terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Plantas de bagas vermelhas!


Ruscus aculeatus ou gilbardeira,
também conhecida por espanta-ratos

Cerejeira de Jerusalém

Para responder ao António Querido e para que não fiquem dúvidas nos outros leitores, aqui fica a informação relevante para as 3 plantas (mais comuns) que dão bagas vermelhas.
A mais usada nos enfeites de natal é o azevinho. A gilbardeira (segunda imagem) usava-se na minha terra para fazer vassouras para tirar a fuligem das chaminés e teias de aranha dos barrotes do telhado. A cerejeira de Jerusalém (ou de inverno) só a tinha visto nas casas que vendem plantas ornamentais e agora no meio das minhas couves.

Não comer o que não se conhece!

Para vos contar uma história de hoje, vou recuar uns milhões de anos, até ao Paleolítico Superior, altura em que nem sequer o fogo tinha sido ainda descoberto. O «Homo Sapiens» vivia em pequenas comunidades de 20 a 30 pessoas e para se alimentar recorria à caça, à pesca e à colheita de tudo aquilo que a mãe-natureza punha à sua disposição começando pelos frutos. E usava utensílios feitos de pedra lascada, osso ou madeira que eram os únicos que conseguia trabalhar.


Da caça e pesca não vos vou falar, pois todos as conhecem e se não fosse pelas armas de fogo pouco teriam evoluído até hoje. Vou concentrar-me naquilo que consistia em cerca de 80% da alimentação das gentes desse tempo, a recolecção. Recolecção era o acto de recolher tudo aquilo que pudesse servir-lhes de alimento. E aqui começa o problema. Como poderiam saber aquilo que era comestível e o que os poderia matar por envenenamento? Os conhecimentos eram transmitidos de geração em geração e cada comunidade tinha uma espécie de feiticeiro, ou curandeiro, que era o maior especialista na matéria. Mas esse concentrava o seu interesse nas plantas que podiam curar doenças ou sarar feridas e não tanto no que se podia comer ou não.
Para solucionar esse problema cada comunidade tinha uma ou mais provadoras (só as mulheres desempenhavam este tarefa) para testar cada novo fruto ou folha com que se deparassem nas suas deambulações, pois como nómadas que eram não paravam muito tempo no mesmo lugar. A provadora testava o sabor e se este fosse agradável tinha que comer uma certa quantidade e durante alguns dias. Se ao fim desse teste não tivesse morrido, ou sofrido de grande mal-estar, o alimento recebia um nome e estava aprovado.
Já estão a ver o filme, não é? A provadora a mastigar e todas as mulheres e crianças à volta dela para ver quando caía para o lado a espernear com dores de estômago. Os homens nunca estavam por perto, pois andavam ocupados em caçadas que por vezes demoravam muitos dias. E quando caçavam um animal de grande porte, em vez de o carregarem até ao lugar onde se abrigavam, mudavam toda a comunidade de sítio até terem comido ou tratado de toda a carne, as peles e os ossos, pois tudo tinha a sua serventia. Secar ou defumar eram os meios de conservação ao seu dispor e nisso ocupavam a maior parte do seu tempo. Uma autêntica pasmaceira, como se adivinha.


Depois desta pequena lição de antropologia, deixem-me trazê-los de volta à realidade dos nossos dias. Hoje em dia, não há provadoras que corram riscos para nos salvar a pele e se quisermos provar alguma coisa de novo, terá que ser por nossa conta e risco. Pois foi isso que aconteceu comigo, há alguns dias.
No meio da minha horta nasceu uma planta muito bonita cheia de bolinhas vermelhas (quando maduras), em tudo semelhantes a uma que já tive e que dava piri-piris. E u tinha quase a certeza que não era a tal dos frutos picantes, mas ... para ter a certeza absoluta tinha que trincar uma daquelas bolinhas. Tinha que ser eu o provador de serviço, imitando as muitas desgraçadas da Pré-História que devem ter pago com a vida a sua temerária profissão.
E, como estou aqui, bem disposto da vida, a contar-vos a história é porque não morri. Prova superada com sucesso. Mas faltava-me saber o nome da tal planta que, por artes de magia, veio nascer na minha horta. Perguntei a muita gente, procurei na internet e tudo sem resultado. Mas como sou «um cara que nunca desiste» voltei a pesquisar na net, usando combinações de palavras diversas para me guiar e acabei por descobrir. Acreditam que se chama "cerejeira de Jerusalém"? Pois é! E o seu nome científico é «Solanum Pseudocapsicum» para quem estiver interessado. E podem mandá-las vir da China se quiserem, como podem ver pelo anúncio abaixo.


E encontrei o que procurava numa lista de plantas venenosas para porcos. Deve ter sido por isso que não morri, eu não sou porco nem nada que se pareça!

Mamões!


Olá!
Pensam que isto é um vaca?
Não é não. Parece, mas não é!
Ainda não descobriram o que é? Querem que eu vos diga?
É a Caixa Geral de Depósitos!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cuzinho ao léu!

Hoje fui atraído por um artigo que afirma que dormir nu faz bem à saúde. Tem a ver com um estudo que refere 13 razões para se dormir todo nu e uma delas até promete curar os diabéticos. Não custa dinheiro, não é difícil de fazer e abre o caminho a outros exercícios físicos que ajudam a queimar calorias, tudo coisas boas. Acho que vou alinhar nessa moda!


Um estudo, publicado na edição de junho do periódico Diabetes, descobriu que dormir em temperaturas mais frias tem sido associada a melhorar o nosso metabolismo, baixar os níveis de açúcar no sangue e até mesmo prevenir a diabetes tipo 2. Os cientistas descobriram que, quando os participantes passavam mais frio e dormiam quase inteiramente nus, a sua gordura ruim começou a cair dentro de poucas semanas, e sua saúde estava melhorando rapidamente, especialmente nos aspectos metabólicos.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um dia de Primavera!

Leio nas notícias que a um sábado de chuva se segue um domingo de chuva. Onde raio acontece isso que aqui na Póvoa parece que estamos em Abril?


Por trás das vidraças da minha varanda (onde me escondo para espreitar o mundo) há sol por todos os lados (menos por baixo). Nota-se ou não? Dei-me ao trabalho de ir buscar a câmara fotográfica para vos poder mostrar que não estou a inventar. E os meus amigos da meteo dizem que assim vai continuar por muitos dias. Ora vejam:


Nem sei se fique contente ou me queixe a quem tem mão nestas coisas. Até me dei ao luxo de pôr em evidência a previsão do próximo domingo, dia 11 em que o Benfica recebe o Sporting e tem que provar que merece ir na frente da classificação, em que prometem que vai cair uma pinguinha. Não é que me faça muita falta, pois aqui é raro faltar a água e também não sou agricultor para sentir falta dela, mas se não chover agora, quando é que vai chover? No verão? É bem capaz, eu já não digo nada!
Assim sendo, vou pegar na mulher (salvo seja) e dar uma volta. Almoçar por aí, entornar uma garrafosa e dar graças por poder fazê-lo sem pensar duas vezes.
Bom domingo para todos! E confiram os resultados das eleições na Áustria. E do referendo na Itália. Daí pode resultar bronca da grossa.

Há dias assim!


Quase morriam do coração, mas no fim acabaram a rir. Uff, devem ter pensado, desta já nos safámos!
Penso que o dia 3 de Dezembro pode vir a tornar-se um novo feriado no Porto, «Dia da Restauração do Estatuto do FCP»!
Vão-se rindo enquanto podem!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Os golos do acaso!

Ontem à noite, não estava com pachorra para fazer mais comentários do que aquilo que podeis ler na mensagem anterior. Mas depois de ter dormido sobre o assunto e ter visto as primeiras linhas dos jornais, já me sinto com mais vontade de soltar os cães ao Rui Vitória.
O Benfica jogou muito mal!
Não sei se é da equipa que ele montou, se é do Pizzi ter sido avisado para não correr riscos e levar o 5º amarelo, se é por causa dos avançados, dos médios ou dos defesas. Só sei que aquele Benfica não foi o mesmo das outras vezes e fez-me lembrar o que jogou com o Porto, ou na segunda parte do jogo com o Besiktas. Mal, muito mal!
Se o Marítimo podia ter ganho? Podia e por um resultado mais alargado do que aquele que aconteceu. Basta lembrar as vezes que eles "comeram de cebolada" a defesa do Benfica para perceber como isso esteve perto de acontecer. E temos ainda que agradecer ao nosso guarda-redes que se esticou quanto pôde para evitá-lo.
No meio desta cegada toda há que dar mérito ao adversário, pois ao pontapé e canelada souberam levar a água ao seu moinho. Pareceu-me que o treinador os preparou muito bem para fazerem uma cobertura homem a homem, escolhendo um jogador para neutralizar o Gonçalo, outro para o Cervi, outro para o Luisão e por aí fora. Viu-se isso muito bem na cobrança dos livres e cantos.
E depois o Salvio não deu uma para a caixa, o Mitroglou não acertou com a baliza uma única vez e as substituições não acrescentaram nada ao jogo. Para não falar no grande desequilibrador da equipa que é o Gonçalo Guedes e que ontem não se viu em campo. Ou seja, uma desgraça pegada do primeiro ao último minuto. Os avançados não fizeram um remate digno desse nome e enquadrado com a baliza. Nos ferros que têm apenas 10 centímetros de largura (contra os 7,8 metros da baliza) acertaram eles várias vezes.
E para terminar, os golos. Três golos acontecidos por acidente puro e duro. O primeiro golo do Marítimo ia direitinho para fora, mas ressaltou na perna de um defesa e foi parar à baliza. Tal e qualmente como o golo do Benfica que tocou no calcanhar do Gonçalo, mudou de direcção e foi, rentinho ao poste, parar dentro da baliza do Gotardi. E, para cúmulo, o golo da vitória dos madeirenses, proveniente de um canto, resultou de um toque na cabeça de um jogador do Marítimo, quando este já ia em queda e de costas para a baliza. Nada a que se possa chamar "grande golo".
Se os napolitanos estiveram a ver o jogo e repetirem o que fizeram os madeirenses, o Rui Vitória vai ter um grande desgosto e o LFVieira bem pode dizer adeus aos milhões da Champions.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Algum dia tinha que ser!

Mas não estava nada à espera que fosse hoje!
Vêm aí dois jogos complicados, na terça com o Nápoles e no domingo com o Sporting. Temia que nesses jogos pudéssemos sentir o sabor da derrota, mas não hoje, na Madeira.
Já vi muitos sportinguistas e alguns portistas a deitar foguetes pela nossa derrota, mas nem sempre chove, nem sempre brilha o sol, vamos indo e vamos vendo. Como costuma dizer o Rui Vitória, as contas só se fazem em Maio e o melhor é não ter muita pressa de lá chegar.
O jogo mais importante desta jornada joga-se amanhã à noite. Entram em campo o Porto e o Braga e só um deles se vai ficar a rir. Se o Braga ganhar ficará 4 pontos à frente do Porto, coisa nunca vista e não consigo antever o que se passará no reino do Dragão. Pelo contrário, se ganhar o Porto teremos relançada a luta pelo segundo lugar e o jogo do Benfica com o Sporting, na tarde de domingo dia 11, terá interesse a dobrar.
Por agora é o melhor que tenho a fazer, esquecer-me da derrota sofrida hoje e concentrar-me nos próximos capítulos desta novela.

Deus nos livre!

Acho que não estou enganado se disser que cabem ao Dr. Marcelo Caetano as célebres palavras, «Deus nos livre do socialismo». Sou capaz de perceber o que ele tinha em mente ao fazer tal afirmação. O socialismo é a doutrina que defende a partilha de todas as riquezas de um país por todos os cidadãos, de forma a não haver ricos e pobres. Sendo Portugal um país onde imperava a pobreza, adoptar o socialismo significaria dividir essa pobreza por todos os portugueses, transformando-os a todos em pobres. Coisa, portanto, a evitar, segundo ele.


Pois, cá estamos nós a viver no socialismo, tantos anos depois do Marcelo ter deixado o seu cargo. Não posso afirmar que seja socialismo, mas aqueles que nos governam dizem-se socialistas. Há uma frase que me ficou no ouvido, por causa do mau comportamento de algumas pessoas que pregam a moral, mas não a praticam - «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço». Quer-me parecer que é essa doença que grassa entre os socialistas que nos governam e isso não me agrada nem um bocadinho.
Vem isto a propósito da teimosia do António Costa em não aceitar que se reduzam os salários dos dirigentes da CGD para níveis mais condizentes com a nossa realidade. Isto só para começar, porque depois vem a velha história de ter garantido aos demissionários que poderiam esconder o seu património à vontade, indo ao exagero de criar legislação para o permitir. Mas há uma velha questão mais grave ainda, o PS sempre se recusou a aprovar legislação sobre o enriquecimento ilícito e para mim tudo isto anda ligado. E eu pergunto, porquê? Que terão a esconder?
Propositadamente, junto uma imagem onde aparece o Dr. Almeida Santos que trouxe de Lourenço Marques a fama de fazer fortuna à custa da desgraça alheia. Grande amigo de tudo que era Frelimo, incluindo o próprio Samora Machel, soube pirar-se a tempo, antes de as coisas se porem pretas. Ele era, por conseguinte, um retornado, mas não deve ter vindo de mãos a abanar. Bem gostaria de ter acesso às "declarações de rendimentos" que ele entregou no Tribunal Constitucional (acreditando que o fez). Dizia-se que tinha em Lourenço Marques um património imobiliário considerável e acredito que o deve ter transformado em patacos, antes de se vir embora, em 1975.
Socialistas sim, mas pobres não. Ora isto não combina!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Quem vai à guerra ...!

... dá e leva!
Não gosto de escrever seja o que for sem o fazer acompanhar de uma qualquer imagem que lhe dê um pouco mais de graça. Hoje é um dia especial para mim, pois faz 48 anos que transitei para a equipa dos casados, um pouco à pressa, antes que se notasse muito a gravidez da noiva. Nesse tempo não se podia pensar isto, quanto mais dizer, mas nestes tempos em que vivemos ninguém liga a ponta de um corno a essas minudências.
Bem, voltando à história da fotografia que precisava para ilustrar isto, não me vinha nada à ideia. Fotos há muitas, mas qual a mais indicada para chamar a vossa atenção para esta importante efeméride. Andei por um lado, voltei pelo outro, vi fotos de toda a espécie, mulheres lindas, outras nem tanto, com muita e pouca roupa, vi até um enforcado com o laço no pescoço e o corpo a balançar já sem vida. As paisagens não me diziam nada, as flores são para os românticos, categoria em que eu não tenho lugar, estava numa encruzilhada sem saber que caminho seguir.
De repente veio-me uma ideia. A guerra, pois claro! A guerra é um assunto que tem enchido muitas páginas deste blog, porque não a guerra? Está decidido, vai ser a guerra que vai fornecer-me a imagem que preciso. Nada mais apropriado, pois nada é mais parecido com uma guerra que o casamento. E olhem que quem anda nisto há 48 anos sabe do fala. Uma guerra que envolve luta corpo a corpo e tudo o resto.
Bem, não me quero esticar mais nas minhas explicações, pois todos vocês passaram pelo mesmo e cada um sabe das lutas em que se envolveu e se deu mais e levou menos, ou as coisas não correram tão bem e foram mais as que levou que as que deu. Cada um sabe de si.
E a fotografia, estão vocês a perguntar, nunca mais sai? Pois, já a devem ter visto e revisto antes de começar a ler aquilo que acabo de escrever. Aí a têm, pronta para a luta, vem em trajes menores, como convém a uma noiva que se preza, mas com as luvas calçadas para começar ao ataque.
Até a barraca abana!!!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O Artur de Carviçais!

Começo este post com a notícia que li na Renascença:

A exploração mineira no concelho de Torre de Moncorvo vai avançar, depois de assinado, esta quarta-feira, o respectivo acordo, entre a concessionária MTI – Ferro de Moncorvo e o Ministério da Economia.
O documento prevê que a exploração seja iniciada num prazo de 18 meses.
"É uma boa notícia para o concelho, para o distrito e para o país”, disse à Renascença o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves, sublinhando que o projecto assume carácter de "desígnio nacional, já que vai ajudar à empregabilidade no território".
Além da criação de emprego e da fixação de jovens ao concelho, o autarca acredita que o projecto poderá proporcionar um “novo impulso ao sector da hotelaria e da restauração”. 
A área mineira situa-se nas Uniões de Freguesias de Felgar e Souto da Velha, Felgueiras e Maçores, e nas freguesias de Mós, Carviçais, Larinho, Torre de Moncorvo e Açoreira.

E continuo com uma série de fotografias com os respectivos comentários que vos farão compreender a história, a importância e a beleza da região transmontana do Sabor.


A ser verdade o que lestes acima, já estou a ver os clientes do «Artur»
a formar bicha à porta do seu restaurante para saborear a famosa ...


Posta à Mirandesa que nasceu naquela zona e é o Ex-Libris de
Carviçais, entre outras cidades de Trás-os-Montes.


A publicidade vale o que vale, mas a carne daquelas vitelas da
região de Miranda é a melhor do mundo, fala um apreciador.


Como se pode ver pelos testemunhos deixados, até o nosso mais
reconhecido comedor da praça passou por lá. E que me conste não
foi a Carviçais por causa das minas de ferro nem da Linha do Sabor.


A Linha do Sabor, como a maioria das outras linhas estava há muito
condenada a desaparecer, pois a vida moderna e o comodismo das
nossas gentes quer um transporte personalizado e de porta a porta


Este comboio talvez desse um jeitão para transportar o minério
de ferro das minas até ao Pocinho para fazê-lo viajar pelo rio
Douro até ao Porto, mas já não existe. Nem comboio, nem linha
nem coisa nenhuma que nos faça lembrar dele, o trajecto foi
transformado numa ecopista para tonificar os músculos das pernas
de quem estiver interessado nuns gémeos salientes.

Talvez o futuro seja construir de raiz uma siderurgia para tratar o minério saído das minas, o que traria mais emprego, mais movimento de pessoas e mais clientes ao Artur. As únicas que ficariam a perder seriam as vitelinhas que já nascem com o fado do «cutelo no pescoço» e não têm maneira de escapar à sorte que as espera.

A vida como ela é!

Emma  Morano nasceu em 29 de novembro de 1899, o seu primeiro amor faleceu durante a I Guerra Mundial, separou-se de um marido violento pouco antes da II Guerra Mundial e trabalhou até os 75 anos numa fábrica de malas. Seguiu o conselho que recebeu de um médico quando tinha 20 anos e alimentou-se durante quase um século à base de três ovos diários, dois crus e um cozido, com um pouco de carne e poucas frutas ou verduras.


É mais comum eu publicar fotografias de raparigas novas e cheias de curvas, mas hoje é dia de excepção. Talvez por ser o último dia do penúltimo mês deste ano de 2016 seja o momento certo para pensar em coisas velhas. Tão velhas como a italiana retratada acima.
Há 20 anos que não sai do seu quarto. Precisa do auxílio permanente de uma enfermeira. Fala com muita dificuldade e ouve também muito mal. Recebe muitas visitas, mas a maior parte delas não lhe diz nada, pois trata-se de gente curiosa dos quatro cantos do mundo que quer apenas vê-la e fotografá-la para encher páginas de notícias.
Viveu 1 ano e 1 mês no Século XIX, todo o Século XX e já leva quase 16 anos deste Século XXI. É muito tempo e eu pergunto-me se terá valido a pena. Teve 2 amores, um que morreu antes de ter tempo de gozar a vida e outro que teve que pôr fora da porta por a tratar mal. Filhos apenas 1 e que morreu ainda bebé.
Pergunto-me que alegrias terá tido esta mulher, durante a sua tão longa vida, além dos 3 ovos diários que insistia em engolir. Hoje, o que ela deve engolir, suspeito eu, são 3 Kgs de comprimidos para a manter viva.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Balanço do dia!

Hoje não tive muito tempo para a internet, outros deveres me chamaram. Estou a chegar aqui agora, só para dar uma vista de olhos antes de ir para o "vale de lençóis". Para além da desgraça acontecida com a equipa brasileira que pereceu quase na totalidade num acidente aéreo sobre a Colômbia, merece-me uma referência a vitória do Varzim sobre o Vitória de Setúbal e o novo empate do FCP frente ao Belenenses, mesmo tendo este jogado com apenas dez jogadores durante toda a segunda parte.
E mais importante que tudo isso, para nós portugueses, hoje é o dia em que foi aprovado o «Orçamento de Estado» para o ano de 2017. Para não perder tempo a redigir uma notícia que circula em toda a comunicação social, limito-me a copiar uma uma delas, para quem não leu ainda.

O OE-2017 prevê um crescimento económico de 1,5%, um défice de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), uma taxa de desemprego de 10,3%, uma inflação de 1,5% e uma dívida pública de 128,3% do PIB, o que, a confirmar-se, representará um melhor desempenho económico e orçamental face a este ano.
A Assembleia da República aprovou hoje em votação final global o OE-2017, com os votos favoráveis do PS, PCP, Bloco de Esquerda (BE), partido 'Os Verdes' (PEV) e partido Pessoas, Animais e Natureza (PAN) e com os votos contra do PSD e do CDS-PP.

Sadomasoquismo!

Bate-me que eu gosto!
Este é o lema dos masoquistas que se sentem tanto mais felizes quanto mais porrada levam. As peripécias em que vários membros do nosso governo se viram envolvidos por causa do caso da nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos fez-me abrir os olhos e perceber o que se passa. Eles fazem parte do grupo dos «sadomaso» deste país e põem-se a jeito para a gente lhe arrear forte e feio, pois só assim atingem o clímax.
A prova cabal disso é o terem apresentado a "tão veementemente recusada declaração de rendimentos" depois de terem sido demitidos. Se pensavam em apresentá-la, porque demoraram tanto a fazê-lo? Para serem castigados e disso tirarem o prazer mórbido que é a sua razão de viver, está claro. Eu não encontro outra explicação.
Veja-se o exagero da coisa que até levou o Bloco a aliar-se ao CDS para votar uma lei que garanta que isto não volte a acontecer. Quem se candidatar ao "tacho" tem que avançar logo com a bendita declaração, ou nada feito. Acho muito bem, transparência acima de tudo, e mais porrada no focinho do Costa para o fazer delirar mais um pouco. Eles gozam tanto que até já sinto inveja!


Entretanto e metendo um pouquinho de humor na conversa, vejam quem a fábrica de automóveis de Mangualde contratou para piloto de testes. Não sei se aqui terá direito a levar duas lambadas, mas por vezes temos que fazer um sacrificiozinho para levar a água ao nosso moinho.

O Ricardo Mourinho Félix também levou bordoada da grossa por causa desta história. Vejam, abaixo, o que se diz nas notícias a esse respeito:

Ricardo Mourinho Félix, primo do “Special One”, é uma espécie de “Special Two” das Finanças, com ego e ambição ao nível do treinador do Manchester United. Mas pouco habituado ao escrutínio político, geriu de tal forma o dossier Caixa Geral de Depósitos que tudo parece culpa dele. E, não vivêssemos nós num tempo político em que as vacas voam, esta segunda-feira já não deveria fazer parte do Governo. Mas ele é apenas a fractura mais exposta deste acidente em que o caso Caixa se tornou e que tem no ministro das Finanças e no primeiro-ministro os principais responsáveis.

Pelo vistos também gosta de apanhar e pertence ao clube dos sadomaso. E, pensando nisso, o seu primo também, pois a frequência com que faz merda e é multado e castigado não me deixa acreditar noutra coisa.
Deus meu, que cambada de aleijados mentais!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Os Filipes de Espanha!

A visita de D. Filipe VI, rei de Espanha, a Portugal deu corda aos meus miolos e pus-me a pensar que desde a Restauração da Independência, no longínquo ano de 1640, quando era rei em Espanha D. Filipe IV, até hoje passaram já 376 anos . Quer isto dizer que entre o actual rei de Espanha e aquele que também foi rei de Portugal houve apenas outro Filipe. o quinto deste nome e que viveu entre 1683 e 1746.


Quis deixar aqui esta nota e fui à procura das suas fotografias, mas devo dizer que não foi fácil encontrar as dos velhotes do Século XVIII. Como curiosidades, o da esquerda chegou a ser rei de Portugal e o do centro de França. Será que o actual Filipe tem ambições de governar algo mais que Espanha?
Se ele tiver juizinho vai dedicar o seu tempo a mimar a Letícia que parece ser boa rapariga e os filhos que Deus lhe der. Isso e assinar uns papelitos emanados do governo espanhol já serão dores de cabeça suficientes para lhe ocupar o tempo.

Bife da rabadilha!

O Sapo apanhou a mania de publicar, todos os dias, as fotografias de uma modelo da série "padock girls" e eu por muito que fuja não consigo evitar de olhar para elas. A de hoje nem é feia de cara e tem um corpo bonito, mas o fotógrafo só se preocupou em evidenciar o seu (dela) «painel de popa».
Não sei se vocês também são leitores das notícias do Sapo, mas se não forem deixo-vos aqui a modelo escolhida para hoje para arregalarem os olhos até sentirem caïbras.






Já estou daqui o Páscoa a afiar a faca para entrar na febra!

domingo, 27 de novembro de 2016

Os deuses estão do nosso lado!


Não quer parecer convencido, mas estamos a um pequeno passo de poder começar a festejar o título da presente época. Para além de termos mais uma baixa na equipa, e logo no desfalcado lado esquerdo da defesa, acho que a nossa equipa fez um bom jogo e resistiu bem a todos os pontapés e caneladas que nos chegaram de Moreira de Cónegos. E acho também que não será muito mais difícil enfrentar o Sporting de Jorge Jesus do que este Moreirense que hoje nos calhou em sorte. E caso ganhemos esse jogo, coisa que espero aconteça, parece-me bem que podemos já reservar o Marquês para os festejos habituais.
Sobre o jogo propriamente dito gostei de ver o Raul entrar de início, pois temos que descobrir se ele serve ou não como futuro avançado centro da nossa equipa e isso não se consegue sem vê-lo jogar mais assiduamente. O Rafa também fez bem o seu papel nos 15 minutos que o treinador lhe deu. Até o André Almeida que entrou para substituir o lesionado Eliseu cumpriu o seu papel na perfeição. Em suma, esquecendo um ou outro pequeno sinal de falta de gasolina, toda a equipa jogou muito bem e foi um prazer assistir a este jogo. E a equipa dos cónegos bem se esforçou por contrariar os esforços dos nossos rapazes.
Esqueci-me apenas de referir o resultado de 3 a 0 que começa a ser uma espécie de número mágico. Disse desde o início que iríamos ganhar por este resultado, mas estava a começar a perder a paciência com a demora dos golos. O meu sonho que vou pedir aos meus deuses protectores me seja concedido é que consigamos fazer este resultado no próximo jogo com os lagartos. E lembro que sonhar não paga imposto!

Duas Cubas!


A Cuba do Fidel


A Cuba sem o Fidel

E agora me vou, pois já estou atrasado para o almoço de família!

sábado, 26 de novembro de 2016

Uma pergunta!


Se chamam "Fenómeno" ao Ronaldo brasileiro, como devemos chamar ao nosso?
No jogo de hoje todos os golos do Real levam a sua marca.

Asta la vitoria final!

Curioso ter morrido no dia 25 de Novembro, data em que se comemora o 41º aniversário do «chega p'ra lá» que o Ramalho Eanes deu ao Otelo e sus muchachos comunistas. Refiro-me ao Fidel que, ontem, fechou as pestanas para sempre e para alegria de muitos cubanos que tinham sido obrigados a fugir da sua ilha para viver em liberdade.


A revolução que ele levou a cabo, com a ajuda do seu amigo Che, supostamente deveria ter levado a Cuba a democracia, o bem-estar do povo e a liberdade. Infelizmente, tudo o que a revolução levou até Cuba foi a miséria moral e material para todos os cubanos. Perdão, todos não, pois El Comandante, o seu irmão Raúl, os membros de topo do seu partido e respectivas famílias viveram sempre rodeados de todos os luxos próprios de qualquer ditadura.
Haverá quem derrame uma lágrima ou outra pelo seu desaparecimento, mas tenho a certeza que haverá muito mais quem vá festejar, enquanto tiver forças para isso. Se há inferno é para lá que ele vai e eu não tenho pena nenhuma!
Em conclusão, se o seu irmão Raul fosse um homem honesto, isto é, se ele tivesse vergonha na cara, abdicava hoje mesmo do cargo que lhe foi oferecido e convocava eleições livres com a máxima urgência. Mas isso eu não acredito que ele vá fazer, pois foi habituado a viver no bem-bom uma vida inteira e andar, agora, de cavalo para burro não lhe deve passar pela cabeça.
N.B. - A última vez que usei termos semelhantes para me referir a um comunista, houve alguém das minhas relações que me virou as costas. Veremos o que acontece desta vez, mas uma coisa é certa, nunca deixarei de bater em qualquer ditador que me apareça pela frente, seja ele da esquerda ou da direita.