quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Olha que dois!


O Bruno de Carvalho anda a ver se os entala por causa do que fizeram no Sporting. Juntos foram para o Algarve à procura de petróleo, mas parece que o negócio não vai para a frente. O Sousa Cintra que por acaso é um dos filhos da minha escola) já andou pela construção civil, meteu-se nas águas, mudou-se para a cerveja e acabou, ou queria acabar, no petróleo e gás. Ideias não lhe faltam, o sucesso é que parece fugir-lhe a cada passo que dá.
Segundo as notícias de hoje, foi o governo do Passos Coelho que lhe passou a licença de exploração no Algarve. Numa altura em que, por razões de protecção ambiental, se desaconselham novas prospecções e se aposta na reconversão da indústria automóvel para os carros eléctricos, a concessão dessa licença parece um erro crasso. Cabe ao actual governo cancelá-la e ver se se livra de pagar uma indemnização de alguns milhões por isso. Até pode ser só isso que os dois "melros" procuram.
Como defensor do meio-ambiente eu sou contra o consumo do petróleo sempre que haja uma alternativa. Há coisas onde não é possível evitar, mas nos automóveis começa a avistar-se uma luzinha ao fundo do túnel, a electricidade. Li em qualquer lado que um dos países nórdicos, acho que a Suécia, tenciona proibir todos os carros não eléctricos a partir de 2030. Ah, valentes, é assim que eu gosto.
E então a solução de futuro é:
1) Carros eléctricos nas cidades.
2) Carros de tracção animal nas zonas rurais.
E vai ser implantado nos limites citadinos um novo sinal de trânsito (copiando aqueles que hoje existem para delimitar a zona tarifária dos táxis) em que aparecem duas setas, uma virada para o centro da cidade e a outra em sentido contrário. E com o sinal de faísca na primeira e um cavalo (ou uma ferradura) na segunda.


Daqui a 14 anos ainda só terei 86 anos de idade e devo andar por cá para apreciar isso. Troco o meu Ford Mondeo de 130 cavalos, se ainda não tiver ido para a sucata, por uma caleche de um cavalo só e fica o planeta a ganhar. E ao estimado filho da escola (que aparece lá em cima, do lado esquerdo) recomendo que volte ao negócio das águas que é muito mais saudável e tem mais futuro que o da gasolina. Penso eu de que!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Assunto não falta!

Tal e qual como as dores que me afligem neste momento.
Quando não se sabe do que falar, toma-se a meteorologia como tema. O meu meteorologista tem andado a prometer chuva para um dos próximos dias, mas é um azarado de primeira ordem, ainda não acertou. Esteve marcada para sábado, depois passou para domingo e chegamos a segunda sem ver uma pinga a cair. Em crise de confiança, marcou-a, agora, para esta noite. Diz que vai começar logo depois da meia noite e durará até amanhã, depois do almoço. Deus queira que ele acerte, pois por aqui o índice de humidade no solo está muito próximo do zero.
Um passo em frente, marche!
No primeiro parágrafo falava de dores e é delas que escolhi falar hoje. Devido a uma série de acontecimentos que não vale a pena estar aqui a relatar, fui obrigado a mudar de médico de família. Marcou-me a primeira consulta para as oito horas da manhã desta terça-feira, hoje. Como sou para lá de pontual em tudo o que faço, apresentei-me lá às 07.45 horas. Abriram-me a porta 20 minutos depois, comigo já a deitar fumo pelas narinas, e quando cheguei ao guichet de atendimento disseram-me que a médica estava doente e seria substituída por outra.
Isto começa mal, pensei eu! Mas afinal não tive de que me queixar, a médica que me atendeu foi super atenciosa, passou comigo mais de uma hora, quis saber toda a minha história, mudou-me a medicação, fez-me uma análise à urina e outra ao sangue, uma inspecção cuidados aos pés por cauda da maldita diabetes e convenceu-me a tomar mais uma vacina que custa 50€ (aqui fiquei na dúvida se ela estará a defender a minha saúde ou os interesses da farmacêutica que produz a vacina, mas tenho que dar-lhe o benefício da dúvida) que vai garantir que eu não morro com uma pneumonia. Vacina com garantia vitalícia, disse ela.
Já cheio de andar em cima dos meus pezinhos, tive que acompanhar a cara-metade na compra do bacalhau. Como já não me sentia com pedalada para o Pingo Doce, agarrei no primeiro que vi pendurado na montra de uma mercearia do meu bairro. E acho que não escolhi mal, gostei do peixinho de 5 kilos e assim fica o lucro cá na vizinhança. E resolvi a coisa com meia dúzia de passos.
Pensava que as minhas atribulações tinham terminado para hoje, mas fui recambiado para o LIDL, à procura de comida para gatos e mais umas coisinhas que faziam falta cá em casa. Depois de percorrer as prateleiras, esperar uns minutos de pé ao pé da caixa, e depois arrumar as coisas no carro já sentia os pés em brasa. Mas faltava ainda muito para o meu martírio terminar. Tinha que ir até casa descarregar os sacos das compras e procurar um lugar para estacionar o carro, coisa que rareia por estas bandas e me faz andar mais uns mil metros extra.
Pois, se estavam à espera que terminasse aí o meu sofrimento, enganam-se redondamente. Faltava-me ainda ir ao banco e aos correios tratar de um documento para fazer a «prova de vida» que a minha seguradora me pediu com urgência, pois se tinha esquecido de o fazer durante o mês de Outubro, como vem sendo habitual. Cerca de 500 metros até ao banco, 15 minutos de descanso à espera do milagroso papelinho que me garante uma pensãozita extra uma vez por ano, por alturas da Páscoa, e mais 200 metros até aos correios para despachar a encomenda. Mais 700 metros no regresso a casa, onde cheguei a arrastar os pés e a amaldiçoar a minha sorte.


O estado físico em que me sentia fez-me lembrar da primeira prova a sério que fiz nos fuzileiros, durante a recruta. Eram 11 kms corridos com a maneliken ao ombro, fato macaco, botas de borracha  e que terminavam com a travessia do lodo, vindo do lado da seca do bacalhau e terminando mesmo no meio da Parada de terra batida, ao lado dos barracões pré-fabricados em que tínhamos as aulas teóricas. A diferença é que nessa altura e depois de um banho refrescante, eu FICAVA COMO NOVO!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ainda o futebol!

Na Liga dos Campeões herdámos o Borussia Dortmund, legado pelo Sporting depois da sua queda desta prova onde só cabem os 16 melhores da Europa. Lá nos haveremos com ele, espero eu, sem envergonharmos o futebol lusitano. Como diz o outro, cada um tem aquilo que merece.
Daqui a um bocadinho já saberemos se o Ronaldo vai ou não levar mais uma bola de ouro para a Madeira. Para nós - e é assim mesmo que deve ser - ele merece tudo, é o maior. Uma espécie de Afonso Henriques que conquistou Portugal aos mouros, um Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia ou um Luís de Camões que escreveu o maior poema épico de todos os tempos, em suma, um herói nacional. Dêem-lhe lá a bola que ele merece!


A Ballon d’Or foi criada pela revista France Football em 1959, e até 2009, inicialmente com os jornalistas a escolherem o melhor jogador europeu, depois de 1995 o melhor jogador a actuar na Europa e, a partir de 2007 a considerar todos os países do mundo.
Eusébio recebeu o galardão em 1965 e ficou em segundo lugar no ano seguinte, enquanto Luís Figo venceu em 2000, ano em que trocou o Barcelona pelo Real Madrid.
Cristiano Ronaldo recolheu a sua primeira Bola de Ouro em 2008, meses após ter ganho a primeira Liga dos Campeões, quando ainda representava o Manchester United.

domingo, 11 de dezembro de 2016

O Derby!


Isto do derby não é coisa de hoje, mas a cada ano que passa se torna mais acirrado e se não tomarmos cuidado qualquer dia ainda vai haver mortos. Culpa de quem joga fora das quatro linhas, pois os artistas que se movimentam dentro delas vão fazendo os possíveis por fazer render o seu espectáculo. Como se viu hoje no Estádio da Luz.
Até o Jesus reconheceu que foi um grande jogo, que se enfrentaram duas grandes equipas e, finalmente, não dirigiu nenhum insulto ao treinador do Benfica. Já era tempo de isso acontecer!
Já existem opiniões para todos os gostos, penalties que não foram marcados, cartões amarelos que ficaram por mostrar e árbitros que não dão uma para a caixa. Mas eu não quero saber disso para nada, o que conta é o resultado que se verificava quando o soou o apito final. E esse é-me favorável sem sombra de dúvidas. Sei que vou passar a semana inteira a ouvir piadas por causa dos penalties que o árbitro não viu, mas já estou preparado para isso.
Quanto ao jogo em si mesmo, o Benfica entrou um pouco distraído e durante os primeiros vinte minutos viu-se às aranhas para segurar o Sporting. Mas depois disso e até à entrada do Campbell dominou o jogo por completo. Um tanto estranhamente, o Campbell veio mudar o jogo de forma radical, pondo num oito a defesa do Benfica do lado esquerdo. E aconteceu o golo do Sporting e podíamos em poucos minutos ter perdido o jogo. Felizmente aguentámos e conseguimos reequilibrar o jogo de novo.
Nós estamos na frente e isso é que importa. Vamos esperar até à visita do Sporting ao Estádio do Dragão, no início da segunda volta, para ver como fica a situação entre eles. Os jogos que vão acontecer até essa altura podem trazer algumas mudanças ou talvez não, mas espero que o Benfica se mantenha firme rumo ao título. Neste momento a situação é-nos favorável, como se pode ver abaixo:

Força Benfica!!!

sábado, 10 de dezembro de 2016

Futebol? Hoje não!


Amanhã teremos tempo suficiente para isso!
E espero que tenhamos boas razões para nos alongarmos sobre o assunto.
Por agora, limitem-se a sonhar com o Natal e outras coisas boas que a vida nos oferece.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Tenho que a aturar!

A ex-ministra da agricultura Assunção Cristas tem falado de tudo e mais alguma coisa, mas principalmente para criticar (o clássico bota-abaixo) o governo que está em funções. Pergunto-me até que ponto estará ela preparada para tanta conversa. Há dias, vi-a montada em cima de um cavalo, na feira da Golegã, e fiquei curioso sobre como, quando e onde terá ela aprendido a cavalgar.
Nascida em Luanda, já depois do 25 de Abril, chegou a ministra do governo de Passos Coelho, em 2011. Não me perguntem porquê, mas tenho a sensação que saltou uns quantos degraus na sua formação política. É apenas uma ligeira sensação, mas não me sai da cabeça. Ela é formada em Direito, como a maioria dos "penduras" que enchem o hemiciclo da Assembleia da República e não lhe reconheço autoridade nem conhecimentos para falar daquilo que fala.
Antigamente eram os anciãos da tribo, por serem os mais velhos e experientes, que se reuniam para discutir e resolver os problemas da comunidade. Foi assim desde a Pré-História até há apenas alguns séculos, mas de repente qualquer rapazola se sente suficientemente ilustrado para discutir os gravíssimos problemas com que se depara a nossa sociedade. Fica-me a sensação de estarmos a errar no caminho, mas, como digo, é só a sensação. A nossa ex-ministra é casada, tem 4 filhos, mas ainda só tem 42 anos. E entrou no governo do amigo Passos com apenas 37 anos.
Tudo isto me faz muita confusão e quando a vejo criticar o actual governo e afirmar que vamos por mau caminho dá-me uma volta nas tripas que não queiram saber. E por agora é tudo, deixo-vos com duas imagens da dita cuja e o meu sarcasmo.

Com este ela fez amor e nasceram 4 filhos

Com este ela fez merda durante 4 anos

Thanks God, it is friday!
Para todos um bom fim de semana!

Perlim pim pim!


Festejos de Natal em Santa Maria da Feira. Tudo começou com um presépio ao vivo e este ano vão transformar o castelo na «Casa da Cinderela». Vai lá estar o Pai Natal com o seu trenó e as respectivas renas para o puxarem. Tudo a bem do turismo e das receitas que isso possa criar para o município. O presidente da câmara anda todo eufórico, mas também preocupado com o bem-estar dos visitantes que prometem ser aos milhares e se vão atropelar para terem direito à visita.
Quem lá não vai sou eu que sou avesso a confusões. E como se prevê uma grande enchente ninguém vai dar pela minha falta. O Natal aproxima-se a passos largos e ainda não comprei o bacalhau. Ontem meti o nariz no Pingo Doce e a fila era tão grande que dei meia volta e desapareci como o fumo em dia de vento. Mas terei de lá voltar, pois sem bacalhau não há natal.
Bom dia para todos e divirtam-se que o verão de S. Martinho ainda promete durar mais uns dias.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Recado ao Rui Vitória!

Quando se vai à caça do leão é preciso ter a arma certa e boa pontaria. Ou se lhe dá um tiro certeiro nos miolos e fim do problema, ou, se ele fica apenas ferido, o problema será nosso para encontrar um buraco onde nos possamos esconder.


Ora, depois daquilo que se passou, ontem, em Varsóvia, o leão está ferido e vai esfarrapar-se todo para deitar as garras ao seu velho inimigo. Já o vejo, com os olhos injectados de sangue, a dirigir-se para o Estádio da Luz pronto para se vingar de todo o mal que lhe fizeram.
Espero que o Rui Vitória esteja atento e saiba como neutralizar a fúria do nosso adversário. Do seu ataque não tenho grande receio, felizmente o Slimani rumou a outras paragens e esse era, de facto, um perigo. Mas do nada surgiu o Gelson que é jovem, corre como uma gazela e temos que arranjar alguém que consiga segurá-lo. Com o lado esquerdo da nossa defesa todo roto não vai ser tarefa fácil. Talvez fosse aconselhável jogar com 5 defesas, à moda antiga, e meter o Jardel em vez do Luisão que está velho demais para estas corridas. O treinador é que sabe, ou é suposto saber, mas o segredo do sucesso está em travar o Gelson do lado esquerdo.
E no ataque é tudo ao molho e fé em Deus. Se a nossa defesa não jogar muito recuada poderemos ter seis atacantes em cima deles quando a bola chegar à sua área. Medindo bem as coisas, talvez pondo o Pizzi a jogar no lugar do Salvio (que anda um bocado por baixo) possa ser uma boa solução. Com o Gonçalo a ponta de lança, o Rafa como 10 e o Cervi pela esquerda talvez fôssemos capazes de passar a certidão de óbito ao leão de uma vez por todas. Ah, e ao intervalo trocar o Gonçalo pelo Raúl, pois todos sabemos que ele só entra em campo com meio depósito de gasolina e é proibido atestar ao fim dos primeiros 45 minutos de jogo.
E por fim, mas não menos importante, estarei eu na rectaguarda a rezar ao meu santo protector e a acender-lhe as indispensáveis velinhas!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

T'arrenego Satanás!

Já estou a ver o Bruno de Carvalho a suar com esta notícia. São só os putos, mas não é bom sinal. Eu sei que o Leicester deixou em casa metade da equipa e só trouxe uns mancos que não fazem mal a ninguém, mas nunca fiando. Se o Sporting perder o jogo de hoje é o descrédito total do treinador, do presidente e por aí abaixo até chegar ao roupeiro. Nem é bom pensar nisso!


O Sporting perdeu com o Légia de Varsóvia na última jornada da Youth League e colocou o lugar de acesso ao ‘play-off’ em risco. A equipa leonina foi derrotada por 2-0 e pode ser ultrapassada no segundo lugar caso o Borussia Dortmund vença o Real Madrid no outro jogo do grupo.
A equipa portuguesa entrou da pior maneira e aos 3’ minutos já perdia em Varsóvia depois do golo de Mateusz Praszlik. A perder, a equipa de Tiago Fernandes foi à procura da igualdade, mas sem conseguir criar grandes oportunidades de marcar golo.
Na segunda parte, a equipa do Sporting entrou a tentar voltar a entrar no jogo, mas foram os polacos a dobrar a vantagem. Konrad Mihalak foi o autor do tento que deu mais tranquilidade a equipa da casa. Até ao final, o Sporting foi procurando o golo para tentar tirar alguma coisa do jogo perante uma defesa bem organizada do Légia.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

À rasquinha!

Todo o dia às voltas com a cor vermelha das bolinhas (dos azevinhos, etc.) não poderia acabar de outro modo que não fosse a olhar para as camisolas dos jogadores do Benfica. É de benfiquista, vermelho de manhã à noite. Ora vamos lá ao jogo de hoje.


Os rapazes até se portaram bem, hoje, fizeram um bom jogo. E se não ganharam foi porque os outros jogaram melhor. Pois, é verdade, o Benfica jogou bem, mas o Nápoles jogou ainda melhor e por isso não admira que tenha ganho. Nota-se que é uma equipa cujos jogadores estão habituados a jogar uns com os outros, quase poderiam jogar de olhos fechados. Devemos dar-lhes os parabéns.
Valeu-nos o Dínamo de Kiev que deu uma ensaboadela das antigas ao Besiktas e nos ofereceu o 2º lugar no grupo. Há dias assim, acordamos com o cuzinho virado para a lua e a deusa da sorte protege-nos de tudo aquilo que nos pode fazer mal.
O melhor que temos a fazer agora é esquecer tudo isto e pensar a sério no jogo com o Sporting que é o ponto fulcral da nossa guerra. Alguns jogadores do Benfica estão em baixa de rendimento e o troca-troca que o treinador tem feito na avançada não me convence muito. E com a defesa também estropiada, antevejo um jogo muito difícil o que aí vem. Deus queira que os jogadores do Sporting regressem da Polónia todos rotos e sem gasolina para correr atrás da bola durante os 90 minutos. Isto porque a última coisa que eu quero é deixar o artolas do JJ passar para a frente na classificação.
Até domingo tenho muito que sofrer!

Plantas de bagas vermelhas!


Ruscus aculeatus ou gilbardeira,
também conhecida por espanta-ratos

Cerejeira de Jerusalém

Para responder ao António Querido e para que não fiquem dúvidas nos outros leitores, aqui fica a informação relevante para as 3 plantas (mais comuns) que dão bagas vermelhas.
A mais usada nos enfeites de natal é o azevinho. A gilbardeira (segunda imagem) usava-se na minha terra para fazer vassouras para tirar a fuligem das chaminés e teias de aranha dos barrotes do telhado. A cerejeira de Jerusalém (ou de inverno) só a tinha visto nas casas que vendem plantas ornamentais e agora no meio das minhas couves.

Não comer o que não se conhece!

Para vos contar uma história de hoje, vou recuar uns milhões de anos, até ao Paleolítico Superior, altura em que nem sequer o fogo tinha sido ainda descoberto. O «Homo Sapiens» vivia em pequenas comunidades de 20 a 30 pessoas e para se alimentar recorria à caça, à pesca e à colheita de tudo aquilo que a mãe-natureza punha à sua disposição começando pelos frutos. E usava utensílios feitos de pedra lascada, osso ou madeira que eram os únicos que conseguia trabalhar.


Da caça e pesca não vos vou falar, pois todos as conhecem e se não fosse pelas armas de fogo pouco teriam evoluído até hoje. Vou concentrar-me naquilo que consistia em cerca de 80% da alimentação das gentes desse tempo, a recolecção. Recolecção era o acto de recolher tudo aquilo que pudesse servir-lhes de alimento. E aqui começa o problema. Como poderiam saber aquilo que era comestível e o que os poderia matar por envenenamento? Os conhecimentos eram transmitidos de geração em geração e cada comunidade tinha uma espécie de feiticeiro, ou curandeiro, que era o maior especialista na matéria. Mas esse concentrava o seu interesse nas plantas que podiam curar doenças ou sarar feridas e não tanto no que se podia comer ou não.
Para solucionar esse problema cada comunidade tinha uma ou mais provadoras (só as mulheres desempenhavam este tarefa) para testar cada novo fruto ou folha com que se deparassem nas suas deambulações, pois como nómadas que eram não paravam muito tempo no mesmo lugar. A provadora testava o sabor e se este fosse agradável tinha que comer uma certa quantidade e durante alguns dias. Se ao fim desse teste não tivesse morrido, ou sofrido de grande mal-estar, o alimento recebia um nome e estava aprovado.
Já estão a ver o filme, não é? A provadora a mastigar e todas as mulheres e crianças à volta dela para ver quando caía para o lado a espernear com dores de estômago. Os homens nunca estavam por perto, pois andavam ocupados em caçadas que por vezes demoravam muitos dias. E quando caçavam um animal de grande porte, em vez de o carregarem até ao lugar onde se abrigavam, mudavam toda a comunidade de sítio até terem comido ou tratado de toda a carne, as peles e os ossos, pois tudo tinha a sua serventia. Secar ou defumar eram os meios de conservação ao seu dispor e nisso ocupavam a maior parte do seu tempo. Uma autêntica pasmaceira, como se adivinha.


Depois desta pequena lição de antropologia, deixem-me trazê-los de volta à realidade dos nossos dias. Hoje em dia, não há provadoras que corram riscos para nos salvar a pele e se quisermos provar alguma coisa de novo, terá que ser por nossa conta e risco. Pois foi isso que aconteceu comigo, há alguns dias.
No meio da minha horta nasceu uma planta muito bonita cheia de bolinhas vermelhas (quando maduras), em tudo semelhantes a uma que já tive e que dava piri-piris. E u tinha quase a certeza que não era a tal dos frutos picantes, mas ... para ter a certeza absoluta tinha que trincar uma daquelas bolinhas. Tinha que ser eu o provador de serviço, imitando as muitas desgraçadas da Pré-História que devem ter pago com a vida a sua temerária profissão.
E, como estou aqui, bem disposto da vida, a contar-vos a história é porque não morri. Prova superada com sucesso. Mas faltava-me saber o nome da tal planta que, por artes de magia, veio nascer na minha horta. Perguntei a muita gente, procurei na internet e tudo sem resultado. Mas como sou «um cara que nunca desiste» voltei a pesquisar na net, usando combinações de palavras diversas para me guiar e acabei por descobrir. Acreditam que se chama "cerejeira de Jerusalém"? Pois é! E o seu nome científico é «Solanum Pseudocapsicum» para quem estiver interessado. E podem mandá-las vir da China se quiserem, como podem ver pelo anúncio abaixo.


E encontrei o que procurava numa lista de plantas venenosas para porcos. Deve ter sido por isso que não morri, eu não sou porco nem nada que se pareça!

Mamões!


Olá!
Pensam que isto é um vaca?
Não é não. Parece, mas não é!
Ainda não descobriram o que é? Querem que eu vos diga?
É a Caixa Geral de Depósitos!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cuzinho ao léu!

Hoje fui atraído por um artigo que afirma que dormir nu faz bem à saúde. Tem a ver com um estudo que refere 13 razões para se dormir todo nu e uma delas até promete curar os diabéticos. Não custa dinheiro, não é difícil de fazer e abre o caminho a outros exercícios físicos que ajudam a queimar calorias, tudo coisas boas. Acho que vou alinhar nessa moda!


Um estudo, publicado na edição de junho do periódico Diabetes, descobriu que dormir em temperaturas mais frias tem sido associada a melhorar o nosso metabolismo, baixar os níveis de açúcar no sangue e até mesmo prevenir a diabetes tipo 2. Os cientistas descobriram que, quando os participantes passavam mais frio e dormiam quase inteiramente nus, a sua gordura ruim começou a cair dentro de poucas semanas, e sua saúde estava melhorando rapidamente, especialmente nos aspectos metabólicos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um dia de Primavera!

Leio nas notícias que a um sábado de chuva se segue um domingo de chuva. Onde raio acontece isso que aqui na Póvoa parece que estamos em Abril?


Por trás das vidraças da minha varanda (onde me escondo para espreitar o mundo) há sol por todos os lados (menos por baixo). Nota-se ou não? Dei-me ao trabalho de ir buscar a câmara fotográfica para vos poder mostrar que não estou a inventar. E os meus amigos da meteo dizem que assim vai continuar por muitos dias. Ora vejam:


Nem sei se fique contente ou me queixe a quem tem mão nestas coisas. Até me dei ao luxo de pôr em evidência a previsão do próximo domingo, dia 11 em que o Benfica recebe o Sporting e tem que provar que merece ir na frente da classificação, em que prometem que vai cair uma pinguinha. Não é que me faça muita falta, pois aqui é raro faltar a água e também não sou agricultor para sentir falta dela, mas se não chover agora, quando é que vai chover? No verão? É bem capaz, eu já não digo nada!
Assim sendo, vou pegar na mulher (salvo seja) e dar uma volta. Almoçar por aí, entornar uma garrafosa e dar graças por poder fazê-lo sem pensar duas vezes.
Bom domingo para todos! E confiram os resultados das eleições na Áustria. E do referendo na Itália. Daí pode resultar bronca da grossa.

Há dias assim!


Quase morriam do coração, mas no fim acabaram a rir. Uff, devem ter pensado, desta já nos safámos!
Penso que o dia 3 de Dezembro pode vir a tornar-se um novo feriado no Porto, «Dia da Restauração do Estatuto do FCP»!
Vão-se rindo enquanto podem!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Os golos do acaso!

Ontem à noite, não estava com pachorra para fazer mais comentários do que aquilo que podeis ler na mensagem anterior. Mas depois de ter dormido sobre o assunto e ter visto as primeiras linhas dos jornais, já me sinto com mais vontade de soltar os cães ao Rui Vitória.
O Benfica jogou muito mal!
Não sei se é da equipa que ele montou, se é do Pizzi ter sido avisado para não correr riscos e levar o 5º amarelo, se é por causa dos avançados, dos médios ou dos defesas. Só sei que aquele Benfica não foi o mesmo das outras vezes e fez-me lembrar o que jogou com o Porto, ou na segunda parte do jogo com o Besiktas. Mal, muito mal!
Se o Marítimo podia ter ganho? Podia e por um resultado mais alargado do que aquele que aconteceu. Basta lembrar as vezes que eles "comeram de cebolada" a defesa do Benfica para perceber como isso esteve perto de acontecer. E temos ainda que agradecer ao nosso guarda-redes que se esticou quanto pôde para evitá-lo.
No meio desta cegada toda há que dar mérito ao adversário, pois ao pontapé e canelada souberam levar a água ao seu moinho. Pareceu-me que o treinador os preparou muito bem para fazerem uma cobertura homem a homem, escolhendo um jogador para neutralizar o Gonçalo, outro para o Cervi, outro para o Luisão e por aí fora. Viu-se isso muito bem na cobrança dos livres e cantos.
E depois o Salvio não deu uma para a caixa, o Mitroglou não acertou com a baliza uma única vez e as substituições não acrescentaram nada ao jogo. Para não falar no grande desequilibrador da equipa que é o Gonçalo Guedes e que ontem não se viu em campo. Ou seja, uma desgraça pegada do primeiro ao último minuto. Os avançados não fizeram um remate digno desse nome e enquadrado com a baliza. Nos ferros que têm apenas 10 centímetros de largura (contra os 7,8 metros da baliza) acertaram eles várias vezes.
E para terminar, os golos. Três golos acontecidos por acidente puro e duro. O primeiro golo do Marítimo ia direitinho para fora, mas ressaltou na perna de um defesa e foi parar à baliza. Tal e qualmente como o golo do Benfica que tocou no calcanhar do Gonçalo, mudou de direcção e foi, rentinho ao poste, parar dentro da baliza do Gotardi. E, para cúmulo, o golo da vitória dos madeirenses, proveniente de um canto, resultou de um toque na cabeça de um jogador do Marítimo, quando este já ia em queda e de costas para a baliza. Nada a que se possa chamar "grande golo".
Se os napolitanos estiveram a ver o jogo e repetirem o que fizeram os madeirenses, o Rui Vitória vai ter um grande desgosto e o LFVieira bem pode dizer adeus aos milhões da Champions.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Algum dia tinha que ser!

Mas não estava nada à espera que fosse hoje!
Vêm aí dois jogos complicados, na terça com o Nápoles e no domingo com o Sporting. Temia que nesses jogos pudéssemos sentir o sabor da derrota, mas não hoje, na Madeira.
Já vi muitos sportinguistas e alguns portistas a deitar foguetes pela nossa derrota, mas nem sempre chove, nem sempre brilha o sol, vamos indo e vamos vendo. Como costuma dizer o Rui Vitória, as contas só se fazem em Maio e o melhor é não ter muita pressa de lá chegar.
O jogo mais importante desta jornada joga-se amanhã à noite. Entram em campo o Porto e o Braga e só um deles se vai ficar a rir. Se o Braga ganhar ficará 4 pontos à frente do Porto, coisa nunca vista e não consigo antever o que se passará no reino do Dragão. Pelo contrário, se ganhar o Porto teremos relançada a luta pelo segundo lugar e o jogo do Benfica com o Sporting, na tarde de domingo dia 11, terá interesse a dobrar.
Por agora é o melhor que tenho a fazer, esquecer-me da derrota sofrida hoje e concentrar-me nos próximos capítulos desta novela.

Deus nos livre!

Acho que não estou enganado se disser que cabem ao Dr. Marcelo Caetano as célebres palavras, «Deus nos livre do socialismo». Sou capaz de perceber o que ele tinha em mente ao fazer tal afirmação. O socialismo é a doutrina que defende a partilha de todas as riquezas de um país por todos os cidadãos, de forma a não haver ricos e pobres. Sendo Portugal um país onde imperava a pobreza, adoptar o socialismo significaria dividir essa pobreza por todos os portugueses, transformando-os a todos em pobres. Coisa, portanto, a evitar, segundo ele.


Pois, cá estamos nós a viver no socialismo, tantos anos depois do Marcelo ter deixado o seu cargo. Não posso afirmar que seja socialismo, mas aqueles que nos governam dizem-se socialistas. Há uma frase que me ficou no ouvido, por causa do mau comportamento de algumas pessoas que pregam a moral, mas não a praticam - «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço». Quer-me parecer que é essa doença que grassa entre os socialistas que nos governam e isso não me agrada nem um bocadinho.
Vem isto a propósito da teimosia do António Costa em não aceitar que se reduzam os salários dos dirigentes da CGD para níveis mais condizentes com a nossa realidade. Isto só para começar, porque depois vem a velha história de ter garantido aos demissionários que poderiam esconder o seu património à vontade, indo ao exagero de criar legislação para o permitir. Mas há uma velha questão mais grave ainda, o PS sempre se recusou a aprovar legislação sobre o enriquecimento ilícito e para mim tudo isto anda ligado. E eu pergunto, porquê? Que terão a esconder?
Propositadamente, junto uma imagem onde aparece o Dr. Almeida Santos que trouxe de Lourenço Marques a fama de fazer fortuna à custa da desgraça alheia. Grande amigo de tudo que era Frelimo, incluindo o próprio Samora Machel, soube pirar-se a tempo, antes de as coisas se porem pretas. Ele era, por conseguinte, um retornado, mas não deve ter vindo de mãos a abanar. Bem gostaria de ter acesso às "declarações de rendimentos" que ele entregou no Tribunal Constitucional (acreditando que o fez). Dizia-se que tinha em Lourenço Marques um património imobiliário considerável e acredito que o deve ter transformado em patacos, antes de se vir embora, em 1975.
Socialistas sim, mas pobres não. Ora isto não combina!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Quem vai à guerra ...!

... dá e leva!
Não gosto de escrever seja o que for sem o fazer acompanhar de uma qualquer imagem que lhe dê um pouco mais de graça. Hoje é um dia especial para mim, pois faz 48 anos que transitei para a equipa dos casados, um pouco à pressa, antes que se notasse muito a gravidez da noiva. Nesse tempo não se podia pensar isto, quanto mais dizer, mas nestes tempos em que vivemos ninguém liga a ponta de um corno a essas minudências.
Bem, voltando à história da fotografia que precisava para ilustrar isto, não me vinha nada à ideia. Fotos há muitas, mas qual a mais indicada para chamar a vossa atenção para esta importante efeméride. Andei por um lado, voltei pelo outro, vi fotos de toda a espécie, mulheres lindas, outras nem tanto, com muita e pouca roupa, vi até um enforcado com o laço no pescoço e o corpo a balançar já sem vida. As paisagens não me diziam nada, as flores são para os românticos, categoria em que eu não tenho lugar, estava numa encruzilhada sem saber que caminho seguir.
De repente veio-me uma ideia. A guerra, pois claro! A guerra é um assunto que tem enchido muitas páginas deste blog, porque não a guerra? Está decidido, vai ser a guerra que vai fornecer-me a imagem que preciso. Nada mais apropriado, pois nada é mais parecido com uma guerra que o casamento. E olhem que quem anda nisto há 48 anos sabe do fala. Uma guerra que envolve luta corpo a corpo e tudo o resto.
Bem, não me quero esticar mais nas minhas explicações, pois todos vocês passaram pelo mesmo e cada um sabe das lutas em que se envolveu e se deu mais e levou menos, ou as coisas não correram tão bem e foram mais as que levou que as que deu. Cada um sabe de si.
E a fotografia, estão vocês a perguntar, nunca mais sai? Pois, já a devem ter visto e revisto antes de começar a ler aquilo que acabo de escrever. Aí a têm, pronta para a luta, vem em trajes menores, como convém a uma noiva que se preza, mas com as luvas calçadas para começar ao ataque.
Até a barraca abana!!!