O Bruno de Carvalho anda a ver se os entala por causa do que fizeram no Sporting. Juntos foram para o Algarve à procura de petróleo, mas parece que o negócio não vai para a frente. O Sousa Cintra que por acaso é um dos filhos da minha escola) já andou pela construção civil, meteu-se nas águas, mudou-se para a cerveja e acabou, ou queria acabar, no petróleo e gás. Ideias não lhe faltam, o sucesso é que parece fugir-lhe a cada passo que dá.
Segundo as notícias de hoje, foi o governo do Passos Coelho que lhe passou a licença de exploração no Algarve. Numa altura em que, por razões de protecção ambiental, se desaconselham novas prospecções e se aposta na reconversão da indústria automóvel para os carros eléctricos, a concessão dessa licença parece um erro crasso. Cabe ao actual governo cancelá-la e ver se se livra de pagar uma indemnização de alguns milhões por isso. Até pode ser só isso que os dois "melros" procuram.
Como defensor do meio-ambiente eu sou contra o consumo do petróleo sempre que haja uma alternativa. Há coisas onde não é possível evitar, mas nos automóveis começa a avistar-se uma luzinha ao fundo do túnel, a electricidade. Li em qualquer lado que um dos países nórdicos, acho que a Suécia, tenciona proibir todos os carros não eléctricos a partir de 2030. Ah, valentes, é assim que eu gosto.
E então a solução de futuro é:
1) Carros eléctricos nas cidades.
2) Carros de tracção animal nas zonas rurais.
E vai ser implantado nos limites citadinos um novo sinal de trânsito (copiando aqueles que hoje existem para delimitar a zona tarifária dos táxis) em que aparecem duas setas, uma virada para o centro da cidade e a outra em sentido contrário. E com o sinal de faísca na primeira e um cavalo (ou uma ferradura) na segunda.
Daqui a 14 anos ainda só terei 86 anos de idade e devo andar por cá para apreciar isso. Troco o meu Ford Mondeo de 130 cavalos, se ainda não tiver ido para a sucata, por uma caleche de um cavalo só e fica o planeta a ganhar. E ao estimado filho da escola (que aparece lá em cima, do lado esquerdo) recomendo que volte ao negócio das águas que é muito mais saudável e tem mais futuro que o da gasolina. Penso eu de que!



























