quinta-feira, 14 de julho de 2016

Mulheres ao poder!

Hesitei muito ao escolher uma foto da nova Primeira Ministra britânica para ilustrar as poucas palavras que quero aqui deixar para marcar esta efeméride. Em algumas estava mal vestida, noutras mal penteada e ainda, em muitas delas, com aspecto não condizente com o novo cargo que vai ocupar a partir de agora. Esta que escolhi parece-me bem, muito digna, bem penteada e maquilhada e até com um colar de pérolas que lhe dá um toque extra de classe. Sim, porque o aspecto visual é importante.
Com a Ângela Merkel em Berlim, a Theresa May em Londres e, muito em breve, a Hillary Clinton em Washington, temos o mundo ocidental na mão das mulheres. Como já alguém dizia, ontem, durante as reportagens emitidas a partir de Londres, só falta eleger uma mulher para chefiar a ONU. Não vejo, em França, uma mulher para suceder ao Hollande, senão teríamos mesmo o mundo em mãos femininas.
Como se vê, vai longe o tempo em que as mulheres eram confinadas à cozinha e às restantes lides domésticas. Além de parir os filhos, claro, pois aí não há santo que lhes valha. Não me consigo esquecer daquela tirada do Almirante Pinheiro de Azevedo que mandou uma jornalista que o questionava a respeito de qualquer coisa, ir lavar a loiça e arrumar a casa, em vez de andar por ali perdida no meio da campanha eleitoral.
Mas, voltando à "Teresa" que é aquilo que nos interessa, veremos como ela vai lidar com a União Europeia para acordar as novas regras de funcionamento e como se vai livrar da batata quente que representam a Escócia e Irlanda do Norte que, como países independentes que são, têm todo o direito de se manter ligados à União Europeia. Embora, pelo que parece, esta não tenha provado ser muito melhor que o Reino Unido, a que eles pertencem.
Por cá, na velha nação latina (Itália, Espanha e Portugal), as mulheres têm poucas hipóteses e continuaremos por mais uns tempos entregues aos "machos latinos" que vão tentando, a todo o custo, segurar a sua hegemonia que já dura desde os tempos de Júlio César. Mulheres ao poder? Nunca, fazem falta lá em casa!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Ai, essa memória!

Ainda se lembram disto, ou com a idade a coisa deixa de interessar?
Eu tinha um amigo que já não conseguia içar ... a bandeira e rezava assim:
- Senhor, que hei-de fazer, tiraste-me a força mas deixaste-me a vontade!
Bom dia e gozem muito que o nosso tempo está a chegar ao fim!

terça-feira, 12 de julho de 2016

E se fosse verdade?


Corre por aí uma lenda que diz que os portugueses devem o sucesso dos Descobrimentos a Jesus Cristo. Nem mais nem menos. A história conta-se em poucas palavras e pode ser que vos agrade saber aquilo que, por mero acaso, chegou ao meu conhecimento.
Como devem saber, Jesus Cristo foi carpinteiro durante os primeiros 30 anos da sua vida, arte que aprendeu com o seu pai adoptivo José. Por razões que só ele sabe, decidiu esculpir em madeira um aparelhómetro que era uma reprodução fiel do globo terrestre, com polos, meridianos, paralelos e todo o resto de indicações que ele quis transmitir ao seu povo, antes de partir na sua viagem sem regresso que estava agendada desde o dia em que nasceu.
Como verdadeira obra de arte, embora sem lhe conhecerem o segredo, esse artefacto foi guardado no Templo de Salomão pelos sacerdotes. Como suponho que também sabem, o dito templo foi destruído e pilhado mais que uma vez pelas tribos que habitavam aquela zona e queriam conquistar Jerusalém. Com a protecção divina o templo foi sempre reconstruido e a obra de arte lá guardada a sete chaves, até à Idade Média. Na época das Cruzadas e só Deus (pai de Jesus, o Carpinteiro) saberá o como e o porquê, essa obra de arte foi entregue aos Cavaleiros Templários que acabaram por trazê-la para Portugal, tendo ficado muito bem escondida no Convento de Cristo, em Tomar.
Só o "chefe" dos Templários conhecia a localização do tesouro, mas havia uma segunda pessoa que sabia como localizá-lo se o dito "chefe" sofresse algum acidente e não tivesse tempo de o entregar ao seu sucessor. Na primeira metade do Século XV, fosse por habilidade própria ou inspiração divina, o guardião do tesouro decifrou o seu significado. Ficou a saber que o mundo era uma esfera que girava em torno de um eixo, entendeu o significado do Equador, dos polos, meridianos e paralelos e achou que, se obtivesse os meios necessários, podia dar a volta ao mundo e descobrir onde ir buscar as riquezas que Portugal não tinha e que tanta falta faziam ao nosso povo.
Como era muita areia para a sua camioneta, foi obrigado a partilhar o seu segredo com El-Rei de Portugal D. João I que com a ajuda dos seus filhos, a começar pelo Infante D. Henrique, tinha possibilidades de provar se a sua interpretação da «Esfera Armilar» estava certa ou errada. Afirmava ele que a Terra era redonda e constituida por continentes e oceanos e que, por conseguinte, só "por mares nunca dantes navegados" poderia o Povo Português partir à conquista do mundo.
E foi isso que fez e deu novos mundos ao mundo!
Mas o malandro do templário sabia mais que a Lúcia e nunca revelou o esconderijo da esfera de madeira esculpida no tempo em que Jesus andou pelo mundo e assim nunca se soube como os portugueses conseguiram saber aquilo que ninguém no mundo sabia, nesse tempo. Desconfiando que estava no Convento de Cristo, este começou a ser vasculhado por nobres da corte que souberam do segredo e o seu guardião, como medida de segurança, mudou-o de sítio. Como nunca mais se ouviu falar desse verdadeiro tesouro, nem ele foi encontrado nos 600 anos, entretanto decorridos, acredita-se que o guardião do tesouro deve ter sofrido um acidente ou sido assassinado, antes de confiar a alguém a sua localização.
P.S. - É por essa razão que a esfera armilar faz parte da nossa bandeira.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Futebol, Fama e Felicidade!

Cada um sabe de si e ninguém pode garantir que o madeirense mais famoso do mundo não tenha algum problema que lhe tire o sono. Mas, assim à primeira vista, nada falta ao Cristiano Ronaldo, nem milhões de euros, nem alegria, nem sucesso, felicidade ou qualquer outro bem moral ou material de que eu me possa lembrar. Perdeu o pai, ganhou um filho e tem a sua mãe sempre ao seu lado.
A nível pessoal e desportivo pode considerar-se um homem realizado e ainda não completou 31 anos de vida. Do ponto de vista desportivo faltava-lhe um título nacional, o que conseguiu agora ao vencer o Campeonato da Europa 2016, ainda por cima envergando a braçadeira de capitão.


Falta-lhe uma mulher para lhe fazer companhia pela vida fora e ajudá-lo a gastar os muitos milhões que tem ganho, mas ainda não é tarde para tratar disso, talvez depois de pendurar as chuteiras seja o momento mais indicado. Recomendo-lhe algum cuidado na escolha, senão pode vê-la pedir o divórcio pouco depois de se casar e levar-lhe parte da fortuna que conseguiu amealhar.
Neste momento, depois de terminada a epopeia em Marcoussis e ter trazido a taça a Lisboa, é hora de descansar as pernas e gozar a companhia da família e amigos, pois muito em breve tem que apresentar-se ao trabalho para enfrentar a próxima época. O patrão é bom e paga bem, mas também exige dedicação a 100% e ele sabe isso, como bom profissional que é.
Vaticino que vai tornar-se no português mais famoso, depois do Luis de Camões.
E esta, hein!!!

domingo, 10 de julho de 2016

Depois do jogo!

Do que mais gostei na nossa vitória foi do golo marcado pelo Ederzito, o tal ponta de lança que não vale nada e que ninguém queria que o seleccionador levasse para França. Mal jogou em todas as fases deste campeonato e foi metido no jogo quando ninguém esperava por isso. É a vingança do destino, nunca ninguém sabe onde está o segredo do sucesso!


A selecção nojenta, segundo alguns comentadores franceses, mostrou que não há vitórias antecipadas e para levar o "caneco" há que provar o valor dentro das quatro linhas. Tal e qual como acabámos de fazer e como o nosso seleccionador desejou, ser a pior selecção do campeonato e levar a taça.


E não me quero alongar mais, pois o momento é de festa e não de palavras. Hoje escreveu-se, em Paris, mais um capítulo da História de Portugal, um país que já foi grande no passado e é preciso olhar com respeito.

Antes do jogo!


Ainda faltam quase 12 horas para começar o jogo e já jogadores e adeptos roem as unhas incapazes de conter a ansiedade. Alguns nem pregaram olho, durante toda a noite, a pensar nos golos que o Cristiano Ronaldo vai meter na baliza dos galarós e na festa de arromba que farão, logo à noite, se Portugal conseguir desfeitear os franceses.
Até há já quem peça que o nosso craque marque um hat-trick para ficar em primeiro lugar nos marcadores e aspirar a trazer, além do título de campeão europeu, a sua quinta bota de ouro. O mais difícil será evitar que o neto de portugueses de Paços de Ferreira que joga do outro lado, marque também, pois já leva 3 de avanço. Eu cá por mim já me contentaria com o título de campeão europeu, mas esta rapaziada quando começa a sonhar não estabelece limites.
Também há quem vaticine que o Fernando Santos vai deixar o Renato Sanches no banco e não é por causa de ele ter 24 anos, mas sim porque falhou a maioria dos passes no jogo contra o País de Gales. Eu até gosto do André Gomes, mas fico a tremer quando me lembro que a bruxa avisou que só ganharemos se estiver em campo um jogador do Benfica. Será que vai jogar o Eliseu?
Bem, não me quero alongar muito, pois é preciso injectar confiança na "cambada" e não aumentar-lhes o nível de stress. Vou passar um dia em beleza, levar a patroa a almoçar fora e depois esticar-me ao comprido e dormir a sesta para ajudar o relógio a comer as horas que faltam para o jogo começar. E, como medida de segurança, pedi a um amigo que tenho no Brasil que despache para Paris, à atenção do Fernando Santos, um URUBU bem grande para ele soltar no Stade de France, antes de o jogo começar.
Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém!

sábado, 9 de julho de 2016

Olha-me este melro!

Para mim, a notícia mais marcante desta semana foi a contratação de Durão Barroso pelo banco americano Goldman Sachs que foi o maior responsável pela crise do Sub-Prime, no ano de 2008, que arrombou as finanças a muita gente e levou à falência de outros bancos mais pequenos.
É preciso não ter vergonha para ir servir um dos maiores tubarões da alta finança que lucra milhões com as dificuldades dos outros, pessoas e estados. E adivinhando-se a turbulência provocada pelo BREXIT que pode levar alguns bancos a abandonar a cidade de Londres, a Goldman Sachs precisa de alguém que conheça os meandros da política europeia para não dar um passo em falso. Eu chamar-lhe-ia BANDALHO.
Na mesma semana em que veio à baila a questão da guerra do Iraque, lançada pelo Bush Jr., em que ele é conivente, é dose exagerada para este "político de merda" que não deixou saudades aos portugueses. Veremos como acaba essa história.


"Servir os cidadãos para se servir da Goldoman Sachs: Barroso representante indecente de uma velha Europa que a nossa geração vai mudar”, escreveu no Twitter o secretário do Comércio francês, Matthias Fekl.
Tal como o responsável governamental socialista francês, os eurodeputados do PS de França consideraram que há um “escandaloso conflito de interesses”.
“Exigimos a revisão das regras para evitar o recrutamento de antigos comissários europeus”, referiram, em comunicado, os eurodeputados do PS francês.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Fiat voluntas tua!

Dos tempos em que eu sabia algumas palavras de Latim, eu sei que as palavras que usei no título desta mensagem significam «Faça-se a tua vontade». Pois foi essa a vontade dos muitos milhares de emigrantes portugueses que em França apoiaram a nossa selecção, que a França, seu país de acolhimento, disputasse connosco a final deste campeonato da Europa. O destino quis fazer-lhes a vontade e no próximo domingo lá nos encontraremos para fazer a festa.


O jogo de hoje cheirou-me um pouco a esturro. Na minha maneira de ver a coisa, o árbitro trazia instruções claras para não permitir que a França fosse eliminada da prova. E para completar o panorama favorável a que a França fosse apurada, a equipa da Alemanha não deu uma para a caixa. Sinceramente, eu nunca os vi jogar tão pouco.
Mas tudo bem, vamos fazer a vontade aos emigrantes portugueses que vivem e labutam em França e fazer os futebolistas do galo sofrer para levar o caneco. E se pudermos roubar-lhes esse prazer, melhor ainda, a festa será a dobrar.
No domingo, dentro do campo, é que vamos tirar as teimas e saber quem se fica a rir e quem vai ficar com a lágrima ao canto do olho.

Símbolos!


Cá está o maior símbolo nacional.
E, como se viu, valeu a pena!


Farda Nº 5
Para ir torcer pela França
Deus me livre dos alemães!

Sobe, sobe, Cristiano!

De entre as várias fotos com mensagens humorísticas que, ontem, depois de terminado o nosso jogo com o País de Gales, começaram a encher as redes sociais, eu escolhi esta para partilhar convosco.


Em primeiro lugar, porque espelha o momento do nosso primeiro golo, momento em que todos os adeptos espalhados por esse mundo fora soltaram o ar retido nos pulmões num enormíssimo suspiro de alívio. Até que enfim que o enguiço terminou!
Em segundo lugar, porque esta foto serve na perfeição para ilustrar aquele ditado que diz:  quem com ferros mata, com ferros morre. Vejam como um jogador galês se apoia nas costas de um dos nossos avançados para chegar à bola. E depois vejam também como o Cristiano se aproveita dessa verdadeira pirâmide humana para ir lá acima cabecear a bola para golo.
Melhor que isto só o céu!
E agora que venha a França ou a Alemanha que somos capazes de envergonhar qualquer deles. A Alemanha se perde é quase como perder a III Guerra Mundial, depois da vergonha que passou com a I e a II, em 1918 e em 1945. E a França, como país organizador, depois das bocas "nojentas" que andou a espalhar sobre a nossa selecção, merecia perder para enfrentar a cólera dos seus adeptos e ver como elas doem. Isto para além da vingançazinha que nos devem.
Cenas dos próximos capítulos, logo à noite, por volta das 22.00 horas TMG.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Doze anos depois!


Na final de 2004 tivemos um adversário considerado fácil. Até hoje ninguém percebeu ainda como deixamos escapar aquele título. Pelo contrário, no próximo domingo, 12 anos depois, vamos ter pela frente um adversário que todos consideram favorito e talvez isso nos dê alguma vantagem. Tanto a França como a Alemanha têm sido a nossa alma negra nos europeus e mundiais, não me lembro de alguma vez lhes termos ganho. Pode ser que seja desta.
O jogo de hoje contra os galeses correu tal e qual como eu esperava que corresse. Não quis deitar muitos foguetes para não atrair mau agoiro, mas sempre estive convencido que ganharíamos sem grandes apertos. Mesmo assim, quando vi chegar o intervalo com o resultado a zeros, comecei a duvidar das minhas convicções. Aquelas arrancadas do Bale em direcção à baliza do Patrício punham-me os cabelos em pé e, mais que uma vez, vi a coisa mal parada. Felizmente, o Patrício estava num dia sim e manteve o galinheiro livre dos galináceos que são a vergonha dos guarda-redes.
Os 11 milhões de portugueses que se diz que apoiam a selecção estão em festa e assim vão ficar até domingo. É uma alegria vê-los aos pulos, nos quatro cantos do mundo. Não deve haver país que se preze que não tenha por lá um ou dois portugueses e se houver uma televisão a jeito, é mais que certo que, a esta hora, andam aos pulos, de cerveja na mão, aos gritos de apoio ao Ronaldo, ao Nani, ao Quaresma, ao Renato e aos outros todos que ajudaram à nossa vitória.
Tenho vontade de me meter no avião e ir também para Paris ajudar à festa. E só não vou porque tenho receio que não caiba lá mais ninguém. Pelo que se vê na televisão, aquilo está cheio que nem um ovo e ainda não chegaram os alemães que são aos milhões, por isso, prefiro ficar aqui quietinho no meu canto. Como diz o povo:
- Boa festa faz, quem em sua casa fica em paz!

Aguenta coração!

Finalmente chegou o dia em que vamos saber se a nossa selecção vale aquilo que dizem ou é só conversa. Cinco dias a ouvir o mesmo, de manhã à noite, já chega. Agora é que são elas!


Uma vez na vida, eu gostava de ouvir dizer que Portugal é o maior e receber a prova de tal afirmação. Isso para não ficar sempre na dúvida se andamos apenas a fanfarronar ou temos aquilo que falta aos outros. Refiro-me apenas à habilidade com a bola, pois outras habilidades eu sei que existem à fartazana e não faltam, infelizmente, provas disso. Nos últimos tempos, a PJ não tem feito outra coisa a não ser engaiolar melros que se julgam mais espertos que os seus concidadãos e metem a mãozinha naquilo que não lhes pertence.
Mas, voltando à vaca-fria, tenho ouvido tecer tantos elogios aos nossos rapazes que estou ansioso por chegar logo à noite e ver se me andam a enganar. Deus queira que não!
Vamos aos galeses, com penas ou sem penas, até os comemos!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Os transmontanos!


Não agradou a muita gente a localização do convívio deste ano. Mas se o não tivesse feito em Vila Real, nunca teria pescado estes dois camaradas que com 72 anos de idade nunca tinham participado num convívio de fuzileiros. À esquerda o Gervásio Magalhães, da Companhia 9 da Guiné e à direita o Ângelo Martins da Companhia 8 de Moçambique. Sou capaz de vaticinar que este foi o primeiro e o último convívio em que estiveram presentes. E não por lhes estar a adivinhar uma vida curta, mas por saber que de Trás-os-Montes ninguém os arranca. E, em último lugar, porque não tenciono repetir a experiência de arrastar o pessoal até Vila Real outra vez.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Enquanto houver futebol ...!

... não se fala em mais nada!
Os islandeses já regressaram à sua ilha de fogo e gelo, não sem antes mostrarem a quem foi ao Stade de France como se deve comportar um perdedor. A selecção islandesa foi a que mais alegria trouxe ao Euro 2016 e regressou a casa feliz por ter participado nesta grande festa do desporto. Nada de chorar baba e ranho por ter perdido por 5 a 2 com a França, pois reconhecem a superioridade do seu adversário. Cantaram as suas canções do costume, em frente da bancada onde estavam os seus adeptos, e disseram adeus até daqui a quatro anos, altura em que esperam estar de novo entre os grandes da Europa.


A primeira parte do meu plano está cumprida. Depois de amanhã veremos se a segunda parte corre como eu previ, com a vitória da nossa selecção. E na quinta-feira vai ser uma espécie de reedição da II Guerra Mundial, a França a ser invadida pela Alemanha. Da outra vez houve uns traidores que venderam a pátria ao inimigo, espero que desta vez isso não aconteça. Sem tiros e sem balas, eles têm apenas uma bola em quem se vão vingar dando-lhe pontapés e cabeçadas em todas as posições. Só as mãozinhas é que têm que ficar de fora, ou o árbitro apita e pára o jogo. E se for dentro da grande-área a coisa fia mais fino e pode ditar a derrota do infractor.
Ambas são grandes equipas e com provas dadas, mas um deles terá de sair derrotado, pois só pode haver um vencedor. E se a vida correr bem à nossa selecção, lá estaremos, no próximo domingo, em Paris, para receber esse vencedor, seja ele quem for, e mostrar-lhe que somos um país pequeno ao pé deles, mas temos 23 jogadores tão bons como os deles e prontos a comer a relva para trazer o troféu para cá.
Assim Deus nos ajude!

domingo, 3 de julho de 2016

Com a cabeça no cepo!


A Comissão Europeia deu a Portugal mais 3 semanas para resolver o problema do Deficit. Como se isso tivesse solução. Nem em 3 semanas, nem em 3 meses e, se calhar, nem em 3 anos, pois uma economia como a nossa, sempre dependente do que se passa em casa dos nossos amigos e vizinhos, não responde como e quando a gente quer.
O que nós precisamos é de ajuda e não de ultimatos. E não me refiro a ajuda financeira, pois essa só cria vícios e dá mau resultado, mas sim a promoção dos produtos portugueses de modo a aumentar as exportações e investimento estrangeiro canalizado para o nosso país que crie emprego e aumente o nosso PIB.
Sempre me perguntei que razões terá a AIRBUS para não investir numa fábrica de componentes em Portugal, já que somos bons trabalhadores e com ordenados baixíssimos. Os alemães da Volkswagem fizeram isso em Palmela e nunca me constou que se tivessem arrependido. Aí é que eu gostava de ver a Comissão Europeia a trabalhar, empurrando para cá trabalhinho para os nossos desempregados.


Os altos dirigentes da Comissão, cujos principais nomes podem ler acima, ganham uma brutalidade de euros e mal se apercebem da realidade de um país com centenas de milhares de desempregados (grande parte sem qualquer contrapartida monetária) e com salários de vergonha para os que têm a sorte de ter emprego.
A Catarina Martins bem grita que quer um referendo para perguntar aos portugueses se querem imitar os britânicos e abandonar a União, mas ninguém lhe dá ouvidos. Ela é muito "baixinha" para se fazer ouvir. Nada que se compare ao ministro das finanças alemão que mesmo sentado numa cadeira de rodas, fala o que quer e lhe apetece e põe toda a Europa em sentido. É o poder do dinheiro a falar por ele!
Daqui a duas horas estarei a gritar com todas as minhas forças para que a França perca. Abaixo os poderosos!

Planos para o futuro!

Depois de um jogo mal conseguido, um prolongamento sem golos e um monte de penalties desperdiçados, a selecção da Alemanha conseguiu mandar os italianos do António Conte para casa e livrar-nos a nós de termos que os aturar lá para o fim da prova.


Acredito que, logo á noite, a França vai conseguir dar a volta aos surpreendentes islandeses que começaram por surpreender a nossa selecção, na primeira jornada, e depois provocaram maiores dores de cabeça a outros adversários que se consideravam melhores que eles. Disso resultará o confronto entre a Alemanha e a França e acredito que os «cabeças-quadradas» levem a melhor. E assim teremos a Alemanha, como já vem sendo hábito, apurada para a final e à nossa espera.
Digo à nossa espera, porque temos que ganhar o jogo contra os galeses, o que está perfeitamente ao nosso alcance, e reunir todas as energias sobrantes para ir à luta contra os rapazes da Merkel. Tenho a certeza que ela vai lá estar para apoiar a sua selecção e espero que o Costa faça outro tanto. E, no intervalo, pode aproveitar para lhe meter uma cunha para esquecerem aquela porra das sanções que o seu ministro das finanças teima em querer atirar-nos para cima. Como a ele nunca lhe falta o "paínço", não sabe o que é viver com a corda na garganta e passar a vida a fazer contas para ver se o pouco que há chega para tudo.
Desse modo, se não trouxermos o caneco, pode ser que nos livremos daquela dor de cabeça que nos pode custar 300 milhões de euros.
Boa sorte Portugal!!!

sábado, 2 de julho de 2016

Geografia de Portugal!

Até ingressar nos fuzileiros, eu só conhecia a Serra da Arrábida dos livros de Geografia em que estudara as minhas lições. Sem ser um aluno brilhante nesta matéria, consegui fazer o 5º ano dos liceus (coisa da Pré-História) com 16 valores. Nada mal para quem o desporto principal era cabular.
Depois de passar pelos fuzileiros, a Arrábida tornou-se um ponto de referência e é proibido passar perto de Setúbal sem subir até lá acima e desfrutar da vista que vêem nesta imagem.


A serra com a sua beleza agreste e o mar com as suas águas geladas de cor azul turquesa são atractivos naturais que compensam quem tiver a ousadia de tomar a estrada da serra, em vez da estrada principal que leva directamente a Lisboa.
E ao descer, do lado poente, pode virar-se em direcção a Sesimbra e continuar a apreciar a beleza de uma zona de Portugal que está um tanto ou quanto afastada das vias principais. Quem subir ao castelo e lançar os olhos em direcção ao sul terá uma vista alargada do estuário do Sado que é a continuação da imagem acima.
A quem morar na margem sul do Tejo, aconselho uma viagem até Setúbal para um belo almoço de peixe grelhado, com regresso pelo caminho que acabei de indicar que é um verdadeiro espectáculo.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Será que fiz bem?

Fui eu que escolhi o País de Gales para nosso adversário, mas já estou com dúvidas que tomei a melhor decisão. Claro que escolhi os galeses por me parecerem os mais fraquinhos, mas depois de os ver eliminar a Bélgica com tanta facilidade já tenho as pernas a tremer. E se eles nos dão a mesma receita que deram aos belgas? Quero dizer, os 3 a 1 que marcava o placard no fim do jogo. Que Deus nos acuda!


Eu sei que nós temos argumentos para ganhar ao Bale e aos rapazes crescidinhos que o acompanham, mas o que eu não sei é se os nossos jogadores estarão dispostos a mostrá-los, quando chegar o momento. Vou ter que rezar muito para que isso aconteça e também para que o Engenheiro não me troque as voltas. É que, por vezes, eu escolho uma equipa e ele põe outra a jogar. Mas como é ele que recebe o ordenado para fazer o trabalho, tenho que me vergar às suas escolhas.
Nos jogos que faltam, o Alemanha-Itália não me deixa grandes escolhas, entre um e outro venha o diabo e escolha. Limito-me a ficar com aquele que sobrar e que seja o que Deus quiser. Se nos couber a nós enfrentá-lo, soltamos-lhes os cães às canelas e talvez a sorte nos sorria. Quanto ao França-Islândia, o caso é muito mais sério. A França é o organizador do Campeonato e não vai querer ficar de fora por nada deste mundo. Por seu lado, a Islândia é um estreante cheio de ambição que já cometeu algumas tropelias para chegar onde chegou. Foi o nosso primeiro adversário, neste Euro 2016, e pode acontecer que seja o nosso opositor na final, tal como aconteceu com a Grécia no Euro 2004. Só espero, se isso acontecer, que não se repita o desfecho do jogo Portugal-Grécia. Isso seria mau demais!
Força Portugal!!!

Faltam os sapatos!

Sim, já temos as meias, falta-nos ganhar os sapatos, ou seja o acesso à final. Vamos tratar disso na próxima quarta-feira, contra a Bélgica ou País de Gales.


Voltamos a não entrar muito bem no jogo. Parece ser o fado desta selecção, tem que levar na mona, primeiro, para acordar e começar a jogar. Depois disso só pecámos por não marcar dois ou três golos. O Ronaldo esteve outra vez algo perdulário e o árbitro não ajudou nada. Para além de um penalty claro que não assinalou, deixou os polacos massacrar os nossos jogadores sem puxar pelos cartões.
O prolongamento e os penalties já começam a chatear, mas se não pudermos resolver de outro modo que seja assim. Gramei o prémio de melhor jogador ser atribuído, mais uma vez, ao Renato. E o Patrício defender um penalty. E o Quaresma ter marcado o penalty decisivo. Foram duas horas e picos a sofrer, mas valeu a pena, pois subimos mais um degrau na escada de acesso ao pódio.
Em frente, Portugal!