sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Negro ou preto?

Há dias, encontrei isto no Facebook e hoje voltei a esbarrar-me com o Nabby Clifford mal entrei na blogosfera. Achei interessante e trouxe-o para aqui para vocês verem também.
Bom dia alegria!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Desfecho inesperado?

Tinha lido, no verão passado, que Hillary Clinton era a escolhida pelos poderosos do Grupo Bilderberg para disputar as eleições americanas. Como é sabido, onde esta gente mete a pata é caso arrumado. O que terá acontecido então? Talvez essa corja não tenha assim tanto poder como dizem. Ou controlam os ricos, mas não os pobres que foi quem decidiu estas eleições e deixando a Clinton apeada.
Por acaso, eu nem acredito que eles tenham tanta influência como se diz por aí. É claro que o ditado, «a união faz a força», é bem verdadeiro e ter 140 pessoas influentes (cheias de massa) reunidas à volta de uma mesa para discutir problemas mundiais e dar uma ajudinha na sua resolução, é meio caminho andado para que a solução apareça.
Já dominar a vontade de 350 milhões de americanos de modo a fazer com que votem no candidato escolhido por eles, já me parece um tanto ou quanto utópico. Não me considero um expert na análise destas questões, mas assim a frio é a explicação plausível que encontro para os poderosos não terem conseguido levar a sua avante.

O que significa Pence?

Fartei-me de ver cartazes com o nome de Trump em letras grandes e, por baixo o nome Pence em letras mais pequeninas. Não fazia a mínima ideia do que aquilo significava e, pelo que li, hoje, na imprensa estrangeira, acontecia o mesmo a toda a gente fora dos Estados Unidos e mesmo a muita gente lá da terra do Donald Trump.
E afinal a resposta à minha questão era bem simples. Mike Pence é, nem mais nem menos, que o número dois da equipa de Trump e concorre para vice-presidente. Segundo as críticas, ele pode ser o segredo para que o governo de Trump dê certo. É governador do estado de Indiana, cargo que deverá abandonar quando o novo governo dos EUA tomar posse.
Espero que os críticos tenham razão, pois o Trump ferve em pouca água e terá que haver alguém ao seu lado que lhe modere os ímpetos. Para maluco já chega aquele que governa a Coreia do Norte e não precisamos de outro na margem oposta do Pacífico. Já estou a ver os japoneses todos de prevenção à espera da tomada de posição de cada um dos dois "malucos" que têm o poder de carregar no botão e virar o mundo do avesso.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Andei a correr ...!

Demorei muito?
Desculpem lá, mas já que estava nos States e depois de dar uma abraço ao amigo Donald, aproveitei para dar um pulinho a Nova Iorque para ver como se estavam a portar os mercados financeiros. É que isto de ser investidor na bolsa tem os seus quês.


Ao contrário daquilo que se temia, estava tudo a subir, desde as acções ao petróleo e ao ouro, uma euforia nunca vista. Principalmente, depois de alguns índices terem vindo a descer desde o princípio da semana passada. Houve muito quem aproveitasse a onda, pois não se sabe como será o dia de amanhã. Por exemplo, em Madrid, venderam-se muitos milhões de acções e algumas com lucros apreciáveis.
Bem, já cá estou de novo ao pé de vós e pronto para entrar na discussão dos nossos assuntos caseiros. Por exemplo, falar do Pedro (Piloto) Dias que se cansou de andar fugido e resolveu abancar no nosso hotel, onde tem cama e mesa garantida e sem pagar um tusto por isso. Uma história muito mal contada para o meu gosto. Ainda por cima diz-se inocente, não cometeu nenhum crime, não roubou nada a ninguém, além de umas castanhas e algumas nozes para enganar a fome.
Será? Ele há cada história que deixa um homem sem fala!

Chamada de atenção!


Leiam as duas mensagens anteriores que eu vou tomar o pequeno almoço e já volto.
Se me demorar um pouco é porque estou na bicha para dar os parabéns ao Donald Trump!
Eheheheheh!

Um balde de trampa no focinho da Clinton!

Eu que sou um tanto ou quanto contestatário não fiquei triste com a vitória do Trump. Ele é o representante do anti-sistema, do poder instituído que já deu provas de não ir a lado nenhum. E depois, as suspeitas à volta de Hillary Clinton são mais que muitas e as ligações ao poder económico dominante levaram os "pobres" a votar contra ela. Quando algo cheira mal na política torna-se necessário dar uma vassourada para permitir a mudança. E é apenas isso que os desencantados com o Obama, em particular, e os democratas, em geral, esperam que o novo presidente faça.
Viva o novo Presidente dos Estados Unidos da América! Que tenha uma vida longa e muito sucesso, para bem do seu país e do mundo, são os meus votos!

Quem sabe, sabe! Ele previu e acertou no vencedor!

Vitória garantida com o apoio dos portugueses de New Jersey!

Aí está o 45º Presidente dos Estados Unidos e arredores!

Ele sempre contou com os eleitores da Pensilvânia
e eles não o deixaram ficar mal!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Os aldrabões da meteo!

Dizem que está sol, mas tive que levar o guarda-chuva para sair à rua sem molhar a careca! A chuva não é pesada, mas começou a soprar um vento desagradável que a empurra contra nós e faz pouco do pára-águas. Cheguei a casa com as perneiras encharcadas!


Por aqui o verão de S. Martinho só chega depois da festa passar. As mínimas de 7 ou 8 graus vão obrigar o pessoal a ir ao baú buscar os agasalhos!
Boa noite e metam-se debaixo dos cobertores para não apanhar frio!

Artrose ou artrite dói que se farta!

Respondendo a uma questão deixada por um dos comentadores, a doença que nos últimos quatro anos me tem vindo a moer o juízo chama-se artrose. Começou por atacar-me o pé direito, depois passou para o joelho do mesmo lado e ao fim de dois anitos tinha tomado conta dos dois pés e joelhos. Uma chatice que não me deixa dar um passo sem gemer as sete gemidas. Doença de velhos que só encontra a cura na terra do cemitério, o que é uma chatice ainda maior. É claro que a maior agravante, no meu caso, são os 110 Kgs de peso que ponho em cima das pernas cada vez que me levanto.
Se me der ao luxo de caminhar mais de 500 metros, à noite só consigo adormecer à custa de anti-inflamatórios. É uma grande maçada passar o dia inteiro com o cu no mocho, mas não havendo alternativa o remédio é aguentar. Podem ler, aqui em baixo, uma explicação mal amanhada que encontrei na net e que me parece uma "tradução Google" de uma qualquer revista médica inglesa ou americana.


Artrite do tornozelo também pode desenvolver devido à hereditariedade ou deformidade. O subtalarjoint é suscetível a danos causados por entorses, fraturas do calcâneo e talus, e o desgaste da atividade. Artrite da articulação do tornozelo ou subtalar tipicamente se desenvolve durante um longo período de tempo com dor ocasional, mas geralmente torna-se insuportável em um curto período. Artrite no tornozelo causa uma sensação de instabilidade no início, mas geralmente é caracterizada por dor com a atividade e perda de movimento.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Andar na Boémia!

Sempre sonhei andar na Boémia, coisa que até hoje ainda não consegui. Agora que a vida se aproxima do fim a passos largos, começo a pensar que é melhor abandonar a ideia por completo. A Praça do Almada, ponto central da Póvoa de Varzim onde se situa a Câmara Municipal, dista da minha casa uns míseros 250 metros e representa o limite da minha mobilidade. Ir mais além só montado em cima de qualquer coisa que me carregue. Assim sendo, Boémia nem pensar. Com muita pena minha tenho que deixar a Boémia para quem puder e gostar disso.
A Boémia é fantástica, tem coisas que não há em mais lado nenhum e uns bons oito séculos de história. No fim da I Guerra Mundial passou a designar-se por Checoslováquia e nos finais do Século XX perdeu parte do território e assumiu-se como a República Checa que hoje conhecemos. Praga é a sua capital e considerada por muitos como a mais bonita e romântica cidade da Europa central.


Teria muito que andar, na capital da Boémia, se lá pudesse ir, mas como atrás referi já não tenho pernas para isso e sou forçado a desistir em favor de quem o puder fazer. É triste reconhecer, mas para mim a Boémia acabou-se.

domingo, 6 de novembro de 2016

Podia ter sido pior!

Ficou-se a rir o JJ que ganhou dois pontos ao Porto e Benfica. O Rui e o Nuno, cada um por uma razão diferente, bem queriam os 3 pontos, mas tiveram que contentar-se com 1 apenas. E assim, no fim desta jornada, fica o Benfica em 1º lugar, com 5 pontos de avanço, e os dois rivais empatados em 2º lugar. Do mal o menos!


Não foi um grande jogo o que o Benfica fez e não sei se foi pela falta do Fejsa e Grimaldo ou porque o Porto jogou muito melhor do que costuma jogar. O Benfica jogou ao assalto durante os primeiros 5 minutos e depois apagou-se. Não me perguntem porquê, pois eu não saberia responder. O Porto bem poderia ter marcado 3 ou 4 golos, porque oportunidades não lhe faltaram, ao contrário do Benfica que raramente se aproximou da baliza do Casillas. No início da 2ª parte voltou a dar um ar da sua graça, mas foi sol de pouca dura. Os habilidosos do costume eclipsaram-se e parecem nem ter estado em campo, eu pelo menos não os vi. Talvez estivessem já preocupados com as respectivas selecções.
E para terminar, parece que houve bronca lá para os lados de Alvalade, presidentes à pancada, polícia pelo meio e não sei que mais, mas isso é coisa que não me diz respeito, eles que se amanhem com isso como puderem!

Prognósticos só no fim!

Ainda se lembram quem dizia isto? O tal a quem puseram a alcunha de «Vitalício» por causa da afirmação do presidente do Benfica que garantia que ele nunca sairia do Glorioso, o João Vieira Pinto. Esse que, tal como o JJ trocou o manto sagrado por uma camisola às riscas verdes, uns traidores.
Mas numa coisa ele estava certo, até soar o apito final ninguém poderá saber qual será o resultado. O Rui Vitória pediu para ganhar por 1 a 0, com o golo marcado aos 94 minutos. Espero que isso não aconteça, pois seria um martírio grande demais para mim e todos aqueles que partilham as minhas preferências. E quantos mais golos, maior será a festa.
Está quase na hora, vou começar o aquecimento para não arriscar alguma lesão e logo mais voltamos a falar. Valeu?

sábado, 5 de novembro de 2016

Somos 300 milhões!


Reuniram-se, esta semana, em Brasília, os representantes de todos aqueles que falam a Língua de Camões. Países grandes, como o Brasil, Angola ou Moçambique e mais pequenos, como Timor, Cabo Verde ou S.Tomé e Príncipe todos unidos à volta de uma língua comum. Infelizmente é a língua e pouco mais. Cabe aos políticos lutar para mudar esse estado de coisas.
A livre circulação entre todos os países não vai ser fácil de conseguir, pois há uma grande diferença entre eles, no que respeita a desenvolvimento, riqueza, cultura, etc., mas a ideia não é má. Veremos até onde os líderes destes países conseguem ir. Viajar sem necessidade de visto já seria uma grande vitória. No pouco que me resta de vida já não me será de grande utilidade, mas tenho filhos e netos para ocupar o meu lugar, quando eu partir, e a para eles pode fazer a diferença.
Boa noite e bom domingo!

Fábrica de merda!

Tenho tentado manter-me à parte neste caso da nomeação dos administradores da CGD, porque diga eu o que disser não vai alterar em nada aquilo que está a acontecer. Mas isto começa a ser demais para qualquer lusitano que se preze. Em primeiro lugar são administradores a mais. Em segundo lugar, com ordenados tão elevados que nada justifica. E em terceiro lugar, exigindo privilégios especiais que até obrigaram o governo a criar uma lei de propósito para os proteger. Vejo-me obrigado a dar a minha opinião, recuso-me a ficar calado.
A Caixa Geral de Depósitos (escrito por extenso para que não restem dúvidas a quem me refiro) transformou-se numa autêntica fábrica de merda. Para além de gerar só prejuízos é um covil de corruptos do mais alto nível. Quem não é corrupto quando entra, acaba por sair de lá corrompido por quem está ao leme do tráfico de influências que tem ali um dos seus três vértices. O Governo e o Banco de Portugal completam o triângulo. Eles fazem o que querem e sobra-lhes tempo, nem a Cosa Nostra, em Itália, funciona tão bem.
A falta de vergonha é tanta que até o Presidente da República veio a terreiro para tentar injectar um pouco de senso comum na cabeça do António Costa (e seus pares) que parece terem ensandecido. Para não gastar mais do meu latim, limito-me a deixar aqui uma reprodução da nota publicada ontem pela Presidência da República. Ora leiam:

Nota do Presidente da República sobre a Caixa Geral de Depósitos

A reflexão acerca dos mais recentes debates públicos sobre o Decreto-Lei n.º 39/2016, de 28 de julho, suscita ao Presidente da República as seguintes considerações:

1. É do interesse nacional, e, portanto, de todos, Governo e Oposição incluídos, que a Caixa Geral de Depósitos tenha sucesso na sua afirmação como instituição portuguesa, pública e forte, que possa atuar no mercado em termos concorrenciais.

2. É do interesse nacional que a gestão da Caixa Geral de Depósitos disponha das melhores condições possíveis para alcançar esse sucesso.

3. Uma condição essencial é um sólido consenso nacional em torno da gestão, consenso esse abrangendo, em especial, a necessidade de transparência, que permita comparar rendimentos e património à partida e à chegada, isto é, no início e no termo do mandato, com a formalização perante o Tribunal Constitucional, imposta pela administração do dinheiro público.

4. O Decreto-Lei n.º 39/2016, de 28 de julho, incidiu apenas sobre o Estatuto do Gestor Público, constante do Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de março.

5. Esse Estatuto nada diz sobre o dever de declaração de rendimentos e património ao Tribunal Constitucional.

6. Tal matéria consta da Lei n.º 4/83, de 2 de abril, na redação dada, por último, pela Lei n.º 38/2010, de 2 de setembro.

7. Ora, a Lei n.º 4/83, não foi revogada ou alterada pelo Decreto-Lei n.º 39/2016, de 28 de julho.

8. A finalidade do diploma de 1983 afigura-se ser, neste particular, a de obrigar à mencionada declaração todos os gestores de empresas, com capital participado pelo Estado, e em cuja designação tenha intervindo o mesmo Estado, estejam ou não esses gestores sujeitos ao Estatuto do Gestor Público. O que se entende, em termos substanciais, visto administrarem fundos de origem estatal e terem sido objeto de escolha pelo Estado.

À luz desta finalidade, considera-se que a obrigação de declaração vincula a administração da Caixa Geral de Depósitos.

9. Compete, porém, ao Tribunal Constitucional decidir sobre a questão em causa.

10. Caso uma sua interpretação, diversa da enunciada, vier a prevalecer, sempre poderá a Assembleia da República clarificar o sentido legal também por via legislativa.

Tudo sem que faça sentido temer que os destinatários possam sobrepor ao interesse nacional a prosseguir com a sua esperada competência, qualquer tipo de considerações de ordem particularista.

Palácio de Belém, 4 de novembro de 2016

À Benfica!

Aí temos mais um fim de semana! Dizem que com chuva e frio, pois o verão já lá vai há muito e temos que aceitar aquilo que a estação corrente tem para nos oferecer. 
Lembro que na próxima sexta-feira temos o S. Martinho com castanhas e vinho que é uma das coisas boas que o Outono nos traz, junto com o vento, chuva e frio que não temos outro remédio senão aceitar e com cara alegre.
E como neste fim de semana temos um jogo marcante para o Benfica, arranjei uma catraia equipada com as cores do Glorioso para pôr o acento tónico naquilo que mais nos interessa.
Bom fim de semana!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Eu venho de Braga!

Apeteceu-me começar este texto com esta frase que ficou famosa no «Levanta-te e Ri», aquele programa do Marco Horácio (o sem pescoço) que era suposto fazer-nos rir até ficar com dor de barriga. E o seu autor foi o João Seabra que era de facto de Braga e não estava, por conseguinte a dizer mentira nenhuma. Eu venho de Braga para vos animar e fazer rir um pouco, dizia ele.
Pois, eu também venho de Braga que é a diocese e distrito a que pertence a aldeia do Minho em que nasci, no ano da graça de 1944. Dito isto, vou contar-vos o que vim fazer, pois, ao contrário do Seabra, não vim para vos fazer rir, mas sim para falar de coisas muito sérias. Futebol e Sporting de Braga, é disso que se trata.
Como puderam ver, todos aqueles que seguem as lides futebolísticas, o Braga ganhou ao Konyaspor da Turquia num jogo com muitos acidentes, lesões e expulsões. O Zé Peseiro que é considerado o treinador mais «Pé-frio» do nosso país, sem fazer muitas ondas lá vai levando a água ao seu moinho. Além de ter ganho o jogo de ontem, o que talvez não lhe sirva de grande coisa, na nossa Liga levou a sua equipa até ao segundo lugar, ex-aequo com o FCP e ninguém sabe o que o futuro lhe reserva. Imaginem só que nesta jornada ele ganha e o Porto perde. Já estão a ver o filme, não é verdade? Em teoria será mais fácil o Braga derrotar o Marítimo do que o Porto derrotar o Benfica e é com isso que eu sonho.
E além do mais, ninguém me pode levar a mal por querer que o Benfica ganhe e o mesmo aconteça ao Braga. Aqui funciono como o Professor Marcelo, acudo pelo Braga que é o clube da capital do meu distrito. E se correr tudo como eu espero, teremos na próxima segunda-feira o Braga em segundo lugar, destacado do Porto e Sporting e apenas precedido pelo Glorioso. É, como se costuma dizer, ouro sobre azul, os dois clubes que defendo em primeiro e segundo lugar da classificação. E sabe-se lá até quando! O futuro a Deus pertence!
P.S. - A garota que ilustra esta publicação não é de Braga, nem tem nada a ver com futebol, mas contaram-me que é a perfeição em pessoa e trouxe-a comigo para vos mostrar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ai se a moda pega por aqui!



A noiva precisa de dinheiro para montar a casa e parece que não faltam interessados em contribuir. Quanto mais apalpadelas mais notas no bolso. Não me parece má de todo a ideia, afinal ninguém come nenhum bocado!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A caminho do calvário!

A Via Sacra continua. O caminho até ao calvário é longo e cheio de sofrimento, mas não há maneira de o evitar. O pecado foi grande e a sua expiação tem que seguir o seu caminho até ao fim. Tudo terminará quando se ouvirem as palavras: entrego-me nas tuas mãos, faça-se a tua vontade.
Para mal dos nossos pecados, o Sporting este ano só tem contribuído para a nossa desgraça, ajudando a depauperar as finanças do clube e empurrando Portugal para baixo no ranking da UEFA. Hoje, em Dortmund, foi mais uma etapa desse percurso desastroso. Só espero que lhes sirva de lição.
Por seu lado, o FCP, sem ter feito um jogo de encher o olho, lá conseguiu levar a água ao seu moinho e segue bem embalado para conseguir o apuramento para os oitavos de final da Champions. Acho que o Nuno ainda não descobriu a equipa ideal, nem sei se isso alguma vez vai acontecer, e já agora espero que demore mais um pouco a consegui-lo, pois dava-me jeito ganhar o jogo contra eles, no próximo fim de semana.
Com isso o Benfica deixaria os seus dois principais opositores a oito pontos de distância e correria em direcção à meta cheio de entusiasmo e com os adeptos em delírio. Seria a melhor época de todas, desde que eu me lembro de ser benfiquista.
Está quase na hora de ir para a caminha, estou ainda acordado, mas o sonho já começou! 

O seu a seu dono!

Há dias, publiquei qualquer coisa sobre os Caminhos de Ferro de Moçambique, à conta da renovação da linha férrea que está quase concluída entre Cuamba e Lichinga. Hoje, voltei a olhar para os comboios em Moçambique para perceber como funciona a ligação da Beira até ao Malawi.
Infelizmente, não podemos reclamar muitas medalhas pelos sucessos do desenvolvimento deste troço do Caminho de Ferro, pois se não fossem os ingleses interessados em trazer até ao mar os produtos do seu protectorado, a Niassalândia, ainda hoje não haveria linha. Falando de modo geral, há muito quem diga que os portugueses fizeram três coisas por Moçambique, muito pouco, quase nada ou absolutamente nada, dependendo da zona em análise.
A linha que do Malawi vem até à margem norte (esquerda) do rio Zambeze foi, portanto, construída pelos ingleses. Terminava numa povoação de nome Chindio, onde as mercadorias eram transbordadas, em batelões, para o outra margem do rio, onde passava a Linha da Beira que, da cidade do mesmo nome seguia até à Rodésia. Lembro-me de ouvir falar que havia quem viajasse de Lourenço Marques até à Beira usando esta linha que passava pela capital da Rodésia. Esta operação era demorada, dispendiosa e complicada e os ingleses não descansaram até resolver o problema.



Em 1935, foi construída, sobre o rio Zambeze, a Ponte de D. Ana (ferroviária) alterando e tornando mais curto o percurso para o Malawi e o transporte das mercadorias e passageiros até ao porto da Beira mais rápido e mais cómodo. Erradamente, o projecto dessa ponte tem sido atribuído ao engenheiro Edgar Cardoso que todos nós bem conhecemos. Por isso não ser verdade, resolvi deixar aqui alguns excertos daquilo que fui lendo na internet sobre este assunto, para que fiquem a saber tanto como eu.
A mentira:
«A construção da ponte foi efetuada pela britânica Cleveland Bridge & Engineering Company sob encomenda da Central African Railway e da Trans-Zambezia Railway, e projeto do engenheiro português Edgar Cardoso, entre 1931 e 1935[1], durante o período da Administração Colonial. Contudo, foi destruída por soldados da RENAMO durante a Guerra Civil Moçambicana (1977-1992), tendo sido reparada e adaptada ao tráfico rodoviário com a ajuda financeira dos Estados Unidos da América em 1995. Em Maio de 2009 a ponte reabriu ao tráfego ferroviário.»
A prova:
«Edgar Cardoso formou-se em engenharia civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1937. Foi professor universitário e autor de algumas das mais belas pontes portuguesas, tendo sido agraciado com um doutoramento Honoris Causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.»
As obras de Edgar Cardoso:
Ponte de Mértola 
Ponte de Santa Clara, em Coimbra 
Ponte da Arrábida no Porto (na época o maior arco de betão armado do mundo) 
Ponte Governador Nobre de Carvalho, em Macau 
Ponte ferroviária de São João, no Porto 
Ponte do Vale da Ursa sobre o rio Zêzere, 
Ponte Edgar Cardoso, na Figueira da Foz. 
Extensão da pista de pouso do aeroporto da Madeira, executada em vigas de betão prefabricadas, assentes sobre pilares de betão armado. 
Ponte de Mosteirô, localizada no Douro entre Baião e Cinfães. Foi considerada por Edgar Cardoso como a sua melhor e mais bela obra.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Estamos no aquecimento!

É isso mesmo! Já há cerveja, tremoços e amendoins em cima da mesa para ajudar a passar as 3 horas que faltam até a bola começar a rolar.


Ouvi dizer que o melhorzinho de todos do Dínamo talvez não possa alinhar neste jogo. A ser verdade, fico todo contente, quando menos obstáculos tiver no caminho mais depressa chegamos à meta, ou seja, à baliza para lá enfiarmos a redondinha. A tal que rola e rebola e, por vezes, vai parar onde não deve.
Outra que também me contaram é que foi convocado o Celis, o médio do Benfica que arranja bronca sempre que joga. O Rui das Vitórias é que sabe, mas eu preferiria não correr riscos. Ainda por cima em dia de bruxas, para longe vá o agouro!
Bem, vou virar-me para a cerveja e deixar-vos em paz, pois sei que nem todos vestem uma camisola igual à minha e podem começar a fazer figas e rezar para que a vida me corra mal, coisa que eu dispenso. Até mais logo e sorte para o FCP, porque nisto da Champions somos todos portugueses.

Às 09.40 horas a terra tremeu!


O terramoto teve início às 9 horas e 40 minutos do Dia de Todos os Santos, 1 de Novembro de 1755. A terra tremeu três vezes, num total de 17 minutos, e, durante vinte e quatro horas, a terra não deixou de estremecer.


Eram exactamente 09.40 horas quando decidi escrever sobre o dia em que mais pessoas morreram em Portugal. Se tivesse pensado nisso antes, teria esperado o momento exacto para publicar a mensagem de modo que o momento ficasse registado. Não me lembrei disso a tempo e não faz mal nenhum.
Este dia em que nos concentramos em recordar aqueles que já partiram, não podemos esquecer que, por força do Terramoto de 1755, morreram alguns milhares de pessoas na cidade de Lisboa. Comecemos por recordar esses antes de quaisquer outros e rezemos para que não volte a acontecer, embora andem por aí a dizer que a desgraça se vai repetir de certeza. Esperemos que estejam enganados!