, o macaco admira a paisagem e deve estar a pensar que melhor fariam os homens em levar para ali bananas e amendoins, em vez de libras, dólares ou euros.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Duas coisas!

Depois desta primeira jornada disputada em casa, há duas coisas que ninguém pode negar.
- A primeira é que o Benfica está em em primeiro lugar.
- A segunda é que o Pizzi é o melhor marcador da Liga.
O resto ... virá a seu tempo!

A primeira a doer!

Já tirei o cachecol da gaveta, onde ficou bem guardado, desde Maio, e vou pôr-me a caminho do estádio. Quero chegar cedo e livrar-me de confusões que os rapazes do Vitória são muito "acelerados" e não vêm com ideias de perder. Do meu lado vejo um Rui Vitória preocupado com conversas laterais e muito nervoso com as perguntas dos jornalistas e isso não me deixa nada sossegado.
Vamos com calma, Rui que esta vida são três dias!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Estamos quase a meados de Agosto!


Felizmente! E porquê? Porque o verão já vai a meio. Ou seja, a época de incêndios também já vai a meio. E, felizmente, só o recente incêndio da Serra de Monchique pode chamar-se de grande incêndio. Claro que tem havido incêndios, um pouco por todo o lado, mas os bombeiros têm dado boa conta disso. Podemos dizer que são os acidentes de percurso a que já estamos habituados.
E há uma segunda razão que me alegra por o mês de Agosto já ir a meio, as transmissões televisivas que assim perderão a fartura de horas de programação à conta da GNR, dos Bombeiros e da Protecção Civil. É que já ninguém aguenta tanta conversa à volta de uns quantos pinheiros e outros tantos eucaliptos que se transformaram em cinzas. Azar deles e de quem os plantou, a mim não me doeu nada.
Eu sei que posso sempre desligar a televisão e não aturar aquelas parvoíces de quem vai para o terreno comentar um assunto que não merece qualquer comentário e, para além do mais, sem qualquer jeito para o fazer. Mas falta-me o noticiário! O que se passa na Venezuela? Que anda o Trump a tramar? E a Theresa May, vai com o Brexit para a frente ou desiste? E Angola, como estão as coisas nesse país em que vivem tantos portugueses? E o aquecimento global? Que se passa com as focas do polo norte e os pinguins do polo sul?
Porra! Fiquei sem notícias por conta de um incêndio de merda que não me diz nada! Que há muito boa gente a lucrar com os incêndios eu sei, mas também sei que há quem fique prejudicado, a começar por mim.
Que venha depressa a chuva e o frio de inverno a ver se isto muda para melhor!

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

O futebol está de volta!

O Benfica deu, hoje, o pontapé de saída na época 2018/2019. Ainda por cima numa prova que pode dar-lhe 43 milhões, independentemente de ganhar ou não, basta classificar-se para a prova. Metade está feito, embora seja a metade mais fácil. Hoje, foi uma vitória curta por 1 a 0, na próxima semana joga-se a segunda mão e logo se verá.
O mercado de transferências não está ainda encerrado e muita coisa pode acontecer se o Benfica falhar a classificação para a prova dos campeões. O mais certo será vender o Rúben para ir buscar os 40 milhões que faltam no orçamento para a época. E depois há o jogo do empurra com o Jonas que não se sabe ainda se vai ou fica.
Os dois avançados novos, Ferreyra e Castilho jogaram hoje, o primeiro como titular e o segundo como suplente. Ou não valem nada ou têm ainda muito que aprender com o Rui Vitória. Renderam muito pouco, especialmente o Ferreyra que falhou na única oportunidade que teve para marcar um golo. O Castilho esteve pouco tempo em campo, mas conseguiu pôr a defesa às aranhas e duas ou três oportunidades.
De resto pouco mais se viu. Os mesmos Pizzi, Fejsa, Salvio, Cervi e até André Almeida do costume, com uma cara nova na baliza, Odisseyas, o alemão de origem grega que tomou o lugar de Varela. Temos que esperar mais algum tempo e ver como progride o treino da equipa, pois o que vi hoje não chega para fazer grande coisa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Um fenómeno!


O meu encontro familiar de ontem foi um fenómeno em vários aspectos. Do ponto de vista do convívio, embora tenham faltado muitos dos convidados, não poderia ter corrido melhor. Já do ponto de vista dos comes e bebes não havia a mínima hipótese de ter corrido pior. Comida insuficiente e de má qualidade. Não quero criticar quem organizou, pois talvez se tenha preocupado em demasia com o preço a pagar e cada um sabe do seu bolso.
Mas o maior fenómeno de todos foi o vinho que bebemos. O grupo era composto por cerca de 30 pessoas. A minha mulher e eu bebemos uma garrafa de maduro tinto. Os outros todos beberam apenas duas garrafas de branco. E acho que me não engano se afirmar que só houve dois comensais que beberam cerveja.
Nunca, em tantos convívios em que participei, vi tal coisa. Parecia um campeonato para ver quem bebia menos. Ou estariam todos com medo da polícia?

domingo, 5 de agosto de 2018

Fuga para a água!

Mbuna Bay, meia dúzia de kilómetros a sul de Metangula.

Lá ao longe Meponda, terra conhecida de muitos combatentes
da Guerra Colonial que por ali passaram a caminho do norte.

Em Moçambique também faz muito calor que bem me lembro disso, mas já não consigo recordar se era mais ou menos intenso do que aqui vivemos nestes últimos dias. Diria que 35º era a temperatura máxima sentida nas margens do Lago. E ao mínimo sinal de excesso de calor, um mergulho para as águas límpidas do Niassa resolvia o problema.
Muitos portugueses - e outros que por cá andam - têm feito o mesmo, desde quinta-feira passada. Rios, albufeiras, lagos e lagoas servem para o efeito no interior, enquanto que no litoral é o mar que serve de abrigo aos encalorados.
Eu ainda não mergulhei em lado nenhum, tenho-me aguentado. E dizem que amanhã já não será preciso, talvez até precise do casaco para sair à noite. Hoje, talvez mergulhe num mar de verde tinto, pois tenho um almoço de família e alguma coisa se terá que beber para matar a sede.
Depois vos contarei o resultado da experiência!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A meu pedido!

Primeiro, leiam a minha publicação anterior. Só depois devem olhar para esta imagem.


Farto do calor que senti ontem e vai permanecer até domingo, encomendei uns dias fresquinhos para a próxima semana. Sei que haverá muita gente que não vai gostar, especialmente do vento a rondar os 50 kms/hora, mas não se pode agradar a gregos e a troianos!

É assim mesmo!

É isso, quem quiser ver o sol tem que pintá-lo num papel.
Está uma autêntica estufa.
Estamos fechados numa bolha de ar quente.
Não há vento e as nuvens baixas não deixam o ar quente subir.
O remédio é ir consumindo bebidas frescas.
E esperar que o tempo mude.
Vai ser assim todo o fim de semana.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Maconde - Triste fim !


Hoje é o primeiro dia do mês de Agosto. Há 47 anos era domingo e a minha cabeça fervilhava com a ansiedade de começar a trabalhar, no dia seguinte, no meu novo emprego, depois de ter regressado da minha curta experiência como emigrante, na Alemanha.
A Maconde, quando lá entrei no dia 2 de Agosto, era uma pequena empresa com pouco mais de 200 pessoas. Quando de lá saí, em 2003, tinha uma área construída 5 vezes maior e cerca de 1.100 pessoas, lá dentro, a dar o corpo ao manifesto. E ainda uma fábrica, em Braga, com 600 pessoas, outra na Maia, com 150 pessoas, outra na Póvoa, com cerca de 100 pessoas, para além da Macmoda e da Tribo que funcionavam de modo independente. No seu ponto mais alto, por alturas da viragem do século, o pessoal da Maconde - comigo incluído - atingiu as 2.750 pessoas.
Assisti e participei no seu crescimento, passo a passo, durante os 25 anos seguintes. Depois disso, começou a descida da ladeira até ao colapso total. Lembro-me ainda das palavras do meu primeiro director que dizia:
- Silva, isto das confecções, em Portugal, vai durar mais 10 anos. Vamos ganhar o máximo possível e depois quem cá estiver verá.
Ele já lá não estava. Um ano depois desta conversa foi posto na rua para dar lugar ao filho do patrão, acabadinho de sair da universidade. Mas com os sucessivos adiamentos do fim anunciado do Acordo Multifibras que proibia a importação de têxteis de países terceiros, conseguimos esticar e manter o negócio por outros 10 anos. Depois disso tivemos que nos vergar à força da globalização e foi o princípio do fim.
No vídeo que acompanha estas palavras podem ver o estado lastimável a que chegaram os edifícios. Os amigos do alheio desmontaram portas e janelas e levaram tudo aquilo que podia ser trocado por meia dúzia de patacos. No fim chegaram-lhe o fogo.